Saturday, May 2, 2026
spot_img
Home Blog Page 323

Açucareira da Maragra perde 3.6 mil milhões de meticais devido a cheias

Dados fornecidos ao Jornal Notícias pelo director-geral de empresa, Filipe Raposo, indicam que nos campos perderam-se 470 mil toneladas de cana, representando 1.6 mil milhões de meticais.

Estes números reforçam a informação anteriormente partilhada pela açucareira de que não tirou proveito da última campanha de produção, porque as inundações aconteceram no segundo mês do ano.

As perdas, de acordo com Filipe Raposo, afectaram gravemente a sustentabilidade da empresa, razão pela qual em Abril anunciou a possibilidade de interromper a laboração e reduzir o número de trabalhadores.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo Sugar Africa com uma participação de 99 porcento, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.

INP alinha contratos com vencedores do 6º concurso de pesquisa de hidrocarbonetos

O Presidente do Conselho de Administração do INP, Nazário Bangalane, não precisou datas, contudo, garantiu que o fecho do processo de clarificação poderá acontecer a qualquer momento, admitindo que os contratos podem ser assinados dentro deste terceiro trimestre.

“Não se trata, exactamente, de uma negociação dos contratos, mas sim, uma clarificação das dúvidas que vão surgindo. É um processo que está a decorrer de uma forma satisfatória e pensamos que dentro de pouco tempo será fechado”, assegurou Bangalane.

A fase de submissão de propostas ao Sexto Concurso de Concessão de Áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos, terminou em Agosto de 2022, após o lançamento em Março do mesmo ano.

Durante o período intermédio, o INP dispôs aos concorrentes um “Dataroom” físico e virtual para a visualização dos dados técnicos relevantes que permitirão às empresas concorrentes avaliar o potencial petrolífero das áreas de interesse.

Participaram deste concurso, 13 empresas, entre as quais, a China NaTional Offshore Oil Corporation Hong Kong Holding Limited “CNOOC”, ENI Mozambico, ExxonMobil, Qatar Petroleum Mozambique Limitada, Sasol Africa (PTY), LTD ou a Total Energies EP New Venture.

Governo e ACMI elaboram regulamentação do mercado de carbono

Os mercados de carbono estão a crescer rapidamente como uma ferramenta poderosa para mobilizar recursos financeiros para catalisar investimentos em projectos e iniciativas de baixo carbono e resilientes ao clima.

Em Moçambique, nos últimos dois anos, houve um rápido aumento na emissão de créditos de carbono em vários sectores, incluindo energia renovável, silvicultura, fogões melhorados e sistemas de abastecimento de água limpa.

De acordo com as estimativas iniciais da Africa Carbon Markets Initiative, Moçambique tem um potencial técnico de produzir entre 85 e 95 milhões de créditos de carbono por ano até 2030, com o maior potencial nos sectores florestal e de energia renovável.

Este último inclui projectos emblemáticos críticos, como o projecto hidroelétrico de Mphanda Nkuwa, que tem potencial para gerar entre 5 a 7 milhões de créditos de carbono por ano, quando estiver operacional.

Com a elaboração de um quadro regulamentar transparente, Moçambique pretende posicionar-se como um “player” chave num mercado em rápido crescimento.

O evento foi organizado pela recém-criada Força-Tarefa Interministerial sobre Mercados de Carbono e reuniu representantes do governo, sector privado, instituições financeiras, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.

BNI: Política monetária restritiva condicionou carteira de crédito

O banco público de desenvolvimento justifica a queda, pela “redução do volume de desembolsos em resultado da política monetária restritiva adoptada pelo Banco de Moçambique, como resposta da pressão inflacionária, tendo o efeito da elevação das taxas de juro levado à redução de projectos de investimento sustentáveis”.

Nesse contexto, o Banco diz que “adoptou uma postura cautelosa na selecção de dossiers de crédito, baseada num rigoroso processo de avaliação de risco de crédito”, a “liquidação de duas operações de crédito de valores expressivos que representavam no seu todo cerca de 20% do total da carteira de crédito”.

No período em análise, a instituição financiou um conjunto de projectos de investimento no montante global de MT 415,46 milhões relativamente acima do nível de desembolso de MT 356,86 milhões observado em igual período de 2022, tendo 56% dos desembolsos alocados para projectos de operações de fomento, processamento e exportação de produtos agrícolas.

Com efeito, a carteira de crédito do banco apresentou maior nível de concentração no financiamento ao sector da indústria, com peso de 46 por cento , tendo desta proporção, 87 por cento incidido sobre a indústria alimentar. As operações com maturidade de longo prazo representam um peso de 53%.

Segundo o BNI, a qualidade da carteira de crédito registou alguma deterioração reflectindo o contexto do agravamento do risco de crédito na economia, em consequência da conjuntura macroeconómica pouco favorável, estando parte dos tomadores de créditos a  não gerarem fluxos de caixas suficientes para honrar com o serviço da dívida.

