Monday, May 18, 2026
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Lançado o prémio aurora tech 2025 para mulheres fundadoras de tecnologia ($ 85.000)

As inscrições já estão abertas para o Aurora Tech Award 2025. Um prémio mundial para mulheres fundadoras de startups de tecnologia criadas e apoiadas pela inDrive.

Requisitos:

Para participar, sua startup precisa:

  • Ser fundada ou cofundada e liderada por uma mulher
  • Tenha um protótipo funcional de um produto
  • Enquadrar-se no limite de investimento de US$ 4 milhões em financiamento, incluindo a ronda inicial
  • Ter menos de 5 anos.

 Benefícios

  • Fundo de prêmios de US$ 85.000: fornecimento de suporte financeiro para os 5 vencedores
  • Insights profissionais: desenvolvendo um programa educacional forte para os candidatos
  • Oportunidades de networking: construindo uma comunidade para mulheres em TI.

Prémios em dinheiro para uma lista de vencedores ampliada:

  • Primeiro prêmio: $ 30.000
  • Segundo prêmio: $ 20.000
  • Terceiro prêmio: $ 15.000
  • Quarto prêmio: $ 10.000
  • Quinto prêmio: $ 10.000

Cronograma de inscrição:

02.09.2024: Início da chamada aberta

21.11.2024: Fim da chamada aberta

Processo de pré-selecção

  • Anúncio da lista longa: 20.12.2024
  • Anúncio da lista do meio: 20.01.2025
  • Anúncio da lista final: 26.02.2025
  • Anúncio dos vencedores: primavera de 2025
  • Programa de mentoria para finalistas: primavera de 2025.

Prazo para inscrição: 21 de Novembro de 2024

Países da CPLP elegíveis para esta oportunidade:

Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para mais oportunidades como esta, junte-se a nós através da tua rede social favorita através do seguinte link:

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Cristiana Paco Langa: “Investimentos em capacitação e apoio às PMEs são essenciais para transformar o potencial em benefícios práticos”

Com vasta experiência na Gestão da Cadeia de Abastecimento de Conteúdo Local nos sectores de Petróleo e Gás, bem como na indústria das telecomunicações, Cristiana Paco Langa, Directora de Conteúdo Local e Procurement no Grupo Paco, conversou com o Profile para oferecer uma análise aprofundada sobre o actual panorama da Indústria Extractiva em Moçambique.

Durante a entrevista, Cristiana também abordou a introdução e evolução das políticas de conteúdo local no sector de petróleo e gás, propondo soluções para os desafios e oportunidades que o país atravessa.

Profile Mozambique: Como caracteriza o actual momento do sector da Indústria Extractiva em Moçambique?

Cristiana Paco Langa: O sector está em uma fase de crescimento e diversificação, com projectos de grande escala em gás natural, carvão, e minerais como grafite e titânio. As oportunidades geradas têm impactado positivamente a economia nacional, sobretudo em áreas como emprego e infra-estrutura, ao mesmo tempo, o sector enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de equilibrar o desenvolvimento económico com a responsabilidade social e ambiental, a integração de práticas sustentáveis, com foco no impacto ambiental e nas comunidades locais, é fundamental para garantir o desenvolvimento a longo prazo.

O conteúdo local tornou-se uma peça central nas políticas de desenvolvimento da indústria extractiva em Moçambique. Empresas multinacionais são incentivadas a priorizar fornecedores e trabalhadores locais, promovendo a capacitação técnica e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas (PMEs) locais.

Essa prática está contribuindo para a industrialização e a criação de uma economia mais diversificada e autossustentável. A digitalização e automação são tendências que estão ganhando força, ajudando a melhorar a eficiência operacional e a atrair mais investimentos internacionais.

PM: No meio deste cenário que acaba de descrever, que oportunidades o país pode ou deve explorar?

CPL: Em meio ao cenário actual da Indústria Extractiva em Moçambique, há várias oportunidades estratégicas que o país pode e deve explorar como o desenvolvimento de Capacidades Locais, pois o fortalecimento do capital humano através de treinamentos especializados e educação técnica pode transformar Moçambique em um centro de competências no sector.

O país pode explorar programas de capacitação alinhados às necessidades da indústria, permitindo que a força de trabalho local participe mais directamente de projectos de alta complexidade tecnológica, a expansão das Cadeias de Suprimentos Locais pois Moçambique deve fomentar o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais, apoiando pequenas e médias empresas (PMEs) a se tornarem fornecedoras qualificadas para o sector extractivo.

Isso pode ser feito através de parcerias público-privadas (PPP’s) e programas de incubação que facilitem o acesso a financiamento, inovação e capacitação técnica, uma das maiores oportunidade que o País deve explorar também é o Conteúdo Local como Factor de Competitividade, sendo que a implementação eficaz de políticas de conteúdo local pode atrair mais investimentos estrangeiros, especialmente de empresas que buscam não apenas explorar recursos, mas também contribuir para o desenvolvimento sustentável das economias locais.

O país pode se posicionar como líder regional ao adoptar políticas inovadoras que priorizem a inclusão social e o desenvolvimento económico local.

PM: Como é que o país está em termos de introdução de conteúdo local na indústria de petróleo e gás?

CPL: Em termos de introdução de conteúdo local na indústria de petróleo e gás, Moçambique tem feito avanços significativos, mas ainda enfrenta desafios para consolidar essa prática de forma ampla e sustentável, um dos maiores desafios é a Participação de Empresas Locais, existem esforços para aumentar a participação de empresas locais nas cadeias de valor da indústria.

No entanto, muitos fornecedores locais ainda enfrentam dificuldades para atender aos rigorosos requisitos técnicos e operacionais das grandes empresas internacionais de petróleo e gás. O desenvolvimento de programas de capacitação para aumentar a competitividade desses fornecedores é uma área que continua a precisar de atenção, a capacitação e treinamento, vários projectos de treinamento e capacitação têm sido implementados para garantir que a mão de obra local possa atender às demandas do sector de petróleo e gás.

