Tuesday, May 19, 2026
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Banco de Moçambique lança aplicativo para promoção do Metical

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Metical é o nome do novo aplicativo lançado pelo Banco de Moçambique com o objectivo de promover a moeda nacional, com especial atenção para a nova série que está em circulação desde Junho do ano corrente.

O uso da aplicação é totalmente gratuito e está disponível para smartphones e tablets, apresentando a “Série 2024” das notas do Metical, que entraram em circulação no dia 16 de Junho corrente.

“Este aplicativo irá permitir que os seus utilizadores conheçam, de forma interactiva, as características de segurança desta série de notas do Metical”,

A nova versão da moeda nacional que o aplicativo irá promover é constituída por notas de 1000, 500 e 200 meticais produzidas em substrato de papel, e as de 100, 50 e 20 meticais em substrato de polímero.

As novas notas e moedas do Metical, cuja circulação efectiva teve início em Junho, foram introduzidas com vista a adequar o Metical às novas tendências de design e segurança, num contexto de comemorações dos 50 anos do Banco de Moçambique e do 45.º aniversário do Metical.

Há também a conservação da tradição de enaltecimento e preservação dos valores culturais, históricos e faunísticos nacionais, bem como as respectivas denominações e substratos.

Esta série irá circular em simultâneo com as séries de notas e moedas emitidas desde o dia 1 de Julho de 2006. Relativamente às moedas, reduziu-se o número de denominações das actuais nove para sete, mantendo-se as de 10; 5; 2 e 1 meticais, bem como as de 50; 10 e 1 centavos, tendo sido retiradas as denominações de 20 e 5 centavos.

Os utilizadores podem descarregar e instalar este aplicativo, disponível em Português e Inglês, no seu dispositivo móvel através da Apple Store ou Google Play Store.

O lançamento do aplicativo móvel pelo banco central do país enquadra-se na sua aposta na modernização das suas actividades e na ampliação da inclusão financeira no país, apoiado pelo digital.

Na sua aposta no digital como ferramenta de inclusão financeira, anualmente, realiza o Sandbox Regulatório que permite às FinTechs (aplicações inovadoras no sector financeiro) testarem os seus produtos em ambiente real, sob o acompanhamento do banco.

Nacala Logistics recebe distinção por excelência em Segurança no Trabalho

Pelo segundo ano consecutivo, a Nacala Logistics destacou-se no Seminário Provincial de Segurança no Trabalho, realizado no mês passado em Nampula, cujo tema foi “O impacto das mudanças climáticas na segurança e saúde no trabalho”. O evento reuniu diversas empresas para discutir a segurança no trabalho e compartilhar boas práticas.

De forma dinâmica, a Nacala Logistics apresentou os diferentes programas e actividades que a empresa tem desenvolvido em prol da segurança. O ponto mais alto da apresentação, e que certamente marcou os presentes, foi uma dinâmica que envolveu alguns participantes, simulando um acidente onde membros dos participantes foram “amputados”.

Durante a simulação, os participantes enfrentaram tarefas simples, como amarrar os cadarços das botas, e descreveram a experiência como desagradável e indesejada. Com este exercício, a Nacala Logistics destacou a importância da prevenção de acidentes, lembrando que as mãos são frequentemente as mais afectadas e destacando a necessidade de cada trabalhador entender a gravidade dos acidentes e agir para evitá-los, promovendo assim um ambiente de trabalho mais seguro.

A Nacala Logistics tem investido na aquisição de equipamentos de protecção individual e colectiva. Além disso, a empresa prioriza o diálogo e realiza campanhas de saúde e segurança, visando sensibilizar os trabalhadores a evitar comportamentos de risco que possam colocar em perigo suas vidas e as dos colegas.

Funcionários da defesa acusados de desviar 52,3 milhões de meticais

Funcionários da defesa acusados de desviar 52,3 milhões de meticais
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O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) anunciou que está a investigar três processos envolvendo funcionários seniores do Ministério da Defesa, acusados de desviar um total de 52,3 milhões de meticais.

