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TotalEnergies has postponed the start of the LNG project in Mozambique to 2029 and has revised its cost upwards

Paris, La Defense, 09/07/2020, PDG TOTAL, Patrick POUYANNE

TotalEnergies has officially postponed the start date of the Mozambique LNG export project from the first quarter of 2027 to the first quarter of 2029.

TotalEnergies has officially postponed the start date of the Mozambique LNG export project from the first quarter of 2027 to the first quarter of 2029.

Last year, the large French company expected Mozambique LNG, along with its other projects involved, i.e. Qatar NFE/NFS, Papua LNG and Rio Grande LNG, to start LNG production by 2028.

TotalEnergies also revised upwards the engineering, procurement and construction (EPC) cost of the project’s gas treatment and liquefaction facilities to more than US$10 billion, while the cost had initially been estimated at between US$8 billion and US$9 billion.
However, TotalEnergies CEO Patrick Pouyanne reiterated that the project “remains profitable” and his company remains “committed” to it, as he plans to meet with Mozambique’s new president (who will be elected this week) to discuss the project’s development status and future plans.

The Mozambican government has repeatedly asked Total to restart the country’s LNG project, as the African country wants to take advantage of current high LNG prices and the global shift to cleaner energy sources.

Meanwhile, TotalEnergies said that the decision to restart the project depends on security guarantees in the region, resolving differences with contractors over the extra cost of the project and getting the green light for financing the project from credit agencies.
It seems that cost and financing considerations are now the last issues before restarting Mozambique LNG, as there has recently been “progress on security” and “70% to 80% of a $14 billion financing package underpinning the project has been reconfirmed by lenders”.

The operator wants to have “a clear view of the costs of the project after an interruption of more than two years – which should be maintained and not increased”.

According to the Global LNG Database® , construction of the 12.88 MMT/Y Mozambique LNG project began by its main EPC contractor CCS JV (McDermott International, Ltd, Saipem and Chiyoda Corporation) at the end of 2019.

The project was 21% complete shortly before it was suspended following an attack in March 2021 on the city of Palma, on the project’s doorstep.

SOURCE: https://www.globallnginfo.com/ShowNews.aspx?NewsID=20240000066

Moçambique perde até 2 milhões de dólares anualmente por falta de Organismo Nacional de Acreditação

Moçambique está a perder entre um a dois milhões de dólares anualmente devido à inexistência de um Organismo Nacional de Acreditação (ONA), o que obriga empresas e laboratórios nacionais a recorrerem a serviços de certificação e acreditação oferecidos por entidades estrangeiras, especialmente pelo Serviço de Acreditação da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADCAS).

A informação foi avançada por Geraldo Albasini, Director-Geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), que considera essencial a implementação de um organismo nacional para reduzir os custos operacionais e acelerar o processo de certificação de produtos e serviços no país.

Albasini explicou que, actualmente, para que uma empresa ou laboratório obtenha a acreditação necessária para a sua actividade, não só é necessário pagar pelos custos inerentes ao serviço, como também custear as despesas de deslocação e hospedagem dos auditores que vêm de fora do país. Estes custos adicionais elevam o valor total do processo de certificação, tornando-o menos acessível e mais demorado, o que afecta a competitividade das empresas moçambicanas tanto no mercado interno como no internacional. Este sublinha que, se o país contasse com um Organismo Nacional de Acreditação, esses custos seriam significativamente reduzidos, pois os serviços passariam a ser prestados por técnicos locais, eliminando a necessidade de importar mão-de-obra especializada e outros encargos logísticos.

Além dos prejuízos financeiros, a falta de um organismo de acreditação dentro do território nacional representa um risco para a qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos consumidores. Produtos como alimentos, medicamentos e materiais de construção, que dependem de rigorosos processos de verificação e certificação para garantir a segurança e a saúde dos consumidores, acabam por não ser controlados da mesma forma. Albasini defende que a criação do ONA traria maior confiança nos produtos e serviços comercializados no país e facilitaria a sua exportação para mercados externos, que exigem certificações específicas.

