Saturday, May 2, 2026
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Moçambique e Quénia vão reforçar relações económicas

A chefe da diplomacia moçambicana, que falava durante a segunda sessão da Comissão Mista de Cooperação entre Moçambique e Quénia, que antecedeu a visita do Presidente queniano, William Ruto, ao País.

“É urgente dar uma maior dinâmica à implementação e acompanhamento das actividades acordadas por forma a conferir à cooperação maior qualidade e dinamismo e elevar as relações económicas ao nível da nossa interação na esfera política e diplomática em prol dos nossos povos”, afirmou a governante moçambicana.

A governante enfatizou que os laços comerciais e económicos entre Moçambique e Quénia são ainda incipientes e por isso é necessário que os dois países intensifiquem a cooperação nas áreas já identificadas e a exploração de novas oportunidades.

“As lideranças dos nossos países estão comprometidas com o incremento da cooperação bilateral como instrumento de promoção de sinergias e complementaridades mútuas no combate à pobreza e prossecução do desenvolvimento sustentável dos nossos países”, enfatizou Macamo.

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Assuntos da Diáspora do Quénia, Alfred Mutua, defendeu o aprofundamento dos laços económicos e comerciais entre os países do continente, notando que as nações africanas exportam e importam mais dos outros continentes.

“O espírito pan-africano deve ser recuperado também para o comércio e os negócios, porque se mantém o paradigma colonial, em que os laços económicos são mais acentuados com os países que colonizaram os países do continente”, salientou Mutua, acrescentando que África deve agir no sentido de remover os obstáculos que impedem a fluidez da cooperação económica entre os países.

O chefe da diplomacia queniana defendeu que a cooperação intra-africana pode acelerar os ganhos contra a pobreza no continente, considerando as enormes potencialidades existentes.

First Capital Bank duplica receitas no primeiro semestre de 2023

De acordo com os dados disponibilizados pelo banco, o seu resultado líquido do primeiro semestre de 2022 tinha sido pouco superior a 240,1 milhões de meticais, o que significa que este ano se registou um aumento de 137,5 por cento.

Segundo o Club of Mozambique, a 30 de Junho deste ano, o activo total do First Capital Bank ascendia a mais de 15.079 mil milhões de meticais, contra 12,645 mil milhões de meticais no final de 2022, enquanto o passivo total aumentou para 12,116 mil milhões de meticais, incluindo 10.647 milhões de meticais em depósitos de clientes.

O First Capital Bank iniciou a sua actividade em Moçambique em Julho de 2013, altura em que assumiu as operações do International Comercial Bank.

É propriedade de accionistas estrangeiros, nomeadamente a FMB Capital Holdings, com sede nas Maurícias, parte do grupo First Capital Bank, uma holding de serviços financeiros com sede nas Maurícias que também opera bancos comerciais no Botswana, Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.

Segundo dados do Banco de Moçambique, operam no país, 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outros.

 

Nedbank regista crescimento em 19% no primeiro semestre

O Presidente da Comissão Executiva do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues aponta para operações financeiras ajustadas ao ritmo do mercado que demanda por uma competetividade robusta.

“Nós acreditamos que só com uma rede comercial muito forte e que conhece muito bem os nossos clientes é possível prestarmos o serviço de qualidade”, afirmou o gestor durante a apresentação dos resultados financeiros do banco.

Além disso, segundo disse Rodrigues, as contas do Nedbank, no primeiro semestre de 2023, revelam que a instituição está cada vez mais forte e sólida, com o rácio de capital de 18,3 por cento acima de 12 por cento exigido regularmente pelo Banco de Moçambique.

Da mesma forma, em termos de liquidez, o Nedbank diz estar bem posicionado, não obstante o aumento recente das reservas obrigatórias de depósitos por parte do Banco Central.

“Isto não nos trouxe grande transtorno, mas naturalmente, a nível de rentabilidade, estamos a digerir o efeito dessa medida de política monetária”, disse a fonte.

No tocante à carteira de crédito, o banco refere que, neste momento, a mesma alcançou 12,5 biliões de meticais e possui cerca de 40 mil clientes, sendo a maioria as Pequenas e Médias Empresas (PME’s).

“A nossa exposição de crédito a funcionários públicos eu diria que é imaterial. Ou seja, é inferior a 5%. É uma nova área, é naturalmente um segmento que queremos ter alguma presença, mas não é o nosso foco. O nosso foco e nossa essência é servir o tecido empresarial moçambicano, é servir os nossos clientes”, esclareceu Rodrigues.

Os resultados positivos do banco estenderam-se também a nível de crédito malparado, que está a ser recuperado graças à estratégia financeira do banco.

Areias pesadas de Chibuto: Porto de Chongoene pronto em Dezembro

Trata-se de obras, iniciadas há dois meses, que neste momento estão a cinquenta por cento da sua execução, num investimento avaliado em mais de trezentos milhões de dólares.

