Saturday, May 2, 2026
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Tirupati relata aumento na produção de grafite em flocos

De acordo com o site Mining Weekly, a produção no trimestre em análise foi de 2.371 toneladas, em comparação com as 822 toneladas de grafite produzidas nos três meses encerrados em 30 de Junho de 2022.

As vendas também foram em torno de 245 por cento  maiores, isso em torno de 2.772 toneladas no período em análise, em comparação com 803 toneladas de vendas relativamente ao ano passado.

Dado o forte desempenho de vendas e receita durante o primeiro trimestre do ano fiscal de 2024 para a empresa, a Tirupati espera exceder a receita de produção e vendas alcançada no ano fiscal anterior antes do final de Agosto.

Demanda pelo minério é uma oportunidade

A empresa diz que a procura de grafite continua a crescer globalmente, devido à corrida de transições para energias limpas, com o histórico de excesso de capacidade de grafite da China sendo absorvido rapidamente.

Actualmente, a Tirupati conta com pedidos anuais com volumes mensais médios de 1.200  toneladas, além dos vários pedidos e de curto prazo que recebe regularmente.

A empresa continua focada em aumentar o alcance do mercado para suas produções e alinhar as operações para atender às especificações rigorosas dos clientes, bem como melhorar a eficiência geral na mineração e processamento em suas duas operações.

A empresa procura, em última análise, satisfazer 8 por cento da procura global estimada em 5 milhões de toneladas de grafite até 2030, através do desenvolvimento dos projectos de exploração de grafite de Montepuez e Balama, recentemente adquiridos em Moçambique.

A Tirupati Graphite foi estabelecida em Londres, em Abril de 2017, como uma empresa pública com o objectivo de desenvolver uma empresa líder mundial em flocos de grafite.

Moçambique e República Checa vão incrementar trocas comerciais

Não há investimento privado de parte a parte ou exportação de produtos, bens e serviços e isso preocupa os presidentes dos dois países, como ficou claro, esta segunda-feira em conferência de imprensa conjunta entre Filipe Nyusi e Petr Pavel.

Filipe Nyusi, de visita à República Checa, disse que Moçambique possui muitas potencialidades que podem interessar aos empresários do país europeu.

De acordo com a Rádio Moçambique, durante a conferência de imprensa, no fim da reunião com o homólogo, Filipe Nyusi elogiou o sistema de transporte urbano checo, destacando que o mesmo pode servir de inspiração para minimizar o drama que se regista nas principais cidades moçambicanas.

Noutros desenvolvimentos e respondendo a uma pergunta sobre a posição de neutralidade assumida por Moçambique em relação à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o chefe de Estado reiterou que o fim do conflito passa pelo diálogo entre os beligerantes.

Ainda na segunda-feira,  Filipe Nyusi esteve reunido com a comunidade moçambicana na República Checa. Os presentes partilharam suas esperiências como estrangeiros naquele território. Alguns manifestaram interesse em retornar ao país de origem. Outros procuraram saber como é que poderiam importar as potencialidades de Moçambique para Checa.

No encontro, a comunidade moçambicana pediu ao Presidente da República para que se facilite o ambiente de negócios no país, no sentido de poderem transferir parte dos seus investimentos para Moçambique.

Em um vídeo publicado pela Televisão Pública de Moçambique (TVM), a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), que se faz presente na delegação presidencial, partilhou o quadro geral de negócios e oportunidades de Moçambique e que ambos países podem explorar.

É de lei: teletrabalho no país aprovado pelo parlamento

Além de prever a introdução do teletrabalho e de aumentar os dias de licença de maternidade de 60 para 90 dias, a revisão aprovada na especialidade, que se segue à aprovação na generalidade na última quinta-feira, prevê o trabalho em regime de alternância e defende a consagração de horários distintos.

Essa distinção diz respeito ao regime geral para os sectores mineiro e petrolífero, dada “a impossibilidade prática de deslocação ao trabalho e regresso ao domicílio habitual dos trabalhadores, depois de uma actividade diária”.

A lei aprovada por consenso dos três partidos com representação parlamentar (Frelimo, Renamo e MDM) preconiza ainda a adaptação das relações laborais à emergência colocada por ciclones, pandemias, cheias, inundações e derrame de hidrocarbonetos.

Estes acontecimentos passam a ficar incluídos num novo regime sobre a suspensão do contrato de trabalho por motivos de força maior e caso fortuito. Uma outra inovação verifica-se na autorização dada às agências de recrutamento para a contratação de trabalhadores estrangeiros e a introdução da figura de microempregador.

A proposta introduz igualmente o pluriemprego, uma modalidade que dá aos trabalhadores a possibilidade de estarem ao serviço de várias entidades empregadoras, caso esta situação não se mostre incompatível.

A norma passa para a segunda-feira o gozo de um feriado que calhe ao domingo, deixando esta prerrogativa de ser exercida por autorização em despacho do ministro do Trabalho. É também dada uma licença de cinco dias ao companheiro da união de facto, em caso de falecimento do sogro, cunhado ou enteado.

