Wednesday, May 6, 2026
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Porto de Maputo Anuncia o Seu Novo Recorde de Manuseamento

Este crescimento é reflexo de uma utilização eficiente dos cais reabilitados 6, 7, 8 e 9, inaugurados em Maio de 2022, e a implementação, em Abril, da operação 24 horas na fronteira Lebombo/Ressano Garcia.

“O Porto tem seguramente vindo a colher os frutos das grandes obras de infraestrutura realizadas nos últimos quatro anos”, disse o Director-Executivo da MPDC, Osório Lucas.

“Mas a decisão do Governo de Moçambique de estabelecer uma operação de fronteira 24 horas teve um impacto positivo em todo o Corredor de Maputo. Aliado aos investimentos do porto em sistemas, incluindo a integração de sistemas com entidades como a Alfândega e o Km4, que contribuíram para a melhoria das eficiências, registamos este crescimento nos volumes portuários.”

O recorde de maior carregamento em um único navio foi também batido em 2022, com um volume total carregado de 148.201,26 toneladas.

Os volumes ferroviários de crómio e ferrocrómio registaram um aumento substancial de 73% em relação ao ano anterior (de 1,4 milhão de toneladas em 2021 para 2,4 milhões de toneladas em 2022). O rácio entre carga ferroviária e rodoviária também mostrou uma ligeira melhoria de 21%/79%, respectivamente, em 2021 para 26%/74% em 2022.

“Os operadores ferroviários continuaram a trabalhar para um maior equilíbrio entre a carga ferroviária e rodoviária”, expressou o Director.

“A formalização dos comboios únicos entre a África do Sul e Moçambique, sem troca de locomotivas, foi um passo em frente na busca contínua pela melhoria da eficiência ferroviária.”

O investimento e a implementação de soluções de automação no porto continuaram ao longo de 2022 e terão uma consolidação ainda maior em 2023, com a implementação de sistemas para melhorar a eficiência de toda a cadeia logística.

Para 2023, ano em que se comemoram os 20 anos da concessão, o Porto de Maputo mantém-se optimista com boas perspectivas de continuação do crescimento.

“Já estamos a implementar o novo plano-director para o Porto de Maputo e a pensar nos desafios que o futuro nos apresenta”, afirmou Osório Lucas.

“Actualmente, estamos a tentar encontrar soluções criativas para aumentar a nossa capacidade para fazer frente à crescente demanda pelo porto. Está em curso um estudo de consultoria para identificar possíveis melhorias de eficiência que permitirão, por sua vez, aumentar o manuseamento. Além disso, estamos em processo de aquisição de equipamentos adicionais (Guindastes Portuários Móveis e equipamentos de apoio) para melhorar a nossa produtividade”, concluiu Osório Lucas.

Embaixadora dos EUA visita o país

De acordo com fontes oficiais, Linda Thomas-Greenfield, representante permanente dos Estados Unidos da América (EUA) junto à ONU, viajará entre 25 e 29 de Janeiro para estes três países da África subsaariana, numa visita que dá seguimento à cimeira EUA-África, que em Dezembro reuniu em Washington cerca de 50 líderes africanos e onde o Governo de Joe Biden reforçou o seu compromisso de expandir e modernizar as parcerias com o continente africano.

Num ‘briefing’ à imprensa, um alto funcionário da administração norte-americana apresentou os objectivos principais da viagem, começando pelo fortalecimento das parcerias com actuais e ex-membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo Moçambique, que acaba de iniciar o seu primeiro mandato como membro não-permanente do Conselho.

“Este ano, é claro, o Conselho de Segurança continuará a trabalhar para cumprir o seu mandato de abordar questões críticas relacionadas à paz e segurança internacional em todo o mundo, inclusive no continente africano, e a parceria com os membros eleitos do Conselho será vital para o nosso próprio sucesso diplomático”, disse o alto funcionário, citado pela Lusa.

