Monday, May 18, 2026
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GALP explica razões que levaram a desinvestir em Moçambique  

A Galp, multinacional energética portuguesa, que concluiu recentemente o desinvestimento da Área 4, na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, diz que a decisão faz parte da sua estratégia focar-se em projectos de alto retorno, baixo custo e baixa intensidade de carbono.

A explicação foi dada recentemente por Filipe Silva, CEO da Galp, à Energy Connects, uma plataforma de informação sobre o sector energético, enfatizando a importância das decisões daquela multinacional, contribuindo para o aumento de 16% no lucro líquido do 2º trimestre de 2024 em meio a preços mais elevados do petróleo e custos de produção mais baixos.

“Estas acções permitem-nos cristalizar valor, reduzir o risco e focar em projectos de maior retorno alinhados com a estratégia da Galp. Continuar a reduzir o risco e a crescer o nosso upstream a partir de projectos de baixos custo e baixa intensidade de carbono, ao mesmo tempo em que transformamos nossas posições integradas de médio e downstream”, disse o timoneiro da GALP.

A Galp concluiu também a venda dos seus activos upstream em Angola, medida igualmente alinhada com a estratégia da Galp de focar em projectos de alto retorno.

Como resultado das decisões estratégicas, a GALP anunciou um aumento homólogo de 16% no lucro líquido para o segundo trimestre de 2024, impulsionado pelos preços mais elevados do petróleo e pela redução dos custos de produção.

Deixando ficar as principais linhas do relatório financeiro e de produção, realçou que o lucro líquido da empresa atingiu 299 milhões de euros (325,34 milhões de dólares), apesar de um ambiente volátil de preços das matérias-primas.

No entanto, o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) caiu 7% para 849 milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano passado. Durante este período, a Galp obteve resultados sólidos nos seus vários segmentos, nomeadamente, o upstream que facturou 531 milhões euros em EBITDA, apoiado por uma produção consistente e operações económicas no Brasil.

O segmento industrial e midstream contribuiu com 226 milhões de euros para o EBITDA, beneficiando da elevada utilização do sistema de refinação e das fortes actividades midstream, particularmente no fornecimento e comercialização de petróleo e gás natural, escreve Energy Connetcs, citando CEO da GALP.

Refira-se que, a Galp anunciou um acordo para a venda da sua posição nos projectos de exploração de gás em Moçambique. Estes activos incluem o campo de gás natural liquefeito Coral Sul em operação desde 2022, bem como os projectos Coral Norte e Rovuma LNG que deveriam receber luz verde para entrada em produção nos próximos dois anos.

A participação de 10% da Galp nos projectos de Moçambique da área 4 foi vendida à ADNOC, empresa nacional de petróleo de Abu Dhabi.

Em Moçambique, a Galp mantém a presença nas actividades de downstream, nomeadamente na área da distribuição de combustíveis.

Gala do Desporto Moçambique-Itália – 01 de Novembro

A Câmara de Comércio Moçambique-Itália (CCMI) tem o prazer de convidá-lo para a Gala do Desporto Moçambique-Itália, um evento que celebra a união entre os dois países através do desporto.

📅 Data: 1 de Novembro de 2024

Não perca! Marque já na sua agenda

📍 Av. 24 de Julho, Nº 979
☎️ (+258) 84 389 7719 / (+258) 84 773 1187
📧 Contacto.ccm@gmail.com
🌐 www.ccmi.co.mz

1ª Edição da Conferência de Conteúdo Local & Procurement– 28 de Novembro

Edição da Conferência de Conteúdo Local & Procurement: “A Integração do Conteúdo Local no Desenvolvimento de Moçambique”

É com grande entusiasmo que apresentamos a 1ª Edição da Conferência de Conteúdo Local & Procurement, um evento que visa promover o diálogo entre os principais atores do setor privado, governo e especialistas sobre o impacto do conteúdo local no desenvolvimento econômico e social de Moçambique.

📅 28 de Novembro de 2024

Sob o temaA Integração do Conteúdo Local no Desenvolvimento de Moçambique”, o evento abordará tópicos fundamentais como:

• 📈 Oportunidades de crescimento para empresas locais nos grandes projetos de Moçambique.
• 🏗️ Práticas inovadoras de procurement que incentivam a inclusão de fornecedores locais.
• 🤝 Parcerias estratégicas que promovem a sustentabilidade e o impacto positivo nas comunidades locais.

Este evento será uma oportunidade única para debater estratégias e fortalecer o compromisso com o desenvolvimento sustentável, ampliando as oportunidades para empresas moçambicanas e garantindo o impacto duradouro dos grandes projetos no país.

