Wednesday, April 8, 2026
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Cimentos de Moçambique invests 60 million dollars to double production in Sofala

Cimentos de Moçambique investe 60 milhões de dólares para duplicar produção em Sofala

Cimentos de Moçambique (CM) has announced an investment of 60 million dollars (3.8 billion meticais) to modernize and expand its plant located in the municipality of Dondo, in Sofala province. This initiative, which celebrates the company’s centenary, aims to double cement production capacity and increase the unit’s competitiveness in the region.

According to Notícias, the plan includes the installation of a new clinker kiln and the implementation of a vertical cement mill with a capacity of 80 tons per hour, as well as a new bagging machine capable of processing 120 tons per hour. With these improvements, the Dondo plant’s annual production will be increased to 1.3 million tons, which will result in the creation of 200 new direct jobs, benefiting mainly the local youth.

At the same time as this investment, CM is finalizing the modernization of its factory in Nacala. The work, which began at the end of 2023, also includes the installation of a clinker kiln, scheduled for completion in October this year.

Fernando Barreto, CM’s CEO, pointed out that “the investments in Nacala and Dondo are proof of our commitment to the country’s development and to strengthening our production capacity.” This investment package is part of the company’s strategy to consolidate its presence in the market and meet the growing domestic demand for construction materials.

Gemfields: receita de 10,8 milhões de dólares em leilão de esmeraldas e desafios no mercado

Gemfields: receita de 10,8 milhões de dólares em leilão de esmeraldas e desafios no mercado

A Gemfields, principal accionista da Montepuez Ruby Mining (MRM) em Moçambique e da Kagem na Zâmbia, anunciou que seu recente leilão de esmeraldas arrecadou 10,8 milhões de dólares, com apenas 61% dos lotes vendidos. Cada quilate foi avaliado em 4,47 dólares.

Segundo informações divulgadas na última Terça-feira (17) pela Mining Weekly, as esmeraldas foram extraídas da mina Kagem, onde a Gemfields detém 75% de participação. O leilão, realizado entre 27 de Agosto e 13 de Setembro, apresentou 46 lotes, dos quais apenas 28 foram comercializados.

Adrian Banks, director-executivo de Produto e Vendas da Gemfields, destacou que os mercados de bens de luxo, incluindo diamantes e pedras preciosas, estão enfrentando desafios significativos. “Conflitos, eleições e incertezas económicas na China, além de turbulências globais, têm impactado as vendas”, afirmou.

O executivo também observou que o resultado do leilão foi mais fraco do que o esperado, em parte devido à programação de um leilão concorrente de esmeraldas no início de Setembro, o que levou alguns clientes a reportarem vendas a preços reduzidos.

“Estamos comprometidos em agir de forma responsável, retendo lotes de leilão quando preços justos de mercado não são alcançados. Esperamos que as condições de mercado melhorem à medida que nos preparamos para o leilão de esmeraldas de alta qualidade agendado para Novembro”, ressaltou Banks.

A empresa britânica revelou que, desde 2012, a exploração de rubis na mina da Montepuez Ruby Mining gerou receitas de aproximadamente 1 bilhão de dólares (63,2 bilhões de meticais), com uma receita total de 151,3 milhões de dólares (9,5 bilhões de meticais) apenas em 2023.

Gemfields: revenue of 10.8 million dollars from emerald auction and challenges in the market

Gemfields: receita de 10,8 milhões de dólares em leilão de esmeraldas e desafios no mercado

Gemfields, the main shareholder in Montepuez Ruby Mining (MRM) in Mozambique and Kagem in Zambia, announced that its recent emerald auction raised 10.8 million dollars, with only 61% of the lots sold. Each carat was valued at 4.47 dollars.

According to information published last Tuesday (17) by Mining Weekly, the emeralds were extracted from the Kagem mine, where Gemfields holds a 75% stake. The auction, held between August 27 and September 13, featured 46 lots, of which only 28 were sold.

Adrian Banks, executive director of Product and Sales at Gemfields, pointed out that the luxury goods markets, including diamonds and precious stones, are facing significant challenges. “Conflicts, elections and economic uncertainty in China, in addition to global turbulence, have impacted sales,” he said.

