Friday, May 1, 2026
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Cresce demanda por serviços do sector do petróleo e gás na região  

Uma das empresas que está a receber solicitação pelos seus serviços, é a Zest WEG, subsidiária da WEG, líder no mercado brasileiro de motores e especialista em electricidade, com uma grande presença na África do Sul, segundo avança o Mining Weekly.

O especialista em desenvolvimento de negócios da Zest WEG, Lukas Barnard, diz que, para o sector do petróleo e gás na África subsaariana, a tendência é para a produção de gás, devido aos seus níveis mais baixos de emissões de gases com efeito de estufa.

Ao mesmo tempo, o sector petrolífero continua a ser uma parte vital de muitas economias africanas, com os produtos e soluções da WEG a serem aplicados em instalações upstream e midstream em países como a África do Sul, Botswana, Namíbia, Moçambique, Gabão, Uganda, Gana e Nigéria.

Barnard salienta que a Zest WEG, enquanto subsidiária integral do grupo global WEG, é responsável pela África Subsariana e tem desenvolvido um enfoque estratégico nos sectores do petróleo e do gás nos últimos anos. A empresa tem estado envolvida neste sector em vários países da África Austral, Central e Ocidental.

“Entre os projectos interessantes em que estamos envolvidos está uma refinaria de petróleo e gás na Nigéria, onde fornecemos dois arrancadores suaves de média tensão WEG – uma unidade de 11 kV de 8,4 MW e uma unidade de 6,6 kV de 2,1 MW”, diz Barnard.

A fonte observa que os compressores são críticos no processo de refino e explica que os soft starters da WEG reduzirão significativamente o estresse sobre o compressor na partida, o que melhorará a vida mecânica do equipamento e o tempo de operação, aumentando a produtividade da planta. Os soft starters também reduzirão a corrente de partida.

Após consulta com o cliente para esclarecer certos elementos técnicos do escopo de fornecimento, ambos os soft starters foram projetados e fabricados sob medida para essa aplicação.

Engenheiros apelam maior investimento na manutenção das infra-estruturas

Segundo Dias, que falava sexta-feira, em Maputo, durante o lançamento do primeiro Instrumento Regulamentar dos Actos de Engenharia, o investimento na manutenção das infra-estruturas vai as tornar mais resilientes aos eventos climáticos.

“Há uma grande falta de manutenção das infra-estruturas, e isso contribui para a degradação precoce. Moçambique tem uma linha costeira de quase três mil quilómetros, e as construções ao longo da costa sofrem muito por causa dos ventos marítimos”, apontou a fonte.

A qualidade das infra-estruturas, explicou, é sempre questionada no país, sobretudo após eventos climáticos catastróficos. “O problema está na manutenção, que muitas vezes só é considerada depois de as infra-estruturas se ter deteriorado”, disse, acrescentando que “quaisquer projectos só devem ser confiados a engenheiros reconhecidos e qualificados pela Associação”.

No entanto, de acordo com a Federação Moçambicana dos Empreiteiros de Construção Civil, que acusou o governo de favorecer empresas chinesas nos concursos públicos de empreitadas de obras públicas, também é preciso ser transparente na contratação de engenheiros.

Moçambique na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas

No encontro, em que estarão reunidos mais de cento e cinquenta Chefes de Estado e de governos, os países membros da ONU terão a oportunidade de discutir os passos a serem dados para a materialização da agenda 2030.

Para o embaixador de Moçambique na ONU, a reunião é vista como um passo crucial para impulsionar a acção global e garantir que os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável sejam mais do que meras aspirações, tornando-se em realidade tangível.

Na sessão, Moçambique vai partilhar a sua experiência e desafios, no alcance destes objectivos que, na opinião de Pedro Comissário, o país tem dado passos consideráveis na sua implementação.

“Sempre houve uma congruência e convergência, entre a nossa agenda nacional, virada para a paz, desenvolvimento e democracia e a agenda dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. E é por isso que Moçambique é referência”- disse Comissário.

