Monday, April 6, 2026
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BVM organiza natal solidário para crianças com deficiência

Intervindo durante o evento, o PCA da BVM, Salim Valá, disse que a acção está inserida na política de responsabilidade social da instituição que dirige, e que a mesma surge da necessidade de apoiar crianças com necessidades especiais e suas famílias.

“Desde o ano passado, temos estado a dar conforto a estas crianças e às suas mães, que enfrentam múltiplas dificuldades diárias, mas em cujos rostos vemos um misto de alegria, persistência, resiliência, esperança e crença no futuro”, acrescentou Valá.

O PCA enfatizou ainda que “com a vossa força de vontade, firmeza e empatia, nós, enquanto BVM, não temos como não ficar encorajados a apoiar-vos a poderem ter um futuro mais alegre e risonho. Viemos dizer-vos, crianças amigas da BVM, que gostamos de vocês, estamos convosco, acreditamos em vocês e, como todas as crianças, desejamos que possam dar asas aos vossos sonhos”.

Salim Valá afirmou que mais do que uma instituição que se preocupa com assuntos financeiros, a BVM está inserida numa sociedade, vive os problemas dessa mesma sociedade e o seu objectivo mais abrangente é contribuir para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

“As pessoas quando ouvem falar da BVM pensam logo em assuntos financeiros, como poupança, financiamento, investimento, inclusão financeira, boa governação corporativa, alocação eficiente de recursos, democratização do capital, empoderamento económico das empresas e do cidadão. Isso é verdade, mas a BVM tem alma, tem coração, tem empatia”, afirmou Valá.

Por seu turno, a dirigente da Cooperativa Luana Semeia Sorrisos, Benilde Mourana, agradeceu pelo apoio da bolsa de valores moçambicana e pela consideração em ajudar as crianças deficientes e suas mães.

“Agradecemos pelo apoio contínuo da instituição para estas crianças necessitadas, e por ter-se também incluído no apoio as capacitações das mães das crianças em saúde e nutrição, fisioterapia e assistência psicológica. Essas capacitações são muito importantes para as crianças e suas mães, e nós vamos procurar mobilizar entidades parceiras da BVM para ampliar o apoio a todas elas”, concluiu.

BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS: Bancos comerciais continuam a ser penalizadas por falta de compliance dos seus clientes

As informações partilhadas no workshop sobre Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, organizado pela CTA em parecia com o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFIM) e FSDMOZ, inserido no ciclo de capacitação empresarial que a CTA está a levar a cabo no quadro da materialização do seu plano Estratégico 2021-2024, indicam que o incumprimento das obrigações da Lei 11/2022 e do Decreto 66/2014 ainda que de forma negligente constitui contravenção, também, considerado crime, punido com pena de prisão, multa ou outras sanções aplicáveis a cada caso em concreto.

No workshop, discutiu-se igualmente os possíveis impactos resultantes da colocação do País na Lista Cinzenta da GAFI, algo que preocupou toda a comunidade empresarial devido a prováveis impactos nas transacções internacionais. O representante do GIFIM, Paulo Mungambe, explicou que o sector financeiro é que mais regista Branqueamento de Capitais, mas o fenómeno verifica-se em outros sectores como a imobiliária, seguros, etc.

Apesar do Governo ter a responsabilidade última, Paulo Mungambe apelou à colaboração das empresas porque estas são as principais implementadoras das normas de compliance sobre o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

O Vice-presidente da CTA, Prakash Prehlad, defendeu que, as transacções suspeitas de lavagem de capitais podem advir, tanto pelo pouco domínio das normas regulatórias, mas também de actividades criminosas e/ou ilegais, como os raptos que, segundo estimativas esta indústria representa cerca de 2,2 mil milhões de meticais até 2022.

“Este é um montante que, sequencialmente, irá gerar necessidade de lavagem de capitais. Combater os raptos, combater o crime, faz parte da matriz de combate de lavagem de capitais”, frisou Prakash Prehlad que espera que esta situação não afecta o processo de simplificação dos procedimentos para o repatriamento de capitais.

EM 2023, CTA VAI PROSSEGUIR COM A MONITORIA DAS ACÇÕES DO PAE PARA GARANTIR IMPLEMENTAÇÃO EFICAZ DAS MEDIDAS

Este Plano tem como objectivo principais:

  • Aumentar a produtividade do Diálogo Público-Privado;
  • Aprofundar o desenvolvimento institucional da CTA;
  • Assegurar a competitividade do sector empresarial moçambicano;
  • Fortificar as parcerias internas e externas.

