Sunday, June 14, 2026
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Sérgio Gomes Macedo: “Ambicionamos ser o principal protagonista do crescimento imobiliário”

Profile Mozambique: Pode contar-nos como começou a Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments.

Sérgio Gomes Macedo: Sou Sócio-Gerente e Fundador da Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments. A empresa surgiu no ano 2012 com o objectivo de suprir a necessidade de uma imobiliária que seguisse padrões internacionais e que fosse capaz de acompanhar o rápido crescimento do mercado imobiliário em Maputo.

PM: Quais foram os principais desafios enfrentados nos primeiros anos de actividade e como foram superados?

SGM: Posso dizer que os primeiros anos não foram nada fáceis. O principal desafio foi conquistar a confiança de clientes e proprietários, pois o meu trabalho ainda não era conhecido em Maputo. Foi essencial a confiança que um pequeno grupo de pessoas depositou em mim, permitindo-me mostrar a minha capacidade e a qualidade do meu trabalho. Tenho muito orgulho de ainda os manter como clientes.

Hoje, posso dizer que todos os desafios nos moldaram, fortaleceram a nossa posição no mercado e tornaram a Sérgio Macedo Lda. numa empresa de referência que é hoje.

PM: Quais os serviços que presta?

SGM: Prestamos serviços de intermediação, e consultadoria Imobiliária, com vista à compra e venda e, arrendamento de imóveis.

PM: O que diferencia a empresa no mercado imobiliário?

SGM: O nosso atendimento é totalmente personalizado. Acredito que cada cliente é único, por isso, personalizo soluções para atender às suas necessidades específicas, seja para compra, venda, arrendamento ou investimento. Escolher a Sérgio Macedo Lda significa optar por uma experiência imobiliária diferenciada, onde o bem-estar e o sucesso dos nossos clientes são a nossa prioridade.

PM: A Sérgio Macedo Lda tem um portfólio impressionante de clientes, incluindo embaixadas, multinacionais e instituições internacionais. O que contribuiu para construir e manter essas parcerias?

SGM: Manter essas parcerias é o resultado de um esforço contínuo para estar sempre à altura das expectativas dos nossos clientes e parceiros. Tenho orgulho de ser um nome de confiança no mercado imobiliário.

PM: Na sua opinião, quais são as qualidades essenciais para ter sucesso neste sector?

SGM: As qualidades essenciais para o sucesso incluem a comunicação, a resiliência, a ética e a transparência, que considero fundamentais para ter êxito neste sector. Claro que, ademais, é imprescindível o conhecimento técnico, a capacidade de negociação, uma mentalidade de crescimento e o conhecimento da cultura local.

PM: O que significa sucesso para a Sérgio Macedo Lda e como a empresa mede os resultados alcançados?

SGM: O sucesso da Sérgio Macedo Lda mede-se essencialmente pelo grau de satisfação dos nossos clientes e pela fidelização, tanto de clientes directos como de parceiros de longa data. Na área imobiliária, considero que o sucesso significa ajudar as pessoas a realizarem o sonho de encontrar o imóvel ideal, criando um impacto positivo na sua vida, e é isso que a Sérgio Macedo Lda tem conseguido..

PM: Existe algum plano de expansão ou novos serviços que os clientes podem esperar no futuro?

SGM: Claro que sim, A Sérgio Macedo Lda, já está a intermediar imóveis em Portugal e no Dubai, mas temos planos em não ficar só por estes países.

PM: Que mensagem gostaria de deixar para os seus clientes, parceiros e para aqueles que estão a considerar investir no sector imobiliário em Moçambique?

SGM: Este é o momento certo para investir no sector imobiliário em Moçambique. O país oferece um vasto leque de oportunidades, impulsionado por uma economia promissora e um mercado em expansão. Investir em imóveis aqui significa apostar no desenvolvimento de um país repleto de potencial, tanto para residências como para negócios. Eu acredito e recomendo.

Queremos ser mais do que uma agência imobiliária. A nossa missão é garantir que cada decisão do cliente seja firme, segura e direcionada ao sucesso.

Sérgio Gomes Macedo: “We aspire to be the key driver of real estate growth”

Profile Mozambique: Can you tell us how Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments started?

