Sunday, April 19, 2026
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Extraordinary SADC summit: Filipe Nyusi takes part in meeting on security on the continent

Presidente

The President of Mozambique, Filipe Nyusi, is taking part this Wednesday, November 20, in the Extraordinary Summit of the Southern African Development Community (SADC), which is being held in the Zimbabwean capital, Harare. The event brings together leaders from various countries in the region to discuss security issues and assess the political and social situation on the African continent, with special attention to the conflicts in the east of the Democratic Republic of Congo (DRC).

The central theme of the summit is the security situation in southern Africa and on the continent as a whole. The situation in the east of the DRC has been a growing concern, with the presence of various armed groups and increasing instability in the region. The main objective of the summit is to address the security crisis in the DRC, seeking solutions to the conflict that directly affects the countries of the region and contributes to the migration and forced displacement of thousands of people.

In addition, the leaders attending the summit will assess the performance of the SADC Mission in the Democratic Republic of Congo (SAMIRDC), a peacekeeping force that has been operating in the DRC in order to support the local authorities in stabilizing the region. The mission was launched in 2022 and its mandate is scheduled to end in December 2024. During the summit, the possibility of renewing or adjusting the mission’s mandate will be discussed, based on the results achieved so far.

The meeting will be chaired by Zimbabwean President Emmerson Mnangagwa, who holds the rotating presidency of SADC, and will be attended by heads of state and government from other member countries of the organization, such as South Africa, Angola, Tanzania and other states in the region.

The SADC Extraordinary Summit is an important opportunity for African leaders to discuss joint strategies for dealing with regional crises and promoting peace and stability on the continent. For Mozambique, participation in the summit also reflects the country’s commitment to regional peace and security, as well as reinforcing Mozambique’s active role in the processes of mediation and conflict resolution in Africa.

This event comes at a crucial time, when regional security is one of southern Africa’s biggest challenges, and the SADC summit is seen as a vital forum for finding collaborative solutions to the problems affecting the region’s stability and development.

Mais de 80% do capital bancário em Moçambique é de origem estrangeira, revela BdM

capital bancário

O Banco de Moçambique (BdM) revelou, em seu relatório anual de 2023, que mais de 80% do capital social dos bancos no país até o final de 2023 era de origem estrangeira. A participação estrangeira, proveniente de países como África do Sul e Portugal, totalizou 46,1 mil milhões de meticais, correspondendo a 82,6% do capital social total dos bancos moçambicanos. O restante, equivalente a 9,7 mil milhões de meticais, representa o volume de participação de cidadãos moçambicanos.

De acordo com o BdM, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), liderado pelo grupo português Caixa Geral de Depósitos, manteve-se como a instituição com maior capital social, com um total de 10 mil milhões de meticais.

capital bancário

Domínio de capital estrangeiro

O relatório destaca que, em termos de proporção de propriedade por país, o capital sul-africano continuou a dominar o sistema financeiro de Moçambique, representando cerca de 29,5% do capital bancário. Em seguida, o capital português correspondeu a 25,3%, uma leve diminuição em relação aos 26,7% registados em 2022. A participação dos moçambicanos foi de 17,4%, enquanto a da Namíbia foi mínima, com apenas 0,002%.

Apesar da forte presença de capital estrangeiro, o Banco de Moçambique apontou que o sistema bancário continua estável e bem capitalizado. O banco central ressaltou que a presença de investidores estrangeiros tem sido importante para a solidez do sector, ajudando a manter o sistema financeiro resiliente e competitivo.

Concentração de activos e redução na concentração de depósitos e créditos

Outro ponto abordado no relatório foi a tendência de redução da concentração dos activos, créditos e depósitos nos cinco maiores bancos do país. Em 2023, os cinco maiores bancos concentraram 75,7% dos activos totais, 72,1% do crédito e 81,4% dos depósitos. Esses números representam uma redução em relação aos valores de 2022, quando a concentração foi maior. A redução foi de 2,1 pontos percentuais nos activos, 0,4 pontos percentuais no crédito e 0,6 pontos percentuais nos depósitos.

Essa diminuição da concentração é vista como um sinal positivo para a concorrência no sector bancário, o que pode gerar benefícios para os consumidores, como melhores ofertas e serviços financeiros mais acessíveis.

