Wednesday, September 2, 2026
spot_img
Home Blog Page 11

CTA defende reformas para reduzir os custos de fazer negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a adopção de reformas estruturais para reduzir os custos de fazer negócios, melhorar a liquidez das empresas e reforçar a previsibilidade jurídica no ambiente empresarial.

Segundo o presidente da CTA, Álvaro Massingue, que discursava na 21.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), Moçambique reúne condições favoráveis para afirmar-se como uma economia competitiva, mas precisa de transformar as suas vantagens comparativas em vantagens competitivas, através do investimento produtivo, da industrialização e do aumento das exportações.

“Não haverá desenvolvimento sustentável sem um sector privado forte, competitivo e capaz de gerar riqueza, emprego e oportunidades para os moçambicanos”, afirmou.

Contudo, Massingue reconheceu os progressos alcançados pelo Governo na melhoria do ambiente de negócios, destacando a criação da Inspecção Única das Actividades Económicas, a aprovação da Lei do Conteúdo Local, a revisão do quadro legal dos sectores dos hidrocarbonetos e da mineração, bem como a criação do Banco de Desenvolvimento.

Ainda assim, salientou que persistem constrangimentos que exigem soluções urgentes. Entre os principais desafios, apontou a proliferação de taxas e encargos administrativos, a escassez de divisas, os atrasos nos pagamentos do Estado aos fornecedores e os reembolsos pendentes do IVA.

“A sustentabilidade fiscal deve ser alcançada através do crescimento económico, do alargamento da base tributária e do aumento da eficiência do Estado, e não pelo agravamento da carga fiscal sobre as empresas”, defendeu.

O presidente da CTA manifestou igualmente preocupação com questões relacionadas com a aplicação dos incentivos previstos na legislação de investimento, considerando que estas “têm gerado incerteza e afectado a confiança dos investidores”.

“A confiança dos investidores é um activo nacional. Quando um investidor decide aplicar capital num determinado país, fá-lo com base na estabilidade das regras, na segurança jurídica e na previsibilidade das políticas públicas”, enfatizou.

Por sua vez, Paula Vasquez, em representação dos parceiros do sector privado, afirmou que Moçambique continua a oferecer condições favoráveis para atrair investimento, graças à sua localização estratégica, à abundância de recursos naturais, à expansão do sector energético e à sua população jovem.

No entanto, advertiu que permanecem desafios relacionados com as restrições cambiais, as pressões fiscais, os impactos das alterações climáticas e outras incertezas que continuam a afectar a actividade empresarial.

“As empresas procuram cada vez mais previsibilidade, simplificação administrativa, transparência, acesso ao financiamento, consistência na implementação das políticas e condições de mercado equitativas. O sucesso das reformas dependerá da sua implementação efectiva, da coordenação institucional e do acompanhamento rigoroso dos resultados”, concluiu.

Estado cria empresa pública para assumir controlo da importação de combustíveis

O Conselho de Ministros aprovou a criação da Empresa Nacional de Aquisições de Produtos Petrolíferos (ENAPP, EP), uma entidade pública que passará a assegurar, em regime de exclusividade, a gestão do processo nacional de aquisição de combustíveis destinados ao mercado moçambicano.

A informação foi avançada terça-feira (14) pelo porta-voz da 20.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.

Segundo Impissa, a nova empresa resulta da necessidade de reforçar a capacidade do Estado na gestão de um sector considerado estratégico para o funcionamento da economia nacional, substituindo o modelo actualmente em vigor há cerca de 30 anos.

“Com a criação desta empresa, o Governo e o Estado moçambicano transitam para um novo modelo abandonando o actualmente em uso há 30 anos, que já carecia de aprimoramento”, afirmou.

A ENAPP é uma empresa pública dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, com sede na cidade de Maputo e âmbito nacional.

De acordo com o decreto aprovado, a empresa terá como missão assegurar a programação, contratação, coordenação, acompanhamento e gestão integrada do processo de aquisição de combustíveis e outros produtos petrolíferos destinados ao abastecimento do mercado nacional.

Impissa explicou que a decisão foi influenciada pelas lições retiradas das recentes perturbações registadas nos mercados internacionais de energia, que evidenciaram a necessidade de um maior controle estatal sobre a cadeia de aprovisionamento.

“Este novo modelo vai melhorar a eficiência no aprovisionamento dos combustíveis e a capacidade de resposta em situações de emergência”, disse.

