Friday, April 17, 2026
spot_img
Home Blog Page 52

Bayport estreia 2025 com emissão de 555 milhões de meticais em obrigações privadas

A Bayport Financial Services Mozambique (MCB), S.A. iniciou o ano de 2025 com sucesso, ao realizar a colocação de duas emissões privadas de obrigações corporativas, no montante total de aproximadamente 555 milhões de meticais (equivalente a 8,8 milhões de dólares norte-americanos). A operação decorreu nos dias 3 e 4 de Abril e representa a primeira emissão obrigacionista do ano no mercado moçambicano.

De acordo com um comunicado oficial, a operação foi estruturada em duas tranches:

  • A primeira com taxa de juro fixa de 17% e prazo de maturidade de três anos;
  • A segunda com uma taxa híbrida, composta por uma componente fixa de 18% para os dois primeiros cupões e, posteriormente, uma componente variável indexada à taxa média das Bilhetes do Tesouro acrescida de 4,5%, com prazo de quatro anos.

A Bayport informou que os fundos angariados serão utilizados para financiar o crescimento da sua carteira de crédito, sendo as emissões garantidas por recebíveis provenientes da própria carteira de crédito da instituição. A operação foi estruturada e colocada pelo Standard Bank Moçambique, tendo registado uma procura superior à oferta inicial de 400 milhões de meticais (cerca de 6,3 milhões de dólares), o que evidencia o interesse do mercado por instrumentos de dívida corporativa.

As obrigações foram subscritas por investidores institucionais e privados, incluindo bancos, fundos de pensões, empresas e particulares, o que confirma a confiança do mercado na solidez financeira da empresa e no potencial do mercado de capitais moçambicano.

Para a Bayport, este modelo de financiamento constitui um dos pilares estratégicos da sua estrutura de capital. A empresa destacou que, além das obrigações, a sua estrutura de financiamento é composta por capital próprio, depósitos de clientes e acesso a fundos de investimento e entidades parceiras locais.

Com esta operação, a Bayport totaliza 20 emissões de obrigações no mercado moçambicano, tendo já angariado mais de 6,2 mil milhões de meticais (cerca de 98,4 milhões de dólares), o que a posiciona como a maior emissora de dívida corporativa do país.

Fundada em 2012, a Bayport é especializada na concessão de crédito com desconto em folha de salários, com foco no segmento da função pública, onde detém uma posição de liderança.

A empresa atende actualmente cerca de 130 mil clientes, possui uma carteira de crédito superior a 17 mil milhões de meticais

Acesso ao Aeroporto Internacional de Maputo passa a ser pago a partir de 1 de Junho

A partir do próximo dia 1 de Junho, os utentes do Aeroporto Internacional de Maputo deixarão de beneficiar de acesso gratuito ao recinto aeroportuário. A medida foi anunciada pelos Aeroportos de Moçambique e estabelece que o tempo de isenção de pagamento será de apenas três minutos, aplicável à entrada de viaturas para deixar ou buscar passageiros.

Na prática, esta alteração implica a eliminação do acesso livre ao terminal principal do país, afectando directamente os cidadãos que se deslocam ao aeroporto para prestar apoio logístico e emocional a familiares, amigos ou colegas. Com um limite temporal que muitos consideram insuficiente para realizar manobras de paragem, embarque ou desembarque com segurança, a medida tem suscitado preocupações de ordem social, económica e de mobilidade urbana.

Especialistas e cidadãos têm vindo a questionar a razoabilidade da decisão, alertando que o tempo estipulado poderá induzir comportamentos apressados e perigosos, comprometendo a segurança dos próprios utentes. Refira-se que, em muitos casos, o acesso ao aeroporto envolve o transporte de crianças, idosos ou doentes, cuja assistência requer mais tempo e atenção.

Com a implementação da nova regra, o espaço aeroportuário, tradicionalmente público e acessível, passa a estar condicionado a quem pode pagar, o que, na leitura de vários sectores da sociedade civil, compromete o carácter inclusivo das infraestruturas públicas.

