Monday, May 18, 2026
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Desempenho do Mercado Bolsista

No período de 10 de junho a 12 de agosto de 2024, a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) registou várias actividades significativas. Destacam-se a admissão à cotação de novas séries de Obrigações do Tesouro e Obrigações Corporativas, além do Papel Comercial do BIG.

O valor total negociado na bolsa durante o período foi de 21.074,67 milhões de MT, com destaque para as Obrigações do Tesouro, que lideraram tanto em capitalização quanto em volume negociado, mostrando o vigor do mercado de capitais no país.

  Fonte: BVM

Novo corrector de bolsa vem dinamizar o mercado de capitais em Moçambique

O Mercado de Capitais em Moçambique já conta com um novo Operador de Bolsa. Trata-se da Mozambique International Stock Market (MISM), Sociedade e Financeira de Corretagem, SA, tendo como propósito principal dinamizar o mercado de capitais por via da intermediação das transações de valores mobiliários cotados na BVM.

Nos últimos anos, o mercado de capitais em Moçambique tem estado a expandir-se visivelmente, como resultado do aumento do número de empresas a usar a Bolsa de Valores.

Assim, segundo o Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Cripton Valá, com a entrada da MISM na lista de com um total de vinte Operadores de Bolsa.

“A Mozambique International Stock Market vem para ajudar no alcance dos objectivos do mercado de capitais e volume de negociação, maior liquidez, maior profundi – dade e, sobretudo, fazer com que o mercado seja muito mais vibrante. Já existiam dezanove (19) corretoras e, com esta, passam a ser vinte (20).

Todas elas vão criar um maior dinamismo no mercado de capitais e a MISM, particularmente, vai atrair investidores chineses ao nosso mercado de capitais e isto, sem dúvidas, poderá contribuir para melhorar o desepenho da economia moçambicana”, defendeu Valá. O PCA da BVM acrescentou que sendo a MISM uma Operadora de Bolsa autónoma, ela vai também promover investidores nacionais no sentido de usarem o mercado de capitais da melhor forma e em seu benefício.

“São as corretoras que interagem directamente com as empresas e os investidores e elas têm um papel muito empresários para um melhor uso do mercado de capitais e do mercado bolsista contribuindo, deste modo, para o crescimento da economia do país”, disse Salim Valá.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração dirige vai apoiar os investidores moçambicanos e estrangeiros, particularmente os chineses, a cotarem-se na Bolsa de Valores de Moçambique. Mabeia acrescentou que, como Operador de Bolsa, a instituição também vai prestar apoio às Pequenas e Médias “A MISM vem para apoiar investidores moçambicanos e estrangeiros, sobretudo os chineses, a aderirem à Bolsa de Valores de Moçambique.

Como sabem, a Bolsa de Valores de Moçambique tem estado a crescer e os investidores chineses têm tido interesse em investir nas empresas moçambicanas. É neste contexto que a MISM surge para ajudar estas empresas a se juntar à BVM, facto que irá contribuir para o crescimento da economia do país”, garantiu o PCA da MISM, Victor Mabeia.

“Iremos permitir que as Pequenas e Médias Empresas, que sistema bancário, possam também se socorrer da MISM para chegar à Bolsa de Valores de Moçambique e, assim, trata de obtenção de fundos”, disse Mabeia. Participaram da cerimónia de lançamento e apresentação da MISM, membros do Governo, empresários nacionais e estrangeiros, investidores, pessoas singulares, entre outros.

CPMZ Amplia capacidade de gasoduto para 3 milhões de m³ anuais com inauguração de novas plataformas

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, inaugurou no Porto da Beira, as duas novas plataformas construídas pela Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ), uma na Beira (Sofala) e outra em Maforga (Manica). As novas plataformas permitiram à CPMZ aumentar a capacidade de bombagem de combustível do gasoduto da Beira para Feruka, no Zimbabué, dos anteriores dois milhões para os actuais três milhões de metros cúbicos por ano.

