Monday, May 4, 2026
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Oxford Economics Africa expects Mozambique to raise interest rates again

“We expect inflation to continue to rise, to 12.4% in the fourth quarter of this year year year-on-year, which could possibly trigger a further increase in the monetary policy interest rate (MIMO rate) of 50 basis points at the next monetary policy meeting on November 30,” the analysts write.

In a commentary on the latest rise in Mozambique’s benchmark interest rate, sent to investors and to which Lusa had access, Oxford Economics Africa said that “the latest decision of the monetary policy committee suggests that they expect inflation to remain at double digits in the coming months,” in line with the consultant’s forecast, which predicts a rise in prices of over 12 percent this year.

On Friday, the Monetary Policy Committee (CPMO) of the Bank of Mozambique decided to increase the MIMO rate by two percentage points, from 15.25% to 17.25%, arguing with inflation and the international context.

“The measure aims to ensure the return of inflation to single digits in the medium term,” the regulator said in a statement, adding: “The volatility of energy and food prices at international level is expected to continue, in view of the prolonged conflict between Russia and Ukraine, with the potential to trigger a spiral of sustained price increases domestically.

Mozambique’s international reserves have “fallen consistently, from US$3.56 billion in July 2021 to US$2.83 billion in July of this year, with the central bank intervening in the foreign exchange market to stabilize the metical exchange rate at 63.83 per dollar,” say the analysts, warning that “a continued fall in real interest rates could lead to capital outflows, which would put further pressure on international reserves and undermine the central bank’s ability to maintain the exchange rate.

Year-on-year inflation in Mozambique was 12.1% in August, the highest in four years and 11 months, the National Statistics Institute (INE) announced.

Oxford Economics Africa prevê que Moçambique volte a subir taxas de juro

“Prevemos que a inflação continue a aumentar, para 12,4% no quarto trimestre deste ano face ao homólogo, o que poderá possivelmente desencadear uma nova subida da taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) de 50 pontos base na próxima reunião de política monetária, a 30 de novembro”, escrevem os analistas.

Num comentário à mais recente subida da taxa de juro de referência em Moçambique, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, a Oxford Economics Africa diz que “a mais recente decisão do comité de política monetária sugere que esperam que a inflação se mantenha a dois dígitos nos próximos meses”, em linha com a previsão da consultora, que antevê um aumento dos preços acima de 12% este ano.

Na sexta-feira, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu aumentar a taxa MIMO em dois pontos percentuais, de 15,25% para 17,25%, argumentando com a inflação e o contexto internacional.

“A medida visa assegurar o retorno da inflação para um dígito, no médio prazo”, referiu o regulador em comunicado, acrescentando: “Perspetiva-se a manutenção da volatilidade dos preços dos produtos energéticos e alimentares a nível internacional, em face do prolongamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com potencial para desencadear uma espiral de aumento sustentado de preços a nível doméstico”.

As reservas internacionais moçambicanas têm “caído consistentemente, de 3,56 mil milhões de dólares, em julho de 2021, para 2,83 mil milhões em julho deste ano, com o banco central a intervir no mercado cambial para estabilizar o câmbio do metical nos 63,83 por dólar”, dizem os analistas, alertando que “uma queda contínua nas taxas de juro reais pode levar a saídas de capital, que colocariam ainda mais pressão nas reservas internacionais e minariam a capacidade do banco central para manter a taxa de câmbio”.

A inflação homóloga em Moçambique foi de 12,1% em agosto, o valor mais alto dos últimos quatro anos e 11 meses, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

MIC and CTA seek to harmonize profit margins for basic products

The Minister of Industry and Commerce, Silvino Moreno, who led the meeting, said that the proposal is based on the need to harmonize profit margins with the current situation, characterized by rising prices, as well as ensure the purchasing power of lower social classes.

Moreno pointed out that the document is expected to create a balance in order to guarantee the accommodation of private sector interests and ensure that the lower social classes continue to have the purchasing power of basic products.

It should be noted that this proposal also aims to regulate the profit margin of some construction sector items, such as iron and zinc plate, where the proposed maximum profit margin is increased to 8% wholesalers and 12% retailers.

On the private sector side, the proposal is welcomed, as it will reduce unfair competition by improving the business environment in the country.

However, it does not welcome the proposed formula for calculating the maximum profit margin, arguing that the calculation should consider all variables related to production factors, from the issue of transport, rent, as well as some specific characteristics of each product, so as not to fall into the error of applying the same percentage of profit margin on tomatoes and eggs, since the deterioration time of these products are asymmetric.

The CTA has asked for more time to ensure greater inclusion in the collection of private sector contributions and has promised to submit the opinion in the next two weeks.