O porta-voz acrescentou que o Executivo realizou estudos comparativos sobre modelos adoptados noutros países africanos, concluindo que a gestão pública deste segmento constitui uma prática frequente em economias que procuram garantir maior segurança energética.

“A grande diferença é o controle sobre o produto e a capacidade de tomar decisões oportunas para garantir a continuidade do abastecimento”, sublinhou.

Segundo o Governo, a nova empresa permitirá assegurar maior regularidade no fornecimento de combustíveis, reforçar a transparência dos processos de aquisição e melhorar a capacidade de resposta perante eventuais crises de abastecimento.

Impissa referiu ainda que a medida deverá contribuir para criar oportunidades de participação para operadores licenciados e fortalecer a segurança energética nacional, considerada fundamental para o desenvolvimento económico do país.

Petromoc triplica lucros e alcança 341,7 milhões de meticais em 2025

A Petromoc registou uma forte recuperação financeira em 2025, com os lucros da petrolífera estatal moçambicana a triplicarem para cerca de 45 milhões de euros, reflectindo uma melhoria significativa do desempenho operacional da empresa.

O resultado representa um marco positivo para a principal empresa pública do sector dos combustíveis, num período caracterizado por esforços de reorganização interna, reforço da eficiência operacional e consolidação da sua posição no mercado nacional.

O crescimento dos lucros ocorre num contexto de aumento da procura por combustíveis e da implementação de medidas destinadas a reforçar a capacidade da Petromoc para importar, armazenar e distribuir produtos petrolíferos em Moçambique.

A empresa desempenha um papel estratégico na segurança energética do país, assegurando o abastecimento de combustíveis a sectores essenciais da economia, incluindo os transportes, a indústria, a agricultura e a produção de energia.

O desempenho financeiro positivo surge igualmente numa altura em que o Governo tem vindo a reforçar a capacidade operacional da Petromoc, nomeadamente através de apoio financeiro destinado a garantir a continuidade das importações e a estabilidade do abastecimento nacional.

A recuperação da petrolífera estatal poderá contribuir para uma maior sustentabilidade financeira da empresa, criando condições para novos investimentos em infra-estruturas, expansão da rede de distribuição e melhoria dos serviços prestados aos consumidores.

Com este crescimento expressivo dos resultados, a Petromoc reforça a sua posição como uma entidade estratégica para o sector energético moçambicano e como um dos principais instrumentos para assegurar a estabilidade do mercado nacional de combustíveis.

O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival fortalece a parceria criativa entre Moçambique e Eswatini

O talento criativo moçambicano voltará a ocupar o lugar central em Eswatini na 8.ª edição do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival, que decorrerá de sábado, 1, a domingo, 2 de Agosto de 2026, na icónica House On Fire, no pitoresco Vale de Malkerns.

O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival é uma celebração de dois dias de experiências culinárias, moda de alto nível, música afrocêntrica e entretenimento familiar de qualidade. O evento celebra a sofisticação e elegância do estilo africano, das culturas, do design criativo e das gastronomias, através de um programa criteriosamente curado que inclui demonstrações culinárias com chefs de renome, apresentações de vinhos e whiskies premium conduzidas por especialistas e um desfile de moda regional de classe mundial.

Organizado pelos produtores do internacionalmente reconhecido festival de música e artes MTN Bushfire, o Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival lançou oficialmente a sua edição de 2026 em Moçambique através de um evento dedicado a stakeholders e media, realizado no Standard Bank Incubator Hub em Maputo, em parceria com o Standard Bank Moçambique. O lançamento marca mais um marco no crescente compromisso do Luju em fortalecer a relação criativa, cultural e económica entre Moçambique e Eswatini.

Na cerimónia de lançamento, Dayse Madeira Correia, Directora de Marketing e Gestão de Marca do Standard Bank Moçambique, descreveu o investimento da instituição na cultura como um compromisso estratégico para fomentar o desenvolvimento económico e apoiar o crescimento das indústrias criativas em África.

“No Standard Bank, acreditamos que a cultura é também um motor de desenvolvimento económico. É por isso que apoiamos iniciativas que celebram a identidade africana, criam oportunidades para os jovens e fortalecem as indústrias criativas — um sector que se torna cada vez mais importante para a diversificação das economias africanas”, sublinhou.

Em representação do Standard Bank Eswatini, a Chefe de Marca e Marketing, Sanele Khumalo — representada por Temaswati Dlamini — destacou a evolução do festival, de evento nacional a plataforma de promoção da criatividade africana e de conexão entre os povos do continente.