“É fundamental para a nossa estratégia abordar questões no Conselho de Segurança, e estamos a investir nesses relacionamentos e a procurar formas de parceria no próximo ano e além. Então, esse é o primeiro objectivo”, frisou.

Ainda dentro da ONU, esta viagem será uma oportunidade para os EUA continuarem as suas consultas sobre a reforma da Organização, “para garantir que se adeque ao seu propósito e reflicta o mundo como é hoje, não como era há quase oito décadas, quando essas instituições foram construídas”, observou o alto funcionário.

Em Setembro último, o Presidente norte-americano, Joe Biden, já havia anunciado o seu compromisso de apoiar uma reforma do Conselho de Segurança, para que este órgão possa ter um maior número de assentos permanentes e não permanentes, inclusive para África, que “há muito tempo é sub-representada”.

A reforma deste órgão tem vindo a ser pedida há vários anos, nomeadamente por países como a Índia, a África do Sul e o Brasil, que têm mostrado vontade de pertencer ao grupo de membros permanentes.

O poder de veto tem sido uma das questões mais polémicas e alvo de vários pedidos de modificação. Esse tem sido, aliás, o mecanismo usado pela Rússia para impedir que o Conselho de Segurança actue contra si face à guerra na Ucrânia.

Em geral, quase todos os países da ONU consideram necessário reformar o Conselho de Segurança, mas não há acordo sobre como fazê-lo, com diferentes propostas na mesa há anos.

Num outro plano, Linda Thomas-Greenfield irá concentrar parte dos seus esforços em abordar questões de segurança regional, fortalecimento da segurança alimentar e no apoio à resiliência e recuperação africana face aos efeitos das mudanças climáticas.

Na sua passagem por Moçambique, a diplomata irá reunir-se com funcionários da ONU, ex-alunos de programas de intercâmbio dos EUA, estudantes e membros da sociedade civil, incluindo aqueles envolvidos em medidas de adaptação às mudanças climáticas no país.

Arranca Amanhã 2ª Edição da Cimeira Sobre Alimentação em África.

Um evento que contará com a participação do Presidente da República  Filipe Nyusi , co-organizado pelo Presidente da República do Senegal e Presidente em exercício da União Africana, Macky Salll, e pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), constituirá uma plataforma de diálogo entre os líderes africanos sobre como identificar políticas prioritárias para entrega de tecnologias e agregação de valor em escala.

Durante a cimeira, os governantes irão debruçar-se sobre parcerias internacionais, desenvolvimento do sector privado, financiamento e tecnologias para os sistemas alimentares.

Sobre a Cimeira de Dacar  2

Diversificação da produção alimentar para o mundo

Globalmente, 828 milhões de pessoas sofrem de fome, sendo África responsável por 249 milhões, um terço do número de pessoas famintas no mundo. Atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável Número 2 da Fome Zero não pode ser alcançado a menos que seja alcançado em África. As Nações Unidas observaram que África deve ser o foco, onde “o número de subnutridos está a crescer mais rapidamente do que em qualquer parte do mundo”.
Alimentar o mundo exige, portanto, que os sistemas alimentares globais sejam alterados para desbloquear totalmente o potencial de produção alimentar de África. Este é o mesmo apelo esclarecedor das Nações Unidas: “Uma mudança profunda do sistema alimentar e agrícola é necessária se quisermos alimentar mais de 828 milhões de pessoas que passam fome hoje e os 2 mil milhões adicionais que o mundo terá até 2050. O aumento da produtividade agrícola e a produção alimentar sustentável são cruciais para ajudar a aliviar os perigos da fome”.
A escassez de alimentos pode causar graves problemas sociais e políticos. Como afirmou o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, “os governos devem reforçar a produção agrícola e investir em sistemas alimentares resilientes que protejam os pequenos produtores de alimentos. “Se não alimentarmos as pessoas, alimentamos os conflitos”.

