Friday, April 10, 2026
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Projecto NUIB é crucial para o sistema financeiro, indica o Banco Central

O Banco de Moçambique afirma que o projecto do Número Único de Identificação Bancária (NUIB) representa um passo crucial na modernização do sistema financeiro moçambicano.

No seu mais recente Relatório de Inclusão Financeira, o banco central acrescenta que a implementação deste projeto vai simplificar processos, reduzir a fraude e melhorar a eficiência do sistema bancário, contribuindo para uma maior confiança e participação no mercado financeiro.

O NUIB é um código de 15 dígitos atribuído pelo Banco de Moçambique a todos os clientes das instituições de crédito e sociedades financeiras do país. É o mesmo número para todas as contas bancárias do cliente, independentemente do seu domicílio. Se um cliente receber dois números diferentes, deve dirigir-se a um dos balcões para regularizar a situação.

A aprovação do Regulamento do NUIB em Moçambique surge da necessidade de dotar os intervenientes do sistema financeiro de meios eficientes para salvaguardar as operações, através do estabelecimento de mecanismos que sejam consistentes com a evolução do mercado, tendo em conta o contexto tecnológico.

Entre as medidas previstas para este ano, o Banco de Moçambique destaca ainda a consolidação da interoperabilidade entre os diferentes serviços e plataformas financeiras. “A continuação deste esforço não só apoiará a inclusão financeira, como também potenciará a inovação no sector”, esclarece um comunicado do banco.

Ainda para este ano, o banco central refere que está em preparação a utilização de ferramentas informáticas na supervisão da conduta. Tal permitirá ganhos de eficiência, tendo em conta a limitação de recursos e o leque de verificações que devem ser efectuadas no âmbito da supervisão.

Adicionalmente, o Banco de Moçambique garante que os esforços serão concentrados na produção de um quadro de supervisão baseado no risco, que irá orientar a supervisão, melhorar a transparência na avaliação das instituições de crédito e promover a adopção de políticas e procedimentos que visem o cumprimento das suas obrigações em matéria de conduta de mercado e proteção do consumidor.

NUIB project is crucial for the financial system, says the Central Bank

The Bank of Mozambique says that the Single Bank Identification Number (NUIB) project represents a crucial step in the modernization of Mozambique’s financial system.

In its most recent Financial Inclusion Report, the central bank adds that the implementation of this project will simplify processes, reduce fraud and improve the efficiency of the banking system, contributing to greater confidence and participation in the financial market.

The NUIB is a 15-digit code assigned by the Bank of Mozambique to all customers of credit institutions and financial companies in the country. It is the same number for all of the customer’s bank accounts, regardless of where they are domiciled. If a customer receives two different numbers, he or she should go to one of the branches to regularize the situation.

The approval of the NUIB Regulation in Mozambique arises from the need to provide financial system stakeholders with efficient means to safeguard operations, by establishing mechanisms that are consistent with market developments, taking into account the technological context.

Among the measures planned for this year, the Bank of Mozambique also highlights the consolidation of interoperability between different financial services and platforms. “The continuation of this effort will not only support financial inclusion, but will also enhance innovation in the sector,” a bank statement clarifies.

Also for this year, the central bank says that the use of IT tools in conduct supervision is in the pipeline. This will allow for efficiency gains, taking into account the limited resources and the range of checks that must be carried out within the scope of supervision.

In addition, the Bank of Mozambique assures that efforts will be concentrated on producing a framework for risk-based supervision, which will guide supervision, improve transparency in the assessment of credit institutions and promote the adoption of policies and procedures aimed at fulfilling their obligations in relation to market conduct and consumer protection.

Moatize se prepara para receber a primeira fábrica de ferro do país

fábrica de ferro

O distrito de Moatize, na província de Tete, será o local da primeira fábrica de ferro produzido a partir do carvão coque em Moçambique. O anúncio foi feito no Domingo, 20 de Outubro, pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante uma visita de trabalho ao Maláui.

