Saturday, May 2, 2026
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Millennium Bim foi o banco mais reclamado no 1º semestre de 2023

As reclamações dos clientes estão relacionadas com problemas em contas bancárias, crédito, cheque, moeda electrónica, operações cambiais, caixas electrónicas (ATM’s) e em POS’s.

Os mesmos problemas foram reportados em relação ao BCI. Em terceiro lugar está o Standard Bank com 26 casos reportados, o mesmo número que o Banco Letsego, mas a diferença é que este último apresentou incidências apenas relacionadas com o crédito.

Depois seguem o Absa Bank, Access Bank, o Moza Banco FNB com 18, 16, 10 e 7 reclamações, respectivamente. O Ecobank e o Nedbank foram os bancos comerciais que tiveram o número mais baixo de reclamações (3).

Na lista dos microbancos, o Bayport lidera com 53 casos reportados ao Banco Central e que agora vêm ao conhecimento do público. O MyBucks segue com 13, ocupando a segunda posição.

Em relação a instituições de moeda electrónica, o E-mola foi reclamado por 15 clientes e o Mpesa por 10. Os constrangimentos têm a ver com transferências e moeda electrónica mal parada.

A estatística apresenta reclamações recebidas pelo Banco de Moçambique contra as instituições de crédito e sociedades financeiras por cada 100 mil clientes à luz dos artigos 16 e 17 do Aviso número 9/GBM/2020 de 31 de Dezembro que aprova o Regulamento de Tratamento de Reclamações.

Fitch projecta forte crescimento económico do país

Na análise divulgada sexta-feira, a Fitch explica que o crescimento reflecte principalmente “um aumento impulsionado pela exportação de gás natural liquefeito no sector extractivo, à medida que a capacidade de produção da plataforma flutuante de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Coral Sul da ENI aumenta para 70 por cento e 90 por cento em 2023 e 2024, respectivamente”.

No entanto, a Fitch mantém a sua classificação-chave de Longo Prazo em Moeda Estrangeira (IDR) para o país em CCC+ devido ao que chama de “risco substancial de crédito”, reflectindo “níveis elevados de dívida interna, défice fiscais persistentes, fraca gestão das finanças públicas, baixo PIB per capita, indicadores de governação fracos e uma situação de segurança desafiadora”.

Apesar disso, a Fitch saúda “o acordo de Facilidade de Crédito Estendido de 456 milhões de dólares americanos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2022, o momento positivo no desenvolvimento do sector de gás natural liquefeito e medidas para lidar com o deslizamento fiscal de 2022”, que, segundo ela, “fornecem algum suporte à solvência”.

A agência de classificação também enfatiza o efeito positivo na economia “a retomada da construção do projecto GNL de 20 bilhões de dólares americanos da Total, que assumimos que começará no primeiro trimestre de 2024, dadas as melhorias nas condições de segurança em Cabo Delgado ao longo de 2023”.

Segundo a análise da Fitch, a relação dívida/PIB diminuirá como resultado do forte crescimento económico. Além disso, observa-se que o metical continua estável em relação ao dólar americano, embora a Fitch alerte que “pressões externas renovadas podem levar a uma significativa depreciação da taxa de câmbio”.

A Fitch espera que as reservas internacionais de Moçambique aumentem de 2,7 bilhões de dólares americanos em 2022 para 3 bilhões de dólares este ano e 3,5 bilhões de dólares até o final de 2025.

Tal será impulsionado por menores custos de importação de alimentos e combustíveis, uma contribuição marginal das exportações de GNL e a retomada do projecto Área 1 da Total, do qual 12,5 por cento do investimento total precisará ser contratado internamente.

A Fitch é uma das três principais agências de classificação de risco (as outras são a Moody’s e a Standard & Poor’s).

País pode colocar mais 183,1 milhões de dólares em obrigações do tesouro este ano

De acordo com o diploma 14/2023, do Ministério da Economia e Finanças, de 18 de Janeiro, a emissão de obrigações do Tesouro (OT), dívida pública emitida com maturidades mais longas para este ano prevê um valor global limite de 36.648 milhões de meticais (573,7 milhões de dólares), preferencialmente em duas emissões mensais, até 05 de Dezembro.

Dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) compilados Segunda-feira (14) pela Lusa indicam que já foram feitas 12 emissões em 2023, com maturidades de até 10 anos e juros que variam entre os 17 e 19 por cento.

Os valores angariados em cada operação oscilaram entre os 475 milhões de meticais (7,4 milhões de dólares) em 08 de Agosto, a última destas emissões, e os 5.946 milhões de meticais (93 milhões de dólares) angariados na operação realizada em 07 de Março.

Em termos indicativos, a próxima emissão de obrigações de Tesouro pela BVM deverá acontecer em 22 de Agosto, tendo o Estado ainda a capacidade de ir buscar ao mercado mais 11.728 milhões de meticais (183,6 milhões de dólares) até final do ano, tendo atingido até ao momento 68 por cento do limite legal de endividamento por OT até final do ano.

Dados anteriormente divulgados pela Lusa, com base nos relatórios de execução orçamental do primeiro trimestre, referem que o endividamento interno actual de Moçambique totalizava em 31 de Março, entre obrigações do Tesouro e bilhetes do Tesouro de maturidades mais curtas quase 295.733 milhões de meticais (4,630 milhões de dólares).

O Governo moçambicano aprovou anteriormente a denominada Estratégia de Gestão da Dívida pública 2023-2026, que orienta as opções de endividamento ao longo dos próximos anos e pretende trazer os limites para os indicadores de sustentabilidade da dívida na contração de créditos.

O Executivo prevê, a nível de dívida externa, privilegiar o financiamento na modalidade de donativos e na modalidade de créditos altamente concessionais para projectos rentáveis, enquanto na dívida interna a prioridade passa por privilegiar a emissão de obrigações de Tesouro de maturidade longa.

Sasol inicia construção da aldeia de reassentamento de Mangungumete

A cerimónia de lançamento da pedra para construção no âmbito da implementação do Projecto PSA (Petroleum Sharing Agreement), foi dirigida pela administradora distrital, Dulce Canhemba.

O projecto de reassentamento prevê a construção de 45 casas convencionais para as famílias afectadas pelos gasodutos destinados a levar o gás de vários poços até à fábrica de processamento em Temane.

Além das habitações, o projecto da aldeia de reassentamento prevê a requalificação da Escola Primária Joaquim Marra, actualmente a funcionar em salas de aula precárias e debaixo de árvores.

A instituição de ensino terá 12 salas de aula convencionais, um bloco administrativo, instalações sanitárias, duas instalações desportivas, um sistema de abastecimento de água e oito casas para albergar professores.

O reassentamento das famílias que residiam na área onde o projecto está a ser implementado com obediência rigorosa à legislação específica para reassentamentos em Moçambique.

O processo que está ancorado à iniciativa de Acordo de Partilha de Petróleo (PSA), iniciou com a aprovação pelo Governo, do Plano de Reassentamento, compensação das famílias impactadas económica e fisicamente, aprovação da casa modelo, entre outras etapas típicas do processo.

País procura acelerar processamento dos recursos minerais

O objectivo da transformação é adicionar valor aos produtos, gerar benefícios aos cidadãos, através da criação de empregos e, simultaneamente, promover a industrialização.

A informação foi avançada, ontem, em Lichinga, na província do Niassa, pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, na abertura do VIII Conselho Coordenador do sector.

Na sua intervenção, o governante disse, também, que o MIREME tenciona acelerar o acesso à electricidade e exploração dos recursos naturais, de forma a responder  às exigências do desenvolvimento.

O processamento local dos minérios tem sido mote de discussões acessas em conferências e encontros que têm juntado o Governo, investidores e sociedade civil. O entendimento comúm entre as partes é que o país sairia a ganhar se as pedras e os metais preciosos explorados no país fossem transformados internamente.

Para além da possibilidade de aumentar as receitas e, consequentemente, contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a indústria transformadora geraria mais postos de trabalhos e tirar os jovens do desemprego que assola a grande maioria.

Um outro aspecto prende-se com a aquisição de materiais usados na indútria extractiva, que, geralmente, os adquire fora do país, facto que torna o custo de compra mais alto, dada as imposições cambiais, Imposto de Valor Acrescentado (IVA), entre outras taxas aplicadas no mercado de importação.

