Saturday, May 2, 2026
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Combustível chega a Malawi através da Nacala Logistics

Até há bem pouco tempo, o fornecimento de combustíveis ao Malawi era feito via rodoviária, a partir da Beira, centro de Moçambique, e Dar-es–Salaam, na Tanzania. Segundo fonte da Nacala Logistic, citada hoje pelo “Notícias”, os carregamentos passarão a ser efectuados seis vezes por mês.

A operação concretiza-se após a companhia logística nacional ter registado progressos substanciais na qualidade de serviços de transporte ferroviário ligando o Porto de Nacala ao Malawi e Zâmbia.

O transporte ferroviário de combustível contribui, desta forma, para o aumento do fluxo de tráfego no Corredor de Nacala, que passa a intermediar entregas de 10 milhões de litros a clientes, incluindo PIL (Blantyre-Malawi Fuel) e Petromoc/Vulcan, para operações da mina de Moatize.

“Esta é uma mudança significativa de eventos. Em Julho, uma reunião estratégica ocorreu no Porto de Nacala, organizada pelas lideranças da National Oil Company of Malawi (NOCMA), ministérios de Energia e Transportes do Malawi, Petróleos de Moçambique, Nacala Logistics e outros”, disse a fonte da Nacala Logistics.

Sustentou ainda que as notáveis conquistas da empresa abrangem o transporte de fertilizantes, contentores de carga geral, leguminosas para exportação, sal, componentes de sabão, grãos de trigo e outros itens, consolidando, desta forma, o seu papel como força motriz das economias de Moçambique, Malawi e Zâmbia.

Esta é a primeira vez que a entidade estatal, a NOCMA, adopta o transporte ferroviário para o escoamento de combustível do Porto de Nacala.

HCB e EDM assinam contrato de mútuo financiamento pelo Mpanda Nkuwa

Este montante é correspondente à comparticipação da EDM, em cumprimento do previsto no artigo sétimo, número um, do Diploma Ministerial número 18/2019, de 7 de Fevereiro (“Mútuo”), e deve ser reembolsável até ao fecho financeiro do projecto.

Os custos de desenvolvimento do empreendimento suportados pela EDM e pela HCB, empresas mandatadas pelo Governo para desenvolver e implementar o projecto da Central Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, deverão ser contabilizados como adiantamentos ao capital social das sociedades de objecto específico a serem constituídas para o desenvolvimento da infraestrutura energética.

Este acordo foi rubricado por Tomás Rodrigues Matola, Marcelino Gildo Alberto, Presidentes dos Conselhos de Administração da HCB e EDM, respectivamente.

A cerimónia, que decorreu na cidade de Lichinga, província do Niassa, aconteceu no âmbito Oitavo Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

O projecto Mpanda Nkuwa vai dar lugar à construção de uma central hidroelétrica localizada no rio Zambeze, no distrito de Marara, província de Tete. A central ficará a 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bassa e a 70 quilómetros a montante da cidade de Tete.

Será também construído um sistema de transmissão compreendendo 1.300 quilómetros da linha de transmissão de alta tensão contínua de 550kV. Espera-se que o projecto Mphanda Nkuwa alcance o encerramento financeiro no final de 2024 e a entrada em funcionamento para 2031.

Moçambique e União Europeia realizam fórum de negócios em Novembro

O Bloco europeu, segundo Simoni Santi, Presidente da Associação dos Empresários Europeus em Moçambique (EuroCam), entende que é interesse dos investidores da Europa entrarem na agenda de transição energética nacional nos moldes em que o país deseja trilhar.

Para a fonte, a transição justa tem muito a ver com a necessidade de acomodar as condições do país, para que todo o interveniente, entre os investidores, o Governo, Pequenas e Médias Empresas e a população saiam a beneficiar-se em pé de igualdade.

Sobre o turismo,  Santi afirmou que este é um sector fértil em Moçambique e o encontro que vai juntar as duas partes em Novembro vai servir para identificar as principais “zonas de penumbra”, nas quais a intervenção do empresariado europeu será crucial.

No tocante ao agroprocessamento e exportações, o interlocutor apontou que o país tem um enorme potencial de produção agrícola, capaz de alimentar o mercado doméstico e europeu. Para isso, é preciso reforçar a cadeia de valor, no sentido de tornar o sector mais  impactante.