Participe desse importante momento de transformação! Inscreva-se agora e faça parte da construção de um Moçambique mais inclusivo e próspero! 🚀

7ª Edição do Fórum Gestão de Pessoas Moçambique

A participação é mediante inscrição.
Não perca!

🗓 14 e 15 de Novembro
⏰️ 8h00 – 17h00
📍 Evento híbrido

📧 Inscreva-se: info@forumgp.co.mz

MUVA: Masterclass “Por que as empresas devem ser inclusivas” – 13 de Outubro de 2024

Masterclass “Por que as empresas devem ser inclusivas” é uma excelente oportunidade para explorar o valor da inclusão no ambiente corporativo.

Acessar o Zoom através do link

https://lnkd.in/d-R-enpd

Meeting ID: 830 7541 8475

 

EU BUSINESS COCKTAIL– 04 de Dezembro de 2024

Participe da Sessão de Networking

Associação dos Empresários Europeus em Moçambique

Contacto: 867542605

BdM cria fundo de garantia mutuária para facilitar crédito às MPME

As sociedades de garantia mútua têm como objectivo facilitar o acesso ao crédito para as MPME, oferecendo garantias e contra-garantias que minimizem o risco para os credores. Estas sociedades funcionam como uma rede de apoio que permite às empresas reunir recursos e partilhar o risco de crédito, criando um ambiente mais favorável ao financiamento. As sociedades gestoras dos fundos de garantia mutuária, por sua vez, são responsáveis pela administração destes fundos e pela execução de outras operações permitidas por lei, assegurando uma gestão eficiente dos recursos.

A decisão do BdM baseia-se na Lei n.º 20/2020, de 31 de Dezembro, que regulamenta as instituições de crédito e sociedades financeiras, incluindo a criação de sociedades de garantia mútua. Esta iniciativa é complementada pelo Decreto n.º 37/2024, de 10 de Junho, que cria o Fundo de Garantia Mutuária, um instrumento destinado a promover o acesso ao financiamento pelas MPME e a dinamizar o sector privado.

“Com um capital inicial estimado em 30 milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de meticais), o fundo tem como finalidade reduzir as barreiras ao financiamento para as pequenas e médias empresas, oferecendo garantias financeiras aos bancos e outras instituições de crédito”

O Fundo de Garantia Mutuária foi criado no âmbito do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE) promovido pelo Governo e será implementado pelo Banco Nacional de Investimento (BNI). Com um capital inicial estimado em 30 milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de meticais), o fundo tem como finalidade reduzir as barreiras ao financiamento para as pequenas e médias empresas, oferecendo garantias financeiras aos bancos e outras instituições de crédito.

Além disso, o Aviso n.º 11/GBM/2024 complementa o Aviso n.º 10/GBM/2024, também emitido a 30 de Agosto, que introduz novas directrizes sobre prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação de armas de destruição em massa. Estas directrizes reforçam o compromisso do Banco de Moçambique em assegurar a integridade e a estabilidade do sistema financeiro nacional, impondo normas rigorosas de gestão de risco e conformidade para todas as instituições financeiras sob sua supervisão.

Ao definir um capital social mínimo de 30 milhões de meticais, o BdM visa não só garantir a solidez financeira das sociedades de garantia mútua e dos fundos de garantia, mas também fomentar a confiança dos investidores e promover um ambiente económico mais dinâmico e seguro no País.

Com estas medidas, espera-se um impacto positivo na economia nacional, incentivando o desenvolvimento do sector privado e facilitando o acesso ao crédito para milhares de pequenas e médias empresas que desempenham um papel crucial no crescimento económico de Moçambique.

Moçambique avança no comércio internacional com o lançamento da ExportaMoz Solutions

A ExportaMoz Solutions anunciou o seu lançamento oficial durante a 59ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2024. Este projecto inovador surge com o objectivo de transformar o cenário de exportação em Moçambique, especialmente no que se refere ao apoio às pequenas e médias empresas (PMEs), que frequentemente enfrentam desafios significativos para acessar mercados internacionais.

Diante das dificuldades encontradas pelas PMEs moçambicanas para se inserirem no comércio global, a ExportaMoz Solutions apresenta-se como uma solução prática e estratégica para impulsionar o crescimento económico sustentável do país. O projecto foi concebido para fornecer às empresas moçambicanas as ferramentas e o conhecimento necessários para que possam competir de forma eficaz no mercado global.