 

“Mpanda Nkuwa” vai ser erguida antes do fim do quinquénio

Falando à Rádio Moçambique, Obete Matine disse que já foi apurada a empresa que se vai fazer a construção da infra-estrutura eléctrica, projectada para uma potência de 1.500 megawats.

“Temos que verificar antes de mais de nada o Governo criou um gabinete para a implementação do projecto para poder acelerar a realiazação de todas as acções, foram avaliadas todas as propostas. Neste momento decorrem as negociações para a assinatura do acordo”, afirmou Matine.

A barragem de Mphanda Nkuwa deverá ser erguida no rio Zambeze, 61 quilómetros à jusante da barragem de Cahora Bassa e 70 quilómetros à montante da cidade de Tete, formando um plano de água que se estende até ao paredão da barragem de Cahora Bassa.

A Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa será uma hidroeléctrica de tipo fio-de-água (run of river) ou seja uma hidroeléctrica que não acumula água na albufeira, gerando energia pela turbinagem da água que vem de montante e que é lançada para jusante.

Em outras palavras, a albufeira terá apenas capacidade de regularizar os caudais diários, permitindo a gestão das afluências diárias de modo à sua utilização ao longo do dia no modo considerado mais adequado.

Trata-se de uma barragem de betão compactado a rolo, com cerca de 90 metros de altura e um comprimento de 700 metris e irá criar um reservatório com cerca de 100 quilómetros ao quadrado, estendendo-se ao longo de 60 quilómetros no Rio Zambeze e de 18 quilómetros no Rio Luía.

Produto Interno Bruto cresce 4,67% no 2º trimestre

Este desempenho soma-se aos 4,17 por cento registados de Janeiro a Março, também em termos homólogos, resultando num crescimento económico acumulado no primeiro semestre de 4,42 por cento, segundo o INE.

O INE acrescenta que o desempenho da actividade económica no segundo trimestre de 2023 é justificado pelo sector primário, que cresceu em torno de 8,98 por cento, face a igual período de 2022.

O contributo foi da indústria extractiva mineira, com variação de 42,71 por cento, seguida da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal com cerca de 3,11 por cento.

Seguiu-se o sector terciário, com uma variação de 4,24 por cento, com destaque para os transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e ramo da Informação e Comunicações, com um crescimento de 6,85 por cento.

O destaque também foi de hotelaria e restauração com uma variação de 5,51 por cento, enquanto o ramo de serviços financeiros aumentou 3,40 por cento.

Por último, há o sector secundário, que caiu, homóloga, 6,52 por cento, “induzido pelo ramo da construção”, com uma variação negativa de 10,43 por cento, seguindo-se o ramo da indústria transformadora, com uma quebra de 7,72 por cento e , por fim, o ramo da distribuição de electricidade, gás e água, que registou uma quebra de 0,18 por cento.

Empresa Nacional de Hidrocarbonetos quadruplica lucros em 2022

O facto foi anunciado durante a reunião da Assembleia-Geral, realizada há dias, na cidade de Maputo. No encontro, participou o Conselho de Administração (CA), o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), incluindo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Dados apresentados na ocasião indicam que os resultados líquidos da empresa aumentaram de 153.1 milhões de meticais negativos em 2021 para cerca de 462 milhões de meticais em 2022, representando um crescimento de acima de 400 por cento.

Falando sobre o desempenho, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Estevão Pale, explicou que tal se deveu ao aprimoramento da estratégia de negócios, com foco na contenção de custos e na venda de gás natural proveniente dos blocos de Pande e Temane, que se encontrava ocioso.

“No ano passado, nós tínhamos gás ocioso que não estava a ser comercializado. A venda desse gás natural possibilitou que não só as contas da ENH fossem melhoradas, mas também contribuiu para um impacto positivo nas contas do Estado. Paralelamente, continuamos a buscar fontes alternativas de rendimento”, afirmou o PCA.

Fahim Mahomed, Administrador do Pelouro de Administração e Finanças da ENH, disse que o fecho positivo também resultou da definição de prioridades e da estabilização de uma base sólida para a empresa, incluindo a aprovação de um plano e orçamento bem estruturado, que permitiram uma racionalização eficiente das operações.

