Sunday, April 19, 2026
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Não obstante a COVID-19 expositores da FACIM venderam e firmaram parcerias

Apesar das restrições impostas pela COVID-19, os expositores dizem que conseguiram vender os seus produtos e serviços, assim como firmar parcerias na FACIM 2021. Nesta edição, também houve premiação de melhores expositores.

A 56ª edição da Feira Internacional de Maputo decorre sob restrições impostas pela pandemia da COVID-19, o que terá influenciado na redução do número de expositores, assim como de visitantes quando comparado com os outros anos.

Ainda assim, os poucos que lá estiveram dizem ter alcançado resultados positivos. “Tivemos a possibilidade de firmar parcerias concretas em várias áreas. Por exemplo, o arroz, que nós lançámos, que estava disponível na Zambézia, muito em breve estará nos supermercados da Cidade de Maputo, como resultado desta FACIM, para além de outras empresas nossas que estão a fazer parcerias concretas”, referiu Roberto Albino, director-geral da Agência do Zambeze.

E, porque o contexto é mesmo da pandemia e exige-se mais prevenção, há empresas que expuseram os produtos de desinfecção e dizem ter sido muito procurados. “Estamos a reinventar-nos, levámos para FACIM produtos que achamos que os clientes podem estar interessados, principalmente aqueles que têm a ver com a desinfecção. Sabemos que precisamos de nos proteger, tendo uma higiene extra e o pessoal está a aderir. Estamos a fazer parcerias, a entregar cartões-de-visita panfletos e há e-mails a entrar, então as coisas estão a andar”, observou Nairo Chicombo.

A 56ª edição da FACIM premiou, igualmente, instituições públicas e privadas que se destacaram na exposição dos seus produtos. O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas é uma delas.

“A premiação é fruto de muita entrega dos nossos colegas e direcção do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, em relação ao trabalho que temos feito, sobretudo da FACIM. Acabámos de lançar em Tete uma actividade do PRODAPE que está a ter um bom rumo, graças à entrega dos colegas”, agradeceu o vice-ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Henrique Bongece.

O Grupo Lin puxou para si o prémio de “Empresa Revelação” e anunciou mais novidades. “É muito gratificante no momento em que estamos, da pandemia, termos um prémio deste nível. É sinal de muito empenho. O Grupo Lin trouxe para FACIM todas as áreas que está a implementar. Temos a Lin Limpezas, desinfecção, medicare, ambulâncias e este penúltimo é uma clínica com várias especialidades”, revelou Atifa Atuale, directora executiva do Grupo Lin.

A FACIM deste ano conta com a participação de empresas estrangeiras, também premiadas como melhores expositores.

Iniciadas candidaturas ao Sustenta 2021/2022

Começaram esta semana as candidaturas ao Programa Nacional de Integração da Agricultura Familiar em Cadeias de Valor, o Sustenta, na campanha agrária 2021/2022, um ano após financiar quase 300 mil agricultores em oito províncias e aumentar a produção das principais culturas alimentares em Moçambique.

A produção de comida no país aumentou de 14 milhões de toneladas para 16 milhões durante a campanha agrária 2020/2021, segundo dados preliminares do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar, como resultado dos financiamentos de pacotes tecnológicos a 291.241 Pequenos Agricultores Comerciais Emergentes (PACE´s) e Pequenos Agricultores (PA´s) conjugado como assistência técnica de extensão rural.

O aumento da produção alimentar, e também das culturas de rendimento, resultaram ainda no aumento significativo dos rendimentos de 59.040 agregados familiares. Na cultura do arroz, por exemplo, os rendimentos dos agricultores aumentaram 650 por cento, os produtores de milho viram os seus rendimentos crescerem 292 por cento e na cultura do Girassol os ganhos aumentaram 248 por cento.

Depois de chegar a 103 distritos nas províncias do Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Manica, Sofala e Gaza o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar perspectiva alargar os financiamentos do Sustenta para todo o país e por isso deu início, nesta segunda-feira(30), às chamadas públicas para os moçambicanos que pretendam dinamizar a produção agrícola.

O Pequeno Agricultor, que tenha vontade de produzir uma área entre 1,5 a 9 hectares, deve apresentar a sua candidatura ao Agente de Extensão na sua localidade ou através do PACE, Empresa Fomentadora ou Indústria da sua região. O candidato à PACE deve apresentar a sua candidatura no Serviço Distrital de Actividade Económica da região onde reside e já cultiva uma área igual ou superior a 10 hectares.