A medida surge no âmbito de uma estratégia de reorganização da circulação e de geração de receitas para a gestão aeroportuária. No entanto, analistas sugerem que existem alternativas menos penalizadoras, como a criação de zonas temporárias de paragem (“kiss and ride”) com períodos mais alargados (10 a 15 minutos), isenções específicas para casos sociais (pessoas com mobilidade reduzida, doentes ou acompanhantes), ou ainda um modelo de cobrança progressiva com base no tempo efectivo de permanência no recinto.

Até ao fecho desta edição, os Aeroportos de Moçambique não haviam anunciado se a medida será acompanhada por melhorias nos acessos, sinalização, segurança viária ou mecanismos de atendimento a utentes em situação de vulnerabilidade.

A decisão marca uma nova fase na gestão do espaço aeroportuário da capital, mas também lança o debate sobre acessibilidade, equidade e eficiência na gestão dos serviços públicos, num momento em que a mobilidade urbana se revela um dos maiores desafios da governação local.

Fundação Vodacom impacta mais de 1,5 milhão de moçambicanos

Vodacom Moçambique

Um ano após o seu lançamento oficial, a Fundação Vodacom, o braço de responsabilidade social da Vodacom Moçambique, celebra um impacto notável que já alcançou mais de 1,5 milhão de moçambicanos nos sectores da Educação, Saúde, Assistência Humanitária, Meio Ambiente e Empoderamento Económico.

A cerimónia comemorativa do primeiro aniversário decorreu em Maputo e foi presidida por Lucas Chachine, Presidente do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, contando com a presença da equipa de liderança da empresa, colaboradores, parceiros institucionais e representantes da sociedade civil. Durante a sua intervenção, Lucas Chachine sublinhou que os resultados alcançados reflectem o compromisso contínuo da empresa com o desenvolvimento do país:

“Estes números são motivo de orgulho para todos nós. Representam um sinal claro de que a Vodacom está presente, não apenas como operador de telecomunicações, mas como um verdadeiro parceiro de desenvolvimento. Não deixamos ninguém para trás.”

O PCA apelou ainda ao reforço do envolvimento interno:

“Convido todos os colaboradores a manterem-se firmes neste caminho. A nossa missão vai muito além da conectividade — é uma missão de solidariedade, de compromisso com as comunidades e com o futuro de Moçambique.” Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Vodacom, Hermenegildo Gamito, destacou o papel transformador da Fundação no tecido social moçambicano:

“Desde o primeiro dia, a Vodacom tem demonstrado uma inserção activa na sociedade, orientada pelos princípios da sustentabilidade e da inclusão. O envolvimento dos nossos colaboradores foi decisivo para os resultados alcançados neste primeiro ano.”

Durante o seu primeiro ano de actividade, a Fundação Vodacom beneficiou mais de 1,1 milhão de estudantes e professores através do programa Faz Crescer, ligando 114 escolas à internet e oferecendo 100 laboratórios de informática em todo o território nacional. No mesmo âmbito, foram investidos 90 milhões de Meticais na reabilitação da Escola Secundária de Guara Guara, beneficiando 1.768 alunos, dos quais 49% são raparigas. No sector da saúde, o programa O Meu Bebé e Eu prestou assistência materno-infantil a mais de 65 mil mulheres, contribuindo para melhorar o acesso a cuidados básicos nas zonas mais vulneráveis. Já no pilar do Empoderamento Económico, cerca de 2 mil jovens empreendedores e finalistas universitários participaram em iniciativas de capacitação e desenvolvimento de competências.

Em resposta a emergências humanitárias, a Fundação distribuiu 90 toneladas de bens alimentares e produtos de primeira necessidade a cerca de 50 mil pessoas afectadas pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, bem como pela situação de conflito em Cabo Delgado. Ao completar o seu primeiro ano de actividade, a Fundação Vodacom reafirma o seu compromisso em contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e resiliente, colocando as pessoas no centro de todas as suas acções.

 

LOKAL inaugura 13.º supermercado e reforça presença com nova loja no bairro Polana Caniço

O Grupo LOKAL acaba de reforçar a sua presença no sector retalhista com a inauguração do 13.º supermercado da marca, desta vez localizado na Av. Julius Nyerere – The Estate II, no coração do bairro Polana Caniço, na Cidade de Maputo.

Com uma área de 280 metros quadrados e mais de 1700 referências disponíveis, a nova loja foi concebida para proporcionar uma experiência de compra prática, moderna e adaptada às necessidades reais dos consumidores moçambicanos.

