Tuesday, May 19, 2026
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Private sector maintains moderate expansion in July, according to PMI

Standard Bank’s Purchasing Managers Index™ (PMI) revealed moderate growth in the country’s private sector in July. The index stood at 50.6, slightly below the 51.0 recorded in June, but still above the 50.0 threshold, which indicates continued expansion.

According to a statement from Standard Bank, companies continued to generate further increases in sales, contributing to growth in production, employment and purchasing activity. However, the report points out that the pace of growth has shown signs of slowing. Standard Bank Mozambique’s chief economist, Fáusio Mussá, noted that “the PMI, despite remaining above 50.0, signals a less marked improvement in business conditions.”

In July, new orders increased for the sixth consecutive month, driven by market demand and the attraction of new clients. However, the rate of expansion slowed to the lowest level in three months. The economist commented that “growth in new orders continued, but the pace was the slowest in three months.”

Business activity also grew, with companies responding to the increase in new orders by expanding production. The document indicated that this growth “was moderate, with the agriculture, secondary and wholesale and retail trade sectors standing out.”

Context and Historical Trends
Analysis of the PMI graph shows that since 2015, Mozambique’s private sector has experienced significant variations, with periods of expansion and contraction. In 2020, the index fell sharply, reflecting the impacts of the COVID-19 pandemic. Since then, the PMI has shown a gradual recovery, albeit with fluctuations.

Bank

Recent Performance
In July 2024, the index of 50.6 indicates moderate expansion:

  1. New Orders: New orders increased for the sixth consecutive month, driven by market demand and new customers. However, the rate of expansion of new orders slowed to the lowest level in three months.

2. Production and Employment: Growth in production and employment continued, albeit at a slower pace. Companies responded to the increase in new orders by expanding production, especially in the agricultural, secondary and wholesale and retail trade sectors.

3. Purchasing Activity: Purchasing activity also grew, with companies increasing their purchases to meet growing demand.

 

CPLP quer formar redes empresariais transnacionais comunitárias

A comunidade de nove países de língua portuguesa possui mais de 50% dos recursos energéticos do mundo. É o quarto maior produtor de petróleo.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunida no II Diálogo Sobre Pequenos Negócios e Empreendedorismo, em Luanda, defende a criação de redes empresariais transnacionais comunitárias.

De acordo com os ‘ideólogos’, o programa, designado “Visão de Futuro Sobre a Cooperação na Área de Pequenos Negócios e Empreendedorismo”, visa facilitar a colaboração dos agentes económicos dos países cuja unidade se funde na língua portuguesa.

Para os Estados-membros da CPLP, a promoção de práticas sustentáveis e de responsabilidade

social nas actividades empresariais deve ser fomentada nas políticas do grupo, a fim de incentivar o desenvolvimento económico, alinhado com as preocupações ambientais e sociais.

O grupo de especialistas chamou a atenção para a necessidade de se fomentar o desenvolvimento de programas de formação e capacitação de empreendedores, tendo como meta melhorar a capacidade e o aumento dos conhecimentos sobre negócios. Além disso, concluiu ser fundamental capacitar os técnicos das instituições públicas que operam em matéria de promoção do comércio externo, investimento e apoio às micro, pequenas e médias empresas para responder aos desafios dos mercados internacionais, principalmente da CPLP.

Barreiras a serem ultrapassadas

Assim sendo, advogaram os técnicos, deve ser garantido o acesso fácil e transparente à informação sobre o quadro legal, tendo em conta os aspectos burocráticos relativos às operações e os incentivos fiscais que os mercados da comunidade dos falantes do português oferecem. Também deve ser promovida a celebração de cordos de cooperação e a facilitação de investimentos com protecção recíproca, mediante o estabelecimento de mecanismos para partilha de experiência e boas práticas em gestão, bem como o apoio a pequenos negócios.

A equipa da CPLP que trabalhou na capital angolana, em Novembro último, identificou dez áreas de cooperação (cidadania e mobilidade; justiça e segurança; mulheres e igualdade de género; cultura e educação; cooperação económica e comercial; ciência e tecnologia; saúde; juventude e língua portuguesa).

No âmbito da cooperação em prol da juventude da CPLP, a organização comunitária lusófona defende a implementação de iniciativas voltadas para a participação e desenvolvimento dos jovens.

O combate à corrupção e ao crime organizado também consta das preocupações comunitárias. Vista no âmbito da cooperação em matéria de justiça e segurança, prevê igualmente respeitar o estado de direito.