The executive also noted that the auction result was weaker than expected, partly due to the scheduling of a competing emerald auction in early September, which led some customers to report sales at reduced prices.

“We are committed to acting responsibly by withholding auction lots when fair market prices are not achieved. We expect market conditions to improve as we prepare for the high quality emerald auction scheduled for November,” said Banks.

The British company revealed that since 2012, the exploitation of rubies at the Montepuez Ruby Mining mine has generated revenues of approximately 1 billion dollars (63.2 billion meticais), with total revenues of 151.3 million dollars (9.5 billion meticais) in 2023 alone.

10 dicas úteis para uma entrevista bem-sucedida

Ainda que controverso, é sabido que, durante as entrevistas de emprego, os entrevistadores prestam atenção a diversos elementos, verbais e não-verbais, que podem fornecer informações adicionais sobre os candidatos.

Alguns desses elementos não têm uma correlação directa com a vaga em questão, mas, para os entrevistadores, podem fornecer informações secundárias úteis para a tomada de decisão. A opinião dos candidatos sobre a validade desses elementos é diversa: alguns são a favor, outros contra, e aparecem uns terceiros indiferentes.

É também sabido que vários factores podem afectar o estado emocional dos candidatos e, por conseguinte, influenciar os resultados de uma entrevista. Ainda que os entrevistadores experientes possam detectar estas situações e apoiar os candidatos a superá-las ainda na entrevista, o seu efeito pode continuar negativo. Por isso, deixo aqui algumas recomendações para os candidatos poderem analisar pessoalmente e preparar-se para as próximas entrevistas:

  1. Linguagem Corporal

A linguagem corporal (não-verbal) pode falar mais alto que palavras, sendo responsável por até 55% da comunicação em interacções cara-a-cara (Albert Mehrabian, 1971). E muitos entrevistadores estão preparados para detectar sinais não-verbais para fazer inferências sobre os candidatos. Por isso, recomenda-se aos candidatos que mantenham uma postura erecta, pois esta indica confiança.

Expressões faciais: Sorrisos, contacto visual e outras expressões podem mostrar entusiasmo, sinceridade e interesse.

Gestos: Mãos muito agitadas podem indicar nervosismo, enquanto gestos moderados podem demonstrar envolvimento na interacção com o entrevistador.

  1. Competências de Comunicação

As competências de comunicação são altamente valorizadas pelos entrevistadores. A comunicação verbal é uma das qualidades mais desejadas nos candidatos. Por isso, é recomendado que estes mantenham clareza e coerência no seu discurso, articulando pensamentos de forma clara. Adicionalmente, recomenda-se que pratiquem a escuta activa e tenham atenção ao tom de voz e à velocidade da fala. Um discurso muito rápido pode ser interpretado como nervosismo, enquanto falar devagar demais pode parecer falta de interesse ou preparação.

  1. Comportamento e Etiqueta

As primeiras impressões continuam a contar! Pesquisas indicam que os entrevistadores formam uma opinião sobre o candidato nos primeiros 7 segundos (Forbes, 2017). Além disso, comportamentos educados e respeitosos podem influenciar fortemente a percepção de competência.

Um dos primeiros comportamentos a avaliar é a pontualidade. Chegar na hora ou com antecedência mostra respeito e profissionalismo (e que não seja apenas na entrevista, mas um comportamento a manter durante toda a jornada profissional). E ainda se recomenda que os candidatos sejam educados com todos, não apenas com o entrevistador. Como trata o segurança, os outros candidatos e funcionários da empresa pode influenciar a decisão final.

  1. Aparência Geral

Embora superficial, a aparência pode ser interpretada como um reflexo do nível de cuidado com a imagem própria. No que diz respeito à apresentação pessoal, recomenda-se roupas adequadas e uma aparência cuidada. Adicionalmente, a higiene pessoal é mm factor importante, embora raramente mencionado directamente.