Portanto, em 2023, a CTA irá prosseguir com a monitoria das acções que constam do PAE, através da emissão de pareceres do sector privado que possibilitem a implementação eficaz destas medidas para que surtam o efeito desejado que é a aceleração da economia.

A CTA espera que o pacote fiscal submetido à Assembleia da República, ao ser aprovado, respeite o princípio que norteou a aprovação do PAE e, conforme o Presidente da República se referiu, passa por estimular a economia, reduzir a carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas.

Em 2023, a CTA irá prosseguir com avaliação da qualidade dos serviços prestados pelos profissionais dos BAUs, e outros serviços públicos visando adoptar mecanismos de melhoria da qualidade dos mesmos em todas capitais provinciais.

O diálogo com o Governo continuará sendo a nossa maior prioridade. As avaliações a serem feitas servirão para informar esse diálogo. A nível da política monetária, continuará com um diálogo colaborativo cm o Banco de Moçambique, com destaque para op CPMO+1.

Numa altura na qual os ditames da globalização impõem o alcance de altos padrões de qualidade empresarial, a área de competitividade do sector empresarial moçambicano terá o seu enfoque em actividades ligadas a promoção de acções de capacitação das empresas, do programa de digitalização das empresas e da identificação de fontes alternativas de financiamento para pequenas e médias empresas.

A CTA se propõe a contribuir para a diversificação de fontes de financiamento às PMEs, incluindo o estabelecimento do FADE e acesso ao mercado de capitais.

Assim, prevê-se prosseguir com implementação do projecto +Emprego em parceria com o Instituto Camões no qual estamos a desenvolver acções nos domínios do apoio à certificação e qualidade das PME e de apoio ao emprego jovem através de estágios nas PME, criação de negócios e da própria empresa, beneficiando 65 PMEs, com destaque para Cabo Delgado.

O Projecto de Desenvolvimento das Capacidades Produtivas das PME do Agro Negócio da Zona Norte, em Parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, irá beneficiar 200 PMEs baseadas em Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

A CTA irá implementar acções para engajar as PMEs no desenvolvimento sustentável, crescimento verde e processos produtivos amigos do ambiente.
Estas acções serão implementadas num contexto na qual a economia global enfrenta condições adversas com destaque para a inflação alta, sendo a maior registada nas últimas décadas, aperto das condições financeiras a nivel mundial, o impacto do conflito entre a Ucrânia e Rússia e os efeitos prevalecentes da pandemia de COVID-19.

Como resultado da conjugação destes factores uma parcela crescente das economias está em desaceleração do crescimento ou contração total, o que afecta em sobremaneira as perspectivas para o próximo ano.

Gás natural de Rovuma em vantagem no mercado internacional

Esta situação coloca a Alemanha sobre a pressão de encontrar novos fornecedores de energia e vê no continente africano a solução para a sua aflição e, em particular, Moçambique. É nessa linha em que o vice-Chanceler e o ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, iniciou uma périplo esta semana por Namíbia e África do Sul, tendo neste último, participado de um encontro com empresários de vários países africanos, incluindo Moçambique. O objectivo era discutir soluções energéticas.

Moçambique foi a este encontro para dizer aos alemães que pode ser, sim, parte da solução com as massivas reservas de gás natural da Bacia de Rovuma que podem chegar a Alemanha e outros destinos europeus como Gás Natural Liquefeito. Mas esta solução é ainda, por cima, de longe benéfica para as intenções da Alemanha de descarbonizar massivamente a sua economia: “o nosso gás é um gás mais doce, tem menos dióxido de carbono (CO2) se comparado com outros gases (LNG) dos outros países, portanto, a componente do carbono é menor, isso certamente é bom para os compradores que olham mais para questões específicas relativas às emissões de carbono e a necessidade de descarbonizar o mundo, o nosso gás vai ter mais apetência”, disse o ministro dos Recursos Minerais, Carlos Zacarias.

Por outro lado, o governante esclareceu que esforços estão a ser desencadeados para esclarecer os mercados, principalmente os mais exigentes como a Alemanha, desta vantagem comparativa do gás natural que sai das águas profundas da Bacia de Rovuma, até porque o mundo está a precisar de mais fontes de energia para alimentar a economia. “Numa primeira fase, pensava-se que a transição energética ia ser feita de um momento para o outro, mas a realidade e a situação geopolítica veio mostrar que temos que ir para uma transição gradual e que certamente irá levar alguns anos, e é um processo que nós temos que explicar ao mundo sobre os benefícios de fazer a transição usando um gás de baixo teor de carbono e ou CO2”, explicou.