Essas iniciativas são realizadas tanto pelo governo quanto por empresas multinacionais como parte dos acordos de responsabilidade social e conteúdo local. No entanto, ainda há uma lacuna significativa entre a oferta e a demanda de mão de obra qualificada, principalmente em áreas técnicas especializadas, de um modo geral o nosso país tem mostrado progresso na introdução do conteúdo local na indústria de petróleo e gás, mas o caminho para uma plena integração ainda requer investimento contínuo em infraestrutura, capacitação e políticas de suporte mais eficazes.

O sucesso desse esforço depende da cooperação entre o governo, empresas multinacionais e o sector privado local para construir uma cadeia de valor sustentável e competitiva.

PM: A proposta de lei de Conteúdo Local foi submetida em 2019 ao Conselho de Ministros. Estamos em 2024. Parece-lhe necessário rever o seu conteúdo?

CPL: Na minha opinião, a revisão da proposta de Lei de Conteúdo Local submetida em 2019 ao Conselho de Ministros é essencial, dado o contexto actual e as transformações económicas e sociais que Moçambique tem enfrentado, especialmente no sector de petróleo e gás.

Portanto, vários são os factores, que justificam essa necessidade como as mudanças no Contexto Económico e Industrial, a indústria de petróleo e gás, assim como outros sectores relevantes, evoluíram desde 2019 novos projectos foram iniciados, a pandemia de COVID-19 teve impactos significativos na economia global e em Moçambique.

Ademais, revisar a regulamentação permitiria ajustar as políticas para apoiar a recuperação económica e garantir que as empresas locais possam se beneficiar de forma justa nas novas condições económicas.

PM: O que falta para se transformar este potencial teórico em benefícios práticos para as comunidades residentes nas zonas de produção?

CPL: Transformar o potencial teórico da Lei de Conteúdo Local em benefícios práticos para as comunidades nas zonas de produção depende de uma abordagem mais estratégica e integrada, como a capacitação Eficiente e Sustentável pois um dos maiores desafios é garantir que as comunidades locais tenham acesso a capacitação técnica que as prepare para trabalhar nas indústrias de petróleo, gás e mineração.

Actualmente, muitas das comunidades residentes nas zonas de produção carecem de qualificação e acesso a treinamentos especializados.

É necessário que o governo, em parceria com as empresas, desenvolva programas de capacitação focados nas necessidades específicas dessas indústrias, garantindo que as populações locais sejam mais do que apenas observadoras passivas do desenvolvimento econômico, o poio ao desenvolvimento de PMEs Locais, permitiriam com que as comunidades locais vejam os benefícios econômicos diretos, é crucial que pequenos negócios e empreendedores locais sejam integrados às cadeias de valor das grandes empresas de petróleo e gás.

PM: Que investimentos acha que devem ser feitos para que se incremente as actividades de petróleo e gás?

CPL: Para incrementar as actividades de petróleo e gás em Moçambique, é crucial realizar investimentos estratégicos em várias áreas. Minha opinião como especialista em conteúdo local e procurement se baseia em alguns pontos como a Capacitação Técnica, pois um investimento significativo deve ser feito no desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada, os programas de treinamento técnico, parcerias com universidades e escolas técnicas são fundamentais para que a mão de obra local possa ocupar posições técnicas e especializadas nas operações de petróleo e gás, o desenvolvimento de Cadeias de Suprimentos Locais, pois incentivar o desenvolvimento de fornecedores locais para que possam atender às necessidades do sector é crucial pois requer investimentos em programas de incubação e apoio financeiro para pequenas e médias empresas (PMEs).

Fora o facto de garantir que as políticas de conteúdo local sejam implementadas de forma eficaz, esses investimentos podem não só incrementar as atividades de petróleo e gás, mas também criar um ecossistema económico sustentável, impulsionando o desenvolvimento industrial e social do país.

Siga e acompanhe o percurso profissional da entrevistada no seguinte link: Cristiana Paco Langa

Cristiana Paco Langa: “Investments in training and support for SMEs are essential to turn potential into practical benefits”

With extensive experience in Local Content Supply Chain Management in the Oil and Gas sectors, as well as in the telecommunications industry, Cristiana Paco Langa, Local Content and Procurement Manager at Grupo Paco, spoke with Profile to offer an in-depth analysis of the current Extractive Industry landscape in Mozambique.

During the interview, Cristiana also addressed the introduction and evolution of local content policies in the oil and gas sector, proposing solutions to the challenges and opportunities the country is facing.

Profile Mozambique: How would you describe the current state of the Extractive Industry sector in Mozambique?

Cristiana Paco Langa: The sector is in a phase of growth and diversification, with large-scale projects in natural gas, coal, and minerals such as graphite and titanium. The opportunities generated have had a positive impact on the national economy, especially in areas such as employment and infrastructure. At the same time, the sector faces significant challenges, including the need to balance economic development with social and environmental responsibility. The integration of sustainable practices, with a focus on environmental impact and local communities, is fundamental to guaranteeing long-term development.

Local content has become a central part of Mozambique’s extractive industry development policies. Multinational companies are encouraged to prioritize local suppliers and workers, promoting technical training and the development of local small and medium-sized enterprises (SMEs).

This practice is contributing to industrialization and the creation of a more diversified and self-sustaining economy. Digitalization and automation are trends that are gaining momentum, helping to improve operational efficiency and attract more international investment.

MP: In the midst of this scenario you’ve just described, what opportunities can or should the country exploit?

CPL: In the midst of the current Extractive Industry scenario in Mozambique, there are several strategic opportunities that the country can and should explore, such as the development of Local Capacities, as strengthening human capital through specialized training and technical education can transform Mozambique into a center of competence in the sector.