Entre os destaques do novo espaço, sobressaem as secções de Padaria e Charcutaria, com produtos frescos e cuidadosamente seleccionados. O pão, estaladiço e de fabrico diário, junta-se ao fiambre, que já é marca da casa, numa oferta pensada para quem valoriza qualidade e sabor à mesa.

A nova loja oferece ainda uma vasta gama de bebidas, detergentes e mercearia, com especial enfoque nos produtos da marca Pingo Doce e nas principais marcas nacionais, promovendo o consumo responsável, o apoio à produção local e a acessibilidade para todos os bolsos.

“Esta abertura representa mais do que o crescimento físico da marca, é o reflexo do nosso compromisso com a proximidade, o atendimento de excelência e a valorização do talento nacional”, refere a Direcção Comercial do LOKAL.

Para assinalar a ocasião, a marca preparou um conjunto de ofertas especiais e surpresas para os primeiros clientes, numa recepção calorosa que marca o início de mais uma etapa no projecto de expansão da rede.

A aposta estratégica em bairros urbanos densamente povoados, como o Polana Caniço, reflecte a visão do LOKAL de crescer com propósito, consolidando-se como uma referência no retalho alimentar e de utilidades domésticas em Moçambique.

Com novas aberturas previstas ainda para este ano, a marca reitera o seu objectivo de estender a qualidade e a conveniência a cada vez mais famílias moçambicanas, num modelo de negócio que alia sustentabilidade, eficiência operacional e compromisso social.

Nampula: Haiyu Mining pagou em impostos mais de 300 milhões de meticais nos últimos cinco anos

A mineradora chinesa Haiyu Mozambique Mining, que explora as areias pesadas no distrito de Angoche, província de Nampula, pagou, nos últimos cinco anos, mais de 300 milhões de meticais através de pagamentos de impostos ao Estado moçambicano.

Segundo dados avançados pelo representante da mineradora, Augusto Basílio, aquando da apresentação do relatório das actividades, no mesmo período, a companhia produziu um total de 747 619 toneladas de areias pesadas.

Citado numa publicação do portal Ikweli, a fonte, sem avançar detalhes, revelou que o volume de produção em 2024 foi de 174 278 toneladas contra 145 500 no ano de 2023, tendo contribuído para os cofres do Estado cerca de 113,4 milhões de meticais em 2024.

Durante a apresentação do informe, Basílio partilhou que a extração é feita a céu aberto, uma vez que foram identificados depósitos de rochas em profundidades relativamente pequenas em relação à superfície.  “Esse método de extração de minerais não requer a perfuração de túneis, que caracterizam a mineração subterrânea.”

Standard Bank Moçambique regista 6.134 milhões de MT em lucros e activos crescem para 178 mil milhões em 2024

O Standard Bank Moçambique apresentou os seus resultados anuais referentes ao exercício de 2024, evidenciando a solidez da sua estratégia, num cenário económico marcado por incertezas e desafios, tanto a nível nacional como internacional.

Num contexto adverso, caracterizado por um decréscimo da actividade económica, o Banco manteve um desempenho resiliente, com um lucro líquido de 6.134 milhões de meticais, 15% inferior ao do ano anterior. Esta performance reflecte o rigor na gestão de risco, a disciplina financeira e o compromisso contínuo com os seus clientes, colaboradores e o desenvolvimento de Moçambique, segundo dados públicos divulgados pelo Banco, por meio do relatório e contas referentes ao ano passado.

Entre os principais destaques, do exercício de 2024, salientam-se o crescimento dos depósitos dos clientes em 6,8%, com maior crescimento em moeda local e um total de activos que ascendeu a 178 mil milhões de meticais, o que representa um crescimento de 13% face ao ano anterior.

A melhoria expressiva da qualidade da carteira de crédito, com uma redução de 52,7% nos empréstimos não produtivos e um rácio de perdas que passou de 1,2% para 0,8%, bem como o reforço da solidez de capital, com um rácio de solvabilidade de 23,1%, muito acima do mínimo regulamentar mereceram, igualmente, destaque no exercício económico do ano passado.