  1. Consistência e Autenticidade

A consistência nas respostas ajuda a construir credibilidade na mensagem que estiver a ser transmitida. Do outro lado, as inconsistências levantam suspeitas sobre a honestidade do candidato.

Respostas que mudam drasticamente podem levantar dúvidas sobre a autenticidade do candidato. E, na dúvida, os entrevistadores não avançam para as fases seguintes. Por isso, o que é dito no início da entrevista deve ser o mesmo que é repetido no final, se a pergunta for semelhante.

Como o candidato lida com perguntas difíceis ou situações hipotéticas pode indicar a sua capacidade de lidar com pressões no ambiente de trabalho. Sinais de honestidade ou de tentativa de impressionar demais podem ser notados.

  1. Interesse Genuíno

Os empregadores valorizam candidatos que demonstram um verdadeiro interesse na empresa e na vaga, uma vez que isso pode significar mais compromisso e longevidade. É por isso que os entrevistadores procuram identificar se os candidatos têm interesse genuíno. Este é um dado muito importante porque não raras vezes os candidatos encaram uma vaga como uma oportunidade transitória ou intermédia, enquanto não surgem vagas na sua área dos sonhos.

Esse interesse genuíno pode ser verificado através das perguntas que os candidatos colocam sobre a cultura da empresa, seus desafios e oportunidades. Aos candidatos, caso essas perguntas sejam respondidas, então proponham ideias de como poderão agregar valor à empresa e discutam como suas experiências anteriores podem contribuir para resolver desafios actuais da organização.

  1. Controlo Emocional

A inteligência emocional (IE) é uma das principais habilidades que os empregadores buscam nos candidatos. Daniel Goleman (1995) argumenta que a IE pode ser tão importante quanto o QI para o sucesso no trabalho. Com isto, recomenda-se que os candidatos mantenham a calma quando estiverem sob pressão. Entrevistas são situações naturalmente geradoras de stress.

Demonstrar que pode manter a compostura num ambiente de alta pressão é um indicativo da habilidade dos candidatos de lidar com stress no trabalho. E, para manter compostura, recomenda-se aos candidatos para não encarar uma entrevista como se fosse a última oportunidade da vida. É apenas mais uma oportunidade de várias.

  1. Adaptabilidade ao Estilo do Entrevistador

A capacidade de ajustar o seu comportamento ao estilo do entrevistador demonstra flexibilidade e habilidades interpessoais. Isto é crucial num ambiente de trabalho, onde a colaboração com diferentes tipos de personalidades é essencial. A isso se dá o nome de rapport.

Ajustar-se ao tom da conversa é a sugestão que deixamos. Se o entrevistador for formal, mantenha a formalidade. Se for mais casual, ajuste-se sem perder o profissionalismo. Isso ajuda a criar um ambiente de conforto e reciprocidade.

  1. Uso de Exemplos Práticos

De acordo com um relatório do LinkedIn (2020), o uso de exemplos concretos e resultados mensuráveis em entrevistas aumenta as chances de sucesso. Isso oferece uma visão clara das capacidades do candidato e sua aplicabilidade prática.

Recomenda-se aos candidatos que estruturem as suas respostas usando por forma a descrever como lidaram com desafios anteriores e que resultados foram obtidos.

  1. Positividade e Confiança ao Finalizar a Entrevista

Terminar uma entrevista positivamente pode deixar uma impressão duradoura. A última impressão é tão importante quanto a primeira. Portanto, na qualidade de candidato, ao encerrar a entrevista, agradeça ao entrevistador pelo tempo e reafirme o seu interesse na posição, destacando brevemente por que você acredita que é o candidato ideal. Se apropriado, pergunte sobre os próximos passos do processo.

Os elementos não declarados durante uma entrevista, como linguagem corporal, consistência nas respostas e controle emocional, podem ser tão importantes quanto as respostas verbais. Ao seguir estas recomendações, os candidatos podem não apenas melhorar a sua performance nas entrevistas, mas também aumentar significativamente as suas chances de sucesso. Lembre-se de que uma boa preparação, aliada a uma atitude positiva, faz toda a diferença no caminho para conquistar o emprego desejado.

