Sunday, April 19, 2026
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O mercado automóvel no país cresceu nos último 5 anos

Dados publicados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que os veículos importados para o país passaram de 661.355 em 2015 para 1.112.855 em 2020, correspondendo a uma variação de 68,3%.

Os dados constam do relatório “Estatísticas de Acidentes de Viação 2020″. A fonte realça que o maior aumento de automóveis foi observado de 2019 para 2020, com destaque para os veículos ligeiros com mais de 500 mil e um crescimento de 36,1%.

Se os veículos ligeiros tenderam a aumentar, tal não aconteceu com os tractores que registaram menor número, abaixo de 10 mil para os dois anos em análise e com um aumento de 3,1%.

“Maputo Província e Maputo Cidade registaram maior número de veículos automóveis ligeiros e pesados, enquanto as províncias da Zambézia e Niassa detêm menor percentagem em ambas categorias”, realça o INE.

Em 2020 a aviação civil moçambicana perdeu mais de 5 biliões de Meticais

Janfar Abdulai, Ministro dos Transportes e Comunicações, revelou recentemente que por efeitos da pandemia da Covid-19, o sector da aviação civil nacional perdeu, em 2020, mais de 5 biliões de Meticais.

Com a eclosão do vírus na China, em finais de 2019, os países viram-se obrigados a restringir a circulação de pessoas, principalmente por via aérea, e Moçambique não foi excepção. Como consequência dessas medidas, muitas companhias internacionais pararam de voar para o país. O tráfego dos operadores nacionais também caiu drasticamente. E, volvidos quase dois anos da crise pandémica, o Ministro dos Transportes e Comunicações relata que o efeito é avaliado em mais de 5 biliões de Meticais.

“A aviação civil afigura-se como o ramo dos transportes onde o impacto da pandemia foi bastante severo, com perdas financeiras dos operadores e provedores dos serviços domésticos superiores a 5 mil milhões de Meticais no exercício económico de 2020”, afirmou Adulai, citado pelo jornal Notícias.

Falando durante o encerramento do 39º Conselho Coordenador da instituição, Abdulai disse, entretanto, que o sector da aviação civil tende nos últimos dias a reerguer-se. De facto, com a abertura da economia nacional, as companhias internacionais tendem igualmente a retomar voos para Moçambique.

O destaque vai para o recente anúncio de retoma de voos da companhia Linhas Aéreas Sul-africana (SAA), que pretende inicialmente interligar Joanesburgo e seis cidades africanas, incluindo Maputo. A companhia francesa, Air France, manifestou, igualmente no último mês, efectuar dois voos semanais entre Paris e Maputo.

Entretanto, para o devido acompanhamento dessa recuperação do sector, o Ministro desafiou o Instituto Nacional de Aviação Civil (IACM) a liderar políticas para estimular e induzir confiança no mercado.

Criadas facilidades para empresas de construção civil

As empresas de construção civil passam a usar uma declaração de garantia para terem acesso ao financiamento bancário no lugar da garantia provisória que era mais onerosa. A decisão do Governo resulta da revisão do Decreto sobre o Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas.

É o decreto 05/2016 de 08 de Março sobre o Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas que foi revisto pelo Governo na 34ª sessão do Conselho de Ministros.

Dentre várias alterações que constam do documento, o destaque vai para as facilidades que as empresas do ramo da construção civil passam a ter para conseguir dinheiro na banca.

“O primeiro passo que estamos a dar tem a ver com as garantias. Como sabem (referindo-se aos jornalistas), aquando da apresentação das propostas, os correntes devem apresentar o que chamamos de garantia provisória e esta garantia tem estado a onerar as nossas empresas de construção civil e, sobretudo, a limitar a sua capacidade de endividamento, porque estas mesmas garantias têm custos que não são Estado, não se revertem ao Estado, mas sim à banca”, começou por elucidar o ministro das Obras Públicas, João Machatine.

Depois de contextualizar o cenário no qual as empresas actuam, João Osvaldo Machatine deu a conhecer uma das principais alterações no instrumento. “Analisando a pertinência desta garantia provisória, chegámos à conclusão de que era possível relaxar. Portanto, vamos substituir a garantia provisória por uma declaração de garantia que será reconhecida no cartório notarial”, revelou o ministro das Obras Públicas.

Esta medida poderá, segundo o ministro das Obras Públicas, dar mais oportunidades às empresas nacionais de concorrerem com as demais nos processos de contratação pública e evitar mais prejuízos.

