Sunday, April 19, 2026
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O que faz a FSDMoç? Entenda o papel da instituição no fortalecimento da inclusão financeira

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A Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç) tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento do sector financeiro em Moçambique, focando-se na inclusão financeira como ferramenta para promover prosperidade e resiliência económica. Actuando como uma plataforma de transformação, a FSDMoç direcciona os seus investimentos e conhecimentos técnicos para resolver constrangimentos no mercado financeiro, contribuindo para a diversificação da economia do país e oferecendo oportunidades de crescimento a populações marginalizadas.

Uma estratégia centrada nas comunidades

No âmago da estratégia da FSDMoç estão mulheres, jovens e populações rurais de baixo rendimento, segmentos historicamente marginalizados do sistema financeiro. Pequenas empresas que enfrentam dificuldades no acesso a serviços financeiros acessíveis também são priorizadas. Em parceria com instituições-chave como o Projecto WIN implementado pela Technoserve, a New Faces New Voices, parte da Graça Machel Trust, Fintech Moz, FSDNetwork e a UKAID, a FSDMoç estimula a inovação e expande o acesso a serviços financeiros, capacitando tanto as instituições quanto os beneficiários.

Objectivos e intervenções do programa

Até 2019, a FSDMoç definiu como meta proporcionar serviços financeiros básicos a 2,6 milhões de indivíduos e 1.000 empresas em todo o país. Para alcançar esse objectivo, adoptou a abordagem Making Markets Work for the Poor (M4P/MSD), focando-se em soluções práticas para superar barreiras estruturais no sector financeiro. As principais áreas de intervenção incluem:

  • Serviços de dinheiro móvel: Incentivo ao uso de dinheiro móvel para ampliar o acesso a serviços financeiros.
  • Micro-seguro: Desenvolvimento de soluções acessíveis de seguros digitais.
  • Regulação e investimentos: Melhoramento do enquadramento regulatório para atrair investimentos estrangeiros e fomentar a inovação das fintechs.

Impactos transformadores

As iniciativas da FSDMoç têm gerado mudanças significativas no sector financeiro, entre as quais:

  • Serviços de dinheiro móvel: Mais de 60.000 indivíduos beneficiaram de acesso melhorado a serviços financeiros digitais. Estas soluções ajudaram a fortalecer a confiança no sistema financeiro, incentivando o uso de plataformas digitais.
  • Micro-seguro: Em 2020, sete soluções inclusivas de micro-seguro foram desenvolvidas, aumentando o alcance a populações de baixo rendimento.
  • Regulação e mercado de capitais: O número de empresas listadas na Bolsa de Valores de Moçambique cresceu 125% até 2019, reflectindo o fortalecimento do mercado de capitais promovido pela FSDMoç.

Produtos financeiros para mulheres pelos bancos de micro-finança:

  • Microleasing: Para a compra de equipamento agrícola e de transporte.
  • Micro-seguro: Oferecido em nome de um micro-seguro e obrigatório para todos os produtos de crédito.
  • Crédito para expansão de negócios: Destinado a quem pretende expandir o negócio, mas não reúne garantias ou documentação necessária para se candidatar a um microcrédito.
    • Beneficiários: Pessoas com um micro-negócio há 6 meses ou mais.
    • Finalidade: Capital de Giro; Investimento.
  • Crédito para novos clientes: Destinado a novos clientes que não conseguem satisfazer as exigências de garantias dos produtos clássicos do banco.
    • Beneficiários: Cidade de Maputo: apenas empresas detidas ou administradas por mulheres; Zona rural: qualquer negócio estável com restrições de garantias.
    • Finalidade: Capital de Giro; Investimento em bens.
    • Montantes: 7.000 – 2 Milhões de MZN.
    • Taxas de juros: 4.52% – 4.72% nominal mensal.

Ofertas de produtos financeiros para mulheres pelos grandes bancos comerciais:

  • Cartão Mulher Empreendedora: Cartão de Crédito que funciona essencialmente como um limite de crédito agregador das responsabilidades de curto prazo das empresas junto do banco.
  • Linha Mulher Empreendedora: Linha de crédito com condições atraentes para ENI e PME, com produtos de apoio à tesouraria e ao investimento.
  • Linha de Negócio Mukhero: Linha de crédito com condições atraentes para Mukheristas e membros da Associação Mukhero, com produtos de apoio à tesouraria e ao investimento.
  • “Linha Mulher Empreendedora” e o “Cartão Mulher”: Estes produtos estão associados ao cancro da mama e do útero, visando também o apoio social e à saúde da mulher empreendedora.

Desafios e perspectivas

Embora Moçambique registre avanços econômicos impulsionados pelo setor extractivo, a inclusão financeira ainda enfrenta desafios significativos. A abordagem da FSDMoç, combinando inovação, parcerias estratégicas e capacitação técnica, oferece um modelo replicável e adaptável a diferentes contextos dentro do país.

