A TotalEnergies, o gigante francês do petróleo e do gás, pretende retomar as suas operações no projecto de gás natural liquefeito (GNL) da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Moçambique, já em Janeiro de 2024, isto se as condições de segurança o permitirem, informou esta segunda-feira, 13 de Novembro, o portal de notícias Rede BNN .
Sem avançar dados mais específicos sobre o assunto, o site que cita o diretor-geral da miltinacional, Patrick Pouyanné, refere que o relacionamento estará dependente do restabelecimento da paz e da estabilidade na província de Cabo Delgado e das disposições de medidas de segurança adequadas por parte das autoridades moçambicanas e das forças regionais.
Governo moçambicano também tem vindo a manifestar o seu compromisso
Patrick Pouyanne, citado pelo portal, terá ainda referido que a empresa está a trabalhar com base num orçamento e calendário revistos para o projeto, e que serão anunciados oportunamente, ainda em 2023.
Depois do Governo de Moçambique juntamente com os blocos regionais, como a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Governo ruandês, enviaram tropas e recursos para combater a insurreição e proteger as áreas do GNL, em Afungi, para uma intervenção militar tem. vindo a produzir efeitos tendo os militantes recuperado o controle de várias localizações estratégicas, incluindo Palma.
O Governo moçambicano também tem vindo a manifestar o seu compromisso e apoio ao projecto garantindo cooperação e colaboração à TotalEnergies e aos seus parceiros.
O Projecto
O projecto envolve o desenvolvimento de campos de gás offshore na bacia do Rovuma e a construção de uma fábrica de GNL em terra e de um terminal de exportação na Península de Afungi. Espera-se que o projeto gere receitas e benefícios significativos para a economia e o povo moçambicano, e que contribua para a transição e segurança energética global.
A TotalEnergies é o operador e o maior accionista do projecto, com uma participação de 26,5%. Os outros parceiros incluem a empresa pública moçambicana ENH, a empresa japonesa Mitsui, a tailandesa PTTEP e as empresas indianas ONGC Videsh, Bharat Petroleum e Oil India. O projecto assegurou contratos de longo prazo com compradores da Ásia e da Europa, como a China National Offshore Oil Corporation, a Tokyo Gas, a Centrica e a Shell.