“O que começou como uma celebração num único mercado cresceu para algo muito maior. Hoje, é um movimento que une pessoas, criatividade e oportunidades além-fronteiras. Temos orgulho em apoiar plataformas que preservam, promovem e mostram o melhor do que somos enquanto continente”, afirmou.

Enquanto um dos principais eventos de gastronomia, moda e lifestyle do Sul de África, o Luju apresentou a sua crescente colaboração com o sector das artes e cultura de Moçambique, reflectida na participação e apoio de parceiros de desenvolvimento criativo, agentes do turismo, artistas, empreendedores e sector privado.

O Director Criativo do festival, Jiggs Thorne, explicou que a decisão de envolver Moçambique reflecte a importância do país para o crescimento do festival. Salientou que Moçambique é actualmente o segundo maior mercado do Luju Festival e partilha fortes laços culturais e históricos com Eswatini.

“Há um propósito muito claro no que fazemos. Não somos simplesmente organizadores de entretenimento. Estamos comprometidos em aproveitar o poder transformador das artes e utilizá-lo como veículo de crescimento e desenvolvimento”, afirmou.

Moçambique estará fortemente representado nos programas de música, gastronomia e moda do Luju Festival. A voz reinante da Marrabenta, Neyma, levará os seus reconhecidos ritmos de guitarra, profundamente enraizados na cultura moçambicana, ao palco regional do festival. O Luju acolhe com entusiasmo a voz inconfundível de Neyma, a sua presença marcante em palco e a sua vibrante identidade cultural.

Completando o rico alinhamento musical pan-africano, destaca-se uma actuação especial da Ka-Tembe Connexion, um projecto musical coproduzido que celebra a história partilhada entre Moçambique e Eswatini. Esta colaboração homenageia ambas as culturas através de composição e performance conjuntas, criando espaço para o intercâmbio, o diálogo e a reconexão cultural.

A moda marcante e a gastronomia distinta de Moçambique ocuparão o lugar que lhes é de direito nos programas culinário e de moda do Luju Festival. Aguardam-se os grandes anúncios sobre o estilista moçambicano que integrará a montra regional de moda na Passarela Luju, bem como o especialista culinário que participará nas demonstrações gastronómicas regionais desta edição.

Para além das revelações do alinhamento, o evento reforçou igualmente o compromisso do Luju em construir parcerias significativas com o ecossistema criativo moçambicano, aprofundando a colaboração regional e expandindo as oportunidades de acesso a mercados e de mobilidade para os criativos moçambicanos. Trata-se de um esforço intencional para facilitar a partilha de conhecimento e criar novas vias para as MPME e os empreendedores culturais em toda a África Austral.

A cerimónia contou também com a presença de Matilde Muocha, Secretária de Estado para as Artes e Cultura, que descreveu a participação de Moçambique no Luju Festival como uma oportunidade para fortalecer a internacionalização das artes moçambicanas e expandir a presença dos criadores locais nos mercados culturais regionais.

“Dada a dimensão do público e a exposição mediática que o evento atrai, temos a oportunidade de participar numa economia que se estende não apenas por toda a África Austral, mas pelo mundo inteiro, uma vez que o Luju Festival funciona como porta de entrada para uma maior visibilidade das artes moçambicanas”, afirmou a governante.

Para além do palco, o Luju continua a trabalhar com a produtora moçambicana Marrabenta Special Events & Technologies, que integrou a equipa como fornecedora de som e tecnologia para o lançamento e para o festival, reafirmando a parceria de longo prazo do evento com a expertise criativa moçambicana.

A edição deste ano assinala vários marcos importantes. Pela primeira vez na história do evento, o Luju expande-se para uma experiência completa de dois dias, sob a sua filosofia fundadora, “Um Regresso ao Futuro Africano”, celebrando a culinária, moda, música, design e empreendedorismo africanos através de uma programação imersiva enraizada no conhecimento indígena e na excelência africana contemporânea. Esperam-se mais de 10.000 festivaleiros provenientes de mais de 26 países.

Há mais de uma década, a House On Fire tem cultivado fortes ligações criativas entre Eswatini e Moçambique através dos seus festivais de referência, com o Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival a desempenhar um papel cada vez mais relevante na reunião de músicos, chefs, estilistas, artesãos, empreendedores e agentes do turismo de toda a região. Apoiadas por iniciativas como o Circuito de Festivais IGODA e, mais recentemente, o Arts Incubator Corridor em parceria com o X-Hub Moçambique, estas colaborações evoluíram para além da troca artística e tornaram-se parcerias com impacto real na promoção do comércio, da inovação, do turismo cultural e do empreendedorismo criativo.