Sérgio Gomes Macedo: I am the Managing Partner and Founder of Sérgio Macedo Limitada – Real Estate & Investments. The company was established in 2012 with the aim of addressing the need for a real estate agency that adhered to international standards and could keep pace with the rapid growth of the real estate market in Maputo.

PM: What were the main challenges faced in the early years, and how were they overcome?

SGM: I can say that the early years were far from easy. The main challenge was earning the trust of clients and property owners, as my work was not yet well-known in Maputo. Gaining the trust of a small group of people was crucial; it allowed me to demonstrate my capabilities and the quality of my work. I’m very proud to still have them as clients today.

These challenges shaped us, strengthened our market position, and transformed Sérgio Macedo Lda. into the reputable company it is now.

PM: What services do you provide?

SGM: We offer brokerage and real estate consultancy services, focusing on buying, selling, and renting properties.

PM: What sets your company apart in the real estate market?

SGM: Our service is entirely personalized. I believe every client is unique, so I tailor solutions to meet their specific needs, whether for buying, selling, renting, or investing. Choosing Sérgio Macedo Lda means opting for a unique real estate experience where the well-being and success of our clients are our top priorities.

PM: Sérgio Macedo Lda has an impressive portfolio of clients, including embassies, multinationals, and international institutions. What has contributed to building and maintaining these partnerships?

SGM: Maintaining these partnerships results from consistent efforts to meet and exceed the expectations of our clients and partners. I am proud to be a trusted name in the real estate market.

PM: In your opinion, what are the essential qualities for success in this sector?

SGM: Essential qualities include communication, resilience, ethics, and transparency, which I consider vital for success in this sector. Additionally, technical knowledge, negotiation skills, a growth mindset, and an understanding of local culture are indispensable.

PM: What does success mean for Sérgio Macedo Lda, and how does the company measure its achievements?

SGM: For Sérgio Macedo Lda, success is measured primarily by our clients’ satisfaction and loyalty, both from direct clients and long-term partners. In real estate, success means helping people achieve their dream of finding the perfect property, positively impacting their lives. This is what Sérgio Macedo Lda strives to achieve.

PM: Are there any plans for expansion or new services clients can look forward to in the future?

SGM: Absolutely. Sérgio Macedo Lda is already brokering properties in Portugal and Dubai, but we plan to expand beyond these countries.

PM: What message would you like to leave for your clients, partners, and those considering investing in the real estate sector in Mozambique?

SGM: This is the right time to invest in Mozambique’s real estate sector. The country offers a wide range of opportunities, driven by a promising economy and an expanding market. Investing in real estate here means betting on the development of a country full of potential, whether for residential or business purposes. I believe in it and wholeheartedly recommend it.

We aim to be more than just a real estate agency. Our mission is to ensure that every client decision is firm, secure, and success-oriented.

A inflação em Moçambique poderá atingir 5,4% em 2025

A consultora Oxford Economics prevê que a inflação em Moçambique suba de 3,1% este ano para 5,4% em 2025, impulsionada por fenómenos climáticos e pela violência pós-eleitoral no país.

A consultora britânica Oxford Economics estima que a inflação em Moçambique deverá aumentar de 3,1% este ano para 5,4% em 2025 , impulsionada por factores como os fenómenos climáticos, nomeadamente o El Niño, e os impactos da violência pós-eleitoral.

Recente, a consultora destacou que “a inflação provavelmente enfrentará pressões ascendentes em 2025 devido aos efeitos adversos do El Niño recente, constrangimentos nas cadeias de fornecimento e distribuição, devido às perturbações a seguir às eleições, e um aumento das despesas de capital”.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que os preços em Moçambique registaram uma subida de 0,72% em novembro face ao mês anterior, marcando uma inflação homóloga de 2,84%. Este valor representa um aumento face aos 2,68% de outubro e aos 2,45% de setembro, consolidando uma tendência de queda mensal que sucede a quatro meses de deflação entre maio e agosto.