As indústrias e empresas que pretendam financiamento para dinamizar o fomento agrário que já realizaram apresentam as suas candidaturas nos Serviços Provinciais de Actividade Económica onde operam ou nas delegações do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável.

Importadora de combustíveis Vitol viola contrato

A empresa recentemente adjudicada aos serviços de importação de combustíveis ao país até Dezembro próximo, Vitol Bahrain E.C., violou o contrato: REF-IMOPETRO/CALC/01/2021, ao importar quantidades de combustíveis para o hinterland, além dos destinados ao país.

De acordo com as fontes, tudo começa em finais de Julho e inícios de Agosto últimos. A 31 de Julho, o navio Vendome Street, fretado pela Vitol, atracou no terminal de combustíveis da Beira para descarregar 10,886 Toneladas Métricas (TM) de gasóleo. Entretanto, em vez da referida quantidade, o navio descarregou mais 28.771 m3 de gasóleo não pertencente à IMOPETRO para trânsito.

Esta atitude viola a cláusula 6.10 do Contrato entre a Vitol e IMOPETRO, segundo a qual: “Todos os navios, sem excepções, devem transportar apenas cargas para entrega ao abrigo do Contrato, sendo interdito o carregamento de cargas em trânsito, ainda que destinadas ao mercado interno”.

A IMOPETRO remeteu, no âmbito das suas atribuições, uma carta ao fornecedor advertindo sobre a necessidade do cumprimento da referida cláusula em carregamentos futuros. Em resposta, a Vitol disse que o país não tira vantagens com a cláusula 6.10.

Questionado sobre o assunto, o Director Nacional de Hidrocarbonetos, Moisés Paulino, respondeu nesse mesmo diapasão. Explicou que a cláusula foi mal elaborada porque, como tem acontecido nos anos anteriores, os navios trazem não só combustíveis para o país, mas também para o hinterland e, com isto, o Estado tira dividendos.

Perante esse caso, Paulino, que também é Presidente da Comissão (interministerial) de Aquisição de Combustíveis Líquidos (CALC), avançou que a referida cláusula deverá ser corrigida em adenda ao contrato, porque prejudica o país.

Irlanda multa WhatsApp em 225 milhões de euros

A Irlanda multou o WhatsApp, detido pelo Facebook (NASDAQ:FB), em 225 milhões de euros após concluir uma investigação sobre a transparência da aplicação de mensagens em torno da partilha de dados pessoais com outras empresas do Facebook.

“Isto inclui informação fornecida aos interessados nos dados sobre o processamento de informação entre a WhatsApp e outras empresas do Facebook”, informa o regulador irlandês numa declaração.

Um porta-voz da WhatsApp reitera, numa declaração, que as questões em análise estavam relacionadas com políticas em vigor em 2018. Segundo o WhatsApp, a multa é “completamente desproporcionada” e anuncia que vai apelar, publicou a Yahoo (NASDAQ:AABA) Finance.

O DPC tem sido criticado no passado por outros reguladores europeus por demorar demasiado tempo a tomar decisões que envolvem gigantes tecnológicos e por não lhes aplicar multas suficientes por incumprimento.

Os reguladores de dados de outros oito países europeus ativaram um mecanismo de resolução de litígios após a Irlanda ter partilhado a sua decisão provisória em relação à investigação WhatsApp, que teve início em Dezembro de 2018.

Em Julho, uma reunião do Conselho Europeu de Proteção de Dados emitiu uma “instrução clara exigindo que o DPC reavalie e aumente a sua proposta de multa com base numa série de fatores analisados”, disse o regulador irlandês.

“Na sequência desta reavaliação, o DPC impôs uma multa de 225 milhões de euros ao WhatsApp”, conclui.

O regulador irlandês também impôs uma ordem para que o WhatsApp tomasse uma série de medidas corretivas específicas.

No final do ano passado, o regulador irlandês tinha 14 investigações abertas sobre o Facebook e as suas filiais WhatsApp e Instagram.

DP World Maputo investe na reserva marinha parcial da ponta do Ouro

A DP World Maputo, que tem a concessão de gerir, desenvolver e operar a terminal de contentores de Maputo em Moçambique, investiu 15.000 USD na Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (RMPPO) para apoiar iniciativas de redução de carbono azul, com foco na reabilitação e replantio de mangais.

Em consonância com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a DP World Maputo decidiu ajudar na restauração das florestas de mangais na RMPPO numa área de 48 hectares, o que também irá gerar oportunidades de emprego, particularmente para as mulheres locais.