MIC e CTA procuram harmonizar margens de lucro para produtos básicos

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que dirigiu o encontro, referiu que a proposta fundamenta-se pela necessidade de harmonizar as margens de lucro com a conjuntura actual, caracterizada pelo aumento de preços, assim como garantir o poder de compra das classes sociais mais baixas.

Moreno Salientou que se espera que o documento crie um equilíbrio de forma a garantir acomodação dos interesses do sector privado e assegurar que as classes sociais mais baixas continuem a ter o poder de compra de produtos básicos.

Importa referir que, a presente proposta visa também regular a margem do lucro de alguns itens de sector de construção, tais como o ferro e chapa de zinco, onde a proposta de margem de máxima de lucro passa para 8% grossistas e 12% retalhistas.

Do lado do sector privado, a proposta é acolhida, na medida em que vai reduzir a concorrência desleal melhorando o ambiente de negócios no país.

Porém, não acolhe com satisfação a proposta da fórmula de apuramento da margem máxima do lucro, fundamenta que no apuramento deve-se considerar todas as variáveis relacionadas com os factores de produção, desde a questão de transporte, arrendamento, assim como alguns características específicas de cada produto, de modo a não se cair no erro de aplicar a mesma percentagem de margem de lucro no tomate e ovo, visto que o tempo de deterioração destes produtos são assimétricos.

A CTA solicitou mais tempo, de modo a garantir maior inclusão na recolher das contribuições do sector privado e prometeu submeter o parecer nas próximas duas semanas.

Get to know the reasons that hinder the insertion of young people in the employment market

Silvio Campanje, who graduated in mining four years ago, never had a secure job. “Nowadays, to get a good job, you have to have an influence. Without that, opportunities are scarce,” he laments.

Another young man, Faduco Semente, has a similar experience. Graduated in mechanical metalworking and environmental management a decade ago, he was only able to work for two years.

According to data from the National Employment Institute (INEP) in Tete, the province plans to create about 89,000 jobs by the end of 2025, with 43,000 offers submitted so far.

This plan, however, cannot keep up with the growing number of young people trained and of educational establishments, which have increased in various areas of study, with emphasis on technical-vocational training.

In September, in the first job fair in Tete, where 30 public and private institutions were present, only 80 job vacancies were displayed for the more than 1,000 young people who were looking for an opportunity in the labor market, leaving few alternatives for hundreds of qualified people.

Young Carlota Sopia is still in training, but already fears the problems of the job market. “They want people with professional experience and we, without professional experience, end up losing out,” she comments.

According to social activist Júlio Calengo, it is necessary to train young people so that they know how to transform their scientific knowledge into successful businesses.

“My brothers need to be trained. All of this necessarily involves training in business and management, and training in the identification of problems and opportunities,” he suggests.

Conheça os motivos que travam a inserção dos jovens no mercado de emprego

Sílvio Campanje, formado na área de mineração há quatro anos, nunca teve um trabalho seguro. “Hoje em dia, para conseguires um bom emprego, tens de ter uma influência. Sem isso, as oportunidades escasseiam”, lamenta.

Outro jovem, Faduco Semente, tem um experiência semelhante. Formado em serralharia mecânica e gestão ambiental há uma década, só conseguiu trabalhar durante dois anos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Emprego (INEP) em Tete, a província pretende criar cerca de 89 mil empregos até ao final de 2025, sendo que até ao momento já foram apresentadas 43 mil ofertas.

Este plano, porém, não consegue acompanhar o número crescente de jovens formados e de estabelecimentos de ensino, que tem aumentado em diversas áreas de estudo, com destaque para a formação técnico-profissional.

Em setembro, na primeira feira de emprego de Tete, onde estiveram presentes 30 instituições públicas e privadas, foram expostas apenas 80 vagas de trabalho para os mais de 1.000 jovens que procuravam uma oportunidade no mercado laboral, o que deixa poucas alternativas para centenas de pessoas qualificadas.

A jovem Carlota Sopia ainda está em formação, mas já teme os problemas do mercado de trabalho. “Eles querem pessoas com experiência profissional e nós, sem experiência profissional, acabamos prejudicados”, comenta.

Segundo o ativista social Júlio Calengo, é preciso capacitar os jovens para que saibam transformar o seu conhecimento científico em negócios de sucesso.

“Os meus irmãos precisam de ser capacitados. Tudo isso passa necessariamente por uma capacitação em negócios e gestão, e por capacitação na identificação dos problemas e oportunidades”, sugere.

Raxio Group installs data storage center in Mozambique

This is an investment of about 20 million dollars with a capacity to generate more than 250 jobs in this first phase of its implementation, which, by the way, will be the first major independent data storage center in Mozambique.

According to Robert Mullins, CEO of Raxio Group, the goal is to equip what will be the largest information hosting center with state-of-the-art technology resources, in order to serve as a key piece in the evolution of digital transformation processes in Mozambique.