No início de Dezembro, o Banco de Moçambique alertou para a possibilidade de os preços continuarem a aumentar devido às consequências da tensão pós-eleitoral, conforme sublinhado no Relatório de Conjuntura Económica e Perspetivas de Inflação (CEPI). Apesar de a inflação ter se mantido estável em outubro, a instituição prevê uma tração no final de 2024, devido às restrições no abastecimento de bens e serviços resultantes das disputas eleitorais.

Eleições tensas e protestos

As perguntas têm origem nos resultados das eleições gerais de 9 de outubro, que atribuíram a vitória a Daniel Chapo, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), com 70,67% dos votos. No entanto, o principal opositor, Venâncio Mondlane, que obteve 20,32%, não confirmou os resultados e convocou protestos populares.

Desde 21 de Outubro, as manifestações têm perturbado as atividades económicas no país, incluindo fronteira principal com a África do Sul, em Ressano Garcia. O governador do Banco de Moçambique admitiu que “as projeções já vêm a incorporar esses riscos e incertezas”, sublinhando o impacto direto das tensões no mercado e na inflação.

Com o aumento das despesas públicas e as limitações no abastecimento, as perspectivas econômicas para Moçambique permanecem propostas, com pressões adicionais que podem dificultar a estabilidade financeira e social do país.

Inflation in Mozambique May Reach 5.4% in 2025

Oxford Economics, a UK-based consultancy, predicts that inflation in Mozambique will rise from 3.1% this year to 5.4% in 2025, driven by climatic phenomena and post-election violence in the country.
Oxford Economics estimates that inflation in Mozambique will increase from 3.1% this year to 5.4% in 2025, influenced by factors such as climatic events, particularly El Niño, and the impacts of post-election violence.

Recently, the consultancy highlighted that “inflation is likely to face upward pressures in 2025 due to the adverse effects of the recent El Niño, supply chain and distribution constraints caused by disturbances following the elections, and increased capital expenditures.”

Data from the National Institute of Statistics (INE) reveals that prices in Mozambique rose by 0.72% in November compared to the previous month, marking a year-on-year inflation rate of 2.84%. This figure represents an increase from 2.68% in October and 2.45% in September, consolidating a downward monthly trend following four months of deflation between May and August.

At the beginning of December, the Bank of Mozambique warned that prices might continue to rise due to the consequences of post-election tensions, as highlighted in the Economic Situation Report and Inflation Outlook (CEPI). Despite inflation remaining stable in October, the institution forecasts a rise towards the end of 2024, due to supply shortages of goods and services resulting from electoral disputes.

Tense Elections and Protests in Mozambique

The questions arise from the results of the general elections held on October 9, which awarded victory to Daniel Chapo of the Mozambique Liberation Front (Frelimo) with 70.67% of the votes. However, the main opposition leader, Venâncio Mondlane, who secured 20.32%, did not accept the results and called for public protests.

Since October 21, demonstrations have disrupted economic activities in the country, including the main border with South Africa at Ressano Garcia. The governor of the Bank of Mozambique acknowledged that “projections already incorporate these risks and uncertainties,” emphasizing the direct impact of tensions on the market and inflation.

With rising public expenditure and supply constraints, Mozambique’s economic outlook remains uncertain, with additional pressures that could challenge the country’s financial and social stability.

IDE em Moçambique cresce 48%

O Investimento Directo Estrangeiro em Moçambique cresceu 48% no primeiro semestre de 2024, totalizando 1.841 milhões de dólares, impulsionado principalmente pela indústria extractiva.

O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique registou um crescimento de 48% no primeiro semestre de 2024, face ao mesmo período de 2023, alcançando cerca de 1.841 milhões de dólares, segundo dados do Banco de Moçambique.

Este aumento, face aos 1.244 milhões de dólares registados nos primeiros seis meses de 2023, é explicado principalmente pelo crescimento de 35,6% no IDE dos Grandes Projectos, com destaque para o sector da indústria extractiva, que representa 83,9% fazem o total de investimentos.

Segundo a Lusa, a indústria extractiva manteve-se como o principal sector receptor de IDE, com 1.544 milhões de dólares (1.465 milhões de euros), sendo 72% deste valor absorvido pelo sector de petróleo e gás, que viu um crescimento anual de 34%. A extração de carvão mineral também registou um aumento de 5,1%, totalizando 373,2 milhões de dólares.