Por: Vicente Sitoe – Director Executivo da SDO Moçambique

Vodacom forma mais de 2000 raparigas em programação com o programa Code Like a Girl

A Vodacom Moçambique concluiu com sucesso a edição de 2024 do programa Code Like a Girl, formando cerca de 2100 jovens raparigas em programação básica. Este marco histórico representa mais do dobro do número de participantes em relação ao ano passado, reforçando o compromisso da Vodacom com o desenvolvimento de competências digitais entre as mulheres jovens em todo o país.

Desde o seu lançamento em 2017, o Code Like a Girl tem sido uma peça fundamental na promoção da inclusão de jovens raparigas nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Através deste programa, as participantes recebem uma formação intensiva, que as equipa com competências essenciais para prosperar no mundo digital e as inspira a seguir carreiras no sector tecnológico, onde a presença feminina ainda é reduzida.

Este ano, o evento de encerramento do programa teve lugar na Escola Secundária de Mafambisse, a maior do país, destacando a importância da educação para a inclusão e desenvolvimento de jovens mulheres nas áreas tecnológicas. Esta escola foi escolhida por representar o compromisso da Vodacom em levar oportunidades a todos os cantos do país, capacitando as futuras gerações com ferramentas que permitam um acesso mais equitativo ao mundo digital.

A iniciativa Code Like a Girl conta com o patrocínio da Fundação Vodacom, que desempenha um papel crucial no apoio a projetos que promovem a inclusão social e a educação. Além disso, o programa tem como parceiro a MozDevs, uma instituição que garante a formação de qualidade ao disponibilizar formadores especializados por todo o país, permitindo que o alcance da iniciativa continue a crescer.

Katia Meggy, Directora de Recursos Humanos da Vodacom Moçambique, afirmou: Estamos imensamente orgulhosos de ver o impacto que o Code Like a Girl está a ter na vida destas jovens. Este programa não só lhes oferece competências práticas em programação, mas também abre portas para oportunidades de carreira que podem transformar o seu futuro e o das suas comunidades. O nosso compromisso é continuar a expandir este programa e inspirar mais raparigas a entrar no mundo da tecnologia, promovendo uma sociedade mais inclusiva e inovadora.

Ao longo dos anos, o Code Like a Girl tem sido um exemplo claro de como as empresas podem investir no desenvolvimento dos jovens e contribuir para a construção de um futuro mais equitativo. O programa é um convite para que outras organizações se juntem a esta causa, promovendo a capacitação de mais jovens e reforçando a importância da educação como motor de transformação social.

Deccan Gold Moçambique exporta a sua primeira carga de minério de lítio para a China

A Deccan Gold Mines também planeia expandir a sua oferta de produtos para incluir outros minerais críticos como o tântalo, o césio, o gálio e o berílio.

As acções da Deccan Gold Mines Ltd informaram as bolsas de valores que a sua subsidiária, a Deccan Gold Mozambique LDA, anunciou a sua primeira exportação bem sucedida de minério de lítio (com um grau de 2,5% Li2O) para a China.

A quantidade exportada foi de 150 toneladas provenientes de uma das suas áreas licenciadas em Moçambique.

“A exportação inicial marca um momento crucial para a DGML, à medida que continuamos a expandir as nossas operações e a satisfazer a crescente procura global de lítio, um componente crítico na produção de baterias para veículos eléctricos e sistemas de armazenamento de energia renovável”, afirmou a Deccan Gold Mines no documento de troca.

A unidade da Deccan Gold Mines em Moçambique planeia agora aumentar os envios para cerca de 1.000 toneladas por mês num “futuro próximo”. A linha de produtos incluirá em breve Spodumene de alto grau com um teor de 4% Li2O e lepidolita com um teor de 2% Li2O, aumentando ainda mais seu portfólio e presença no mercado.

A Deccan Gold Mines também disse que o trabalho de exploração está ativamente em andamento em todas as suas áreas licenciadas em Moçambique. Uma amostra a granel está também a ser enviada para a África do Sul para testes de beneficiamento, a fim de determinar o fluxo ideal do processo da fábrica.