The country can explore training programs aligned with the needs of the industry, allowing the local workforce to participate more directly in projects of high technological complexity, the expansion of Local Supply Chains as Mozambique should foster the development of a local supply chain, supporting small and medium-sized enterprises (SMEs) to become qualified suppliers to the extractive sector.

This can be done through public-private partnerships (PPP’s) and incubation programs that facilitate access to financing, innovation and technical training, one of the biggest opportunities that the country should also explore is Local Content as a Competitiveness Factor, and the effective implementation of local content policies can attract more foreign investment, especially from companies looking not only to exploit resources, but also to contribute to the sustainable development of local economies.

The country can position itself as a regional leader by adopting innovative policies that prioritize social inclusion and local economic development.

MP: How is the country doing in terms of introducing local content in the oil and gas industry?

CPL: In terms of introducing local content in the oil and gas industry, Mozambique has made significant progress, but still faces challenges to consolidate this practice in a broad and sustainable way, one of the biggest challenges is the Participation of Local Companies, there are efforts to increase the participation of local companies in the industry’s value chains.

However, many local suppliers still struggle to meet the stringent technical and operational requirements of large international oil and gas companies. The development of training programs to increase the competitiveness of these suppliers is an area that continues to need attention. Several training and capacity building projects have been implemented to ensure that the local workforce can meet the demands of the oil and gas sector.

These initiatives are carried out by both the government and multinational companies as part of social responsibility and local content agreements. However, there is still a significant gap between the supply and demand of skilled labour, especially in specialized technical areas. In general, our country has shown progress in introducing local content in the oil and gas industry, but the road to full integration still requires continued investment in infrastructure, training and more effective support policies.

The success of this effort depends on cooperation between the government, multinational companies and the local private sector to build a sustainable and competitive value chain.

PM: The Local Content bill was submitted in 2019 to the Council of Ministers. It’s now 2024. Do you think it’s necessary to review its content?

CPL: In my opinion, the revision of the proposed Local Content Law submitted in 2019 to the Council of Ministers is essential, given the current context and the economic and social transformations that Mozambique has faced, especially in the oil and gas sector.

Therefore, there are several factors that justify this need, such as the changes in the Economic and Industrial Context, the oil and gas industry, as well as other relevant sectors, have evolved since 2019, new projects have started, the COVID-19 pandemic has had significant impacts on the global economy and on Mozambique.

In addition, reviewing regulations would allow policies to be adjusted to support the economic recovery and ensure that local companies can benefit fairly in the new economic conditions.

PM: What is missing to turn this theoretical potential into practical benefits for the communities living in the production zones?

CPL: Turning the theoretical potential of the Local Content Law into practical benefits for communities in production zones depends on a more strategic and integrated approach, such as Efficient and Sustainable Training, because one of the biggest challenges is to ensure that local communities have access to technical training that prepares them to work in the oil, gas and mining industries.

Currently, many of the communities living in the production areas lack qualifications and access to specialized training.

It is necessary for the government, in partnership with companies, to develop training programs focused on the specific needs of these industries, ensuring that local populations are more than just passive observers of economic development, supporting the development of local SMEs would allow local communities to see direct economic benefits, it is crucial that small businesses and local entrepreneurs are integrated into the value chains of large oil and gas companies.

MP: What investments do you think need to be made in order to increase oil and gas activities?

CPL: In order to increase oil and gas activities in Mozambique, it is crucial to make strategic investments in various areas. My opinion as a specialist in local content and procurement is based on a few points such as Technical Capacity Building, as significant investment must be made in developing a qualified workforce, technical training programs, partnerships with universities and technical schools are fundamental so that the local workforce can occupy technical and specialized positions in oil and gas operations, the development of Local Supply Chains, as encouraging the development of local suppliers so that they can meet the needs of the sector is crucial as it requires investment in incubation programs and financial support for small and medium-sized enterprises (SMEs).

Apart from ensuring that local content policies are implemented effectively, these investments can not only boost oil and gas activities, but also create a sustainable economic ecosystem, boosting the country’s industrial and social development.

Follow the interviewee’s professional career at the following link: Cristiana Paco Langa

Blue Forest inicia restauração de mangais em Moçambique

Blue Forest

Moçambique será palco do maior projecto de restauração de mangais em África, com um investimento estimado em 60 milhões de dólares (3,7 mil milhões de meticais). A iniciativa, liderada pela empresa Blue Forest, sediada nos Emirados Árabes Unidos, visa restaurar e proteger florestas de mangais ao longo da costa moçambicana, abrangendo uma área duas vezes maior que Singapura.

O projecto, denominado MozBlue, terá início em Novembro e prevê o plantio de 200 milhões de árvores de mangue nas províncias da Zambézia e Sofala. A primeira fase abrangerá 5116 hectares de floresta degradada. O financiamento será garantido através da pré-venda de créditos de carbono, que serão gerados a partir do carbono absorvido pelas árvores.

Os mangais são conhecidos por sua capacidade de absorver até dez vezes mais carbono do que árvores terrestres, tornando-se essenciais no combate ao aquecimento global. Ao longo de 60 anos, o projecto MozBlue espera remover 20,4 milhões de toneladas de carbono da atmosfera. A eficácia do projecto será monitorada pela medição do crescimento e da sobrevivência das árvores plantadas.

Além dos benefícios ambientais, o projecto prevê a criação de 5 mil empregos e a destinação de 60% das receitas para as comunidades locais, contratantes e governo. A Blue Forest, que já investiu cerca de 63,2 milhões de meticais na preparação do projecto, vê na restauração dos mangais uma oportunidade de promover o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das comunidades costeiras.

Fundada por Vahid Fotuhi, ex-executivo da BP Plc, a Blue Forest possui vasta experiência em projectos de impacto social e energias renováveis na África. Este é o primeiro projecto comercial da empresa, que já desenvolveu iniciativas financiadas por recursos filantrópicos na Costa do Marfim e no Quénia, e planeia expandir suas actividades para a Tanzânia e a África Ocidental.