Em termos geográficos, a África do Sul liderou a origem dos investimentos, com mais de 28% do IDE, seguida pelos Países Baixos (27,5%) e pelas Maurícias (26,4%).

Após um crescimento de 2% em 2023, que totalizou 2.509 milhões de dólares, o Governo de Moçambique estima que o IDE continue a crescer em 2024, com uma previsão de duplicação dos investimentos, especialmente impulsionada pelos negócios de exploração de gás natural, para atingir 4.778 milhões de dólares. O Governo também prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,5% em 2024.

FDI in Mozambique grows by 48%

Foreign Direct Investment (FDI) in Mozambique grew by 48% in the first half of 2024, totaling $1.841 billion, primarily driven by the extractive industry.

Foreign Direct Investment (FDI) in Mozambique registered a 48% growth in the first half of 2024, compared to the same period in 2023, reaching approximately $1.841 billion, according to data from the Bank of Mozambique.

This increase, compared to the $1.244 billion recorded in the first six months of 2023, is mainly explained by the 35.6% growth in FDI in Major Projects, with a particular emphasis on the extractive industry, which accounts for 83.9% of total investments.

According to Lusa, the extractive industry remained the primary sector receiving FDI, with $1.544 billion (€1.465 billion), of which 72% was absorbed by the oil and gas sector, which saw a 34% year-on-year growth. The extraction of coal also registered a 5.1% increase, totaling $373.2 million.

Geographically, South Africa led the origin of investments, accounting for over 28% of FDI, followed by the Netherlands (27.5%) and Mauritius (26.4%).

After a 2% growth in 2023, which totaled $2.509 billion, the Mozambican government expects FDI to continue growing in 2024, with a forecasted doubling of investments, particularly driven by natural gas exploration ventures, to reach $4.778 billion. The government also predicts a 5.5% growth in the Gross Domestic Product (GDP) in 2024.

Nova liderança da APME assume posse com foco em parcerias estratégicas

Os novos órgãos sociais da Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), eleitos a 9 de Dezembro, tomaram posse recentemente para um mandato de quatro anos. A nova direcção aposta em parcerias estratégicas como alicerce do seu plano de acção, com vista ao fortalecimento do ecossistema empresarial moçambicano.

Parcerias estratégicas como motor de uma Agenda Nacional Sustentável

Segundo Inocêncio Paulino, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APME, as parcerias com associações empresariais, câmaras de comércio, federações, CTA, organizações profissionais, sociedade civil e futuros Governos visam a implementação de uma Agenda Nacional Sustentável. Esta agenda pretende:

  • Multiplicar os postos de trabalho;
  • Valorizar e promover talentos nacionais;
  • Incentivar a industrialização e as exportações;
  • Proteger o capital humano e o produto nacional;
  • Fomentar a paz, a justiça social e a competitividade nacional e internacional.

Paulino sublinha que o sucesso desta agenda exige coordenação estruturada e esforços complementares, sem prejudicar a competitividade empresarial.

Prioridades para fortalecer as MPMEs

A APME delineou áreas prioritárias para os próximos anos, com o objectivo de impulsionar as micro, pequenas e médias empresas moçambicanas. Entre as acções destacam-se:

  • Política de conteúdo nacional: Adopção de políticas que protejam os negócios locais e promovam a participação das MPMEs no mercado.
  • Sistema financeiro inclusivo: Facilitação do acesso ao crédito com menos burocracia, taxas de juro abaixo de 10% e estímulo à criação de instituições financeiras com capitais moçambicanos.
  • Combate à corrupção e práticas antiéticas: Luta contra clientelismo, nepotismo, tráfico de influências e perseguição de empresários.
  • Fornecimento local prioritário: Garantia de que 70% dos fornecedores de bens e serviços das grandes empresas e multinacionais sejam moçambicanos.
  • Combate à concorrência desleal: Denúncia de práticas irregulares por agentes de procurement, UGEAs e departamentos de compras.
  • Revisão das penalizações financeiras: Limitação das multas por atrasos ou falta de pagamento a 20% do valor em causa, num prazo de um ano, com enfoque no INSS.