Segundo um comunicado do GCCC, os agentes implicados realizaram transferências de valores para diversas empresas, supostamente contratadas para empreitadas de obras públicas, aquisição de bens e prestação de serviços ao Estado. Estas transacções foram efectuadas sem a devida obediência aos procedimentos de lançamento de concurso e celebração de contrato, alegando razões de contingência e urgência militar.

Os mesmos funcionários são também acusados de proceder a pagamentos avultados em numerário para a compra de bens a título pessoal, exibindo sinais exteriores de riqueza incompatíveis com os seus rendimentos lícitos. Esta conduta levou à abertura de processos por crimes de peculato, fraude fiscal, enriquecimento ilícito e branqueamento de capitais.

Os três processos em questão envolvem cinco arguidos, todos eles actualmente em liberdade, que estão a ser instruídos pela justiça. Até ao momento, os nomes dos funcionários envolvidos não foram divulgados.

Além deste caso, o GCCC informou recentemente que o Estado acumulou, no primeiro semestre deste ano, um prejuízo de cerca de 405 milhões de meticais, em consequência de actos de corrupção em diversas instituições do País. Segundo o GCCC, este valor resulta de 1328 processos tramitados. Os tipos legais de crimes mais frequentes foram o de corrupção passiva para ato ilícito, com registro de 236 casos, seguida de corrupção activa, com 169, abuso de cargo ou função, com 95, peculato, com 70, e simulação de competências, com 65.

“O GCCC reafirma o seu compromisso de prosseguir com as investigações de forma imparcial e rigorosa, com o objectivo de assegurar a responsabilização dos envolvidos e a recuperação dos valores desviados. Este caso, considerado um dos maiores escândalos de corrupção no sector da Defesa em Moçambique, poderá ter repercussões significativas para a política e economia do País”, refere o comunicado.

Moza Banco passa de prejuízos a lucros no primeiro semestre

O Moza Banco, um dos cinco maiores em Moçambique, intervencionado em 2016, registou lucros de mais de 11,2 milhões de meticais (161 mil euros) até junho, recuperando dos prejuízos no mesmo período de 2023.

Segundo o relatório das demonstrações financeiras intercalares, do primeiro semestre deste ano, o Moza Banco recuperou dos prejuízos de quase 55,6 milhões de meticais (795 mil euros) nos primeiros seis meses de 2023.

O Moza Banco registava em 30 de junho um activo total de 59.782 milhões de meticais (855,7 milhões de euros), um crescimento de 1,3% face a 31 de dezembro de 2023, enquanto o passivo total subiu 2%, para 50.199 milhões de meticais (718,5 milhões de euros).

O Banco de Moçambique colocou este ano o Moza Banco entre as duas instituições financeiras designadas como sistémicas, conforme listagem divulgada em abril.

O Moza Banco passou em 2016 a ser liderado pela sociedade gestora do fundo de pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique, quando tinha o português Novo Banco, sucessor do Banco Espírito Santo, como um dos principais acionistas (49%).

O Moza Banco apresentou em 2023 um resultado líquido positivo de 101,8 milhões de meticais (1,5 milhões de euros), mais 13% face a 2022, com o número de clientes crescer num ano 12,4%, para 242.565.

“Este desempenho reflete o aumento na geração de receitas, impulsionado pela eficaz estratégia de recuperação de crédito vencido, e a contínua estratégia de otimização dos custos operacionais e de investimento, evidenciando uma melhoria significativa de eficiência operacional”, lê-se na mensagem do presidente do conselho de administração do Moza Banco, João Figueiredo, no relatório e contas de 2023.

“Este crescimento advém, fundamentalmente, do aumento do volume de negócios, aliado a uma gestão rigorosa de custos e investimentos. Este desempenho reflete a eficácia das estratégias implementadas, orientadas para a sustentabilidade e o fortalecimento da posição competitiva do banco no mercado”, lê-se no relatório e contas do ano passado.