O lançamento em Maputo representa um capítulo novo e entusiasmante nesta trajectória. Trabalhando em conjunto com o Standard Bank Moçambique, o Mapas Das Artes, a União Europeia, a Cultiv’Arte, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) e outros parceiros estratégicos, o Luju pretende aprofundar o envolvimento com as vibrantes indústrias criativas de Moçambique, criando novas oportunidades de colaboração entre artistas, estilistas, chefs, empreendedores e instituições culturais de ambos os países.

Moçambique continua a desempenhar um papel central na história do Luju, com os seus músicos, chefs, estilistas, artesãos e empreendedores criativos consistentemente representados ao longo do programa do festival. Este ano, Moçambique voltará a ter destaque nos alinhamentos de música e moda.

Mais do que um festival, o Luju tornou-se uma plataforma de desenvolvimento económico regional. Em 2025, o festival gerou 2,7 milhões de lilangeni em vendas para 103 comerciantes das MPME, dos quais 85% eram negócios locais, evidenciando o papel fundamental que as indústrias criativas desempenham na dinamização do turismo, no apoio ao empreendedorismo, na criação de emprego e no impulso a um crescimento económico inclusivo.

O ecossistema mais alargado de festivais da House On Fire demonstrou igualmente o valor do investimento na cultura, com investigação independente a apontar para uma contribuição anual superior a 121 milhões de lilangeni para a economia de Eswatini, apoiando simultaneamente mais de 2.300 postos de trabalho.

O programa culinário desta edição inspira-se nos Nguni Foodways, celebrando as tradições alimentares indígenas, os sistemas de conhecimento e as ligações culturais que unem as comunidades em toda a África Austral. Através de demonstrações culinárias de classe mundial, conversas e experiências gastronómicas imersivas, o Luju explora de que forma a culinária africana continua a moldar a identidade, a inovação e o desenvolvimento sustentável.

O programa de moda abraça o tema Kwasukasukela (Era Uma Vez), convidando os estilistas a celebrar a narrativa africana através do design contemporâneo. Encabeçado pelo internacionalmente aclamado designer sul-africano Mzukisi Mbane, a passarela apresentará designers de destaque de Eswatini a par de talentos criativos emergentes de toda a região.

O lançamento em Maputo precede também a participação de uma delegação oficial do Ministério de Moçambique na edição deste ano do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival, reforçando o compromisso partilhado de Moçambique e Eswatini em promover a colaboração regional através da cultura, do turismo e da economia criativa.

O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival convida os moçambicanos a viver uma das principais experiências lifestyle de África, nos dias 1 e 2 de Agosto de 2026, onde gastronomia, moda, música e design de excelência se unem numa celebração genuinamente africana de criatividade, património e inovação.

Os bilhetes e mais informações estão disponíveis em www.lujufestival.com.

Pemba vai acolher primeiro centro internacional de formação para profissionais da indústria de petróleo, gás e segurança operacional

O novo centro disponibilizará programas de formação com duração de até quatro meses, abrangendo áreas críticas como segurança marítima, combate a incêndios em plataformas offshore, resposta a emergências e outras especializações exigidas pela indústria internacional de petróleo e gás.

A iniciativa permitirá que técnicos e jovens moçambicanos obtenham certificações reconhecidas internacionalmente sem necessidade de recorrer a centros de formação no estrangeiro, reduzindo custos e aumentando a disponibilidade de mão-de-obra qualificada para os grandes projectos energéticos em desenvolvimento no país.

Além de responder à crescente procura de competências por parte da indústria do Gás Natural Liquefeito (GNL), o Marine & Safety Center reforça a estratégia nacional de valorização do Conteúdo Local, promovendo a capacitação de profissionais moçambicanos e criando condições para que um número cada vez maior de cidadãos participe nas oportunidades geradas pelos investimentos nos sectores de petróleo e gás.

Com este investimento, Pemba consolida a sua posição como um futuro polo regional de formação técnica e segurança industrial, acompanhando a expansão do sector energético e contribuindo para transformar os recursos naturais em desenvolvimento económico sustentável para Moçambique.

Mega Group investe 60 milhões de meticais em nova loja cash and carry

O Mega Group reforçou a sua presença no mercado moçambicano com a inauguração de uma nova loja cash and carry na cidade de Maputo, um investimento avaliado em cerca de 60 milhões de meticais, que resultou na criação de 29 postos de trabalho directos.