A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe, Limitada (CPMZ) é uma empresa moçambicana que opera ininterruptamente há mais de 40 anos.
Ao longo da sua história, a CPMZ tem beneficiado de uma saudável estabilidade acionista, harmonia e transparência na governação da empresa.

A empresa foi criada com base em duas quotas de capital social, atribuídas em partes quase iguais ao Estado e ao sector privado. No entanto, o Estado confiou ao sector privado uma pequena maioria do capital e a maioria dos membros do Conselho de Administração, bem como a gestão da empresa.

O sucesso da empresa foi garantido ao mais alto nível pela estabilidade e qualidade da sua governação e pela excelente relação institucional entre o acionista privado e o Governo.
O principal objetivo da CPMZ é satisfazer a procura do Zimbabué através de um abastecimento seguro de produtos petrolíferos refinados na região, dando acesso preferencial ao Zimbabué e criando simultaneamente um valor acrescentado para a economia moçambicana; o Zimbabué, por sua vez, como único cliente da CPMZ, tem a obrigação de maximizar a utilização do oleoduto da CPMZ.

2. Visão partilhada com o Governo do Zimbabué

A CPMZ e o Governo do Zimbabué partilham a visão de (i) assegurar que o gasoduto entre a Beira e Harare se torne o transportador preferencial de produtos refinados para o interior da África Austral e (ii) fazer de Harare o centro de distribuição de combustíveis de referência para o interior.

Na prossecução desta visão partilhada com o Zimbabué, o Conselho de Administração da CPMZ comprometeu-se a conceber e executar um projeto de expansão progressiva da capacidade instalada do seu gasoduto, em função dos níveis de crescimento da procura.

3. A importância estratégica do Corredor da Beira

Dada a importância do porto da Beira para esta estratégia, é também importante realçar e aplaudir a estreita cooperação que existe atualmente entre as equipas da CPMZ e dos CFM. De facto, os activos integrados da CPMZ e dos CFM são uma parte crítica da infraestrutura energética da região central da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a sua operação segura e eficiente é fundamental para garantir a segurança energética de Moçambique e dos países sem litoral no corredor da Beira (hinterland), incluindo o Zimbabué, Zâmbia, RD Congo e Malawi. Dado o aumento da procura de combustíveis a nível regional, a importância do porto e das infra-estruturas associadas no corredor da Beira irá aumentar.

Neste contexto, o Plano Director do Corredor da Beira – um documento elaborado conjuntamente pela CPMZ e pelos CFM em resposta a um pedido do Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala – assume particular importância. O Plano Director do Corredor da Beira tem como objetivo coordenar os investimentos e a atividade comercial e operacional dos respectivos activos, de forma a garantir que o Corredor da Beira seja o meio mais prático e competitivo em termos de custos para o transporte de combustíveis entre o Oceano Índico e outros mercados fora de Moçambique.

4. O aumento da capacidade do gasoduto da CPMZ

Com este avanço, a CPMZ celebra mais um marco importante na caminhada que começou há vários anos. Em plena pandemia, quando o futuro era incerto a nível mundial, o Conselho de Administração da CPMZ tomou a decisão que levou ao aumento de capacidade que agora se inaugura. Quatro anos depois, Filipe Jacinto Nyusi, inaugurou as novas plataformas de bombagem, que vão aumentar a capacidade do gasoduto de dois para três milhões de m3 por ano, permitindo não só continuar a abastecer com segurança a República do Zimbabué através do gasoduto Beira-Feruka-Harare, mas também criar a oportunidade de facilitar o acesso aos países do interior, cumprindo assim os acordos da SADC nesta matéria.

O projecto de expansão aumentará a capacidade e a competitividade do gasoduto a partir da Beira, facilitando as exportações por camião a partir de Harare. Esta será uma alternativa mais eficiente e barata ao transporte rodoviário de combustível a partir do porto da Beira, permitindo reduzir a distância percorrida pelos operadores rodoviários em cerca de 1.100 quilómetros, bem como a segurança rodoviária.