Tratou-se do segundo ano consecutivo em que o Moza Banco apresentou lucros, depois do resultado líquido positivo de 90,1 milhões de meticais (1,3 milhões de euros) em 2022, que então inverteu os prejuízos — que se acumulavam desde 2016 – de 1.381 milhões de meticais (20,2 milhões de euros) no exercício de 2021.

O Moza Banco terminou 2023 com uma quota de mercado de 8,13% no crédito a clientes, que em valores líquidos cresceu menos de 1% para 21.934 milhões de meticais (321 milhões de euros), de 6,50% em depósitos, que aumentaram 22,46% para mais de 43.347 milhões de meticais (635,4 milhões de euros), e de 6,53% em ativos, que cresceram 23,69% para mais de 58.971 milhões de meticais (864,5 milhões de euros).

A 31 de dezembro de 2023, o capital social do Moza Banco ascendia a mais de 7.020 milhões de meticais (103 milhões de euros), detido em 66% pela Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco central de Moçambique, seguindo-se a Arise B.V. com 30,7%, entre outros acionistas.

No final de 2023 o banco operava com 63 unidades de negócio em todo o país e 943 trabalhadores. (LUSA/NM)

Exportações para Tailândia atingem novo marco de USD 380 Milhões, indica CTA

A vice-presidente das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Vasco Manhiça, informou esta terça-feira, 6 de Agosto, durante uma sessão de “business to business” (B2B) com empresários tailandeses, que as exportações moçambicanas para a Tailândia atingiram 24 mil milhões de meticais (380,1 milhões de dólares) em 2023.

“No que diz respeito à relação comercial entre Moçambique e Tailândia, assinala-se o crescimento exponencial das exportações nacionais para 10,9 mil milhões de meticais (174 milhões de dólares) em 2022 e 24 mil milhões de meticais (380,1 milhões de dólares) em 2023, contra uma média de cerca de 1,26 mil milhões de meticais (20 milhões de dólares), nos anos precedentes”, disse Vasco Manhiça, acrescentando que a evolução foi justificada pelo aumento da exportação de pedras preciosas e semi-preciosas.

No que diz respeito às importações, o responsável contou que estas atingiram cerca de seis mil milhões de meticais (95 milhões de dólares) em 2022 e 7,7 mil milhões de meticais (123 milhões de dólares) em 2023, o que é comparável ao montante médio de cerca de 9,4 mil milhões de meticais (150 milhões de dólares), no período pré-covid19. No rol das importações, destacam-se o arroz e os automóveis para transporte de mercadorias e de passageiros. “Estes números são animadores, e julgamos que existe potencial bastante para torná-los mais animadores ainda”, disse.

No que diz respeito à relação comercial entre Moçambique e Tailândia, assinala-se o crescimento exponencial das exportações nacionais para 10,9 mil milhões de meticais (174 milhões de dólares) em 2022 e 24 mil milhões de meticais (380,1 milhões de dólares) em 2023, contra uma média de cerca de 1,26 mil milhões de meticais (20 milhões de dólares), nos anos precedentes, CTA.

“Moçambique é um destino fértil para oportunidades de negócios, principalmente nos sectores do agro-negócio, aquacultura, indústria, turismo, energia e comércio no geral. Neste sentido, gostaríamos de convidar o empresariado da Tailândia a inteirar-se das vastas e multissectoriais oportunidades de negócio existentes no nosso país para efeitos de investimento, sendo que, nesse exercício, a CTA oferece todo o seu apoio”, apelou a fonte.

Para o sector do turismo, Vasco Manhiça destacou o facto de a Tailândia ser um destino turístico de referência mundial, razão pela qual “gostaríamos de convidar os empresários tailandeses a investir no País que, como sabemos, detém um enorme potencial de crescimento neste sector. Gostaríamos de expressar o nosso desejo de ver a experiência da Tailândia no sector do turismo a ser replicada no País, através da transformação de sítios turísticos em locais de referência obrigatória, para todos os visitantes do território nacional”.