E porque o mundo reconhece os avanços dados por Moçambique, O Presidente Filipe Nyusi foi convidado a co-presidir um fórum que reúne vinte e sete Chefes de Estado e de governo com o objectivo de encontrar soluções para a unidade e solidariedade no mundo, na implementação dos ODS.

Segundo Pedro Comissário, desde o princípio, os países em desenvolvimento defenderam que não é possível alavancar todos os sete objectivos de desenvolvimento sustentável sem a cooperação internacional, sem a disponibilização de recursos financeiros e materiais para os países menos capacitados.

À margem da Assembleia Geral da ONU, a Primeira-dama da República, Isaura Nyusi, será condecorada, em Nova Iorque, pela Organização da Sociedade Civil, Dream Up, Speak Up Stand Up.

A condecoração de Isaura Nyusi surge em reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo seu gabinete, na defesa dos direitos darapariga em Moçambique

Produção de energia solar regista crescimento no país

Em 2022 a energia eléctrica gerada a partir de fontes hídricas representou 83,8 por cento da produção nacional, enquanto o gás natural fixou-se em 15,1%.

Os dados constam de um relatório divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre indicadores básicos de energia, gás e petróleo, que apresenta as principais tendências deste sector na economia moçambicana.

No período em referência pode-se notar que a produção de carvão mineral aumentou em 38,8%. No entanto, o gás natural sofreu uma queda de 1,8 por cento. Comparando o período 2022 em relação a 2021 nota-se que o preço do gás condensado teve um crescimento de 90,5%, enquanto que o gás natural observou descida de 37,3 por cento.

Ainda segundo o INE, no que se refere ao acesso e ligação à electricidade, 50,1 por cento de agregados familiares (AF) tem acesso, sendo 32,0 por cento através da rede eléctrica e 18,1 por cento através de outras fontes.

“Isso significa que 49,9% dos AF está sem conexão a rede nem outras soluções de electricidade, situação mais grave nas áreas rurais (86,8%), províncias de Tete (84,7%) e na Zambézia (83,3%)”, indicam os dados do INE.

A instituição avança que os poucos domicílios com electricidade na área rural têm maior acesso através de energia solar (85,3%), baterias recarregáveis (74,9%) e baterias de células secas (71,4%) face a área urbana que usa electricidade da rede nacional (72,2%) e gerador eléctrico (58,3%).

Lucros da CMH aumentam 75% para 64,8 milhões de dólares

Nas demonstrações financeiras relativas ao período de 1 de julho de 2022 a 30 de junho de 2023, a que a Lusa teve acesso, a administração da CMH reconhece um “aumento substancial” dos lucros, provocado pelo “aumento do preço do petróleo” e por uma “gestão criteriosa e orientada para os resultados”.

Por outro lado, o Presidente do Conselho de Administraçãoda firma, Arsénio Mabote, justifica o crescimento dos lucros, tendo em conta os 37,2 milhões de dólares no exercício de 2021-2022, com o “ligeiro aumento da produção” no país com os novos poços de gás em Pande28, Pande29, Pande30 e Pande31, bem como os custos de operação “inferiores aos pressupostos orçamentais”.

“No entanto, ainda temos desafios no que respeita à disponibilidade de reservas provadas para garantir o fornecimento de gás no âmbito dos contratos assinados. Durante este exercício investimos em alguns furos adicionais em Pande, que entraram em funcionamento em Dezembro de 2022, e continuamos a investir noutros furos adicionais nos campos de Pande e Temame”, disse Mabote.

Constituída em Outubro de 2000, a CMH detém de uma participação de 25 por cento no contrato de Produção de Petróleo (CPP) dos campos de gás de Pande e Temane, na província de Inhambane, sul de Moçambique.

HCB paga 3.6 biliões de meticais em dividendos nos primeiros seis meses  

Os dados constam do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, referente ao primeiro semestre de 2023, segundo informa o portal de notícias Carta de Moçambique.

O informe semestral do Governo detalha que, das seis empresas classificadas, a contribuição da HCB é a mais expressiva, representando um peso de 64.6 por cento do total de dividendos pagos no período em análise, no montante de 5.6 mil milhões de Meticais.