Por seu lado, Robert Habeck reconheceu que, nesta altura, o seu país precisa dos recursos energéticos africanos para continuar a viabilizar a sua economia, sem abandonar o caminho da transição energética. Aliás, fez questão de esclarecer que parte dos minerais fósseis energéticos ao seu país os possui em demasia, mas não pode continuar a usá-los porque são altamente poluentes e neste momento o mundo precisa de uma abordagem ambientalmente responsável, “portanto, vivemos agora uma situação paradoxal devido à perda da energia da Rússia. Estamos a precisar de gás natural, agora mesmo, para 2023 e 2024 e o mais tardar para as próximas décadas, talvez até 2040 a 2045, porque aí o consumo de combustíveis fósseis, incluindo o gás natural vai reduzir. Para já, estamos a tentar repor, não só a tentar, conseguimos substituir o gás russo, porque a Rússia parou de nos fornecer gás natural, pelo LNG, e se agora alguém tiver a capacidade de fornecer o mercado mundial é bem-vindo”, esclareceu, abrindo portas para que o seu país possa contar com o Gás Natural Liquefeito moçambicano.

E o embaixador alemão em Moçambique, Lothar Freischlader, considera que a Alemanha considera o nosso país um parceiro estratégico e que está interessado em partilhar a experiência de desenvolvimento. O diplomata considera que os seus esforços não se trata apenas de um país que tem dinheiro e que precisa avidamente de matérias-primas para fornecer a sua economia e um país que vai continuar a ser fornecedor desses recursos, mas pretende que a cooperação seja desenvolvida no sentido de promover e diversificar a economia de Moçambique, através do estabelecimento de cadeias de valor dos produtos produzidos localmente.

A Alemanha está igualmente interessada em apoiar a exploração sustentável dos recursos, que vão permitir acelerar a transição energética não só no seu país europeu como em Moçambique. Este posicionamento é igualmente defendido por Melanie Mueller, que lidera um comité que trabalha no estabelecimento de parcerias na exploração de matérias-primas por parte de Alemanha e países africanos.

“Como sabe, Moçambique tem vários minerais, não só petróleo e gás natural e os outros minerais estão fortemente na agenda de parceria e cooperação económica da Alemanha. Na minha observação, parcialmente, os decisores políticos alemães estão a olhar para Moçambique e a explorar as oportunidades e absorver as dificuldades que claramente o país enfrenta, como a situação política, e ajudar nisso. Claramente vejo como um país que tem potencial e que se usar essas oportunidades sabiamente estará na pista de crescimento”, disse.

Neste momento, Alemanha importa o grafite de Ancuabe em Cabo Delgado que está a usar para acelerar a produção de equipamentos que dinamizar o seu projecto de transição energética.

Governo moçambicano prevê, arrecadar cerca de 1,3 mil milhões de meticais de receitas provenientes do Gás Natural Liquefeito

De acordo com o Diário Economico, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, avançou que a receita constitui um primeiro passo para assegurar que as receitas do gás sejam geridas com foco no desenvolvimento sustentável para o benefício de todos os moçambicanos, em consonância com a abordagem da proposta da lei do Fundo Soberano.

Na apresentação detalhada da proposta do Plano Economico e Social e Orçamento (PESOE) para 2023, Max Tonela, disse que o instrumento foi elaborado em um contexto particularmente exigente, face a situação internacional marcada pelas consequências da guerra na Ucrânia, e por uma conjuntura nacional afectada pela prevalência da acção terrorista em Cabo Delgado e do aumento da frequência de eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas.

Face a esse contexto, segundo Tonela, o Governo pretende aprofundar a implementação de reformas estruturais que visam reforçar a estabilidade macroeconómica, assegurar a sustentabilidade da dívida pública, melhorar a gestão financeira do Estado e aumentar a capacidade institucional para a monitoria de riscos fiscais.

O dirigente Max Tonela avançou ainda, que a proposta apresentada reflecte igualmente a aposta do Governo, na promoção do investimento privado, visando a recuperação e expansão económica, assente na execução das medidas de estímulo incorporadas no Pacote de Aceleração Económica, lançadas em Agosto deste ano pelo Executivo.

Macrofinanceiras debatem proposta de regulamento da lei das instituições de crédito

A sessão será coordenada por membros da direcção da associação, com a colaboração de um jurista, e tem em vista complementar a actividade de auscultação que a autoridade reguladora tem estado a realizar sobre o impacto do novo regulamento no sector das microfinanças.