Embora não tenha revelado a origem dos capitais, Moreno destacou que a fábrica será instalada em uma área rica em matéria-prima, viabilizando o projecto. Essa iniciativa está alinhada com o programa presidencial “Industrializar Moçambique”, lançado pelo presidente Filipe Nyusi em 6 de Agosto de 2021.

“É transformando localmente o carvão mineral de Moatize que podemos estimular a produção e reduzir a exportação em bruto, garantindo maior comercialização, além da geração de emprego e renda”, explicou Moreno, conforme citado pela Rádio Moçambique.

O ministro também mencionou que diversos outros projectos estão em andamento para promover o desenvolvimento do país, reiterando a abertura para mais investimentos estrangeiros em diferentes sectores.

A construção da fábrica de ferro em Moatize representa um passo significativo para a industrialização de Moçambique, promovendo a utilização de recursos locais e contribuindo para a economia da região.

Coral Sul FLNG: carregamentos semanais de GNL atraem investimentos em Moçambique

Coral Sul FLNG

A unidade flutuante de gás natural liquefeito (FLNG) Coral Sul, operada pela Eni ao largo da costa de Cabo Delgado, já está a realizar carregamentos de gás natural liquefeito (GNL) semanalmente. A informação foi divulgada pela directora-geral da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Ludovina Bernardo, durante sua visita à instalação, cujo objectivo foi avaliar o estado actual da produção.

Desde Outubro de 2022, a Coral Sul FLNG vem produzindo e exportando GNL e condensado, com seu primeiro carregamento registado um mês após o início das operações. Actualmente, a unidade está a produzir cerca de 24 mil metros cúbicos de GNL por dia, superando as expectativas e resultando em um carregamento semanal de GNL e um carregamento bimensal de condensado.

Ludovina Bernardo, acompanhada por uma delegação que incluía o secretário de Estado da província de Cabo Delgado e outros funcionários, destacou a importância do projecto para a economia de Moçambique, ressaltando a capacidade do país em atrair investimentos para projectos estruturais. Ela também enfatizou a relevância da formação da mão-de-obra nacional, evidenciada pela presença de jovens moçambicanos a bordo da unidade.

A Coral Sul FLNG, que mede 413 metros de comprimento e 60 metros de largura, está ancorada em águas ultra-profundas na bacia de gás do Rovuma. O projecto é um marco importante para a indústria de gás do país, que, além da instalação Coral Sul, inclui o desenvolvimento das futuras instalações Coral Norte FLNG e Rovuma LNG, previstas para serem sancionadas entre 2024 e 2025. O Coral Sul tem a capacidade de produzir até 3,5 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL.

Desde o início das operações, o projecto já realizou 75 carregamentos de GNL e 11 carregamentos de condensado, alcançando um importante marco em Agosto de 2024, quando a produção diária atingiu um recorde de 25 mil metros cúbicos de GNL. Esses resultados destacam o sucesso da iniciativa e o potencial de Moçambique no sector de gás natural.

HCB busca parceria para reactivar projecto “Central Norte” e expandir a capacidade energética

HCB busca parceria para reactivar projecto “Central Norte” e expandir a capacidade energética

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), principal produtora de energia em Moçambique, está em busca de uma parceria para reactivar o projecto “Central Norte”, uma nova central planeada para a margem esquerda da barragem. Essa iniciativa pretende diversificar e expandir os negócios de energia da empresa.

De acordo com o jornal Notícias, a retomada do projecto sinaliza uma projecção de crescimento e já está em curso um processo de contratação de um consultor para apoiar a implementação da iniciativa. Estudos anteriores indicaram que a Central Norte possui características de alto nível para a produção de energia.

“A infra-estrutura projectada terá até três grupos de produção de 415 Megawatts (MW) cada, com um número equivalente de entradas de água, dois canais de restituição e descargas de fundo capazes de descarregar pelo menos 2.200 metros cúbicos por segundo”, destacou a HCB.

A empresa reforçou que seus projectos de diversificação e expansão estão alinhados com a estratégia do Governo de posicionar Moçambique como um centro de produção de energia limpa, confiável e de baixo custo na região da África Austral.