Moçambique possui a terceira maior extensão de floresta de mangal na costa oriental do continente Africano.

Globalmente, a DP World está comprometida com os oceanos não só porque são vitais para o seu negócio, mas também por serem um grande motor económico, gerando cerca de 3 triliões de USD em valor económico global todos os anos. Além disso, três mil milhões de pessoas dependem da biodiversidade marinha e costeira para o seu sustento.

De acordo com Christian Roeder, CEO da DP World Maputo, “a regressão dos ecossistemas de mangais teve um impacto significativo nas comunidades de Maputo, as quais estão já a ser
negativamente afectadas do ponto de vista económico. Em face disso, a DP World colabora com os esforços que vêm a ser desenvolvidos para a sua conservação, promovendo o desenvolvimento de oceanos equilibrados e, consequentemente, de comunidades prósperas”.

 

Sobre a DP World
Somos o líder mundial no fornecimento de serviços integrados de logística de toda a cadeia de transporte inteligente, promovendo o fluxo de comércio em todo o mundo. A nossa ampla gama de produtos e serviços cobre todas as etapas da cadeia de abastecimento integrada – desde terminais marítimos e internos até aos serviços marítimos e parques industriais, bem como soluções tecnológicas para os nossos clientes.

Prestamos esses serviços através de uma rede global quem interliga 128 unidades de negócio em 60 países localizados nos seis continentes, com uma presença significativa tanto em mercados de alto crescimento como em mercados consolidados. Onde quer que operemos, integramos nas nossas actividades a sustentabilidade e a cidadania corporativa responsável, procurando dar um contributo positivo para as economias e comunidades em que vivemos e trabalhamos.

O compromisso da nossa equipa dedicada, diversificada e profissional, com mais de 53.000
funcionários de 131 nacionalidades, é oferecer um valor incomparável aos nossos clientes e
parceiros. Isto é possível graças à nossa aposta em relacionamentos de benefício mútuo – com governos, transportadores, comerciantes e outras parceiros interessados ao longo da cadeia de
fornecimento global – relacionamentos construídos numa base de confiança mútua e parceria
duradoura.

Pensamos no futuro, antecipamos mudanças e implementamos tecnologia digital líder do sector para ampliar ainda mais a nossa visão de transformar o comércio mundial e criar as soluções mais inteligentes, eficientes e inovadoras, garantindo um impacto positivo e sustentável nas economias, nas sociedades e no planeta de todos nós.

BM diz que em 2020 o crédito de incumprimento continuou alto

O Banco de Moçambique relata em Relatório de Estabilidade Financeira, publicado recentemente, que o sector bancário que domina a provisão de produtos e serviços financeiros continuou com níveis de capital e liquidez acima dos requisitos regulamentares e, por conseguinte, os riscos de rendibilidade e solvência e de liquidez mantiveram-se baixos.

“No entanto, o risco de crédito continua a ser uma preocupação, devido ao alto índice de incumprimento do crédito, contribuindo para a deterioração da qualidade dos activos”, refere o documento.

Segundo o Banco Central, o rácio do crédito em incumprimento (NPL) permaneceu em torno de 10,0%, correspondente ao nível de risco alto e continuou muito acima do nível máximo recomendado pelas boas práticas internacionais de 5,00%.

Ainda assim, o regulador do sistema financeiro nacional constatou que, no período em análise, o crédito evoluiu positivamente, ao registar uma aceleração de 8,90 pp, passando de um crescimento de 5,14%, em Dezembro de 2019, para 14,04%, em Dezembro de 2020, não obstante as adversidades verificadas durante o período em referência.

Num informe anual em que descreve a estabilidade do sistema financeiro nacional, o Banco de Moçambique relata também que o sector moçambicano de seguros apresenta uma evolução positiva, tanto para o “ramo vida” como para o “não vida”, num contexto em que a estrutura dos investimentos representativos de provisões técnicas é dominada pelos investimentos financeiros, com evidente desaceleração de investimentos em edifícios.

“A produção global das empresas de seguros registou, em 2020, um crescimento anual na ordem de 4,9% (após 21%, em igual período do ano anterior), performance que reflecte a conjuntura económica acima descrita”, acrescenta o documento.

No que tange à capitalização bolsista, o Banco Central relata que o principal indicador do Mercado de Valores Mobiliários (MVM) registou um incremento decorrente, fundamentalmente, da dinâmica das obrigações do Tesouro, que representaram 77,3% deste índice. Este cenário eleva o risco soberano a que estão sujeitos os detentores destes títulos, com particular destaque para os integrantes dos sectores bancário e de seguros, influenciando, de igual modo, o risco sistémico e a estabilidade financeira no geral.

