Sunday, April 19, 2026
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Regresso da Total à vila de Palma condicionado pela insegurança

Cabo Delgado já não regista ataques terroristas desde Agosto último, altura em que Forças de Defesa de Moçambique e da República do Ruanda lançaram uma operação militar conjunta de combate ao grupo armado instalado na província há cerca de quatro anos, mas, até ao momento, ainda não sabe quando a multinacional francesa Total irá retomar o projecto de exploração de gás na bacia do Rovuma, que foi interrompido em Março deste ano, depois do assalto à vila de Palma.

“Só depois das condições de segurança estiverem garantidas, voltaremos a contactar os investidores para desenhar um novo cronograma de retomada do projecto de gás na bacia de Afungi, por enquanto as atenções estão viradas à normalização da situação nos distritos afectados”, prometeu Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia, durante a sua visita à zona norte de Cabo Delgado.

Devido aos ataques terroristas, continuam incertezas sobre as datas da retomada da Total, que foi concessionada à área 1, cujo início da exploração de gás estava previsto para 2024, entretanto, apesar da insegurança, a ENI, a multinacional italiana, que ocupou a área 4, continua normalmente a construir a sua plataforma no alto mar e, segundo previsões, deverá entrar em funcionamento em 2022.

“O projecto da Plataforma flutuante está a correr de acordo com o programado e, segundo informações, a sua construção está em quase noventa por cento de execução”, esclareceu Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

BAD coloca o capital natural no centro do financiamento do desenvolvimento de áfrica

O Banco Africano de Desenvolvimento lançou na quinta-feira, 9 de Setembro, em Abidjan, um novo programa destinado a acelerar a integração do capital natural no financiamento do desenvolvimento de África.

Financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o Ministério Federal Alemão para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (BMZ) e a Fundação MAVA Nature, o programa Capital Natural para o Financiamento do Desenvolvimento Africano (NC4-ADF) foi lançado numa cerimónia formal realizada através de vídeo-conferência.

O NC4-ADF visa acelerar a inclusão do capital natural em projectos de financiamento de infra-estruturas em África, e construir um consenso entre os bancos multilaterais de desenvolvimento (BMD) e outros parceiros sobre a necessidade de incluir o capital natural no financiamento do desenvolvimento em África. O Banco Africano de Desenvolvimento está a trabalhar com outros BMD (Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Asiático de Desenvolvimento e Banco Europeu de Investimento) para trabalhar para um objectivo comum e partilhar as melhores práticas para integrar o capital natural na arquitectura do financiamento do desenvolvimento. O novo programa visa também encorajar as agências de notação de crédito a integrar o crescimento verde e o capital natural no risco soberano e nas notações de crédito dos países africanos.
Os parceiros no programa incluem a Plataforma de Conhecimento do Crescimento Verde (GGKP), o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a Agência Alemã de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (GIZ, Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) e a parceria Economia para a Natureza (E4N). Funcionários governamentais e do sector privado, delegados dos bancos multilaterais de desenvolvimento, incluindo o Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento, e peritos participaram na cerimónia de lançamento do programa, que decorre de 2020-2022. África possui um enorme potencial em recursos renováveis e não renováveis, incluindo agricultura, florestas, economia azul, energia, indústrias extractivas, que são a pedra angular do capital natural e poderiam ser a base de uma recuperação verde no continente”, disse o Professor Kevin Chika Urama, Director Sénior do Instituto Africano de Desenvolvimento, Economista-Chefe e Vice-Presidente Interino para a Governação Económica e Gestão do Conhecimento no Banco Africano de Desenvolvimento. “No Banco Africano de Desenvolvimento, reconhecemos que o capital natural e a biodiversidade são fundamentais para o crescimento económico. Compreendemos que existem ligações directas e indirectas entre os riscos associados à degradação do capital natural e à perda de biodiversidade e os sectores financeiro e produtivo”, disse ele.

