Friday, April 17, 2026
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Conferência Internacional destaca modernização da HCB como alicerce para consolidar Moçambique como centro energético regional

Destaques

  • Presidente da República aponta modernização da HCB como passo crucial para consolidar Moçambique como hub energético;
  • Projectos como Mphanda Nkuwa, Boroma e a Central Norte de Cahora Bassa reforçam aposta em infraestruturas estruturantes;
  • Diversificação energética é prioridade com aposta em fontes solar, eólica, térmica e biomassa;
  • Conferência contou com painéis sobre integração regional e impactos das mudanças climáticas nas barragens;
  • HCB entregou ao Estado mais de 115 mil milhões de meticais desde 2007, sendo o maior contribuinte nacional em 2024

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) celebrou meio século de operação com uma conferência internacional em Maputo que mobilizou representantes de alto nível dos governos da região, das principais empresas eléctricas da África Austral e especialistas em energia e clima. Mais do que uma celebração, o evento marcou uma inflexão estratégica para a modernização do sector energético e a reafirmação de Moçambique como centro nevrálgico da segurança energética regional.

Um marco com olhos postos no futuro

No seu discurso de abertura, o Presidente da República, Daniel Chapo, exaltou a importância da HCB como empresa “estratégica e estruturante” e destacou a pertinência dos temas da conferência: o papel das centrais hidroeléctricas no desenvolvimento das economias e os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

“Ao realizar esta conferência, a HCB revela a sua preocupação incessante com a partilha de experiências e com a gestão atenta às mudanças climáticas que desafiam as centrais hídricas”, afirmou o Chefe de Estado.

O Presidente alertou que, embora a produção da HCB se mantenha nos 2.075 MW desde 1975, os desafios actuais exigem investimentos urgentes na reabilitação e modernização dos equipamentos. Defendeu ainda a expansão da capacidade instalada como base para que Moçambique se afirme como hub energético da África Austral, integrando mais activamente o Southern Africa Power Pool (SAPP).

Sasol injecta mais de um bilião de dólares em empresas moçambicanas e impulsiona acesso ao financiamento para PMEs

  • Adjudicações ultrapassam US$ 1 bilião entre PPA, PSA e campanha MERIC
  • 85% dos contratos no PSA atribuídos a empresas registadas no país
  • Parceria com BCI já desembolsou US$ 2 milhões para PMEs com taxas bonificadas
  • 180 empresas capacitadas; 72 contratos formalizados; 400 novos empregos
  • Estratégia de inclusão assenta em dados, pragmatismo e parcerias sustentadas

Em entrevista ao Semanário Económico, Hassan Dassat, Director de Conteúdo Local da Sasol Moçambique, revelou que a multinacional canalizou mais de um bilião de dólares para empresas moçambicanas nos últimos cinco anos, no âmbito de uma estratégia de conteúdo local que vai além das obrigações contratuais, actuando sobre o financiamento, a capacitação e a inclusão económica regional.

A Sasol implementa desde 2019, em coordenação com o Governo de Moçambique, um Plano de Conteúdo Local baseado em cinco pilares estratégicos e adaptado a cada fase dos seus projectos energéticos. O Director da área, Hassan Dassat, sublinha que os compromissos da empresa se traduzem em “resultados mensuráveis, com impacto directo nas comunidades e nas cadeias de fornecimento locais”.

Hassan Dassat, Director de Conteúdo Local da Sasol Moçambique

Nos últimos cinco anos, a Sasol adjudicou mais de US$ 1 bilião a empresas registadas em Moçambique, envolvendo operações do Projecto de Produção Partilhada (PSA), do Projecto de Petróleo de Pande e Temane (PPA) e da campanha MERIC. Só no PSA, a percentagem de contratos atribuídos a empresas moçambicanas foi de 85%, superando as metas estabelecidas no plano.

Dinamismo Regional e Diversificação Sectorial

A estratégia permitiu ampliar a actuação de empresas moçambicanas para além das zonas urbanas. No caso do PPA, os valores atribuídos a empresas sediadas na província de Inhambane aumentaram de US$ 2,2 milhões para US$ 13 milhões, num crescimento de quase 500%.