“Tomando em consideração que estarão presentes, no evento, entidades financiadoras e reguladoras do comércio doméstico e internacional, acreditamos que será um ambiente favorável para estimular a entrada de produtos nacionais na União Europeia”, afirmou Simoni Santi.

Ao fim do Fórum de Negócios Moçambique-Europa, no dia 23 de Novembro, haverá uma gala de premiação dos empresários europeus com melhor desempenho em negócios em solo moçambicano.

O encontro empresarial vai decorrer no âmbito do Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique-União Europeia, que visa promover Moçambique como destino de investimento e Focar-se-á na promoção de investimentos digitais, energia e o transporte.

Igualmente, o “Global Gateway” tem o potencial de reforçar os acordos comerciais entre a União Europeia e Moçambique, nomeadamente o Acordo de Parceria Económica UE-SADC e o Sistema Generalizado de Preferências “Tudo Menos Armas”.

Está prevista a participação de mais de 300 convidados, entre empresários europeus e moçambicanos, diplomatas, membros do Governo de Moçambique, académicos e não só.

 

BNI tem 25 milhões de dólares para exportação de produtos das PME’s  

Deste montante, cada empresa poderá aceder a um valor mínimo de 500 mil dólares e um máximo de 6,5 milhões de dólares, pagos com juros bonificados por período também de cinco anos, avança a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Falando na tarde desta quarta-feira (16) em Maputo, a chefe da Unidade de Desenvolvimento de Negócios da Direcção Comercial BNI, Ancha Omar, explicou que mais de 100 empresas nacionais podem beneficiar do valor referido.

“Em relação ao número de PME’s que se pretende atingir nós fizemos uma estimativa de pelo menos 130 a 160 em função do volume de solicitação mínima, mas isto pode ser menos se nós tivermos solicitação de média alta”, disse.

Para as zonas em que o BNI não tem agências, as PME’s poderão obter acompanhamento do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e representações da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Nas províncias, o BNI também trabalha em parceria com a banca comercial. Embora o financiamento seja do BNI, o banco do cliente é o receptor do financiamento.

A fonte exortou às PME’s que queiram empréstimos inferiores a 500 mil dólares para não se desencorjar, mas sim “aproximarem-se ao banco” que vai avaliar caso a caso.

Os beneficiários dos empréstimos deverão pagar uma taxa SOFR (Taxa de Financiamento Garantida) + 8,5 por cento ou + 9.5 por cento dependendo do risco da operação.

Crescimento económico da SADC foi de 4,8 por cento no ano passado

O governante, que falava durante a sessão ordinária da organização, sublinhou que apesar dos desafios que o grupo destes países enfrenta face a um contexto global adverso, tem havido um crescimento económico assinalável na região.

Téte António destacou, ainda, a redução dos défices orçamentais em vários Estados-membros, como reflexo de uma gestão orçamental prudente num contexto de restrições e choques negativos.

O dirigente também destacou que o déficit em conta corrente como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) na região melhorou ligeiramente de 4,3 por cento do PIB em 2021 para 4,1 por cento do PIB em 2022.

Segundo Téte António, embora os dados acima referidos sejam animadores, há muito a fazer na procura do aprofundamento do processo de industrialização dos mercados, uma vez que os riscos que pesam sobre as previsões tendem para o lado negativo.

“Incluindo tensões geopolíticas, insegurança alimentar, potencial instabilidade financeira resultante da contração da política monetária e aumento dos níveis de endividamento, o que exige maior empenho e dedicação dos Estados-membros para fazer face ao contexto incerto e bastante volátil do contexto internacional”, sublinhou.

António elogiou a determinação, união e complementaridade dos esforços conjuntos da missão da SADC em Moçambique, visando o combate à ameaça do terrorismo e extremismo violento na província de Cabo Delgado.

A propósito, decorre, hoje, em Luanda, capital de Angola, a Cimeira dos Chefes de Estados da SADC, evento no qual o país vai assumir a presidência rotativa da organização por um período de 12 meses. Assim, Angola vai suceder a República Democrática do Congo deste cargo.

A tónica da Cimeira deste ano decorre em torno da instabilidade militar que assola alguns países do Bloco, bem assim a agenda sobre a industrialização na região.