Moçambique é um destino fértil para oportunidades de negócios, principalmente nos sectores do agro-negócio, aquacultura, indústria, turismo, energia e comércio no geral. Neste sentido, gostaríamos de convidar o empresariado da Tailândia a inteirar-se das vastas e multissectoriais oportunidades de negócio existentes no nosso país para efeitos de investimento, sendo que, nesse exercício, a CTA oferece todo o seu apoio, CTA.

Por sua vez, a directora-geral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Teresa Muenda, afirmou: “o nosso anseio é ver incrementadas as parcerias empresariais com a Tailândia nos sectores de actividade que corporizam esta sessão de B2B, nomeadamente a indústria alimentar, medicamentos e indústria no seu todo. Reconhecemos, contudo, o enorme potencial existente para a diversificação da nossa base de parcerias e trocas comerciais e, sobretudo, de maiores intercâmbios dos nossos mercados de importações e exportações e, através destes, a exploração de oportunidades de acesso aos mercados regionais e continentais em que estamos inseridos”.

A responsável elucidou que gostaria, em particular no sector da agricultura, de ver aprofundada a cooperação na transferência de tecnologias produtivas para melhor aproveitamento do potencial que as extensas terras aráveis oferecem para a produção de cereais, provadas pela massiva presença do arroz tailandês no mercado nacional que, como se sabe, é uma base essencial do consumo das populações.

“Reconhecemos, igualmente, as potencialidades que a Tailândia detém no desenvolvimento de sementes melhoradas e de pequenas máquinas agrícolas ajustadas às nossas PME e que podem ser aplicadas na nossa realidade. Acreditamos que, através de parceria numa base win win, podemos, juntos, alavancar a nossa agricultura e as economias dos nossos dois países”, disse Teresa Muenda.

Por sua vez, Preeyakon Sankhavanija, directora dos Serviços de Promoção Comercial Agrícola e Industrial do Departamento de Promoção do Comércio Internacional do Ministério de Comércio da Tailândia, explicou que, desta vez, “trazemos 22 empresas da Tailândia, 14 das quais são produtoras e exportadoras de produtos alimentares enlatados. As restantes oito empresas são industriais e produzem máquinas agrícolas, ferragens e componentes para automóveis. Esta é a nossa última paragem. Fomos ao Gana para fazer a correspondência B2B, tivemos depois uma na Tanzânia e esta é a terceira que vimos aqui, a Moçambique”.

A Puma Energy lança a campanha “Go Africa!”

A Puma Energy, empresa de energia líder a nível mundial, vai lançar a sua campanha de marca “Go Africa!” em todo o continente africano. A campanha, inspirada na alma e na rica diversidade de África, incorpora o propósito da Puma Energy de energizar as comunidades.

A Puma Energy tem estado profundamente empenhada em apoiar o crescimento e a prosperidade de África desde que entrou no mercado em 2010. A sua missão e propósito são de energizar as comunidades, impulsionando o crescimento e a prosperidade em todo o continente. A campanha “Go Africa!” reflecte o profundo respeito que a Puma Energy tem pela rica diversidade de África e do seu povo, e a sua determinação para ser um catalisador de mudanças positivas.

A campanha “Go Africa!” alinha-se com o compromisso da Puma Energy de fornecer soluções que satisfaçam as necessidades particulares de cada comunidade, potencializando a tecnologia e construindo parcerias para fornecer energia fiável e acessível a todos em África. Isto também se reflecte na aspiração da empresa de evocar optimismo, oportunidades e progresso em todo o continente.

