Monday, May 18, 2026
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Moçambique recebe parte dos USD 50 mil milhões disponibilizados pela China para África

Macau e Hong Kong

Moçambique esta na lista dos 54 países de África que vai beneficiar, no próximo triénio, de parte dos 50 mil milhões de dólares que serão disponibilizados pela China.
O dinheiro destina-se ao financiamento de acções de parceria para a modernização do solo global, informa a Rádio Moçambique.

Trata-se de acções que constam do Plano de Acção 2025/2027, aprovado esta quinta-feira, na capital chinesa, Beijing, pela Cimeira do Fórum de Cooperação China-África.

O financiamento às dez actividades foi anunciado pelo Presidente da China, Xi Jinping, durante a abertura da Cimeira do Fórum de Cooperação China-África.

Moçambique participa da cimeira representado por uma delegação chefiada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

A China vai igualmente oferecer a todos os países menos desenvolvidos, com relações diplomáticas com aquele país asiático, dos quais 33 africanos, a isenção de taxas alfandegárias nas exportações dos seus produtos para o mercado Chinês.

Nyusi reaffirms support for Beijing and considers the reintegration of Macau and Hong Kong a success

Macau e Hong Kong

The President of the Republic of Mozambique, Filipe Nyusi, said that the reintegration of Macau and Hong Kong into China should be considered an example of “success” within the principle of “One country, two systems”. Nyusi reiterated that Mozambique is prepared to support Beijing in its demand for the reunification of Taiwan.

“Mozambique reaffirms its firm and consistent support for the ‘One China’ principle in the Taiwan Strait and the ‘One Country, Two Systems’ model, which has been applied very successfully in Hong Kong and Macau,” Nyusi said.

During a meeting with Chinese President Xi Jinping as part of his working visit to China, Nyusi expressed solidarity with China against accusations of human rights violations and attempts at economic isolation. He also praised China’s cooperation policies with the African continent.

The Mozambican president congratulated Xi Jinping on his efforts to create a fairer and more balanced international system, through initiatives such as global development, global security, global civilization, the new Silk Road, and Artificial Intelligence.

Nyusi also encouraged constructive dialogue between China and its neighboring countries regarding the South China Sea, and highlighted China’s leadership in eradicating poverty in the country.

“We reiterate Mozambique’s commitment to maintaining good relations with the People’s Republic of China, both multilaterally and in matters of common interest. We are grateful for the solidarity we have received, which is aimed at qualitative development for the modernization and rejuvenation of the economy,” he concluded.

Filipe Nyusi is in China at the invitation of Xi Jinping to take part in the 9th Summit of the Forum on China-Africa Cooperation (FOCAC) and the China-Mozambique Business Forum. FOCAC is taking place in Beijing from 4 to 6 September, with the theme “Joining hands to promote modernization and build a high-level China-Africa community with a shared future”.

Moçambique inicia pesquisa de calcário em Gaza com vista à exploração potencial

Moçambique inicia pesquisa de calcário em Gaza com vista à exploração potencial

O Governo de Moçambique anunciou o início de actividades de avaliação para a possível exploração de calcário em vários distritos da província de Gaza, localizada na região sul do país. O calcário, uma rocha sedimentar rica em carbonato de cálcio, é amplamente utilizado em diversas indústrias, como as de química, ferro e aço, papel, tintas, alimentos, plásticos, agricultura e construção civil, sendo uma das rochas minerais industriais mais importantes devido à sua versatilidade, ampla disponibilidade e baixo custo.

Jerónimo Mutisse, chefe do Departamento de Recursos Minerais e Energia, informou que amostras de calcário já foram recolhidas nos distritos de Massingir, Mabalane, Mapai, Chicuálacuala, Massangena e Chigubo. Estas amostras serão submetidas a testes para determinar tanto a quantidade quanto a qualidade do minério presente na região.

“Se os resultados das amostras forem positivos, iremos mobilizar investidores para explorar o calcário, transformando Gaza em um ponto de referência para este recurso”, afirmou Mutisse, em entrevista à Rádio Moçambique. Ele destacou que, com dados favoráveis, a província poderia também receber fábricas de cimento, o que impulsionaria o desenvolvimento das comunidades locais e criaria novas oportunidades de emprego para os jovens da região.