A campanha MERIC, uma das maiores operações de perfuração da Sasol em Moçambique, resultou numa mobilização de US$ 690 milhões, dos quais US$ 100 milhões foram atribuídos a empresas de capital moçambicano. Trata-se de um movimento significativo de internalização de valor na cadeia de fornecimento energética.

PMEs com acesso facilitado ao crédito e a novos mercados

A empresa lançou, em parceria com o BCI, um Fundo de Apoio às PMEs, com um envelope inicial de US$ 2 milhões, concedido a uma taxa bonificada de 12,3%, muito abaixo da média de mercado. O fundo permitiu que fornecedores locais acedessem a financiamento para garantir operações, entrega de bens e prestação de serviços.

Hassan Dassat revela ainda que a Sasol já formalizou 72 novos contratos com empresas nacionais, num universo de 46 fornecedores activos, com a criação de cerca de 400 empregos directos, sobretudo nas províncias de Inhambane e Maputo.

Capacitação Sistémica e Formação Pragmática

Com uma abordagem orientada por dados e resultados, a Sasol integrou cerca de 180 empresas em programas de capacitação e mentoria técnica, abordando desde gestão financeira e compliance até a questões operacionais, procurement e relacionamento com grandes clientes.

“A capacitação precisa ser útil e accionável. Não é formação genérica — é orientação direccionada para a realidade da indústria energética e dos contratos de grande escala”, sublinha Dassat.

A estratégia da Sasol assenta numa lógica de desenvolvimento económico local com métricas claras, resultados verificáveis e impacto territorial directo. O conteúdo local, para além de um compromisso legal, torna-se aqui um instrumento de inclusão, de redistribuição de oportunidades e de capacitação económica sustentada, com efeito real nas comunidades onde a empresa opera.

Obrigações do Tesouro reforçam presença no mercado com elevada capitalização

Destaques:

  • Títulos do Estado dominam segmento obrigacionista da BVM com mais de 14 mil milhões de meticais em capitalização bolsista;
  • O total da capitalização bolsista das principais séries de Obrigações do Tesouro ultrapassa os 14 mil milhões de meticais
  • As séries com maior peso são as de 2017 e 2019, com volumes emitidos acima de 25 milhões de unidades
  • Taxas de juro variam entre 3,6% e 17,75%, com rendimentos anuais atractivos para investidores institucionais
  • O rendimento bruto estimado para algumas séries ultrapassa os 270 milhões de meticais

As Obrigações do Tesouro continuam a ser o principal activo de dívida pública negociado na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), com uma presença robusta em capitalização bolsista, taxas de juro competitivas e procura firme por parte do mercado institucional.

Segundo os dados actualizados da BVM até 20 de Maio de 2025, o total da capitalização bolsista das principais séries de Obrigações do Tesouro em circulação ascende a 14,5 mil milhões de meticais, com destaque para as séries emitidas em 2017 e 2019, que representam uma fatia significativa da dívida colocada no mercado secundário.

A série de 2017 – 6.ª emissão apresenta um volume emitido de 25,6 milhões de unidades, capitalizado em mais de 2,5 mil milhões de meticais, com uma taxa de juro de 17,75%. Já a série 2017 – 7.ª emissão, com 48 milhões de unidades colocadas, regista uma capitalização superior a 4,3 mil milhões de meticais e um rendimento anual superior a 686 milhões de meticais, um dos mais altos do mercado.

No mesmo grupo, a série Obrigações do Tesouro Fornecedores 2019, emitida com taxa de juro de 3,75%, destaca-se com um rendimento bruto superior a 67 milhões de meticais, apesar da sua cotação actual estar nos 80 meticais por unidade.

A diversidade das séries oferece diferentes perfis de retorno e risco, com taxas de juro que oscilam entre os 3,6% e os 17,75%, ajustadas aos objectivos de financiamento do Estado e à resposta do mercado em cada período.

Estes títulos continuam a ser um dos principais instrumentos do Tesouro moçambicano para mobilização de recursos domésticos, contribuindo para a estabilidade macroeconómica e para o financiamento do défice orçamental.