A expectativa com o aumento da capacidade é que possa contribuir para aumentar a competitividade do Porto da Beira face aos portos concorrentes da região, e contribuir para a segurança rodoviária, reduzindo substancialmente o congestionamento de camiões tanto no Porto como ao longo do Corredor da Beira.

5. O projecto de expansão da CPMZ

As plataformas fazem parte da fase I do projecto de expansão da capacidade da empresa:
Fase 1 – Actualmente (objecto de inauguração)
– Aumento da capacidade de 2.000.000m3 por ano para 3.000.000m3 por ano;
– Projecto iniciado no final de 2020;
– Consistiu na construção de duas novas plataformas de bombagem na Beira e em Maforga, bem como na substituição das bombas antigas por novas bombas de maior capacidade;
– O projecto está avaliado em pouco mais de 40 milhões de dólares, financiado por fundos próprios e apoio de bancos nacionais;
– O projecto tem contratado nas suas várias fases de construção:Mão de obra nacional: 35

Mão de obra estrangeira: 02
Empreiteiros e prestadores de serviços nacionais: 15
Entretanto, a empresa já está a trabalhar na próxima fase do seu projecto de expansão e está prestes a lançar o concurso para o estudo de engenharia detalhado:
Fase II – Próxima fase
– Aumento da capacidade de 3.000.000m3 por ano para 5.000.000m3 por ano.
– Isto consistirá na construção de duas estações satélites adicionais, uma em Nhamatanda e outra em Messica;
– O projecto encontra-se numa fase avançada de conceção

É importante referir que Moçambique e a CPMZ já estão preparados para responder a uma procura superior a 5 milhões de m3. De facto, quando a procura de combustível por parte do Zimbabwe e dos países do interior o justificar, a CPMZ terá uma infraestrutura petrolífera moderna e robusta em pleno funcionamento, bastando para isso substituir o atual tubo de 10 polegadas por um tubo de maior dimensão sem ter que parar o bombeamento, como a empresa fez no passado quando substituiu o antigo tubo pelo que está atualmente em funcionamento:

Fase III – Última fase
– Aumento da capacidade de 5.000.000m3 por ano para o volume necessário
– Consistirá na substituição do atual tubo de 10 polegadas por um tubo maior
– Substituir o tubo sem parar a bombagem e utilizar plenamente as infra-estruturas existentes

Moçambique poderá reduzir importações com a produção local de biocombustíveis

Moçambique tem as condições agrícolas necessárias para produzir grandes quantidades de biocombustível para consumo interno, reduzindo consideravelmente as importações, segundo dados preliminares de um estudo realizado pela Green Light, uma empresa de consultoria focada em energia e ambiente na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O estudo foi recomendado pelo Ministério da Economia e Finanças, no âmbito do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE) do Governo.

O PAE recomenda a mistura de biocombustíveis produzidos localmente (biodiesel e bioetanol) nos combustíveis líquidos importados para consumo interno.

De acordo com o representante da Green Light, Víctor Matavel, que falava durante a apresentação do estudo, na quinta-feira, em Maputo, existem várias culturas produzidas no país que podem servir de matéria-prima para a produção de biocombustíveis.

Apontou a mandioca, caju, milho, batata-doce, cana-de-açúcar e mexoeira, para a produção de bioetanol, e o algodão, coco, palma e rícino para a produção de biodiesel.

“Em termos de custos de produção de biocombustíveis, o estudo concluiu que a cana-de-açúcar exigiria entre 1,42 e 1,04 dólares por litro, enquanto a mandioca custaria entre 1,76 e 1,21 dólares por litro. Para a implementação efectiva da obrigação de mistura de biocombustíveis nos combustíveis líquidos, o país deve ter uma estratégia de produção de biocombustíveis, infra-estruturas de transporte, logística de biocombustíveis nos terminais de distribuição e adaptação das bombas de combustível e viaturas”, disse, citado pelo jornal independente ‘Carta de Moçambique’.