“Começamos a trabalhar no dia 15 de Março. Há um dormitório e um escritório que demoram um mês e meio para ficar pronto. Depois, vamos construir o armazém”, diz um representante da empresa.

Numa primeira fase, o porto instalado em Chongoene terá capacidade para movimentar cerca de 20 mil toneladas por dia. A Dingsheng Minerals investiu cerca 300 milhões de dólares para a execução das obras do porto naquela parcela do país.

Com grande valor comercial, o minério produzido em Chibuto, será exportado para os mercados chinês e europeu. O mesmo compreende três tipos, com particular destaque para o titânio, matéria-prima utilizada para a produção de tintas, plásticos, cosméticos e para a fabricação de componentes de aeronaves.

 

 

 

Garantida cooperação entre Moçambique e República Checa

No balanço da visita ao território da Europa Central, Nyusi afirmou que a missão presidencial foi produtiva, a avaliar pelas portunidades de identificação de várias áreas de cooperação como, por exemplo, saúde, transportes, infra-estruturas e energia.

Na saúde, Moçambique espera receber da República Checa apoio que vai desde a digitalização até à formação de médicos especialistas, conforme avançou no balanço, o titular da pasta, Armindo Tiago.

Por sua vez, o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, aponta o transporte público, segurança rodoviária, gestão de corredores e aviação como os domínios em torno dos quais também vai decorrer a cooperação checo-moçambicana.

Igualmente, Moçambique aproveitou falar das potencialidades económicas de que o país dispõe, incluindo as medidas que tem vindo a adoptar para a melhoria do ambiente de negócios no território nacional.

A visita de Filipe Nyusi à República Checa decorreu em dois dias e para além da agenda diplomática, o dirigente, que se fez acompanhar de ministros de algumas áreas e outras insttituições económicas, também manteve encontro com a comunidade moçambicana residente em Praga, capital checa ou em outras cidades locais.

País reduz taxas de licença de pesca de atum

Trata-se do diploma ministerial n.º 100/2023, que actualiza as taxas de licença de pesca de atum aplicáveis à frota nacional com porto base no estrangeiro e à frota estrangeira com porto base no estrangeiro que operam nas águas jurisdicionais de Moçambique.

No diploma dos ministérios do Mar, Águas Interiores e Pescas e da Economia e Finanças (MIMAIP e MEF), as taxas anuais a pagar por cada embarcação de pesca de frota estrangeira na pescaria de atum sofrem um corte em todas as artes.

As taxas de pesca de cerco por embarcações com porto nacional caemem 55%, para 4,038 milhões de meticais, face ao anteriormente em vigor, e das embarcações com porto estrangeiro descem 41%, para sete milhões de meticais.

Na pesca de palangre (tipo de pesca à linha), as embarcações de frotas estrangeiras com porto nacional caem 77%, para 1,489 milhão de meticais e as de porto estrangeiro descem 62,5%, para 3,150 milhões de meticais.

Parlamento denuncia incumprimento da legislação sobre a exploração mineira

A preocupação é dos deputados da Assembleia da República e membros das Assembleias provinciais que sugerem mais fiscalização ao sector com vista a salvaguardar os direitos da população envolvida, avança a Rádio Moçambique.

Para a implementação da lei sobre a matéria, os parlamentares têm estado a fiscalizar e a obrigar os detentores de licenças de exploração a cumprir com as cláusulas dos contratos de reassentamentos e protecção ambiental.

O vice-presidente da Quinta Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente da Assembleia da República, Manuel Rodrigues Ramussane, disse que, não obstante a fiscalização em curso, existem ainda operadores que violam a lei, principalmente no que tange aos reassentamentos.

Ramussane apontou as províncias de Gaza, Manica, Tete, Nampula e Zambézia como as que ainda registam problemas no que toca ao incumprimento da legislação sobre a exploração mineira no país.

A fonte fez este pronunciamento ontem na Matola na abertura da Sexta Sessão de Diálogo e Partilha de informações entre os Deputados da Assembleia da República e Membros das Assembleias provinciais organizada pelo Instituto Para Democracia Multipartidária (IMD).

O encontro dos parlamentares que termina, esta Quarta-feira, procura, de entre outros objectivos, reflectir sobre os resultados e impacto do Projecto “ Fortalecendo o Papel do Parlamento e das Assembleias provinciais na fiscalização do sector da indústria Extractiva em Moçambique.

Governo atinge limite de endividamento interno em 7 meses

A informação foi dada nesta terça-feira (08), pelo Porta-voz da 28ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Filimão Suazi.

“A dívida interna no período em análise (de Janeiro a Julho) situa-se em 99,8 por cento da previsão anual, pelo que não existe espaço para mais contratações da dívida interna”, disse Suazi, sem explicar as razões que levaram o Executivo a atingir o limite de endividamento interno em apenas sete meses.