Sectores de cooperação comunitária

Por outro lado, a consolidação da cooperação económica da CPLP (até 2027) assentará na promoção do comércio e do investimento, na capacitação institucional e empresarial, na melhoria dos mecanismos de financiamento, no reforço da competitividade, nos sistemas nacionais de propriedade industrial, e desenvolvimento e consolidação das infra-estruturas nacionais para a qualidade.

Da informação disponibilizada no encontro de Luanda ficou a saber-se que a CPLP é um mercado com 300 milhões de consumidores e poderá chegar a 500 milhões até ao final do século XXI. Composta por nove países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), a comunidade de falantes do português representa 8% da superfície planetária e mais de 50% dos recursos energéticos do mundo, constituindo o quarto maior produtor de petróleo, além de concentrar 14% das reservas mundiais de água doce.

Face ao potencial do mercado dos Estados-membros da CPLP, têm sido realizadas diversas acções para promover a cooperação, principalmente nas áreas da economia, do comércio e empreendedorismo entre os integrantes.

Para Angola, o impacto do Plano de Desenvolvimento Nacional para este quinquénio (PDN 2023-2027) vai reflectir-se na cooperação com a CPLP, pois tem que ver com a melhoria do ambiente de negócios, sustentabilidade ambiental, aumento das receitas fiscais, igualdade de género, juventude, comunidades vulneráveis, e emprego.

Especificidades económicas do grupo

As economias dos noves Estados-membros da CPLP têm características próprias. O Brasil, a maior economia do grupo, possui um sector empresarial vasto e diversificado que opera na agro-indústria, indústria mineira, serviços financeiros, tecnologias e energias, tendo uma escala global.

A economia de Portugal é caracterizada por uma mistura de sectores, turismo, serviços, agricultura e tecnologias. As empresas portuguesas procuram expansão internacional, sobretudo nas energias renováveis.

Angola ainda é um país dependente do sector petrolífero, mas tem realizado diversas acções para diversificar a economia, principalmente nas áreas da agro-indústria e infra-estruturas.

Moçambique é forte em gás natural e carvão, agro-indústria e turismo. Cabo Verde aposta no turismo, economia marinha e serviços financeiros, e Guiné-Bissau funda a economia na agricultura e na pesca, enquanto São Tomé e Príncipe se notabiliza no turismo, na agricultura, na biologia e nas pescas. Já Timor-Leste tem o sector empresarial em desenvolvimento, principalmente o do petróleo e gás natural, e a Guiné Equatorial é rica em recursos naturais, sobretudo petróleo.

IPEME, realiza a II Conferência Nacional das MPMEs

Sob o lema “Impulsionando o Desenvolvimento através do Fortalecimento da Indústria Local para o Empoderamento das MPMEs”, decorreu na Cidade de Maputo, a II Conferência Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). O evento reuniu entidades públicas, privadas, associações empresariais e parceiros estratégicos de cooperação, todos empenhados na dinâmica de desenvolvimento das MPMEs em Moçambique.

Organizado pelo Ministério da Indústria e Comércio através do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME-IP), o evento discutiu políticas e estratégias nacionais de apoio ao desenvolvimento das MPMEs no país.

Os objectivos incluem a busca de sinergias para dinamizar a participação das MPMEs no desenvolvimento da indústria local, a abordagem de mecanismos de promoção e financiamento para as MPMEs, a partilha de soluções inovadoras para impulsionar a competitividade e promoção das MPMEs, e a recolha de experiências na dinamização e desenvolvimento destas empresas.

A conferência é uma plataforma importante para fortalecer o diálogo entre os diversos atores envolvidos no setor das MPMEs, promovendo um ambiente propício para o crescimento sustentável e inclusivo da economia moçambicana.

Queda de exportações de rubis alcança 80%

Queda de exportações de rubis alcança 80%

O valor das exportações de rubis fixou-se em 5,2 milhões de dólares no primeiro trimestre deste ano, representando uma queda de 80% em comparação ao mesmo período de 2023, quando os números alcançaram 25,6 milhões de dólares.

De acordo com o relatório sobre a balança de pagamentos elaborado pelo Banco de Moçambique, diversos factores contribuíram para essa queda acentuada nas exportações de rubis. Entre eles, destaca-se a instabilidade vivida na província de Cabo Delgado, no Norte do país, que tem sido palco de conflitos terroristas há mais de seis anos.