O projecto MozBlue representa um marco na conservação ambiental e no combate às mudanças climáticas em África. Com potencial para cobrir até 215 mil hectares em África e na Ásia, a Blue Forest reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconómico das regiões onde actua.

Blue Forest starts mangrove restoration in Mozambique

Blue Forest

Mozambique will host the largest mangrove restoration project in Africa, with an estimated investment of 60 million dollars (3.7 billion meticais). The initiative, led by the United Arab Emirates-based company Blue Forest, aims to restore and protect mangrove forests along the Mozambican coast, covering an area twice the size of Singapore.

The project, called MozBlue, will begin in November and plans to plant 200 million mangrove trees in the provinces of Zambézia and Sofala. The first phase will cover 5116 hectares of degraded forest. Funding will be guaranteed through the pre-sale of carbon credits, which will be generated from the carbon absorbed by the trees.

Mangroves are known for their ability to absorb up to ten times more carbon than terrestrial trees, making them essential in the fight against global warming. Over 60 years, the MozBlue project hopes to remove 20.4 million tons of carbon from the atmosphere. The effectiveness of the project will be monitored by measuring the growth and survival of the trees planted.

In addition to the environmental benefits, the project plans to create 5,000 jobs and allocate 60% of the revenue to local communities, contractors and the government. Blue Forest, which has already invested around 63.2 million meticais in preparing the project, sees mangrove restoration as an opportunity to promote sustainable development and the well-being of coastal communities.

Founded by Vahid Fotuhi, a former BP Plc executive, Blue Forest has extensive experience in social impact and renewable energy projects in Africa. This is the first commercial project for the company, which has already developed philanthropically-funded initiatives in Côte d’Ivoire and Kenya, and plans to expand its activities to Tanzania and West Africa.

The MozBlue project represents a milestone in environmental conservation and the fight against climate change in Africa. With the potential to cover up to 215,000 hectares in Africa and Asia, Blue Forest reaffirms its commitment to sustainability and socio-economic development in the regions where it operates.

Gemfields regista receita de 2,3 milhões de dólares em leilão de rubis e safiras de Montepuez

Gemfields regista receita de 2,3 milhões de dólares em leilão de rubis e safiras de Montepuez

A Gemfields, empresa listada na Bolsa de Londres e líder mundial na mineração e comercialização de pedras preciosas coloridas, anunciou a obtenção de receitas totais de 2,3 milhões de dólares em um leilão realizado neste mês de Setembro. O evento envolveu a venda de rubis, safiras e corindo de qualidade comercial extraídos da mina Montepuez Ruby Mining (MRM), localizada na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique.

O leilão, que ocorreu entre os dias 2 e 4 de Setembro, contou com a oferta de 5,7 milhões de quilates distribuídos em dez lotes, todos vendidos integralmente. O preço médio alcançado foi de 0,41 dólares por quilate, destacando a robusta procura pelos materiais comercializados, conforme informado pela Gemfields em comunicado à imprensa.

Adrian Banks, director-executivo de Produto e Vendas da Gemfields, expressou gratidão aos participantes do leilão e destacou o sucesso do evento, mesmo sendo um leilão breve de três dias. “A maior parte da oferta consistiu em corindo e safira, considerados subprodutos da MRM. Apesar disso, o leilão atraiu uma forte afluência e demanda robusta”, comentou Banks.

O executivo enfatizou que o volume significativo do produto bruto vendido a preços mais baixos beneficiará as fábricas nos centros de corte em Chanthaburi, na Tailândia, e em Jaipur, na Índia. Ele também agradeceu ao governo moçambicano e aos parceiros da Mwiriti pelos resultados satisfatórios alcançados. Todas as receitas do leilão serão repatriadas para Moçambique, com os royalties devidos ao governo sendo pagos integralmente.

A Gemfields revelou recentemente que, desde o início das operações em 2012, a exploração de rubis na MRM gerou receitas de mil milhões de dólares (63,2 mil milhões de meticais). Em 2023, a empresa obteve uma receita total de 151,3 milhões de dólares (9,5 mil milhões de meticais) apenas com a mineração de rubis. Além de ser uma referência na mineração de rubis, a Gemfields detém 75% da mina de esmeraldas Kagem, na Zâmbia, e possui licenças de amostragem a granel na Etiópia.

Com uma forte presença no mercado global, a Gemfields continua a consolidar sua posição como líder na mineração responsável e comercialização de pedras preciosas, contribuindo significativamente para as economias locais onde opera.

Gemfields records revenues of 2.3 million dollars at auction of rubies and sapphires from Montepuez

Gemfields regista receita de 2,3 milhões de dólares em leilão de rubis e safiras de Montepuez

Gemfields, a company listed on the London Stock Exchange and a world leader in the mining and marketing of colored gemstones, announced total revenues of 2.3 million dollars from an auction held this September. The event involved the sale of commercial quality rubies, sapphires and corundum extracted from the Montepuez Ruby Mining (MRM) mine, located in the province of Cabo Delgado, in northern Mozambique.

The auction, which took place between September 2 and 4, offered 5.7 million carats in ten lots, all of which were sold in full. The average price achieved was 0.41 dollars per carat, highlighting the robust demand for the materials sold, as reported by Gemfields in a press release.

Adrian Banks, Executive Director of Product and Sales at Gemfields, expressed his gratitude to the auction participants and highlighted the success of the event, even though it was a short three-day auction. “Most of the offer consisted of corundum and sapphire, which are considered by-products of MRM. Despite this, the auction attracted a strong turnout and robust demand,” commented Banks.