“Só trabalhando juntos será possível vencer os desafios”

Durante a sua intervenção, Osvaldo Maute, Presidente do Conselho de Direcção, agradeceu a confiança nele depositada e comprometeu-se com uma gestão inclusiva. Maute destacou que a solução para os desafios enfrentados pelas PMEs reside no trabalho conjunto entre todos os actores económicos.

Plano estratégico e prestação de contas: um apelo da CTA

O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, felicitou a nova direcção e encorajou a elaboração de um plano estratégico claro que guie as actividades da APME. Vuma destacou ainda a importância do respeito pelos instrumentos normativos da associação e apelou a um compromisso com a inclusão e a prestação de contas.

Considerações finais

A tomada de posse dos novos órgãos sociais da APME marca o início de um ciclo promissor, baseado em parcerias, políticas inclusivas e estratégias coordenadas. A aposta na Agenda Nacional Sustentável e o compromisso com os desafios estruturais das MPMEs poderão transformar o cenário empresarial moçambicano, promovendo o crescimento económico e a justiça social.

APME’s new leadership takes office with a focus on strategic partnerships

According to Inocêncio Paulino, President of the General Assembly of APME, partnerships with business associations, chambers of commerce, federations, CTA, professional organizations, civil society, and future governments aim to implement a Sustainable National Agenda. This agenda seeks to:

  • Increase employment opportunities;
  • Value and promote national talents;
  • Encourage industrialization and exports;
  • Protect human capital and national products;
  • Promote peace, social justice, and national and international competitiveness.

Paulino emphasizes that the success of this agenda requires structured coordination and complementary efforts, without compromising business competitiveness.

Priorities to Strengthen MSMEs
APME has outlined priority areas for the coming years with the aim of boosting Mozambican micro, small, and medium-sized enterprises. Key actions include:

  • National Content Policy: Adoption of policies that protect local businesses and promote the participation of MSMEs in the market.
  • Inclusive Financial System: Facilitation of access to credit with less bureaucracy, interest rates below 10%, and encouragement of the creation of financial institutions with Mozambican capital.
  • Combatting Corruption and Unethical Practices: Fighting clientelism, nepotism, influence peddling, and persecution of entrepreneurs.
  • Priority Local Supply: Ensuring that 70% of suppliers of goods and services to large companies and multinationals are Mozambican.
  • Fighting Unfair Competition: Reporting irregular practices by procurement agents, UGEAs, and purchasing departments.
  • Review of Financial Penalties: Limiting penalties for late payments or non-payment to 20% of the amount involved, within a year, with a focus on the INSS.

“Only by working together will we overcome the challenges”
During his speech, Osvaldo Maute, President of the Board of Directors, thanked for the trust placed in him and committed to inclusive management. Maute emphasized that the solution to the challenges faced by MSMEs lies in joint efforts among all economic actors.

Strategic Plan and Accountability: A Call from CTA
The President of CTA, Agostinho Vuma, congratulated the new leadership and encouraged the development of a clear strategic plan to guide APME’s activities. Vuma also highlighted the importance of respecting the association’s regulatory instruments and appealed for a commitment to inclusion and accountability.

Final Considerations
The swearing-in of the new APME leadership marks the beginning of a promising cycle based on partnerships, inclusive policies, and coordinated strategies. The focus on the Sustainable National Agenda and the commitment to addressing the structural challenges of MSMEs could transform the Mozambican business landscape, promoting economic growth and social justice.

O que faz a FSDMoç? Entenda o papel da instituição no fortalecimento da inclusão financeira

Mulher-Zona-Rural

A Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç) tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento do sector financeiro em Moçambique, focando-se na inclusão financeira como ferramenta para promover prosperidade e resiliência económica. Actuando como uma plataforma de transformação, a FSDMoç direcciona os seus investimentos e conhecimentos técnicos para resolver constrangimentos no mercado financeiro, contribuindo para a diversificação da economia do país e oferecendo oportunidades de crescimento a populações marginalizadas.