Perspectivas para o sistema bancário

O Banco de Moçambique destacou ainda que, apesar da forte participação estrangeira, o sistema bancário se manteve estável, resiliente, bem capitalizado e com níveis satisfatórios de rentabilidade em 2023. O crescimento dos activos e o aumento dos lucros reforçam a saúde do setor. Além disso, o rácio de solvência do sistema bancário permanece acima do dobro do nível mínimo exigido, o que atesta a segurança e a robustez das instituições financeiras.

O BdM também reforçou que a estabilidade do sistema bancário é um factor fundamental para o desenvolvimento económico de Moçambique. O investimento estrangeiro tem sido fundamental para garantir a continuidade de serviços financeiros eficientes e seguros, além de contribuir para a expansão do acesso ao crédito e outros produtos bancários no país.

Em suma, o relatório de 2023 do Banco de Moçambique reflete um sistema bancário sólido e bem estruturado, com uma significativa participação de capital estrangeiro, o que aponta para a confiança de investidores internacionais na economia moçambicana, ao mesmo tempo que destaca um movimento em direcção a uma maior descentralização e concorrência no sector financeiro.

Rubi de Moçambique, o vermelho que move milhões

A produção de rubis em Moçambique registou um crescimento expressivo no terceiro trimestre de 2024, superando a meta anual e fortalecendo a posição do país como um dos principais produtores mundiais desta pedra preciosa. Segundo o relatório de execução orçamental do Ministério da Economia e Finanças, Moçambique produziu 3.145.391 quilates de rubis entre Janeiro e Setembro deste ano, ultrapassando a previsão anual de 3.080.895 quilates e marcando um aumento de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Este crescimento deve-se sobretudo ao desempenho da SLR Mining, actualmente o maior produtor de rubis em Moçambique, responsável por mais de 70% da produção nacional. A empresa entrou em operação com uma nova planta de processamento, aumentando a capacidade e a eficiência de produção. Outras empresas, como a Moza Minerals e a Montepuez Ruby Mining (MRM), também contribuíram para o aumento do volume, com a primeira a retomar a produção total e a segunda a intensificar as escavações em três blocos altamente produtivos.

Principais Empresas Mineradoras de Rubis em Moçambique

  1. Montepuez Ruby Mining (MRM)

  • Localização: Distrito de Montepuez, Província de Cabo Delgado.
  • Estrutura Societária: A MRM é uma joint venture entre a Gemfields, com 75% de participação, e a Mwiriti Limitada, uma empresa moçambicana, com 25%. Desde o início das operações em 2012, a MRM gerou receitas superiores a mil milhões de dólares, pagando ao Estado moçambicano 257,4 milhões de dólares em impostos e royalties.

2. Fura Gems

  • Localização: Distrito de Montepuez, Província de Cabo Delgado.
  • Estrutura Societária: Empresa privada com sede no Dubai, Emirados Árabes Unidos, que detém várias licenças de mineração em Moçambique.

3. SLR Mining

4. Moza Minerals

Desafios e Recupero

Apesar do actual sucesso, a indústria de rubis em Moçambique enfrentou desafios significativos no início de 2024. No primeiro trimestre, a produção caiu 55% em termos homólogos, totalizando 252.665 quilates. Esta queda deveu-se a problemas técnicos na MRM, a principal mina de rubis do país, bem como à instabilidade militar na província de Cabo Delgado, que continua a afectar o ambiente de negócios no norte do país. Estes factores resultaram numa quebra acentuada de 80% nas receitas de exportação de rubis no primeiro trimestre, que se situaram em apenas 5,2 milhões de dólares, comparativamente aos 25,6 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2023.

Entre Desafios Passados e um Futuro Promissor no Mercado Global

A indústria de rubis em Moçambique representa uma importante fonte de receitas e de investimento estrangeiro. Nos últimos anos, as receitas flutuaram significativamente devido a factores como a pandemia, questões de segurança e desafios técnicos. Em 2023, o país produziu 2,7 milhões de quilates de rubis, uma diminuição em relação aos 4,2 milhões de quilates de 2022 e aos 5 milhões de quilates de 2021.

Num mercado global onde a procura por rubis de alta qualidade está a crescer, Moçambique continua a posicionar-se como um dos principais produtores, beneficiando-se de pedras icónicas como o rubi “Estrela de Fura”, de 55,22 quilates, vendido em Junho de 2023 por um valor recorde de 34,8 milhões de dólares em leilão em Nova Iorque.