The executive emphasized that the significant volume of raw product sold at lower prices will benefit the factories at the cutting centers in Chanthaburi, Thailand, and Jaipur, India. He also thanked the Mozambican government and Mwiriti’s partners for the satisfactory results achieved. All proceeds from the auction will be repatriated to Mozambique, with royalties owed to the government being paid in full.

Gemfields recently revealed that, since the start of operations in 2012, ruby mining in the MRM has generated revenues of one billion dollars (63.2 billion meticais). By 2023, the company had earned a total revenue of 151.3 million dollars (9.5 billion meticais) from ruby mining alone. As well as being a benchmark in ruby mining, Gemfields owns 75% of the Kagem emerald mine in Zambia and has bulk sampling licenses in Ethiopia.

With a strong presence in the global market, Gemfields continues to consolidate its position as a leader in the responsible mining and marketing of precious stones, making a significant contribution to the local economies where it operates.

BCI distinguido com dois prémios pela ‘Global Brands Magazine’

O Banco Comercial e de Investimentos acaba de ser distinguido como “Leading Commercial Bank” (Banco Comercial Líder de Moçambique) e “Excellence in Corporate Banking” (Excelência no Segmento Corporate de Moçambique) pela Global Brands Magazine, uma prestigiada empresa de publicação e pesquisa de marcas, com sede em Londres.

O rigoroso processo de avaliação da Global Brands Magazine enfatizou diversos aspectos que contribuíram decisivamente para estas distinções. Para a atribuição do prémio “Excellence in Corporate Banking”, entre várias valências, pesou a excelência dos Centros BCI Corporate, inteiramente dedicados às Grandes Empresas moçambicanas e multinacionais a operar em Moçambique, a quem o BCI oferece um acompanhamento personalizado e permanente, através de gestores dedicados, e da disponibilização de produtos e serviços especializados à medida das suas necessidades, apoiando a sua criação, expansão e gestão corrente, financiamento dos seus planos de investimento ou de desenvolvimento, suporte aos seus projectos de internacionalização ou operações com o exterior, entre outros.

Com vista a assegurar uma maior proximidade aos clientes, o BCI Corporate está presente em Maputo, Beira, Nampula e Pemba, assegurando-lhes, de igual modo, segurança, confiança e todo o apoio de que necessitam para um maior nível de investimento na economia moçambicana, em prol do desenvolvimento socioeconómico sustentável do país.

Para o prémio “Leading Commercial Bank”, a publicação considerou o facto de o BCI ser uma referência no sistema financeiro moçambicano, liderando actualmente nos principais indicadores, nomeadamente Activos, Depósitos e Crédito. Com o maior número unidades de negócio e uma vasta rede de ATM e de POS.  O BCI é responsável pela maior rede comercial bancária do país.

Os prémios supracitados foram atribuídos em reconhecimento da dedicação do Banco aos seus clientes, antecipando consistentemente as suas necessidades e fornecendo produtos e serviços bancários inovadores, eficientes e transparentes, baseados em elevados padrões éticos e de integridade.

Felícia Nhama: “Investir em boas práticas de ESG fideliza clientes e reduz custos operacionais”

Felícia Nhama, responsável pela Unidade de Responsabilidade Social e Comunicação Corporativa (URSCC) da Tmcel, narra a sua inspiradora trajectória profissional ao Profile.

Por um lado, Felícia partilha sua experiência ao comentar sobre projectos de cooperação e desenvolvimento que foram bem-sucedidos sob a sua coordenação. Por outro, faz uma apreciação do impacto dos indicadores de ESG na instituição em que actua, destacando a importância dessas práticas para o seu crescimento e sustentabilidade.

Profile Mozambique: Poderia partilhar connosco um resumo da sua trajectória profissional até chegar à Tmcel? Quais foram os principais desafios que enfrentou ao longo deste percurso?

Felícia Nhama: A minha trajectória profissional começou em 2002. Em setembro de 2004, ingressei na extinta Mcel, antes da fusão com a também extinta TDM como atendedora na Linha do Cliente, e um ano depois, assumi a função de Secretária do Conselho de Administração, posição que ocupei por quatro anos. Posteriormente, aceitei novos desafios como Técnica de Assuntos Corporativos na área de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social.

Com o tempo, surgiu uma oportunidade para a posição de Gestora Sénior na mesma área, à qual me candidatei e desempenhei por oito anos, até o processo de fusão das empresas. Após a reestruturação, continuei como coordenadora da área.

Enfrentei diversos desafios, tanto pessoais quanto profissionais. Conciliei a maternidade, o lar e os estudos, conseguindo me formar enquanto trabalhava e cuidava de dois filhos. No ambiente profissional, tive que me adaptar a diferentes estilos de liderança, trabalhando directamente com cinco líderes distintos.

Um dos maiores desafios ocorreu quando fiquei sozinha no sector de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social, após a saída simultânea de toda a equipe. Assumi todas as funções dos três colegas que partiram, além das minhas próprias, lidando com tarefas complexas, como comunicação interna, externa, gestão de crises, parcerias e projectos sociais. Este período exigiu dedicação intensa, com trabalho fora do horário de expediente, incluindo fins de semana, especialmente em situações de crise. Essa experiência foi fundamental para o reconhecimento das minhas competências dentro da empresa.

PM: Considerando o contexto socio-económico de Moçambique, quais são os maiores desafios na implementação de estratégias de responsabilidade social do sector empresarial?

FM: Na minha opinião, Moçambique ainda enfrenta muitos desafios neste processo, primeiro, temos a questão da ausência de políticas claras ou guiões de orientação que possam nortear as empresas na condução das acções de responsabilidade social. Segundo, estas mesmas políticas enfrentam o desafio da falta de incentivos que possam motivar as empresas a desenvolver cada vez mais acções socialmente responsáveis.