A iniciativa está alicerçada em três pilares fundamentais: difusão de conhecimento, interação e divulgação no marketplace virtual, e capacitação e formação. O primeiro pilar envolve o lançamento do “Guia do Exportador”, um recurso essencial que será atualizado trimestralmente e que oferecerá informações valiosas sobre mercados internacionais, com um enfoque inicial em produtos agrícolas e uma expansão planeiada para sectores como minerais críticos, produtos artesanais, serviços de logística, turismo e produtos industrializados.

O segundo pilar é a Plataforma do Exportador, um marketplace virtual gratuito que permite às PMEs expor os seus produtos a nível global, além de se conectarem com clientes, fornecedores e prestadores de serviços de apoio à exportação, que vão desde finanças e seguros até logística e consultoria. Este ambiente virtual promete ser uma ponte vital entre as PMEs moçambicanas e os mercados internacionais, facilitando o comércio e aumentando a visibilidade global dos produtos nacionais.

Por fim, a capacitação e formação serão promovidas através da Incubadora ExportaMoz, que oferecerá workshops, feiras e outros eventos destinados a preparar empresas com potencial exportador. Esses programas específicos visam capacitar as PMEs para que superem os desafios impostos pelos mercados externos e atendam às suas exigências.

Com o apoio de parceiros governamentais, empresários e diversos stakeholders do sector, a ExportaMoz Solutions está firmemente comprometida em criar um ambiente propício ao comércio internacional, abrindo novas oportunidades para o sector empresarial moçambicano.

Além de facilitar as exportações, a iniciativa busca posicionar Moçambique como um mercado competitivo no cenário global, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.

O lançamento da ExportaMoz Solutions na FACIM 2024 marca um passo significativo na promoção de Moçambique como um player relevante no comércio internacional, oferecendo novas perspectivas de crescimento e desenvolvimento para as PMEs locais.

MultiChoice lidera iniciativa contra pirataria digital e recebe reconhecimento global

Só no ano passado, 2023, foram eliminados cerca de 4000 clips ilegais das redes sociais, evitando quase quatro mil milhões de visualizações ilegais. O roubo de conteúdos de entretenimento não é apenas um ataque a uma indústria. É um ataque ao coração criativo de África, em particular, de Moçambique.

É facto! Na actual era digital em rápida evolução, a pirataria de conteúdos não é apenas um desafio tecnológico – é uma ameaça à subsistência de inúmeros profissionais criativos que dão vida às histórias. Como principal fornecedor de entretenimento do continente, a MultiChoice há muito está empenhada na luta contra a pirataria, não só para salvaguardar o nosso negócio, mas também para proteger os profissionais por detrás do entretenimento que traz alegria, conexão e significado a milhões de clientes.

Um ano de reconhecimento e resiliência

Este ano, as nossas marcas de consumo DStv e GOtv lançaram algumas iniciativas para sensibilizar o público sobre esta causa importante e orgulhamo-nos de ver os nossos esforços reconhecidos. A campanha da DStv “A pirataria não conta as nossas histórias” foi reconhecida ao ser finalista em duas categorias dos ‘Global Entertainment Marketing Awards’. Estas nomeações são um reflexo dos efeitos devastadores da pirataria de conteúdos. O vídeo da campanha da DStv retrata de forma vívida como a pirataria corrói não só os meios de subsistência individuais, mas também o rico património narrativo do continente. É um lembrete claro de que o roubo de conteúdos de entretenimento não é apenas um ataque a uma indústria; é um ataque ao coração criativo de África.

Angerie van Wyk, Diretora Executiva de Marketing do Grupo MultiChoice África, afirma que “ser nomeada é uma vitória para nós e para a indústria. Atesta os nossos esforços intencionais para educar e sensibilizar continuamente sobre esta causa, mas também ilustra o impacto mais alargado que a pirataria tem na indústria do entretenimento. É uma vitória ainda maior para as pessoas cujas carreiras lutamos para proteger – dos guionistas aos técnicos de iluminação, dos maquilhadores aos assistentes de produção, que são os heróis invisíveis de todos os programas que os nossos clientes adoram”.

A ideia por detrás de tudo isto

Angerie van Wyk explica: “a ideia por detrás da campanha surgiu de um brainstorming com o Dr. Keabetswe Modimoeng, (Executivo do Grupo para os Assuntos Empresariais e Relações com as Partes Interessadas da MultiChoice África) em Angola, um dos vários países africanos fortemente afectados pela pirataria. Sabíamos que uma campanha de sensibilização pode não impedir as pessoas de piratear, mas queríamos que, pelo menos, sentissem algo quando compreendessem o impacto. Sempre adorei a imagem de um campo de futebol vazio e poeirento, onde os miúdos estão a dar uns pontapés na bola. É um sítio onde começam os sonhos de grandeza. Muitos dos nossos heróis do futebol favoritos começaram a sua jornada para o sucesso em lugares como este, no entanto, sem uma indústria de entretenimento televisivo protegida, infelizmente esse sonho nunca poderá ser realizado e desfrutado tanto pelos futebolistas como também pelos fãs.”