“Temos realizado reflexões estratégicas para reactivar o projecto e aumentar a capacidade instalada dos actuais 2.075 MW para cerca de 4.000 MW (incluindo 400 MW de energia fotovoltaica) até 2032, transformando Moçambique em um polo energético regional”, acrescentou a HCB.

Localizada na província de Tete, com sede na vila do Songo, a HCB é uma sociedade anónima de capital maioritariamente público que opera sob concessão. Seu objectivo é produzir, transportar e comercializar electricidade de forma eficiente e sustentável, maximizando os benefícios para os accionistas e gerando riqueza para o país.

Governo define prazo para Vulcan ajustar estratégias de gestão ambiental

Governo define prazo para Vulcan ajustar estratégias de gestão ambiental

A empresa de mineração Vulcan, responsável pela exploração de carvão nas minas de Moatize, em Tete, recebeu um prazo de seis meses para apresentar um plano revisto de gestão ambiental. A decisão do Governo visa fortalecer o controle sobre os níveis de poluição na região, após constatações de que a empresa não atendeu aos padrões ambientais exigidos.

Durante um encontro com jornalistas em Mbatamila, a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, fez o anúncio, que ocorre no contexto das celebrações dos 70 anos da Reserva Especial do Niassa. A ministra destacou que a avaliação mais recente do plano de gestão ambiental da Vulcan, realizada no ano passado, revelou que as medidas implementadas pela empresa foram insuficientes para mitigar a poluição resultante da actividade mineira.

“Após a análise do relatório apresentado pela Vulcan, constatámos que o plano de gestão ambiental necessitava de melhorias substanciais para elevar os padrões de qualidade ambiental. A empresa tem agora seis meses para rever esse plano e implementar acções que contribuam para a redução da poluição”, afirmou Maibaze.

O problema da poluição em Moatize foi inicialmente denunciado pelos residentes, que relataram a presença de nuvens negras de poeira, associadas à actividade mineira. Em resposta às reclamações, o Governo formou uma equipe multissectorial, composta pelos ministérios da Terra e Ambiente, Recursos Minerais e Saúde, que se deslocou à província de Tete para avaliar a situação.

Durante a visita, a equipe constatou a presença de grandes montes de resíduos acumulados na mina, que, em conjunto com as elevadas temperaturas, contribuíram para a concentração de poluentes nos centros urbanos próximos, afectando a qualidade do ar das comunidades locais.

A ministra Ivete Maibaze também informou que o controle da qualidade do ar tem sido realizado pela Agência Nacional para o Controle da Qualidade Ambiental (AQUA), em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Essa colaboração envolve a colecta de amostras e a elaboração de relatórios de auditoria ambiental.

“O nosso objectivo é garantir que a Vulcan cumpra com os requisitos legais e minimize os impactos ambientais na região”, sublinhou Maibaze, reforçando o compromisso do Governo com a saúde e bem-estar da população local.

A expectativa agora recai sobre a Vulcan e suas acções nos próximos meses, uma vez que a protecção ambiental e a saúde pública se tornaram prioridades inadiáveis na região de Moatize. A pressão da comunidade e a supervisão governamental são fundamentais para garantir que as promessas de melhorias se concretizem.

Governo de Moçambique confirma a renovação de licença da Kenmare para exploração de areias pesadas em Moma

Kenmare Moma Mine November 2019

A Kenmare Resources anunciou nesta Quinta-feira (17) que a sua licença de exploração da mina de areias minerais de Moma será renovada pelo Governo de Moçambique antes de expirar, a 21 de Dezembro. A empresa informou que as autoridades estão comprometidas em concluir o processo de renovação dentro do prazo, evitando assim a necessidade de litígios, segundo o portal Mining Mx.

A renovação da licença ocorre em um contexto eleitoral, com as eleições de 9 de Outubro aguardando resultados finais. A Frelimo, partido no poder, lidera os resultados provisórios em todas as 11 províncias, embora a oposição tenha denunciado irregularidades, chegando a convocar uma greve. As autoridades eleitorais têm até 24 de Outubro para anunciar os resultados definitivos.