Com o apoio contínuo de doadores internacionais, como a Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional, e de parceiros locais, a FSDMoç posiciona-se como um catalisador essencial para um futuro financeiro inclusivo e sustentável em Moçambique.

Considerações finais

O impacto da FSDMoç vai além dos números, reflectindo uma mudança estrutural no sector financeiro de Moçambique. Ao colocar as comunidades no centro das suas acções e promover um ambiente propício à inovação, a FSDMoç demonstra como uma abordagem inclusiva pode contribuir para o crescimento económico sustentável e a redução da pobreza.

Acompanhe os programas da FSDMoç aqui.

CTA, BVM E UEM Fomentam o aumento de empresas cotadas na Bolsa

À margem da 17ª edição do Economic Briefing, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e a Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) assinaram um Memorando de Entendimento com o objectivo de promover o aumento do número de empresas cotadas na Bolsa. Esta iniciativa visa fortalecer o mercado de capitais em Moçambique, estimulando o crescimento empresarial e oferecendo novas oportunidades de financiamento para as empresas do país.

O Papel da BVM na transformação do mercado de capitais

A Bolsa de Valores de Moçambique assume um papel fundamental neste processo, dada a sua expertise técnica e regulatória no sector financeiro. Como entidade principal do mercado de capitais em Moçambique, a BVM tem a capacidade de guiar empresas no processo de cotação, oferecendo as condições necessárias para o crescimento sustentável.

A instituição está empenhada em tornar o mercado de capitais mais acessível, não apenas para grandes empresas, mas também para pequenos e médios negócios, que poderão aproveitar as vantagens de uma maior visibilidade e de acesso a financiamentos por meio da emissão de ações e outros instrumentos financeiros.

A CTA e a mobilização do sector privado

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tem um papel estratégico na mobilização das empresas do sector privado, facilitando o diálogo entre os empresários e as instituições financeiras. A CTA será responsável por sensibilizar o sector privado sobre a importância da cotação na bolsa, ajudando a esclarecer os benefícios de um acesso mais facilitado ao capital e de uma maior transparência na gestão das empresas.

A organização, ao representar uma vasta rede de empresários, pode ser um ponto de encontro crucial para estimular a adesão das empresas a este processo, particularmente nas áreas onde o sector privado tem mostrado um maior potencial de crescimento.

A Faculdade de economia da UEM e a formação académica e técnica

A Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), como implementadora deste projecto, irá combinar sua experiência académica com a sua capacidade de oferecer formação prática. A colaboração com a UEM permitirá não só a criação de programas de formação direcionados aos empresários e gestores, mas também a realização de pesquisa aplicada que identifique as melhores práticas e estratégias para o alargamento do número de empresas cotadas na bolsa. Além disso, a universidade contribuirá com assessoria técnica, formando uma ponte entre a teoria e a prática, o que é essencial para assegurar que as empresas estejam devidamente preparadas para este novo passo no mercado financeiro.

Objectivos e benefícios esperados

O principal objectivo desta colaboração é aumentar o número de empresas cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique, o que trará uma série de benefícios para a economia nacional. A cotação na bolsa oferece às empresas uma plataforma para captação de recursos, o que pode ser um impulso significativo para o crescimento e expansão dos negócios. Ademais, a presença em mercados de capitais ajuda a aumentar a transparência e a confiança nas empresas, o que, por sua vez, pode atrair mais investidores nacionais e estrangeiros.

Para a economia moçambicana, o alargamento do mercado de capitais representa uma oportunidade de crescimento sustentável, gerando mais empregos, maior dinamismo económico e, eventualmente, uma maior integração de Moçambique nos mercados financeiros internacionais.

Uma parceria estratégica

Este Memorando de Entendimento entre a CTA, a BVM e a Faculdade de Economia da UEM é um passo importante para o desenvolvimento económico de Moçambique, oferecendo às empresas locais uma via mais sólida e estruturada para o crescimento. A colaboração entre o sector privado, a academia e a bolsa de valores é fundamental para garantir que o país aproveite ao máximo as potencialidades do mercado de capitais, gerando benefícios duradouros para as empresas e para a economia nacional como um todo.

A concretização deste projecto é uma prova do compromisso de Moçambique com a modernização do seu mercado financeiro e com a criação de um ambiente empresarial mais robusto e competitivo.

Aumento do negócio no terceiro trimestre na ordem de 53%

De acordo com o Economic Briefing divulgado pela Confederação das Associações Económicas (CTA) no dia 12 de Dezembro de 2024, o terceiro trimestre de 2024 registou uma evolução positiva, com o índice do ambiente macroeconómico a subir 5 pontos, passando de 48 para 53. Este crescimento é explicado pela redução dos preços dos produtos agrícolas e pela manutenção da política de preços dos combustíveis. A oferta de produtos agrícolas aumentou, aliviando a inflação, que caiu de 4,68% para 3,88%. Estes factores contribuíram para um ambiente de maior estabilidade, essencial para o fomento do investimento e crescimento económico sustentável.