O maior obstáculo é o preço do biocombustível, que é superior ao dos combustíveis líquidos importados, o que pode tornar o estudo inútil.

Já houve uma série de estudos sobre o potencial de produção de biocombustíveis em Moçambique, mas nenhum deles se revelou viável.

O estudo final, que ainda está a ser realizado e não tem data para ser apresentado ao público, é financiado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial.

Moçambique não concessionou o Porto de Nacala ao Malawi

O Ministério dos Transportes e Comunicações desmente que o Porto de Nacala esteja a ser concessionado ao Malawi. A instituição esclarece que se trata de um processo que permite ao país vizinho ter um local a 15 quilómetros do Porto para o condicionamento de carga.

O Ministério dos Transportes e Comunicações diz estar preocupado com as informações, segundo as quais, o país está a concessionar o Porto de Nacala ao vizinho Malawi.

O Secretário Permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações esclarece que não se trata de nenhuma concessão.

“O Ministério dos Transportes e Comunicações está a trabalhar com o Malawi, sim, mas não no processo de concessão do porto de Nacala, mas num processo que permita ao Malawi ter um local, em Muchilipo, cerca de 15 quilómetros do porto de Nacala, para desenvolver um porto seco, com vista a condicionar a sua carga, de modo a garantir que maior carga de Malawi seja preparada naquele local e chegue ao porto sem custos, que acabam trazendo aquilo que é o desafio da logística no global”, esclareceu o Secretário Permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações, Cláudio Zunguza.

E tudo isto só poderá acontecer depois de um estudo de pré-viabilidade.

“Há uma discussão que nos traz sobre as cargas líquidas, tendo em conta que, colocar um sistema tubular do porto de Nacala até ao porto seco num percurso de 15 quilómetros pode trazer um desafio. Está em discussão. Neste estudo, terá que se mostrar quais são as cargas que o Malawi pretende trazer com maior demanda. Aquelas cargas secas estarão acondicionadas no porto seco e, quanto às cargas líquidas poderá se trabalhar para ver se é possível colocar um tanque próximo do porto, no qual poderá permitir que Malawi possa garantir o acondicionamento da sua carga para que, através do seu sistema ferroviário ou rodoviário, seja demandado para o país vizinho, Malawi”, detalhou Cláudio Zunguza.

O dirigente falava num evento que debatia o desenvolvimento de infra-estruturas e o seu papel para impulsionar a economia nacional e regional.

“Tanto o corredor de Nacala, da Beira, como de Maputo estão a garantir um grande desenvolvimento, olhando em termos de infra-estruturas que é o primeiro pilar que estamos a trabalhar nele. Não estamos totalmente satisfeitos porque precisamos que o tempo de retorno dos navios não seja mais longo como tem sido hoje, queremos garantir que os nossos corredores continuem a ser mais competitivos e eficientes para responder à demanda nacional e regional”, avançou o Secretário Permanente.

O debate teve lugar, no pavilhão dos corredores de desenvolvimento, na FACIM 2024, que decorre no distrito de Marracuene, província de Maputo. (JP)

Taxa de Juro de Referência mantém-se em 21,2% em setembro

A Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou que a taxa de juro de referência para as operações de crédito, conhecida como ‘prime rate’, permanecerá em 21,2% durante o mês de setembro. Esta é a segunda vez consecutiva que a taxa se mantém neste nível, reflectindo a estabilização das condições monetárias no País.

A ‘prime rate’, que serve de base para o cálculo dos juros nos empréstimos bancários, vinha caindo desde 2018, atingindo seu ponto mais baixo em fevereiro de 2021, quando ficou em 15,5%. Entretanto, desde então, a taxa começou a subir, alcançando um pico de 24,1% em julho de 2023. A partir desse ponto, houve uma leve retração, com a taxa descendo gradualmente até atingir os atuais 21,2% em julho deste ano.