CFM, LAM e Aeroportos foram maiores devedores internos das empresas públicas em 2024

O stock de dívida interna directa do Sector Empresarial do Estado (SEE) em 2024 cifrou-se em 20,58 mil milhões de Meticais (322,07 milhões de USD), face aos 21,63 mil milhões de Meticais (338,57 milhões de dólares) registados em 2023. Este desempenho resulta, em parte, da redução de 3,7% no volume de endividamento das empresas participadas.

Paralelamente, o stock da dívida interna directa das empresas públicas apresentou um comportamento similar, tendo o stock reduzido em 699.8 milhões de Meticais (10.9 milhões de USD), para 11.4 mil milhões de Meticais (179 milhões de USD) em 2024. Os dados constam do Relatório Anual da Dívida Pública referente a 2024, publicado há dias pelo Ministério das Finanças.

Contudo, no que se refere à estrutura da dívida interna por mutuários, o Relatório refere que a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) detém o maior volume de endividamento interno das empresas do SEE, com um peso sobre o total de 36%, equivalente a 7.4 mil milhões de Meticais.

A CFM faz parte das cinco empresas que em 2024 detinham 92,2% do stock da dívida interna directa do SEE, nomeadamente 18.9 mil milhões de Meticais. Da lista das cinco estão também a Linhas Aérea de Moçambique (LAM), com 30.7%, equivalente a 6.3 mil milhões de Meticais, a Aeroportos de Moçambique (ADM), com 12,7%, correspondente a 2.6 mil milhões de Meticais, bem como a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), com 6,8%, correspondente 1.4 mil milhões de Meticais e a Moçambique Telecom (TMCEL), com 5,8%, equivalente a 1.2 mil milhões de Meticais.

Em contrapartida, o relatório que temos vindo a citar refere que o stock da dívida externa directa do SEE aumentou ligeiramente em 1,80%, atingindo 17.7 mil milhões de Meticais (278.4 milhões de USD) em 2024, face aos 17.4 mil milhões de Meticais (273.5 milhões de USD) registados em 2023. Este incremento deve-se, principalmente, à acumulação de dívida atrasada, no montante de 823.6 milhões de Meticais. Nesta questão, as empresas LAM e ADM são as que compõem os atrasados da dívida interna directa do SEE, sendo que, a 31 de Dezembro de 2024, os saldos situavam-se em 633.2 milhões de Meticais e 190.3 milhões de Meticais, respectivamente.

“O peso do dólar norte-americano na carteira da dívida do SEE registou um aumento de 2,2 pp em 2024, passando a representar 69,2% do total da carteira, face aos 67,0% observados em 2023. O gráfico confirma a tendência ascendente do peso da dívida directa denominada em dólar, tendo esta observado um crescimento de 16 p.p. Este incremento resulta do aumento do stock da dívida das empresas ADM, CFM e Tmcel, impulsionado pela acumulação de atrasados, bem como da redução do peso da dívida denominada em metical e euro, que em 2024 se situaram em 30,7% e 0,7%, respectivamente”, lê-se no relatório.

Dívida total

O Ministério das Finanças constatou que o stock total da dívida directa do SEE registou uma redução de 1,88%, passando de 39 mil milhões de Meticais (612,11 milhões de USD) em 2023 para 38.3 mil milhões de Meticais (600,52 milhões de USD) em 2024. No relatório, o Ministério explica que esta contracção resulta da diminuição de 4,8% no stock da dívida interna directa do SEE, impulsionada pelo cumprimento do serviço da dívida e pela implementação de uma política restritiva na contratação de novos empréstimos.

“A dívida directa do SEE tem apresentado uma tendência decrescente nos últimos quatro anos, tendo reduzido em 85% entre 2021 e 2024, mercê das medidas de reestruturação que vêm sendo implementadas com vista à garantia da sustentabilidade da mesma, desde o reforço da monitoria, limitação do endividamento, renegociação com os credores e saneamentos”, lê-se no Relatório Anual de Dívida Pública de 2024.

Moçambique leva talento e identidade cultural à 18.ª edição do Festival Bushfire

Maputo – Qautro nomes incontornáveis da música moçambicana contemporânea, 340ml, Assa Matusse, Lena Bahule e Samito (SAM.IITO) foram oficialmente apresentados como representantes nacionais na 18.ª edição do Festival Bushfire, um dos mais prestigiados eventos culturais do continente africano, a decorrer no Reino de Eswatini de 30 de maio a 1º de  junho de 2025, na House On Fire.