A nova unidade foi concebida para servir tanto clientes grossistas como consumidores finais, combinando num único espaço os modelos de venda por grosso e a retalho. Para além dos empregos gerados na operação da loja, o projecto criou ainda cinco novos postos de trabalho nas áreas de apoio administrativo e operacional.

Com um portefólio de aproximadamente três mil referências de produtos, o estabelecimento aposta numa oferta diversificada, com especial enfoque em produtos alimentares, congelados e uma ampla selecção de vinhos.

Segundo o administrador do Mega Group, João Seara, a empresa está a privilegiar a comercialização de produtos nacionais, contribuindo para a valorização da produção moçambicana e para a redução dos impactos decorrentes das restrições à importação de determinados bens.

O modelo cash and carry permite aos clientes beneficiarem de condições comerciais diferenciadas nas compras por caixa, mantendo simultaneamente a possibilidade de adquirir produtos em quantidades unitárias, à semelhança de um supermercado convencional.

Para garantir preços competitivos, a empresa afirma ter realizado estudos de mercado que orientaram a definição da política de preços da nova unidade.

Com este investimento, o Mega Group expande a sua rede de distribuição em Moçambique, reforçando a sua presença no sector do retalho alimentar, estimulando a criação de emprego e contribuindo para a dinamização da actividade económica na capital.

CASP 2026 vai apresentar oportunidades de investimento em sectores estratégicos

A 21.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP) deverá destacar projectos de investimento avaliados em cerca de 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos, reforçando o papel do sector privado na diversificação da economia moçambicana e na promoção de um crescimento sustentável.

O evento, agendado para os dias 14 e 15 de Julho, em Maputo, centrará as suas discussões em sectores estratégicos como o agronegócio, logística, turismo e digitalização, considerados fundamentais para aumentar a competitividade do país e dinamizar a actividade económica.

A informação foi avançada pela directora executiva da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Teresa Muenda, durante a 13.ª Sessão do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN).

A conferência contará com dois painéis de alto nível, liderados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, além de quatro sessões bilaterais destinadas à promoção de investimentos entre Moçambique e parceiros internacionais, entre os quais Japão, China, Portugal e vários países africanos.

O programa integra ainda dez sessões paralelas dedicadas à identificação de oportunidades de negócio, ao reforço da cooperação empresarial e à atracção de novos investimentos.

Durante a sessão, Teresa Muenda reconheceu que a economia moçambicana enfrentou desafios significativos nos últimos anos, marcados pela pandemia da Covid-19, por fenómenos climáticos extremos, instabilidade social e tensões geopolíticas internacionais. Ainda assim, destacou que o país começa a registar sinais positivos decorrentes das reformas estruturais em curso, reflectidas nas prioridades definidas pelo Plano Quinquenal do Governo 2025–2029.

Por sua vez, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, alertou para a persistência de constrangimentos que continuam a limitar o crescimento do sector privado. Entre as principais preocupações apontou a complexidade do sistema tributário, os elevados custos de conformidade fiscal, a reduzida previsibilidade tributária e os atrasos nos pagamentos do Estado e nos reembolsos do IVA.

O líder empresarial defendeu igualmente uma maior coordenação entre as instituições públicas, sobretudo na aplicação dos incentivos fiscais concedidos aos investidores, sublinhando que a segurança jurídica continua a ser um factor determinante para reforçar a confiança e atrair novos investimentos.

Apesar dos desafios, a CTA saudou a aprovação do novo Regime Jurídico do Conteúdo Local, considerando-o uma oportunidade estratégica para transformar os recursos naturais em desenvolvimento económico, fortalecer as empresas nacionais e criar mais oportunidades de emprego para os moçambicanos.

A CASP 2026 deverá reunir membros do Governo, líderes empresariais, investidores e parceiros internacionais, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas nacionais de diálogo económico, promoção de investimentos e fortalecimento da parceria entre os sectores público e privado em Moçambique.

Letshego expande presença em Inhambane com novo balcão na Maxixe

A Letshego inaugurou uma nova agência na cidade de Maxixe, província de Inhambane, reforçando a sua estratégia de expansão e o compromisso de aproximar os serviços financeiros de um número cada vez maior de moçambicanos.

A nova unidade, inaugurada no dia 3 de Julho, representa mais um passo no fortalecimento da rede de atendimento da instituição e na promoção da inclusão financeira, aproximando soluções bancárias de particulares, empreendedores e pequenas empresas da região.