“Estou entusiasmado com a campanha ‘Go Africa!’ e com o seu potencial para energizar significativamente a nossa comunidade em Moçambique”, afirmou Danilo Neves Correia, Director Geral da Puma Energy Moçambique. “Esta campanha reforça o nosso compromisso de fornecer serviços de qualidade de forma segura e fiável onde quer que os nossos clientes precisem deles. Não estamos apenas a alimentar motores; estamos a alimentar o progresso e a capacitar as comunidades em todo o continente africano. Com o espírito de ‘Go Africa!’, estamos a priorizar os nossos clientes e a seguir em frente com orgulho e propósito”.

A Puma Energy opera uma rede de retalho com mais de 680 estações em África. Através dos seus trinta e cinco pontos de venda, dez lojas de conveniência, presença em dez aeroportos em todo o país, dois terminais e uma capacidade de armazenamento superior a 764.000 m3, a Puma Energy Moçambique cumpre o seu propósito de energizar comunidades para ajudar a impulsionar o crescimento e a prosperidade, enquanto satisfaz as suas necessidades energéticas de forma sustentável.

O novo anúncio publicitário da campanha “Go Africa!” pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/@PumaEnergyAfrica

 

Lucros semestrais do Standard Bank Moçambique crescem 3% para 168.874 milhões de meticais

O Standard Bank, um dos três bancos considerados sistémicos pelo Banco de Moçambique, registou a 30 de junho um activo total de 168.874 milhões de meticais (2.447 milhões de euros).

Os lucros do Standard Bank, um dos três maiores bancos de Moçambique, aumentaram 3% no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2023, para 57 milhões de euros, de acordo com informação financeira da instituição.

Segundo as demonstrações financeiras intercalares do banco, o Standard Bank registou um resultado líquido de quase 3.936 milhões de meticais (57 milhões de euros) nos primeiros seis meses deste ano, um aumento em comparação com o lucro de pouco mais de 3.816 milhões de meticais (55,3 milhões de euros) no primeiro semestre de 2023.

O Standard Bank, um dos três bancos considerados sistêmicos pelo Banco de Moçambique, registou a 30 de junho um ativo total de 168.874 milhões de meticais (2.447 milhões de euros), um aumento de 6,25% face ao final de 2023, enquanto o passivo total cresceu 9,7% no mesmo período, para 135.069 milhões de meticais (1.957 milhões de euros).

O Standard Bank Moçambique é um banco privado constituído em 1967, com sede em Maputo, – mas cuja atividade no país já data de 1894 — e que tem como empresa-mãe e acionista maioritário o Stanbic Africa Holdings Limited, um banco de investimento constituído no Reino Unido que detém uma participação equivalente a 98,15% do capital social.

O Stanbic África é uma entidade integralmente detida pelo Standard Bank Group, um banco de investimento constituído na África do Sul. Os restantes 1,85% do capital da sucursal de Moçambique são detidos por acionistas minoritários.

Os lucros do banco já tinham crescido 7,8% em 2023, para um recorde de 7.378 milhões de meticais (107,5 milhões de euros), segundo o relatório e contas.

“O desempenho financeiro este ano demonstra a eficácia da nossa estratégia e a resiliência do nosso negócio. A despeito das adversidades, as nossas receitas totais cresceram 5%, de 18.274 milhões de meticais [266,3 milhões de euros], em 2022, para 19.123 milhões de meticais [278,7 milhões de euros]”, lê-se na mensagem do administrador-delegado do Standard Bank, Bernardo Aparício, no relatório e contas de 2023.

Resultados que descreveu ainda como notáveis, sobretudo considerando que a “proporção de ativos remunerados” do banco, no total de ativos, “caiu fortemente” no último ano, de 84% para 68%, “na sequência do ajustamento do coeficiente de reservas obrigatórias”, que foi aumentado, em 2023, por decisão do banco central.

O Standard Bank Moçambique fechou 2023 com 1.364 funcionários, mais 9% face ao ano anterior.

A carteira líquida de empréstimos do banco caiu 15,8% em 2023, nomeadamente devido ao reembolso de créditos de alguns dos “grandes clientes empresariais”, explica o relatório.