O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, em conferência de imprensa realizada nas instalações da Rádio Moçambique, onde Jiggs Thorne, Director do Bushfire Festival, destacou que “a participação moçambicana tem sido uma âncora importante na construção de pontes criativas entre os países da região, e este ano não será excepção”.

A presença de Moçambique no Bushfire insere-se numa colaboração contínua entre o Festival Bushfire e o Festival AZGO, que reforça os laços artísticos entre Eswatini e Moçambique, promovendo intercâmbio, visibilidade e circulação de artistas em contextos regionais.

340ml: Legado sonoro e inovação

Com origens em Maputo e residência artística desenvolvida em Joanesburgo, o colectivo 340ml regressa aos palcos internacionais com a mesma irreverência que os catapultou ao estrelato no início dos anos 2000. Conhecidos pela sua fusão única de reggae, dub, jazz, afrobeat e influências globais, o grupo liderado por Pedro da Silva Pinto (voz), com Tiago Correia-Paulo (guitarra), Paulo Chibanga (bateria) e Rui Soeiro (baixo), tem sido referência na música alternativa africana. O seu álbum Moving (2003) e o emblemático Sorry for the Delay (2008) marcaram gerações e afirmaram a música moçambicana no circuito internacional.

Assa Matusse: A força feminina da Marrabenta contemporânea

Artista com raízes no bairro de Mavalane, em Maputo, Assa Matusse construiu um percurso artístico firme, com presença em palcos africanos e europeus, e uma voz que canta em português, inglês, francês e changana. A sua música transita entre ritmos tradicionais como a marrabenta e o tufo, fundindo-os com sonoridades pop, jazz e electrónicas. Radicada em Paris, a cantora é também activista social, promovendo causas ligadas à protecção e acesso à educação para raparigas moçambicanas. No Bushfire, Assa leva o álbum Mutchangana (2023), que simboliza o seu reencontro com as raízes e um olhar artístico sobre a modernidade africana.

Lenna Bahule: Voz ancestral e arte performativa

Lenna Bahule – Cantora, compositora e performer

Lenna Bahule representa uma das expressões mais singulares da cena artística moçambicana. Cantora, compositora e performer, explora a voz como instrumento principal e veículo de memória colectiva. Com passagem por residências artísticas no Brasil e Europa, e um trabalho profundamente enraizado nas tradições vocais africanas, Lenna funde performance, espiritualidade e consciência social. No Bushfire, apresentará um espectáculo onde a experimentação vocal e o corpo são os grandes protagonistas, num acto de profunda introspecção cultural.

SAM.IITO (Samito): Vanguardismo electrónico com alma africana

Natural de Maputo e actualmente radicado em Montreal, SAM.IITO, anteriormente conhecido como Samito, é reconhecido pela sua abordagem inovadora à música electrónica afro-diaspórica. Com passagens por festivais como SXSW, MUTEK e Osheaga, o músico e produtor conquistou prémios como o ADISQ Félix Award e foi nomeado Révélation Radio-Canada em 2015. Após um hiato criativo, regressou com o projecto Magnum Dopus (2022), onde funde log drum africano com electrónica de vanguarda. No Bushfire, promete um espectáculo imersivo, com forte componente visual e narrativa identitária.

Segundo Jiggs Thorne, “a selecção dos artistas moçambicanos é um reflexo da diversidade e qualidade que o país tem oferecido ao continente. Através da música, estamos a construir novos imaginários africanos, e Moçambique tem sido um parceiro vital nesta jornada”.

Jiggs Thorne, Director do Bushfire Festival

O Festival Bushfire, conhecido pelo seu ambiente inclusivo, sustentável e multicultural, decorre anualmente na região de Malkerns e reúne milhares de pessoas de várias partes do mundo, celebrando arte, liberdade e consciência social.

Com esta presença marcante, Moçambique reafirma-se como potência criativa, mostrando ao mundo que a sua música não só emociona, mas também transforma.

Mozambican Artists Take Centre Stage at the 18th Edition of the Bushfire Festival

Maputo – Four standout names in contemporary Mozambican music, 340ml, Assa Matusse, Lenna Bahule, and Samito (SAM.IITO), have been officially announced as the country’s representatives at the 18th edition of the Bushfire Festival, one of the continent’s most iconic cultural events, set to take place in the Kingdom of Eswatini.