O INNOQ está a conduzir um estudo para determinar o tempo necessário para a implantação do Organismo Nacional de Acreditação e avaliar a viabilidade técnica e económica do projecto. Segundo Albasini, a expectativa é que o estudo forneça um roteiro claro e viável para que Moçambique possa finalmente dispor de uma entidade própria para a certificação e acreditação, contribuindo para a redução de custos, melhorando o ambiente de negócios e fortalecendo a competitividade do setor privado.

A criação do ONA é vista como um passo crucial para o desenvolvimento económico do país, já que possibilitará a certificação de produtos e serviços a custos reduzidos e em tempo útil. “Com a implantação do organismo, certamente vamos reduzir os custos, porque neste momento qualquer laboratório que queira o serviço de acreditação, para além de pagar os custos dos próprios serviços, é preciso custear as despesas de deslocação dos auditores do país de origem para Moçambique, é preciso custear as despesas de transporte local, é preciso custear as despesas de hospedagem, alimentação e outros custos”, afirmou Albasini.

Com a implementação de um organismo nacional, estima-se que o país poderia poupar uma quantia significativa anualmente, além de garantir um maior controle de qualidade nos serviços prestados. O estudo preliminar, que será concluído em breve, vai determinar os próximos passos para a efetivação do organismo, que deve trazer uma melhoria significativa para as empresas e a economia de Moçambique no geral.

Vivo Energy Moçambique expande a sua rede de postos de abastecimento em parceria com a Camel Oil

A Vivo Energy Moçambique, representante da marca Engen e distribuidora exclusiva dos lubrificantes da marca Shell, inaugurou um novo posto de abastecimento de combustíveis Engen N1, localizado em Mumemo, Marracuene, resultado de uma parceria estratégica com a Camel Oil. Esta colaboração envolve 12 postos na província de Maputo, expandindo a rede da Vivo Energy Moçambique para um total de 58 postos operacionais a nível nacional, reforçando a sua presença no mercado moçambicano.

“Esta parceria com a Camel Oil vai além da simples expansão da nossa rede; é parte do nosso compromisso de estarmos cada vez mais próximos dos nossos clientes, oferecendo serviços de excelência e contribuindo para o desenvolvimento socio-económico das comunidades onde operamos. Este novo posto, Engen N1 (Mumemo), além de fornecer combustível, conta com um centro de lavagem e troca de óleo de veículos, e uma loja de conveniência totalmente equipada para responder às necessidades diárias dos nossos clientes, contribuindo para a dinamização do comércio local e fortalecimento da economia da região,” afirmou João Oliveira e Sousa, Administrador Executivo da Vivo Energy Moçambique.

A cerimónia de inauguração contou com a presença de Maghivelani Simão, Vereador das Actividades Económicas, Transportes, Comunicação e Trânsito do município, que representou o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Marracuene, Shafee Sidat. O evento também reuniu outras figuras importantes, como o representante da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego, Sr. Eurico Mavie, Camel Oil, Sr. Zuber Aleem, o Director de Retalho da Vivo Energy, Sr. Joaquim Jibambo, bem como toda a direcção da Vivo Energy Moçambique.

Durante a sua intervenção, João Oliveira e Sousa sublinhou ainda que, dos 12 postos de abastecimento envolvidos nesta parceria, cinco desses postos estão já em operação, enquanto três encontram-se em fase de construção e/ou remodelação, com previsão de conclusão até ao final de 2024, sendo que os restantes quatro postos deverão estar operacionais no início de 2025.

Desde a sua entrada no mercado moçambicano em Março de 2019, após a aquisição da Engen, a Vivo Energy Moçambique tem registado um crescimento significativo, com uma expansão de 19 postos em 2019 para os actuais 58, estando presente em todas as províncias do país. Esta expansão acelerada reflete o compromisso contínuo da empresa em oferecer acessibilidade, qualidade e inovação no fornecimento dos seus serviços.