Frikkie Jonker, Director de Cibersegurança e Anti-pirataria da Irdeto, um parceiro da MultiChoice Africa, afirma “o nosso trabalho com os reguladores e membros influentes da comunidade continua a ser um sucesso. Continuamos empenhados em fazer mais e estamos apaixonados por influenciar o comportamento do nosso público para melhor, fornecendo-lhes mais vídeos educativos que influenciam a mudança”.

Bron Schultz, Director de Estratégia da Birthmark, deu vida a este projecto e afirmou que “queríamos chamar a atenção para as pessoas frequentemente marginalizadas na conversa sobre pirataria. Não se trata apenas de figuras sem rosto num sistema – são artistas, contadores de histórias e profissionais cujo trabalho dá vida à rica narrativa cultural de África. Este vídeo é um lembrete de que, quando pirateamos conteúdos, não estamos apenas a roubar das empresas; estamos a roubar as vozes e o futuro dos criadores africanos”.

O vídeo, agora mundialmente reconhecido, termina num campo de futebol vazio; o que aconteceu foram personagens a desaparecerem no fundo.  O vídeo transmite aos telespectadores a verdade que deve ser confrontada se optarem pela pirataria; o talento atrás e à frente do ecrã é afectado negativamente, as suas histórias não são contadas.

O que é que se pode fazer?

Na DStv, não estamos apenas no negócio do entretenimento; estamos no negócio de proteger o futuro da narração de histórias africanas. Juntamente com os nossos parceiros e clientes, continuaremos a evoluir, a inovar e a ganhar a batalha contra a pirataria. Encorajamos os clientes a denunciarem quaisquer actividades de pirataria ou sites suspeitos que encontre. As suas acções podem ajudar a proteger a economia criativa que é fundamental para o crescimento e a riqueza cultural de África.

A luta global contra a pirataria

A pirataria, especialmente a pirataria de streaming digital, representa 95% da actividade ilegal que afecta os organismos de radiodifusão em todo o mundo. África, com a sua população jovem e com conhecimentos digitais, tornou-se um alvo preferencial para estes sindicatos. Na DStv, investimos em tecnologia de ponta e estabelecemos parcerias com líderes globais como a Irdeto para rastrear e processar o roubo de conteúdos de forma mais eficaz. Só no ano passado, eliminámos cerca de 4000 clips ilegais das redes sociais, evitando quase quatro mil milhões de visualizações ilegais.

A nossa luta vai para além da tecnologia. Trabalhamos em estreita colaboração com as agências de aplicação da lei para encerrar operações piratas e instaurar processos judiciais. Estamos a aperfeiçoar as nossas campanhas de informação para educar os consumidores sobre os efeitos devastadores da pirataria na indústria criativa e na economia. Os riscos são elevados e a nossa mensagem é clara: quando se pirateia um conteúdo, não se está apenas a roubar as empresas; está-se a retirar a oportunidade de criação de futuros conteúdos.

Veja os vídeos sobre a campanha “A pirataria não conta as nossas histórias”:

Conteúdo local – https://we.tl/t-eBtKI2ieZn

Desporto – https://we.tl/t-f6KSMaal0s

Lucros da Banca aumentam 28% em média no primeiro semestre de 2024

Nos primeiros seis meses de 2024, os maiores bancos comerciais de Moçambique apresentaram resultados financeiros sólidos, reflectindo um cenário de resiliência e adaptação às condições económicas desafiadoras do país. De acordo com os documentos consultados pelo PROFILE, os números mais recentes divulgados pelo Absa Bank Moçambique, Moza Banco, Standard Bank Moçambique, Millennium Bim e Banco Comercial e de Investimentos (BCI) demonstram, em maior ou menor grau, um crescimento significativo na lucratividade e na capacidade de adaptação a um ambiente financeiro volátil.

Absa Bank Moçambique: Lucro salta quase 120%

O Absa Bank Moçambique revelou um desempenho notável, com um aumento impressionante de 119,67% nos lucros, atingindo 1.712.680 mil meticais (aproximadamente US$ 26,76 milhões) no primeiro semestre de 2024, comparado aos 779.658 mil meticais (aproximadamente US$ 12,18 milhões) no mesmo período do ano anterior. Esse crescimento expressivo foi obtido apesar da queda nos juros e rendimentos similares, que diminuíram 8,94%, para 4.268.421 mil meticais (aproximadamente US$ 66,69 milhões), refletindo o impacto de condições desafiadoras de mercado.