“Com esta medida, as empresas deixam de perder cerca de dois a cinco por cento do valor da garantia quando forem a apresentar as suas propostas, por um lado. Por outro, a medida permite com que as empresas aliviem o seu plafom de acesso ao financiamento junto à banca para poder apresentar as propostas competitivas”, detalhou João Machatine.

O Governo acredita que é uma medida “extremamente importante” e que irá, de grosso modo, melhorar a capacidade de endividamento e competitiva das empresas nacionais de construção.

Importação de gás doméstico passa a ser para 12 meses

O país passa, a partir do próximo ano, a adquirir Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) ou gás doméstico para período de um ano, ao invés de um semestre. Trata-se de uma nova estratégia adoptada pela Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), entidade responsável pela aquisição de combustíveis para o país.

Na condição de anonimato, fonte da empresa explicou que o objectivo da nova estratégia visa incrementar as quantidades do produto para o consumo interno. Além disso, a IMOPETRO diz que enfrentava dificuldades para seleccionar fornecedores para períodos de seis meses.

“Tínhamos alguns constrangimentos logísticos no sentido de que não estávamos com volumes para seis meses. Não estávamos a conseguir atrair o número suficiente de fornecedores em concursos de seis meses. E, quando passamos para 12 meses, a coisa mudou”, explicou a fonte.

Como consequência dessa estratégia, a nossa fonte sublinhou que os preços de importação do GPL baixaram consideravelmente, facto que se irá reflectir no preço do consumidor.

“Os preços do transporte baixaram relativamente ao concurso anterior porque nós saímos de 165 USD por tonelada para 150 USD. Portanto, temos aqui um ganho de mais ou menos 9%. O efeito desse ganho só irá começar a sentir-se a partir de Janeiro, mês em que entra em vigor o novo contrato de um ano”, explicou a fonte.

Para além do preço, o nosso interlocutor acrescentou que a nova estratégia entra numa altura em que o país expandiu o nível de armazenamento do GPL em mais três mil toneladas.

Para o fornecimento do GLP, a IMOPETRO voltou a adjudicar a GEOGAS, (actual fornecedora), após esta ganhar o último concurso alegadamente por ser uma empresa preparada em termos estruturais e logísticos. A GEOGAS tem depósitos em Zanzibar e tem navios próprios para o fornecimento de GPL.

Aprovado contrato para nova central térmica a gás em Nacala

A recém-aprovada central deverá alimentar a rede pública, e conta com um investimento total de 346 milhões de euros. Prevê-se que a construção da primeira fase do projeto demore 16 meses.

O Governo moçambicano aprovou hoje os termos e condições do contrato de concessão da Central Térmica de Nacala, com capacidade máxima de 250 megawatts (MW), para a produção e venda de eletricidade, anunciou o Conselho de Ministros em comunicado.

A central deverá alimentar a rede pública e “contribuir para a exportação de energia”, refere o documento, sem detalhar os termos.

A concessão inclui todo o processo, da conceção, ao funcionamento e gestão da central, além das infraestruturas de transporte de energia e interligação.

A central, um investimento da empresa GL Energy, faz parte de um pacote de projetos apresentados desde 2017 para tirar partido da quota doméstica de gás natural da bacia do Rovuma.

O gás deverá começar a ser explorado e canalizado para terra a partir das jazidas sob o mar, ao largo de Cabo Delgado, nos próximos anos, mas a primeira fase da central da GL em Nacala deverá começar a funcionar ainda antes desse marco.

“A central será construída por fases: na primeira fase será construída uma central de 50 MW, a segunda fase irá adicionar mais 65MW e na terceira fase outros 135 MW, atingindo o total de 250 MW”, lê-se na Avaliação de Impacto Ambiental disponível na Internet.

“As fases dois e três só serão construídas após a disponibilização de gás da bacia de Rovuma. Para a capacidade total instalada, o equipamento de produção será composto por 27 geradores de motores a gás”, sendo que a central será alimentada por um gasoduto previsto no Plano Diretor de Gás Natural de Moçambique.

O valor de investimento global do projeto, “para a capacidade máxima da central (250 MW), é estimado em 400 milhões de dólares (346 milhões de euros)” e “o valor de investimento para a primeira fase (50 MW) estima-se em 90 milhões de dólares (78 milhões de euros)”, acrescenta.

Prevê-se que a construção da primeira fase do projeto demore 16 meses a partir da data de arranque, a anunciar.

