Monday, June 1, 2026
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Moza Banco defende financiamento personalizado para impulsionar MPMEs

O Moza Banco defende que o financiamento para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) em Moçambique deve ser abordado de forma personalizada, considerando as especificidades de cada empreendedor. Esta posição foi expressa por Camilo Amarcy, Director de Gestão de Informação do Moza Banco, durante a Conferência sobre o Código We Finance para Mulheres Empreendedoras, realizada em Maputo.

Na ocasião, Amarcy enfatizou a necessidade de uma análise contextualizada dos desafios enfrentados pelos empreendedores no país, visando uma maior assertividade na elaboração de estratégias de apoio às MPMEs nacionais. Ele destacou que dados desagregados podem auxiliar instituições financeiras a identificar quais empreendedores necessitam de mais suporte e quais mecanismos são mais eficazes para cada perfil. Contudo, ressaltou a importância de compreender o contexto individual de cada empreendedor, já que desafios podem variar significativamente entre diferentes regiões, como Niassa e Maputo.

A conferência, promovida pelo Banco Mundial em parceria com o Financial Sector Deepening Mozambique (FSDMoç), reuniu diversas entidades do sector financeiro para discutir soluções de desagregação de dados e sua importância no acesso ao financiamento. O Código We Finance, a ser implementado em cerca de 30 países, incluindo Moçambique, visa facilitar o acesso ao crédito para MPMEs lideradas por mulheres.

Durante o evento, várias entidades do sector financeiro assinaram um acordo formalizando seu compromisso em apoiar mulheres empreendedoras, reconhecendo o papel fundamental que desempenham no desenvolvimento económico do país. O Moza Banco, que já implementa iniciativas voltadas para este segmento, destacou o projeto Moza Women, lançado no ano anterior, com o objectivo de apoiar negócios liderados por mulheres e facilitar o acesso a financiamentos adequados às suas necessidades.

A instituição reafirmou seu compromisso com a inclusão financeira e o fortalecimento do papel das mulheres no sector empresarial moçambicano, reconhecendo sua importância no crescimento econômico do país. Para aprimorar a segmentação do financiamento, Amarcy sugeriu o aproveitamento de fontes de dados existentes, como censos populacionais e análises do Instituto Nacional de Estatística, do Banco Mundial e outras fontes, para construir um modelo de segmentação mais preciso.

Com uma abordagem mais personalizada, o Moza Banco acredita ser possível impulsionar o crescimento das MPMEs e contribuir para um desenvolvimento económico mais inclusivo em Moçambique.

Moza Banco Advocates Personalised Finance to Boost MSMEs

Moza Banco has argued that financing for Micro, Small and Medium Enterprises (MSMEs) in Mozambique should be approached in a personalised way, taking into account the specificities of each entrepreneur. The position was expressed by Moza Banco’s Director of Management Information, Camilo Amarcy, during the Conference on the We Finance Code for Women Entrepreneurs, held this Tuesday (3) in Maputo.

On the occasion, Camilo Amarcy defended ‘the need to take a contextualised look at the challenges faced by entrepreneurs in the country, as a way of ensuring greater assertiveness when drawing up support strategies for national Micro, Small and Medium-sized Enterprises (MSMEs).’

The conference, promoted by the World Bank and organised in partnership with Financial Sector Deepening Mozambique (FSDMoç), brought together various entities from the financial sector to discuss solutions for data disaggregation and its importance in access to finance. The We Finance Code, which is to be implemented in around 30 countries, including Mozambique, aims to facilitate access to credit for MSMEs led by women.

Asked about the importance of segmenting data to expand financing opportunities for MSMEs, Camilo Amarcy emphasised that ‘disaggregated data can help financial institutions and support entities identify which entrepreneurs need more support and which mechanisms can be most effective for each profile. However, before using only disaggregated data, it is important to understand the context of each entrepreneur. An entrepreneur in Niassa may have very different challenges from an entrepreneur in Maputo.’