Além disso, em Junho deste ano, a Jiangxi Bureau of Geology, uma instituição chinesa, comunicou que está se preparando para iniciar actividades de pesquisa mineral em Gaza. O foco inicial será na avaliação de zircão, urânio e ouro. Os resultados dessa pesquisa irão determinar se a exploração e a exportação desses recursos naturais serão viáveis e comercialmente rentáveis.

Mozambique begins limestone survey in Gaza with a view to potential exploitation

Moçambique inicia pesquisa de calcário em Gaza com vista à exploração potencial

The Mozambican government has announced the start of evaluation activities for the possible exploitation of limestone in several districts of Gaza province, located in the southern part of the country. Limestone, a sedimentary rock rich in calcium carbonate, is widely used in various industries, such as chemicals, iron and steel, paper, paints, food, plastics, agriculture and construction, and is one of the most important industrial mineral rocks due to its versatility, wide availability and low cost.

Jerónimo Mutisse, head of the Department of Mineral Resources and Energy, said that limestone samples had already been collected in the districts of Massingir, Mabalane, Mapai, Chicuálacuala, Massangena and Chigubo. These samples will be subjected to tests to determine both the quantity and quality of the ore present in the region.

“If the results of the samples are positive, we will mobilize investors to exploit the limestone, turning Gaza into a reference point for this resource,” said Mutisse, in an interview with Rádio Moçambique. He pointed out that, with favorable data, the province could also receive cement factories, which would boost the development of local communities and create new job opportunities for young people in the region.

“If the results of the samples are positive, we will mobilize investors to exploit the limestone, turning Gaza into a reference point for this resource,” said Mutisse, in an interview with Radio Mozambique. He pointed out that, with favorable data, the province could also receive cement factories, which would boost the development of local communities and create new job opportunities for young people in the region.

Furthermore, in June of this year, the Jiangxi Bureau of Geology, a Chinese institution, announced that it is preparing to begin mineral research activities in Gaza. The initial focus will be on evaluating zircon, uranium and gold. The results of this research will determine whether the exploration and export of these natural resources will be viable and commercially profitable.

Produção de gás em Búzi prevista para final de 2026, revela ENH

Produção de gás

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) anunciou que a produção de gás natural no Bloco de Búzi, localizado na província de Sofala, deverá começar no final de 2026. A informação foi divulgada por Rudêncio Morais, administrador de pesquisa e produção da ENH, durante o 2.º Fórum Indonésia-África, realizado em Bali. Segundo o jornal Notícias, o gás extraído do Bloco de Búzi será utilizado para abastecer uma central termoeléctrica na mesma província, e já existe um cliente garantido para a compra do recurso.

Actualmente, estão em andamento actividades de avaliação da descoberta de gás, as quais permitirão a submissão de um plano de desenvolvimento ao Governo até o final deste ano. Paralelamente, uma empresa indonésia, em colaboração com técnicos da ENH, está a conduzir a aquisição de 1.050 quilómetros de sísmica bidimensional na região. Estas operações, inicialmente concentradas na zona Norte do bloco, em Búzi, avançarão posteriormente para a área sul, em Divinhe.

Rudêncio Morais explicou que o plano de trabalho prevê a conclusão das operações sísmicas na zona Norte do Bloco de Búzi até Novembro de 2024, com início das actividades na zona Sul em Dezembro do mesmo ano. “Esta fase é essencial para melhorar o conhecimento geológico da área e para a identificação de novos prospectos de gás”, destacou.

Os novos dados sísmicos, que serão mais detalhados do que os colectados em 2012-13, têm como objetivo proporcionar uma melhor compreensão da sub superfície do bloco. “É essencial obter imagens mais precisas que ajudem na maturação dos prospectos identificados”, acrescentou Morais.

A ENH planeja submeter o plano de desenvolvimento da descoberta de gás no Bloco de Búzi no último trimestre de 2024, o que garantirá o início da produção no final de 2026. A Buzi Hydrocarbonet, empresa operadora do bloco, detém 75% das acções, enquanto a ENH, que representa o Estado, possui os restantes 25%.

Durante o 2.º Fórum Indonésia-África, o sector privado indonésio manifestou interesse em cooperar com empresas moçambicanas na transição para uma energia mais sustentável e na valorização local dos recursos minerais.

Suzan Manungo: “Sem reinventar a roda, queremos apoiar a próxima geração de líderes financeiros”

Suzan Manungo, Gestora Financeira, com ampla experiência em gestão financeira operacional, estratégica e governança corporativa. Com 13 anos de experiência a actuar no sector financeiro, destacou-se pela habilidade de transformar desafios em oportunidades e pela dedicação ao crescimento sustentável nas organizações em que actua.

