Monday, April 6, 2026
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Fundo de Estradas Desconsegue Alcançar a Meta de 8 Mil Milhões Necessários Para Financiar Obras de Emergência em 2022

Segundo Macuácua, as necessidades totais apontavam para oito mil milhões de meticais, mas o Fundo de Estradas só conseguiu mobilizar 457,4 milhões de meticais, o que representa um défice de 93%.

“Em 2022, eram necessários oito mil milhões de meticais para fazer face aos danos que foram provocados pela época chuvosa. Esse valor era para colocar o sector de estradas a funcionar, para fazer a manutenção das vias do País. Entretanto, com o valor mobilizado, nem pudemos manter um quilómetro de estrada. Portanto, a situação é deveras preocupante”, declarou o dirigente.

Para a presente época das chuvas, a fonte avançou que se prevê que estas possam afectar cerca de 2,5 mil quilómetros de extensão da rede viária de todo o País, e 14 pontes poderão ser atingidas também, entre outros danos na rede viária. O custo estimado para fazer face a estes estragos previstos é de três mil milhões de meticais.

Para reverter o cenário de elevados défices de financiamento, Ângelo Macuácua explicou ser necessário criar-se um fundo dedicado às obras de emergência, através do apoio dos parceiros de desenvolvimento ao Orçamento do Estado (OE), bem como o uso dos fundos de emergência disponíveis em várias janelas de financiamento.

Além disso, o PCA do Fundo de Estradas acrescentou ser necessário capacitar o pessoal técnico do sector na preparação de projectos atractivos para as várias fontes de financiamento, de forma proactiva.

Filipe Nyusi convida os Empresários Norte-americanos a Tirarem Proveito das Oportunidades e do Ambiente de Negócios Favorável ao Investimento Externo no País

O Presidente da República considerou bom o estágio actual das trocas comerciais entre os dois países, afirmando, contudo, que há espaço para elevar a cooperação a níveis mais altos, que correspondam ao potencial e ao ambiente cada vez mais favorável a negócios existente em Moçambique.

“Assumimos o compromisso de continuar a seguir o nosso programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para consolidar o nível de relações que é muito bom. E para o futuro, as projecções indicam que se mantivermos esse ritmo de desempenho macro-económico, a economia irá atingir 5% em 2023”, revelou Filipe Nyusi.

Segundo o Presidente da República, as reformas em curso de legislação económica, bem como a paz e estabilidade política, constituem factores que justificam o aumento do investimento externo em Moçambique, sobretudo no sector da energia.

“O nosso potencial de crescimento fundamenta-se no sector da energia. Neste momento, temos a destacar as linhas de transporte de energia do Sul ao Norte, mas também para a região da SADC. Temos também o projecto de construção da barragem hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa com capacidade de 1,5 mil Mwh”, destacou o chefe do Estado moçambicano.

Antes da mesa redonda com empresários, o Presidente da República manteve um encontro com o antigo sub-secretário de Estado norte-americano, Chester Crocker, e foi também recebido pelo presidente do Banco Mundial, David Malpass, e pela directora-geral do FMI, Kristalina Georgikeva.

Filipe Nyusi esteve ainda num encontro de alto nível sobre o envolvimento dos Estados Unidos no continente africano, e participou num jantar com homens de negócios amigos de Moçambique e membros da comunidade moçambicana residente nos EUA.

Cinco países foram excluídos da Cimeira Estados Unidos-África

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa da iniciativa promovida pelo seu homólogo norte-americano, Joe Biden, para demonstrar o compromisso duradouro do seu país com a África e destacar a importância das relações e da cooperação, tendo como foco prioridades globais compartilhadas com o continente.

“Estou ansioso para trabalhar com os Governos africanos, a sociedade civil, as comunidades da diáspora nos Estados Unidos e o sector privado para continuar a fortalecer a nossa visão compartilhada para o futuro das relações EUA-África”, disse o Presidente norte-americano, Joe Biden.

Cinco países foram excluídos da Cimeira Estados Unidos-África, designadamente Mali, Guiné-Conacri, Burkina Faso, Eritreia e a região separatista da Somalilândia.

Justificando a exclusão, o director de Assuntos Africanos do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Judd Devermont, disse que o Departamento de Estado “queria respeitar as decisões da União Africana e não convidou países que aquela organização internacional sancionou, como é o caso de Mali, Guiné-Conacri e Burkina Faso”.
Por outro lado, a Eritreia e a Somalilândia foram excluídas porque não têm relações diplomáticas com os EUA.

“A cimeira está realmente enraizada no reconhecimento de que África é um actor geopolítico chave e que está a moldar o nosso presente e moldará o nosso futuro”, disse um alto funcionário da administração de Joe Biden num “briefing” à imprensa na semana passada.