Desafios no sector empresarial: Contração do Índice de Regularidade Empresarial Nacional

Apesar do crescimento no índice de ambiente macroeconómico, o Índice de Regularidade Empresarial Nacional sofreu uma queda de 30% em comparação com o trimestre anterior. A principal razão para este retrocesso foi a redução no volume de vendas, que resultou do aumento dos custos de insumos e das dificuldades em adaptar-se à necessidade crescente de inovação tecnológica. Este fenómeno foi prejudicial, principalmente para as pequenas e médias empresas, que continuam a enfrentar desafios de competitividade, afectando negativamente a confiança no curto-prazismo da economia.

Campanha de comercialização agrícola: Um pilar para a estabilidade do mercado

A campanha de comercialização agrícola foi um fator chave para a melhoria da oferta de produtos e para garantir a estabilidade do mercado. No entanto, a contenção de custos, especialmente na gestão de recursos humanos e logísticos, foi uma prioridade para as empresas. A pressão sobre os custos e a incerteza económica afetaram o desempenho das empresas, que tiveram de ajustar as suas operações para sobreviver. O aumento dos custos de insumos e a necessidade de inovação tecnológica mantiveram as empresas sob pressão.

Política de preços dos combustíveis: Efeitos negativos no desempenho empresarial

A manutenção dos preços dos combustíveis teve um impacto significativo sobre as empresas. Embora essencial para garantir a estabilidade macroeconómica, esta política aumentou os custos operacionais, forçando as empresas a reajustar os preços dos seus produtos. Esse ajuste resultou em uma contração nas margens de lucro e dificultou o crescimento do sector empresarial, afetando a competitividade das empresas moçambicanas.

Perspectivas: Crescimento e sustentabilidade económica

O aumento do índice do ambiente macroeconómico e a melhoria na oferta de produtos agrícolas são sinais positivos para a economia moçambicana. Contudo, para que o crescimento observado no terceiro trimestre se traduza em ganhos duradouros, será necessário continuar a promover políticas públicas que incentivem a inovação e a competitividade. Apenas com um ambiente de negócios mais estável e uma resposta eficaz aos desafios do sector empresarial, Moçambique poderá alcançar um crescimento económico sustentável que beneficie toda a população.

Avanços e desafios no caminho para a sustentabilidade económica

O desempenho económico de Moçambique no terceiro trimestre de 2024 revela um cenário de avanços significativos e desafios persistentes. A melhoria no ambiente macroeconómico e o aumento da oferta de produtos agrícolas são factores promissores, mas a fragilidade do sector empresarial, marcada pelos custos elevados e pela incerteza política, exige uma resposta coordenada entre governo, sector privado e sociedade civil. Apenas com uma abordagem integrada será possível garantir a sustentabilidade do crescimento e o fortalecimento da economia moçambicana. (Simão Djedje)

“Best Before” vs. “Expiry Date”: Compreender para consumir com segurança

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Ao olhar para os rótulos dos alimentos, é comum encontrar duas indicações de tempo: “Melhor Antes” e “Data de Validade”. Embora possam parecer semelhantes, estas datas têm significados distintos que influenciam tanto a segurança alimentar como a qualidade dos produtos. Compreender a diferença entre elas é essencial para evitar riscos de saúde e contribuir para a redução do desperdício alimentar.

O que é a Data de Validade?

A “Data de Validade” é a data limite até à qual o alimento pode ser consumido de forma segura. Após essa data, o produto pode representar riscos para a saúde, pois as suas características podem deteriorar-se ao ponto de causar intoxicações alimentares. Esta indicação é especialmente importante em produtos perecíveis, como lacticínios, carnes e peixes.

Por exemplo, se uma lata de cogumelos apresenta a “Data de Validade” como 5 de Dezembro de 2024, isto significa que, a partir desta data, o consumo do produto deixa de ser seguro. Assim, alimentos cujo prazo de validade tenha expirado devem ser descartados sem excepções. Este cuidado está directamente relacionado com a protecção da saúde do consumidor.

O que significa “Melhor Antes”?

Por outro lado, a expressão “Melhor Antes” refere-se à data até à qual o produto mantém a sua qualidade ideal em termos de sabor, textura, cor e valor nutricional. Após essa data, o alimento pode começar a perder algumas destas características, mas continua seguro para consumo, desde que as suas condições de armazenamento tenham sido respeitadas.

Por exemplo, se um pacote de bolachas indica “Melhor Antes de 31 de Julho de 2025”, isso significa que, após essa data, as bolachas podem perder um pouco da sua crocância ou sabor original, mas ainda são seguras para comer. Este tipo de prazo é comum em produtos como massas, arroz, enlatados e snacks.