Libertar o potencial alimentar e agrícola de África

Apesar de ter 65% das terras aráveis restantes para alimentar 9 mil milhões de pessoas no mundo até 2050, o continente importa mais de 100 milhões de toneladas métricas de alimentos, com um custo de 75 mil milhões de dólares anuais. África tem potencial para se alimentar a si própria e contribuir para alimentar o mundo. Só as suas vastas áreas de savana estão estimadas em 400 milhões de hectares, dos quais apenas 10% (40 milhões de hectares) são cultivados.
Investir no aumento da produtividade agrícola, apoiar infraestruturas, sistemas agrícolas climáticos inteligentes, com investimentos do setor privado ao longo de toda a cadeia de valor alimentar, pode ajudar a transformar África num celeiro para o mundo. Alcançar a fome zero em África exigirá entre 28,5 mil milhões e 36,6 mil milhões de dólares anuais. Com a eliminação das barreiras ao desenvolvimento agrícola ajudada por novos investimentos, estima-se que a produção agrícola africana possa aumentar de 280 mil milhões de dólares por ano para 1 bilião de dólares até 2030.
Para diversificar ainda mais as fontes de abastecimento alimentar para o mundo, num contexto de efeitos prolongados da guerra na Ucrânia e os seus efeitos sistémicos a nível global, e para assegurar o abastecimento alimentar para África, é agora fundamental apoiar os esforços para libertar o potencial agrícola de África para uma produção alimentar sustentável. África tem a ganhar, e o mundo tem a ganhar, com esse esforço concertado.

 

Dar escala aos sucessos: Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas

Chegou agora o momento de desbloquear totalmente o seu potencial agrícola.
A forte vontade política dos Chefes de Estado africanos, a disponibilidade de tecnologias e plataformas para fornecer de imediato tecnologias agrícolas inteligentes em matéria de clima à escala de milhões de agricultores, os incríveis sucessos de alguns países em alcançar a autossuficiência em culturas selecionadas num período muito curto, tudo isto mostra que África pode atingir a meta de ‘fome zero’. Mostra também que chegou o momento de uma coligação global de esforços em toda a África para desbloquear o seu imenso potencial agrícola para se tornar um destino global e fazer face à crescente escassez de oferta alimentar no mundo.
Isto exigirá esforços concertados para obter resultados de forma mensurável. Para assegurar a responsabilização pela garantia de resultados, os sistemas de investigação e desenvolvimento, alimentação nacional, e sistemas agrícolas, serão estruturados em torno do desenvolvimento de “Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas”.

A agenda da Cimeira será orientada para a ação e vai:

  • Mobilizar o compromisso político de alto nível em torno da produção, mercantilização e comércio para assegurar “ Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas” para países selecionados.
  • Mobilizar e alinhar recursos governamentais, parceiros de desenvolvimento e financiamento do setor privado em torno dos “Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas” para alcançar a segurança alimentar em escala em cada país.
  • Partilhar experiências de sucesso sobre alimentação e agricultura em países selecionados e plataformas bem-sucedidas para aumentar o apoio à agricultura.
  • Duplicar a produtividade agrícola com tecnologia de ponta em culturas, pecuária e aquacultura adaptadas ao clima e serviços de aconselhamento e apoiar a investigação e desenvolvimento de tecnologias agrícolas resistentes ao clima.
  • Desenvolver as infraestruturas e a logística necessárias com Zonas Especiais de Processamento Agroindustrial para construir mercados e cadeias de valor alimentares e agrícolas competitivas.

Alimentar África: Soberania e Resiliência Alimentar

A Cimeira de três dias será acolhida por Sua Excelência o Sr. Macky Sall, Presidente da República do Senegal e Presidente da União Africana, e coorganizada pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento. Realizada de 25 a 27 de janeiro de 2023 em Dacar, no Senegal, a Cimeira procura reunir Governos, Setor Privado, Organizações Multilaterais, ONG e cientistas para enfrentar o crescente desafio da segurança alimentar em África.

Resultado esperado de Dacar 2

No final da Cimeira de Alto Nível, espera-se que sejam assumidos compromissos pelos Chefes de Estado:

  • Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas por País
  • Conselhos Presidenciais para os Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas
  • Enquadramento do Financiamento para a garantia dos Compactos de Garantias Alimentares e Agrícolas do País para alcançar a ‘fome zero’.