“África moldará o futuro não apenas do povo africano, mas do mundo. De facto, com uma das populações de crescimento mais rápido do mundo, as maiores áreas de livre comércio, os mais diversos ecossistemas e um dos maiores grupos eleitorais regionais nas Nações Unidas, as contribuições, parcerias e liderança africanas são essenciais para atender aos desafios que definem esta era”, acrescentou Biden.

Durante três dias, a cimeira também analisará como os EUA podem trabalhar com os Governos africanos nos desafios de segurança, que são especialmente graves na região do Sahel e na Somália.

Para hoje, primeiro dia da cimeira, o cronograma incluiu encontros como o Fórum de Jovens Líderes Africanos e da Diáspora; Fórum de Paz, Segurança e Governança; um evento de parceria para cooperação em saúde sustentável e outro de conservação, adaptação climática e transição energética.

Na quarta-feira, realizam-se fóruns empresariais, em que serão discutidas parcerias para financiar a infraestrutura africana e a transição energética; para fortalecer a segurança alimentar; ou para permitir o crescimento inclusivo através da tecnologia. No mesmo dia, Joe Biden fará um discurso e terá ainda lugar o jantar da cimeira.

Para quinta-feira, último dia do evento, está agendada a sessão de líderes que contará com discursos sob os seguintes temas: “Uma África de boa governação, democracia, respeito pelos direitos humanos, justiça e Estado de direito”; “Uma África pacífica e segura” e “Uma África próspera baseada no crescimento inclusivo e no desenvolvimento sustentável”.
O dia terminará com uma sessão de líderes visando a promoção da segurança alimentar e a resiliência dos sistemas alimentares.

Governo quer implementação efectiva da cabotagem por parte do ITRANSMAR

De acordo com o Notícias Online, o desafio foi lançado na última sexta-feira, em Maputo, pela secretária permanente (SP) do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), Dina Ribeiro, no quadro das celebrações do Dia Internacional da Marinha, comemorado sob o lema “Novas tecnologias para uma navegação mais ecológica”.

O transporte marítimo interno de mercadorias foi relançado em Junho de 2020, altura em que foram apresentados publicamente os primeiros dois navios fretados para o efeito. Porém, a cabotagem tem-se mostrado insustentável no mercado nacional, devido, principalmente, à Lei de Navegação Marítima, que obriga os operadores de navios a usar rebocadores em cada porto que atracam.

Neste contexto, segundo Dina Ribeiro, cabe ao ITRANSMAR, junto dos operadores do sector, em coordenação com os parceiros nacionais e internacionais relevantes, liderar as reformas necessárias.

EDM Redobra o Esforço no Combate a Corrupção

O lançamento da Política Anti-corrupção foi feito durante o Workshop sobre Boas Práticas e Governação Corporativa, um evento organizado pela EDM com o objectivo de reflectir sobre a gestão de negócio, à luz das boas práticas e normas internacionais.

Segundo a Administradora do Pelouro de Recursos Humanos, Eng.ª Iolanda Cintura Seuane, a implementação da Política Anti-Corrupção complementa todas as outras ferramentas de fomento à excelência dos serviços da EDM e à elevação da reputação institucional, dentro e fora do País. “Convido a todos para que cumpram com este instrumento de gestão e ajudem a EDM a consolidar a sua posição de líder de Boas Práticas de Governação Corporativa institucionais ao nível das Empresas do Sector Empresarial do Estado”, apelou a Administradora.

Iolanda Cintura garantiu na ocasião, que os recursos canalizados à EDM, seja pelo Governo, pelos parceiros de cooperação ou outras formas de financiamento, servem, exclusivamente, para o cumprimento da missão de electrificar Moçambique, com energia fiável e de qualidade.

Por sua vez, a Directora do Gabinete de Ética e Provedoria do Cliente, Elsa Prata, referiu que a Política AntiCorrupção da EDM reitera o compromisso da Empresa para com os princípios de Transparência, Prestação de Contas, Equidade e Imparcialidade, Conformidade e Responsabilidade Corporativa.

Referiu ainda que, o novo instrumento reduz a exposição da EDM aos riscos de má imagem e reputação, e propicia a actuação colaborativa com as autoridades públicas na prevenção e no combate à corrupção e crimes conexos.

“Esta Política reafirma o compromisso da EDM com a ética e o combate a todos tipos de corrupção, estabelecendo conceitos, directrizes, responsabilidades, mecanismos de controlo, assim como, os padrões de comportamento dos colaboradores, prestadores de serviços e parceiros que tenham relação com a Empresa”, afirmou a Directora.