A importância de compreender a diferença

A distinção entre estas duas datas tem implicações práticas significativas. A “Data de Validade” é uma questão de segurança alimentar: alimentos consumidos após esta data podem representar um perigo real. Já o “Melhor Antes” está relacionado com a experiência de qualidade e não com a segurança. Ignorar esta diferença pode levar ao desperdício desnecessário de alimentos ainda próprios para consumo.

Por exemplo, um estudo recente mostrou que muitos consumidores descartam produtos logo após a data indicada como “Melhor Antes”, sem compreender que estes ainda são seguros para consumo. Esta prática aumenta o desperdício alimentar, um problema crítico no contexto global de insegurança alimentar e escassez de recursos.

Como agir de forma consciente

  • Verificar as condições de armazenamento: Produtos armazenados de forma inadequada podem deteriorar-se antes do prazo indicado, tanto para “Melhor Antes” como para a “Data de Validade”. É fundamental seguir as instruções do fabricante.
  • Avaliar sensoriamente os alimentos: No caso de produtos com “Melhor Antes”, avalie o cheiro, a textura e o sabor antes de decidir descartá-los.
  • Evitar o desperdício: Produtos ainda seguros após a data de “Melhor Antes” podem ser consumidos ou doados, contribuindo para a redução de desperdício alimentar.

Considerações finais

Enquanto a “Data de Validade” é uma linha vermelha que não deve ser ultrapassada para evitar riscos de saúde, a indicação “Melhor Antes” permite uma maior flexibilidade, focando-se na qualidade ideal do produto. Educar-se sobre estas diferenças é um passo essencial para consumir de forma segura, económica e responsável, ajudando simultaneamente a combater o desperdício alimentar.

Com esta compreensão, consumidores podem tomar decisões mais informadas, aproveitando ao máximo os alimentos sem comprometer a segurança ou a qualidade.

“Best Before” vs. “Expiry Date”: Understanding for Safe Consumption

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When looking at food labels, it is common to come across two time indications: “Best Before” and “Expiry Date.” While they may seem similar, these dates have distinct meanings that impact both food safety and product quality. Understanding the difference between them is essential to avoid health risks and contribute to reducing food waste.

What is the Expiry Date?

The “Expiry Date” is the last day the food can be consumed safely. After this date, the product may pose health risks as its characteristics could deteriorate to the point of causing food poisoning. This indication is particularly important for perishable products such as dairy, meat, and fish.

For example, if a can of mushrooms has an “Expiry Date” of December 5, 2024, it means that from this date onwards, the product is no longer safe to consume. Foods whose expiry dates have passed should be discarded without exception. This precaution is directly linked to protecting consumer health.

What does “Best Before” mean?

On the other hand, the term “Best Before” refers to the date until which the product maintains its ideal quality in terms of taste, texture, color, and nutritional value. After this date, the food may start to lose some of these characteristics but remains safe to eat, provided that proper storage conditions have been maintained.

For example, if a pack of biscuits says “Best Before July 31, 2025,” it means that after this date, the biscuits may lose some of their crispness or original flavor, but they are still safe to consume. This type of date is common for products such as pasta, rice, canned goods, and snacks.

The Importance of Understanding the Difference

The distinction between these two dates has significant practical implications. The “Expiry Date” is a matter of food safety: consuming foods after this date may present a real danger. The “Best Before” date, however, is related to the quality experience, not safety. Ignoring this difference can lead to unnecessary food waste of products still safe to eat.

For instance, a recent study showed that many consumers discard products immediately after the “Best Before” date without understanding that they are still safe to consume. This practice increases food waste, a critical issue in the global context of food insecurity and resource scarcity.

How to Act Consciously

  • Check storage conditions: Products stored improperly can deteriorate before the indicated date, both for “Best Before” and “Expiry Date.” It is important to follow the manufacturer’s instructions.
  • Sensory evaluation of food: For products with a “Best Before” date, assess the smell, texture, and taste before deciding to discard them.
  • Avoid waste: Products still safe after the “Best Before” date can be consumed or donated, helping to reduce food waste.

Final Considerations

While the “Expiry Date” is a red line that should not be crossed to avoid health risks, the “Best Before” date offers more flexibility, focusing on the product’s ideal quality. Educating oneself about these differences is an essential step toward safe, economical, and responsible consumption, while also helping to combat food waste.

With this understanding, consumers can make more informed decisions, maximizing the use of food without compromising safety or quality.

Velhos e novos ventos na economia moçambicana

Aerial view of Maputo, Mozambique, showing a vibrant cityscape with tall buildings

Muito recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) escrevia acerca de Mocambique: “Em 2023, a economia moçambicana continuou a recuperar (…), apoiada pelo desenvolvimento no sector extractivo, em particular a plataforma flutuante de GNL do projecto Coral Sul. Está em plena capacidade operacional, o que constitui um grande impulso para a economia.