Para Kevin Chika Urama, “a recuperação pós-Covid-19 oferece aos países africanos uma oportunidade única de lançar as bases sobre as quais serão construídas abordagens baseadas no capital natural a curto prazo para a recuperação económica e a longo prazo para o desenvolvimento sustentável, incluindo a realização das ambiciosas aspirações estabelecidas na Agenda 2063 de África, na Agenda 2030 das Nações Unidas e no Acordo de Paris sobre o Clima”. O Banco Africano de Desenvolvimento é uma das instituições líderes no financiamento do desenvolvimento”, disse Niels Breyer, Director Executivo do Banco Africano de Desenvolvimento para a Alemanha, Luxemburgo, Portugal e Suíça. O programa lançará as bases para uma integração mais coerente do capital natural nas suas operações financeiras e apoio aos países membros regionais. Será necessário aproveitar o potencial do Banco para conservar os recursos naturais em África e utilizá-los de forma sustentável em benefício de todas as pessoas e aumentar os investimentos para preencher as actuais lacunas de financiamento.

O capital natural, o stock de recursos naturais renováveis e não renováveis, inclui terra, água, ar, florestas, minerais e biodiversidade. Em África, representa entre 30% e 50% da riqueza total dos países. No entanto, raramente é tido em conta em medidas económicas, tais como o cálculo do PIB. As instituições internacionais também não o têm em conta no financiamento do desenvolvimento. No entanto, face às alterações climáticas, o capital natural representa um trunfo fundamental para o crescimento inclusivo e verde. Dada a sua imensa riqueza de biodiversidade, África oferece um enorme potencial para integrar abordagens de capital natural em projectos de infra-estruturas”, disse Nathalie Bernasconi-Osterwalder, directora executiva do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, um parceiro no programa. Até à data, os desafios da integração persistem, em grande parte devido à falta de boas práticas, dados e medições. Para ultrapassar estes obstáculos, precisamos de partilhar estudos de caso e construir um caso de negócios para o capital natural em infra-estruturas. Precisamos de reforçar os mercados e promover uma melhor colaboração entre as partes interessadas. “Nos últimos quatro anos, o Banco Africano de Desenvolvimento trabalhou em estreita colaboração com o GGKP, outros parceiros e doadores, bancos multilaterais de desenvolvimento e instituições financeiras mundiais para mobilizar acções para uma melhor integração da natureza nas políticas económicas, financiamento de infra-estruturas e fluxos de investimento. Isto deu origem à NC4-ADF”, disse a Dra. Vanessa Ushie, Chefe da Divisão de Análise Política do Centro Africano de Recursos Naturais do Banco Africano de Desenvolvimento e co-presidente do programa NC4-ADF.

Vários países africanos (Madagáscar, Moçambique, Nigéria e Tanzânia) já estão a participar na implementação da NC4-ADF. Na Tanzânia, a central hidroeléctrica de Kakono foi beneficiada.

 

Após quatro meses de deflação os preços aumentam

O Instituto Nacional de Estatística (INE), anunciou que Moçambique voltou a registar aumento de preços em Agosto, após quatro meses consecutivos de deflação.

Agosto terminou com uma inflação mensal de 0,19%, lê-se no boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado na sexta-feira (10), segundo o qual a inflação homóloga foi de 5,61% (acima dos 5,48% de Julho).

A inflação média a 12 meses fixou-se em 4,61%, o valor mais alto desde Outubro de 2018.

A curto e médio prazo, o banco central prevê que “a inflação se mantenha em um dígito, apesar das perspectivas de aumento dos preços dos alimentos e do petróleo no mercado internacional”, anunciou em comunicado, citado pela Lusa.

Moçambique terminou 2020 com uma inflação acumulada de 3,52%.

Os valores do IPC são calculados a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Air France inicia voos Paris-Maputo em Dezembro

A Air France anunciou que a partir de 2 de Dezembro irá operar voos de Paris para Maputo.

Os voos tinham sido planeados para começar em Outubro, mas isto foi adiado devido à continuação da pandemia de coronavírus, entre outras questões.

De acordo com o country manager da Air France/KLM para a África Austral, Wilson Tauro, “a Air France tem muito prazer e orgulho em anunciar que acrescentaremos Maputo à nossa rede no próximo mês de Dezembro”.

Ele acrescentou que “Moçambique emergiu como um importante destino comercial devido às suas reservas naturais de energia. No entanto, o turismo é também um trunfo fundamental do país. Devido à nossa extensa rede, iremos ligar Maputo a todas as principais cidades da Europa e não só, incluindo destinos em Portugal, Brasil e Cuba que são destinos historicamente populares de Moçambique”.

Os voos serão uma extensão da rota de Paris a Joanesburgo, partindo da capital francesa ao domingo e quinta-feira à noite às 23.35. Estes chegarão a Maputo na tarde seguinte, às 14h20. Os voos de regresso partirão de Maputo às 16.30 e chegarão ao aeroporto Charles de Gaulle em Paris às 05.45 da manhã seguinte.