A Política Anti-corrupção da EDM foi criada à luz da Lei nº 03/2018, de 19 de Junho, que no seu artigo 27, determina que as empresas do Sector Empresarial do Estado devem ter uma Política Anti-Corrupção, como instrumento de gestão.

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), congratulou a EDM pela criação de um instrumento de combate à corrupção na instituição.

“Que a EDM continue a transmitir essa energia para outras instituições públicas, por forma a seguirem o mesmo caminho”, sublinhou a representante do GCCC, Teresa Mahumana.

Aceleração Digital de Moçambique, Conta com o Apoio de 200 M$ do Banco Mundial

A iniciativa prevê que, nos próximos seis anos pelo menos 50% da população tenha acesso à internet em todo o território nacional, e que a cobertura seja alargada às zonas rurais para mais de dois milhões de pessoas que não têm acesso ao sinal de telefonia móvel.

Actualmente, no País, apenas sete milhões de pessoas têm acesso à internet, dos cerca de 30 milhões de habitantes que compõem a população moçambicana. E, nas zonas rurais, um terço da população vive em locais onde não há sequer sinal nem habilidades para uso da internet.

O Ministério dos Transportes e Comunicações pretende assim, através deste projecto, reverter este cenário e desenvolver o sistema das telecomunicações no País.

Por seu turno, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, afirmou que, com a implementação desta iniciativa, a população moçambicana usufruirá de melhores serviços digitais prestados de forma segura, privilegiando a internet de banda larga, o acesso à informação e serviços digitais nas diversas áreas económicas e sociais.

Zayra Romo, representante do Banco Mundial, afirmou, por seu turno, que “os sistemas digitais têm uma função transversal, e em Moçambique apoiarão muitos sectores, sendo, por isso, indispensável contar com a liderança do Governo e com o apoio do sector privado.”

O projecto “Aceleração Digital de Moçambique” foi lançado esta segunda-feira, 12 de Dezembro, na Cidade de Maputo, e conta com a parceria dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, Educação e Desenvolvimento Humano e da Secretaria de Estado do Ensino Técnico Profissional.

Digital Acceleration of Mozambique, Supported by 200 M$ from the World Bank

The initiative predicts that, in the next six years, at least 50% of the population will have access to the internet throughout the national territory, and that coverage will be extended to rural areas for more than two million people who do not have access to a mobile phone signal. .

Currently, in the country, only seven million people have access to the internet, out of the approximately 30 million inhabitants that make up the Mozambican population. And, in rural areas, a third of the population lives in places where there is no signal or skills to use the internet.

The Ministry of Transport and Communications thus intends, through this project, to reverse this scenario and develop the telecommunications system in the country.

For his part, the Minister of Science, Technology and Higher Education, Daniel Nivagara, stated that, with the implementation of this initiative, the Mozambican population will benefit from better digital services provided in a secure manner, prioritizing broadband internet, access to information and digital services in various economic and social areas.

Zayra Romo, representative of the World Bank, stated, in turn, that “digital systems have a transversal function, and in Mozambique they will support many sectors, and it is therefore essential to count on Government leadership and support from the private sector .”

The “Digital Acceleration of Mozambique” project was launched this Monday, December 12th, in the City of Maputo, and is in partnership with the Ministries of Science and Technology, Education and Human Development and the State Secretariat for Professional Technical Education.

Empresários Europeus em Moçambique, Satisfeitos com as Novas Medidas de Aceleração Económica

“Graças às medidas para facilitar a entrada de estrangeiros no país, muita coisa tem melhorado. Reconhecemos também que o visto de curta duração, quer para turistas quer para empresários, ajuda muito, porque esta situação já foi um pesadelo para os empresários que queriam entrar no território moçambicano para fazer negócios num curto espaço de tempo”, disse Simone Santi.

Falando durante a reunião de reflexão sobre a implementação do pacote de medidas de aceleração económica, o presidente da EUROCAM explicou que antes das medidas, os empresários europeus enfrentavam grandes problemas na obtenção de vistos, uma situação que pode melhorar muito com a nova plataforma informática (E-visa) recentemente lançada.

“Estamos satisfeitos com outras medidas, tais como a utilização dos 10% das receitas fiscais provenientes dos recursos naturais para o desenvolvimento das províncias [onde ocorre a extracção dos recursos naturais], bem como a simplificação dos procedimentos para o repatriamento do capital”, detalhou Simone Santi.

Mesmo assim – continuou o líder – o tecido empresarial europeu ainda se debate com algumas preocupações, tais como o movimento do trabalhador ou empresário estrangeiro no País.