Profile Mozambique: Como tem sido o seu percurso profissional no mercado nacional?

Suzan Manungo: Com 13 anos de experiência no sector financeiro, comecei minha carreira na indústria de telecomunicações, trabalhando para um dos principais operadores do mercado. Inicialmente, actuei na área de suporte financeiro operacional, focada na colecta de dados financeiros e na transformação desses dados em informações úteis para a elaboração de relatórios financeiros.

Mais tarde, tive a oportunidade de progredir para uma função de controle, onde fui responsável pela preparação dos dados e pela produção de relatórios financeiros confiáveis, que pudessem ser utilizados em processos de tomada de decisão e desenvolvimento de estratégias empresariais. Recentemente, passei por uma transição significativa na minha carreira, mudando o foco do suporte operacional para um papel mais estratégico, actuando como parceira e aliada do conselho de administração e dos accionistas da instituição onde estou em exercício actualmente.

Considero essa transição um momento marcante da minha carreira, algo que consegui alcançar graças à minha vasta experiência operacional. No entanto, essa mudança mostrou-me que a progressão de carreira não é apenas vertical ou baseada apenas em competências técnicas. Foi necessário desenvolver habilidades além dos chamados “hard skills”, precisei aprender a pensar estrategicamente, exercer liderança e ter uma visão holística do negócio. Essa evolução foi crucial para o meu crescimento profissional e para a posição que ocupo hoje.

PM: Qual foi a temática da sua contribuição para este CFO (Finance Executive Summit)?

SM: No painel em que participei, partilhei um pouco sobre como consegui transformar os desafios que encontrei ao longo da minha carreira em oportunidades. Um dos grandes desafios que destaquei foi a necessidade de fazer uma transição de uma função predominantemente operacional para um papel mais estratégica. Durante esse processo, percebi que uma das habilidades essenciais em que deveria focar era o engajamento. Precisava sair do foco exclusivo nos números, deixar de lado a planilha de Excel e o escritório, e passar mais tempo no campo para entender os factores que poderiam influenciar os resultados financeiros que depois teríamos que reportar.

Numa outra abordagem, reflecti sobre quais factores poderiam expor a instituição que represento a riscos e como, ao apresentar relatórios ao Conselho de Administração, eu poderia não apenas reportar sobre eventos passados, mas também antecipar como as tendências do mercado poderiam afectar o futuro da nossa empresa e os resultados que apresentamos. Em outras palavras, tive que desenvolver uma visão de futuro (“forward-looking”) e aprender a engajar stakeholders internos e externos, identificando aqueles com informações essenciais para o nosso negócio. Isso não só me ajudou a agregar valor à instituição, mas também contribuiu para o meu próprio crescimento profissional.

Essa abordagem me permitiu expandir minha rede de contactos e ampliar meu conhecimento sobre a área em que atuo e outras áreas correlacionadas. Isso será de mais-valia para eu poder actuar em diferentes indústrias.

PM: Como os CFOs podem desenvolver a capacidade de “conectar os pontos” no actual ambiente económico de Moçambique, e quais estratégias são mais eficazes para identificar e mitigar riscos em meio a uma política monetária restritiva?

SM: Acredito que um dos grandes desafios que enfrentamos como CFOs é a capacidade de conectar os pontos. Precisamos entender o que está acontecer no sector económico e como podemos contribuir de maneira eficaz para as instituições que servimos.

Actualmente, operamos em um ambiente de política monetária bastante restritiva. Assim, cabe a nós, CFOs, encontrar maneiras de atender às necessidades de financiamento de nossas instituições, ao mesmo tempo em que protegemos nossos activos e passivos neste cenário desafiador. Precisamos ser capazes de compreender e antecipar os impactos que essas políticas monetárias podem ter em nossas operações.

Nosso papel envolve ir ao campo para identificar esses factores e usar esse know-how, para proteger os interesses financeiros da nossa organização. É essencial mantermos um diálogo constante com os reguladores das áreas em que actuamos e estar atentos ao que acontece politicamente em nosso país. Precisamos, portanto, mudar nosso mindset e nos posicionar nos lugares certos, onde as conversas importantes oocorrem e onde as decisões cruciais são tomadas. É nesses espaços que podemos identificar tanto as oportunidades quanto os riscos para os nossos negócios.

