Sexta-feira, Julho 12, 2024
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Feijão bóer: Cadeia de valor no país abrange um milhão de pessoas

O feijão bóer virou um produto de destaque na zona Norte do país, com a abertura do mercado indiano. Estima-se que perto 300 mil toneladas já tenham sido exportadas este ano, representando 80% do produto.

O feijão bóer é um dos principais produtos da dieta alimentar na Índia. Com a crescente procura, em 2016 a Índia assinou um memorando de entendimento com Moçambique que numa primeira fase previa o fornecimento de 125 mil toneladas na época 2017-2018, tendo depois aumentado para 200 mil toneladas por ano, até 2021.

Com um mercado garantido, os pequenos e médios agricultores, sobretudo, do Centro e Norte do país, passaram a apostar nesta cultura, estimando-se que neste momento, cerca de um milhão de pessoas estão na cadeia de valor, que vai do produtor até ao armazenista.    

A entrada de mais empresas no ramo do agronegócio valorizou ainda mais o feijão bóer, tendo saído dos anteriores 20 a 28 meticais pagos por cada quilograma ao agricultor, para 30 a 52 meticais praticado actualmente, representando uma subida do preço na ordem de 24 meticais, tendo em conta o preço mais alto.  

A exportação de feijão bóer de Moçambique para a Índia vinha sendo através de um modelo de quotas, onde anualmente era lançado um concurso público para a selecção de empresas para a atribuição de quotas para exportarem até 200 mil toneladas. Na sequência, em Abril deste ano foi lançado o concurso público no qual foram selecionadas 33 empresas, das quais a ETG, e outras admitidas posteriormente através de uma adenda ao concurso público, perfazendo 45.  

Entretanto, em finais do ano passado a Índia registou uma baixa produção, tendo decidido abolir o modelo de quotas e abriu o mercado para comprar todo o produto de Moçambique.

Até ao dia 15 deste mês, segundo a CTA, a Índia já havia comprado 230 mil toneladas de feijão bóer de Moçambique. Neste momento, o volume do exportado aumentou e estima-se que 80% do que foi produzido no país já saiu para a Índia, confirmando o desbloqueio depois de muita polémica.

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