A taxa de juro de referência é influenciada directamente pela taxa MIMO (taxa de juro de política monetária), que é definida pelo Banco de Moçambique (BdM). No final de julho, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco Central decidiu reduzir a taxa MIMO de 15% para 14,25%, justificando essa medida com a previsão de que a inflação no país deverá se manter em um dígito a médio prazo. (BN)

 

95% dos adultos moçambicanos usam moeda eletrónica, apenas 30% têm contas bancárias

Noventa e cinco em cada 100 adultos em Moçambique têm conta numa Instituição de Moeda Electrónica (IME), que funcionam via telemóvel, mas apenas 30 têm contas bancárias, segundo dados do Banco de Moçambique.

De acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Moçambique, com dados até final de Junho, 30,9 adultos em cada 100 tinham uma conta num dos cerca de 15 bancos comerciais que operam no país, com maior predominância entre homens (41,5) face a mulheres (19,3).

O mesmo relatório refere que, em cada 100 adultos moçambicanos, 94,5 têm conta numa das três IME com atividade em Moçambique, o que compara com 93,2 no final de 2023, 68,5 em 2022 e 67,2 em 2021.

No final de Junho, o número de contas IME era superior ao número de homens (105,8 contas por cada cem homens), enquanto 81,8 mulheres em cada cem tinham conta.

O número de agentes de IME em Moçambique, que funcionam através dos operadores de telecomunicações móveis, aumentou mais 12,2% no primeiro semestre, para mais de 252 mil, cobrindo todos os 154 distritos do país.

De acordo com dados oficiais, o total de agentes de IME ascendia em Setembro passado a 203.240, número que cresceu para 224.704 até final de Dezembro e para 252.144 no final de Junho.

Todos os distritos do país já têm agentes de IME, desde a cidade de Maputo, sul do país, com 36.795, a Larde, província de Nampula, no norte, com 11.

Em sentido contrário, dos 154 distritos do país, há 33 que ainda não contam com qualquer agência dos bancos tradicionais, quando eram 26 no final de 2023.

Moçambique conta atualmente com três IME, das três operadoras de telecomunicações móveis, que assim prestam serviços financeiros via telemóvel, incluindo transferências de dinheiro entre clientes ou pagamento de serviços. (JP)

CCMUSA reúne mais de 150 empresas e destaca oportunidades de parceria

Maputo foi palco de um evento significativo organizado pela Câmara de Comércio Moçambique-EUA (CCMUSA), que atraiu a participação de mais de 150 empresas de diversos sectores. O evento, parte da prática regular de Happy Hour promovida pela CCMUSA, serviu como um fórum para o intercâmbio de negócios e a criação de novas parcerias.

O encontro foi marcado por apresentações e discursos que ressaltaram a importância da colaboração e da inovação para o crescimento económico de Moçambique. Onório Manuel, Presidente da CCMUSA, expressou um profundo agradecimento a todos os participantes e destacou o empenho dos membros da organização, cujo trabalho árduo tem sido fundamental para o crescimento da Câmara e o fortalecimento das relações comerciais entre Moçambique e os Estados Unidos.

Durante a cerimónia, o Secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, sublinhou o papel vital da CCMUSA na promoção e desenvolvimento do ambiente de negócios. Ele sublinhou a importância das parcerias estratégicas e da colaboração entre empresas moçambicanas e norte-americanas para a criação de um ambiente económico mais robusto e dinâmico.

O evento da CCMUSA reafirmou o compromisso da organização em ser um catalisador para o desenvolvimento económico, criando oportunidades para as empresas que desejam expandir suas operações e estabelecer novas colaborações. A participação expressiva e o entusiasmo demonstrado pelas empresas presentes sublinham o potencial de crescimento e inovação que pode ser alcançado através de esforços conjuntos entre Moçambique e os Estados Unidos.

Carlos Zacarias expects positive results from oil prospecting

Carlos Zacarias espera resultados positivos em prospecção petrolífera

The Minister of Mineral Resources and Energy, Carlos Zacarias, on Thursday, August 29, expressed his optimism about the results of the oil surveys in an area formally awarded to the consortium led by the Italian multinational Eni, in partnership with the National Hydrocarbons Company (ENH).