A licença de exploração da Kenmare é regida por um acordo de implementação que estabelece os termos fiscais e benefícios dentro da Zona Franca Industrial onde a empresa realiza suas actividades de mineração, processamento e exportação. Embora este acordo não interfira directamente nas operações diárias da mina, ele é crucial para garantir um quadro legal e fiscal adequado.

Em termos operacionais, a Kenmare relatou uma queda de 14% na produção de concentrado de minerais pesados no terceiro trimestre deste ano, totalizando 355.400 toneladas. A produção de titânio também diminuiu em 12%, atingindo 257.400 toneladas. No entanto, a produção de zircão primário aumentou em 4% em comparação ao ano anterior.

Apesar da queda na produção, as vendas apresentaram um aumento significativo, com embarques 85% superiores ao mesmo período do ano passado, totalizando 302.700 toneladas. Esse crescimento foi atribuído a melhores condições climáticas e a maior eficiência nos prazos de expedição.

Tom Hickey, director-geral da Kenmare, destacou que a procura por todos os produtos da empresa foi “encorajadora” durante o trimestre, apesar dos desafios operacionais enfrentados.

A empresa também relatou um incidente trágico, onde um peão de 75 anos foi fatalmente atingido por um pontão transportado por um empreiteiro rodoviário. O equipamento, que fazia parte de um projecto de expansão da Fábrica de Concentração Húmida A, estava sendo transportado sob escolta da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Mozambican government confirms renewal of Kenmare’s license to explore heavy sands at Moma

Governo de Moçambique confirma a renovação de licença da Kenmare para exploração de areias pesadas em Moma

Kenmare Resources announced on Thursday (17) that its operating license for the Moma mineral sands mine will be renewed by the Mozambican government before it expires on December 21. The company said that the authorities are committed to completing the renewal process on time, thus avoiding the need for litigation, according to Mining Mx.

The license renewal takes place in an electoral context, with the October 9 elections awaiting final results. Frelimo, the ruling party, is leading the provisional results in all 11 provinces, although the opposition has denounced irregularities and even called a strike. The electoral authorities have until October 24 to announce the final results.

Kenmare’s exploration license is governed by an implementation agreement that establishes the fiscal terms and benefits within the Industrial Free Zone where the company carries out its mining, processing and export activities. Although this agreement does not directly interfere with the mine’s day-to-day operations, it is crucial to ensuring an adequate legal and fiscal framework.

In operational terms, Kenmare reported a 14% drop in heavy mineral concentrate production in the third quarter of this year, totaling 355,400 tons. Titanium production also fell by 12% to 257,400 tons. However, primary zircon production increased by 4% compared to the previous year.
Despite the drop in production, sales showed a significant increase, with shipments 85% higher than in the same period last year, totaling 302,700 tons. This growth was attributed to better weather conditions and more efficient shipping times.
Tom Hickey, Kenmare’s managing director, pointed out that demand for all the company’s products was “encouraging” during the quarter, despite the operational challenges faced.
The company also reported a tragic incident, where a 75-year-old pedestrian was fatally struck by a pontoon transported by a road contractor. The equipment, which was part of an expansion project at Wet Concentration Plant A, was being transported under escort by the Police of the Republic of Mozambique (PRM).

NGO Warns: Natural Gas Financing in Mozambique is ‘Illegal

financiamento do gás

The non-governmental organization Friends of the Earth has sent a letter to the UK government, claiming that the reauthorization of 72.6 billion meticais (1.15 billion dollars) in loans and subsidies to support TotalEnergies’ gas project in Cabo Delgado would be “illegal”.

According to information published by the newspaper Político, the project in northern Mozambique has been marked by controversy, including a massacre of at least 97 civilians in 2021, committed by a military unit operating nearby. Work on the site was halted after attacks by Islamic militants in the same region.

TotalEnergies, for its part, denied knowledge of the alleged events and said it had never received information indicating that such events had taken place.

The new British Labour government is considering whether to continue offering loans and guarantees to British exporters and banks that support the TotalEnergies project, which received support from the former Secretary of State for Trade, Liz Truss. British funding was suspended when TotalEnergies invoked force majeure due to the deterioration of security in the region.