A Vivo Energy Moçambique emprega, directa e indirectamente e apenas na área de retalho, mais de 1.800 moçambicanos em todo o país, reafirmando o seu compromisso com a criação de oportunidades de emprego e desenvolvimento das comunidades locais.

Sector privado propõe redução das Reservas Obrigatórias e uso das RIL para aliviar escassez de divisas no mercado

A CTA convocou uma Conferência de Imprensa para reiterar, como medida de curto prazo para aliviar a escassez de divisas no mercado, a necessidade de redução do coeficiente das Reservas Obrigatórias em moeda externa, que, actualmente, se situa em 39,5%, das mais elevadas do mundo.

Igualmente, como medida de curto prazo, a CTA defendeu a necessidade do Banco de Moçambique começar a injectar, ao mercado, parte das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), consideradas altas, para que os bancos comerciais ganhem confiança e usem a sua posição cambial positiva para apoiar as empresas. Em Julho último, as RIL cresceram em cerca de 40%, atingindo uma cobertura de 4,9 meses de importações, enquanto o benchmark do FMI é de 2,8 meses.

Como medida, a médio e longo prazos, a CTA propôs a revisão do tipo de contrato celebrado entre o Governo de Moçambique e os actores no mercado internacional, porquanto claudica ao não canalizar benefícios diversos para a economia de Moçambique, estando refém de divisas que são geradas por Grandes Projectos no País.

Os sectores da Indústria Transformadora (onde as moageiras acumularam necessidades de divisas não satisfeitas estimadas em 56 milhões de dólares até Junho), de bebidas, transporte aéreo e turismo, são os mais afectados.

CodeLabs lança 2ª edição de competição para jovens programadores desenvolverem soluções inovadoras para o sector de transportes

As candidaturas para a 2ª edição do Programa CodeLabs estão abertas até 11 de Outubro.

O programa tem como objectivo apoiar o desenvolvimento de jovens programadores, promovendo uma competição focada na criação de soluções inovadoras em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) que sejam úteis para o quotidiano de empresas dos sectores marítimo e de transportes.

O projecto CodeLabs foi criado, em 2023, pela Cornelder de Moçambique, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento dos jovens profissionais no País.

Depois do sucesso da 1ª edição – onde o grupo vencedor criou uma plataforma que fez depois a gestão do maior evento desportivo de Moçambique, a Légua da Beira – esta 2ª edição será realizada de 28 de Outubro a 1 de Novembro, na cidade da Beira.

Poderão inscrever-se para este projecto jovens programadores, estudantes finalistas e recém-graduados, com idade compreendida entre 18 e 30 anos, e que queiram demonstrar o seu talento e ideias inovadoras.

Importa realçar que se pretende com este “hackathon” envolver os jovens recém-formados em TICs na criação de soluções informáticas que resolvam os desafios do sector portuário no País.

Informações sobre o programa, estão disponíveis no site: www.codelabs.co.mz

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RBR Group Limited prepara-se para retomar os projectos de GNL na Bacia do Rovuma com contrato de 16,5 Milhões de dólares

RBR Group Limited

A RBR Group Limited, uma empresa australiana especializada em treinamento e fornecimento de mão-de-obra, anunciou sua posição estratégica no reinício do projecto de gás natural liquefeito (GNL) da TotalEnergies na bacia do Rovuma, em Moçambique. A empresa garantiu contratos significativos no valor total de 24 milhões de dólares australianos (16,5 milhões de dólares) para o fornecimento de serviços de treinamento e construção de acampamentos ao longo de 18 meses.

Apesar da declaração de força maior pela TotalEnergies, que suspendeu as actividades do projecto devido a questões de segurança na região, a RBR reorientou seus esforços para explorar novas oportunidades em Moçambique. Em sua recente publicação, a empresa destacou a resiliência e a adaptabilidade diante dos desafios, informando que já concluiu novos contratos primários de fornecimento e construção de acampamentos.