Em 08 de março, o conselho de administração do Standard Bank Moçambique propôs a distribuição de dividendos aos acionistas no valor de 6.271 milhões de meticais (91,4 milhões de euros), relativos ao exercício de 2023. (LUSA/ Negócios)

João Papel torna-se no primeiro africano na Comissão Mundial de Tecnologia

Moçambique alcançou um marco histórico ao tornar-se o primeiro país africano com representação na categoria de Consumer Systems for HealthCare and Wellbeing da IEEE Consumer Technology Society.

João Filipe Papel foi fundamental nesse feito, destacando-se no comité técnico de avaliação científica e colocando Moçambique em evidência nas discussões internacionais sobre ciência e tecnologia.

A IEEE, ou Institute of Electrical and Electronics Engineers, é reconhecida como a maior organização técnico-científica do mundo, fundada em 1963 nos Estados Unidos. Destina-se à promoção do avanço da tecnologia em benefício da humanidade, estabelecendo padrões e fomentando inovações nas engenharias.

A jornada de João Filipe Papel rumo à IEEE teve início com uma bolsa de estudos concedida pelo governo japonês através da JICA, que possibilitou os seus estudos na Universidade de Tokai, no Japão.

Durante o seu percurso académico, Papel destacou-se por suas publicações científicas, algumas das quais apresentadas em conferências da IEEE na Inglaterra e na Alemanha. Em particular, na conferência na Alemanha, Papel foi o único africano a ter o seu trabalho aceite, ganhando reconhecimento entre os membros da IEEE.

A sua contribuição como assessor técnico para a Conferência Internacional de Electrónica de Consumo da IEEE de 2024, realizada em Las Vegas, foi crucial. Papel identificou e denunciou um artigo que apresentava plágio e resultados questionáveis, demonstrando um compromisso rigoroso com a ética científica.

O trabalho impressionou o presidente do Comité Técnico de Avaliação Científica da categoria de Consumer Systems for Healthcare and Wellbeing, Dr. Tonacci, levando-o a convidar Papel para se tornar membro oficial do comité.

Para Papel, esse marco não apenas destaca a capacidade de Moçambique em ciência e tecnologia, mas também serve de inspiração para os jovens do país. O seu desejo é ver mais moçambicanos a juntarem-se à IEEE no futuro, identificando potenciais talentos como Hercílio Zimila, Jéssica Alface, Sheila Chica, Francisco Langa, Amade Eusébio Sambo e Kurula Bonate.

A representação de Moçambique na IEEE Consumer Technology Society não só reforça a sua presença no cenário internacional de ciência e tecnologia, mas também abre caminho para futuras colaborações e avanços significativos no campo dos sistemas de consumo para saúde e bem-estar.

Este não é o primeiro feito de João Papel digno de destaque. João Papel participou, em 2022, no desenvolvimento de mais uma versão do seu jogo Call of Duty: Modern Warfare II, após ter concorrido através de uma vaga que viu aberta no LinkedIn.

Papel é licenciado pela Faculdade de Engenharia da UEM, onde terminou como melhor estudante; fez Mestrado na Handong Global University, Universidade da Coreia do Sul, na área Master of Science in ICT Convergence; e é o primeiro africano a participar do Northeast Asia Young Leaders Forum, onde ficou na primeira posição com o seu plano de negócios.

Sector privado mantém expansão moderada em Julho, segundo PMI

O Purchasing Managers Index™ (PMI) do Standard Bank revelou um crescimento moderado no sector privado do país em Julho. O índice situou-se em 50,6, ligeiramente abaixo dos 51,0 registados em Junho, mas ainda acima do limiar de 50,0, que indica a continuidade da expansão.

Segundo um comunicado do Standard Bank, as empresas continuaram a gerar novos aumentos nas vendas, contribuindo para o crescimento na produção, no emprego e na actividade de aquisição. No entanto, o relatório aponta que o ritmo de crescimento tem mostrado sinais de abrandamento. O economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, observou que “o PMI, apesar de se manter acima dos 50,0, sinaliza uma melhoria menos acentuada nas condições empresariais.”