Atualmente, Moçambique tem de importar outros combustíveis para alimentar uma central térmica flutuante de uma empresa privada, ancorada ao largo de Nacala, para assegurar energia fiável no sistema na região norte, além de também fornecer energia à República da Zâmbia.

Gasolineiras lesadas pela manutenção do preço de combustível

IMOPETRO, Importadora Moçambicana de Combustíveis, diz que a manutenção do preço de combustível está a sufocar as empresas que comercializam os produtos no país, pelo que defende o seu aumento porque, a nível internacional, o preço do barril também subiu.

Moçambique não reajusta preços de combustíveis há 13 meses. Entretanto, de lá até esta parte, o preço do barril no mercado internacional aumentou consideravelmente. Se no segundo trimestre de 2020, o barril custava abaixo de 40 USD, nos últimos dias custa pouco mais de 75 USD.

Em entrevista concedida à “Carta”, fonte da IMOPETRO, que preferiu anonimato, explicou que a subida do preço do barril, a nível internacional, reflecte a maior procura de combustíveis em face da contínua retoma das economias principalmente da Europa, América e Ásia.

“O país pratica preços de combustíveis abaixo do ideal. Como consequência, o facto está a lesar as gasolineiras. As empresas do sector despendem 80 USD para adquirir um barril, mas ao revender nessas condições só obtêm 65 USD, acumulando um prejuízo de 15 USD. Com esse prejuízo, há risco de as empresas não poderem adquirir o combustível e, consequentemente, haver ruptura de stocks”, disse a fonte.

Com a subida do preço do barril, a nossa fonte exemplificou que na vizinha África do Sul, por exemplo, um litro de gasóleo custa actualmente 85 Meticais, contra os actuais 58 Meticais praticados em Moçambique.

Face aos prejuízos, a IMOPETRO defende a subida do preço dos combustíveis no país. O nosso interlocutor não precisou o preço ideal que deve ser praticado, alegadamente porque há vários factores levados em conta para o seu cálculo. Todavia, reiterou que a actual apreciação do preço do barril é o principal factor. “Cabe agora à Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) olhar para os outros factores, como a taxa de câmbio em vigor no país. Mas, para nós, há elementos que justificam a subida de preços”, afirmou a fonte.

A última revisão em baixa dos preços de combustíveis foi anunciada a 19 de Junho de 2020. O reajuste reflectia a queda do preço do barril no mercado internacional, devido à fraca procura verificada de Março para Abril por efeitos da pandemia da Covid-19.

Com o reajuste, um litro de gasóleo desceu de 60,16 para 58,96 Meticais. O gás de cozinha que desceu de 61,23 Meticais um kg para 58,18 Meticais e o petróleo de iluminação que baixou de 48,44 um litro, para 45,24 Meticais. O preço da gasolina não foi mexido. Um litro continua a custar 64,22 Meticais. O preço do gás veicular (ou GNV) também não foi mexido, pelo que o litro equivalente é actualmente comercializado a 30,35 Meticais.

DP World Maputo atinge novos patamares no manuseamento de contentores

DP World Maputo, que tem a concessão para gerir, desenvolver e operar o terminal de contentores de Maputo em Moçambique, voltou a acolher Santa Catarina, o maior navio porta-contentores a visitar o porto.

O navio completou um intercâmbio de volume de TEUs 9.314 (Twenty Foot Equivalent Units), quase triplicando o anterior maior volume de contentores do terminal a partir de um único navio, destacando a sua capacidade como porta de entrada de classe mundial para a África Austral e mais além. DP World Maputo também manuseou mais de 20 000 TEUs durante o mês passado, em comparação com o recorde anterior de pouco mais de 18 300 TEUs alcançado em Setembro de 2019.

O investimento de 90 milhões de dólares da DP World apoiou a transformação dos processos e capacidades do porto, incluindo novos equipamentos e soluções digitais. Isto, aliado ao desenvolvimento contínuo do pessoal, permitiu ao terminal lidar com alguns dos maiores navios ligados à África Austral.

Devido à sua maior capacidade, o porto reduziu significativamente os tempos de espera dos navios, o que significa a máxima fiabilidade para importadores e exportadores.