As empresas também precisam ser incentivadas, motivadas e engajadas para que tenham mais interesse em contribuir para o bem-estar e qualidade de vida das comunidades onde estão inseridas. Outro maior desafio na minha óptica na implementação projectos de responsabilidade social por parte das empresas, é a falta de um estreito alinhamento com o governo, no sentido de fazer convergir as acções das empresas com as prioridades do governo e assim alcançar-se objectivos tangíveis, com impacto na sociedade.

A responsabilidade social empresarial, para que seja visível e notória, precisa gerar transformações e resultados positivos para todos os intervenientes, empresa, governo, comunidades e sociedade no geral. Temos ainda o desafio relacionado com a falta de regulamentação da Lei do Mecenato por parte do governo, onde os objectivos e vantagens da lei para as empresas não estão ainda claros.

Este último ponto tem sido a maior inquietação por parte das empresas quando pensam nos investimentos sociais pois, entendem as empresas esta lei como um prejuízo e não incentivo, o que retrai as empresas a ampliarem os seus investimentos em projectos sociais. É urgente a revisão e regulamentação desta lei para que todos saiam beneficiários e nenhuma das partes entre em prejuízos. Só desta forma teremos uma responsabilidade social real e concreta, com impacto.

PM: De que forma a comunicação corporativa pode ser utilizada para mitigar crises e fortalecer a imagem da empresa?

FM: Primeiro temos que entender que a comunicação corporativa representa um conjunto de acções e práticas que as empresas devem adoptar que têm como principal objectivo gerar impacto nos diferentes públicos de interesse das empresas. Por outro lado, a comunicação corporativa está relacionada a estratégias utilizadas para a empresa se comunicar com eficiência com os seus públicos, interno e externo.

Portanto, no processo de mitigação de crises, a comunicação corporativa deve ser eficiente pois, só desta forma ela ajuda a construir e a manter uma imagem positiva da empresa, incluindo o fortalecimento da identidade da marca pois, uma marca bem comunicada gera confiança e lealdade dos clientes. A comunicação em tempos de crise é um dos elementos importantes para evitar ruídos e consequentemente problemas no local de trabalho. Ela torna-se um recurso vital para estabelecer o diálogo tanto com o público interno, como com o externo, neste caso, clientes e também a mídia.

A estratégia principal no processo de gestão de crise na comunicação corporativa reside na antecipação e prevenção, este factor permite às empresas reagirem e se prepararem proactivamente para enfrentarem os desafios antes que se transformem em crises de grande impacto.

Por isso, as empresas devem desenhar políticas e procedimentos internos de comunicação de crise e estes devem estar devidamente claros e segmentados tendo em conta o tipo de crise, grau do público afectado, dimensão, abrangência, entre outros factores de relevância que podem impactar negativamente a imagem da empresa se não forem bem articulados.

PM: Poderia partilhar alguns exemplos de projectos de cooperação e desenvolvimento que foram bem-sucedidos sob a sua coordenação?

FM: São vários os projectos e cada um deles teve e continua a ter o seu impacto. No entanto, olhando para a dimensão do projecto e impacto, posso referir primeiro um projecto desenvolvido na área da saúde, o projecto SER – Serviço Expedido de Resultados, um projecto de cooperação e desenvolvimento entre a Tmcel, o Ministério da Sáude, através do INS – Instituto Nacional de Sáude e a CHAI – Clinton Health Initiative (Iniciativa Clinton para o Acesso à Saúde).

É um projecto de grande impacto nacional e internacional, que iniciou em 2010 para melhorar a área de saúde materno-infantil, onde, resultados de testagens de HIV de crianças nascidas de mães seropositivas passaram a ser enviados através de uma impressora que funciona através de um cartão sim e tecnologia GPRS da tmcel.

O avanço desta tecnologia reduziu o tempo do envio de resultados de 6 meses para 28 dias, o que fez com que as crianças começassem a iniciar o tratamento mais cedo e como resultado ajudou a salvar vidas. Este projecto, posicionou Moçambique como pioneiro no uso do telemóvel para transmitir resultados laboratoriais no Serviço Nacional de Saúde e provou que as novas tecnologias de informação e comunicação são eficazes no sistema de saúde.

O M-Health passou a ser uma realidade em Moçambique, com a implementação deste projecto, que mereceu em 2012 a visita do antigo presidente dos EUA e patrono da organização internacional implementadora do projecto, Bill Clinton, à Moçambique, tendo visitado o Centro de Saude da Polana Caniço, onde foi instalado um dos laboratórios com este serviço.

Outro projecto a destacar e que implementado sob a minha coordenação foi o projecto MOPA, uma plataforma de monitoria participativa na gestão de resíduos sólidos na cidade de Maputo, em 2015. O MOPA foi desenvolvido em parceria com Tmcel, que disponibilizou a título gratuito a plataforma tecnológica USSD para o seu funcionamento. Este projecto, permite identificar e reportar problemas relacionados com a gestão de lixo, tornando possível a intervenção dos diversos actores, tais como o município, colectores privados de lixo e o cidadão.

Este projecto teve como parceiros a UX – User Experience, uma startup Moçambicana, o Banco Mundial e, para além da mcel, o Conselho Municipal de Maputo e a organização não-governamental Livaningo.

Recordo-me na altura, que quando a startup apareceu na empresa para falar do projecto foi um sim do meu lado, mesmo antes de submeter à aprovação superior. Foi perceber o impacto e resultado, a dimensão do projecto e ter a convicção de que devíamos sem dúvidas abraçar o projecto e termos a nossa marca associada ao projecto e foi aí que o parceiro disse que já tinha feito vários contactos e tentativas de abordar o projecto mas não tinham siso encaminhados à área certa e naquele momento, pela primeira vez, sentia que estava no lugar certo e com a pessoa certa para que o projecto fosse implementado e concretizado.