A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Margarida Talapa, disse que a revisão da Lei do Trabalho vai resultar no “aumento da produção e produtividade concorrendo para a geração de renda e competitividade da economia, com impacto positivo no desenvolvimento sustentável do País”.

Grupo chinês Huaxin Cement assume controlo da Cimentos de Moçambique

De acordo com um comunicado da Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique, o principal interveniente nesta transacção é a Huaxin Hong Kong, uma subsidiária integralmente detida pela Huaxin, registada em Hong Kong mas constituída na China.

Possui 300 filiais em dez províncias e cidades chinesas e em nove outros países, nomeadamente Tajiquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Camboja, Nepal, Tanzânia, Zâmbia, Malawi e Omã, onde opera nos mercados de produção e comercialização de cimento.

A NPC detém participações em empresas sul-africanas e moçambicanas, nomeadamente a InterCement South Africa Proprietary Limited (na África do Sul) e a Cimentos de Moçambique no território nacional.

Estabelecida na África do Sul, a NPC é propriedade de uma holding (InterCement Trading Inversions) constituída sob as leis da Espanha.

A CM foi criada durante o regime colonial português em 1924. Após a independência de Moçambique, em 1975, tornou-se uma empresa estatal. Na onda de privatizações do final dos anos 1980, a CM foi comprada pela gigante cimenteira portuguesa Cimpor.

Preço de referência dos minerais entra em vigor este mês

Segundo um Diploma Ministerial, “relativamente à exportação de rubis, por exemplo, as empresas que não possam recorrer à venda de rubis por leilão devem aplicar 265,99 dólares por quilate, tendo em conta o preço mais elevado nos leilões realizados de 1 de janeiro a 30 de Junho”.

Quanto às areias pesadas contendo titânio, o Diploma diz que seu preço será determinado pelo seu conteúdo mineral.

As areias pesadas contêm ilmenita, rutilo e zircão. O preço de referência da ilmenita, diz o diploma, será de 425,25 dólares a tonelada, para o zircão será de 2.205,18 dólares a tonelada, enquanto o preço de referência do rutilo será de 1.706,28 dólares a tonelada.

O preço de referência do ouro será fixado pelo Banco de Moçambique. Nos termos da legislação em vigor, os preços de referência são determinados por uma comissão que integra representantes do MEF, da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), do Instituto Nacional de Minas (INAMI), da Inspecção-Geral dos Recursos Minerais e da Unidade de Gestão do Processo de Kimberley.

Rubis de Namanhumbir: novo contrato visa construir segunda planta de processamento

A segunda planta triplicará a capacidade de processamento da MRM, evoluindo das actuais 200 toneladas por hora para 600 toneladas por hora, permitindo que a MRM processe seu stock considerável, traga ao mercado rubis mais variados em termos de tamanho e cor, bem como a expansão para novas áreas de mineração dentro da concessão.

Segundo um comunicado da firma, trata-se de um contrato baseado “nas boas práticas da indústria e da Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC)”.

O acordo está sujeito a obrigações de pagamentos por parte da MRM em moeda sul-africana (Rand), equivalentes a aproximadamente 70 milhões de dólares, que inclui taxas de câmbio recentes.

A ideia é que 30 por cento do valor seja pago ainda este ano e 60 por cento no próximo e o restante fica por ser canalizado em 2025.

A nova planta de processamento, que foi financiada por recursos da empresa e por via da dívida, deve entrar em operação durante o primeiro semestre de 2025, avança o comunidado da empresa.

O director-geral da MRM, Prahalad Kumar Singh, revelou que “este é o maior investimento alguma vez feito pelo Grupo Gemfields e representa o nosso compromisso contínuo com a província de Cabo Delgado, com Moçambique e com as nossas comunidades locais, para quem empregos adicionais e desenvolvimento económico são de importância crucial”.

A MRM é detida em 75 por cento pela empresa britânica Gemfields e em 25 por cento pelo sócio minoritário moçambicano Mwriti Limitada. A Consulmet é um grupo de engenharia especializado em construção acelerada de plantas de processamento de minerais com base em preços fixos.

Mais de 13 mil viajantes entraram no país com isenção de visto desde Maio

De acordo com Materural, dos vistos concedidos nas fronteiras, mais de 10 mil foram de viajantes que entraram em Moçambique com o objectivo de fazer turismo e os restantes 3 mil para negócios.

“Este é um sinal claro de que as medidas governamentais estão a ter efeito na dinamização do sector. Com estas medidas, temos claramente um novo padrão de turistas, com as nacionalidades americana, britânica, portuguesa, chinesa e alemã a destacarem-se”, afirmou a ministra.

Eldevina Materula foi um dos passageiros, no domingo, do primeiro voo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) de Joanesburgo para Vilankulo, ponto turístico de Inhambane que é actualmente considerado o principal destino de lazer em Moçambique.

“O regresso das Linhas Aéreas de Moçambique a esta rota é oportuno, dada a sua relevância na cadeia de valor para a consolidação e promoção do turismo nacional, e dado que a sua intervenção melhora as perspectivas de envolvimento e dinamização de mais actores moçambicanos no turismo”.