Uma estratégia centrada nas comunidades

No âmago da estratégia da FSDMoç estão mulheres, jovens e populações rurais de baixo rendimento, segmentos historicamente marginalizados do sistema financeiro. Pequenas empresas que enfrentam dificuldades no acesso a serviços financeiros acessíveis também são priorizadas. Em parceria com instituições-chave como o Projecto WIN implementado pela Technoserve, a New Faces New Voices, parte da Graça Machel Trust, Fintech Moz, FSDNetwork e a UKAID, a FSDMoç estimula a inovação e expande o acesso a serviços financeiros, capacitando tanto as instituições quanto os beneficiários.

Objectivos e intervenções do programa

Até 2019, a FSDMoç definiu como meta proporcionar serviços financeiros básicos a 2,6 milhões de indivíduos e 1.000 empresas em todo o país. Para alcançar esse objectivo, adoptou a abordagem Making Markets Work for the Poor (M4P/MSD), focando-se em soluções práticas para superar barreiras estruturais no sector financeiro. As principais áreas de intervenção incluem:

  • Serviços de dinheiro móvel: Incentivo ao uso de dinheiro móvel para ampliar o acesso a serviços financeiros.
  • Micro-seguro: Desenvolvimento de soluções acessíveis de seguros digitais.
  • Regulação e investimentos: Melhoramento do enquadramento regulatório para atrair investimentos estrangeiros e fomentar a inovação das fintechs.

Impactos transformadores

As iniciativas da FSDMoç têm gerado mudanças significativas no sector financeiro, entre as quais:

  • Serviços de dinheiro móvel: Mais de 60.000 indivíduos beneficiaram de acesso melhorado a serviços financeiros digitais. Estas soluções ajudaram a fortalecer a confiança no sistema financeiro, incentivando o uso de plataformas digitais.
  • Micro-seguro: Em 2020, sete soluções inclusivas de micro-seguro foram desenvolvidas, aumentando o alcance a populações de baixo rendimento.
  • Regulação e mercado de capitais: O número de empresas listadas na Bolsa de Valores de Moçambique cresceu 125% até 2019, reflectindo o fortalecimento do mercado de capitais promovido pela FSDMoç.

Produtos financeiros para mulheres pelos bancos de micro-finança:

  • Microleasing: Para a compra de equipamento agrícola e de transporte.
  • Micro-seguro: Oferecido em nome de um micro-seguro e obrigatório para todos os produtos de crédito.
  • Crédito para expansão de negócios: Destinado a quem pretende expandir o negócio, mas não reúne garantias ou documentação necessária para se candidatar a um microcrédito.
    • Beneficiários: Pessoas com um micro-negócio há 6 meses ou mais.
    • Finalidade: Capital de Giro; Investimento.
  • Crédito para novos clientes: Destinado a novos clientes que não conseguem satisfazer as exigências de garantias dos produtos clássicos do banco.
    • Beneficiários: Cidade de Maputo: apenas empresas detidas ou administradas por mulheres; Zona rural: qualquer negócio estável com restrições de garantias.
    • Finalidade: Capital de Giro; Investimento em bens.
    • Montantes: 7.000 – 2 Milhões de MZN.
    • Taxas de juros: 4.52% – 4.72% nominal mensal.

Ofertas de produtos financeiros para mulheres pelos grandes bancos comerciais:

  • Cartão Mulher Empreendedora: Cartão de Crédito que funciona essencialmente como um limite de crédito agregador das responsabilidades de curto prazo das empresas junto do banco.
  • Linha Mulher Empreendedora: Linha de crédito com condições atraentes para ENI e PME, com produtos de apoio à tesouraria e ao investimento.
  • Linha de Negócio Mukhero: Linha de crédito com condições atraentes para Mukheristas e membros da Associação Mukhero, com produtos de apoio à tesouraria e ao investimento.
  • “Linha Mulher Empreendedora” e o “Cartão Mulher”: Estes produtos estão associados ao cancro da mama e do útero, visando também o apoio social e à saúde da mulher empreendedora.

Desafios e perspectivas

Embora Moçambique registre avanços econômicos impulsionados pelo setor extractivo, a inclusão financeira ainda enfrenta desafios significativos. A abordagem da FSDMoç, combinando inovação, parcerias estratégicas e capacitação técnica, oferece um modelo replicável e adaptável a diferentes contextos dentro do país.

Com o apoio contínuo de doadores internacionais, como a Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional, e de parceiros locais, a FSDMoç posiciona-se como um catalisador essencial para um futuro financeiro inclusivo e sustentável em Moçambique.