O desempenho das empresas operacionais, combinado com o potencial de expansão de novos blocos de mineração, sugere que Moçambique poderá continuar a capitalizar esta indústria, não só através de receitas de exportação, mas também no apoio ao desenvolvimento socioeconómico regional. (Simão Djedje)

Mozambique ruby, the red that moves millions

Ruby production in Mozambique experienced remarkable growth in the third quarter of 2024, exceeding the annual target and reinforcing the country’s position as one of the world’s leading producers of this precious gemstone. According to the budget execution report from the Ministry of Economy and Finance, Mozambique produced 3,145,391 carats of rubies between January and September of this year. This output surpassed the annual forecast of 3,080,895 carats, marking a 49% increase compared to the same period in the previous year.

This growth is largely attributed to the performance of SLR Mining, currently the largest ruby producer in Mozambique, accounting for over 70% of national production. The company commenced operations with a new processing plant, enhancing capacity and production efficiency. Other companies, such as Moza Minerals and Montepuez Ruby Mining (MRM), also contributed to the increased output. The former resumed full-scale production, while the latter intensified excavations across three highly productive blocks.

Key Ruby Mining Companies in Mozambique

  1. Montepuez Ruby Mining (MRM)
  • Location: Montepuez District, Cabo Delgado Province.
  • Ownership: A joint venture between Gemfields (75%) and Mwiriti Limitada (25%), a Mozambican company. Since beginning operations in 2012, MRM has generated over $1 billion in revenue, contributing $257.4 million to the Mozambican government in taxes and royalties.

2. Fura Gems

  • Location: Montepuez District, Cabo Delgado Province.
  • Ownership: A private company based in Dubai, UAE, holding multiple mining licenses in Mozambique.

3. SLR Mining

4. Moza Minerals

Challenges and Recovery

Despite its current success, the ruby industry in Mozambique faced significant challenges at the beginning of 2024. In the first quarter, production dropped by 55% year-on-year, totaling 252,665 carats. This decline resulted from technical issues at MRM and ongoing military instability in Cabo Delgado Province, which continues to impact the business environment in northern Mozambique. These factors led to an 80% decrease in ruby export revenues during Q1, falling to just $5.2 million compared to $25.6 million in the same period of 2023.

From Past Challenges to a Promising Future in the Global Market

The ruby industry in Mozambique is a vital source of revenue and foreign investment. In recent years, earnings have fluctuated significantly due to factors such as the pandemic, security concerns, and technical challenges. In 2023, Mozambique produced 2.7 million carats of rubies, down from 4.2 million in 2022 and 5 million in 2021.

In a global market with increasing demand for high-quality rubies, Mozambique continues to position itself as a leading producer, highlighted by iconic gems like the “Estrela de Fura” ruby, a 55.22-carat stone sold in June 2023 for a record-breaking $34.8 million at a New York auction.

The operational performance of companies, coupled with the potential for new mining block expansions, suggests that Mozambique can further capitalize on this industry. This growth is expected to drive not only export revenues but also contribute to regional socio-economic development. (Simão Djedje)

Relatório do banco de Moçambique mostra progresso em inclusão financeira no país

inclusão financeira

De acordo com o mais recente relatório trimestral do Banco de Moçambique sobre indicadores de inclusão financeira, consultado pelo Diário Económico na Terça-feira, 19 de Novembro, 72,3% dos distritos de Moçambique estavam cobertos por agências bancárias no terceiro trimestre de 2024. Esse número representa uma melhoria considerável em relação a 2005, quando apenas 21,1% dos distritos tinham acesso a esses serviços financeiros.

O relatório indica que o número de distritos com pelo menos uma agência bancária alcançou 112 no período em questão. Em termos de cobertura geográfica, o estudo revelou também um crescimento significativo no número de contas em instituições de moeda electrónica (EMIs), que subiram para 112.678 contas por 10.000 quilómetros quadrados. Este aumento destaca a importância das soluções digitais na ampliação da inclusão financeira no país.

Além disso, os terminais de pagamento automático (POS) registaram um aumento, com uma densidade de 459,1 terminais por 10.000 km². Contudo, o relatório apontou uma redução no número de caixas electrónicos (ATMs), que caiu de 25,6 para 22 por 10.000 km². No caso das agências bancárias, a densidade nas áreas rurais foi de 2,8 por 10.000 km², evidenciando o progresso em áreas que tradicionalmente eram menos cobertas por serviços financeiros.