 

CDD Preocupada Com Dívidas multimilionárias do HCB

“Estranhamente não se encontra na página oficial da empresa nenhuma informação sobre os pacotes de empréstimos em causa, sua raison d’etrê, nem como deverão afectar a situação financeira da empresa e os rendimentos do Estado e dos moçambicanos na qualidade de accionistas”, indica um documento da ONG publicado hoje.

“Esta situação é preocupante não só pela forma pouco transparente como o processo tem sido conduzido, mas também pelo timing (político) dos endividamentos multimilionários. Existem muitas questões, diga-se, legítimas, por esclarecer sobre o investimento de meio milhão de euros pretendidos pela empresa”, lê-se no mesmo documento da ONG.

A HCB, além de ser maioritariamente uma empresa participada pelo Estado (85%), a ONG lembra que “cidadãos moçambicanos detêm acções nesta importante empresa que, idealmente, devia voluntariamente disponibilizar informações confiáveis e oportunas sobre o desempenho dos seus negócios, activos e situação financeira”.

Em Julho de 2019, a HCB aderiu mercado oficial de cotações da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) numa operação que consistiu na venda de 4% das suas acções, tendo prometido dispersar a segunda tranche, correspondente a 3,5%, logo que as “condições” o permitissem.

Ora, no entender da ONG, o financiamento de qualquer programa de modernização da HCB teria que ser feito pelo mercado de capitais cuja a função principal é mobilizar recursos de longo prazo para projectos de investimento, que sequer é mencionado.

Diz ainda o CDD no seu documento que as novas dívidas multimilionárias são ainda mais preocupantes pelo facto de a HCB ser maioritariamente participada pelo Estado.

“E aqui a questão é como é que a deterioração da autonomia financeira da HCB deverá afectar a já elevada exposição do Estado a riscos fiscais por via do Sector Empresarial do Estado?”, questiona a ONG.

E não fica por aqui. A ONG quer saber, se estas considerações mereceram a devida atenção por parte do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE).

“É expectável que o nível de risco de crédito aumente na sequência da empreitada de endividamentos multimilionários em curso na empresa, aumentando o seu risco fiscal”, lê-se no documento.

A ONG teme que esta empresa que permaneceu por muito tempo no selecto grupo de empresas com boa saúde financeira, caminhe agora em direcção àquelas que são consideradas empresas-cancro do SEE (LAM, TMCEL, entre outras).

o CDD entende ser urgente uma comunicação do IGEPE, na qualidade de gestora das participações do Estado e fazendo valer as atribuições e competências constantes no seu Estatuto Orgânico (Decreto no 46/2001 de 21 de Dezembro), sobre o que está de facto a acontecer na HCB e que estratégias estão sedo perseguidas para mitigar o risco financeiro emergente dos planos de investimento da empresa.

Sector Privado Pretende Retirar Moçambique da Lista Cinzenta da GAFI

Na sequência, foram criados três grupos de trabalho, sendo que a CTA lidera o Grupo Multissetorial de Trabalho do Sector Privado.

Na reunião, foram discutidos os prazos de trabalho do grupo, tendo como objectivo a retirada de Mocambique da lista cinzenta da GAFI em dois anos.

Moçambique tem que prestar contas, através de um relatório de progresso, ao GAFI, três vezes ao ano no grupo Conjunto Africa/Médio Oriente da GAFI/FATF.

Assim, o próximo relatório de progresso será apresentado em Maio e a GAFI irá decidir sobre a retirada de Moçambique da lista cinzenta em Outubro de 2024. Entretanto, Moçambique já solicitou a reapreciação das avaliações da EMSAMALAG que poderá resultar no rating final atribuído ao País, tanto por aquela instituição e pela GAFI. Entretanto, não se espera que seja suficiente para retirar da 6400 lista cinzenta, mas poderá ser positivo na medida que o trabalho a ser feito reduzirá. A União Europeia incluiu, automaticamente, na sua Lista Cinzenta, Moçambique baseado na avaliação da GAFI. Assim, a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta da GAFI significará, automaticamente, a retirada da Lista Cinzenta da União Europeia.

O recorde da saída da lista cinzenta pertence às Maurícias que saiu em 1 ano e 4 meses.
A entrada de Moçambique na Lista Cinzenta resulta das falhas da implementação da Lei de Branqueamento de Capitais em toda a cadeia, onde cada instituição tem um papel específico identificado.

Mobilizados 343 Milhões de Dólares Para Massificação da Rede Eléctrica no País

Segundo o jornal Notícias, o valor será usado para garantir a continuidade da segunda fase do plano de massificação para o período compreendido entre 2023 e 2025.

Neste momento decorre o processo de procurement para a contratação de fornecedores de diversos materiais, incluindo empreiteiros para a instalação e consultores para a fiscalização dos trabalhos.

No âmbito da universalização do acesso à corrente eléctrica, existem no País dois projectos principais: o de electrificação de 135 sedes dos postos administrativos, identificados sem energia em 2019, cuja meta de conclusão é 2024, e outro, designado de ProEnergia, cujo objectivo é massificar novas ligações ao longo de todo o território nacional. Ambos preconizam também a expansão do acesso a energia para áreas periurbanas e rurais em todo o País, para a ampliação da rede eléctrica nacional.

No ano passado, mais de 320 mil famílias tiveram acesso à corrente eléctrica no quadro dos esforços que a EDM envidou para simplificar os processos de contratação e reduzir o tempo de espera de novas ligações, no âmbito da iniciativa do Governo de acesso universal a energia eléctrica até 2030.

Para este ano, o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado prevê que o Governo disponibilize dois mil milhões de meticais para electrificação de 22 sedes de postos administrativos, o que será assegurado pela Rede Eléctrica Nacional (REN), e sistemas autónomos de produção e distribuição, com destaque para as energias renováveis.

Ainda no ano passado, a empresa conseguiu electrificar 12 postos administrativos, sendo nove através da Rede Eléctrica Nacional e os restantes três por via de sistemas isolados. A província de Nampula lidera a lista com 61 435 clientes que tiveram energia eléctrica em 2022. Possui 70 postos administrativos, dos quais 52 já estão electrificados.

ARENE Anuncia Redução do Preço de Gás de Cozinha

Trata-se da segunda mexida no custo do gás de cozinha (GPL) em cerca de um mês. A primeira vez foi a 15 de Dezembro do ano passado, quando a ARENE baixou o preço do recurso de 102,02 meticais para 95,4 meticais por quilograma.

Desta vez, a redução no gás de cozinha foi de pouco mais de cinco meticais por quilograma, passando assim a custar 90 meticais.

“A ARENE comunica o ajustamento em baixa do preço do gás de cozinha (GPL) dos actuais 95,04 MZN/Kg para 90,01 MZN/Kg”, refere o comunicado.

Segundo a ARENE, a variação do preço do gás de cozinha foi influenciado pela redução do seu preço base (CIF).

Os preços dos restantes combustíveis, nomeadamente gasolina, gasóleo e petróleo de iluminação mantêm-se, mesmo com a tendência de queda do barril do petróleo bruto no mercado internacional entre Dezembro de 2022 e início deste ano.

A gasolina custa 86,97 Meticais por litro, o gasóleo 87,97 Meticais, petróleo de iluminação está fixado em 75,58 Meticais e gás veicular continua situado nos 43,73 Meticais, segundo a tabela apresentada em Julho passado aquando da última revisão do preço dos combustíveis.

“Este comportamento está relacionado com a entrada em vigor da medida de aplicação do preço máximo do petróleo russo, aliada as perspectivas de desaceleração da economia mundial e ao aumento dos quantitativos de petróleo destinados às reservas. Igualmente teve influência directa nos preços, as perspectivas em relação à procura internacional de petróleo, diante da situação de Covid-19 na China que é maior consumidor e importador de derivados de petróleo”.