PM: Como os CFOs podem se organizar e fortalecer sua influência colectiva no mercado moçambicano para garantir que suas vozes sejam ouvidas nas decisões políticas e económicas que afectam o sector financeiro?

SM: Em termos de oportunidades, acredito que estamos em um momento em que podemos nos unir para ter uma voz mais forte e representativa. Existem diversas vozes que defendem diferentes interesses, mas, como vimos neste workshop, nós, CFOs, ainda não temos essa união sólida que nos permita influenciar de forma significativa o rumo de algumas decisões que afetam nossa actuação como profissionais financeiros.

Vejo isso como uma nova realidade para os profissionais do sector, e acredito que, quanto mais cedo nos prepararmos para essa realidade e nos unirmos, maior será nossa capacidade de formar uma comunidade coesa e influente. Essa união nos permitirá, nos próximos anos, ter um impacto significativo e ser uma voz forte nas decisões que são tomadas em nosso país. Acredito que esta é uma oportunidade única para nós, como CFOs, moldarmos o futuro do sector financeiro em Moçambique.

PM: Como os CFOs podem se preparar para mitigar os riscos associados a possíveis oscilações cambiais negativas, considerando a dependência de importações e o impacto potencial sobre a liquidez das empresas no mercado moçambicano?

SM: Trata-se de um cenário bastante arriscado, especialmente porque está fora do nosso controle directo. Como profissionais financeiros, precisamos saber como nos posicionar diante de algo que não controlamos.

Precisamos entender até que ponto podemos antecipar as flutuações no mercado e na economia que podem surgir desse posicionamento conservador que temos observado por parte do regulador. É importante considerar que muitos de nós temos, em nossos livros contabilísticos, dívidas em moeda estrangeira. Se o cenário actual, que parece ser estável devido a um câmbio administrado “vier a se alterar” isso poderia comprometer nossa liquidez.

Enfrentamos, portanto, um cenário desafiador que exige de nós a máxima atenção para garantir que tenhamos liquidez suficiente para lidar com qualquer oscilação negativa que a situação cambial possa apresentar.

PM: E que impactos uma possível oscilação cambial negativa poderia ter no sector empresarial e no sector empreendedor mais informal?

SM: Se houver uma oscilação negativa no câmbio, fazer negócios se tornará muito mais difícil. Para aqueles que já estão a operar, será um desafio ainda maior cumprir com suas responsabilidades financeiras, pois o custo de todas as obrigações aumentará. E isso pode comprometer a capacidade de atender a essa demanda adicional.

Para os que não estão actualmente em uma situação de endividamento, mas que pretendem continuar a fazer negócios, adquirir bens e serviços se tornará significativamente mais caro. Estamos em um contexto em que nossa balança comercial é altamente desproporcional, a maioria dos serviços e bens precisam ser importados. Portanto, uma oscilação negativa no câmbio pode comprometer a capacidade de muitas instituições de cumprir os compromissos assumidos com seus clientes, devido ao aumento constante dos custos para adquirir esses bens e serviços.

PM: Como sugere que futuros CFOs desenvolvam a habilidade de sair da zona de conforto e assumam riscos calculados para alcançar um crescimento significativo em suas carreiras?

SM: Acredito que, em primeiro lugar, é fundamental se juntar a esta iniciativa. Participar eem fóruns como Finance Executive Summit, nos permite ouvir os testemunhos de profissionais já renomados e estabelecidos na área financeira. Durante o evento, foram partilhadas recomendações de capital relevo que todos devem considerar. Precisamos ter uma visão clara do nosso futuro. Ao sairmos da faculdade e ingressarmos no mercado de trabalho, é essencial entender onde queremos chegar e quais objectivos precisamos definir para alcançar essa visão.

Também é importante estarmos dispostos a sair da nossa zona de conforto. Não obteremos resultados diferentes ou melhores se continuarmos a fazer as mesmas coisas, a ter as mesmas atitudes, e a permanecer nos mesmos lugares. É crucial ter visão, definir objectivos claros, e ter disposição para sair da nossa zona de conforto e se conectar com a comunidade financeira que já existe. Não estamos a reinventar a roda, há profissionais experientes que estão dispostos a acolher novas perspectivas e apoiar potenciais novos líderes financeiros.