Com o iminente reinício das actividades na bacia do Rovuma, a RBR se posiciona como um jogador fundamental no fornecimento de mão-de-obra qualificada e soluções de acomodação. A empresa acredita que suas alianças estratégicas e sua experiência no setor, combinadas com um histórico de contratos bem-sucedidos, a capacitarão a aproveitar as oportunidades significativas que surgirão.

Moçambique abriga três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração de suas reservas de gás natural, que estão entre as maiores do mundo, localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado. Dois desses projectos, de maior envergadura, preveem a canalização do gás do fundo do mar para a terra, onde será resfriado em uma planta para exportação marítima em estado líquido. Um deles é liderado pela TotalEnergies, cujas obras foram suspensas após o ataque armado em Palma, em Março de 2021, com a empresa francesa afirmando que só retomará as actividades quando a segurança da região for garantida. O outro projecto, ainda sem anúncios concretos, é liderado pelo consórcio da ExxonMobil e Eni.

Com uma estratégia corporativa robusta e foco na integração vertical, a RBR Group Limited está determinada a expandir suas operações e arrecadar mais receitas, mirando também outros mercados africanos. A empresa reafirma seu compromisso em contribuir para o desenvolvimento económico de Moçambique enquanto capitaliza as oportunidades no sector de GNL.

A sustentabilidade como vantagem competitiva: O papel das práticas de ESG e Marketing nas PMEs

Moçambique tem apresentando uma promissora trajetória econômica e métricas de crescimento relevantes e está cada vez mais buscando transformações significativas e neste cenário é cada vez mais notável o papel que as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) desempenham para o desenvolvimento económico do país.

Embora muitas MPMEs estejam cientes de aspectos sociais e ambientais, é sabido de suas limitações para uma aplicação de grandes investimentos na implantação de acções para o desenvolvimento de negócios sustentáveis, entretanto é possível dar os primeiros passos nesta jornada com a adopção de ações graduais. As empresas moçambicanas, podem e devem gradualmente implementar práticas ESG para capitalizar nas crescentes oportunidades económicas, ao mesmo tempo em que promovem um impacto positivo na sociedade.

Como ponto de partida nesta jornada sustentável, as PMEs podem focar em práticas ambientais que não exigem grandes investimentos financeiros, como algumas ações para eficiência de recursos. Pequenos exemplos que podem ser implementados incluem gestão de resíduos, uso eficiente de energia, e incentivar os colaboradores a adoptar e propagar essas práticas para além da empresa. Isso ajuda a demonstrar um compromisso com a sustentabilidade. No sector agrícola de pequena e média escala, as PMEs podem adoptar técnicas de agricultura sustentável que preservam a saúde do solo e reduzem o uso de produtos químicos, contribuindo para a conservação ambiental sem incorrer em altos custos.

Embora inicialmente perceba-se como caro, o uso de energia renovável pode ser implementado de forma incremental. Moçambique tem um potencial solar significativo, e as PMEs podem começar com pequenos passos e, ao longo do tempo, à medida que os benefícios financeiros de contas de energia reduzidas se tornem aparentes, essas empresas podem reinvestir as economias para expandir sua capacidade de energia renovável. Essa abordagem gradual permite que as PMEs estejam alinheme aos objectivos globais de sustentabilidade sem sobrecarregar seus orçamentos limitados.

No campo social, o engajamento comunitário e o desenvolvimento são vitais para promover boa vontade e construir fortes relações locais. As PMEs podem se envolver no desenvolvimento comunitário apoiando projectos locais por meio de doações de suprimentos ou voluntariado. Esses esforços não exigem grandes desembolsos financeiros, mas podem ter um impacto profundo no bem-estar da comunidade e na fidelidade dos clientes.

O bem-estar dos colaboradores também é uma parte importante no caminho para a gestão sustentável dos negócios, e o desenvolvimento das pessoas deve ser uma prioridade. Salários justos, condições de trabalho seguras e oportunidades de desenvolvimento contínuo de habilidades são essenciais para manter uma força de trabalho motivada e eficiente. Para as PMEs, ter uma equipe engajada pode se reflectir no aumento da produtividade, redução da rotatividade, melhoria na qualidade dos produtos ou serviços, maior inovação e resiliência, o que se traduz em aumento da satisfação do cliente e fortalece a empresa diante das adversidades típicas de ambientes com recursos limitados.

