Saturday, May 2, 2026
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Avaria de extractor da Cimentos da “Dugongo” reduz oferta aos mercados

Tal problema, diz a nota, “traduz-se na libertação de pó de calcário através de extractores do ar para a uma chaminé de dissipação”.

A Dugongo garante que a situação está circunscrita à fábrica e seus arredores e não representa perigo à saúde pública, pois pode ser mitigada através do uso de máscara ou fecho de portas e janelas das residências.

“Não obstante, no âmbito das medidas de monitoramento e mitigação inseridas no nosso Plano de Gestão Ambiental e Social, as nossas equipas técnicas estão a trabalhar afincadamente para resolver o problema e no domingo, dia 20, terá início o processo de substituição da peça, esperando-se que a partir do dia 25, parem as emissões das partículas poluentes e se normalize a situação”, lê-se na nota.

A empresa informa que “o prazo deve-se à especificidade dos fornos industriais, que só podem ser ligados e desligados de forma gradual. Neste, momento, os fornos da fábrica de Matutuine estão com uma redução de 80% da sua capacidade de produção com vista a acautelar esta situação”.

A Dugongo promete manter o público informado sobre este processo, “no âmbito do seu compromisso com o interesse público com vista a acautelar esta situação, bem como evitar que haja uma subida do preço de cimento no mercado”.

Paralisada exportação de areias pesadas de Chibuto

Os minérios não são escoados, há sensivelmente três meses, sob alegação de altos custos de transporte, via terrestre, até ao Porto de Maputo, de onde é exportado para o exterior.

Apesar de admitir a retoma para breve, quando as condições estiverem criadas, Lei Wei, técnico da firma, considera que o ideal seria reiniciar as exportações após a conclusão das obras, em curso, da construção da doca no distrito de Chongoene.

“A conclusão das obras da doca, que visa reduzir os custos de escoamento do minério até ao Porto de Maputo, deve estar concluída, no máximo, até Fevereiro do próximo ano e, numa primeira fase, a infra-estrutura terá capacidade para receber navios de até 25 mil toneladas.

A construção da doca de Chongoene enquadra-se no âmbito de novas soluções para a melhoria da logística de transporte dos recursos minerais extraídos na mina de areias pesadas de Chibuto, por parte do Ministério de Transportes e Comunicações (MTC).

Igualmente está em estudo uma solução da construção de um ramal ferroviário ligando a mina de Chibuto à linha férrea do Limpopo, para permitir o escoamento ferroviário da produção da mina.

Refinaria de gás de Temane regista avanço significativo   

A unidade terá capacidade para produzir 23 milhões de Gigajoules de gás natural por ano, que vai resultar, por sua vez, em 30 mil toneladas de gás de cozinha anualmente.

A produção do GPL, designado gás de cozinha, vai responder a cerca de 70 por cento das necessidades do país, abrindo-se também a possibilidade de exportação para os países da região, num investimento orçado em 760 milhões de dólares norte-americanos.

A fábrica de produção de GPL em Moçambique deverá criar oportunidades de negócios em toda a sua cadeia de valor, desde a produção, transporte a granel, armazenamento, enchimento, distribuição e revenda ao público.

A primeira pedra da infraestrutura  foi lançada no dia 28 de Marçco de 2022 e permitirá a implementação integrada dos projectos de produção de 23 PJ/a de gás natural para a geração de energia eléctrica.

O empreendimento terá também o potencial de gerar 4 mil barris de petróleo leve destinados à exportação. O projecto integrado prevê a criação de 3 mil postos de trabalho, directos e indirectos

Exportação de gás natural eleva a economia do país em 6,5% este ano

“Prevemos que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique acelere de uns estimados 4,1% em 2022 para 6,5% em 2023 e 4,2% no próximo ano”, lê-se no comentário dos analistas aos últimos dados do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, que apontam para uma expansão de 4,2% no primeiro trimestre do ano, face ao homólogo.

“Apesar de Moçambique ter sido atingido pelo ciclone Freddy em março, o que causou estragos abrangentes à infraestrutura e abrandamento da atividade do setor privado, isso foi largamente compensado pelo forte crescimento de 8,2% do setor primário, principalmente o setor mineiro, que cresceu 32,6%”, acrescentam os analistas da consultora.