Com 700 quilómetros de costa, a província de Inhambane tem 789 empreendimentos turísticos, segundo dados apresentados pela ministra, que empregam  cerca de 7 mil trabalhadores, contribuindo com cerca de 10 por cento de um total de 8.154 empreendimentos e 70.718 trabalhadores do sector a nível nacional.

Em 2022, o sector do turismo em Moçambique arrecadou mais 81,2 por cento em receitas do que no ano anterior e só Inhambane “recebeu 197.054 turistas”, representando 22,4 por cento do total do país.

Gaza arrecada 719 milhões de meticais em receitas fiscais no 1º semestre

Refira-se que em igual período de 2022 havia sido alcançada uma realização de 642 milhões de meticais. Apesar de não ter atingido 50 por cento de realização, na primeira metade do ano, o Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado considera o desempenho como sendo positivo e acredita no cumprimento da meta.

O optimismo foi manifestado por Romana Baulane, directora dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas e Porta-voz da 11.ª Sessão do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado alargado aos administradores distritais.

A Porta-voz explicou que “o Plano Económico e Social (PES) e o Orçamento do Estado (OE) deste ano contêm 169 acções, suportadas por 257 indicadores, sendo que 132 (equivalentes a 51%) atingiram as metas planificadas para o período em análise”.

No que diz respeito à produção global, a fonte referiu que de um plano de 71,3 mil milhões de meticais previstos, foi alcançada uma realização de 39,4 mil milhões de meticais, o que corresponde a 55%, um crescimento de 8,2%, se comparado com igual período do ano transacto.

Segundo explicou, os ramos que mais contribuíram foram a agricultura, pescas e aquacultura com 56 por cento, transporte e armazenagem, comércio e retalho e telecomunicações com 18,3%, 15,5% e 8,2 por cento, respectivamente.

Em relação à produção agrícola, Romana Baulane revelou que houve uma realização na ordem de 57% e em 19,1 mil milhões de meticais, de um plano de 33,6 mil milhões de meticais.

Mercado de Capitais: FENAGRI e BVM reforçam adesão das empresas agrárias

O acordo visa, igualmente, o crescimento de oportunidades empresariais e disponibilização de informação financeira e económica em tempo útil e oportuna em beneficio das empresas do sector agrário.

Recentemente, a BVM veio a público para manifestar preocupação com o facto de não existir sequer uma empresa agrária cotada pela instituição.

A assinatura do referido Memorando entre a BVM e a FENAGRI poderá estabelecer vínculos de cooperação visando o fortalecimento da parceria na divulgação e na consciencialização sobre a admissão à cotação de empresas do Sector Agrário na Bolsa de Valores de Moçambique.

Além disso vai possibilitar o uso dos produtos e instrumentos financeiros do mercado de capitais, bem como o processo de registo das empresas do sector na Central de Valores de Mobiliários (CVM), um serviço especializado da BVM.

A cooperação institucional irá apoiar no desenvolvimento da capacidade e estrutura competitiva das empresas do sector agrário nacional e sensibilizá-las para que usem os produtos e instrumentos financeiros disponíveis no mercado de capitais moçambicano.

Igualmente, esta parceria vai permitir o desenvolvimento de acções formativas conjuntas nas áreas de gestão de negócios e investimentos como, por exemplo, nas áreas de legalidade e gestão corporativa das empresas, gestão e literacia financeira, planeamento estratégico e pesquisas de mercado.

Millennium Bim de volta a Palma dois anos após ataque terrorista

O  referido ataque levou a gigante petrolífera francesa TotalEnergies a declarar  “força maior”, ao suspender as obras do projecto bilionário para a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) ao largo da costa de Cabo Delgado.

A cerimónia de inauguração foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se encontrava de visita na província do extremo norte de país e possuidora de uma das maiores reservas de gás natural do mundo, na Bacia do Rovuma.

“É com muita alegria e com a esperança de um futuro promissor que vimos testemunhar a reabertura do balcão do Millenium bim, cuja actividade foi interrompida por um inimigo cobarde e sem rosto”, disse Nyusi.

Para Nyusi, o regresso do Millenium Bim à Palma é testemunho da determinação e coragem daquela instituição financeira que traz de volta o sonho dos cerca de 43 mil habitantes residentes no distrito.

Também confere, ao seu ver, uma maior credibilidade as boas perspectivas económicas de Palma e toda a região contígua. Aliás, com o banco a funcionar os residentes deixam de acumular poupanças dentro de casa, com o risco de perda ou ainda percorrer longas distancias com avultadas somas de dinheiro a busca do banco mais próximo.

“Não vacilaremos para defender esta parcela do nosso país”, advertiu o estadista moçambicano, para acrescentar que “tudo faremos para garantir a estabilidade e a paz em todos os distritos e ligações entre os distritos de Palma, Mocímboa, Macomia, Nangade, Muidumbe e Quissanga”.

O Presidente da República reconhece, no entanto, que ainda prevalecem desafios que visam dificultar “a penetração e acção dos inimigos do desenvolvimento do país”.