Juntamente com todas as ações já mencionadas, a adopção de práticas de Governança, como garantir operações transparentes e o engajamento dos stakeholders, é crucial para construir confiança e credibilidade. As PMEs devem adoptar estruturas de governança que incluam auditorias regulares, conformidade com as regulamentações locais e práticas empresariais éticas. Relatórios financeiros transparentes, mantendo registos claros e precisos de transações e decisões, podem ser feitos usando soluções de software simples e de baixo custo.

Engajar todos os stakeholders—clientes, funcionários, fornecedores e investidores—por meio de canais de comunicação regulares ajuda a reunir feedback, resolver preocupações e fortalecer os relacionamentos, ao mesmo tempo que promove o compromisso com o sucesso da empresa. Nesse contexto, o marketing desempenha um papel fundamental na promoção das práticas de ESG. Ao comunicar de forma eficaz seu compromisso com o desenvolvimento e com as práticas sustentáveis, as empresas podem melhorar sua reputação de marca e atrair clientes que valorizam práticas empresariais éticas e responsáveis.

À medida que Moçambique continua a crescer economicamente, integrar práticas ESG nas estratégias de negócios não é apenas uma obrigação moral, mas uma vantagem estratégica. As PMEs, com seu papel significativo na economia, têm o potencial de integrar essa transformação e construir negócios resilientes que contribuam para os objectivos de desenvolvimento sustentável do país. Com uma implementação cuidadosa e marketing eficaz, a implementação das práticas de ESG podem abrir caminho para um futuro próspero tanto para as empresas quanto para as comunidades em Moçambique.

À medida que o país continua a se desenvolver, integrar práticas de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) às estratégias de negócios especialmente para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) não é apenas uma obrigação moral, mas uma vantagem estratégica. Ao mesmo tempo, é sabido que o investimento em acções de comunicação e marketing ajudam a construir fortes relações com os clientes e potenciais clientes. Neste cenário, torna-se vital aliar as práticas de negócios sustentáveis dentro do planeamento geral da empresa, de forma que as acções de comunicação e sustentabilidade possam juntas catalisar o crescimento sustentável e o sucesso a longo prazo.

Por: Dayane Azeredo – Ipsos Moçambique

Dayane Azeredo é apaixonada por assuntos relacionados à pessoas, inovação, marcas, consumidores e desenvolvimento sustentável.  Profissional de Relações Públicas, actua há mais de 10 anos como gestora de marcas, relacionamento com clientes e stakeholders e liderança de projectos e pessoas.

Sustainability as a Competitive Advantage: The Role of ESG and Marketing Practices in SMEs

Mozambique has shown a promising economic trajectory and relevant growth metrics and is increasingly seeking significant transformations and in this scenario the role that micro, small and medium-sized enterprises (MSMEs) play in the country’s economic development is increasingly notable.

Although many MSMEs are aware of social and environmental aspects, it is well known that they are limited in their ability to invest heavily in implementing actions to develop sustainable businesses, although it is possible to take the first steps on this journey by adopting gradual actions. Mozambican companies can and should gradually implement ESG practices to capitalize on growing economic opportunities, while at the same time promoting a positive impact on society.

As a starting point on this sustainable journey, SMEs can focus on environmental practices that don’t require large financial investments, such as some resource efficiency actions. Small examples that can be implemented include waste management, efficient energy use, and encouraging employees to adopt and spread these practices beyond the company. This helps demonstrate a commitment to sustainability.

In the small and medium-scale agricultural sector, SMEs can adopt sustainable farming techniques that preserve soil health and reduce the use of chemicals, contributing to environmental conservation without incurring high costs.

Although initially perceived as expensive, the use of renewable energy can be implemented incrementally. Mozambique has significant solar potential, and SMEs can start with small steps and, over time, as the financial benefits of reduced energy bills become apparent, these companies can reinvest the savings to expand their renewable energy capacity. This gradual approach allows SMEs to be aligned with global sustainability goals without straining their limited budgets.