Outros voos poderão ser combinados com a Air France através de parcerias da companhia aérea com a companhia nacional LAM e a companhia sul-africana Airlink.

A introdução desta nova rota entre Maputo e a Europa é um sinal positivo de que se espera que a economia recupere da crise económica causada pela pandemia de Covid-19. Tauro salientou que “com a flexibilização das restrições de viagem para os viajantes vacinados, foi dado um passo crucial e extremamente positivo no relançamento dos mercados de lazer e empresarial. Estamos muito confiantes no sucesso que a adição de Maputo à nossa rede trará”.

Actualmente, a única companhia europeia a operar voos para Maputo é a companhia aérea nacional portuguesa TAP. A Turkish Airlines tinha estado a gerir um serviço, mas este foi suspenso.

No segundo trimestre de 2021 a produção de carvão pela Vale cresce em 92%

No segundo trimestre do ano corrente, a produção de carvão por parte da mineradora Vale Moçambique, registou um incremento de 92% em relação ao trimestre anterior, situando-se em 2,1 milhões de toneladas.

Conforme o Relatório Financeiro e de Produção da Vale Moçambique, traduzido num comunicado de imprensa emitido pela mineradora, durante o segundo trimestre de 2021, a Vale esteve perto de duplicar os níveis de produção de carvão, comparativamente aos primeiros três meses de 2021.

No que concerne ao transporte de carvão, a empresa movimentou 1.9 mil milhões de toneladas, correspondente a um crescimento de 83%, em relação ao trimestre anterior. Contudo, a produção e transporte de carvão foram afectados pela conclusão tardia do processo de manutenção das plantas de processamento na Mina de Moatize e o regimento de confinamento, por conta da pandemia da Covid-19.

“O transporte de carga geral atingiu a marca de 126 mil toneladas, o que representa um crescimento de 65%, em relação aos primeiros três meses de 2021, mesmo tendo sido impactado pelas obras de manutenção da linha férrea, ligando Nkaya e Blantyre (no Malawi) e pela redução do comércio internacional associado ao Coronavírus”, lê-se no documento.

No período em análise, o Relatório Financeiro e de Produção da Vale refere que a empresa transportou cerca de 55 mil passageiros, representando um crescimento de 17%, em relação ao primeiro trimestre deste ano. O aumento do volume de passageiros está relacionado com a retoma gradual da actividade económica, face aos receios da COVID-19.

Ainda de acordo com a mesma fonte, com a venda do carvão, no segundo trimestre, a empresa arrecadou USD 168 milhões, que correspondem a um aumento de mais USD 56 milhões, em comparação com o primeiro trimestre.

Refira-se que a Vale está empenhada em deixar uma operação competitiva ao mesmo tempo em que trabalha para assegurar uma saída responsável em Moçambique, procurando um investidor que possa salvaguardar os interesses de todas as partes. A saída da Vale do negócio de carvão em Moçambique está em linha com o foco da empresa em tornar-se carbono neutro até 2050 e em reduzir em 33% as suas emissões até 2030.

FACIM 2021 teve visitantes presenciais acima das expectativas

A 56ª Edição da FACIM, que decorreu em Ricatla, distrito de Marracuene, de 30 de Agosto a 5 de Setembro, sob o lema “Industrialização, inovação e diversificação da economia nacional”, teve 569 expositores nacionais, contra 1550 projectados em formato virtual, e 309 em formato presencial contra a projecção de 225, perfazendo um total de 878. Vê-se em balanço divulgado pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX, IP).

Quanto aos expositores estrangeiros, as estatísticas da FACIM apontam para 19 participações em formato virtual contra 24 projectados e 25 em formato presencial, o que totaliza 44. Treze países participaram da feira, sendo 4 em formato virtual (Brasil, Coreia do Sul, India e Zimbabwe) e 9 presencialmente (Africa do Sul, Tanzânia, Portugal, Espanha, Franca, Itália, Grécia, Finlândia, Reino Unido), contra uma projecção de 24.

Já em relação ao número de visitantes, a FACIM 2021 teve 22314 participantes virtuais (contra a projecção de 70 000) e 5400 presenças físicas (contra 5250 projectados).