Christian Roeder, Chefe do Executivo da DP World Maputo, afirmou: “Graças às melhorias transformadoras no porto, a DP World Maputo continua a nossa estratégia de crescimento para oferecer a porta de entrada eficiente aos clientes da África Austral. As nossas infra-estruturas recentemente melhoradas e equipa dedicada significam que podemos lidar com uma nova escala de operações, de forma eficaz, e com tempos de espera mínimos. A DP World Maputo está bem posicionada para ser um facilitador do comércio global na região, assegurando um impacto positivo duradouro na economia e na sociedade”.

Sobre a DP World

Somos o principal fornecedor de soluções logísticas inteligentes, permitindo o fluxo do comércio em todo o mundo. A nossa gama abrangente de produtos e serviços abrange todos os elos da cadeia de fornecimento integrado – desde terminais marítimos e interiores a serviços marítimos e parques industriais, bem como soluções de clientes orientadas para a tecnologia.

Fornecemos estes serviços através de uma rede global interligada de 127 unidades de negócio em 51 países de sete continentes, com uma presença significativa tanto em mercados de alto crescimento como em mercados maduros. Onde quer que operemos, integramos a sustentabilidade e a cidadania empresarial responsável nas nossas actividades, lutando por uma contribuição positiva para as economias e comunidades onde vivemos e trabalhamos.

A nossa equipa dedicada, diversificada e profissional de mais de 56.000 empregados de 134 países está empenhada em proporcionar um valor inigualável aos nossos clientes e parceiros. Fazemo-lo concentrando-nos em relações mutuamente benéficas – com governos, expedidores, comerciantes e outros intervenientes ao longo da cadeia global de fornecimento – relações construídas sobre uma base de confiança mútua e parceria duradoura.

Pensamos no futuro, antecipamos a mudança e empregamos tecnologia líder na indústria para criar as soluções comerciais mais inteligentes, eficientes e inovadoras, assegurando ao mesmo tempo um impacto positivo e sustentável nas economias, sociedades e no nosso planeta.

Dugongo tenciona implantar mais quatro indústrias no país

A empresa chinesa WIH, accionista maioritária da Moçambique Dugongo Cimentos, SA, pretende implantar mais quatro unidades fabris no território nacional, orçadas em mais de 800 mil USD. A informação foi avançada esta quinta-feira, em Maputo, durante a assinatura de um memorando de entendimento entre os representantes da empresa e o Ministério da Indústria e Comércio, no âmbito do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI).

Segundo o Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, a WIH pretende construir mais uma fábrica de cimento e clínquer, com capacidade para produzir cerca de 5000 toneladas de clínquer integrado; uma indústria de geração de energia térmica, contendo dois geradores de 50 megawatts cada; uma videira com capacidade para produzir 600 toneladas de vidro float por ano; e uma fábrica de vidro artesanal.

Para tal, revelou Mesquita, os técnicos da empresa já visitaram as províncias de Tete e Nampula para avaliar as condições, de modo a implantar uma destas empresas. “Este grupo pretende dar continuidade dos seus investimentos em Moçambique, atento também à geração de novos empregos em particular para jovens e mulheres e, acima de tudo, pretende trazer as indústrias, onde a matéria-prima está localizada em todo o país”.

Já o representante da WIH, Zhang Jimin, espera ter o apoio (do Governo e da população) que teve durante a implantação da fábrica Moçambique Dugongo Cimentos, instalada no distrito de Matutuine, província de Maputo.

Poderá aumentar o volume de carga manuseada nos portos

O Governo prevê duplicar a carga manuseada portos nacionais ao sair de 41 para 81 milhões de toneladas em quatro anos. A informação foi avançada pelo ministro dos Transportes e Comunicações no encerramento do 39˚ Conselho Coordenador do sector.

O Ministério dos Transportes e Comunicações esteve reunido entre os dias 29 de Setembro e 01 de Outubro em Bilene, província de Gaza, no 39˚ Conselho Coordenador para avaliar as actividades realizadas pelo sector.

Dentre os vários pontos, o ministro dos Transporte e Comunicações, Janfar Abdulai, reafirmou o compromisso do Governo em aumentar a quantidade de carga manuseada nos portos nacionais, anualmente.

“As perspectivas apontam para um aumento de carga manuseada de cerca de 41 milhões de toneladas manuseadas nos portos moçambicanos em 2020 para cerca de 84 milhões de toneladas projectadas até ao final do presente quinquénio”, revelou o ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai.

Além da componente portuária, o titular da pasta dos Transportes e Comunicações anunciou a boa nova no ramo da aviação civil com a retoma de operadores internacionais no espaço aéreo moçambicano. Este regresso tem a ver com o abrandamento dos casos da COVID-19 no país.