A fábrica de processamento da empresa, com uma capacidade de 100 toneladas por dia, deverá estar operacional até ao final de 2025.  É provável que a fábrica produza cerca de 7.000 toneladas por ano de concentrado de alto grau (4% – 5% Li2O).

“Além disso, o fluxo do processo será orientado para a produção de concentrados de tântalo, césio, gálio e berílio. O estabelecimento desta fábrica não só aumentará a nossa capacidade de produção, como também reforçará a nossa capacidade de fornecer concentrado de lítio de alta qualidade e subprodutos associados ao mercado global”, afirmou a Deccan Gold Mines no documento de registo da bolsa.

A Deccan Gold Mines também planeia expandir a sua oferta de produtos para incluir outros minerais críticos como o tântalo, o césio, o gálio e o berílio, minerais utilizados em várias aplicações de alta tecnologia, incluindo eletrónica, aeroespacial e tecnologias de energias renováveis.

Moçambique inaugura uma das maiores fábricas de cerâmica de África

Moçambique conta desde esta segunda-feira (16) com uma unidade fabril para a produção e tijoleira e azulejos, construída de raiz, Fábrica Safira Moçambique Cerâmica Lda, uma das maiores de África e que foi inaugurada pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi, localizada no distrito de Moamba, província de Maputo.

Trata-se de uma empresa pioneira no país neste ramo de actividade fruto de um investimento no valor de 140 milhões de dólares. A fábrica, cujas obras de construção começaram no ano passado, tem capacidade para produzir 400 desenhos e 34 dimensões diferentes.

Segundo o chefe do Estado, a fábrica conta com uma tecnologia moderna e representa igualmente a capacidade de materialização de empreendimentos complexos no país.

A unidade industrial cabe perfeitamente na lógica da promoção da adição de valor dos recursos com a transformação industrial no país, também é fruto da diplomacia económica do governo moçambicano.

A Safira Moçambique promove o desenvolvimento de cadeia de valor, que não só propicia a possibilidade de colocar produtos no segmento deletado com alto valor, mas, acima de tudo, uma transição progressiva da importação deste tipo de material para uma situação de autonomia produtiva nacional.

“Este empreendimento simboliza um ganho acrescido para o país e para a população de Moamba. Vamos sentir isso ao longo dos tempos, pois agora como estamos a iniciar Moamba ainda não sente o impacto, mas vai gravitar muito o desenvolvimento”, referiu.

“E desde modo o emprego para os jovens, sem dizer que dos 1.100 que se candidataram, por volta de 300 são jovens daqui e poderiam ter sido mais, porque foram lentos em decidir para trabalhar aqui. E nessa altura, como agora o mercado é muito competitivo vieram jovens das outras zonas e viabilizaram o projecto”, acrescentou Nyusi.

Nyusi referiu que o empreendimento é um ponto de partida para a diversificação da economia e das exportações à substituição de importações e apontou como problema a consolidação da cadeia de valores que contribui para o emprego e criação de renda para jovens, particularmente de mulheres, nas zonas rurais.

O governante disse que com a fábrica estão em presença de um empreendimento que transforma a matéria-prima local, “nomeadamente o calcário, que temos muito, a argila que aqui só de levantar o que se pisa é argila, o ferro de espato, areia sílica, caulim, bentonite, entre outros”.

Permite o fabrico de produtos com maior valor de mercado, como azulejos e mosaicos, que até a esta data representava a fuga de recursos a favor de indústrias do exterior.

Já o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, disse que a sua implementação efectiva permitirá ao país alcançar resultados expressos no crescimento da produção índice produtividade, emprego, substituição das importações e melhoria da balança comercial, uma vez que a médio e a longo prazo irá permitir a redução anual na importação de cerca de 12,7 milhões de dólares americanos.

Ademais, com a entrada em funcionamento desta indústria Mocambique vai melhorar o índice do processo da industrialização em curso no país, pelo que, o governo recomenda a administração da empresa a explorar de forma justa as vantagens competitivas e garantir a qualidade dos produtos em benefício último dos consumidores dos mercados nacional e regional.