On the social front, community engagement and development are vital for promoting goodwill and building strong local relationships. SMEs can get involved in community development by supporting local projects through donations of supplies or volunteering. These efforts don’t require large financial outlays, but can have a profound impact on community well-being and customer loyalty.

Employee well-being is also an important part of the road to sustainable business management, and people development must be a priority. Fair wages, safe working conditions and opportunities for continuous skills development are essential for maintaining a motivated and efficient workforce. For SMEs, having an engaged team can be reflected in increased productivity, reduced turnover, improved product or service quality, greater innovation and resilience, which translates into increased customer satisfaction and strengthens the company in the face of adversity typical of environments with limited resources.

 

Along with all the actions already mentioned, adopting governance practices, such as ensuring transparent operations and stakeholder engagement, is crucial to building trust and credibility. SMEs should adopt governance structures that include regular audits, compliance with local regulations and ethical business practices. Transparent financial reporting, keeping clear and accurate records of transactions and decisions, can be done using simple, low-cost software solutions.

Engaging all stakeholders-customers, employees, suppliers and investors-through regular communication channels helps to gather feedback, resolve concerns and strengthen relationships, while promoting commitment to the company’s success. In this context, marketing plays a key role in promoting ESG practices. By effectively communicating their commitment to development and sustainable practices, companies can improve their brand reputation and attract customers who value ethical and responsible business practices.

As Mozambique continues to grow economically, integrating ESG practices into business strategies is not just a moral obligation, but a strategic advantage. SMEs, with their significant role in the economy, have the potential to integrate this transformation and build resilient businesses that contribute to the country’s sustainable development goals. With careful implementation and effective marketing, the implementation of ESG practices can pave the way for a prosperous future for both companies and communities in Mozambique.

 

As the country continues to develop, integrating Environmental, Social and Corporate Governance (ESG) practices into business strategies, especially for Small and Medium-sized Enterprises (SMEs), is not just a moral obligation, but a strategic advantage. At the same time, it is well known that investment in communication and marketing actions helps to build strong relationships with clients and potential clients. In this scenario, it becomes vital to combine sustainable business practices within the company’s overall planning, so that communication and sustainability actions can together catalyze sustainable growth and long-term success.

By: Dayane Azeredo – Ipsos Mozambique

Dayane Azeredo is passionate about people, innovation, brands, consumers and sustainable development.  A public relations professional, she has worked for more than 10 years as a brand manager, customer and stakeholder relations and project and people leader.

Hollard Moçambique expande presença com aquisição da Global Alliance Seguros aprovada pela ARC

Agora sim, o negócio pode prosseguir sem obstáculos. A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique deu luz verde à aquisição total da Global Alliance Seguros pela Hollard Moçambique Companhia de Seguros, S.A., após decidir pela “Não Oposição” à operação. A transação, que foi formalizada através de um contrato de compra e venda em 28 de Junho de 2024, marca uma nova fase de consolidação no mercado segurador moçambicano.

Aquisição e avaliação de concorrência

A ARC afirma, em comunicado, que analisou detalhadamente a transação e concluiu que a mesma não levanta preocupações quanto à criação de entraves significativos à concorrência nos segmentos de Seguros Vida e Não-Vida. O órgão regulador determinou que a fusão não compromete a competitividade no sector de seguros ou em outros mercados relacionados, permitindo que a operação avance sem restrições adicionais.

Fortalecimento da Hollard no mercado moçambicano

Com a conclusão desta aquisição, a Hollard Seguros solidifica sua presença em Moçambique, expandindo sua actuação nos ramos de seguros gerais, de vida e de gestão de fundos de pensões, através da sua subsidiária **Hollard Vida Companhia de Seguros. Ao incorporar a Global Alliance Seguros, a empresa diversifica ainda mais sua carteira de produtos, abrangendo áreas como seguros de acidentes pessoais, automóvel, marítimo e responsabilidade civil.