The announcement was made on Wednesday morning during a press conference held at Rádio Moçambique in Maputo, where Jiggs Thorne, Director of the Bushfire Festival, emphasised that “Mozambique’s participation has long been a vital anchor in building creative bridges between countries in the region, and this year will be no different.”

Mozambique’s presence at the festival is part of an ongoing regional collaboration between the Bushfire and AZGO festivals, which strengthens artistic exchanges and visibility for national talent on international stages.

340ml: A bold fusion of sound and Mozambican identity

Originally from Maputo, the band 340ml was formed in Johannesburg by four Mozambican friends and is known for its rich fusion of reggae, dub, jazz, and Afrobeat. With Pedro da Silva Pinto (vocals), Tiago Correia-Paulo (guitar), Paulo Chibanga (drums), and Rui Soeiro (bass), the band has become an alternative music icon in Africa. Their acclaimed albums Moving and Sorry for the Delay remain cultural milestones, cementing their influence across generations.

Assa Matusse: Tradition reimagined through a woman’s voice

Based in Paris, Assa Matusse is one of Mozambique’s most promising female voices. Born and raised in the Maputo suburb of Mavalane, she blends traditional rhythms such as marrabenta and tufo with global genres like pop, jazz, and electronic music. A committed advocate for girls’ rights and urban safety, Assa returns to the stage with her latest album Mutchangana, which celebrates her roots while envisioning a more just and inclusive society.

Lenna Bahule: Ancestral voice and performative depth

Lenna Bahule brings one of the most distinctive voices in Mozambique’s contemporary arts scene. A singer, composer, and multidisciplinary performer, she uses the voice as a primary instrument and medium for collective memory. Drawing from African vocal traditions and performance art, Lenna’s work has reached audiences across Brazil and Europe. At Bushfire, she promises a powerful performance where body, voice, and spirituality converge in a deep cultural expression.

Singer, composer, and multidisciplinary performer

SAM.IITO (Samito): Sonic vanguardism with Afro-diasporic roots

Based in Montreal, SAM.IITO, formerly known as Samito, has become a recognised figure in global electronic music. His career includes appearances at major festivals such as MUTEK, SXSW, and Reeperbahn, along with international collaborations and awards like the ADISQ Félix Award. With his Magnum Dopus project, he blends African log drum elements with Montreal’s electronic soundscape, delivering immersive performances grounded in Afro-futurism and narrative experimentation.

Speaking to the press, Jiggs Thorne stated: “These artists represent the very best of what Mozambique has to offer, innovation, authenticity, and a profound connection to their roots. The Bushfire Festival is a celebration of African diversity, and Mozambique holds a place of honour within it.”

Jiggs Thorne, Director of the Bushfire Festival

Held annually in Malkerns, Eswatini, the Bushfire Festival attracts thousands of attendees from across the globe and is known for its inclusive, sustainable, and socially conscious programming.

With 340ml, Assa Matusse, Lenna Bahule, and SAM.IITO on stage, Mozambique brings to the world a constellation of artistic talent that reflects the country’s cultural richness and growing leadership in Africa’s creative landscape.

PME Moçambicana desafia o Status Quo e destaca sustentabilidade na Agenda Nacional

Em Moçambique, onde os grandes temas da responsabilidade ambiental, social e de governação (ESG) tendem a estar associados a multinacionais e corporações de grande porte, uma Pequena e Média Empresa está a romper o silêncio e a desafiar o statu quo. A Ubuntu Academy, uma marca da Ubuntu Holdings, posiciona-se como pioneira ao mobilizar o ecossistema empresarial moçambicano em torno da Sustentabilidade, um território até agora pouco explorado pelas PMEs.

Com apenas um ano e meio de existência, a Ubuntu Academy está a erguer a bandeira da mudança, não apenas em seu nome, mas em nome de todas as Pequenas e Médias Empresas do país. Em vez de aguardar pela acção das grandes instituições, esta PME decidiu liderar. E fá-lo com estratégia, consistência e sem recorrer a desculpas.