Missão empresarial a Qatar: CTA apresenta oportunidades de investimento

Mais de 20 empresas moçambicanas dos vários ramos de actividade, com destaque para a agricultura, indústria, transporte, logística, recrutamento de mão-de-obra, comunicação, comércio e serviços, integram a Missão Empresarial a Doha (Qatar), que decorre de 14 a 17 de Setembro em curso.

Com esta missão, segundo um comunicado de imprensa da CTA que a AIM teve acesso, pretende-se atrair novos investimentos e parcerias estratégicas para a dinamização das relações comerciais entre Moçambique e Qatar.

No Fórum de Negócios e Investimentos Qatar-Moçambique, que teve lugar no domingo, em Doha, a CTA apresentou oportunidades de investimento existentes em Moçambique nos diversos sectores, com destaque para a Indústria, Agricultura e Turismo.

Sobre o sector da Indústria, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, destacou a presença, no Fórum, da MozParks, que lidera os parques industriais em Moçambique, que já atraíram e absorveram mais de dois bilhões de dólares norte-americanos em investimentos.

No sector de recrutamento de mão-de-obra, destacou a participação da CBE Southern África, que levou oportunidades no fornecimento de força laboral para vários projectos baseados no Qatar. Igualmente, destacou oportunidades de investimentos e exportação de produtos agrícolas.

“Moçambique tem condições (terra e água) baratas e competitivas para produzir e fornecer produtos orgânicos num curto espaço de tempo e as oportunidades estão identificas”, afirma a nota.

Assim, a CTA e a Câmara de Comércio e Indústria do Qatar (QCCI) irão trabalhar em conjunto na promoção de interesse das empresas locais e na assinatura de acordos para a concretização de projectos conjuntos entre empresas moçambicanas e catarianas.

Segundo a nota de imprensa, as importações de produtos agrícolas do Qatar são estimadas em mais de 2,9 bilhões de dólares, equivalente a 8,5 por cento do total.

“Para Moçambique, estes dados mostram que existe, aqui no Qatar, um grande mercado para o fornecimento de vários produtos agrícolas. Actualmente, Moçambique já exporta bananas, nozes de macadâmia, feijão, alfafa, citrinos, leguminosas, oleaginosas, tudo biológico. A capacidade de produção pode ser aumentada por meio de investimentos conjuntos”, referiu Vuma, falando na abertura do Fórum de Negócios e Investimentos Qatar-Moçambique.

Destacou a disponibilidade de 700 hectares nos distritos de Boane e Namaacha, província de Maputo, onde em 135 hectares de bananas plantadas produz-se mais de 5.500 toneladas por ano e em cerca de 80 hectares de citrinos produz-se cerca de 100 toneladas de toranja star ruby, 100 toneladas de toranja marsh e 200 toneladas de laranjas valência e delta.

A CTA partilhou, também, oportunidades de investimento nos sectores de turismo e imobiliário de luxo, estimadas em 100 milhões de dólares.

“Gostaríamos de discutir com os empreendedores, durante o B2B, sobre como é que podemos materializar essas oportunidades de investimento que existem no nosso país”, disse Vuma.

A Missão é organizada pela CTA, em parceria com a Embaixada de Moçambique no Qatar, APIEX – Agência de Promoção de Investimentos e Exportações de Moçambique, QCCI – Câmara de Comércio e Indústria do Qatar, bem como QFC – Qatar Financial Centre.

Durante a Missão, estão previstas Mesas Redondas sectoriais, encontros de negócios (B2Bs) e visitas às empresas, com destaque para a BALADNA, do sector do agro-processamento, maior produtor de alimentos e lacticínios do Qatar, fornecendo mais de 95 por cento dos produtos lácteos frescos do país.

Também, está prevista uma visita a Qatar Financial Centre, centro empresarial e financeiro que presta serviços jurídicos e regulamentares às empresas locais e internacionais. Igualmente, serão visitadas algumas empresas dos sectores de energia, transporte e logística.