“A redução das exportações está ligada aos baixos níveis de produção da maior produtora deste mineral (Montepuez Ruby Mining), à avaria no equipamento produtivo e à instabilidade militar na zona Norte do País”, explicou o banco central.

Em Maio, o relatório de balanço da execução orçamental revelou que a produção de rubis em Moçambique foi de 252,6 mil quilates no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 55% em relação ao mesmo período de 2023, quando a produção atingiu 567,4 mil quilates.

O documento elaborado pelo Ministério da Economia e Finanças indicou que esse baixo desempenho representa apenas 8% do previsto para todo o ano. Em termos globais, a produção de rubis no país já havia recuado em 2023, totalizando 2,7 milhões de quilates, comparado a 4,2 milhões de quilates em 2022 e 5 milhões de quilates em 2021.

Em Abril, a empresa britânica Gemfields anunciou que a exploração de rubis na mina da MRM, localizada na província de Cabo Delgado, tinha rendido, desde 2012, um total de mil milhões de dólares (63,2 mil milhões de meticais). Em 2023, a mineradora obteve uma receita total de 151,3 milhões de dólares (9,5 mil milhões de meticais).

“Desde que a Gemfields adquiriu os 75% da MRM, em Fevereiro de 2012, aquela mina acumula receitas superiores a mil milhões de dólares, tendo pago ao Estado, no mesmo período, 257,4 milhões de dólares (16,2 mil milhões de meticais)”, revelou a empresa em comunicado.

A MRM, também detida em 25% pela Mwiriti Limitada (empresa moçambicana), pagou ao Estado, no ano passado, 53,2 milhões de dólares (3,3 mil milhões de meticais) em royalties e impostos. A Montepuez Ruby Mining é uma empresa moçambicana que opera um depósito de rubis de aproximadamente 33.600 hectares e acredita-se ser o mais significativo recentemente descoberto no mundo, criando localmente mais de 1500 postos de trabalho, 95% dos quais ocupados por moçambicanos, sendo 65% oriundos de Cabo Delgado.

A Gemfields, líder mundial na mineração responsável e comercialização de pedras preciosas coloridas, além da MRM, opera a mina de esmeraldas Kagem, na Zâmbia, e detém licenças de amostragem a granel na Etiópia.

Drop in ruby exports reaches 80%

Queda de exportações de rubis alcança 80%

The value of ruby exports stood at 5.2 million dollars in the first quarter of this year, representing a drop of 80% compared to the same period in 2023, when the figure reached 25.6 million dollars.

According to the balance of payments report drawn up by the Bank of Mozambique, several factors contributed to this sharp drop in ruby exports. Among them is the instability experienced in the northern province of Cabo Delgado, which has been the scene of terrorist conflicts for more than six years.

“The reduction in exports is linked to low production levels at the largest producer of this mineral (Montepuez Ruby Mining), breakdowns in production equipment and military instability in the north of the country,” explained the central bank.

In May, the budget execution report revealed that ruby production in Mozambique was 252,600 carats in the first quarter of this year, a 55% drop compared to the same period in 2023, when production reached 567,400 carats.

The document drawn up by the Ministry of Economy and Finance indicated that this low performance represents only 8% of the forecast for the whole year. Overall, ruby production in the country had already fallen in 2023, totaling 2.7 million carats, compared to 4.2 million carats in 2022 and 5 million carats in 2021.

In April, the British company Gemfields announced that the exploitation of rubies at the MRM mine, located in Cabo Delgado province, had brought in a total of one billion dollars (63.2 billion meticais) since 2012. In 2023, the mining company earned a total revenue of 151.3 million dollars (9.5 billion meticais).

“Since Gemfields acquired 75% of MRM in February 2012, the mine has accumulated revenues of more than one billion dollars, having paid the state 257.4 million dollars (16.2 billion meticais) in the same period,” the company said in a statement.

MRM, which is also 25% owned by Mwiriti Limitada (a Mozambican company), paid the state 53.2 million dollars (3.3 billion meticais) in royalties and taxes last year. Montepuez Ruby Mining is a Mozambican company that operates a ruby deposit of approximately 33,600 hectares and is believed to be the most significant recently discovered in the world, creating more than 1,500 jobs locally, 95% of which are occupied by Mozambicans, with 65% coming from Cabo Delgado.