Entretanto, num encontro ocorrido, entre o Banco e representantes dos principais medias nacionais, o Administrador-Delegado do Banco, Bernardo Aparício, reforçou o posicionamento do Standard Bank como uma organização aberta ao diálogo construtivo com a Imprensa nacional, reconhecendo o seu papel essencial na promoção de uma cidadania informada e de uma economia mais participativa.

Bernardo Aparício destacou a celebração dos 130 anos de implantação do Standard Bank em Moçambique, em 2024, assinalando uma transformação estratégica centrada no reforço da confiança institucional, modernização tecnológica, excelência da governação e fortalecimento das relações com clientes, reguladores e parceiros estratégicos.

“A nossa liderança tem sido caracterizada por um investimento contínuo em tecnologia, actualização dos modelos operacionais e adesão às melhores práticas internacionais, posicionando o Standard Bank como referência em modernização e inovação no sector bancário moçambicano”, disse Bernardo Aparício aos jornalistas.

HCB mantém solidez financeira com 9,7 mil milhões de MT de lucro e e entrega 3,9 mil milhões ao Estado

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) divulgou, recentemente, as suas Demonstrações Financeiras Resumidas referentes ao exercício de 2024, revelando indicadores de desempenho que confirmam a solidez financeira da empresa e o seu papel estratégico no sector energético nacional e regional.

De acordo com a publicação oficial disponibilizada pela empresa através da sua página no LinkedIn, a HCB apresenta um resultado líquido de 9,7 mil milhões de meticais, registando uma ligeira redução em relação ao exercício anterior, mas mantendo níveis de rentabilidade considerados robustos para o sector. Este desempenho reflecte, segundo a administração, o impacto de factores como a oscilação hidrológica, as variações cambiais e os ajustamentos nas tarifas de venda de energia.

Apesar do contexto desafiante, a HCB conseguiu manter uma estrutura de custos controlada, registando um aumento moderado nas despesas operacionais (7,3%), enquanto os proveitos operacionais se mantiveram estáveis. A empresa destaca ainda o cumprimento rigoroso das suas obrigações fiscais, com um total de 3,9 mil milhões de meticais entregues ao Estado em impostos directos e indirectos, reforçando a sua contribuição para a sustentabilidade das finanças públicas.

O relatório realça igualmente o reforço dos investimentos em manutenção e modernização das infra-estruturas de produção, incluindo a execução de projectos de extensão da vida útil dos equipamentos e a digitalização de processos críticos. Estas intervenções visam garantir maior eficiência, segurança e continuidade na geração de energia para Moçambique e os mercados da África Austral.

“A HCB mantém o compromisso com uma gestão prudente, ética e orientada para resultados, numa conjuntura marcada por desafios energéticos regionais e impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos”, lê-se no comunicado da empresa.

Outro dado digno de nota é a posição de liquidez da empresa, que se mantém confortável, o que permite à HCB continuar a operar sem necessidade de recorrer a endividamento externo de curto prazo. Esta autonomia financeira é um dos factores que têm sustentado a estabilidade da empresa ao longo dos últimos anos, mesmo em ciclos de maior pressão económica.

No plano institucional, a HCB reafirma o seu alinhamento com os princípios de governação corporativa, transparência e responsabilidade social, sendo uma das poucas empresas moçambicanas a publicar de forma regular e acessível as suas contas certificadas, conforme as normas internacionais de relato financeiro.

O desempenho da HCB continua a posicioná-la como uma empresa estruturante da economia nacional, com influência directa no equilíbrio da balança energética do país, no abastecimento industrial e doméstico e no fornecimento de energia à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A publicação surge numa altura em que a empresa se prepara para assinalar 50 anos de existência, com uma série de eventos técnicos e institucionais agendados para os próximos meses, incluindo uma Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas e Produção Hidroeléctrica, a decorrer em Maputo.

O balanço de 2024, apesar dos constrangimentos ambientais e económicos, confirma a resiliência da HCB e o seu compromisso de longo prazo com a segurança energética, o desenvolvimento industrial e a soberania económica de Moçambique. (PROFILE)

Autoridade Tributária reforça parceria com o sector petrolífero para aumentar a capacidade fiscal

  • AT Aposta na Cooperação com a AMOPI para Melhorar a Fiscalização e Cumprimento de Obrigações no Sector dos Hidrocarbonetos;
  • AT quer maior presença técnica e institucional no sector petrolífero
  • Parceria com a AMOPI visa robustecer o cumprimento fiscal e os mecanismos de controlo
  • Formação especializada e estratégias de colaboração conjunta em debate
  • Sector extractivo continua a ser estratégico para a receita pública

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) está a aprofundar a sua ligação com o sector petrolífero, numa tentativa de melhorar a capacidade fiscalizadora e garantir maior rigor na arrecadação de receitas, sobretudo face à crescente complexidade das operações na cadeia de valor dos hidrocarbonetos.