Suzan Manungo: “Without reinventing the wheel, we want to support the next generation of financial leaders”

Suzan Manungo, Financial Manager, with extensive experience in operational and strategic financial management and corporate governance. With 13 years’ experience working in the financial sector, she has stood out for her ability to turn challenges into opportunities and for her dedication to sustainable growth in the organizations in which she works.

Profile Mozambique: How has your career been in the national market?

Suzan Manungo: With 13 years’ experience in the financial sector, I began my career in the telecommunications industry, working for one of the main operators in the market. Initially, I worked in the area of operational financial support, focused on collecting financial data and transforming that data into useful information for financial reporting.

Later, I had the opportunity to progress to a control function, where I was responsible for preparing data and producing reliable financial reports that could be used in decision-making processes and developing business strategies. Recently, I underwent a significant transition in my career, shifting the focus from operational support to a more strategic role, acting as a partner and ally to the board of directors and shareholders of the institution where I am currently working.

I consider this transition to be a defining moment in my career, something I was able to achieve thanks to my vast operational experience. However, this change showed me that career progression is not just vertical or based solely on technical skills. It was necessary to develop skills beyond the so-called “hard skills”; I had to learn to think strategically, exercise leadership and have a holistic view of the business. This evolution was crucial to my professional growth and to the position I hold today.

PM: What was the theme of your contribution to this CFO (Finance Executive Summit)?

SM: In the panel I took part in, I shared a little about how I’ve managed to turn the challenges I’ve encountered throughout my career into opportunities. One of the major challenges I highlighted was the need to make a transition from a predominantly operational role to a more strategic one. During this process, I realized that one of the key skills I needed to focus on was engagement. I needed to move away from an exclusive focus on numbers, put aside the Excel spreadsheet and the office, and spend more time in the field to understand the factors that could influence the financial results we would then have to report.

In another approach, I reflected on what factors could expose the institution I represent to risks and how, when presenting reports to the Board of Directors, I could not only report on past events, but also anticipate how market trends could affect the future of our company and the results we present. In other words, I had to develop a forward-looking vision and learn how to engage internal and external stakeholders, identifying those with essential information for our business. This not only helped me add value to the institution, but also contributed to my own professional growth.

This approach has allowed me to expand my network of contacts and broaden my knowledge of the area in which I work and other related areas. This will be invaluable if I want to work in different industries.

PM: How can CFOs develop the ability to “connect the dots” in Mozambique’s current economic environment, and what strategies are most effective for identifying and mitigating risks in the midst of a restrictive monetary policy?

SM: I believe that one of the big challenges we face as CFOs is the ability to connect the dots. We need to understand what is happening in the economic sector and how we can contribute effectively to the institutions we serve.

We currently operate in a very restrictive monetary policy environment. So it’s up to us CFOs to find ways to meet the funding needs of our institutions, while protecting our assets and liabilities in this challenging scenario. We need to be able to understand and anticipate the impacts that these monetary policies may have on our operations.

Our role involves going into the field to identify these factors and using this know-how, to protect our organization’s financial interests. It is essential for us to maintain a constant dialog with the regulators in the areas in which we operate and to be attentive to what is happening politically in our country. We therefore need to change our mindset and position ourselves in the right places, where important conversations take place and where crucial decisions are made. It is in these spaces that we can identify both the opportunities and the risks for our businesses.

PM: How can CFOs organize themselves and strengthen their collective influence in the Mozambican market to ensure that their voices are heard in the political and economic decisions that affect the financial sector?

SM: In terms of opportunities, I believe we are at a moment when we can unite to have a stronger and more representative voice. There are different voices defending different interests, but, as we saw in this workshop, we CFOs still don’t have that solid union that allows us to significantly influence the course of some decisions that affect our performance as financial professionals.

I see this as a new reality for professionals in the sector, and I believe that the sooner we prepare for this reality and unite, the greater our ability to form a cohesive and influential community will be. This unity will allow us, in the coming years, to have a significant impact and be a strong voice in the decisions that are made in our country. I believe this is a unique opportunity for us, as CFOs, to shape the future of the financial sector in Mozambique.

PM: How can CFOs prepare to mitigate the risks associated with possible negative exchange rate fluctuations, considering the dependence on imports and the potential impact on companies’ liquidity in the Mozambican market?

SM: This is a very risky scenario, especially as it is out of our direct control. As financial professionals, we need to know how to position ourselves in the face of something we can’t control.

