Segunda-feira, Maio 20, 2024
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Prevê-se um crescimento económico de 1,2% para Moçambique este ano

Moçambique vai crescer apenas 1,2% este ano, recuperando da recessão de 2020, causada pela suspensão dos projectos de gás, aos efeitos da pandemia e à lenta distribuição das vacinas, diz a Consultora NKC African Economics.

“O crescimento económico vai ser limitado em 2021, apesar da primeira contracção desde 1992 ter sido registada no ano passado”, escrevem os analistas, considerando que a economia vai apenas crescer 1,2% este ano, abaixo da média dos últimos anos.

“A suspensão indefinida das actividades de construção relacionadas com os projectos de gás natural em Cabo Delgado, o surgimento de novas variantes do coronavírus e uma lenta distribuição das vacinas contra a covid-19 são factores que vão pesar na produção económica este ano”, apontam os analistas desta filial africana da britânica Oxford Economics.

Num comentário à evolução económica de Moçambique, os analistas escrevem que o banco central continua preocupado com os riscos relacionados com a inflação.

“É pouco provável que estes riscos desapareçam antes do final do ano, por isso esperamos que o banco central não vá cortar taxas a curto prazo”, concluem.

Entretanto, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu na quarta-feira manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 13,25%, anunciou em comunicado o regulador financeiro moçambicano.

“A decisão é fundamentada pelo agravamento dos riscos e incertezas, não obstante a revisão em baixa das perspectivas de inflação no curto e médio prazo, a reflectir, sobretudo, a recente apreciação do metical”, refere, na nota de imprensa.

O regulador avança que “os riscos e incertezas associados às projecções de inflação agravaram-se” e a “nível doméstico, destaca-se a intensificação da instabilidade militar na zona norte do país, com impacto na pressão fiscal e na suspensão do projecto Mozambique LNG” de produção de gás natural liquefeito.

Por outro lado, prossegue, prevalece uma maior volatilidade da taxa de câmbio, devido a elevadas incertezas e assimetrias existentes no processo de formação de expectativas dos operadores no mercado cambial.

O CPMO fez uma revisão em baixa da inflação, desacelerando para 5,19% em Abril, após 5,76% em Março, como resultado da recente apreciação do metical e a dissipação do impacto das intempéries que assolaram o país no princípio do ano.

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