Durante um encontro institucional com a Associação dos Operadores Petrolíferos (AMOPI), o presidente da AT, Amílcar Mbalango, apelou a uma parceria mais activa, capaz de promover o fortalecimento do sistema tributário e da cooperação interinstitucional no sector extractivo. A proposta passa pela capacitação técnica dos quadros da administração fiscal, sobretudo em matérias aduaneiras e de controlo especializado, com ênfase na formação contínua e na compreensão das operações específicas do sector.

A AMOPI, por sua vez, manifestou total disponibilidade para colaborar com a AT na concretização dos objectivos traçados, reconhecendo a importância de fomentar uma relação institucional baseada na confiança, no diálogo e na resolução de problemas comuns. Esta parceria, segundo os dirigentes presentes, deverá contribuir para o cumprimento eficiente das obrigações fiscais e o reforço da conformidade legal das empresas associadas.

Amílcar Mbalango salientou a necessidade de adoptar abordagens inovadoras e sustentadas que permitam ganhos mútuos e assegurem um ambiente de cooperação que promova, de forma eficaz, a arrecadação de receitas. Destacou ainda que a complexidade técnica do sector petrolífero exige não só robustez institucional mas também agilidade nos mecanismos de fiscalização e desembaraço de mercadorias.

Em paralelo, a AT promoveu encontros com gestores do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e da empresa pública Kudumba, onde reiterou a importância de alinhar esforços para elevar os níveis de eficiência na supervisão aduaneira, observando os princípios da transparência, responsabilidade e integridade.

Este reforço institucional insere-se num esforço mais amplo de modernização do sistema fiscal moçambicano e surge num momento em que o país se prepara para enfrentar maiores exigências em matéria de gestão de recursos naturais, numa conjuntura de crescente expectativa em torno da exploração de gás natural e outros projectos energéticos.

HCB Prepara expansão da capacidade de produção energética

  • Empresa Anuncia Estudos Técnicos para Responder à Crescente Procura Nacional e Regional, com Foco na Resiliência Climática;
  • Estudos visam avaliar a viabilidade de expansão da capacidade instalada da Hidroeléctrica de Cahora Bassa;
  • HCB responde à pressão da procura energética nos mercados da SADC;
  • Clima extremo e variabilidade hidrológica aceleram necessidade de inovação;
  • Empresa reitera papel estratégico para a transição energética e segurança energética regional


A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) deu início à realização de estudos técnicos com vista à expansão da sua capacidade de produção, num movimento estratégico que visa responder ao aumento da procura de energia eléctrica em Moçambique e na região austral de África, bem como à urgência de adaptação às mudanças climáticas.

A decisão foi anunciada durante o evento comemorativo dos 50 anos da HCB, realizado em Maputo, onde o Presidente do Conselho de Administração, Tomás Matola, revelou que a empresa está a avançar com estudos de viabilidade técnica e económica para reforçar a capacidade instalada da barragem, com soluções sustentáveis e adaptadas às novas exigências do contexto climático e energético.

“Estamos a trabalhar numa visão de longo prazo para garantir que a HCB continue a desempenhar o seu papel como principal alicerce da segurança energética nacional e regional, mesmo num contexto de crescente variabilidade hidrológica”, afirmou Matola, reforçando o compromisso com a modernização e a inovação tecnológica.

Actualmente, a HCB assegura cerca de dois terços da energia gerada em Moçambique, com exportações significativas para a África do Sul, através da Eskom, e para outros países vizinhos. No entanto, o crescimento da procura interna, associado à industrialização e à electrificação rural, exige reforços estruturais para garantir a estabilidade do fornecimento.