Gemfields, a world leader in the responsible mining and marketing of colored gemstones, in addition to MRM, operates the Kagem emerald mine in Zambia and holds bulk sampling licenses in Ethiopia.

Maputo anuncia investimento de 17,9 mil milhões de meticais em infra-estruturas

O município de Maputo projecta investir, nos próximos cinco anos, 17,9 mil milhões de meticais em infra-estruturas, incluindo valas de drenagem, estradas, melhorias nos mercados e aumento da capacidade de colecta de lixo.

De acordo com o jornal Notícias, o investimento faz parte do Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM 2024-28), aprovado esta Quarta-feira, 31 de Julho, em mais uma sessão plenária da Assembleia Municipal. O plano destaca que, do total da verba, 10 milhões de meticais serão provenientes de receitas arrecadadas através de impostos, taxas municipais e outras obrigações fiscais, enquanto o restante será obtido junto de parceiros de cooperação.

Para o vereador para a área de infra-estruturas, João Guambe, o conselho municipal também considera a possibilidade de integrar mais projectos de impacto socioeconómico com a melhoria da cobrança interna de receitas, com o objectivo de promover o desenvolvimento sustentável, inclusivo, equitativo e resiliente da autarquia.

“No encontro, foram discutidas também questões relacionadas com o encerramento sustentável da lixeira de Hulene e do início, este ano, da construção do aterro sanitário de Katembe bem como estratégias para mitigar o impacto das inundações”, sustentou.

O responsável destacou ainda que está prevista a pavimentação de nove quilómetros de estrada desde a rotunda do bairro Chali, na zona da Katembe, até às futuras instalações do aterro.

Recentemente, o município de Maputo revelou que enfrenta um desafio financeiro significativo na gestão de resíduos sólidos, necessitando de 44 milhões de meticais por mês para pagar às empresas responsáveis pela recolha de lixo em todos os bairros.

A entidade avançou que, actualmente, a receita gerada pela taxa de lixo cobrada pela Electricidade de Moçambique (EDM) é de apenas 14 milhões de meticais, resultando num défice de 30 milhões que precisa de ser coberto por outras fontes de financiamento.

Este investimento em infra-estruturas visa não apenas melhorar a qualidade de vida dos habitantes de Maputo, mas também preparar a cidade para enfrentar desafios futuros de urbanização e crescimento populacional.

Maputo announces investment of 17.9 billion meticais in infrastructure

Maputo anuncia investimento de 17,9 mil milhões de meticais em infra-estruturas

Maputo municipality plans to invest 17.9 billion meticais in infrastructure over the next five years, including drainage ditches, roads, improvements to markets and an increase in waste collection capacity.

According to the newspaper Notícias, the investment is part of the Municipal Development Plan (PDM 2024-28), approved this Wednesday, July 31, at another plenary session of the Municipal Assembly. The plan highlights that, of the total amount, 10 million meticais will come from revenue collected through taxes, municipal fees and other fiscal obligations, while the rest will be obtained from cooperation partners.

For the councillor for infrastructure, João Guambe, the municipal council is also considering the possibility of integrating more socio-economic impact projects with improved internal revenue collection, with the aim of promoting the sustainable, inclusive, equitable and resilient development of the municipality.

“The meeting also discussed issues related to the sustainable closure of the Hulene dump and the start of construction of the Katembe landfill this year, as well as strategies to mitigate the impact of flooding,” he said.

He also pointed out that nine kilometers of road will be paved from the traffic circle in the Chali neighbourhood, in the Katembe area, to the future landfill site.

Recently, Maputo municipality revealed that it is facing a significant financial challenge in solid waste management, needing 44 million meticais a month to pay the companies responsible for collecting garbage in all the neighborhoods.

The entity said that currently the revenue generated by the garbage tax charged by Electricidade de Moçambique (EDM) is only 14 million meticais, resulting in a deficit of 30 million that needs to be covered by other sources of funding.

This investment in infrastructure aims not only to improve the quality of life of Maputo’s inhabitants, but also to prepare the city to face future challenges of urbanization and population growth.

Parlamento aprova o comité de supervisão do fundo soberano de Moçambique

Parlamento aprova o comité de supervisão do fundo soberano de Moçambique

A Assembleia da República aprovou na última Quarta-feira (31) os nove membros que integrarão o Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), entidade pública responsável pela gestão das receitas provenientes da exploração do gás natural da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, no Norte do País.