Esta tendência no mercado internacional tem criado expectativas de redução dos combustíveis em Moçambique, mas o mesmo não acontece. E mais, as gasolineiras continuam a pressionar o Executivo para manter ou subir o preço dos combustíveis por alegadamente terem acumulado prejuízos ao longo dos anos em que não houve mudanças dos custos.

A ARENE diz que está a monitorar a situação do mercado, com destaque para preço do barril crude e dos refinados de petróleo, situação das distribuidoras e consumidor final.

Hélder Muteia: Expandir horizontes através da economia

Isso não quer dizer que não existam alternativas, incluindo a auto-exclusão dos mercados para se reduzir ao consumo do essencial, com base na apanha, caça e pesca.

Todavia, isso implicaria uma viagem radical em direcção ao primitivismo.

Hoje é comumente aceite que a expressão de todas as potencialidades da condição humana, no mundo moderno, pressupõe relações de troca e partilha reguladas pelos mercados.

Feliz ou infelizmente, tais mercados funcionam com regras. Não é propósito deste artigo discutir se tais regras são universais, justas ou infalíveis.

Importa apenas reconhecer que elas existem, se impõem e têm merecido estudos de vária ordem, em função das necessidades.

A integração das unidades productivas (indivíduos, famílias, empresas, comunidades ou países) depende, em grande medida da sua capacidade de compreender, interiorizar e aplicar essas regras e princípios, para tirar melhor proveito delas, e garantir uma integração efectiva e eficiente.

Este é um dos maiores desafios que o país enfrenta. A literacia económica, também chamada educação económica, é extremamente baixa, condicionando as aspirações de crescimento e sustentabilidade das iniciativas productivas e empreendimentos. Naturalmente que isso não se resolve atribuindo graus de bacharelato, mestrado ou doutorado aos diferentes actores económicos.

Mas é dado adquirido que, para cada função, tarefa e nível de responsabilidade, há um conjunto de conhecimentos que podem melhorar a sua eficiência, eficácia, productividade, rendimento e outros pressupostos da sustentabilidade económica.

Essas capacidades podem ser elementares, por exemplo, se os produtores rurais (particularmente agricultores) puderem ter um maior conhecimento das suas vantagens comparativas (tidas como as vantagens que um produtor tem, a nível da eficiência, em produzir algo), isso facilitaria a escolha das culturas a serem practicadas e respectivos calendários.

Permitiria que as pessoas, famílias ou empresas se concentrassem naquilo que têm maior vantagem, e partilhassem os seus produtos através do comércio.
Se a esse conhecimento fossem acrescentadas noções sobre as vantagens competitivas (tidas como o diferencial que uma pessoa, família, empresa ou país têm em relação aos respectivos concorrentes) isso permitiria um melhor posicionamento dos actores no mercado e melhor rentabilidade dos seus empreendimentos.

Se ainda se acrescentassem conhecimentos sobre a cadeia de valor dos seus produtos, isso permitiria uma maior especialização dos empreendedores rurais e maior inclusão, gerando complementaridades que permitiriam finalmente uma maior rentabilidade e sustentabilidade para todos.

Isso tendo em conta que o custo de oportunidade (também designada como oportunidade renunciada) na realização de determinada tarefa difere de actor para actor.

Imaginemos um agricultor situado no distrito de Nicoadala, província da Zambézia.

Assumindo que em condições normais o acesso à terra não é uma limitante, ele tem vantagens comparativas para a produção de arroz nas zonas pantanosas, e ananás ou mandioca nas zonas mais elevadas.

Isto é, pode produzir todas essas culturas com eficiência. Mas qual das culturas lhe oferece vantagens competitivas? Quais são os custos de oportunidade de cada cultura, para se saber onde ele pode obter melhor rendimento do seu tempo de trabalho?