O impacto foi maior ainda, quando o projecto mereceu um prémio mundial da  Global Innovation Competition, uma competição que teve lugar em Accra, capital do Gana, que tinha como objectivo identificar as melhores tecnologias focadas na participação pública e no engajamento dos cidadãos nos continentes africano e asiático. Foi uma satisfação enorme saber que fizemos parte, como empresa, de um projecto de tamanha dimensão, que acreditamos no projecto, apoiamos e o impacto foi acima das expectativas.

PM: Como a Tmcel assegura que suas acções de responsabilidade social estejam alinhadas com as necessidades reais das comunidades onde actua?

FM: A empresa tem políticas e procedimentos internos que servem de guiões de orientação para as acções de responsabilidade social. Nestes documentos, constam alguns critérios e directrizes que conduzem a empresa na implementação dos projectos de responsabilidade social. Por outro lado, é também feito um trabalho de auscultação junto dos líderes comunitários e diálogo com as comunidades beneficiárias, de forma a perceber das próprias comunidades as reais necessidades e fazer com que as acções respondam exactamente às necessidades apontadas por eles.

É também nestes casos, importante fazer-se o estudo de viabilidade técnico e identificar potencialidades antes da implementação de algum projecto de forma que as acções pensadas tenham os resultados pretendidos. Posso citar um exemplo de um projecto cujo estudo de viabilidade não foi devidamente feito por uma das partes e instalou-se uma sala de informática devidamente equipada num distrito em que provavelmente aquela não era a real necessidade ou prioridade da comunidade, e por esta razão a sala chegou a ficar mais de um ano sem ter sido usada, chegando a danificar grande parte do equipamento informático que tinha sido instalado.

Temos este e muitos outros exemplos de projectos nas comunidades que quando não é feito o devido trabalho de campo prévio, de auscultação e diálogo com as comunidades beneficiárias, deparámo-nos com estas situações críticas. Portanto, o melhor é envolver todos os interessados, principalmente os beneficiários de tais acções.

PM: Como estão os indicadores de ESG na instituição onde está vinculada, e quais têm sido os seus impactos?

FM: Empresas que investem em boas práticas de ESG facilitam o caminho para fidelizar clientes e reduzir custos de operação e o primeiro passo para investir nesta direcção é buscar informações e olhar para o negócio, identificando boas práticas que contribuam para garantir a reputação e imagem da empresa.

Os indicadores de ESG podem ter vários benefícios para a empresa como por exemplo melhorar a imagem da marca, reduzir riscos e aumentar a eficiência nos processos. No entanto, é importante notar que cada empresa é única e as vantagens podem variar de acordo com o sector e tamanho da empresa, entre outros factores. No que diz respeito à práticas sociais, podemos destacar algumas práticas, nomeadamente, valorização da saúde e segurança no ambiente de trabalho, diversidade e inclusão e o posicionamento da empresa em causas sociais.

Os indicadores de ESG devem estar acima do lucro e integrar questões ambientais, sociais e de governança na estratégia e operações da empresa, demonstrando um compromisso genuíno com um futuro sustentável e ético. Por isso, a empresa tem os seus indicadores alinhados à políticas internas e boas práticas de gestão traçadas pela empresa dentro dos objectivos a visão estratégica definida. Neste processo, todos os intervenientes são consciencializados sobre a sua importância para que participem nos processos de implementação de soluções.

Felícia Nhama: “Investing in good ESG practices builds customer loyalty and reduces operating costs”

Felicia Nhama, head of Tmcel’s Social Responsibility and Corporate Communication Unit (URSCC), tells Profile about her inspiring professional career.

On the one hand, Felicia shares her experience by commenting on cooperation and development projects that have been successful under her coordination. On the other hand, she appreciates the impact of ESG indicators on the institution where she works, highlighting the importance of these practices for its growth and sustainability.

Profile Mozambique: Could you share with us a summary of your career path until you joined Tmcel? What were the main challenges you faced along the way?

Felícia Nhama: My professional career began in 2002. In September 2004, I joined the now-defunct Mcel, before it merged with the now-defunct TDM, as a customer service agent, and a year later, I took on the role of Secretary to the Board of Directors, a position I held for four years. I then took on new challenges as a Corporate Affairs Technician in the Corporate Communications and Social Responsibility area.

In time, an opportunity arose for the position of Senior Manager in the same area, which I applied for and held for eight years, until the companies merged. After the restructuring, I continued as the area’s coordinator.

I faced many challenges, both personal and professional. I reconciled motherhood, home and studies, managing to graduate while working and looking after two children. In the professional environment, I had to adapt to different leadership styles, working directly with five different leaders.

One of the biggest challenges came when I was left alone in the Corporate Communications and Social Responsibility sector, after the entire team left at the same time. I took on all the functions of the three colleagues who left, as well as my own, dealing with complex tasks such as internal and external communication, crisis management, partnerships and social projects. This period required intense dedication, with work outside office hours, including weekends, especially in crisis situations. This experience was fundamental in recognizing my skills within the company.

PM: Considering Mozambique’s socio-economic context, what are the biggest challenges in implementing social responsibility strategies in the corporate sector?

FM: In my opinion, Mozambique still faces many challenges in this process. Firstly, there is the issue of the absence of clear policies or guidelines that can guide companies in conducting social responsibility actions. Secondly, these same policies face the challenge of a lack of incentives that can motivate companies to develop more and more socially responsible actions.

Companies also need to be encouraged, motivated and engaged so that they are more interested in contributing to the well-being and quality of life of the communities in which they operate. In my opinion, another major challenge in implementing corporate social responsibility projects is the lack of close alignment with the government, in order to make corporate actions converge with government priorities and thus achieve tangible goals with an impact on society.

In order for corporate social responsibility to be visible and notorious, it needs to generate positive transformations and results for all those involved: the company, the government, communities and society as a whole. There is also the challenge of the government’s failure to regulate the Patronage Law, where the law’s objectives and advantages for companies are still unclear.