“De um total de oito operadores que exploravam o mercado internacional, cinco já retomaram no marcado moçambicano, havendo perspectivas para que a companhia Air France recomece a voar regularmente para Moçambique, a partir de Dezembro deste ano”, anunciou Janfar Abulai.

A nível doméstico, Abdulai ordenou a retoma do transporte ferroviário de passageiros de longo curso que tinham sido paralisados como forma de contar a propagação do novo Coronavírus nos comboios.

“Exortamos a empresa Portos e Caminhos-de-Ferro a atender essa necessidade que preocupa a nossa população, principalmente nas linhas férreas de Limpopo, Sena assim como no ramal Cuamba Lichinga”, persuadiu o ministro dos Transportes e Comunicações.

O encontro serviu, igualmente, para fazer novas promessas e reafirmar o cumprimento de outras.

“Com a retoma da economia e as actividades em curso, perspectivam-se melhores resultados do sector, para o cumprimento PES 2021, bem como do ano de 2022, com a conclusão de projectos estratégicos”, disse o ministro dos Transporte, mencionando alguns deles.

“Aquisição de 80 autocarros movidos a gás para o transporte público urbano, reabilitação da linha férrea de Machipanda e o ramal Sena-Vila nova da Fronteira, aquisição de locomotivas, vagões, carruagens e automotoras para o reforço do transporte ferroviário de passageiros e carga, reabilitação, ampliação e modernização do Porto de Nacala, revitalização da cabotagem marítima, conclusão da construção do Aeroporto em Chongoene, prossecução da expansão e melhoria dos serviços de telecomunicações, entre outros”.

O Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações decorreu sob o lema “Dinamizando os Transportes, Comunicações e Meteorologia na era Digital”.

Governo sonda investidores para financiar Mphanda Nkuwa

O Governo realizou na quarta-feira, 29 de Setembro, uma conferência virtual ao mercado internacional com potenciais investidores estratégicos e financeiros, para o desenvolvimento do MKN e infra-estruturas associadas ao transporte de energia.

Denominado “Potential Investors Market Sounding” ou sondagem de mercado aos potenciais investidores, o evento, que contou com 155 participantes de 35 empresas de renome internacional na área de geração e transporte de energia eléctrica (com destaque para Southern Africa Power Pool), provenientes de vários países de todos os continentes, assim como 12 bancos comerciais e agências financeiras bilaterais e multilaterais, serviu para testar o mercado internacional e foi realizado através de duas sessões plenárias virtuais.

A sondagem visa garantir que o processo de selecção do parceiro estratégico e financeiro seja atractivo, competitivo e participativo, face à dimensão do investimento requerido, que está na ordem dos USD 5 mil milhões e à complexidade da transacção legal e financeira associada.

“O Ministério tomou a decisão de relançar o Projecto Hidroeléctrico Mphanda Nkuwa de 1.500 MW e instalações de transmissão associadas, no ano passado e, pouco tempo depois, estabelecemos e encarregámos uma equipa técnica independente no âmbito do Gabinete de Implementação do Mphanda Nkuwa (GMNK) e a concessionária nacional de energia, a empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa para liderar a selecção de um parceiro estratégico para a implementação do projecto”, afirmou Ernesto Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

O MKN será localizado a jusante da actual barragem de Cahora Bassa e é de extrema importância para Moçambique, como uma fonte fiável de electricidade limpa e de baixo custo.

“Consideramos este projecto como um pré-requisito para acelerar o crescimento económico e melhorar o nível de vida de todos os nossos cidadãos”, acrescentou Tonela.

Mphanda Nkuwa é uma parte integrante do Plano Director Integrado de Infra-estruturas Eléctricas. Segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Mphanda Nkuwa está preparado para apoiar a realização da visão do Governo de acesso universal da electricidade até 2030, estimular a industrialização e impulsionar o crescimento através de infra-estruturas de transmissão fiáveis.

Adicionalmente, o projecto irá criar oportunidades de exportação de energia para reforçar a posição de Moçambique como um centro regional de energia eléctrica, garantindo, ao mesmo tempo, a segurança do abastecimento doméstico.

A etapa seguinte consistirá no lançamento do concurso para a selecção do parceiro estratégico, prevista para Dezembro do corrente ano. A selecção do investidor será feita em 2022, com base em critérios de capacidade técnica, robustez financeira e experiência internacional no desenvolvimento de projectos hidroeléctricos.