Rogério Zandamela reconduzido ao cargo de governador do BM

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reconduziu no cargo o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, anunciou a presidência.

“No uso das competências que lhe são conferidas [o Presidente da República], nomeou através de Despacho Presidencial Rogério Lucas Zandamela para o cargo de Governador do Banco de Moçambique”, lê-se no comunicado divulgado pela presidência, sem mais detalhes.

Passaram cinco anos desde que o chefe do Estado nomeou Zandamela para o lugar, em substituição de Ernesto Gove, que terminou o mandato em 31 de Agosto de 2016 após dez anos no posto.

Rogério Lucas Zandamela era até então funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI), desde 1988, tendo exercido sucessivamente as funções de representante-residente da instituição no Brasil e de chefe de Missão do FMI para Arménia, Costa Rica, Gâmbia, Guatemala, Libéria, Malásia, Nicarágua, Peru, Trinidad e Tobago e Zimbabwe, no Departamento de Mercados Monetários e de Capital.

O governador agora reconduzido chegou ao banco central meses depois de irromper o escândalo das dívidas não declaradas, agora em julgamento, num montante actualizado pelo Ministério Público para 2,7 mil milhões de dólares (172,1 mil milhões de meticais ao câmbio do dia).

O Banco de Moçambique interveio e conteve a acentuada derrapagem do metical que se seguiu, travando ao mesmo tempo a inflação galopante.

Durante os primeiros cinco anos de mandato de Zandamela, outros momentos marcantes passaram pela intervenção pública no Moza Banco, logo em 2016, entretanto vendido em 2018 à Kuhanha, entidade que gere o fundo de pensões dos trabalhadores do banco central.

No final de 2018, o governador enfrentou o ‘apagão’ de cinco dias das caixas automáticas por falta de pagamento à empresa gestora informática da rede e promoveu a implementação de uma solução alternativa.

Já este ano, o banco central interveio em Junho ao suspender o Standard Bank do Mercado Cambial Interbancário durante um mês, após detectar “infracções graves” com destaque para manipulação fraudulenta da taxa de câmbio.

A empresa Dugongo reajusta o preço do cimento

A Dugongo, empresa de produção de cimento de construção, anunciou ontem que vai reajustar o preço do cimento do tipo 32.5 em cerca de 20,00 meticais o saco de 50kg.

A companhia assegura que o ajustamento do preço do cimento não vai interferir na capacidade de compra deste produto por parte dos cidadãos, uma vez que o mesmo continuará a ser vendido a custo inferiores aos praticados no mercado.

A garantia foi dada pelo Presidente do Conselho de Administração da Dugongo Cimentos, Vítor Timóteo, durante a apresentação do stand da empresa na Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Na ocasião, Timóteo disse que a alteração dos preços não vai atingir 20,00 meticais e vai abranger apenas o cimento tipo 32.5, mas o do tipo 42.5 continuará a ser comercializado pelo mesmo valor.

Afirmou ainda que a alteração dos preços deve-se a uma série de factores económicos, entre os quais a oscilação do dólar norte-americano, com impacto nas importações de parte da matéria-prima usada para a produção do cimento.

“Nós produzimos o clínquer, principal matéria-prima para a produção do cimento, mas importamos outros produtos,como é o caso limalha de ferro, gesso e carvão”, disse Vítor Timóteo, justificando uma das razões para o ajustamento de um dos tipos de cimento produzido pela Dugongo Cimentos.

Acrescentou que, tal como no lançamento dos seus produtos, a Dugongo Cimentos vai continuar a manter a qualidade dos seus produtos bem como torná-los continuamente acessíveis aos consumidores finais.

O PCA da Dugongo Cimentos afirmou ainda que apesar da alteração do preço anunciado se reflectir nos distribuidores, estes continuarão a comprar o cimento a um custo acessível, não se justificando um agravamento para os cidadãos.

“Quando começámos a produzir o dólar estava a 55,00 meticais e agora variou para 64,00 a 65,00 meticais, portanto dez unidades. Mesmo assim, a nossa tonelada de cimento continuará a ser vendida um pouco abaixo de 100 dólares”, garantiu o gestor.

Inaugurada este ano pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, está é a primeira vez que a Dugongo Cimentos participa na Feira Internacional de Maputo, integrada no Pavilhão da Província de Maputo, especificamente no distrito de Matutuíne, onde se localiza esta unidade fabril.