Estado perde 70 milhões de meticais devido ao contrabando de recursos minerais

Obete Matine afirmou que o crime de contrabando de recursos minerais envolve cidadãos nacionais e estrangeiros. A fonte referiu que o Executivo está a criar condições para que o processo de formalização de operadores ilegais formalizem a actividade mineira.

“O Governo tem trabalhado em várias vertentes. A primeira vertente é tornar os infomais em formais. Algumas o são não porque querem ser informais, mais não conhecem os procedimentos. Outras são informais porque conhecem a Lei, mas enveredam pelo caminho clandestino”, explicou Matine.

Um dos fenómenos que o país tem estado a enfrentar é a mineração artesanal que faz parte das principais preocupações do Governo. Há dias, o Executivo anunciou que esta actividade continua a lesar o Estado em milhões.

Entre os minerais contrabandeados para fora do país estão o ouro e rubis. A uma dada altura, o Governo anunciou que compensaria os  denunciantes dos crimes de tráfico de pedras e metais preciosos, como uma das soluções para estancar o mal.

No entendimento das autoridades, esta e outras medidas permitiriam que o Estado arrecade os ganhos decorrentes de impostos e taxas devidos pela exploração e comércio daqueles recursos.

Construção do complexo industrial de Afungi pode retomar em breve

Carlos Zacarias deu a garantia, à margem do Oitavo Conselho Coordenador deste sector, que terminou esta quarta-feira, na cidade de Lichinga, no Niassa.

O Ministro referiu ainda que as actividades de Exploração de gás e sua liquefacção no coral sul decorrem de forma satisfatória.

As obras de construção do complexo industrial em Afungi foram interrompidas em Março de 2021, após um ataque ao distrito de Palma, dentro do perímetro de 25 quilómetros que havia sido acordado com o Governo.

A península de Afungi, com uma extensão calculada em sete mil hectares, constitui a área onde a multinacional pretende desenvolver um parque industrial para o processamento de Gás Natural Liquefeito (LNG), num investimento orçado em 20 biliões de dólares americanos.

Os trabalhos de construção da infraestrutura tinham sido iniciadas pela Anadarko, que era o principal consórcio do projecto, antes de vender as acções à empresa francesa.

A Anadarko teria desembolsado uma fatia orçamental no valor de 180 milhões de dólares americanos destinados às indeminizações, desde os bens das comunidades contemplando as árvores e outros activos, bem como a construção de infra-estruturas sociais como casas, escolas, hospitais, bem como vias de acesso.

Kenmare aumenta lucros em 23 por cento no primeiro semestre de 2023

A Kenmare opera a Mina de Minerais de Titânio Moma, província de Nampula, no norte de Moçambique e os seus produtos são utilizados em produtos como tintas, plásticos e ladrilhos cerâmicos.

A receita semestral da empresa aumentou 23 por cento para 242,9 milhões de dólares americanos contra 197,3 milhões no mesmo período do ano passado, enquanto seus lucros antes dos impostos aumentaram 13 por cento, para 77,5 milhões face a 68,6 milhões do mesmo período de 2022.

A Kenmare refere que a produção, no primeiro semestre do ano, foi inferior às suas expectativas, principalmente devido a um forte raio no primeiro trimestre de 2023 e seu impacto prolongado.

Contrariamente, a produção no início do segundo semestre de 2023 foi forte, apoiada por teores mais altos, melhores recuperações de concentrado de minerais pesados ​​(HMC) e aumento de toneladas extraídas.

Ambiente de preços favorável para a empresa

A firma observou que os preços da ilmenita ficaram estáveis ​​nos primeiros seis meses de 2023. Mas o mercado de pigmentos de titânio está mais lento na segunda metade do ano, já que a demanda subjacente na China não se recuperou tão rapidamente quanto o esperado.

A Kenmare aponta que as condições macroeconómicas globais também estão a afectar a demanda por zircônio, com os preços spot ficando abaixo dos preços contratados.

Michael Carvill, director-gerente da Kenmare, disse que bons preços de produtos e fortes volumes de remessa no primeiro semestre do ano geraram receitas recordes.