O grupo aprovado é composto por Benilde Nhalivilo e Estrela Charles, representantes da sociedade civil; Inocêncio Joaquim Paulino, da comunidade empresarial; Celestino Pedro Sitoe, da Ordem dos Advogados; Altino Xavier Mavile, da Ordem dos Contabilistas e Auditores; António Juliasse Sandramo e Mussa Suefe, das associações religiosas; e Alcides Malavone Nobela e Emanuel José da Conceição, como representantes da academia.

Entre as atribuições do Comité de Supervisão do FSM estão o controle e acompanhamento das receitas, os depósitos na conta transitória, a alocação das receitas ao Orçamento do Estado e ao Fundo, além da supervisão da gestão desses recursos.

A presidente da comissão, Vitória Diogo, explicou que o processo de selecção, iniciado em Junho, foi complexo e rigoroso, visando escolher membros aptos e com capacidades suficientes para exercer a actividade.

Segundo uma informação divulgada pelo DE, a aprovação destes membros estava inicialmente prevista para 30 de Junho. Porém, foi adiada devido à complexidade da matéria.

O Parlamento aprovou, em 15 de Dezembro, a criação do FSM com receitas da exploração de gás natural que, na década de 2040, deverão alcançar anualmente 6 mil milhões de dólares.

“As projecções indicam que as exportações anuais do gás podem chegar a cerca de 91,7 mil milhões de dólares (5,8 mil milhões de meticais) ao longo do ciclo de vida do projecto, num cenário em que todas as iniciativas de desenvolvimento aprovadas até o momento pelo Governo estejam em operação”, explicou o ministro na ocasião.

O Governo estimou, em 12 de Março, que o FSM estaria operacional em Abril, após a aprovação nesse dia do seu regulamento, como declarou o vice-ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane.

No primeiro trimestre deste ano, o Estado arrecadou 5,9 mil milhões de meticais (94,2 milhões de dólares) em receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural, valor que foi integralmente aplicado no novo Fundo Soberano de Moçambique.

Segundo dados do balanço económico e social da execução do Orçamento do Estado de Janeiro a Março, as receitas acumuladas incluem 73,37 milhões de dólares (4,6 mil milhões de meticais) de 2023, 800 mil dólares (50 milhões de meticais) de 2022 e 20 milhões de dólares (1,2 mil milhões de meticais) do primeiro trimestre do ano em curso.

Parliament approves supervisory committee for Mozambique’s sovereign wealth fund

Parlamento aprova o comité de supervisão do fundo soberano de Moçambique

Last Wednesday (31), the Assembly of the Republic approved the nine members who will make up the Supervisory Committee of the Sovereign Fund of Mozambique (FSM), the public entity responsible for managing revenues from the exploitation of natural gas in the Rovuma Basin, in the northern province of Cabo Delgado.

The approved group is made up of Benilde Nhalivilo and Estrela Charles, representatives of civil society; Inocêncio Joaquim Paulino, from the business community; Celestino Pedro Sitoe, from the Bar Association; Altino Xavier Mavile, from the Order of Accountants and Auditors; António Juliasse Sandramo and Mussa Suefe, from religious associations; and Alcides Malavone Nobela and Emanuel José da Conceição, as representatives of academia.

Among the tasks of the WSF Supervisory Committee are the control and monitoring of revenues, deposits in the transitional account, the allocation of revenues to the State Budget and to the Fund, as well as supervising the management of these resources.

The chairwoman of the committee, Vitória Diogo, explained that the selection process, which began in June, was complex and rigorous, with the aim of choosing members who were suitable and had sufficient skills to carry out the activity.

According to information released by the DE, the approval of these members was initially scheduled for June 30. However, it was postponed due to the complexity of the matter.

On December 15, Parliament approved the creation of the FSM with revenues from natural gas exploration which, by the 2040s, should reach 6 billion dollars annually.

“Projections indicate that annual gas exports could reach around 91.7 billion dollars (5.8 billion meticais) over the life cycle of the project, in a scenario in which all the development initiatives approved so far by the government are in operation,” the minister explained at the time.

On March 12, the government estimated that the WSF would be operational in April, following the approval of its regulations that day, as stated by the Deputy Minister of Economy and Finance, Amílcar Tivane.

In the first quarter of this year, the state collected 5.9 billion meticais (94.2 million dollars) in revenue from oil and natural gas exploration, which was fully invested in the new Mozambique Sovereign Fund.