China levanta proibições de viagens em grupo para Moçambique e outros países 

A decisão, anunciada pelo Ministério do Turismo e Cultura do país asiático, abrange um total de 82 países, além dos 40 incluídos nos d ois primeiros lotes.

Destinos populares entre viajantes internacionais, como Estados Unidos e Reino Unido, agora estão disponíveis novamente para turistas chineses que viajam em grupos organizados. No início de fevereiro, Pequim voltou a permitir viagens em grupo para cerca de 20 países, incluindo destinos como Tailândia ou Indonésia.

Portugal foi incluído no segundo lote, aprovado no mês seguinte, assim como Brasil, França e Espanha. A China, que era a maior fonte de turistas do mundo até o início da pandemia de COVID-19, manteve suas fronteiras fechadas por quase três anos como parte de sua política de “Covid Zero”, abandonada em Dezembro passado após protestos em várias cidades em todo o país.

Até Novembro do ano passado, houve bloqueios em várias cidades, incluindo Shenzhen, uma cidade de 17,5 milhões de pessoas e centro tecnológico e Xangai, uma cidade de 26 milhões, que é também um centro industrial, comercial e financeiro.

 

Pela 2ª vez Absa Bank premiado nos Middle East&Africa Innovation Awards 2023

Num comunicado da instituição bancária, o Absa Bank refere que  “a premiação reforça o seu compromisso em ser um banco líder pan-africano, que contribui para o crescimento do negócio em todo o continente ao investir na inovação e na diversificação a sua oferta”.

Com a distinção, o grupo bancário reconhece “a necessidade de estabelecer um relacionamento cada vez mais próximo com os clientes, e a pertinência da realização de um trabalho coordenado no domínio da promoção e desenvolvimento da economia”.

A capacitação para maior acesso aos serviços financeiros especializados, oferta de produtos, serviços e atendimento personalizado, entre outras soluções competitivas, são algumas das formas com as quais o Absa diz que busca responder os desafios do desenvolvimneto económico dos países em que opera.

Os prémios Middle East&Africa Innovation Awards 2023, destinam-se a reconhecer os bancos proeminentes que combinam a melhor tecnologia e inovação, para proporcionar uma experiência de produtos e serviços positiva aos clientes.

O grupo denominado Absa Group Limited, que também opera em Moçambique (Absa Bank Moçambique), está cotado na Bolsa de Valores de Johannesburg, na África do Sul e é um dos maiores e mais diversificados grupos financeiros em África com presença em 12 países no continente e com cerca de 42 mil colaboradores.

 

Mais de 76 milhões de dólares investidos pelo Quénia nos últimos 5 anos no país

Ainda assim, o Governo pretende reforçar o Investimento Directo Estrangeiro do Quénia, capaz de contribuir para o crescimento e diversificação da economia nacional exportação de produtos acabados.

Concretamente, o Executivo manifesta “abertura aos investimentos quenianos para o aumento e diversificação da base produtiva do país e suas exportações, desenvolvimento industrial integrado tendo como base o Programa Nacional Industrializar Moçambique, através da operacionalização dos centros de consolidação de agro-processamento e vilas industriais”.

Igualmente, espera que o empresariado queniano contribua para a economia moçambicana investindo na revitalização dos sectores do vestuário, têxtil e calçado, metalo-mecânica, química, borracha, plásticos e fortificação de alimentos.

A intenção de desenvolver as Pequenas Médias Empresas (PME’s) no âmbito de consolidação do conteúdo local, financiamento alternativo e bonificado, incubação de micro empresas, participação das empresas locais em cadeias de valor dos investimentos do Quénia em Moçambique, também constituem motivo para o Governo desejar o contributo daquele país.

Há também por parte do Executivo moçambicano, a vontade de o Quénia participar de acções de relevo económico como a digitalização do comércio, desenvolvimento de cadeias de valor agrícolas, especificamente de tabaco, amendoim, trigo, macadâmia, castanha de caju, algodão, hortícolas, banana, batata-reno, mandioca ou batata-doce.

A lista inclui a paprica, gergelim, açúcar, hortícolas, mercados abastecedores e logística agrícola. Não menos importante, o Governo quer que o país de Jomo Kenyatta, primeiro Presidente do Quénia, invista nas oportunidades associadas ao Plano Económico de Reconstrução de Cabo Delgado e às províncias do centro e norte afectadas pelos ciclones e tempestade tropicais.

Estas informações foram partilhadas pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante a abertura do Fórum de Negócios Moçambique-Quénia, que decorreu nesta sesta-feira, na cidade de Maputo, sob o lema “Desbloquear o comércio e Potencialidades de Investimento entre Moçambique e Quénia”.

O evento que juntou mais mais de 20 empresas quenianas e dezenas moçambicanas, teve o potencial de relançar as bases de relações económicas entre os dois países.

 

Aprovada revisão da Lei de Branqueamento de Capitais

Outro objectivo principal consiste em conformar a legislação moçambicana sobre o regime de prevenção e combate ao branqueamento de capitais , financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação de armas de destruição em massa.

