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CTA garante que CASP não falha em 2022

Análise de Mercado

Num balanço havido em Dezembro último sobre o ano de 2021, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) garantiu que, neste ano, a Conferência Anual do Sector Privado (CASP) não vai falhar, depois de não se realizar nos últimos dois anos.

Discursando no evento, sobre perspectivas, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, começou por sublinhar que a Confederação e aliados pretendem iniciar 2022 com muito afinco. Para este ano, a CTA projecta realizar a primeira edição do ano do Economic Briefing no dia 23 de Fevereiro, que terá lugar na Província de Nampula.

Segundo Vuma, esta edição irá marcar o ponto de partida para o exercício que se pretende consolidar, de levar o debate sobre o desempenho empresarial para as diferentes regiões do solo pátrio.

“Subsequentemente, após o adiamento, projectamos realizar a 17ª Conferência Anual do Sector Privado – CASP em Março de 2022, mantendo o lema: Reformando o Ambiente de Negócios para a Recuperação Económica, onde iremos apresentar o relatório do Índice de Conteúdo Local e o respectivo ranking das empresas, visando, de entre outros, aferir o estágio do conteúdo local em Moçambique e contribuir para a participação das PME nos grandes projectos”, assinalou o Presidente da CTA.

Além dessas perspectivas, o sector privado espera, em 2022, o alívio das 25 medidas restritivas no âmbito da Covid-19. Antevê ainda que a chegada da plataforma flutuante de produção de gás natural do projecto Coral Sul e o início da exploração do gás no país abram uma página promissora na industrialização do país e nas oportunidades de inserção das Pequenas e Médias e Empresas na cadeia de valor da indústria do Petróleo e Gás, de modo que o desempenho empresarial possa recuperar progressivamente, acompanhando a trajectória de recuperação da economia de forma geral.

Em meio à prevalência de tamanhas adversidades, Vuma exortou os empresários para que continuem apostando na capacidade de reinvenção e proactividade para responder ao imperativo de “assegurarmos a continuidade e a revitalização dos negócios e, deste modo, contribuímos para o crescimento económico e para o bem-estar social”.

“Para os nossos parceiros do Governo, por um lado, reiteramos a necessidade de estímulos para dinamizar a retoma económica e, por outro, a adopção de uma postura cautelosa no que respeita às medidas restritivas, tendo em conta o imperativo de resguardar o equilíbrio saúde-economia, numa altura em que nos deparamos com a nova variante Ómicron da Covid-19, sobre a qual ainda não há certezas sobre seu o impacto”, apelou Vuma.

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