O relatório do balanço da FACIM refere que no âmbito da implementação do Plano de Emergência face a Pandemia da COVID-19, o evento contou com uma brigada de saúde para testagem da COVID-10 e vacinação (2ª dose) tendo sido testados 315 visitantes e expositores e vacinados 32 pessoas (note-se que não foi registado nenhum caso positivo).

“Das várias iniciativas inovadoras desta edição, destaca-se a realização de uma réplica da FACIM, a nível das províncias e a sua transmissão em directo através da plataforma virtual, o que contribuiu para uma ampla exposição das potencialidades económicas de cada província, bem como, o seu potencial exportável. Destaca-se igualmente como aspecto inovador, a participação do Sector Empresarial do Estado, num pavilhão personalizado onde foram expostos os serviços e projectos estruturantes de cada empresa”, lê-se do documento.

 

BOLSAS DE CONTACTO E PARCEIRAS

O balanço da FACIM 2021 indica a realização de um total de 622 bolsas de contacto nos diversos domínios, dos quais resultaram em 24 intenções de parcerias por firmar o mais breve possível, com destaque para a Empresa Joaquim Chaves e a empresa Okanga, cujo objecto consiste numa parceria para fornecimento de material hospitalar e conexo; a Agência do Vale do Zambeze e a empresa OLAM, cujo objecto consiste firmação de parceria no domínio do processamento e escoamento de produtos agrícolas e comercialização do arroz nos mercados das províncias de Tete e Maputo.

A nível da Província de Maputo foram manifestados interesses nos seguintes domínio de exploração de minas de calcário pela empresa turca (Grupo Limak Cimento); investimento na área de agricultura (produção de uvas) e agro-processamento pela empresa sul-africana ASK-X; e estreitamento de parcerias entre a empresa Dugongo Cimento e as empresas provedoras de serviço no âmbito do conteúdo local; interesse no estabelecimento de parceria entre o IPEME e o BCI-Banco Comercial de Investimento na área de desenvolvimento de microcrédito com vista a potenciar as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) no âmbito do conteúdo local; manifestação de interesse do Fórum Nacional da Pecuária (FONAPE), associação de criadores de gado, em firmar parceira com a APIEX, IP na implementação do plano de desenvolvimento e rentabilização da zona de agropecuária na FACIM, com vista a realização de eventos promocionais (feira de gado, leilões) incluindo acções de capacitação técnica aos profissionais do sector; além da assinatura de Memorandos de Entendimento entre o Ministério da Indústria e Comércio e várias instituições.

Ainda nesta edição foi testemunhado o lançamento da MozParks, empresa holding o Parque Industrial de Beluluane, um consórcio de gestão público-privado criado com objectivo de promover a expansão de Parques Industriais, Zonas Económicas Especiais, Zonas Francas Industriais e Polos Industriais.

Banco Central mantém taxa de empréstimos bancários

O Banco de Moçambique manteve a taxa única de referência, prime rate, em 18.9 por cento, a vigorar no mês de Setembro em curso. Passam cinco meses que a taxa não sofre alterações. A informação foi avançada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

A última vez que o Banco de Moçambique (BM) alterou a taxa única de referência para empréstimos bancários, foi em Março, altura em que esta estava situada em 17.8 por cento.

A prime rate do sistema financeiro moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável.

Aos 18.9 por cento junta-se uma margem designada “spread” que será adicionada ou subtraída à prime rate, mediante a análise de risco de cada operação de crédito, que o cliente solicita à entidade financeira.

Num comunicado de imprensa, a Associação Moçambicana de Bancos apontou que o “spread” a ser aplicado pelas instituições de financeiras para concessão de crédito aos clientes varia entre 1 e 10 por cento.

Por exemplo, para os Bancos Comercial de Investimentos e Millenium BIM, a margem para empréstimos de consumo está situada em 4.5 por cento e 4.75 por cento para habitação, em 4.5 e 1.2 por cento para empréstimos de consumo, respectivamente.

Apesar da definição da margem, a concessão de financiamento é sujeita à análise de risco interna de cada banco, de forma a aferir a capacidade de endividamento do mutuário.

Cada banco reserva-se o direito de aplicar condições adicionais distintas destas, em função do perfil de risco, historial comercial, creditício e eventuais protocolos celebrados com o cliente, particular ou institucional.

O grau de cobertura do cliente e o tempo de relacionamento comercial em todas as categorias de crédito, pode variar em função da avaliação de risco a ser efectuada por cada banco.