Em Julho, as novas encomendas aumentaram pelo sexto mês consecutivo, impulsionadas pela procura do mercado e pela captação de novos clientes. Contudo, a taxa de expansão abrandou para o nível mais baixo dos últimos três meses. O economista comentou que “o crescimento das novas encomendas continuou, mas o ritmo foi o mais lento em três meses.”

A actividade empresarial também registou um crescimento, com as empresas a responderem ao aumento do volume de novas encomendas através da expansão da produção. O documento indicou que o crescimento desta “foi moderado, com destaque para os sectores da agricultura, secundário e do comércio por grosso e a retalho.”

Contexto e Tendências Históricas

Sector privado mantém expansão moderada em Julho, segundo PMI

A análise do gráfico do PMI mostra que, desde 2015, o sector privado de Moçambique tem experimentado variações significativas, com períodos de expansão e contracção. Em 2020, o índice registou uma queda acentuada, reflectindo os impactos da pandemia da COVID-19. Desde então, o PMI tem mostrado uma recuperação gradual, embora com flutuações.

Desempenho Recente

Em Julho de 2024, o índice de 50,6 indica uma expansão moderada:

  1. Novas Encomendas: As novas encomendas aumentaram pelo sexto mês consecutivo, impulsionadas pela procura do mercado e pela captação de novos clientes. No entanto, a taxa de expansão das novas encomendas abrandou, atingindo o nível mais baixo dos últimos três meses.
  2. Produção e Emprego: O crescimento na produção e no emprego continuou, embora a um ritmo mais lento. As empresas responderam ao aumento do volume de novas encomendas através da expansão da produção, especialmente nos sectores da agricultura, secundário e do comércio por grosso e a retalho.
  3. Actividade de Aquisição: A actividade de aquisição também cresceu, com empresas a aumentar as suas compras para atender à demanda crescente.

Private sector maintains moderate expansion in July, according to PMI

Standard Bank’s Purchasing Managers Index™ (PMI) revealed moderate growth in the country’s private sector in July. The index stood at 50.6, slightly below the 51.0 recorded in June, but still above the 50.0 threshold, which indicates continued expansion.

According to a statement from Standard Bank, companies continued to generate further increases in sales, contributing to growth in production, employment and purchasing activity. However, the report points out that the pace of growth has shown signs of slowing. Standard Bank Mozambique’s chief economist, Fáusio Mussá, noted that “the PMI, despite remaining above 50.0, signals a less marked improvement in business conditions.”

In July, new orders increased for the sixth consecutive month, driven by market demand and the attraction of new clients. However, the rate of expansion slowed to the lowest level in three months. The economist commented that “growth in new orders continued, but the pace was the slowest in three months.”

Business activity also grew, with companies responding to the increase in new orders by expanding production. The document indicated that this growth “was moderate, with the agriculture, secondary and wholesale and retail trade sectors standing out.”

Context and Historical Trends
Analysis of the PMI graph shows that since 2015, Mozambique’s private sector has experienced significant variations, with periods of expansion and contraction. In 2020, the index fell sharply, reflecting the impacts of the COVID-19 pandemic. Since then, the PMI has shown a gradual recovery, albeit with fluctuations.

Bank

Recent Performance
In July 2024, the index of 50.6 indicates moderate expansion:

  1. New Orders: New orders increased for the sixth consecutive month, driven by market demand and new customers. However, the rate of expansion of new orders slowed to the lowest level in three months.

2. Production and Employment: Growth in production and employment continued, albeit at a slower pace. Companies responded to the increase in new orders by expanding production, especially in the agricultural, secondary and wholesale and retail trade sectors.

3. Purchasing Activity: Purchasing activity also grew, with companies increasing their purchases to meet growing demand.