Prevê-se um crescimento de 5% para 2024. A inflação global diminuiu de forma considerável para 13,8% (…) devido à redução dos preços dos produtos alimentares a nível mundial, à valorização do metical e aos esforços envidados anteriormente pelo banco central no sentido de uma maior restritividade da política monetária.”

Estava assim traçado um cenário optimista e caucionador da política económica do governo moçambicano. Parecia que os fundamentos macroeconómicos da economia de Moçambique estavam, finalmente, sólidos e o crescimento garantido. Faltava fazer chegar ao povo o efeito concreto das melhorias.

No entanto, no passado mês de Outubro um vendaval pareceu abater-se sobre este cenário quase idílico, voltando a mostrar uma tormenta em formação.

Em 2024, o Banco Mundial previa um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,3%, ligeiramente superior à estimativa inicial de 8%. No entanto, a Oxford Economics reduziu as previsões para 3,9% este ano e 3,2% em 2025, apontando a violência pós-eleitoral como o principal factor limitante. Esta situação afecta a estabilidade política e económica, comprometendo as condições necessárias para um crescimento sustentável.

Os sectores como a indústria extractiva, a agricultura e os transportes continuam a impulsionar o crescimento. A inflacção em 2024 foi projectada para se manter abaixo dos dois dígitos, em torno de 7%, um reflexo da recuperação económica após os impactos da pandemia e das perturbações globais.

Apesar desse crescimento, o país enfrenta desafios económicos, como a inflacção e a escassez de divisas. O Banco de Moçambique tem implementado medidas para conter a inflacção e estimular a economia. Em Novembro de 2024, a taxa MIMO foi reduzida, com a Prime Rate a cair de 24,25% para 22,82%. Apesar disso, o volume de crédito à economia manteve-se em cerca de 247 biliões de meticais até Outubro, sem um crescimento substancial.

As manifestações e tensões sociais resultaram em perdas económicas significativas, estimadas em cerca de 2,2% do PIB, segundo a Confederação das Associações Económicas (CTA). Este cenário tem prejudicado a concessão de crédito e a confiança no mercado, afectando o crescimento económico​.

O impacto da política monetária e do crédito à economia

Apesar da redução da Prime Rate em 2024, de 24,25% para 22,82%, o crédito à economia tem apresentado uma resposta limitada. Até outubro de 2024, o volume de crédito manteve-se em torno de 247 biliões de meticais, sem um crescimento substancial. Isto contrasta com o que seria esperado em um ambiente de taxas de juros mais baixas, que deveria estimular a concessão de crédito e a actividade económica​.

A dinâmica entre a política monetária e o crédito à economia é influenciada pelo contexto pós-eleitoral. O ambiente de instabilidade política, caracterizado por tensões e incertezas, tem levado os bancos a adoptarem uma postura conservadora. Estes preferem focar na liquidez e solvência, em vez de expandirem o crédito. Ademais, a elevada percepção de risco tem gerado hesitação por parte das empresas e indivíduos em assumir novas dívidas. Como resultado, a medida de redução da taxa de juro não tem gerado o estímulo esperado para o crescimento económico.

Outros factores estruturais

Além do contexto político, existem factores estruturais que também influenciam a resposta limitada do crédito à economia. O sector bancário em Moçambique é dominado por poucos grandes bancos, o que limita a competição e os incentivos para uma expansão agressiva do crédito. Estes bancos tendem a concentrar-se em segmentos de menor risco, como o financiamento ao governo e grandes empresas, deixando as pequenas e médias empresas (PMEs) com acesso limitado ao crédito.

A informalidade económica também dificulta a avaliação de risco e a execução de garantias, tornando os financiamentos mais arriscados e caros. Embora a redução da Prime Rate tenha o potencial de estimular o crédito, as altas taxas efectivas cobradas aos clientes finais, em parte devido aos prémios de risco elevados, continuam a limitar o impacto da medida. Além disso, o elevado défice fiscal e a crescente dívida pública competem com o sector privado por recursos financeiros, limitando ainda mais o acesso ao crédito​.

A questão das divisas e a gestão cambial

A escassez de divisas tem sido uma preocupação crescente, especialmente desde 2023, quando o Banco de Moçambique suspendeu a provisão de divisas para as importações de combustíveis. A competição por divisas aumentou, dificultando o acesso às mesmas, apesar de o mercado cambial continuar relativamente estável. As reservas internacionais líquidas subiram de 3,0 para 3,6 mil milhões de dólares entre junho de 2023 e junho de 2024, e a taxa de cobertura das importações tem mostrado sinais de estabilidade​.

No entanto, a gestão cautelosa das divisas pelos bancos comerciais tem dificultado o acesso ao mercado cambial para muitas empresas. Esta dificuldade tem alimentado a percepção de escassez de divisas, mesmo quando o Banco de Moçambique sustenta que o mercado permanece estável.

