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Como solucionar o problema de habitação para jovens

Análise de Mercado

Recentemente, saiu um relatório dramático. Imagina que 90% da população moçambicana não tem capacidade para comprar uma casa nova? Pelo menos é o que diz o mais novo Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Moçambique. Já que somos uma população de cerca de 30 milhões, significa que 27 milhões não podem adquirir um imóvel novo.

Assumindo que nossa população predominante é jovem, torna-se assustador saber que muitos deles correm o risco de continuar a viver sob o tecto dos pais por muito tempo.

Naturalmente, pessoas que já possuem residência própria não têm por que se preocupar. Mas a maioria tem motivos mais do que suficientes para perder o sono. A pergunta que é inevitável e simples é esta: Agora e nos próximos anos, onde viverá a maior parte da população que não pode comprar uma casa?

Esta pergunta, não tem uma resposta fácil, mas existem caminhos viáveis. Obviamente que, continuar na casa dos pais não é uma opção a considerarmos. Mesmo se assumirmos que nem todos jovens fazem planos de comprar uma casa e que um bom número vai preferir construir, a questão prevalece. De um ou de outro jeito, é uma questão de dinheiro.

Como adiantou o próprio relatório do BM, a população em causa não tem rendimento suficiente nem capacidade de endividamento, devido ao “rendimento disponível familiar baixo, o qual se agravou com a queda acentuada do PIB”.

Portanto, a falta de dinheiro é o primeiro e o mais importante motivo para 90% dos moçambicanos não serem capazes de garantir tecto para si e para os seus. Entretanto, têm surgido projectos de habitação tentando responder ao problema sem ferir gravemente o bolso da população. Constroem e vendem casas acessíveis, com relativa facilidade de pagamento.

Mas o maior problema que encontramos com casas acessíveis tem a ver com a robustez. Não dá para construir casas baratas e esperar que durem. É quase impossível. Enquanto não podemos afirmar se essas tentativas encontrarão um ponto de equilíbrio, podemos adiantar que a questão de habitação precisa ser pensada além da simples provisão de tecto para a maioria que precisa.

A escolha do material não deve ser baseada apenas no custo final para o consumidor. Espera-se que comprar uma casa seja um investimento para a vida. Sendo assim, qualquer corrida com vista a reduzir o problema de habitação deve respeitar este princípio básico: bom custo-benefício. Ademais, soluções de habitação devem merecer mais atenção por parte das instituições do estado que velam pelo assunto.

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