As pessoas singulares e colectivas, sem personalidade jurídica, organizações sem fins lucrativos, as instituições financeiras e as entidades não financeiras com sede em território nacional passam a ser obrigadas a adoptar medidas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais.

As medidas passam a abranger também as entidades não financeiras, pessoas singulares e colectivas que se dediquem à mediação imobiliária e à compra e revenda de imóveis, bem como às entidades de construção que vendam directamente imóveis.

Estão também abrangidos os advogados e todos os que exerçam funções de mecenato e assistência jurídica, notários, conservadores, contabilistas e auditores independentes, quando intervenham em operações do interesse dos seus utentes ou noutras circunstâncias.

Prestadores de serviços a fundos fiduciários e empresas passam a ser também entidades não financeiras obrigadas a adoptar medidas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

As organizações sem fins lucrativos, incluindo organizações não governamentais e igrejas, passarão a ter de manter registos das operações relativas a donativos e outras contribuições de entidades nacionais e internacionais por um período mínimo de cinco anos.

De acordo com as alterações votadas favoravelmente no parlamento, tais registos devem ser suficientemente detalhados para permitir a verificação de que os fundos recebidos por estas entidades foram utilizados de acordo com a finalidade da organização, que deve disponibilizar esses registos às autoridades competentes quando solicitado.

Outra inovação da lei em causa é que os donativos ou outras contribuições financeiras para entidades sem fins lucrativos devem ser efectuados por transferência bancária para conta aberta em nome da entidade ou por cheque, com as devidas excepções nos termos a regulamentar.

Sector privado do Quénia busca explorar turismo e energias no país

Em virtude da visita do Presidente do Quénia, William Ruto que, hoje, inicia, os empresários quenianos estiveram reunidos com o sector privado nacional, representado pela Confederação das Associações Económicas (CTA).

O encontro Business-to-Business (B2B) serviu como uma espécie de apresentação de áreas de interesse e de cooperação entre o empresarido das duas partes. Mais especificamente, Jas Bedi referiu que o Quénia já deu passos significativos de geração de energia, sobretudo as limpas ou verdes, no âmbito da sustentabilidade ambiental.

No entanto, com Moçambique, o sector privado queniano procura oportunidades de energia na área do gás natural, uma vez que o país vizinho carece deste recurso, que, no caso interno, está sujeito a grandes projectos de exploração.

“Penso que há muitas oportunidades entre os dois países, a localização dos territórios, também constiui uma potencialidade para o fortalecimneto dos negócios entre Moçambique e Quénia e outros países em volta”, afirmou o represntante dos empresários quenianos.

Prosseguindo, Bedi falou do Porto de Mombança, o maior do leste africano, inclusive dos portos que Moçambique possui, referindo que os dois países podem capitalizar o comércio através destas infraestruturas portuárias.

Do lado de Moçambique, o empresariado moçambicano refere que o sector privado nacional vai usar desta oportunidade para consolidar o intercâmbio com as empresas quenianas nas principais áreas já identificadas.

“Estamos num jogo de igualdade. Temos nossos recursos, por sua vez, eles também os têm, então sentaremos à mesa e alinhar os ganhos recíprocos”, afirmou Vasco Manhiça, vice-Presidente do Conselho Directivo da CTA.

No ano passado, as exportações de Moçambique para o Quénia rondaram em torno de 44 milhões de dólares americanos, o que os empresários consideram ainda pouco e por isso a necessidade de reforçar o comércio entre os dois países.

Amanhã, vai decorrer o fórum de negócios Moçambique-Quénia, sob o lema “Desbloquear o comércio e Potencialidades de Investimento entre Moçambique e Quénia”.

O evento focar-se-á em sectores da indústria manufactureira, agricultura, pescas, infraestruturas, energia e serviços financeiros, entre outras áreas de interesse.

Syrah Resources negocia com a Samsung SDI para o fornecimento de material anódico

Black Color, coal powder, activated carbon

A Syrah é um dos principais produtores de grafite natural em Moçambique, com operações em Balama, uma das maiores fontes de grafite natural do mundo. A Syrah também opera uma fábrica de ânodo de bateria em Louisiana, EUA, onde converte grafite natural para baterias de íon-lítio.

Sob o acordo, ambas as empresas procurariam testar e qualificar o material de ánodo activo, para finalizar, até 10 de Julho de 2024, um acordo vinculativo de compra de até 10 mil toneladas por ano, a partir de 2026.

O material de ânodo activo de grafite natural é usado na fabricação de baterias de íon-lítio para veículos elétricos e pode ser produzido a um custo menor com impacto ambiental reduzido.

A empresa também indicou que estava a avaliar a Decisão Final de Investimento (DFI) na expansão da capacidade de produção da instalação verticalmente integrada de Vidalia durante o segundo semestre de 2023.

O CEO da Syrah, Shaun Verner, afirmou que o acordo com a Samsung SDI foi um marco significativo para a empresa e demonstrou a qualidade e competitividade de seu produto.

O responsável vincou que o acordo em referência está alinhado com a estratégia da Syrah de se tornar um fornecedor líder de ânodo de grafite natural para o mercado global de baterias.