Em parceria com entidades como a AMEEA, MozParks e a Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), a Ubuntu Academy vai realizar o Curso Executivo Introdutório em ESG, orientado pelo Dr. Gustavo Cruz, especialista internacional com mais de 28 anos de carreira em liderança ética e desenvolvimento sustentável. A formação decorrerá de 2 a 26 de Junho de 2025, em formato presencial, na cidade de Maputo.

Mais do que uma simples acção formativa, trata-se de um movimento estratégico para dotar as PMEs de ferramentas práticas que lhes permitam implementar políticas ESG de forma contextualizada e eficaz. A proposta pedagógica privilegia a realidade moçambicana, com enfoque em soluções práticas e adaptadas à dimensão das pequenas empresas, tantas vezes deixadas fora das grandes discussões globais.

Ao contrário de muitas empresas que adoptam a linguagem da Sustentabilidade apenas no discurso, a Ubuntu Holdings dá o exemplo dentro de portas. A empresa já implementou seguro de saúde e de vida para os seus colaboradores, além de promover uma cultura de governação interna baseada na transparência, ética e responsabilidade corporativa.

Este posicionamento, ainda raro entre empresas do seu segmento, desafia a ideia de que responsabilidade social e ambiental é um luxo reservado às grandes corporações. Pelo contrário, a Ubuntu Academy está a demonstrar que é possível, e necessário, construir um modelo de negócio comprometido com o impacto social, ambiental e económico.

“Queremos inverter a lógica. As PMEs não têm de seguir, podem liderar. Com coragem, com visão e com compromisso real com o futuro de Moçambique”, afirma a direcção da Ubuntu Academy.

A iniciativa representa um passo importante para o fortalecimento do ecossistema empresarial nacional, promovendo uma nova geração de líderes conscientes, preparados para actuar com responsabilidade e para posicionar as suas organizações como agentes activos de transformação.

Mozambican SME Challenges the Status Quo and Puts Sustainability on the National Agenda

In Mozambique, where the major themes of Environmental, Social and Governance (ESG) responsibility are often associated with multinational companies and large corporations, a Small and Medium Enterprise is breaking the silence and challenging the status quo.
Ubuntu Academy, a brand of Ubuntu Holdings, positions itself as a pioneer by mobilising the Mozambican business ecosystem around the concept of Sustainability, a domain thus far largely unexplored by SMEs.

With only a year and a half of existence, Ubuntu Academy is raising the flag of change, not just in its own name, but on behalf of all Small and Medium Enterprises in the country. Rather than waiting for action from large institutions, this SME has chosen to lead. And it does so with strategy, consistency, and without resorting to excuses.

In partnership with entities such as AMEEA, MozParks, and the Mozambican Association of Small and Medium Enterprises (APME), Ubuntu Academy will host the Introductory Executive Course on ESG, led by Dr. Gustavo Cruz, an international expert with over 28 years of experience in ethical leadership and sustainable development. The training will take place from 2 to 26 June 2025, in person, in the city of Maputo.

More than just a training activity, this initiative constitutes a strategic movement aimed at equipping SMEs with practical tools to implement ESG policies in a contextualised and effective manner. The course’s pedagogical approach is rooted in the Mozambican reality, with a strong focus on practical solutions adapted to the scale of small businesses, so often left out of global discussions.

In contrast to many companies that adopt the language of Sustainability only at a discursive level, Ubuntu Holdings leads by example. The company has already implemented life and health insurance for its employees, and promotes a corporate governance culture grounded in transparency, ethics, and accountability.

This positioning, still rare among companies in its segment, challenges the notion that social and environmental responsibility is a luxury exclusive to large corporations. On the contrary, Ubuntu Academy is demonstrating that it is both possible and necessary to build a business model committed to social, environmental, and economic impact.

“We want to reverse the logic. SMEs do not need to follow, they can lead. With courage, with vision, and with a real commitment to Mozambique’s future,” states the management of Ubuntu Academy.

The initiative marks a significant step in strengthening the national business ecosystem, promoting a new generation of conscious leaders, equipped to act responsibly and to position their organisations as active agents of transformation.