For Amarcy, one of the key steps to improving the segmentation of financing is to take advantage of existing data sources. ‘We could first exploit publicly available data, such as population censuses and analyses from the National Statistics Institute, the World Bank and other sources, to build a more accurate segmentation model,’ she added.

At the meeting, several entities from the financial sector signed an agreement formalising their commitment to supporting women entrepreneurs, recognising the fundamental role they play in the country’s economic development. Moza Banco, which already implements initiatives for this segment, highlighted Moza Women, a project launched last year, which aims to support businesses led by women and facilitate access to financing suited to their needs.

The institution reaffirmed its commitment to financial inclusion and strengthening the role of women in the Mozambican business sector. ‘The Bank recognises the role of women in Mozambique’s economic development at all levels and is therefore committed to creating diverse solutions that help ensure that women are always at the forefront of Mozambique’s economic growth.’

This year, the institution intends to strengthen its support for women entrepreneurs by developing specific financial products. ‘This year, the Bank has the ambition to create specific products that meet the needs of women, in the light of the same project.’

Moza Banco stressed that with a more personalised approach, it will be possible to boost the growth of MSMEs and contribute to more inclusive economic development in the country.

Governo prevê crescimento económico de apenas 3% em 2025

O governo de Moçambique reviu em baixa as suas previsões de crescimento económico para 2025, apontando agora para um intervalo entre 2,9% e 3,0%. Este valor é significativamente inferior às estimativas anteriores, que previam um crescimento de 4,7%. A informação foi avançada pela Ministra das Finanças, Carla Louveira, durante uma audiência com a directora-adjunta do Departamento Africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), Andrea Richter Hume, realizada esta semana em Maputo.

A revisão em baixa surge num contexto de desafios fiscais e económicos. O Cenário Fiscal de Médio Prazo 2025-2027, divulgado em junho do ano passado, previa um crescimento de 5,5% para 2024 e 4,7% para 2025, após a economia ter crescido 5,0% em 2023. No entanto, fatores como a redução no desempenho do setor extrativo, efeitos climáticos na agricultura e dificuldades nos setores de transportes e comunicações foram decisivos para a correção das previsões.

Além da desaceleração do crescimento, o governo estima agora que a inflação possa estabilizar-se em 7,0% em 2025, valor superior às previsões anteriores. O Cenário Fiscal de Médio Prazo 2025-2027 indica que a inflação deverá manter-se entre 4,5% e 5,5% no período de 2025-2027, alinhada com o objetivo de manter a inflação em dígitos únicos, embora sujeita a pressões de choques de oferta e aumentos nos preços das commodities, especialmente alimentos e energia.

O encontro com o FMI ocorreu numa altura em que se avalia o desempenho económico do país no âmbito do Programa de Facilidade de Crédito Alargado. O FMI expressou preocupação com a atual situação fiscal de Moçambique, especialmente em relação à arrecadação de receitas, racionalização da despesa pública, massa salarial, dívida pública e outros pagamentos em atraso. Andrea Richter Hume, diretora-adjunta do Departamento Africano do FMI, enfatizou a disponibilidade do Fundo em continuar a apoiar Moçambique no novo ciclo de governação 2025-2029.

A Ministra das Finanças destacou os progressos na relação com o FMI, salientando que o país já realizou quatro avaliações bem-sucedidas e recebeu desembolsos acumulados de 330 milhões de dólares (20,8 mil milhões de meticais).

Área 1: TotalEnergies nega suspensão de contratos, mas admite não renovação em Afungi

A TotalEnergies esclareceu que não suspendeu os contratos com os subcontratantes do projecto Mozambique LNG, localizado na península de Afungi, no distrito de Palma, Cabo Delgado. A empresa admite, contudo, que não está a renovar contratos que já chegaram ao fim, um processo que considera natural, dada a situação actual do projecto.

Esta posição foi manifestada pelo presidente do Mozambique LNG, Maxime Rabilloud, após um encontro com o governador da província. Rabilloud refutou notícias veiculadas na comunicação social que afirmavam que a petrolífera francesa tinha suspendido centenas de trabalhadores ligados ao projecto de exploração de gás na Área 1 da bacia do Rovuma.