Depois da HCB, destaca-se também a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique cujo montante foi de cerca de 1.2 mil milhão de Meticais, valor que representa um peso de 21 por cento do total de dividendos pagos pelas empresas.

Em terceiro lugar ficou o Banco Internacional de Moçambique (BIM), cuja contribuição no valor de 636.9 milhões de Meticais representa um peso de 11.3 por cento do total de dividendos.

A contribuição da Companhia Moçambicana e Hidrocarbonetos (CMH) foi de 178.6 milhões de Meticais que representam um peso de 3.2 por cento do total de dividendos pagos ao Estado no primeiro semestre.

As restantes duas, Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e Mozal, não contribuíram no primeiro semestre, mas no período homólogo do ano passado, canalizaram 87.8 milhões e 200.7 milhões de Meticais, respectivamente, em dividendos.

Se no primeiro semestre a receita total em dividendos foi de 5.6 mil milhões de Meticais, o valor representa um crescimento em 153.6 por cento em relação ao primeiro semestre de 2022, em que o montante foi de 2.2 mil milhões de Meticais em dividendos pagos pelas empresas detidas ou participadas pelo Estado.

Os dividendos representam 3.8 por cento no total da receita colectada pelo Governo no primeiro semestre de 2023, no montante de 146.7 mil milhões de Meticais contra 133.8 mil milhões de Meticais de igual período de 2022.

 

 

 

Globeleq Inicia Operações Comerciais na Central Solar de Cuamba

De propriedade majoritária da British International Investment (BII), a empresa iniciou o desenvolvimento activo do projecto em 2019, juntamente com os parceiros locais como a Energy Source, um desenvolvedor de energia focado na África lusófona, e a Eletricidade de Moçambique (EDM).

Localizado em Cuamba, distrito de Niassa, província com uma taxa de electrificação de pouco mais de 20%, o projecto de 36 milhões de dólares trará um desenvolvimento transformacional à área, fornecendo energia limpa a 18 mil agregados familiares e apoiando a criação de empregos locais.

Esta é uma iniciativa que constitui um marco significativo enquanto primeira central de armazenamento à escala da rede na África Subsariana. Cuamba é também o primeiro projecto greenfield-to-operations da Globeleq em Moçambique e a primeira central combinada de energia solar e armazenamento do Grupo.

“Estamos entusiasmados por ver Cuamba entrar em funcionamento e ajudar a satisfazer a crescente necessidade de fornecimento de electricidade em Moçambique, acrescentando energia limpa à rede do Norte.

Além disso, a tecnologia única de armazenamento de baterias, que foi em parte financiada pelo nosso fundo de assistência técnica BII Plus, permitirá que a electricidade gerada durante o dia seja armazenada e utilizada durante a noite, ajudando a satisfazer os picos de procura nocturnos e aumentando a eficiência e a fiabilidade do fornecimento de energia na região”.

Tmcel fala em avanços na modernização da rede

Segundo informações partilhadas quinta-feira (14), durante um encontro entre os gestores de topo da empresa e editores dos media, em Maputo, todas as províncias do país, com excepção de Niassa, que irá se beneficiar em breve, já contam com a cobertura parcial da nova rede, isto é, com as tecnologias 4 e 4.5G.

Em todas as zonas abrangidas a disponibilidade da rede cresceu de 86 por cento, no arranque do projecto, para 97 por cento, em Agosto do ano corrente.

Ainda em Agosto, os recarregamentos no segmento do pré-pago cresceram em 7 por cento quando comparados com Agosto de 2022.Este marco representa a primeira subida no indicador, em relação ao período homólogo do ano anterior.

No mesmo âmbito, as activações dos pacotes no pré- pago (Netgiro, Malta M, Mini, Plus e Max) também apresentam uma tendência crescente, algo que já se vem registando desde Maio de 2023.

Ainda no âmbito da modernização e expansão da rede, a Tmcel tem estado a melhorar o seu backbone (espinha dorsal em fibra óptica) e a colocar um novo equipamento para a activação de clientes e monitoria da rede, significando um aumento de largura de banda de 10 para 400 gigabits por segundo (Gbps).