Em termos de acesso demográfico, 32,5% dos adultos em Moçambique possuem contas bancárias, enquanto 56,3% têm contas em instituições de moeda electrónica. No entanto, o uso de cartões bancários apresentou uma ligeira queda, com 18,3 cartões por 100 adultos.

O relatório enfatiza que os avanços no acesso a serviços financeiros são frutos de esforços conjuntos entre o sector bancário e o governo, que têm trabalhado para expandir os serviços a populações de áreas remotas e carentes. O Banco de Moçambique destacou ainda que a inclusão financeira continua sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento económico do país, sublinhando a necessidade de investimentos contínuos em infra-estrutura financeira e em educação financeira para sustentar o progresso obtido até agora.

Bank of Mozambique report shows progress in financial inclusion in the country

inclusão financeira

According to the Bank of Mozambique’s latest quarterly report on financial inclusion indicators, consulted by Diário Económico on Tuesday, November 19, 72.3% of Mozambique’s districts were covered by bank branches in the third quarter of 2024. This figure represents a considerable improvement on 2005, when only 21.1% of districts had access to these financial services.

The report indicates that the number of districts with at least one bank branch reached 112 in the period in question. In terms of geographical coverage, the study also revealed significant growth in the number of accounts at electronic money institutions (EMIs), which rose to 112,678 accounts per 10,000 square kilometers. This increase highlights the importance of digital solutions in expanding financial inclusion in the country.

In addition, automatic payment terminals (POS) saw an increase, with a density of 459.1 terminals per 10,000 square kilometers. However, the report pointed to a reduction in the number of ATMs, which fell from 25.6 to 22 per 10,000 km². In the case of bank branches, the density in rural areas was 2.8 per 10,000 km², showing progress in areas that were traditionally less covered by financial services.

In terms of demographic access, 32.5% of adults in Mozambique have bank accounts, while 56.3% have accounts with electronic money institutions. However, the use of bank cards fell slightly, with 18.3 cards per 100 adults.

The report emphasizes that the advances in access to financial services are the result of joint efforts between the banking sector and the government, which have worked to expand services to populations in remote and underprivileged areas. The Bank of Mozambique also stressed that financial inclusion remains a fundamental pillar for the country’s economic development, underlining the need for continued investment in financial infrastructure and financial education to sustain the progress made so far.

Honeywell implementa soluções avançadas no sector energético

gás natural

A Honeywell está a desempenhar um papel fundamental no avanço do sector energético de Moçambique, com a implementação de tecnologias de ponta no processo de purificação de gás natural. Este desenvolvimento ocorre no âmbito do projecto Rovuma LNG, localizado na península de Afungi, no município de Palma, na província de Cabo Delgado. O projecto Rovuma LNG, liderado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), que é uma parceria entre a ExxonMobil, a Eni S.p.A. e a China National Petroleum Corporation (CNPC), visa responder à crescente demanda global por gás natural e, ao mesmo tempo, promover o acesso à energia na região.

A contribuição da Honeywell para o projecto é significativa, com a implementação das soluções avançadas da Honeywell UOP no processo de pré-tratamento do gás natural antes de sua liquefacção. Dentre as tecnologias mais destacadas está o sistema SeparSIV™, que remove hidrocarbonetos pesados por meio de absorção térmica, e a unidade MolSIV™, responsável pela eliminação de água, dióxido de carbono, mercúrio e outros contaminantes do gás natural. Esses sistemas não utilizam solventes, o que garante maior eficiência e menor perda de pressão durante o processo. Com isso, o gás natural purificado atinge os rigorosos padrões exigidos pela indústria, garantindo sua qualidade e eficiência.

Rajesh Gattupalli, presidente da Honeywell UOP, ressaltou a importância das tecnologias fornecidas pela empresa, que são essenciais para garantir que o gás natural esteja alinhado aos mais altos padrões da indústria. “A nossa tecnologia é essencial para garantir a qualidade do gás natural, alinhando-o aos mais altos padrões da indústria. Isso não só optimiza a eficiência da produção, como também reforça o compromisso do sector com soluções energéticas mais limpas”, afirmou Gattupalli.