Hollard impacta mais de mil jovens moçambicanos através de iniciativas de capacitação

A Hollard Moçambique impactou positivamente a vida de mais de mil jovens moçambicanos através de iniciativas facilitadoras, concebidas para nutrir a autoconfiança, a criatividade, o empreendedorismo e o crescimento cultural.

Estes programas implementados no último ano, tanto local como internacionalmente, demonstram o impacto profundo que o apoio aos jovens talentos e ao empreendedorismo juvenil pode criar no seu desenvolvimento pessoal e, consequentemente, na sociedade.

Um dos resultados mais notáveis são as conquistas dos jovens talentos musicais através do Projecto Xiquitsi. Endossados e apoiados pela Hollard Seguros, 8 aspirantes a músicos ganharam prestigiados prémios e reconhecimento internacional pelas suas excelentes realizações. A sua dedicação e talentos excepcionais catapultaram o rico potencial artístico de Moçambique para os holofotes globais.

Recentemente, o patrocínio dedicado e contínuo da Hollard Moçambique à “Colecção Crescente”, realizada pela Galeria Kulungwana, com a exposição e premiação anual promoveu o reconhecimento e a celebração de notáveis conquistas de jovens artistas, que através do meio visual têm realizado perguntas significativas, mudado pontos de vista e desafiado o status quo.

Como referiu Henri Mittermayer, CEO da Hollard durante a premiação: “a iniciativa “Colecção Crescente” motiva, inspira e apoia artistas moçambicanos em desenvolvimento. Ela também expõe as nossas comunidades às obras de arte e às mensagens visuais expressas pela nossa juventude local, que, numa base anual, fazem contribuições significativas para o cenário artístico de Moçambique”.

Três vencedores do prémio anual ‘Futuros Melhores’, foram selecionados pela sua criatividade, inovação e impacto cultural, por um painel de especialistas locais e internacionais em arte.

Por outro lado, Moçambique enfrenta elevadas taxas de desemprego juvenil. Através da parceria da Hollard com o First National Bank e o MozParks, foi criada a Fundação MozYouth que está a abordar a questão urgente do desemprego juvenil, proporcionando oportunidades e recursos que apoiam a aceleração do emprego para jovens, por via tanto da capacitação em competências necessárias para navegar com sucesso no mercado de trabalho, como também, em mentoria ao empreendedorismo para criar negócios sustentáveis.

Até à data, cerca de mil jovens beneficiaram dos programas da Fundação, com planos para aumentar este número para 5 mil nos próximos três anos.

Através destas iniciativas, a Hollard, uma seguradora moçambicana que se orgulha de ser orientada por propósito, e que mede os seus dividendos sociais juntamente com a contribuição dos acionistas, continua a ter um impacto significativo, ajudando a moldar um futuro mais brilhante para os jovens em Moçambique.

REVIMO ‘rendeu’ 1,2 Mil milhões de meticais em impostos nos últimos cinco anos

A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) já pagou 1,2 mil milhões de meticais ao Governo em obrigações fiscais durante os últimos cinco anos. A informação foi apresentada recentemente, destacando o desempenho da empresa desde a sua criação, em 2020, informou a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Além das contribuições fiscais, a REVIMO gerou 640 postos de trabalho, sendo que 58% dos contratados foram mulheres e 42% são homens.

De acordo com Afonso Mahumane, técnico da REVIMO, a maioria dos trabalhadores são jovens. “O número de trabalhadores contratados, distribuídos por faixa etária, a maioria são jovens, que ocupam um peso de 78 %”, afirmou.

A REVIMO é responsável pela construção, conservação e exploração de estradas e pontes, operando sob um sistema de portagens. Entre as principais infraestruturas que a empresa gere estão a Estrada Circular de Maputo e a via que liga Maputo a Ka Tembe.

Actualmente, a empresa tem operações em cinco províncias, que são Sofala, Manica, Gaza, Maputo-Cidade e Maputo-Província, com 16 portagens e centros de manutenção em cada uma dessas regiões.

A REVIMO é composta por três accionistas principais: o Fundo de Estradas, com mais de 68% de participação, e o Fundo de Pensões do Banco de Moçambique (KUHANHA) e o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), ambos com pouco mais de 14%.