“This will be Raxio’s main facility in Mozambique and will be maintained with the company’s core sustainability principles to minimize environmental shock through better equipment selection and sustainable design,” Mullins argued.

Speaking during the ceremony, the Governor of Maputo province, Júlio Paruque, praised the initiative by advancing the need to remove barriers in accessing land for investment purposes.

“We cannot turn around when an investor needs land to install industrial infrastructures, but we have seen mobsters and opportunists who delay development by hindering the process of access to land for investment,” he concluded.

Raxio’s project comes to Mozambique at a time when Internet usage is increasing exponentially, with the number of users rising from 15 to 32% between 2015 and 2021, indicating that the country is in need of a response to this significant digital transformation.

This data indicates that this increase in Internet usage in the country, will replicate itself in the need for a strong infrastructure backbone. Thus, Raxio will provide cloud- and carrier-neutral colocation services to its customers, creating an ideal environment for businesses and connectivity providers to interconnect with each other, process and store data.

Raxio Group instala centro de armazenamento de dados em Moçambique

Trata-se de um investimento de cerca de 20 milhões de dólares com uma capacidade de geração de mais de 250 postos de trabalho nesta primeira fase da sua implementação que, por sinal, será a primeira maior central de armazenamento de dados independente em Moçambique.

De acordo com Robert Mullins, CEO da Raxio Group, o objectivo é equipar aquele que será o maior centro de hospedagem de informação com recursos a tecnologias de última geração, de forma a servir de peça fundamental na evolução dos processos de transformação digital em Moçambique.

“Esta será a principal instalação da Raxio em Moçambique e será mantida com os princípios fundamentais de sustentabilidade da empresa para minimizar o choque ambiental através de uma melhor seleção de equipamentos e design sustentável”, argumentou Mullins.

Intervindo durante a cerimónia, o Governador da província de Maputo, Júlio Paruque, enalteceu a iniciativa aventando a necessidade de se eliminar barreiras no acesso à terra para fins de investimento.

“Não podemos dar voltas quando um investidor precisar de terra para instalar infraestruturas industriais, mas temos visto mafiosos e oportunistas que adiam o desenvolvimento por dificultar os processo de acesso a terra para investimentos”, terminou.

O projectos da Raxio chega a Moçambique num momento em que o uso da Internet está a aumentar de forma exponencial, com o número de utilizadores a subir de 15 para 32% entre 2015 e 2021, o que indica que o país está a precisar de uma resposta a essa significativa transformação digital.

Esses dados indicam que esse aumento do uso da Internet no país, vai se replicar na necessidade de uma forte espinha dorsal de infra-estruturas. Assim, a Raxio fornecerá serviços de colocação neutra em nuvem e operadora para seus clientes, criando um ambiente ideal para as empresas e provedores de conectividade se interligarem entre si, processarem e armazenarem dados.

Solar energy is the fastest growing source of electricity in Mozambique

Still, the energy obtained with solar panels represents less than 1% of the electricity produced in the country, which continues to be centered on the Cahora Bassa dam – responsible for 83%.

The Metoro solar plant, the largest in the country, was inaugurated in April, with 125,000 panels manufactured in China, a capacity of 41 megawatts (MW), and capable of injecting up to 69 gigawatt-hours per year into the grid of Electricidade de Moçambique (EDM).

Another plant will be built in the district of Dondo, Sofala province, near the city of Beira, with a capacity of 30 megawatts (MW). According to the INE (citing data from EDM), the rate of access to electricity has been rising every year, and by 2021 electricity would reach 38.6% of the Mozambican population.

In the same year, the public company EDM billed 3.5 million megawatt-hours nationwide, almost half in the province and city of Maputo. The Mozambican government has set a goal of achieving universal energy access by 2030

Energia solar é a fonte de eletricidade que mais cresceu em Moçambique

Ainda assim, a energia obtida com os painéis solares representa menos de 1% da eletricidade produzida no país, que continua a estar centrada na barragem de Cahora Bassa – responsável por 83%.

A central solar de Metoro, a maior do país, foi inaugurada em abril, com 125.000 painéis fabricados na China, uma capacidade de 41 megawatts (MW) e capaz de injetar até 69 gigawatts/hora por ano na rede da Eletricidade de Moçambique (EDM).

Outra central vai ser construída no distrito de Dondo, província de Sofala, junto à cidade da Beira, com uma potência de 30 megawatts (MW). De acordo com o INE (citando dados da EDM), a taxa de acesso a energia elétrica tem vindo a subir todos os anos e em 2021 a eletricidade já chegava a 38,6% da população moçambicana.

No mesmo ano, a empresa pública EDM faturou 3,5 milhões de megawatts/hora em todo o país, quase metade na província e cidade de Maputo. O Governo moçambicano estabeleceu como meta alcançar o acesso universal a energia até 2030