Sector imobiliário africano com esperança de mudança para 2023

No primeiro trimestre de 2023 o mercado imobiliário africano poderá recuperar-se dos efeitos da pandemia da COVID-19. Quem o diz é Malcolm Horne, CEO da Broll Group, a maior firma fornecedora de serviços imobiliários no continente.

Malcolm Horne, que participa na décima segunda edição do Africa Property Investment (API) Summit 2021, de 6 a 10 de Setembro, acredita que a melhoria no sector imobiliário se deverá, em parte, à experiência com o mercado.

Por outro lado, Horne aponta o processo de vacinação contra a COVID-19 como uma porta de esperança, para a abertura do ambiente económico, que se encontra fragilizado desde a eclosão da pandemia da COVID-19 em 2020.

“O nosso sucesso é construído com base num conhecimento e experiência aprofundados e assente numa compreensão tangível dos mercados locais em toda a África. Tal permite-nos oferecer soluções imobiliárias de ponta, baseadas em serviços imobiliários estratégicos e totalmente integrados”, disse Malcolm Horne.

No entanto, isso não basta e Malcolm Horne acrescenta que “na qualidade de fornecedor líder de soluções imobiliárias, estamos atentos na implementação do processo de vacinação em África e a respectiva recuperação económica em todo o continente”.

O empresário não pára por aí. Aponta, igualmente, a importância da tecnologia para a dinamização do sector imobiliário, sobretudo para o aumento das receitas e activos no âmbito de um mercado sustentável.

Entretanto, Malcolm Horne é cauteloso nas suas projecções, afirmando que “não acho que teremos necessariamente a mesma tendência que se observa nos países do primeiro mundo, em que a maior parte dos empregos perdidos devido à COVID-19 será em larga medida recuperada até ao final do ano de 2023”.

O empresário imobiliário sabe que o restabelecimento de emprego no sector será um dado importante e impulsionador da recuperação global, no geral. Por isso, sugere que o sector esteja devidamente preparado para responder aos desafios do mercado.

Para o ânimo que se pretende no sector imobiliário, Malcolm Horne propõe em que subsectores imobiliários os investidores devem dedicar a sua maior atenção.

“Os verdadeiros desafios encontram-se nos escritórios, no retalho e nos hotéis. No caso do retalho, o sector continua a atrair investimentos. Houve grandes retalhistas a saírem de alguns mercados africanos, mas, se olharmos para a tendência internacional, um grande número de proprietários investiu efectivamente em retalhistas para garantir o seu relançamento”, observou Malcolm Horne.

O empresário prossegue: “observámos uma tendência semelhante em África relativamente ao ressurgimento do interesse dos investidores locais no sector retalhista”.

O representante da maior firma de serviços imobiliários de África disse, entretanto, que nem vai mal, até porque houve boa parte de subsectores imobiliários que se deu ou se tem saído bem antes e durante o período da crise sanitária em que o mundo se encontra.

“Os vencedores óbvios são a indústria, os centros de dados e o estilo de vida, este último focado no bem-estar e na vida saudável, bem como nos cuidados de saúde. Estes saíram-se muito bem. Se compararmos com África, também eles se saíram igualmente bem no continente”

Horne revela optimismo quanto ao futuro do sector imobiliário em África, até porque a firma que representa está com olhos postos no fortalecimento do núcleo do negócio e torná-lo cada vez mais resiliente e flexível.

Malcolm Horne não esconde incertezas sobre a trajectória do continente em relação ao avanço de vacinação contra o novo Coronavírus. Em África, o número de pessoas vacinadas ainda está longe do desejado, porém a esperança é a última a morrer.

“Esperamos que, no primeiro trimestre de 2023, os problemas de oferta e procura de vacinas tenham sido amplamente resolvidos, para que consigamos ganhar impulso em todo o continente no âmbito da campanha de vacinação”, assim deseja Malcolm Horne.

“Isso será positivo e marcará o início de uma aceleração da actividade económica. É crucial que os confinamentos não sejam instituídos novamente e é, por isso, que uma distribuição bem-sucedida da vacina é tão crucial”, sublinhou.

Para Horne, a décima segunda edição do Africa Property Investment (API) Summit 2021 tem o potencial de atrair um leque de “stakeholders”, entre investidores, compradores, fornecedores de serviços e financiadores.

Neste evento, Moçambique e a República Democrática do Congo merecerão destaque, uma vez que, nestes países, o mercado imobiliário é cada vez mais emergente.