São membros da AMOMIF cerca de 50 instituições microfinanceiras (IMFs). Em cumprimento do seu mandato, esta associação tem estado a mobilizar meios para apoiar o relançamento da indústria microfinanceira e o papel das microfinanças nos programas nacionais de inclusão financeira.
O programa governamental de finanças rurais, designado REFP, financiado pelo FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura), está a prestar algum apoio à AMOMIF com vista a reforçar a capacidade institucional da agremiação e a capacidade operacional das IMFs.

O correcto enquadramento legal das IMFs e seu relacionamento com a autoridade reguladora está na agenda das prioridades da direcção da AMOMIF. Ela tem interagido com o Banco de Moçambique em actividades visando a melhoria da inclusão financeira, através das IMFs e assumiu a responsabilidade de alargar a auscultação, compreensão e observações para algumas melhorias a esta proposta de regulamento.

Através da sessão agendada para o dia 14 de Dezembro de 2022, a AMOMIF irá recolher os contributos dos participantes e submetê-los ao BdM. A sessão decorrerá em regime misto com presença física na sede da AMOMIF e, virtualmente, através da plataforma MS Teams.

A proposta de regulamento pode ser consultada nas páginas do BdM e da AMOMIF. Apoio do programa REFP, a AMOMIF está presentemente a subsidiar as IMFs interessadas em adquirir e instalar um software bancário que reforce a capacidade operacional de gestão de carteiras de crédito e de depósitos e melhore o sistema de relato financeiro destas instituições.

No plano de trabalhos da associação estão também previstas acções de formação dos gestores dos microbancos.

PM-Custo de Vida Continuará Alto em 2023

O alerta foi feito esta quinta-feira, 8 de Dezembro, no Parlamento, pelo primeiro-ministro, Adriano Maleiane, que, na ocasião, afirmou que o PESOE para 2023 prevê o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5%.

Maleiane explicou que a proposta apresentada foi elaborada num contexto internacional exigente e fortemente marcado pelas consequências da guerra na Ucrânia, pela prevalência de acções terrorista em Cabo Delgado e pelo aumento da frequência de eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas, que agravam os já complexos desafios existentes na gestão das finanças públicas.

Segundo o governante, em 2023, a base de crescimento económico estará assente num maior dinamismo do investimento privado, que deverá estimular o crescimento dos sectores da agricultura, indústria, construção e investimento público.

Para impulsionar a economia em 2023, Adriano Maleiane avançou que serão colocadas à disposição do sector privado, através do PESOE, oportunidades de negócios de cerca de 134,2 mil milhões de meticais para a provisão de bens, serviços e investimentos.

“Como resultado do crescimento da procura externa, dos preços mais elevados no mercado internacional e do início da operação da plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito, prevê-se que as exportações de bens e serviços registem um incremento, traduzindo-se numa redução histórica do nível do défice da balança de comercial do País”, defendeu o primeiro-ministro.

Adriano Maleiane avançou ainda que a recuperação do crescimento económico que Moçambique tem vindo a registar desde 2021 é um óptimo indicador de que se está no caminho certo.

“As acções que nos propusemos implementar no âmbito do PESOE de 2023 irão permitir-nos continuar a criar mais postos de trabalho e geração de renda, assim como um maior acesso à energia, água potável, educação, saúde e protecção social. Em suma, melhorar o índice de desenvolvimento humano do nosso País”, resumiu o governante.

Foi lançado em Maputo, o projecto urbanístico Uxene Smart City

De acordo com o seu director executivo, Henrique Bettencourt, a “Uxene Smart City” contará com um posto de bombeiros, uma universidade (até nove mil alunos), um hospital geral (até 150 camas), uma esquadra da polícia, uma zona habitacional, um centro de negócios, um pólo comercial, um parque logístico, um campo de golfe, um parque ecológico e espaços verdes para lazer.

O responsável explicou também que a cidade contém a designação “smart”, porque vai privilegiar o uso de energias renováveis, sendo que, para o efeito, estará conectada à tecnologia, será construída uma quinta solar e haverá um aproveitamento das águas pelo parque ecológico.

Henrique Bettencourt revelou que a primeira fase do projecto, orçada em 6oo milhões de dólares, arrancará em 29 de Maio de 2023 com o lançamento da primeira pedra, e terá uma duração de cinco anos.

Para a materialização do projecto, o director frisou que a empresa conta com vários parceiros, entre nacionais e estrangeiros.