A companhia também implementou pontos de presença para a disponibilização de internet (PoPs – Points of Presence) em 95 por cento no país, o que significará um aumento de capacidade de internet para os clientes nas províncias, bem como melhorar a experiência através da redução da latência.

Está igualmente em curso a actualização dos sistemas de suporte ao negócio (Business Support Systems), que visa melhorar os serviços, a nível do pré-pago, pós-pago e carteira móvel-Mkesh, sua plataforma de pagamentos, desenvolvimento de negócio e inclusão financeira.

LAM poderá voltar a voar pelo espaço europeu em Novembro

“Estamos a prever retomar essa rota a 20 de Novembro. É vital e vai mudar o rosto da companhia”, afirmou num encontro com jornalistas, em Maputo, o director-executivo da sul-africana FMA, Theunis Crous.

A LAM já tinha assumido anteriormente que está empenhada em obter as devidas autorizações para utilizar o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e horários de gestão de ‘slot’.

Theunis Crous acrescentou que a companhia já negociou também o aluguer de um Boeing 737 cargueiro, apenas para tratar do transporte de mercadorias dentro do país e para o exterior, nomeadamente África do Sul, esperando colocar ao serviço um segundo seis meses depois.

“É uma oportunidade que pode tornar a companhia rentável. O transporte de carga é um negócio muito rentável”, insistiu.

A retoma dos voos comerciais da companhia aérea de bandeira moçambicana para a Europa, com a ligação Maputo-Lisboa e vice-versa, dár-se-á nove anos depois de a LAM ter sido banida pela União Europeia alegadamente por o Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) não cumprir com as regras de segurança na supervisão das operações aéreas.

Na altura, a Comissão Europeia apontou várias razões para a decisão: a falta de um quadro legal que regula a actividade de aviação, a inexistência de supervisão das companhias aéreas, deficiências no processo de certificação dos operadores aéreos e o reduzido número de técnicos qualificados para trabalhar na área de aviação civil em Moçambique.

A propósito, em Agosto de 2020, a LAM teria sido colocada à prova ao voltar a voar para Lisboa por um período de 30 dias, na esperança de que caso a companhia tiver acautelado as exigências da Europa, voltaria a voar em definitivo. Debalde. Tal não aconteceu até momento em que se aventa um possível retorno ao espaço europeu.

 

País atinge pico de 100 megawatts de geração de energia eléctrica

Filipe Nyusi garantiu que com aquelas fontes de energias renováveis, Moçambique está a passos largos na geração de energias ambientalmente aceitáveis.

Falando na cidade de Cuamba, na inauguração da central eléctrica de Tetereane, Nyusi explicou que para colmatar o défice, o país lançou o programa de leilão de energias renováveis, PROLER, com o intuito de reforçar e diversificar a capacidade de geração de energia eléctrica.

O objectivo é de concretizar o plasmado no Programa Quinquenal, de gerar 600 megawatts de energia, que ao mesmo alarga o uso de fontes renováveis, prevendo tarifas sustentáveis para a Electricidade de Moçambique, EDM, como tomador da energia.

O embaixador da Noruega em Moçambique disse que o país está na linha de frente no uso de energias renováveis, ao nível da região austral de África.

“A inauguração da Central solar de Cuamba é prelúdio de uma era de acesso global a energias limpas e a sistemas transformadas de energia. As nossas nações estão comprometidas em maximizar o seu potencial energético para servir o futuro. A Noruega está determinada em continuar a sua parceria com Moçambique”- disse o Embaixador da Noruega em Moçambique.

A governadora do Niassa, Judite Massangele, é expectante quanto a contribuição da central eléctrica de Tetereane na economia do distrito, da província e do país, em geral.

A construção da central eléctrica de Tetereane, em Cuamba, custou 36 milhões e 200 mil dólares e vai elevar a capacidade de fornecimento de energia às províncias do Niassa, Nampula e Cabo Delgado