In the letter sent, Friends of the Earth warned that the British government’s legal case to justify support for the project is at risk. Lawyer Niall Toru stated that “no government can claim climate leadership and at the same time fund the opening of new gas fields abroad”. He addressed Prime Minister Keir Starmer and other members of the government, underlining the contradiction between climate policy and the financing of fossil fuels.
Toru also highlighted the “horrendous human rights abuses” associated with the project, noting that more recent court decisions have discredited previous judgments that favored the British government. Friends of the Earth has already successfully challenged the government on the development of new oil drilling and coal extraction in the UK.

A spokesperson for UK Export Finance, the body responsible for financing British exports, confirmed that it is in talks about the status of the project and that it has received the letter from Friends of the Earth, promising a timely response.
Climate activist Izzie McIntosh, from the NGO Global Justice Now, called on the Labour government to suspend funding immediately, calling Liz Truss’ original decision “egregious” and arguing that it contributed to serious human rights violations.

For its part, Mozambique’s Ministry of Defense expressed “total openness and readiness” for a transparent investigation into the allegations of military violence associated with the gas installations, although it refuted the accusations of torture and violence, citing a lack of evidence.

ONG alerta: Financiamento do gás natural em Moçambique é “ilegal”

financiamento do gás

A organização não governamental Amigos da Terra enviou uma carta ao governo do Reino Unido, alegando que a reautorização de 72,6 mil milhões de meticais (1,15 mil milhões de dólares) em empréstimos e subsídios para apoiar o projecto de gás da TotalEnergies em Cabo Delgado seria “ilegal”.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Político, o projecto no Norte de Moçambique foi marcado por controvérsias, incluindo um massacre de pelo menos 97 civis em 2021, cometido por uma unidade militar que operava nas proximidades. O trabalho no local foi interrompido após ataques de militantes islâmicos na mesma região.

A TotalEnergies, por sua vez, negou ter conhecimento sobre os alegados eventos e afirmou nunca ter recebido informações indicando que tais ocorrências tenham acontecido.

O novo governo trabalhista britânico está considerando se deve continuar a oferecer empréstimos e garantias aos exportadores e bancos britânicos que apoiam o projecto da TotalEnergies, que recebeu apoio da ex-secretária de Estado do Comércio, Liz Truss. O financiamento britânico foi suspenso quando a TotalEnergies invocou força maior devido à deterioração da segurança na região.

Na carta enviada, a Amigos da Terra alertou que o caso legal do governo britânico para justificar o apoio ao projecto está em risco. O advogado Niall Toru declarou que “nenhum governo pode reivindicar liderança climática e, ao mesmo tempo, financiar a abertura de novos campos de gás no estrangeiro”. Ele se dirigiu ao primeiro-ministro Keir Starmer e a outros membros do governo, sublinhando a contradição entre a política climática e o financiamento de combustíveis fósseis.

Toru também ressaltou os “horrendos abusos dos direitos humanos” associados ao projecto, observando que decisões judiciais mais recentes desacreditaram julgamentos anteriores que favoreceram o governo britânico. Amigos da Terra já desafiou com sucesso o governo no desenvolvimento de novas perfurações de petróleo e extracção de carvão no Reino Unido.

Um porta-voz da UK Export Finance, entidade responsável pelo financiamento de exportações britânicas, confirmou que está em conversações sobre a situação do projecto e que recebeu a carta da Amigos da Terra, prometendo uma resposta oportuna.

A activista climática Izzie McIntosh, da ONG Global Justice Now, pediu ao governo trabalhista que suspendesse imediatamente o financiamento, chamando a decisão original de Liz Truss de “flagrante” e argumentando que contribuiu para graves violações de direitos humanos.

Por sua parte, o Ministério da Defesa de Moçambique expressou “total abertura e disponibilidade” para uma investigação transparente sobre as alegações de violência militar associadas às instalações de gás, embora tenha refutado as acusações de tortura e violência, alegando falta de provas.