“We are optimistic about the results of prospecting in the concession area,” said Zacarias after signing the concession contract for oil exploration and production in the Angoche sedimentary basin, located in northern Mozambique.

According to the Lusa news agency, the minister pointed out that the preliminary studies carried out so far in the Angoche sedimentary basin generate positive expectations for the operations that the consortium will carry out. He stressed that the determination of the commercial quantities of existing resources will depend on the quality of the complementary surveys to be conducted in Area A6-C, in Nampula province.

Zacarias called for the use of technologies that minimize environmental impact, allowing oil operations to coexist sustainably with other economic activities, such as fishing and tourism. He also stressed the importance of the consortium strictly complying with the work program established in the contracts, in accordance with the oil and environmental legislation in force.

The consortium’s operations, according to the minister, will generate jobs, social projects for local communities, business opportunities and revenue for the state. Eni’s director in Mozambique, Marica Calabrese, considered the concession to be an important milestone in the multinational’s presence in the country. “Eni believes strongly in this country. This will be the start of yet another success,” said Calabrese, recalling the company’s operations since 2006 in the Rovuma Basin.

The contracts signed are the result of the sixth tender for the concession of hydrocarbon exploration and production areas, launched in 2021. At the same time, the Rovuma LNG consortium, led by ExxonMobil, began the basic engineering phase in Area 4 of the Rovuma Basin, a crucial stage before the final investment decision.

Mozambique has the third largest natural gas reserves in Africa and currently has three development projects approved for the exploitation of the Rovuma Basin reserves, classified among the largest in the world.

Moçambique destaca-se com aumento significativo nas reservas cambiais em África

Moçambique está entre os dez países africanos com maior crescimento das reservas externas em 2023, de acordo com dados publicados nesta Quinta-feira, 29 de Agosto, pelo portal de notícias Business Insider Africa. O país registou um aumento de 32,3% nas suas reservas, posicionando-se em oitavo lugar no ranking continental.

Segundo o portal, o crescimento das reservas externas é fundamental para a manutenção da saúde financeira de um país, especialmente em África, onde as flutuações nas receitas de exportação, particularmente de petróleo, têm impacto significativo nas economias nacionais.

“O petróleo representa mais de 36% das exportações em África, o que faz com que os preços das matérias-primas tenham um papel crucial na taxa de câmbio e nas reservas externas, gerando lucros importantes para as nações africanas”, destaca o relatório do Business Insider Africa.

Mesmo diante de um cenário económico global adverso e da pressão dos preços das matérias-primas, as vendas de petróleo bruto foram determinantes para a recuperação das reservas cambiais no continente. De acordo com o relatório de 2024 sobre o comércio africano do Afreximbank, intitulado “Implicações Climáticas da Implementação da AfCFTA”, os activos cambiais de África aumentaram cerca de 2,6% em termos anuais, totalizando 26 biliões de meticais (411,9 mil milhões de dólares) em 2023, uma reversão positiva em comparação com a queda de 2,3% registada em 2022.

Além dos preços das matérias-primas, o relatório atribui a melhoria das reservas externas a factores como a entrada sustentada de capital, apoio de organizações internacionais, bilaterais e regionais de financiamento ao desenvolvimento, e o aumento das chegadas de turistas e remessas de emigrantes.

Esses desenvolvimentos contribuíram para uma ligeira melhoria na cobertura média das importações na região, que passou de quatro para cinco meses em 2023, acima do requisito mínimo de três meses estipulado pelo FMI.

Segundo o Business Insider Africa, os dez países africanos com maior crescimento das reservas externas em 2023 são: São Tomé e Príncipe (105,4%), Chade (83,6%), República do Congo (59,7%), Libéria (43,4%), República Centro-Africana (35,9%), Lesoto (35,3%), Guiné Equatorial (32,3%), Moçambique (32,3%), Eritreia (30,1%) e Tunísia (28,1%).