Por sua vez, Arne Gibbs, Director-Geral da ExxonMobil Moçambique, destacou a relevância dessa colaboração. “A integração das tecnologias comprovadas da Honeywell no nosso projecto demonstra o nosso compromisso com a inovação e a responsabilidade ambiental. Juntos estamos a abrir caminho para um futuro energético mais limpo em Moçambique”, afirmou Gibbs.

capital bancário

O projecto Rovuma LNG, que visa a produção de cerca de 18 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano, contará com 12 unidades modulares de liquefacção, cada uma com capacidade de 1,5 milhões de toneladas por ano (Mtpa). Para alimentar essas unidades, serão instalados dois sistemas paralelos de pré-tratamento de 9 Mtpa cada, garantindo a optimização do processo de purificação do gás antes da liquefacção.

Esse investimento não só fortalece a posição de Moçambique no mercado global de energia, mas também impulsiona o crescimento económico local e contribui para o desenvolvimento sustentável. O projecto Rovuma LNG reflete o enorme potencial das soluções tecnológicas para enfrentar os desafios energéticos globais, proporcionando à população de Moçambique e do mundo o acesso a uma fonte de energia mais limpa e acessível.

A parceria com a Honeywell é, portanto, um passo importante para a consolidação de Moçambique como um player estratégico no mercado de gás natural liquefeito (GNL), ao mesmo tempo em que abre portas para um futuro energético mais sustentável e eficiente.

Honeywell implements advanced solutions in Mozambique’s energy sector

gás natural

Honeywell is playing a key role in advancing Mozambique’s energy sector by implementing cutting-edge technologies in the natural gas purification process. This development is taking place as part of the Rovuma LNG project, located on the Afungi peninsula, in the municipality of Palma, in the province of Cabo Delgado. The Rovuma LNG project, led by Mozambique Rovuma Venture (MRV), which is a partnership between ExxonMobil, Eni S.p.A. and the China National Petroleum Corporation (CNPC), aims to respond to the growing global demand for natural gas and, at the same time, promote access to energy in the region.

Honeywell’s contribution to the project is significant, with the implementation of Honeywell UOP’s advanced solutions in the natural gas pre-treatment process prior to its liquefaction. Among the most outstanding technologies is the SeparSIV™ system, which removes heavy hydrocarbons through thermal absorption, and the MolSIV™ unit, responsible for removing water, carbon dioxide, mercury and other contaminants from natural gas. These systems do not use solvents, which guarantees greater efficiency and less pressure loss during the process. As a result, purified natural gas meets the strict standards required by the industry, guaranteeing its quality and efficiency.

Rajesh Gattupalli, president of Honeywell UOP, stressed the importance of the technologies provided by the company, which are essential to ensuring that natural gas is aligned with the highest industry standards. “Our technology is essential to guaranteeing the quality of natural gas, bringing it into line with the highest industry standards. This not only optimizes production efficiency, but also reinforces the sector’s commitment to cleaner energy solutions,” said Gattupalli.

For his part, Arne Gibbs, General Manager of ExxonMobil Mozambique, highlighted the importance of this collaboration. “The integration of Honeywell’s proven technologies into our project demonstrates our commitment to innovation and environmental responsibility. Together we are paving the way for a cleaner energy future in Mozambique,” said Gibbs.

The Rovuma LNG project, which aims to produce around 18 million tons of liquefied natural gas (LNG) per year, will have 12 modular liquefaction units, each with a capacity of 1.5 million tons per year (Mtpa). To feed these units, two parallel pre-treatment systems of 9 Mtpa each will be installed, ensuring the optimization of the gas purification process prior to liquefaction.

This investment not only strengthens Mozambique’s position in the global energy market, but also boosts local economic growth and contributes to sustainable development. The Rovuma LNG project reflects the enormous potential of technological solutions to meet global energy challenges, providing the people of Mozambique and the world with access to a cleaner and more affordable source of energy.

The partnership with Honeywell is therefore an important step towards consolidating Mozambique as a strategic player in the liquefied natural gas (LNG) market, while at the same time opening doors to a more sustainable and efficient energy future.

Gás Veicular: Aposta sustentável com conversões a preços reduzidos

Gás

A AutoGás, pioneira na distribuição e comercialização de gás natural comprimido (GNC) para veículos em Moçambique, posiciona-se como um exemplo de inovação e sustentabilidade no sector energético. Autorizada pelo Governo Moçambicano, a empresa opera em regime de exclusividade e é uma parceria público-privada composta pela PETROMOC (40%), ÍNDICO ENERGIA (38%) e IGEPE (22%).

Uma Alternativa Sustentável e Económica

Com o aumento global da consciência ambiental e a necessidade de alternativas aos combustíveis fósseis, o gás natural tem-se destacado como uma solução acessível e amiga do ambiente. A AutoGás promove a conversão de viaturas para sistemas de GNC, permitindo que os veículos operem exclusivamente a gás ou em modo híbrido (GNC e gasolina). Essa flexibilidade duplica a autonomia dos automóveis, oferecendo benefícios económicos e ambientais.

Redução de Custos e Expansão de Mercados

Recentemente, a AutoGás anunciou uma redução significativa nos custos de conversão de viaturas. De acordo com o Director-Geral, João da Neves, os preços caíram para quase metade, variando agora entre 48 mil meticais para veículos ligeiros e 80 mil meticais para automóveis de alta cilindrada. Esta estratégia visa a massificação do uso de gás natural veicular (GNV), tornando-o acessível a uma maior parcela da população e atraindo empresas interessadas em reduzir custos operacionais.

Além da poupança económica, o GNV também contribui para o combate às alterações climáticas, reduzindo as emissões de carbono e promovendo a transição para uma matriz energética mais limpa. “Interessa muito ao Estado”, sublinhou o responsável, destacando a importância desta mudança para o futuro ambiental do país.

Infraestruturas e Operações

A AutoGás opera em Maputo, Matola e Marracuene, com postos de abastecimento estrategicamente localizados para atender à crescente procura. A empresa também colabora com centros de conversão especializados, equipados com tecnologia de ponta para garantir a segurança e a eficiência das instalações. Estes centros oferecem serviços de divulgação, montagem de kits e assistência pós-venda, assegurando um elevado padrão de qualidade.

Centros de Conversão Autorizados:

  1. ENPEX
  • Localização: Parque Industrial de Beluluane, Talhão nº 113, Maputo
  • Contacto: +258 840164915 | www.enpex.net
  • Email: dibraimo9@gmail.com
  1. Auto Sococ
  • Localização: Avenida Ahmed Sekou Touré nº 3193, Maputo
  • Contacto: +258 823128810
  • Email: autosacoc@yahoo.com.br
  1. Limpopo Engenharia
  • Localização: Avenida do Trabalho nº 1547, Maputo
  • Contacto: +258 827761742
  • Email: gildo.come@gmail.com | gildo.come@tvcabo.co.mz
  1. Auto Dodge
  • Localização: Bairro da Maxaquene, Rua 3454 nº 25, Maputo
  • Contacto: +258 824409800
  1. EMABEP
  • Localização: Rua do Jardim nº 21, Machava Sede
  • Contacto: +258 823065930 / +258 843065930 / +258 863065930
  • Email: pchirrime@hotmail.com

capital bancário

A Matola Gas Company: Complemento Estratégico

O ecossistema de gás natural em Moçambique é ainda complementado pela Matola Gas Company (MGC), responsável pelo transporte, distribuição e comercialização de gás natural. Com um gasoduto de 100 km e uma capacidade anual de 8 milhões de gigajoules, a MGC reforça a infraestrutura necessária para o crescimento sustentável da AutoGás e outras iniciativas relacionadas.

Inovação e Sustentabilidade: Um Caminho para o Futuro

A AutoGás também importa know-how de líderes globais em tecnologia de GNV, capacitando os seus centros de conversão com ferramentas e competências avançadas. Esta abordagem fortalece a posição da empresa como líder no mercado de combustíveis alternativos em Moçambique.

Com os custos de conversão reduzidos e um compromisso sólido com o ambiente, a AutoGás está a abrir caminho para uma nova era na mobilidade. A adopção crescente do GNV não só promove a sustentabilidade como também oferece vantagens económicas tangíveis para os automobilistas e empresas.

Saiba Mais

Para explorar as vantagens do GNV e localizar um centro de conversão, visite o site oficial da AutoGás: www.autogas.co.mz. A revolução na mobilidade sustentável em Moçambique já começou, e a AutoGás é o parceiro ideal para transformar o futuro da energia e transporte no país.

Como o mercado automóvel está a evoluir?