São questões que devem ser colocadas, incluindo a análise das cadeias de valor que estão
associadas a cada cultura, à resistência das culturas às pragas; os hábitos alimentares dos seus consumidores etc.

Se os conhecimentos sobre estes factores não forem apurados, os riscos de decisões erradas são muito elevados.

Em alguns países com desafios similares, foram alcançados bons resultados através da utilização de extensionistas preparados para desenvolver relações de partilha de conhecimentos não apenas no campo da tecnologia, mas também sobre a economia e mercados.

Ao nível empresarial, onde se trabalha em maior escala, maiores investimentos, envolvimento de maior número de trabalhadores e níveis mais elevados de riscos, é recomendável ter em conta níveis de literacia económica mais elevados, incluindo a nível da gestão, administração e liderança.

Uma empresa rural que decida, por exemplo, implantar uma unidade de produção e processamento de laranja em Sussundenga, deve começar por fazer um estudo de mercado, e não se basear, por exemplo, no discurso de um membro do Governo que declarou que Sussundenga tem potencialidades para a produção de laranja.

Tem também que avaliar os investimentos que precisa de fazer e os retornos esperados.

Para os trabalhadores públicos (eleitos ou de carreira), exercendo funções na distribuição dos recursos naturais e capitais, na formação e capacitação da mão-de-obra, na criação e adopção de métodos e tecnologias de trabalho, e na regulação dos mercados e sistemas, as necessidades incluem o conhecimento de políticas e suas dinâmicas, bem como um domínio das engrenagens das cadeias de valor em que estão envolvidos, para que realmente possam agir como coadjuvantes e não retardadores.

Se estiverem envolvidos em processos nacionais, os conhecimentos sobre as dinâmicas da macroeconomia, dos mercados internacionais e dos acordos internacionais e oportunidades de mercados, podem revelar-se vantagens cruciais.

A partilha de conhecimentos sobre os mecanismos de funcionamento da economia pode servir para abrir horizontes e combater a chamada armadilha da pobreza absoluta, introduzindo, por exemplo, lições básicas de economia no ensino primário e secundário, ou estabelecer parcerias com a comunicação social para a divulgação de temas sobre a economia e mercados.

Moçambique Integrado no Fórum Mundial Dedicado a Comércio e Clima

A aliança, segundo um comunicado do Executivo comunitário, Citado pelo DE, é “o primeiro fórum mundial a nível ministerial dedicado ao comércio, às questões climáticas e de desenvolvimento sustentável” e tem como objectivo a promoção de “políticas comerciais que possam ajudar a combater as alterações climáticas através de iniciativas locais e mundiais”.

Um elemento fulcral da agenda desta aliança consiste em identificar formas de as políticas comerciais apoiarem os países em desenvolvimento mais vulneráveis e os países menos desenvolvidos que enfrentam os maiores riscos decorrentes das alterações climáticas.

Os quatro co-líderes da aliança são o Equador, a UE, o Quénia e a Nova Zelândia.

O fórum conta ainda com a participação de Angola, Austrália, Barbados, Cabo Verde, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Islândia, Gâmbia, Japão, República da Coreia, Maldivas, Moçambique, Noruega, Filipinas, Ruanda, Zâmbia, Singapura, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Vanuatu.

A aliança em matéria de clima foi oficialmente lançada na reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, há exactamente um ano, e a primeira reunião ministerial está agendada para o início de 2024, à margem da próxima Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio.

Barragem dos Pequenos Libombos de Volta a Normalidade

O facto resulta das descargas de 50 metros cúbicos por segundo que foram feitas nos últimos quinze dias visando criar mais capacidade de encaixe na albufeira.

Neste momento a barragem dos Pequenos Libombos está com 86% do nível de armazenamento de água, o equivalente a 332 milhões de metros cúbicos dos cerca de 400 milhões de capacidade instalada.

A chefe do Departamento de Recursos Hídricos na administração regional de água do sul Ara-Sul, Lizete Dias, explica que com estes níveis, está reforçada a segurança das infra estruturas hídricas na albufeira.