Falando em representação do accionista, o Administrador Executivo do IGEPE para a Área de Controlo de Empresas, Raimundo Matule, considerou que os resultados financeiros globais da ENH “foram extremamente positivos”, por a empresa ter conseguido “gerar mais de 400 milhões de meticais em resultados líquidos, revertendo prejuízos de exercícios anteriores”.

 

 

 

 

 

Moçambique busca do Quénia experiências no transporte e servicos financeiros

Mesmo ciente de que há várias oportunidades que os dois países podem explorar no âmbito do seu desenvolvimneto económico, Nyusi orientou a sua atenção para determinadas áreas que as considera pontuais.

O dirigente entende que os serviços financeiros, o transporte, turismo e agricultura são, no momento, as áreas prioritárias que devem dominar as relações das duas nações.

Para Filipe Nyusi, nestes aspectos, o Quénia já deu grandes passos, tendo conseguido construir sistemas robustos que servem de amostra para  Moçambique, no sentido de os replicar a bem do desenvolvimento local.

“Os serviços financeiros, onde a inovação do Quénia com a moeda electrónica, por via da telefonia móvel se expandiu para vários países, mas que se apresentam outros segmentos como os serviços financeiros de corretagem para o desenvolvimento da Bolsa de Valores e novos instrumentos de financiamento, como Fundos de Investimento e o Private Equity, com cariz de capital de risco para alavancar Pequenas e Médias Empresas com potencial de crescimento”, exemplicou  o governante.

No tocante à logística e transportes, Nyusi apontou que é crucial que Moçambique capitalize o desenvolvimento de relações comerciais com a cidade portuária de Mombaça. Mas também falou de outras intenções em transportes com o Quénia.

“O desenvolvimento de linhas no sentido vertical “Norte-Sul”, passando por Tanzania, ligando, dessa forma, vários actores e agentes económicos nas cadeias de valor que devem ser integradas nas nossas economias”, afirmou o Chefe do Estado.

Sobre a agricultura, Nyusi refere que o país tem muito a oferecer ao Quénia, podendo este fazer investimentos atinentes ao fomento do agroprocessamento de várias culturas de que o país dispõe ou tem potencial de produzir, como o chá, cana de açúcar ou a banana.

Na ocasião, o Presidente do Quénia, William Ruto, apontou para a vulnerabilidade que todos os investimentos estão sujeitos com a crise climática que arrasa Moçambique, inclusive ao Quénia, o continente e o mundo, em geral.

Nesse sentido, Ruto, sugere a criação de um banco verde africano, como um mecanismo capaz de responder ao deficit de financiamento às soluções que visam reduzir os impactos da crise climática.

“Sendo financiado por impostos verdes aplicados na economia global, o banco verde permitirá libertar mais fundos alocados às mudanças climáticas e reduzir o peso do endividamento dos países em desenvolvimento”, explicou o dirigente queniano.

O Fórum de Negócios Moçambique-Quénia decorreu no contexto da visita de dois dias do Presidente queniano. A delegação queniana, para além de membros do governo do Quénia, foi acompanhada por mais de 20 empresários, que puderam estreitar relações com o empresariado nacional.

 

Reserva das Quirimbas com novo instrumento de gestão

O dirigente precisou que a iniciativa vai permitir a adopção de medidas que visam o aproveitamento racional dos recursos naturais disponíveis no Parque Nacional das Quirimbas.

“Faz cinco anos que o Parque Nacional das Quirimbas foi declarado Reserva da Biosfera. Como todos sabemos, para manter este cobiçado estatuto, importa adotar um conjunto de medidas que permitam a exploração racional dos recursos naturais disponíveis no Parque”, explicou.

Segundo o governante, o plano de gestão e negócios da Reserva da Biosfera das Quirimbas cumpre a obrigação constitucional de promover iniciativas que assegurem o equilíbrio ecológico, conservação e preservação do meio ambiente, garantindo a melhoria da qualidade de vida da população residente na área da Reserva.

Tauabo sublinhou que o governo provincial continua a trabalhar para envolver as comunidades em todas as iniciativas que visam a preservação da biodiversidade, para manter intactos os indicadores que determinaram a declaração do Parque Nacional das Quirimbas como Reserva da Biosfera.