Com esse basta ao financiamento interno, quando ainda faltam cinco meses para suportar as contas públicas, o Executivo diz que vai recorrer a outras fontes de financiamento, como a colecta de mais impostos para suprir as despesas públicas.

O porta-voz do Governo fez essas declarações no âmbito do balanço da implementação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE 2023). Segundo a fonte, dos 117 indicadores do PESOE, 73.5 por cento tiveram um desempenho positivo e 26.5 por cento tiveram um desempenho negativo.

“A cobrança de receitas do Estado foi de 146.7 mil milhões de Meticais, correspondente a 41.1 por cento do plano anual e a despesa realizada foi de 195.6 mil milhões de Meticais, correspondente a 41.4 por cento”, acrescentou.

Ainda na 28ª Sessão Ordinária, o Executivo apreciou o contraditório ao Relatório da Auditoria de Regularidade ao Tribunal Administrativo sobre os Fundos da COVID-19 de 2021 a submeter ao Tribunal Administrativo.

Aprovou, igualmente, o Decreto-lei que altera o artigo 3 do Código do Notariado aprovado pelo Decreto-lei nº 4/2006, de 23 de Agosto.

“A alteração visa implementar a medida 16, do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), com vista a assegurar a simplificação de actos notariais, passando as esquadras de polícia a certificar os actos notariais mais simples de forma gratuita para o cidadão e os advogados com carteira profissional a certificar os actos notariais mais complexos”, afirmou Suazi.

Na última reunião semanal, o Conselho de Ministros aprovou, ainda, a Resolução que aprova o Plano de Prevenção e Combate ao Tráfico de Pessoas 2023-2027, designado por PPCTP, que visa adoptar medidas que permitam a intervenção das diferentes instituições do Estado, Sector Privado, Organizações Não-Governamentais e da sociedade em geral, na prevenção e combate ao tráfico de pessoas.

Moçambique reduziu importações em 66,1% no 1º trimestre de 2023

O documento refere que os outros sectores de economia contribuíram para a redução das importações em 28,9 por cento. Em termos de categorias de bens, incluindo os GP, destaque vai para bens intermédios, que tiveram um peso de 38,8 por cento sobre o total das importações.

Segundo o Banco Central, esta categoria custou ao país 803,5 milhões de dólares, representando um incremento de 24,5%, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

O regulador aponta que o saldo de bens intermediários foi influenciado pelos gastos realizados com a aquisição de combustíveis incrementados em 54,8 por cento, adubos e fertilizantes em mais de 100 por cento, cimento e alcatrão e betume em 51,8 por cento e 5,4 por cento respectivamente.

Os gastos com os bens relacionados com a energia eléctrica situaram-se em torno de 14,4 por cento, o alumínio bruto em 11 por cento e os materiais de construção 11,5 por cento.

Os bens de consumo tiveram um peso de 24,6 por cento sobre a factura total de importação, um crescimento em torno de 4,3 por cento ao alcançar 509,1 milhões de dólares americanos.

O Banco Central enfatiza que houve mais gastos na importação de trigo em 50,8 por cento, automóveis (14,5%), cerveja e outras bebidas alcoólicas (19,8%) e peixe congelado (6,6%).

Em sentido contrário, destacam-se as reduções nos pneus novos de borracha em torno 12,6 por cento, nos acessórios de automóveis (6,7%), no arroz (5,2%), nos medicamentos e reagentes e nos móveis emateriais médicos cirúrgicos em 2,1 por cento e 0,3 por cento, respectivamente.

Os bens de capital, por sua vez, contribuíram em 17,9 por cento sobre o total de importações. O BM diz que esta categoria registou um decréscimo de cerca de 92 por cento, ao apresentar um fluxo trimestral de 370,4 milhões de dólares.

As principais razões foram a redução na importação de maquinaria diversa em de 92,3 por cento, com destaque para os GP, que no primeiro trimestre de 2022, tiveram registo da operação da plataforma flutuante da Coral Sul FLNG na área 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

Cabo Delgado lança 3ª fase do fundo catalítico para inovação e demonstração

O Fundo, segundo explicou o governador provincial, Valige Tauabo, serve como uma plataforma de financiamento às iniciativas do sector privado, com uma abordagem de ligações empresariais inclusivas, focadas para a melhoria do acesso aos mercados através de investimentos privados e públicos.

“As nossas empresas precisam de avançar rapidamente, face aos investimentos que nos chegam abundamente em busca de oportunidades para explorar as nossas potencialidades”, afirmou o governador.

Já o Presidente do Conselho Executivo (PCE) da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), Armindo Ngunga, explicou que o fundo catalítico vai impulsionar a economia das três Províncias do norte do País, dada a magnitude do mecanismo em alusão.

A fase III do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração abrange as Províncias do norte de Moçambique, nomeadamente, Cabo Delgado, Nampula e Niassa, e ao todo estão disponíveis 15 milhões de dólares americanos.