According to data from the economic and social balance sheet on the implementation of the State Budget from January to March, the accumulated revenues include 73.37 million dollars (4.6 billion meticais) from 2023, 800 thousand dollars (50 million meticais) from 2022 and 20 million dollars (1.2 billion meticais) from the first quarter of this year.

M-Pesa Fintalks: Colaboração e inovação são elementos-chave para a inclusão financeira

2ª Edição da conferência M-Pesa Fintalks destaca a Inovação e colaboração na Inclusão financeira em Moçambique

A colaboração e inovação são elementos-chave para o desenvolvimento de iniciativas de Inclusão Financeira de acordo com Sérgio Gomes, Director Geral da Vodafone-M-Pesa que falava na manhã de hoje, quinta-feira, durante a 2ª Edição da Conferência M-Pesa Fintalks.

 2ª Edição da Conferência M-Pesa Fintalks foi realizada em parceria com a FSDMoç, a FinTech.MZ e a GSMA, sob o tema: Inclusão Financeira 2.0 – Impulsionando o USO de Serviços Financeiros através da colaboração e inovação.

O evento contou com a participação do CEO do M-Pesa África, Sitoyo Lopokoiyit, Director do Dep. Dos Serviços Bancários e Sistema de Pagamentos do Banco de Moçambique, Arlindo Lombe, da Directora Executiva (CEO) do FSDMoç, Dra. Esselina Macome, a Alta Comissária Britânica em Moçambique, Helen Lewis, o Presidente da FinTech.MZ, João Gaspar entre outros especialistas e representantes de fintechs e instituições financeiras, instituições públicas e organizações não-governamentais.

Durante a sua intervenção, Sérgio Gomes celebrou os progressos alcançados através dos produtos e serviços financeiros da Vodafone M-Pesa e anunciou o lançamento do Finckathon, Fintalks Podcast, que irá percorrer o país. A comemoração dos 11 anos do M-Pesa marca um impacto significativo nas comunidades e reforça a meta de transformar o acesso efectivo aos serviços financeiros no país.

Por sua vez, Sitoyo Lopokoiyit fez uma apresentação da jornada do M-Pesa África, incluindo os desafios, lições e alternativas adoptadas para manter a sua resiliência em operar no vasto mercado africano. Lopokoiyit defende que os desenvolvedores de soluções tecnológicas em África devem partilhar as suas plataformas como forma acelerar o progresso e a Inclusão Financeira no continente.

Em Moçambique, Sitoyo Lopokoiyit reconheceu o papel do Banco de Moçambique, enquanto regulador do sistema financeiro, em criar o Sandbox- uma plataforma de aceleração de soluções tecnológicas financeiras, o que representa a sua abertura para acolher continuamente as propostas de resposta aos desafios do sector financeiro nacional.

Além das experiências globais e continentais africanas no âmbito da era 2.0 da Inclusão Financeira, a 2ª Edição do M-Pesa Fintalks discutiu outros aspectos baseados no mercado moçambicano, como a componente do género, e crescimento equitativo, a evolução do sistema nacional de pagamentos e o seu impacto na Inclusão Financeira, bem como o uso dos serviços financeiros através da colaboração e inovação.

A CEO do FSDMoç, Dra. Esselina Macome, recomenda que as universidades que formam jovens nas áreas de STEM, economia e finanças, apostem nos seus formandos e que os desafiem a criar soluções para os problemas reais do dia-a-dia. “Há, na juventude, o grande potencial de criar startups eficientes e com potencial para o desenvolvimento da inclusão financeira’’, referiu Macome.

A Inclusão Financeira 2.0 descreve uma nova era dos serviços financeiros, em que a principal preocupação não é mais o acesso, mas sim o uso de soluções digitais e o seu impacto na qualidade de vida das pessoas. Hoje, a inovação oferece experiências mais convenientes, e a colaboração entre sectores gera soluções eficazes para os desafios locais, criando um ecossistema financeiro digital resiliente, responsável e sustentável a longo prazo, que contribui positivamente para os meios de subsistência das pessoas e para o desenvolvimento económico do país.

A Conferência M-Pesa Fintalks é uma iniciativa anual da Vodafone M-Pesa que junta vários actores do sector económico para discutir os desafios actuais, propor soluções e medidas para impulsionar o uso de soluções financeiras digitais, e promover a Inclusão Financeira em Moçambique.