A margem financeira do banco reduziu ligeiramente para 2.759.835 mil meticais (aproximadamente US$ 43,12 milhões), representando uma queda de 6,38% em comparação ao mesmo período de 2023. Em contraste, o rendimento operacional líquido cresceu 29,92%, totalizando 4.440.411 mil meticais (aproximadamente US$ 69,38 milhões), destacando a eficiência operacional do banco.

O banco também relatou uma leve redução em seus ativos totais, que caíram 4,73% para 73.275.497 mil meticais (aproximadamente US$ 1,14 bilhão). No entanto, o capital próprio do banco aumentou 9,28%, para 11.233.300 mil meticais (aproximadamente US$ 175,52 milhões), fortalecendo ainda mais sua posição financeira.

Moza Banco: Da recuperação ao lucro

O Moza Banco, por sua vez, teve um desempenho significativo ao sair de um prejuízo de 55,6 milhões de meticais (795 mil euros) no primeiro semestre de 2023 para um lucro de 11,2 milhões de meticais (161 mil euros) no mesmo período de 2024. Este progresso marca a continuidade de uma recuperação que começou em 2022, quando o banco inverteu anos de prejuízos para finalmente registar lucros.

O banco também viu um aumento modesto de 1,3% em seus ativos totais, que somaram 59.782 milhões de meticais (855,7 milhões de euros) até junho de 2024, enquanto o passivo total subiu 2%, alcançando 50.199 milhões de meticais (718,5 milhões de euros). A designação do Moza Banco como uma instituição sistêmica pelo Banco de Moçambique destaca sua importância no sector financeiro nacional.

Standard Bank Moçambique: Crescimento modesto, mas sólido

O Standard Bank Moçambique, outro banco considerado sistêmico, registou um aumento modesto de 3% nos lucros, que somaram 3.936 milhões de meticais (57 milhões de euros) no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. O banco também apresentou um crescimento de 6,25% nos seus activos totais, que chegaram a 168.874 milhões de meticais (2.447 milhões de euros), enquanto os passivos cresceram 9,7%, atingindo 135.069 milhões de meticais (1.957 milhões de euros).

Apesar de desafios como a queda na proporção de ativos remunerados, o Standard Bank conseguiu manter um desempenho financeiro sólido, evidenciando a eficácia de sua estratégia de negócio.

Millennium bim: Lucros em queda, mas com crescimento de activos

O Millennium bim, um dos principais bancos do país, viu seus lucros caírem 4% no primeiro semestre de 2024, totalizando 3.225 milhões de meticais (46,7 milhões de dólares), em contraste com os 3.367 milhões de meticais (48,8 milhões de dólares) no mesmo período de 2023. No entanto, o banco registou um crescimento de 4,6% em seus activos totais, atingindo 199.129 milhões de meticais (2.880 milhões de dólares), e um aumento de 7,5% em seus passivos, que somaram 165.040 milhões de meticais (2.387 milhões de dólares).

O banco continuou a fortalecer sua posição no mercado sob a nova liderança de Moisés Jorge, destacando seu compromisso com a valorização dos quadros internos e a gestão eficaz de custos.

BCI: Crescimento sólido e liderança de mercado

Por fim, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) reforçou sua posição como o maior banco de Moçambique, apresentando um crescimento de 2,8% nos lucros, que somaram 3.549 milhões de meticais (51,4 milhões de dólares) no primeiro semestre de 2024. O banco também reportou um aumento de 7,8% nos seus activos totais, que alcançaram 226,3 mil milhões de meticais (3.279 milhões de dólares), e um crescimento de 10% nos passivos, que chegaram a 196,9 mil milhões de meticais (2.852 milhões de dólares).

O BCI manteve a liderança no sector bancário moçambicano, com uma quota de mercado de 25,80% no crédito, 25,39% nos depósitos e 22,89% nos ativos, servindo actualmente 2,3 milhões de clientes em todo o país.

Em linhas gerais, o primeiro semestre de 2024 mostrou-se desafiador, mas também promissor para os principais bancos de Moçambique. Embora cada instituição tenha enfrentado desafios específicos, o panorama geral indica uma resiliência robusta no sector bancário do país, com diversas instituições relatando crescimento nos lucros, expansão de ativos e fortalecimento de suas posições no mercado. Esses resultados não só reflectem a eficácia das estratégias implementadas, como também preparam o terreno para um crescimento sustentável no futuro.