Os estudos em curso avaliarão também o impacto ambiental e social de uma eventual expansão da capacidade, em linha com os princípios de sustentabilidade e com as exigências regulatórias nacionais e internacionais. Estão igualmente a ser analisadas oportunidades de parcerias estratégicas e mecanismos de financiamento climático para viabilizar as obras.

Paralelamente, a HCB tem estado a modernizar os seus sistemas de controlo e gestão operativa, com investimentos em digitalização, manutenção preventiva e adaptação a eventos climáticos extremos, como cheias e secas prolongadas que, nos últimos anos, têm afectado os níveis de caudal do Zambeze.

Analistas apontam que esta nova fase da HCB poderá consolidar a posição de Moçambique como um dos principais hubs de energia limpa da África Austral, contribuindo de forma decisiva para a integração energética regional e para o cumprimento das metas de descarbonização.

BNI Apresenta soluções de financiamento

No passado dia 15 de Maio de 2025, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, procedeu ao Lançamento Oficial da Campanha de Comercialização Agrária 2025 na província de Manica. O evento, que marca o início de um ciclo crucial para o sector agrícola moçambicano, contou com a participação do Banco Nacional de Investimento (BNI), que teve a oportunidade de apresentar suas principais linhas de crédito destinadas a impulsionar o desenvolvimento do agronegócio e fortalecer a economia nacional.

Visitas no stand do BNI durante o evento de lançamento da Campanha Agrária.

Soluções financeiras adaptadas às necessidades do mercado

Durante o evento, o BNI destacou quatro linhas de financiamento estratégicas:

BNI Credit Export

Esta linha está focada no impulso às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) exportadoras, particularmente aquelas que actuam nas cadeias de valor do agronegócio, indústria ligeira, processamento alimentar e logística. Os principais objectivos desta iniciativa são:

  • Facilitar o acesso a recursos financeiros para as PMEs, permitindo a alavancagem dos seus negócios;
  • Fortalecer a economia local através do apoio direccionado a sectores estratégicos;
  • Contribuir para a melhoria da balança comercial do país; e
  • Reduzir gradualmente a dependência das importações.

Conta Corrente Caucionada

O Administrador do BNI falou das quatro linhas de financiamento estratégicas durante a visita do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo.

Uma solução especificamente desenhada para apoiar a tesouraria das empresas, proporcionando flexibilidade e segurança financeira. Entre as principais características desta linha destacam-se:

  • Taxa de juro mediante utilização: PRSF + Spread;
  • Prazo de 12 meses automaticamente renovável (sujeito a condições aplicáveis).

FUCAJU – Fundo de Garantia do Subsector do Caju (FUCAJU)

Este fundo especializado, tem como objectivo central promover a expansão do crédito ao subsector do caju, considerando as especificidades do sector e as características das pequenas, médias e grandes explorações nas áreas de produção, processamento e comercialização. O FUCAJU visa ainda contribuir decisivamente para o processo de transformação da indústria, com foco num subsector orientado para o agronegócio e industrialização.

Apresentação das soluções financeiras.

Linha de Crédito “Mulher”

Uma iniciativa pioneira que visa estimular o empreendedorismo feminino em Moçambique, com os seguintes objectivos:

  • Potenciar o contributo das mulheres empreendedoras para o crescimento económico e social do país;
  • Estimular o sector de serviços agregadores de valor;
  • Impulsionar a produção nos sectores agrícolas, com especial atenção ao agronegócio e agro-processamento;
  • Aumentar o número de mulheres empregadas e empresárias a nível nacional;
  • Facilitar o acesso ao financiamento para projectos com impacto socioeconómico liderados por mulheres;
  • Possibilitar a aquisição de tecnologias avançadas para aumentar a capacidade produtiva.

Compromisso com o desenvolvimento sustentável

A participação do BNI neste evento reafirma o compromisso da instituição com o desenvolvimento do sector agrícola moçambicano, reconhecendo o seu papel fundamental na economia do país e na promoção de um crescimento económico inclusivo e sustentável.

Para mais informações sobre as linhas de financiamento apresentadas, consulte o nosso website oficial ou pelo telefone: +258 84 339 9050 / email: comercial@bni.co.mz

#BNI #AgriculturaEmMoçambique #CampanhaAgrária2025 #DesenvolvimentoSustentável #Financiamento #EmpreendedorismoFeminino #ApoioAoProdutorRural