“Todos sabemos que ainda estamos numa situação de ‘força maior’. Posso até partilhar algumas perspectivas sobre isso mais tarde, mas, de momento, é claro que ainda não há condições para reiniciar o projecto. Entretanto, estamos a realizar vários trabalhos de preservação em preparação para uma futura retoma. Esses trabalhos, no entanto, não são contínuos, pois alguns têm um início e fim bem definidos. Infelizmente, quando uma dessas operações é concluída, há uma desmobilização natural, que será seguida pelo início de novos trabalhos”, afirmou Rabilloud.

O projecto Mozambique LNG está suspenso desde 2021, na sequência dos ataques terroristas que atingiram a vila de Palma. A exploração de gás na Área 1 da bacia do Rovuma estava inicialmente prevista para 2023, mas a situação de insegurança na região levou ao adiamento indefinido do projecto.

A resposta de Rabilloud surge após relatos no site Africa Intelligence de que a TotalEnergies teria instruído o consórcio CCS, composto pela Saipem (Itália), Chiyoda (Japão) e McDermott (EUA), a suspender operações e dispensar trabalhadores.

Embora não haja previsões concretas para a retoma do projecto, Rabilloud assegurou que a TotalEnergies mantém o compromisso de preservar a infraestrutura e preparar o local para uma possível retomada das operações assim que as condições de segurança sejam consideradas adequadas.

Area 1: TotalEnergies Denies Suspending Contracts, But Admits Non-Renewal in Afungi

TotalEnergies has clarified that it has not suspended contracts with subcontractors for the Mozambique LNG project on the Afungi peninsula in the Palma district of Cabo Delgado. The company admits, however, that it is not renewing contracts that have already come to an end, a process it considers natural given the project’s current situation.

The position was taken by the president of Mozambique LNG, Mazime Rabilloud, after a meeting with the governor of the province. He refuted reports in the media that the French oil company had suspended hundreds of workers linked to the gas exploration project in Area 1 of the Rovuma basin.

‘We all know that we are still in a situation of ‘force majeure’. I may even share some perspectives on this later, but at the moment it’s clear that there are still no conditions for restarting the project. In the meantime, we are carrying out various preservation works in preparation for a future resumption. These works, however, are not continuous, as some have a well-defined beginning and end. Unfortunately, when one of these operations is completed, there is a natural demobilisation, which will then be followed by the start of new works,’ said Rabilloud.

The Mozambique LNG project has been suspended since 2021, following the terrorist attacks that hit the town of Palma. Gas exploration in Area 1 of the Rovuma basin was initially planned for 2023, but the insecurity situation in the region led to the project being postponed indefinitely.

Rabilloud’s response comes after reports on the Africa Intelligence website that TotalEnergies had instructed the CCS consortium, made up of Saipem (Italy), Chiyoda (Japan) and McDermott (USA), to suspend operations and lay off workers.

Although there are no concrete forecasts for the resumption of the project, Rabilloud assured that TotalEnergies remains committed to maintaining the infrastructure and preparing the site for a possible restart of operations as soon as the safety conditions are deemed adequate.

Custo com juros da dívida cresce 12% num ano para 857,4 milhões de euros

  • Só a componente do pagamento de juros da dívida interna cresceu 13% em 2024, para mais de 680 milhões de euros, enquanto nos juros da dívida externa o Estado gastou quase 177,6 milhões de euros, mais 9,5% no espaço de um ano, segundo dados oficiais.

Os encargos com os juros da dívida de Moçambique cresceram 12% em 2024, face ao ano anterior, para 57.608 milhões de meticais (857,4 milhões de euros), segundo dados oficiais divulgados nesta Quarta-feira.

De acordo com os mesmos dados, este montante compara com os 49.929 milhões de meticais (743 milhões de euros) que o Estado gastou com o designado encargo com a dívida em 2023.