O ambiente eleitoral também influencia a disponibilidade de divisas, com investidores a adiarem decisões de investimento devido à incerteza política. Este atraso na entrada de investimentos externos tem contribuído para uma menor oferta de divisas no mercado, aumentando a pressão sobre os bancos comerciais. Para resolver este problema, é necessário um alinhamento mais eficaz entre o Banco de Moçambique, os bancos comerciais e o sector privado​.

Considerações finais

Embora a redução da taxa MIMO e as políticas monetárias estejam alinhadas com o objectivo de estimular a economia, o impacto dessas medidas tem sido limitado devido ao contexto pós-eleitoral e aos desafios estruturais da economia moçambicana. A instabilidade política, a escassez de divisas e as dificuldades no sector bancário são factores que limitam a eficácia das políticas económicas.

Para que Moçambique possa atingir um crescimento económico sustentável, será necessário um esforço coordenado, incluindo reformas no sector bancário, estabilização política e apoio contínuo ao sector privado. Apenas com uma abordagem integrada será possível transformar a política monetária numa ferramenta eficaz para promover o crescimento económico e a inclusão financeira no país. (Simão Djedje)

Old and new winds in Mozambique’s economy

Aerial view of Maputo, Mozambique, showing a vibrant cityscape with tall buildings

Very recently, the International Monetary Fund (IMF) wrote about Mozambique: “In 2023, the Mozambican economy continued to recover (…) supported by developments in the extractive sector, particularly the Coral Sul LNG floating platform. It is fully operational, providing a major boost to the economy.

Growth of 5% is projected for 2024. Overall inflation has significantly decreased to 13.8% (…) due to the reduction in global food prices, the strengthening of the metical, and previous efforts by the central bank to implement more restrictive monetary policies.”

This optimistic outlook seemed to validate the Mozambican government’s economic policies, suggesting that the country’s macroeconomic fundamentals were finally stabilizing, with growth assured. However, the challenge remained to deliver tangible benefits of these improvements to the population.

In October 2023, this almost idyllic scenario faced a setback, revealing a brewing storm.

For 2024, the World Bank projected a GDP growth of 8.3%, slightly above its initial estimate of 8%. However, Oxford Economics lowered its forecast to 3.9% for this year and 3.2% for 2025, citing post-election violence as the main limiting factor. This instability undermines political and economic stability, jeopardizing the conditions necessary for sustainable growth.

Key sectors such as extractive industries, agriculture, and transportation continue to drive growth. Inflation in 2024 is projected to remain in single digits, around 7%, reflecting economic recovery following the pandemic and global disruptions.

Despite this growth, Mozambique faces economic challenges such as inflation and foreign exchange shortages. The Bank of Mozambique has implemented measures to curb inflation and stimulate the economy. In November 2024, the MIMO rate was reduced, and the Prime Rate dropped from 24.25% to 22.82%. Yet, credit volume to the economy remained around 247 billion meticais as of October, with no substantial growth.

The impact of monetary policy and credit to the economy

Despite the reduction in the Prime Rate in 2024, from 24.25% to 22.82%, the response in credit to the economy has been limited. By October 2024, credit volume remained around 247 billion meticais without significant growth. This contrasts with expectations for lower interest rates to stimulate credit and economic activity.

Political instability post-election, characterized by tensions and uncertainties, has made banks adopt a conservative approach, focusing on liquidity and solvency instead of expanding credit. Moreover, a high perception of risk has led businesses and individuals to hesitate in taking on new debt. Consequently, the interest rate reduction has not had the anticipated economic impact.

Structural factors

Beyond political instability, structural factors also limit the credit response. Mozambique’s banking sector is dominated by a few large banks, reducing competition and incentives for aggressive credit expansion. These banks often focus on low-risk segments, such as financing the government and large corporations, leaving small and medium-sized enterprises (SMEs) with limited access to credit.

Economic informality complicates risk assessment and the enforcement of guarantees, making financing riskier and costlier. Although the Prime Rate reduction has the potential to stimulate credit, the high effective rates charged to end clients—due in part to elevated risk premiums—continue to limit the measure’s impact. Additionally, the high fiscal deficit and growing public debt compete with the private sector for financial resources, further constraining credit access.

Currency issues and exchange rate management

Foreign exchange shortages have been a growing concern, especially since 2023, when the Bank of Mozambique suspended forex provision for fuel imports. This increased competition for foreign currency has complicated access, despite the relative stability of the forex market. Net international reserves rose from $3.0 billion to $3.6 billion between June 2023 and June 2024, with import coverage showing signs of stability.

However, cautious forex management by commercial banks has hindered access to the forex market for many businesses. This has reinforced perceptions of forex scarcity, even as the Bank of Mozambique maintains that the market remains stable.

The electoral environment also affects forex availability, as investors delay decisions due to political uncertainty. This delay in foreign investment inflows has contributed to a lower forex supply, increasing pressure on commercial banks. To address this, more effective alignment is needed between the Bank of Mozambique, commercial banks, and the private sector.