We need to understand to what extent we can anticipate the fluctuations in the market and the economy that may arise from this conservative positioning we have seen on the part of the regulator. It’s important to consider that many of us have debts in foreign currency on our books. If the current scenario, which appears to be stable due to a managed exchange rate, “were to change”, this could compromise our liquidity.

We are therefore facing a challenging scenario that requires us to pay the utmost attention to ensure that we have sufficient liquidity to deal with any negative swings that the exchange rate situation may present.

PM: And what impact could a possible negative exchange rate swing have on the business sector and the more informal entrepreneurial sector?

SM: If there is a negative swing in the exchange rate, doing business will become much more difficult. For those who are already operating, it will be an even greater challenge to meet their financial responsibilities, as the cost of all obligations will increase. And this could jeopardize their ability to meet this additional demand.

For those who are not currently in a debt situation, but who intend to continue doing business, acquiring goods and services will become significantly more expensive. We are in a context where our trade balance is highly disproportionate, most services and goods need to be imported. Therefore, a negative swing in the exchange rate could jeopardize the ability of many institutions to meet their commitments to their clients, due to the constant increase in the costs of acquiring these goods and services.

PM: How would you suggest that future CFOs develop the ability to step out of their comfort zone and take calculated risks in order to achieve significant growth in their careers?

SM: I think it’s essential to join this initiative in the first place. Participating in forums like the Finance Executive Summit allows us to hear the testimonies of renowned and established professionals in the financial field. During the event, important recommendations were shared that everyone should consider. We need to have a clear vision of our future. As we leave university and enter the job market, it is essential to understand where we want to go and what goals we need to set in order to achieve that vision.

It’s also important to be willing to step out of our comfort zone. We won’t get different or better results if we keep doing the same things, having the same attitudes and staying in the same places. It’s crucial to have a vision, set clear goals, and be willing to step out of our comfort zone and connect with the financial community that already exists. We’re not reinventing the wheel, there are experienced professionals who are willing to welcome new perspectives and support potential new financial leaders.

Mota-Engil prolonga contrato de mineração em Moçambique

O contrato com a Vulcan passa a durar até 31 de dezembro de 2027 e representa um adicional de 576 milhões de dólares para a carteira de encomendas do mercado moçambicano.

A Mota-Engil estendeu o contrato com a Vulcan, subsidiária do Grupo Jindal, para um projeto de mineração na província moçambicana de Tete. Com esta adenda, o contrato passa a durar até 31 de dezembro de 2027. Esta alteração vem adicionar 576 milhões de dólares à carteira de encomendas do mercado moçambicano, informa a construtora, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O projecto é da responsabilidade da subsidiária africana, a Mota-Engil Engenharia & Construção África. O projecto de mineração em causa está localizado na Mina de Moatize, na província de Tete, a 1.500 quilómetros de Maputo.

“A alteração e extensão do contrato acima referido adicionam um valor de 576 milhões de dólares à carteira de encomendas do mercado moçambicano, reforçando a estabilidade e previsibilidade das atividades de ‘contract mining’ na região de África, a qual vê a sua carteira de encomendas, na referida atividade, atingir os 2,5 mil milhões de euros”, pode ler-se no comunicado.

HOLLARD renova apoio à Pesquisa Nacional de Benefícios e Gestão do Capital Humano

A Hollard Health reafirma o seu compromisso com a Pesquisa Nacional de Benefícios e Gestão do Capital Humano da Tempus Global Group, mantendo-se como patrocinador Platina pelo quarto ano consecutivo. Lançada em 2021, esta iniciativa tem-se afirmado como a maior pesquisa do género em Moçambique, oferecendo uma visão aprofundada sobre as práticas de benefícios e gestão de Recursos Humanos no país.

A Pesquisa deste ano, que arrancou no dia 8 de Agosto, irá abranger cerca de 250
organizações, um crescimento face às 200 participantes em 2023 e às 140 em 2021. Este
aumento significativo de adesão, que inclui entidades do sector público, privado e
Organizações Não-Governamentais, sublinha a crescente relevância da pesquisa em todos os sectores.

Esta pesquisa tem como linha de orientação, o EVP (Employee Value Proposition) e é focada em 5 pilares distintos: (i) Remuneração e Benefícios, (ii) Carreira, (iii) Ambiente de trabalho, (iv) Cultura e (v) Equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Os dados são obtidos dos líderes de Recursos Humanos das organizações participantes, oferecendo uma perspectiva clara sobre o funcionamento das organizações em Moçambique e identificando através dos resultados oportunidades de melhoria para o sucesso das organizações.