Só a componente do pagamento de juros da dívida interna cresceu 13% em 2024, para mais de 45.691 milhões de meticais (680 milhões de euros), enquanto nos juros da dívida externa o Estado gastou quase 11.395 milhões de meticais (177,6 milhões de euros), mais 9,5% no espaço de um ano.

A Lusa noticiou esta semana que o stock da dívida pública de Moçambique ultrapassou em 2024 um bilião de meticais (15,8 mil milhões de euros), um aumento de 9% num ano.

De acordo com informação sobre a execução orçamental, o endividamento do Estado moçambicano cresceu de Janeiro a Dezembro para quase 1,069 biliões (milhões de milhões) de meticais.

Só o ‘stock’ da dívida Interna atingiu em 31 de Dezembro mais de 407.085 milhões de meticais (6.139 milhões de euros), enquanto o da dívida externa ultrapassou os 636.548 milhões de meticais (9.600 milhões de euros).

Quem tem conta G-mail devia saber disso, e ficar atento!

O porta-voz do G-mail, Ross Richendrfer, adiantou que a plataforma vai, em breve, deixar de utilizar SMS para validação de segurança e autenticações, tal como se pretende com as palavras-chave.

Os códigos SMS devem ser abandonados quando se trata de autenticação e substituídos por códigos QR para “reduzir o impacto do abuso desenfreado e global de SMS”.

Na Google, a verificação por SMS serve actualmente para segurança e controle de abuso. Citado pela Forbes, Richendrfer explicou que no domínio da segurança é para saber se de facto se trata do utilizar de sempre, e para o controle de abuso a ideia é assegurar que os piratas/fraudadores não abusem dos serviços do Google.

Conforme revelou, a verificação por SMS é vulnerável ao phishing, e para escapar a isso, “nos próximos meses, vamos reimaginar como verificamos números de telefone” introduzindo a verificação por códigos QR.

“Códigos SMS são uma fonte de risco elevado para os utilizadores”, concluiu Richendrfer. “Estamos felizes em apresentar uma nova abordagem inovadora para reduzir a área de superfície para invasores e manter os utilizadores mais seguros contra actividades maliciosas”.

Segundo a Google os códigos QR oferecem a vantagem de reduzir o risco de phishing e eliminar a dependência, pelo menos geralmente, dos utilizadores do Google em relação às suas operadoras de telefonia para protecção contra abuso.

ExxonMobil vai contratar 70% de empresas nacionais para o projecto na Bacia do Rovuma

Exxonmobil

A multinacional americana ExxonMobil assegurou, ontem em Maputo, que vai contratar 70% de empresas moçambicanas para fornecer bens e serviços ao projecto Rovuma LNG de exploração de gás natural na Área 4 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Reunido com fornecedores moçambicanos e estrangeiros, o Director de Relações Públicas e Governamentais da ExxonMobil Moçambique, Armando Afonso, explicou que a ideia é promover o conteúdo local, mas também elevar as empresas nacionais para um patamar onde possam competir com empresas estrangeiras.

Nesse sentido, alertou que a indústria petrolífera é de tamanha exigência, o que vai requerer organização das empresas nacionais para responder à demanda de serviços.

“Por isso, acreditamos que, ao trabalhar em conjunto, podemos capacitar as empresas nacionais para oferecerem serviços de segurança, ‘catering’, pavimentação, lavandaria, entre outros, com padrão exigido” referiu, citado pelo Notícias.

O projecto encontra-se na fase de estudo, o que vai culminar com a adjudicação do contrato de engenharia, aprovisionamento e construção da própria planta em Afungi, no distrito de Palma, adiantou.

Essa actualização do andamento do projecto é para as empresa moçambicanas poderem acompanhar a evolução e saber que serviços pode ser demandados em cada fase.

Nedbank Moçambique regista crescimento de 38% nos lucros e consolida liderança digital

O Nedbank Moçambique encerrou o ano de 2024 com um desempenho financeiro robusto, registando um crescimento de 38% nos lucros líquidos, alcançando 1,619 rands mil milhões (aproximadamente 7,8 mil milhões de meticais ou US$ 86 milhões). Este crescimento reforça a posição do banco como um dos principais actores do sector bancário em Moçambique.