Final considerations

While the MIMO rate cut and monetary policies aim to stimulate the economy, their impact has been limited by the post-election context and Mozambique’s structural economic challenges. Political instability, forex shortages, and banking sector constraints undermine the effectiveness of economic policies.

For Mozambique to achieve sustainable economic growth, coordinated efforts are needed, including reforms in the banking sector, political stabilization, and continuous support for the private sector. Only through an integrated approach can monetary policy become an effective tool for driving economic growth and financial inclusion in the country. (Simão Djedje)

Exportações de açúcar do Eswatini ameaçadas devido à instabilidade em Moçambique

A turbulência política e os protestos pós-eleitorais em Moçambique estão a afectar a indústria açucareira do Eswatini levando a interrupções nas cadeias de suprimentos e exportações e a busca de rotas alternativas para os seus produtos.

A indústria açucareira do Eswatini depende muito de um terminal no porto de Maputo, para enviar açúcar bruto para a União Europeia e os Estados Unidos. Este terminal, de propriedade conjunta de Eswatini, África do Sul, Zimbabwe e Moçambique, tem sido vital para a indústria açucareira do país desde meados da década de 1990.

Nontobeko Mabuza, da Associação de Açúcar do Eswatini (ESA na sigla em inglês), alertou que a agitação em Moçambique representa uma grave ameaça às exportações do Eswatini para os mercados regionais e europeus.

“A opção para a exportação do açúcar é o porto de Durban [África do Sul], mas isso representa um custo adicional de mais dez por cento devido à distância, para além de que causa tempos de resposta mais longos, pois as remessas são desviadas de Moçambique para a África do Sul”, disse Mabuza.

Em 2023, a ESA gerou US$ 305 milhões de mais de 26.000 toneladas de exportações de açúcar para os Estados Unidos e outros mercados por meio da Lei de Crescimento e Oportunidades para a África dos EUA.

Mas, de acordo com Bhekizwe Maziya, presidente executivo do conselho nacional de marketing agrícola, a instabilidade de Moçambique causou graves congestionamentos de tráfego e atrasos nas fronteiras com o Eswatini.

O que estava a acontecer, principalmente, disse Maziya, era o fechamento do posto de fronteira de Lebombo entre a África do Sul e Moçambique. “Então o transporte teve de ser redireccionado da África do Sul para o Eswatini a caminho de Moçambique. Os efeitos foram os congestionamentos nas nossas fronteiras e os atrasos que foram experimentados por importadores e exportadores”.

O presidente do conselho da administração (CEO) da ESA, Banele Nyamane, também reiterou que, devido à agitação em Moçambique, é difícil transportar açúcar pelas rotas normais, resultando num aumento nos custos.

“Os custos aumentaram porque Durban é longe e os navios usados são aqueles que viajam para o Quénia, o que também causa atrasos para o produto chegar ao seu destino”, afirmou Nyamane.

No entanto, apesar dos desafios na rota para Maputo, Nyamane disse que a associação está a monitorar a situação e, ocasionalmente, recebe feedback quanto à segurança ou não da rota.

A fonte declarou que, como associação, eles já haviam previsto o que poderia acontecer em Moçambique e, por isso, estavam a trabalhar em conjunto com a Eswatini Railways para garantir que a exportação de açúcar continue.

Os relatórios financeiros da associação de 2023/2024 revelaram que os países europeus importaram açúcar do Eswatini em cerca de 16%.

Enquanto isso, durante o Dia do Sector Privado realizado recentemente, o Director Financeiro da ESA, Andreas Mendes, revelou que, para transportar açúcar, eles tiveram de usar rotas alternativas. Ela destacou ainda os desafios enfrentados pelo sector agrícola, afirmando que eles testemunharam um aumento nos custos dos insumos.

Ela acrescentou que também houve uma interrupção na cadeia de valor do fornecimento, causada pelas guerras geopolíticas emergentes. “Um exemplo é o que tem acontecido em Moçambique que tem impactado o sector do açúcar, pois tivemos de encontrar alternativas de transporte do açúcar para os mercados”, disse a fonte.

O activista político moçambicano Solomon Mondlane disse que a instabilidade pode ter consequências de longo alcance para as economias da África Austral, já que países sem litoral como Eswatini lutam para encontrar outras rotas de exportação para seus produtos.

“Como a agitação não mostra sinais de diminuição, é essencial que os países vizinhos avaliem a sua própria dependência comercial de Moçambique e identifiquem rotas alternativas, se necessário, para mitigar potenciais interrupções”, disse Mondlane.

Outro analista político, Sibusiso Nhlabatsi, disse que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral deve fortalecer as suas estratégias de gestão de conflitos internos dentro dos estados-membros, como Moçambique, estabelecendo uma estrutura de responsabilização e garantindo que os estados-membros sejam responsáveis pelo seu impacto na estabilidade regional. (Simão Djedje)

Sugar exports from Eswatini threatened by instability in Mozambique

Political turbulence and post-electoral protests in Mozambique are disrupting Eswatini’s sugar industry, leading to supply chain interruptions, export challenges, and the search for alternative transport routes.