Maior proximidade para impulsionar o desenvolvimento local

Com a abertura da nova agência, a Letshego pretende facilitar o acesso da população a produtos e serviços financeiros, contribuindo para o crescimento da actividade económica local e para a expansão do sistema financeiro formal.

A iniciativa integra a estratégia da instituição de alargar a sua presença às diferentes regiões do país, respondendo à crescente procura por serviços bancários e soluções de financiamento.

Compromisso contínuo com a inovação e a inclusão financeira

A inauguração da agência acontece poucas semanas após a Letshego, em parceria com a Mastercard, ter lançado um novo cartão de débito concebido para acelerar a adopção dos pagamentos digitais em Moçambique e reforçar a inclusão financeira.

A combinação entre a expansão da rede física e a introdução de soluções digitais demonstra o compromisso da instituição em disponibilizar serviços financeiros cada vez mais acessíveis, seguros e modernos aos seus clientes.

Presença consolidada no mercado moçambicano

Com 15 anos de actividade em Moçambique, a Letshego tem vindo a consolidar a sua posição no sector financeiro através da diversificação dos seus serviços e da expansão da sua cobertura geográfica.

A abertura da agência de Maxixe reforça este compromisso, aproximando os serviços bancários das comunidades, apoiando o empreendedorismo local e contribuindo para uma maior inclusão financeira no país.

A ExxonMobil acelera Rovuma LNG com lançamento de concurso para obras estratégicas

A ExxonMobil deu mais um sinal concreto de avanço do projecto Rovuma LNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma, ao lançar um concurso público considerado estratégico para a execução de infra-estruturas essenciais que antecedem a Decisão Final de Investimento (FID), prevista para este ano.

O concurso contempla a construção de um acampamento com capacidade para cerca de 2.500 trabalhadores, bem como de outras infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento do projecto, um dos maiores empreendimentos de Gás Natural Liquefeito (GNL) previstos para o continente africano.

A iniciativa integra um conjunto de concursos já lançados pela petrolífera norte-americana para preparar as componentes terrestres e submarinas do projecto, demonstrando que os trabalhos técnicos continuam a avançar enquanto decorrem os preparativos para o arranque da fase de construção.

O projecto Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil, em parceria com a Eni e a China National Petroleum Corporation (CNPC), e prevê uma capacidade de produção de aproximadamente 18 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito por ano, reforçando o posicionamento de Moçambique entre os principais produtores mundiais de GNL.

Após ter sido suspenso em 2021, na sequência dos ataques insurgentes em Cabo Delgado, o projecto entrou numa nova fase de preparação. Recentemente, a ExxonMobil confirmou que estão em curso os últimos ajustamentos com vista à Decisão Final de Investimento (FID), considerada um marco determinante para o início da construção da unidade de liquefacção em terra.

O avanço do Rovuma LNG acompanha a retoma do projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, com o qual partilha parte das infra-estruturas na Península de Afungi. A concretização destes dois megaprojectos deverá representar um forte impulso para a economia moçambicana, através da criação de emprego, do aumento das exportações e da expansão das oportunidades para as empresas nacionais ao longo da cadeia de valor do sector energético.

𝐆𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐀𝐠𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐥

O Governo prevê criar a Agência de Desenvolvimento Integrado do Sul (ADIS), uma nova entidade que terá como missão impulsionar o desenvolvimento económico e social das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, através da coordenação de investimentos estratégicos e da promoção de projectos estruturantes.

A informação foi avançada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final da sessão semanal do Executivo, indicando que a proposta de criação da agência visa reforçar o planeamento integrado e acelerar a implementação de iniciativas de desenvolvimento na região sul do país.

A futura agência deverá funcionar como um mecanismo de coordenação entre as instituições públicas, o sector privado, os parceiros de desenvolvimento e os investidores, promovendo uma abordagem integrada para potenciar o aproveitamento do potencial económico da região.

Entre as prioridades da ADIS estarão a atracção de investimento, o desenvolvimento de infra-estruturas, a dinamização dos sectores da agricultura, indústria, turismo e logística, bem como a valorização dos recursos naturais e o fortalecimento das cadeias de valor locais.

Segundo o Governo, a criação da ADIS insere-se na estratégia nacional de promoção de um desenvolvimento equilibrado entre as diferentes regiões do país, procurando reduzir as assimetrias regionais e criar condições para um crescimento económico mais inclusivo e sustentável.

A proposta deverá seguir os trâmites legais para a sua implementação, representando mais um instrumento de política pública destinado a acelerar o desenvolvimento regional e a reforçar a competitividade económica do sul de Moçambique.