Bruna Quintas, Directora-Geral de Benefícios dos Trabalhadores da Hollard Moçambique,
destaca a importância da pesquisa da Tempus, referindo que esta “exemplifica uma abordagem de nível mundial para compreender a dinâmica local de RH, impulsionando iniciativas de contínua melhoria da interacção entre trabalhadores e empregadores".
Este compromisso está em consonância com a missão da Hollard Health de ‘Melhor Saúde’ para um ‘Futuro Melhor’, concretizada através de seguros de saúde modulares e ofertas de bem-estar que deem resposta às necessidades exclusivas das empresas e dos seus trabalhadores.

Em 2023, a sondagem introduziu um novo Pilar focado no Equilíbrio entre Vida Profissional e Vida Privada, alinhando-se ao compromisso da Hollard Health com o bem-estar dos
trabalhadores. Através da aplicação de ponta HealthMov, os membros podem monitorizar os seus sinais vitais e obter indicadores de saúde, como o ritmo cardíaco e níveis de stress,
ajudando-os a tomar decisões mais saudáveis.

Lee-Ann Dobrescu, Chefe de Operações da Hollard Health, manifestou o seu entusiasmo
quanto à sondagem de 2024, afirmando que "ter um parâmetro de referência é uma ferramenta essencial para garantir que os empregadores moçambicanos possam competir na reserva global de talentos e reter os seus melhores colaboradores”.

A Hollard Health sabe que, para oferecer a empregadores e a trabalhadores o seguro de saúde certo para as suas necessidades, torna-se vital saber o que é necessário. Ao apoiar iniciativas como a Pesquisa Nacional de Benefícios e Gestão do Capital Humano da Tempus, a Hollard Health garante que esses conhecimentos críticos continuem a ser adquiridos, agora e no futuro, ao mesmo tempo que reforça o seu compromisso de capacitar uma mão-de-obra mais saudável e mais empenhada tanto em Moçambique como fora do país.

Para informações adicionais acerca da Pesquisa Nacional de Benefícios e Gestão do Capital
Humano da Tempus, visite www.eliteemployer.com

Millennium Bim eleito, mais uma vez, o Melhor Banco Digital

O Millennium Bim foi, mais uma vez, reconhecido pela revista internacional Euromoney como “Melhor Banco Digital” e como o “Melhor Banco”, duas distinções importantes no sector financeiro internacional.

A revista, que premia aqui a instituição fundada no Reino Unido, está entre as principais publicações de referência na área dos mercados financeiros.

A distinção ocorreu após o júri da Euromoney realizar uma análise rigorosa ao desempenho financeiro geral do banco e, em particular, à sua performance nas categorias de novos produtos e aplicações tecnológicas, à política de protecção de dados e à segurança das operações bancárias.

Em comunicado, a instituição, através do PCE interino, Rui Maximino, atribui o mérito da conquista destes importantes prémios aos Clientes e Colaboradores do Banco pela confiança nos seus serviços.

“Esta nova distinção reconhece, mais uma vez, o esforço que o Banco tem empreendido, há quase 30 anos, para a inclusão financeira e o progresso económico dos moçambicanos, através do desenvolvimento de soluções bancárias e simplificação de procedimentos com recurso a tecnologias de vanguarda eficazes, eficientes e seguras”,

Na mesma senda, Rui Maximino destaca que o prémio também reconhece o investimento na inovação tecnológica e o lançamento de novos produtos e serviços digitais de excelência, o que constitui uma das apostas estratégicas do Millennium Bim nos últimos anos, por meio da contínua modernização e desenvolvimento de plataformas que facilitam e simplificam os procedimentos bancários.

O prémio Euromoney, que reafirma o Millennium Bim como a melhor instituição financeira a operar em Moçambique, exalta, mais uma vez, o resultado de uma estratégia totalmente orientada para os Clientes e o compromisso permanente com o desenvolvimento económico e financeiro do País.

Com este reconhecimento, o Millennium Bim mantém a sua posição de instituição financeira mais premiada de Moçambique. As distinções de “Melhor Banco de Moçambique 2024” e “Melhor Banco Digital de Moçambique 2024” juntam-se ao acervo de mais de uma centena de prémios já acumulados pelo banco, em grande parte resultantes do reconhecimento internacional. O banco está presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África.