“O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização aumentou 6 por cento, enquanto o lucro após impostos aumentou para 67,8 milhões de dólares. Estamos a aumentar o nosso dividendo intermediário em 59% para 17,5 por acção, de acordo com nossa política de manter o pagamento de dividendos”, acrescentou.

A Kenmare reportou uma produção de Concentrado de Minerais Pesados ​​de 633.900 toneladas no primeiro semestre de 2023, uma queda de 14 por cento em comparação com as 738.300 toneladas no mesmo período do ano passado.

Sua produção total de produtos acabados atingiu 472,6 mil toneladas, uma queda de 10 por cento em relação às 550,7 mil toneladas do primeiro semestre de 2022, como resultado da menor produção de HMC.

Os embarques totais totalizaram 556.800 toneladas, um aumento em torno de 31 por cento sobre as 424.300 toneladas embarcadas no ano passado, devido à redução do “stock” de produtos acabados.

Governo cria Zona Franca Industrial de Topuito em Nampula

A Zona Franca Industrial pressupõe um ambiente de negócios atraente, com diversos benefícios, como isenção de tarifas alfandegárias na importação de materiais de construção, máquinas, equipamentos, acessórios e peças de reposição.

Entre as vantagens também está a isenção de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) nas transmissões de bens e serviços, isenção de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC) nos primeiros 10 anos de exercícios fiscais.

Igualmente, tem a redução da taxa do IRPC em 50 por cento do décimo primeiro ao décimo quinto exercício social e redução da taxa de IRPC em 25 por cento durante toda a vida do projecto.

O Parque Industrial do Topuito é uma iniciativa de conteúdo local, destinada a dinamizar a economia local através da atração de investimento nacional e estrangeiro e da criação de emprego para os moçambicanos.

Como operadora do Parque Industrial de Topuito, a MozParks fornecerá serviços de manutenção, apoiará empresas arrendatárias, facilitará licitações de conteúdo local para contratos da Kenmare, fornecerá programas de estágio, treinamento e certificação das PME’s, apoiará iniciativas de processamento agrícola, oferecerá serviços de suporte compartilhados, incluindo registro de empresas e Desenvolvimento comunitário.

O TIP permitirá a transformação de matérias-primas e impulsionará a agroindústria, processamento de peixe, restauração, logística, habitação, oportunidades de economia verde, construção, manutenção e muito mais.

O Parque Industrial de Topuito acolherá fornecedores e prestadores de serviços da Kenmare Moma Mining para investirem e estabelecerem as suas operações comerciais nas comunidades locais seguindo o modelo MozParks de industrialização com impacto social. A MozParks desenvolve infraestruturas essenciais para investidores e faz a ligação com parceiros e autoridades públicas.

Syrah Resources poderá retomar actividade na mina de Balama

Segundo a agência, a China é o maior produtor de grafite do mundo e domina a refinação do material utilizado nas baterias dos veículos eléctricos e nos reactores nucleares.

A Syrah oferece uma das poucas opções não chinesas para quem procura o material através da sua mina em Moçambique, mas a empresa suspendeu a produção no início deste ano, quando os preços da grafite caíram, devido ao elevado “stock” no mercado e ao fraco crescimento das vendas de veículos eléctricos.

O director executivo da Syrah, Shaun Verner, disse esperar que a sua empresa possa voltar a produzir a totalidade da sua mina africana nos próximos meses, assim que os excedentes do inventário chinês de grafite começarem a desaparecer.

“A produção da China é, em grande parte, sazonal e a sua produção de Verão tende a terminar em Novembro”, disse, acrescentando que “a nossa forte opinião é que, no final do ano, a procura aumente porque não há oferta contínua das operações chinesas”.

Para o responsável, o domínio da China é o maior desafio no mercado da grafite, sendo que os Estados Unidos da América (EUA) e as nações aliadas estão a tentar reduzir a dependência do país asiático no fornecimento de materiais para baterias.

“Essa é também a maior oportunidade, devido à necessidade de diversificação do fornecimento por parte dos fabricantes de baterias e dos construtores de automóveis fora da China. Isso está a suscitar um enorme interesse na contratação de material produzido fora daquele país”, explicou.

A mina de grafite de Balama possui uma reserva de 110 mil toneladas daquele importante minério e tem uma vida útil de 50 anos para a exploração. A produção e a primeira exportação foi em Novembro de 2017.