Clientes do Moza Banco já podem usar directamente e-Mola

Clientes do Moza Banco já podem movimentar dinheiro directo para carteira móvel da Movitel, E-mola.

São duas instituições diferentes, mas com um único objectivo: permitir que pessoas com menor capacidade financeira e não só possam movimentar seu dinheiro de forma simples, rápida e segura.

Esta quarta-feira, o Moza Banco e a Movitel assinaram um acordo de interoperabilidade que vai permitir aos clientes dessas empresas transferir, levantar e depositar dinheiro, fazer pagamentos de serviços, pagamentos de salários, entre outras operações.

Segundo Victor Timóteo, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Movitel, a parceria entre estes dois grupos é de expandir a carteira móvel, como forma de garantir a inclusão financeira, na medida em que o grupo de utilizadores vai sendo abrangido, no país.

“Enquanto provedores de serviços financeiros de carteira móvel, com maior cobertura, criamos condições de acessibilidade, assegurando assim participação das pequenas e médias empresas, como motores do desenvolvimento nacional”, disse o PCA da empresa da carteira móvel, e-Mola.

Já o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, assegurou que as taxas, aplicadas durante os movimentos, serão reduzidas, para acomodar os serviços a todos cidadãos.

“As transacções nestes canais partem de um montante mínimo de 100 meticais até um máximo de 25 mil meticais por operação, não podendo exceder o limite de 150 mil meticais diários para o caso de Clientes Particulares e 250 mil para os Clientes Empresa”

Manuel Soares, faz saber ainda que, os clientes do Moza Banco poderão efectuar transferências das suas contas para a carteira e-Mola através dos vários canais disponibilizados por este banco, como o caso do Moza Já, Moza Net, Moza Mobile e o AZAPP.

Os interlocutores, destacaram ainda, que a iniciativa surge numa altura em que, por conta da COVID-19 exige-se que as pessoas façam menos movimentação de valores em numerário e por isso, com esta possibilidade os clientes poderão continuar com os seus afazeres, mas de forma segura.

O Serviço e-Mola é a segunda maior carteira móvel do país, com mais 1.6 milhões de utilizadores. E o Moza Banco conta, actualmente, com cerca de 180 mil clientes.

Receitas do turismo caíram em 95%

Desde a eclosão da pandemia da COVID-19 em Moçambique, as receitas do turismo caíram em 95 por cento e este é o sector que teve um aumento de apenas 100 meticais no salário mínimo, valor que, para o vice-ministro do pelouro, não é pouco, tendo em conta o contexto que se vive.

Há um ano em que Moçambique está a braços com a pandemia do novo Coronavírus e o turismo tenta sobreviver aos impactos negativos desta doença. É que as fronteiras foram encerradas e a mobilidade de pessoas (turistas) restringida.

Daí que muitas estâncias se viram obrigadas a encerrar e as que ainda estão abertas vivem dias sombrios e de poucas, mas muito poucas receitas. “Verificamos queda na ordem de 95 por cento, o que contribuiu na quebra substancial dos indicadores de referência nas áreas de alojamento, restauração e similares bem assim no volume de investimentos”, revelou o vice-ministro da Cultura e Turismo, Fredson Bacar.

Com a queda em todos os indicadores do sector do turismo, houve um aumento no salário mínimo de apenas 100 meticais, o que, para o vice-ministro da Cultura e Turismo, é de louvar, tendo em conta o contexto de dificuldades que o sector atravessa.

“Só se pode dar aquilo que se tem e não se pode dar aquilo que não se tem. Saudamos esse esforço que, mesmo apesar das dificuldades por que o sector está a passar, o empresariado enfrenta em termos de tesouraria, ainda conseguimos chegar a um consenso de aumentar 100 meticais” apontou Fredson Bacar.

Bacar acrescentou que os operadores turísticos não devem olhar apenas para o valor facial, mas sim para o gesto e sensibilidade, assim como “para o comprometimento visto que é um momento difícil, mas acreditamos que é possível ultrapassar essa fase”.

E uma das coisas que dá mais alento de que é possível ultrapassar os dias difíceis que o sector atravessa é a última comunicação do Presidente da República que alargou os horários de funcionamento de restaurantes.

O vice-ministro da Cultura e Turismo falava no âmbito da atribuição do selo limpo a uma das estâncias hoteleiras da capital do país pela observância rigorosa do cumprimento sanitário para a prevenção do novo Coronavírus.