“Dos nacionais, destacam-se o Instituto Superior Politécnico de Moçambique, a Vodacom, o Metro Bus (grupo Sir Motors) e o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG). Dos parceiros estrangeiros, o destaque vai para as empresas chinesas, China Railway 4, Huawei e a Gregori International”, declarou.

Por sua vez, o Governo do distrito de Marracuene, representado pelo seu administrador, Shafee Sidat, fez saber que o Executivo abraça o projecto porque irá impulsionar o desenvolvimento económico e social do distrito.

“O distrito de Marracuene acolhe o projecto e tantos outros que vêm para contribuir para o desenvolvimento do País e do distrito em particular”, afirmou Sidat, tendo acrescentado que a Uxene poderá impulsionar o rápido crescimento populacional que se tem verificado nos últimos três anos naquela zona.

The Uxene Smart City urban project was launched in Maputo

According to its executive director, Henrique Bettencourt, the “Uxene Smart City” will have a fire station, a university (up to nine thousand students), a general hospital (up to 150 beds), a police station, a residential area , a business center, a commercial hub, a logistics park, a golf course, an ecological park and green spaces for leisure.

The official also explained that the city has the “smart” designation, because it will favor the use of renewable energy, and for this purpose, it will be connected to technology, a solar farm will be built and water will be used by the ecological park.

Henrique Bettencourt revealed that the first phase of the project, budgeted at 6000 million dollars, will start on May 29, 2023 with the laying of the first stone, and will last five years.

To materialize the project, the director stressed that the company has several partners, including nationals and foreigners.

“Of the national ones, the Instituto Superior Politécnico de Moçambique, Vodacom, Metro Bus (Sir Motors group) and the Water Supply Investment and Heritage Fund (FIPAG) stand out. Of the foreign partners, the highlight goes to Chinese companies, China Railway 4, Huawei and Gregori International”, he declared.

In turn, the Government of the district of Marracuene, represented by its administrator, Shafee Sidat, made it known that the Executive embraces the project because it will boost the economic and social development of the district.

“The district of Marracuene welcomes the project and many others that come to contribute to the development of the country and the district in particular”, stated Sidat, adding that Uxene could boost the rapid population growth that has occurred in the last three years in that zone.

Moçambique nomeado pela União Africana, como campeão do programa de gestão de riscos de desastres naturais

O presidente da Fundação Universitária para o Desenvolvimento da Educação (FUNDE), Lourenço do Rosário, considera que a nomeação de Moçambique, pela União Africana, como campeão do programa de gestão de riscos de desastres naturais, representa um desafio no sentido de o País continuar a investir na resiliência das suas infraestruturas, com vista à fazer face às mudanças climáticas.

Este posicionamento foi feito, quarta-feira, 7 de Dezembro, pelo presidente da FUNDE, durante a abertura da conferência sobre Mudanças Climáticas, organizada pela FUNDE, em parceria com a Universidade Politécnica, com o apoio da Fundação Aga Khan e da Fundação La Caixa, esta última representada pela Infanta Dona Cristina da Espanha.

Na ocasião, Lourenço do Rosário referiu que o debate, que contou com a participação de parceiros da iniciativa, visava fortalecer as organizações da sociedade civil e contou com a participação do ambientalista Jorge Moreira, como orador principal, cuja dissertação incidiu sobre as “Sincronicidades Climáticas”.

“A indicação de Moçambique como um país resiliente, pela União Africana, significa um reconhecimento, por parte desta entidade, aos países fustigados pelas mudanças climáticas, podendo liderar o programa que define as actividades, que se enquadram no programa 2063”, disse o presidente da FUNDE.

Importa referir que participaram, igualmente, no evento, através do painel subordinado ao tema “Mudanças climáticas e o ciclo da água: As expressões a nível local”, os oradores Barnabé Alexandre Fondo, do Fundo Mundial da Natureza (WWF), Domingos Estêvão Tete, da empresa Cervejas de Moçambique (CDM) e Agostinho Vilankulos, chefe do Departamento de Recursos Hídricos, na Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH).

Na sua intervenção, Agostinho Vilankulos apontou que, enquanto o País se prepara para uma maior resiliência, é preciso temer os desastres microclimáticos, nomeadamente as tendências e as causas.

“Nós estamos localizados numa região de risco. Há pouca investigação nas academias em Moçambique com relação ao clima. Estudos mostram que a tendência de Moçambique é o aumento da precipitação e a diminuição da produção se a temperatura não for contida. Deste modo Moçambique poderá ficar numa situação de 100% de insegurança alimentar, caso continue a registar variações de temperaturas”, explicou o orador