“Quando há necessidade de passar de um ponto para outro, é necessário informar as autoridades, o que, no nosso entender, acaba por ser um procedimento extremamente burocrático”, explicou Simone Santi.

Quando questionado sobre a imagem de Moçambique na Europa, Simone Santi respondeu

“O que está a acontecer em Cabo Delgado é muito negativo [para a imagem de Moçambique]. Muito mais negativo do que a realidade. É por isso que apreciamos os esforços que o Governo está a fazer para manter o local dos projectos e a cidade de Palma em condições de reactivar a actividade económica”.

Na reunião, a EuroCam reiterou um objectivo já partilhado com o Governo de Moçambique, que é o de organizar um Fórum Económico no próximo ano, que trará novos empresários europeus para investir no pais.

PR participa da II Cimeira de Líderes EUA-África

Segundo uma nota oficial a que tivemos acesso, o evento irá juntar líderes africanos e americanos, com o objectivo de discutir temas como fomento da abertura dos governos africanos e de sociedades abertas, a promoção dos dividendos democráticos e de segurança, a promoção da recuperação robusta pós-pandemia e de oportunidades económicas, o apoio à conservação, adaptação às mudanças climáticas e à uma transição energética.

À margem da Cimeira, o Chefe do Estado tem agendado encontros de trabalho com os homólogos africanos, dirigentes de agências financeiras internacionais, nomeadamente o Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Banco Africano de Desenvolvimento, bem como com homens de negócios, instituições académicas e científicas e a comunidade moçambicana residente nos EUA.

Nesta deslocação, o Presidente da República far-se-á acompanhar pela Primeira-Dama, IsauraFerrão Nyusi, Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Nataniel Macamo Dlhovo; Indústria e Comércio, Silvino Augusto Moreno; Vice-Ministro da Economia eFinanças, Amílcar Tivane; Embaixador de Moçambique nos Estados Unidos da América, Carlos dos Santos, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado

Já são conhecidas as vencedoras do Womenpreneur Pitch-A-Ton Moçambique 2022.

Na segunda edição desta competição, destinada à capacitação de mulheres empresárias e empreendedoras, concorreram mais de 1.600 candidatas, oriundas de todas as regiões do país.

Trata-se de um concurso que tem como objectivo dotar as mulheres de negócios de mais e melhores competências financeiras e empresariais, para que as suas empresas e organizações possam desenvolver-se de forma sustentável. Para a fase final do concurso foram apuradas 30 Empreendedoras provenientes de sete províncias, nomeadamente: Maputo, Gaza, Nampula, Sofala, Tete, Zambézia e Cabo Delgado.

Sílvia Ferreira, empresária na área da construção civil; Emília Tambatamba, que lidera uma unidade de processamento de café; e Seana Daúde, empresária no sector de produção e processamento de arroz; foram as grandes vencedoras do concurso. Foram contempladas com os prémios de 500.000,00 Mt, 350.000,00 MT e 175.000,00 MT, correspondentes ao 1º, 2º e 3º lugar, respetivamente.

Inicialmente estava previsto galardoar apenas as três melhores empresas, mas dada a relevância das candidaturas apresentadas, o júri em coordenação com a organização do evento, deliberou premiar um top 10, atribuindo a outras sete empresas o prémio de 20.000,00 MT. Ao todo, foram distribuídos 1.165.000,00 MT em prémios, entre as 10 primeiras classificadas.

A organização do Womenpreneur Pitch-a-Ton Moçambique atribuiu também certificados e brindes às 30 candidatas finalistas. Ao longo do programa, as concorrentes apuradas para a fase final tiveram a oportunidade de participar de uma formação sobre marketing digital, liderança e empreendedorismo, orientada pela Moz Up, parceiro do Access Bank no projecto, visando capacitá-las para uma melhor gestão das suas empresas.

O administrador-delegado do Access Bank destacou a importância do concurso, que tem como objectivo “melhorar e potenciar novas oportunidades de negócio para mulheres empreendedoras, criando as soluções mais acertadas”. “Desde que começou a operar em Moçambique, o Access Bank tem sido um dos principais defensores do empoderamento económico feminino. Por isso, é com muito orgulho que estamos aqui com estas mulheres que, todos os dias, através das suas empresas, fazem já a diferença em Moçambique, potenciando o desenvolvimento mais sustentável e mais equitativo do país”, acrescentou Marco Abalroado.

O concurso ‘Womenpreneur Pitch-a-Ton Moçambique’ insere-se no nosso importante programa de empoderamento da mulher ‘W-Initiative’, que apoia a mulher a vários níveis, incluindo nas áreas da saúde, da educação e do empreendedorismo.