Sábado, Junho 15, 2024
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Fundo de Resiliência disponível para microfinanceiras

Os membros da AMOMIF – Associação Moçambicana de Operadores de Microfinanças passam a dispôr de uma linha de crédito para financiarem micronegócios e reforçarem as suas actividades.

A disponibilização desta facilidade resulta de um acordo de cooperação entre esta associação e a Gapi, firmado, recentemente, em Maputo.

Esta linha de crédito – Microfin-Resiliente — é mais uma janela de financiamento aberta pela Gapi com apoio do Fundo de Resiliência, financiado pela USAID.

No acto de assinatura deste acordo, Nância Macaringue, coordenadora do Fundo de Resiliência, sublinhou a importância de se “assegurar que os recursos disponibilizados pelo Povo Americano através da USAID e pelos Accionistas da Gapi sejam bem geridos. E ser bem geridos significa principalmente duas coisas: (i) cumprir com as normas acordadas e haver transparência na prestação de contas; e (ii) ter impacto positivo na vida das famílias das zonas do país a que estes recursos se destinam através da recuperação e relançamento de micro e pequenas empresas que geram empregos e melhorem os rendimentos das famílias nessas zonas”.

O acordo de cooperação estabelecido entre a Gapi e a AMOMIF define esta linha de crédito como um projecto-piloto do qual se pretende colher ensinamentos para a constituição de um instrumento de financiamento mais abrangente e que permita a consolidação e expansão da rede microfinanceira a nível de todo o país.

“Os ciclones, epidemias, cheias, secas e muitos outros fenómenos da natureza ou causados pelo ser humano têm como primeiras vítimas os que são mais frágeis. E sabemos que os mais frágeis são as micro e pequenas empresas, assim como as famílias cuja subsistência depende desses micronegócios. E, além disso, sabemos também que os menos protegidos são as mulheres que, muitas vezes, constituem o único suporte da subsistência diária das famílias com crianças”, disse ainda Macaringue.

Por isso, “este é um projecto-piloto que oferece novos caminhos para que outras instituições genuinamente preocupadas com um desenvolvimento sustentável e inclusivo em Moçambique encontrem neste exemplo uma oportunidade para valorizarem o potencial impacto dos recursos à sua disposição” – concluiu a coordenadora do Fundo de Resiliência.

Maria Isabel Lubrino, vice-Presidente da AMOMIF e co-signatária do memorando, considerou que “este vai permitir, uma maior visibilidade da AMOMIF, vai ser benéfico aos membros, dado que servirá para reforçar as suas necessidades de tesouraria”.

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