A estabilidade económica, concluem, “também reflete o forte momento das exportações do setor do gás natural liquefeito, que será um dos principais motores do crescimento económico neste e no próximo ano”.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projectos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.

O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4). Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, diretamente no mar, que arrancou em novembro de 2022.

AT passa a aplicar taxas em transacções digitais

Para materializar este plano, aquela instituição passará a cobrar as vendas de todos os bens e serviços, cujo rendimento é proveniente do comércio electrónico realizado internamente.

Ao mesmo tempo, pretende controlar e tributar transacções de compra e venda de serviços efectuadas por mobile banking e dos rendimentos das comissões dos agentes e instituições de moeda electrónica, inclusive as operações efectuadas por criptomoedas.

Por outro lado, vai taxar todas as transacções de vendas no comércio externo, com recurso a canais de pagamento passíveis de tributação e das operações efectuadas por criptomoedas, tudo isto com vista a alargar a base tributária.

Segundo Amorim Ambasse, coordenador da Unidade de Tributação da Economia Digital da AT, outra área que será abrangida é a que está ligada às transacções “online” no sector do turismo. É que foi constatado que há falta de controlo de entrada de estrangeiros, ocupação nos locais de alojamento e identificação dos turistas.

Por outro lado, existe pouco controlo sobre as reservas feitas por plataformas digitais; pagamentos de reservas feitas nas contas bancárias no estrangeiro, além da inoperacionalização de alguns protocolos com instituições do Estado, assim como inexistência de interoperabilidade entre sistemas.

Porto da Beira incluída numa rota entre países asiáticos e africanos

A nova rede transporta contentores de ida e volta de Maputo, Jebel Ali (Dubai), Mundra (Índia), Nhava Sheva (Índia), Mombaça (Quénia).

Num comunicado de imprensa, a Unifeeder salienta que a Beira é um porto estratégico, desempenhando um papel crucial na ligação dos países sem litoral, nomedadamente o Zimbabwe, Zâmbia e Malawi ao comércio global.

O documento refere que “a sua localização estratégica e infra-estrutura eficiente tornam-no num importante centro de comércio da região”. De acordo com a Unifeeder, como resultado da integração da Beira na rede existente da cadeia de abastecimento, os clientes podem esperar serviços de transporte mais eficientes e confiáveis.

Em particular, “o fluxo contínuo de mercadorias e commodities entre a Índia, o Oriente Médio e a África Oriental não reduzirá apenas o tempos de trânsito, mas também reduzirá os custos, beneficiando empresas de todos os portes”, diz o comunicado.

A Unifeeder é uma subsidiária da DP World, empresa multinacional de logística que detém uma concessão de 30 anos para explorar o terminal de contentores do Porto de Maputo até 2033, com opção de prorrogação por mais 10 anos. Globalmente, a DP World teve um lucro de 651 milhões de dólares americanos no primeiro semestre de 2023.

“Há condições para a retoma do projecto de gás da Área 1 da Bacia do Rovuma”

Quem o diz é o ministro de Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, tendo assegurado também haver diálogo constante com a empresa francesa para que o empreendimento seja retomado o mais rapidamente possível.

O governante não avançou, entretanto, datas prováveis da retoma do projecto, interrompido em 2021 na sequência dos ataques terroristas à vila de Palma, nas proximidades do acampamento da TotalEnergies, porque há variáveis que devem ser discutidas previamente.

“Depois de dois anos de muito trabalho feito pelas autoridades, há sinais claros de como as questões de segurança estão já criadas. Neste momento o Governo e a TotalEnegies estão a trabalhar, para que o mais depressa possível o projecto seja retomado”, indicou Zacarias.

Esta posição de Carlos Zacarias surge depois de, em Junho do corrente ano, durante uma visita à província de Cabo Delgado, o ministro da Defesa de Moçambique, Cristóvão Chume, ter também garantido que os níveis de segurança na região são satisfatórios.

O projecto de liquefação de gás liderado pela TotalEnergies é visto como podendo responder às necessidades do mercado do Atlântico e da Ásia, para além de explorar a crescente procura de energia do Médio Oriente.