Considerações finais

O impacto da FSDMoç vai além dos números, reflectindo uma mudança estrutural no sector financeiro de Moçambique. Ao colocar as comunidades no centro das suas acções e promover um ambiente propício à inovação, a FSDMoç demonstra como uma abordagem inclusiva pode contribuir para o crescimento económico sustentável e a redução da pobreza.

Acompanhe os programas da FSDMoç aqui.

CTA, BVM E UEM Fomentam o aumento de empresas cotadas na Bolsa

À margem da 17ª edição do Economic Briefing, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e a Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) assinaram um Memorando de Entendimento com o objectivo de promover o aumento do número de empresas cotadas na Bolsa. Esta iniciativa visa fortalecer o mercado de capitais em Moçambique, estimulando o crescimento empresarial e oferecendo novas oportunidades de financiamento para as empresas do país.

O Papel da BVM na transformação do mercado de capitais

A Bolsa de Valores de Moçambique assume um papel fundamental neste processo, dada a sua expertise técnica e regulatória no sector financeiro. Como entidade principal do mercado de capitais em Moçambique, a BVM tem a capacidade de guiar empresas no processo de cotação, oferecendo as condições necessárias para o crescimento sustentável.

A instituição está empenhada em tornar o mercado de capitais mais acessível, não apenas para grandes empresas, mas também para pequenos e médios negócios, que poderão aproveitar as vantagens de uma maior visibilidade e de acesso a financiamentos por meio da emissão de ações e outros instrumentos financeiros.

A CTA e a mobilização do sector privado

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tem um papel estratégico na mobilização das empresas do sector privado, facilitando o diálogo entre os empresários e as instituições financeiras. A CTA será responsável por sensibilizar o sector privado sobre a importância da cotação na bolsa, ajudando a esclarecer os benefícios de um acesso mais facilitado ao capital e de uma maior transparência na gestão das empresas.

A organização, ao representar uma vasta rede de empresários, pode ser um ponto de encontro crucial para estimular a adesão das empresas a este processo, particularmente nas áreas onde o sector privado tem mostrado um maior potencial de crescimento.

A Faculdade de economia da UEM e a formação académica e técnica

A Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), como implementadora deste projecto, irá combinar sua experiência académica com a sua capacidade de oferecer formação prática. A colaboração com a UEM permitirá não só a criação de programas de formação direcionados aos empresários e gestores, mas também a realização de pesquisa aplicada que identifique as melhores práticas e estratégias para o alargamento do número de empresas cotadas na bolsa. Além disso, a universidade contribuirá com assessoria técnica, formando uma ponte entre a teoria e a prática, o que é essencial para assegurar que as empresas estejam devidamente preparadas para este novo passo no mercado financeiro.

Objectivos e benefícios esperados

O principal objectivo desta colaboração é aumentar o número de empresas cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique, o que trará uma série de benefícios para a economia nacional. A cotação na bolsa oferece às empresas uma plataforma para captação de recursos, o que pode ser um impulso significativo para o crescimento e expansão dos negócios. Ademais, a presença em mercados de capitais ajuda a aumentar a transparência e a confiança nas empresas, o que, por sua vez, pode atrair mais investidores nacionais e estrangeiros.

Para a economia moçambicana, o alargamento do mercado de capitais representa uma oportunidade de crescimento sustentável, gerando mais empregos, maior dinamismo económico e, eventualmente, uma maior integração de Moçambique nos mercados financeiros internacionais.

Uma parceria estratégica

Este Memorando de Entendimento entre a CTA, a BVM e a Faculdade de Economia da UEM é um passo importante para o desenvolvimento económico de Moçambique, oferecendo às empresas locais uma via mais sólida e estruturada para o crescimento. A colaboração entre o sector privado, a academia e a bolsa de valores é fundamental para garantir que o país aproveite ao máximo as potencialidades do mercado de capitais, gerando benefícios duradouros para as empresas e para a economia nacional como um todo.

A concretização deste projecto é uma prova do compromisso de Moçambique com a modernização do seu mercado financeiro e com a criação de um ambiente empresarial mais robusto e competitivo.