A forte performance da instituição foi impulsionada pela expansão da base de clientes, pelo aumento das transacções digitais e por um crescimento de 15% nas vendas cruzadas de produtos financeiros. O CEO do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues, destacou a importância da digitalização e da inovação para os resultados positivos alcançados.

“Em 2024, consolidámos a nossa posição como banco digital de referência em Moçambique, oferecendo soluções inovadoras e melhorando a experiência do cliente. Continuamos a apostar no crescimento sustentável e no reforço da nossa estrutura digital para impulsionar ainda mais o mercado moçambicano.”

CEO do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues

Liderança digital e crescimento da base de clientes

O Nedbank Moçambique destacou-se na digitalização, registando um crescimento de 13% no número de transacções electrónicas e um aumento de 5% na sua base de clientes. Estes avanços consolidaram a posição do banco como líder no índice de satisfação do cliente (Net Promoter Score – NPS), ocupando a posição #1 no mercado moçambicano.

Além disso, o banco recebeu quatro prémios internacionais, incluindo:

  • Banco Digital Mais Inovador em Moçambique (International Finance).
  • Melhor Banco Digital em Moçambique (Global Banking and Finance Review).
  • Melhor Banco para Diversidade e Inclusão em Moçambique (Euromoney).

Expansão do Segmento Empresarial e Sustentabilidade

O Nedbank Moçambique também reforçou a sua presença no sector empresarial, colaborando com a divisão Corporate and Investment Banking (CIB) para expandir o financiamento às empresas. A instituição tem apostado em soluções para PMEs, promovendo inclusão financeira e crescimento sustentável no país.

Ademais, o banco investiu na formação de talentos, através de iniciativas como:

  • Leadership Academy – formação contínua para quadros de alto desempenho.
  • Programa de trainees – incentivo à entrada de novos talentos no sector bancário.

Desafios e perspectivas para 2025

Apesar dos resultados positivos, o Nedbank Moçambique enfrenta desafios no cenário macroeconómico, incluindo a volatilidade cambial e o aumento das imparidades em alguns segmentos. Para mitigar estes riscos, o banco pretende reforçar a gestão prudente do crédito e diversificar as suas fontes de receita.

As perspectivas para 2025 incluem:

  • Expansão da banca digital e inovação tecnológica.
  • Aumento da base de clientes e novas soluções empresariais.
  • Fortalecimento da posição no mercado moçambicano, promovendo inclusão financeira e crescimento sustentável.

Com um desempenho sólido e uma estratégia bem definida, o Nedbank Moçambique continua a consolidar a sua liderança no sector bancário do país, preparando-se para um futuro de crescimento sustentado.

Juro de referência com quinto corte em seis meses

Nos últimos seis meses, apenas em Fevereiro a taxa tinha ficado inalterada, em 19%, depois de quatro cortes mensais consecutivos, segundo o histórico da Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai descer em Março 50 pontos percentuais, para 18,50%, o quinto corte nos últimos seis meses, divulgou nesta Quinta-feira a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Nos últimos seis meses, apenas em Fevereiro a taxa tinha ficado inalterada, em 19%, depois de quatro cortes mensais consecutivos, segundo o histórico do AMB.

Desde Janeiro de 2024 que a taxa, conhecida como ‘prime rate’, estava em queda, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%.

As oscilações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, para controlar a inflação.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu no final de janeiro uma nova descida da taxa de juro de política monetária MIMO, de 12,75%, que estava em vigor desde final de novembro, para 12,25%, cortando igualmente nos coeficientes de reservas obrigatórias.

“Esta decisão decorre da manutenção das perspectivas da inflação em um dígito, no médio prazo, não obstante o aumento dos riscos e incertezas associados às projecções, com destaque para os decorrentes da tensão pós-eleitoral, o risco fiscal e os choques climáticos”, refere-se no comunicado final da reunião do CPMO, citado pela Lusa.