Moçambique debate sobre novos desafios para a indústria das pescas na Rússia

Moçambique participa no IV Fórum Internacional da Indústria Pesqueira na Rússia, representado pela ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta.

No evento, será debatido o impacto da COVID-19, os novos desafios para a indústria das pescas e sua regulamentação, concorrência e principais tendências no desenvolvimento socioeconómico e político da indústria da pesqueira e aquacultura.

Para além de participar do evento, a ministra poderá manter encontros com entidades públicas e privadas, tendo como objectivo divulgar as potencialidades do país e atrair o investimento russo para o sector das pescas e na exploração das infraestruturas do sector.

Em comunicado de imprensa, o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas diz que “é intenção de Moçambique expandir o mercado de exportação de produtos da pesca para a Rússia e explorar a possibilidade de estabelecimento de acordos de cooperação em matérias de formação pesqueira, indústria naval, padrões hígio sanitários de pescado e biossegurança dos animais aquáticos”.

A deslocação da governante para aquele país surge em resposta a um convite formulado pela Embaixada da Federação Russa em Moçambique.

Estudo revela que condições das empresas deterioraram-se em Agosto

Relatório de um inquérito feito em Agosto aos gestores das empresas privadas no país revela que a economia do sector privado moçambicano sofreu um declínio no referido mês, devido às maiores restrições provocadas pelo aumento dos casos de Covid-19.

“A produção, novas encomendas e aquisições sofreram quedas abruptas desde Janeiro, enquanto os níveis de emprego subiram a um ritmo muito menos acentuado. Apesar do abrandamento para o nível mais baixo nos últimos cinco meses, a confiança nas empresas manteve-se forte devido à respectiva antecipação da melhoria das condições económicas”, refere o documento.

Produzido pelo Standard Bank, o inquérito tem como principal valor calculado, o Purchasing Managers’ Index (PMI). Determina que valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração. “Em Agosto, o PMI desceu para 47,9, o valor mais baixo dos últimos sete meses, uma queda do valor de 51,8 registado em Julho e a primeira vez que este valor se cifra abaixo dos 50,0 nos últimos cinco meses”, relata a fonte.

De acordo com o relatório do inquérito, às empresas inquiridas associaram predominantemente o declínio à restrição das medidas de combate à Covid-19, incluindo o recolher obrigatório, encerramento temporário das empresas e a proibição de ajuntamentos sociais. Estas medidas originaram uma forte queda da procura por parte dos clientes e um declínio na capacidade das empresas, com os índices de produção e de novas encomendas a registarem os valores mais baixos desde Janeiro.

“Os dados do sector indicam que as áreas do fabrico e dos serviços foram as mais afectadas, sendo que as empresas de agricultura também notaram uma quebra na procura. Em sentido contrário, o sector da construção foi o único a conhecer aumentos constantes em termos de produção e do número de novas encomendas”, detalha o documento.

O relatório do inquérito assinala ainda que, durante o mês de Agosto, os fornecedores praticaram preços mais baixos, com a reduzida procura de meios de produção, o que resultou na primeira descida dos custos de aquisição desde Novembro de 2020.

Relata ainda que os custos com pessoal também sofreram uma redução no período do último inquérito. Como resultado, o aumento geral dos custos dos meios de produção abrandou para o nível mais baixo dos últimos três meses, com a pressão ascendente a dever-se maioritariamente ao aumento dos preços do transporte.

Apesar da perda acentuada do impulso no mês de Agosto, a nossa fonte assegura que as empresas continuam a apostar na mão-de-obra, embora a taxa de criação de emprego tenha suavizado consideravelmente desde Julho. Assegura ainda que os empresários permanecem confiantes de que a produção irá voltar a crescer nos próximos 12 meses, pois, vários gestores entrevistados acreditam que as interrupções causadas pelas restrições da Covid-19 serão de curta duração.

O PMI do Standard Bank Moçambique é compilado a partir das respostas aos questionários enviados aos directores de compras de um painel de cerca de 400 empresas do sector privado. O painel é estratificado por sector específico e dimensão das empresas em termos de número de colaboradores, com base nas contribuições para o Produto Interno Bruto (PIB). Os sectores abrangidos pelo inquérito incluem a agricultura, a mineração, o sector manufactureiro, a construção, o comércio por grosso, o comércio a retalho e os serviços.