TotalEnergies/Cabo Delgado: Suspensão da “Força Maior” depende do Governo de Moçambique, diz CEO

O regresso da TotalEnergies a Moçambique para continuar com o projecto de exploração de gás natural liquefeito está dependente da decisão do Governo, segundo o CEO da petrolífera, Patrick Pouyanné.

Citado pela Reuters, considerou que a situação de segurança na província de Cabo Delgado, onde será desenvolvido o projecto, é melhor do que antes, quando o projecto foi suspenso.

Avaliado em mais de 20 mil milhões de dólares, o projecto que estava a ser desenvolvido na Área 1 offshore da Bacia do Rovuma foi colocado em estado de “Força Maior” na sequência do recrudescimento de ataques terroristas na província.

“A situação de segurança melhorou. Caberá ao governo de Moçambique aprovar o levantamento desta força maior” disse, à margem da Conferência Mundial do Gás, que decorre em Beijing, China, entre 19 e 23 de Maio.

A unidade de processamento terá uma capacidade de 13,12 milhões de toneladas métricas por ano (tmpa).

A Total é o operador com uma participação de 26,5%, seguida pela Mitsui & Co (8031.T) com 20%, enquanto a estatal moçambicana ENH tem 15%. As empresas estatais indianas e a tailandesa PTTEP detêm o restante.

Governo garante haver combustível para os próximos 12 meses

O Governo assegurou o fornecimento de combustíveis para os próximos 12 meses, num esforço para estabilizar o mercado interno e aliviar a actual crise cambial.

A garantia surge após a celebração de um memorando de entendimento com a Vitol, visto pelo Governo como a melhor resposta possível face à escassez de divisas e à crescente pressão sobre as importações energéticas. O acordo é criticado por alguns operadores por alegada falta de transparência.

Segundo uma publicação da Carta de Moçambique, o acordo permite o diferimento do pagamento por até 150 dias após a descarga, e inclui uma linha de crédito no valor de 600 milhões de dólares, equivalente a 37,8 mil milhões de meticais disponibilizada pela Vitol ao longo da vigência do contrato.

O fornecimento acordado compreende 2,3 milhões de toneladas métricas de combustíveis, entre os quais 580 mil toneladas de gasolina, 172 mil toneladas de gasóleo e 100 mil toneladas de Jet A1, além de uma dotação adicional de até 18 mil toneladas métricas de gasóleo por ano.

“O prazo alongado do acordo dará tempo à economia para recuperar liquidez, sobretudo via exportações, e permitirá ao sistema bancário emitir garantias e efectuar pagamentos conforme a disponibilidade de divisas”, lê-se no memorando.

Segundo uma fonte do Executivo, a contratação da Vitol “foi a solução mais viável na conjuntura actual, na qual o País enfrenta uma séria escassez de divisas e um custo elevado das importações de combustível, que absorvem cerca de 100 milhões de dólares por mês (6,3 mil milhões de meticais)”. Esta situação tem afectado também a importação de outros bens essenciais, como medicamentos e trigo.

Operadores do sector alegam que a escolha da Vitol foi feita de forma pouco transparente. No entanto, o Governo refuta tais acusações e sublinha que a selecção decorreu de um concurso público conduzido pela IMOPETRO, no âmbito dos processos regulares realizados semestralmente para a contratação de fornecedores de combustíveis.

“A contratação da Vitol foi transparente e enquadra-se no processo habitual. A empresa apresentou condições que evitam uma maior dependência das reservas cambiais internas e asseguram o abastecimento contínuo do País”, explicou uma fonte do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

O acordo visa também proteger as Reservas Internacionais Líquidas, actualmente pressionadas, num contexto em que a dívida interna já se encontra classificada como ‘lixo’ pelas agências de notação financeira. Segundo o Governo, este modelo permite garantir o abastecimento de combustíveis, enquanto se aguardam novos fluxos de entrada de divisas esperados nos próximos meses.

“Esta solução dá ao País margem de manobra para se recompor da crise cambial e energética. As gasolineiras compreenderam a necessidade da mudança e já estão a assinar os novos contratos de fornecimento”, acrescentou a mesma fonte.

Com este entendimento, o Executivo espera manter estável o fornecimento de combustíveis, proteger a economia nacional de rupturas, e ganhar tempo para a retoma gradual da estabilidade macroeconómica, sem comprometer o acesso a bens essenciais para a população.