Eswatini’s sugar industry relies heavily on a terminal at the Port of Maputo to ship raw sugar to the European Union and the United States. This terminal, co-owned by Eswatini, South Africa, Zimbabwe, and Mozambique, has been a critical hub for the industry since the mid-1990s.

Nontobeko Mabuza, of the Eswatini Sugar Association (ESA), warned that the unrest in Mozambique poses a significant threat to Eswatini’s sugar exports to regional and European markets. “The alternative export route through Durban [South Africa] adds an extra 10% to costs due to the distance and results in longer response times as shipments are diverted,” Mabuza explained.

In 2023, ESA generated $305 million from over 26,000 tons of sugar exports to the U.S. and other markets under the U.S. African Growth and Opportunity Act (AGOA). However, Bhekizwe Maziya, CEO of the National Agricultural Marketing Board, noted that the instability in Mozambique has caused severe traffic congestion and delays at borders with Eswatini.

The closure of the Lebombo border post between South Africa and Mozambique has been a major issue. “Transportation had to be rerouted from South Africa through Eswatini en route to Mozambique, leading to border congestion and delays for importers and exporters,” Maziya added.

Banele Nyamane, ESA’s CEO, reiterated that transporting sugar along normal routes has become increasingly challenging, resulting in higher costs. “Using Durban is costly as it is further away, and the vessels required often travel to Kenya, causing further delays in product delivery,” Nyamane stated.

Despite the difficulties, Nyamane emphasized that ESA is closely monitoring the situation and receives periodic feedback on route safety. The association had anticipated potential disruptions in Mozambique and collaborated with Eswatini Railways to ensure continued sugar exports.

ESA’s 2023/2024 financial reports show that European countries accounted for around 16% of Eswatini’s sugar imports. During a recent Private Sector Day, ESA’s Chief Financial Officer, Andreas Mendes, highlighted the necessity of alternative routes and emphasized challenges in the agricultural sector, including rising input costs and supply chain disruptions exacerbated by geopolitical tensions.

Mozambican political activist Solomon Mondlane warned of the broader implications of instability, stating, “The unrest could have far-reaching consequences for Southern African economies, especially landlocked countries like Eswatini, which struggle to find alternative export routes.”

Political analyst Sibusiso Nhlabatsi urged the Southern African Development Community (SADC) to enhance conflict management strategies within member states like Mozambique. “It is critical to establish accountability frameworks and ensure member states are responsible for their impact on regional stability,” Nhlabatsi concluded. (Simão Djedje)

Aprovada a moeda comemorativa do 45.º aniversário do Metical

Dívida pública

O Governo aprovou, esta terça-feira (10), o Decreto que autoriza a emissão da Moeda Comemorativa alusiva ao 45.º Aniversário da Criação do Metical. O Secretariado do Conselho de Ministros explica que a emissão da Moeda Comemorativa alusiva ao 45.º Aniversário da Criação do Metical tem por objectivo promover a história do Metical a nível nacional e além-fronteiras. O 45.º Aniversário da Criação do Metical celebra-se a 16 de Junho de 2025.

Moeda comemorativa é um “dinheiro” especial que pode ser lançado para celebrar eventos importantes, como aniversários, datas históricas, entre outros. A grande maioria das moedas comemorativas é utilizada para fins de colecção, ainda que alguns países emitam moedas desta categoria para circulação legal quotidiana. Um vasto número de moedas temáticas é regularmente emitido, destacando monumentos, lugares ou personalidades históricas, espécies ameaçadas, entre outras motivações.

Historicamente, as moedas emitidas por qualquer Estado sempre reflectiram a situação política ou económica actual. Muitas moedas antigas e pré-modernas certamente comemoram eventos em tempos contemporâneos. Por exemplo, moedas romanas frequentemente têm referências a campanhas militares e à derrota de potências estrangeiras.

O primeiro Metical foi instituído no país em 16 de Junho de 1980 e utilizado até 2006. Em poucos anos de uso, o primeiro Metical já havia sido afectado pela hiperinflação e foi considerada a moeda mais desvalorizada do mundo até Agosto de 2005.

Em 1 de Julho de 2006, o Governo de Moçambique redenominou o Metical, sendo necessário dividir o valor expresso do antigo Metical por 1.000 para calcular o novo Metical. Novas moedas e notas foram introduzidas e o ISO 4217 foi alterado de MZM para MZN. O símbolo oficial também foi substituído de MT para MTn. O antigo Metical foi trocado pelo novo até 31 de Dezembro de 2012.

No dia 16 de Junho de 2024, foi lançada a terceira família de notas e moedas, com uma nova imagem. No ano em que o Metical comemora o 45.º Aniversário de existência, o Banco de Moçambique celebra 50 anos de sua criação.