This last point has been the biggest concern for companies when they think about social investments, as they see this law as a detriment rather than an incentive, which puts companies off expanding their investments in social projects. There is an urgent need to revise and regulate this law so that everyone benefits and neither party loses out. Only in this way will we have real, concrete social responsibility with an impact.

PM: How can corporate communication be used to mitigate crises and strengthen the company’s image?

FM: Firstly, we have to understand that corporate communication represents a set of actions and practices that companies must adopt, the main aim of which is to generate an impact on the company’s different stakeholders. On the other hand, corporate communication is related to the strategies used for the company to communicate efficiently with its publics, both internal and external.

Therefore, in the process of mitigating crises, corporate communication must be efficient because only in this way does it help to build and maintain a positive image of the company, including strengthening brand identity because a well-communicated brand generates trust and customer loyalty. Communication in times of crisis is one of the important elements in avoiding noise and consequently problems in the workplace. It becomes a vital resource for establishing a dialog with both internal and external audiences, in this case customers and the media.

The main strategy in the process of crisis management in corporate communication lies in anticipation and prevention, which allows companies to react and prepare proactively to face challenges before they turn into major crises.

For this reason, companies must design internal crisis communication policies and procedures, and these must be duly clear and segmented, taking into account the type of crisis, the degree of public affected, the size and scope, among other relevant factors that can negatively impact the company’s image if they are not well articulated.

PM: Could you share some examples of cooperation and development projects that have been successful under your coordination?

FM: There are several projects and each one has had and continues to have its impact. However, looking at the size of the project and its impact, I can first mention a project developed in the area of health, the SER project – Serviço Expedido de Resultados, a cooperation and development project between Tmcel, the Ministry of Health, through the INS – Instituto Nacional de Sáude and CHAI – Clinton Health Initiative.

It is a project with great national and international impact, which began in 2010 to improve the area of maternal and child health, where HIV test results for children born to HIV-positive mothers are now sent via a printer that works through a sim card and tmcel’s GPRS technology.

The advancement of this technology has reduced the time it takes to send results from 6 months to 28 days, which has led to children starting treatment earlier and as a result has helped to save lives. This project positioned Mozambique as a pioneer in the use of cell phones to transmit laboratory results in the National Health Service and proved that new information and communication technologies are effective in the health system.

M-Health became a reality in Mozambique with the implementation of this project, which earned former US president and patron of the international organization implementing the project, Bill Clinton, a visit to Mozambique in 2012, where he visited the Polana Caniço Health Centre, where one of the laboratories with this service was installed.

Another noteworthy project implemented under my coordination was the MOPA project, a participatory monitoring platform for solid waste management in the city of Maputo in 2015. MOPA was developed in partnership with Tmcel, which provided the USSD technology platform for its operation free of charge. This project allows problems related to waste management to be identified and reported, making it possible for the various players, such as the municipality, private waste collectors and citizens, to intervene.

The partners in this project were UX – User Experience, a Mozambican startup, the World Bank and, in addition to mcel, the Maputo City Council and the non-governmental organization Livaningo.

I remember at the time that when the startup showed up at the company to talk about the project, I said yes, even before submitting it for approval. I realized the impact and results, the scale of the project and the conviction that we should definitely embrace the project and have our brand associated with it. It was then that the partner said that he had already made several contacts and attempts to approach the project but they hadn’t been forwarded to the right area and at that moment, for the first time, I felt that I was in the right place and with the right person for the project to be implemented and made a reality.

The impact was even greater when the project won a worldwide award at the Global Innovation Competition, a competition held in Accra, the capital of Ghana, which aimed to identify the best technologies focused on public participation and citizen engagement on the African and Asian continents. It was an enormous satisfaction to know that we were part, as a company, of such a large-scale project, that we believed in the project, supported it and the impact was beyond expectations.

PM: How does Tmcel ensure that its social responsibility actions are aligned with the real needs of the communities where it operates?

FM: The company has internal policies and procedures that serve as guidelines for social responsibility actions. These documents contain certain criteria and guidelines that guide the company in implementing its social responsibility projects. On the other hand, work is also done to listen to community leaders and engage in dialogue with the beneficiary communities, in order to understand the real needs of the communities themselves and ensure that the actions respond exactly to the needs pointed out by them.

In these cases, it is also important to carry out a technical feasibility study and identify potential before implementing a project, so that the actions planned have the desired results. I can cite an example of a project in which a feasibility study was not carried out properly by one of the parties and a properly equipped computer room was installed in a district in which that was probably not the real need or priority of the community, and for this reason the room remained unused for more than a year, even damaging much of the computer equipment that had been installed.

We have this and many other examples of projects in communities which, when there is no prior fieldwork, consultation and dialog with the beneficiary communities, we find ourselves in these critical situations. Therefore, it’s best to involve all the stakeholders, especially the beneficiaries of such actions.

PM: How are the ESG indicators at your institution and what has been their impact?

FM: Companies that invest in good ESG practices make it easier to retain customers and reduce operating costs, and the first step in investing in this direction is to seek out information and look at the business, identifying good practices that help to guarantee the company’s reputation and image.

ESG indicators can have various benefits for the company, such as improving brand image, reducing risks and increasing process efficiency. However, it is important to note that each company is unique and the benefits can vary according to the sector and size of the company, among other factors. With regard to social practices, we can highlight a few practices, namely valuing health and safety in the workplace, diversity and inclusion and the company’s positioning in social causes.

Os indicadores de ESG devem estar acima do lucro e integrar questões ambientais, sociais e de governança na estratégia e operações da empresa, demonstrando um compromisso genuíno com um futuro sustentável e ético. Por isso, a empresa tem os seus indicadores alinhados à políticas internas e boas práticas de gestão traçadas pela empresa dentro dos objectivos a visão estratégica definida. Neste processo, todos os intervenientes são consciencializados sobre a sua importância para que participem nos processos de implementação de soluções.