Impacto no Sector Segurador

Esta operação de concentração, considerada do tipo “horizontal”, representa um movimento estratégico importante para a Hollard, permitindo-lhe aumentar sua competitividade num mercado em crescimento. Ao mesmo tempo, a aprovação da ARC reflecte a confiança de que a aquisição contribuirá para o fortalecimento da concorrência e a dinamização do sector segurador em Moçambique, promovendo um ambiente de negócios mais robusto e diversificado.

Com a transação concluída, a Hollard poderá agora avançar para uma nova fase de expansão, oferecendo um portfólio mais amplo e integrado de produtos e serviços no mercado moçambicano, sem quaisquer impedimentos regulatórios.

A Consolidação da tendência de concentração no Sector Segurador moçambicano

Esta aquisição da Global Alliance Seguros pela Hollard Seguros, pode ser vista no contexto de uma tendência mais ampla de concentração no sector segurador em Moçambique. A operação de concentração horizontal reforça um movimento que tem vindo a ganhar força, à medida que grandes grupos seguradores internacionais expandem sua presença no mercado nacional através de fusões e aquisições.

Ou seja, essa tendência reflecte uma realidade do sector, onde a competição acirrada e a busca por economias de escala levam empresas maiores a absorverem operadores menores, como forma de aumentar sua competitividade e diversificar a oferta de produtos. A aquisição da Global Alliance permite que a Hollard Seguros amplie sua actuação em diversos ramos de seguros.

Igualmente, a consolidação traz consigo vários efeitos para o mercado. Por um lado, o aumento da escala de operações e da capacidade financeira das empresas resultantes pode fortalecer o setor, tornando-o mais resiliente e capaz de oferecer produtos competitivos, além de melhorar a solvência e capacidade de investimento. Por outro lado, há preocupações com a redução do número de players no mercado, o que poderia impactar negativamente a competição e limitar as opções para os consumidores.

No entanto, a decisão da Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de aprovar a transação sem restrições indica que, para o regulador, a operação não compromete significativamente a dinâmica concorrencial. A ARC acredita que a fusão poderá, inclusive, gerar maior eficiência e aumentar a capacidade de inovação, beneficiando o mercado segurador como um todo. (O.económico)

Crescimento económico será 0,7 pontos percentuais em 2025

O Governo estima que o crescimento económico no próximo ano será 0,7 pontos percentuais abaixo da capacidade do país devido aos eventos climáticos, nomeadamente o fenómeno ‘La Niña’.

De acordo com um relatório do Ministério da Economia e Finanças sobre os riscos fiscais para o próximo ano, as projeções climáticas, de outubro a março, condicionam, desta forma, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, que é de 4,7%.

Para este ano o Governo prevê um crescimento económico de 5,5%, após um registo de 5% em 2023 e de 4,4% em 2022.

“Estima-se que o crescimento real poderá estar 0,7 pontos percentuais abaixo da capacidade potencial da economia (em 2025). Este cenário é historicamente notório com hiato do produto (interno bruto (PIB)) no terreno negativo, influenciado, em parte, pelos desastres naturais, que impactaram a capacidade da economia de atingir o seu produto potencial”, lê-se no documento.

O ministério acrescenta que, em 2023, os efeitos do ciclone Freddy e da tempestade Filipo retiraram 2,3 pontos percentuais ao crescimento do PIB moçambicano, que se seguiu aos quatro pontos em 2022 e 4,7 pontos em 2021, pelos mesmos motivos.

“Os gráficos revelam que durante a próxima época chuvosa e ciclónica o país estará sob influência da ‘La Ninã’. Este fenómeno propícia a ocorrência de chuvas acima do normal nas regiões centro e sul, particularmente nos períodos de outubro de 2024 a março de 2025, enquanto as previsões de anomalias de temperatura da superfície do mar apontam para uma transição de ‘El’ Niño para ‘La Niña’”, lê-se ainda.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.

Já no primeiro trimestre de 2023, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afetaram mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3.200 salas de aula, segundo dados oficiais do Governo.