O sector automóvel em Moçambique continua a expandir-se, com a importação de viaturas e acessórios a atingir um marco impressionante em 2023, USD 473 milhões, um aumento significativo face aos USD 415 milhões registados em 2022. Este crescimento reflecte o aumento da procura por automóveis, mas também levanta questões sobre as políticas de importação e comercialização no país.

Mercado em crescimento

A segunda edição da Feira Automóvel Multi-marcas, realizada em Maputo, destacou-se como um ponto de encontro entre especialistas, consumidores e stakeholders do sector. Promovida pela CTA em parceria com a empresa FiveStar, a feira não apenas apresentou viaturas novas e usadas, camiões e acessórios, mas também ofereceu um palco para o debate sobre os desafios e perspectivas da importação e venda de viaturas em Moçambique.

Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), reforçou a necessidade de reformular as políticas de importação para responder ao crescimento do parque automóvel e à demanda por veículos, ao mesmo tempo que se preserva o meio ambiente.

Tendências e catalisadores no mercado automóvel

O mercado automóvel moçambicano está a sofrer uma transformação globalmente influenciada. A crescente preferência por veículos eléctricos e híbridos e a exigência de sistemas avançados de segurança e conectividade estão a moldar a indústria. Contudo, estes avanços trazem desafios técnicos, como a dependência de infraestruturas de carregamento e a gestão da escassez de “chips”.

Desafios e Oportunidades

Desafios:

  • Dependência de Importações: Moçambique importa grande parte dos veículos e acessórios, o que aumenta a exposição às flutuações dos mercados internacionais.
  • Infraestruturas Insuficientes: A falta de infraestruturas para veículos eléctricos limita a adopção desta tecnologia.
  • Custos Elevados: Taxas alfandegárias e custos logísticos continuam a ser um obstáculo para consumidores e empresas.

Oportunidades:

  • Apoio Governamental: Políticas que promovem a electrificação do parque automóvel e incentivos fiscais para importação de veículos amigos do ambiente.
  • Expansão do Poder de Compra: O crescimento económico e o aumento da classe média prometem impulsionar ainda mais o sector.
  • Modernização: Concessionárias e importadores estão a investir em sistemas tecnológicos avançados para melhorar a experiência do consumidor.

Impacto económico da importação e exportação

Dados do Observatório de Complexidade Económica destacam que Moçambique ocupa a 92.ª posição em importações totais, com produtos como petróleo refinado, veículos e acessórios a liderarem a lista. A importação de automóveis, essencial para o crescimento do parque automóvel, é também uma fonte de receitas significativas para o Estado, sendo regulada pelo Decreto 34/2013.

A Dinâmica dos despachantes e licenças

A importação de viaturas em Moçambique requer o cumprimento rigoroso de regras alfandegárias. O Documento Único Simplificado (DU) é essencial para o controlo de entrada e saída de mercadorias. Empresas e indivíduos que pretendem importar devem obter licenças junto do Ministério da Indústria e Comércio, garantindo a conformidade legal.

O processo é frequentemente facilitado por despachantes, profissionais licenciados que actuam como intermediários junto das autoridades aduaneiras. Este sistema tem permitido agilizar as transacções e reduzir burocracias, mas também exige transparência e conformidade das partes envolvidas.

O Debate sobre o futuro do sector

À margem da Feira Automóvel, um debate com o tema “Importação, Venda e Comercialização de Viaturas em Moçambique – Desafios e Perspectivas” reuniu especialistas para discutir o futuro do sector. Entre os tópicos abordados, destacou-se a necessidade de:

  • Sustentabilidade: Adoptar tecnologias que minimizem o impacto ambiental.
  • Competitividade: Diversificar a oferta de veículos para incluir modelos mais acessíveis.
  • Investimento Estrangeiro: Atrair mais fabricantes para estabelecerem operações locais.

 

O mercado automóvel moçambicano está num momento crucial de transformação e crescimento. Com desafios significativos, mas também oportunidades promissoras, a indústria está a posicionar-se como um dos sectores mais dinâmicos da economia nacional. Eventos como a Feira Automóvel Multi-marcas e a modernização das políticas de importação são passos importantes para assegurar um futuro sustentável e competitivo.

Para saber mais sobre o processo de importação e exportação em Moçambique, aceda ao portal oficial das Alfândegas: www.alfandegas.gov.mz.