Projectos além da TotalEnergies

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projectos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é precisamente esse liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

A TotalEnergies lidera o maior investimento em África, orçado em 23 mil milhões de dólares norte-americanos. O governante deu a conhecer estas informações ao fim do Oitavo Conselho Coordenador do ministério que dirige.

Três empreiteiros estão a minimizar “calvário” na EN1

“Nós adjudicámos a estas empresas e esperamos que os trabalhos decorram sem sobressaltos e com celeridade”, disse o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, durante a visita a Caia, Sofala, centro de Moçambique.

O governante visitou o troço da N1 entre Nhamapadza e Caia, e explicou que os trabalhos, a realizar pelos empreiteiros Karina Construções, Concity e Mota-Engil África, consistem na remoção de asfalto em algumas secções e no tapar de buracos noutras.

“Nas secções onde os empreiteiros estão a remover o asfalto, usam o mesmo para misturar com outros materiais para permitir a resistência necessária”, explicou o ministro.

O governante revelou que as obras arrancaram este mês e já permitiram recuperar um terço dos 77 quilómetros a serem intervencionados.

A N1 atravessa o país, ligando a cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado (norte), à cidade de Maputo (sul), com 2.477 quilómetros, mas em vários pontos apresenta-se quase intransitável.

“Viemos testemunhar ‘in loco’ os trabalhos que estão ser efetuados nesta via que liga o norte ao sul do país (…) Constatamos que as mesmas estão a decorrer sem sobressaltos, sendo que os empreiteiros estão a esforçar-se para terminar no período previsto”, afirmou.

O ministro acrescentou que apesar de a empreitada estar a decorrer sem sobressaltos, as empresas deverão ainda criar equipas adicionais para a intervenção nos troços mais críticos, para acelerar o ritmo das obras.

“Energia Para Todos” ilumina mais de 250 mil novos consumidores

A informação foi partilhada, na Quarta-feira (16), pelo Presidente do Conselho de Administração da EDM, Marcelino Alberto, à margem do VIII Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Alberto apontou, para o reforço da rede nacional, através do programa PROENERGIA, a geração de energia por via de mini-hídricas e centrais solares, como factores que determinaram o aumento de novas ligações em todo o país.

“Estamos agora a trabalhar no projecto de Dondo (província de Sofala) que de princípio vai ser lançado ainda este ano. No dia 15 de Setembro, vamos inaugurar a central de Cuamba que é de 15 Megawatts. O projecto em referência inclui a instalação de novas baterias. Pela primeira vez vamos implementar um projecto que vai permitir gerar energia mesmo depois do raiar do sol”, afirmou Alberto.

O Projecto Energia Para Todos tem o objectivo de impulsionar o acesso à electricidade para mais famílias e empresas a nível nacional, como contributo à electrificação universal de Moçambique até 2030 definida na Estratégia Nacional de Electrificação (ENE), aprovada pelo Conselho de Ministros a 16 de Outubro de 2018.

O Projecto apoiará a expansão do acesso de energia às áreas peri-urbanas e rurais em todo o país, aproveitando e ampliando a rede eléctrica nacional existente e implantando mini-redes na base de geração solar em áreas não cobertas pela rede nacional.

Itália e China ganham 6º concurso de exploração e produção de hidrocarbonetos

Neste momento, as autoridades moçambicanas estão a finalizar as negociações com as duas empresas vencedoras naquilo que se chama de “rodada de licitações”, acção após a qual, seguirão as operações nos campos de produção dos recursos.

“As negociações estão quase concluídas e até ao final deste ano os contratos serão apresentados ao governo para que os aprove e inicie as operações”, disse Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia do país.

Zacarias explicou que o gabinete moçambicano está a estudar a possibilidade de lançar mais rondas de licitações a curto prazo, uma vez que o governo considera o país detentor de um volume significativo de hidrocarbonetos ainda inexplorados.

O ministro falava na cerimónia de encerramento do 8º Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, que decorreu na cidade de Lichinha, no Niassa, norte do país.

“Aproveitar os recursos energéticos de que Moçambique dispõe, torna-se mais pertinente dado o período de transição energética que o mundo atravessa”, sublinhou.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para explorar as reservas de gás natural da bacia do Rovuma, considerada uma das maiores do mundo e localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado.