Monday, September 7, 2026
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ONG alerta: Financiamento do gás natural em Moçambique é “ilegal”

financiamento do gás

A organização não governamental Amigos da Terra enviou uma carta ao governo do Reino Unido, alegando que a reautorização de 72,6 mil milhões de meticais (1,15 mil milhões de dólares) em empréstimos e subsídios para apoiar o projecto de gás da TotalEnergies em Cabo Delgado seria “ilegal”.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Político, o projecto no Norte de Moçambique foi marcado por controvérsias, incluindo um massacre de pelo menos 97 civis em 2021, cometido por uma unidade militar que operava nas proximidades. O trabalho no local foi interrompido após ataques de militantes islâmicos na mesma região.

A TotalEnergies, por sua vez, negou ter conhecimento sobre os alegados eventos e afirmou nunca ter recebido informações indicando que tais ocorrências tenham acontecido.

O novo governo trabalhista britânico está considerando se deve continuar a oferecer empréstimos e garantias aos exportadores e bancos britânicos que apoiam o projecto da TotalEnergies, que recebeu apoio da ex-secretária de Estado do Comércio, Liz Truss. O financiamento britânico foi suspenso quando a TotalEnergies invocou força maior devido à deterioração da segurança na região.

Na carta enviada, a Amigos da Terra alertou que o caso legal do governo britânico para justificar o apoio ao projecto está em risco. O advogado Niall Toru declarou que “nenhum governo pode reivindicar liderança climática e, ao mesmo tempo, financiar a abertura de novos campos de gás no estrangeiro”. Ele se dirigiu ao primeiro-ministro Keir Starmer e a outros membros do governo, sublinhando a contradição entre a política climática e o financiamento de combustíveis fósseis.

Toru também ressaltou os “horrendos abusos dos direitos humanos” associados ao projecto, observando que decisões judiciais mais recentes desacreditaram julgamentos anteriores que favoreceram o governo britânico. Amigos da Terra já desafiou com sucesso o governo no desenvolvimento de novas perfurações de petróleo e extracção de carvão no Reino Unido.

Um porta-voz da UK Export Finance, entidade responsável pelo financiamento de exportações britânicas, confirmou que está em conversações sobre a situação do projecto e que recebeu a carta da Amigos da Terra, prometendo uma resposta oportuna.

A activista climática Izzie McIntosh, da ONG Global Justice Now, pediu ao governo trabalhista que suspendesse imediatamente o financiamento, chamando a decisão original de Liz Truss de “flagrante” e argumentando que contribuiu para graves violações de direitos humanos.

Por sua parte, o Ministério da Defesa de Moçambique expressou “total abertura e disponibilidade” para uma investigação transparente sobre as alegações de violência militar associadas às instalações de gás, embora tenha refutado as acusações de tortura e violência, alegando falta de provas.

Moçambique consolida posição no comércio africano com 3.º Lugar no ATB

Moçambique consolida posição no comércio africano com 3.º Lugar no ATB

Moçambique subiu para a 3.ª posição no mais recente Africa Trade Barometer (ATB) do Standard Bank, consolidando-se como um dos países africanos mais atractivos para o comércio. O relatório, divulgado esta semana, analisa o ambiente de comércio em dez países africanos, avaliando uma série de factores que influenciam a competitividade comercial no continente.

O Africa Trade Barometer baseia-se em sete grandes categorias, incluindo abertura comercial, acesso ao financiamento, estabilidade macroeconómica, infra-estruturas, comércio externo, governança e comportamento financeiro dos comerciantes. A ascensão de Moçambique, que anteriormente ocupava a 4.ª posição, reflete o progresso do país em áreas críticas, como investimento em infra-estruturas e melhorias no acesso ao crédito, permitindo às empresas moçambicanas uma maior participação no comércio transfronteiriço.

De acordo com o relatório, Moçambique tem beneficiado de esforços para melhorar a resiliência das suas infra-estruturas e promover a diversificação económica, o que tem impulsionado sua capacidade de atrair negócios e investimento estrangeiro. Esses avanços são especialmente importantes no contexto das mudanças climáticas, onde o país enfrenta desafios como secas e inundações, mas continua a implementar medidas que reforçam sua competitividade comercial.

Além de Moçambique, o barómetro destaca os desempenhos da África do Sul e da Namíbia, que mantiveram as 1.ª e 2.ª posições, respectivamente. No entanto, a subida de Moçambique é uma das mais significativas entre os países analisados, demonstrando um esforço consistente em fortalecer sua posição no mercado regional.

O relatório também sublinha que, apesar dos progressos, ainda existem desafios a serem enfrentados no país, especialmente em relação à inflação elevada e à dependência de alguns sectores económicos. Contudo, a tendência geral é positiva, com projeções de crescimento do PIB e um ambiente comercial que continua a melhorar.

O Africa Trade Barometer é considerado uma ferramenta essencial para avaliar o desempenho dos países africanos no contexto do comércio continental, oferecendo uma visão detalhada sobre as oportunidades e os desafios enfrentados pelas nações signatárias do Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA).

Mozambique consolidates position in African trade with 3rd place in ATB

Moçambique consolida posição no comércio africano com 3.º Lugar no ATB

Mozambique has risen to 3rd place in Standard Bank’s latest Africa Trade Barometer (ATB), consolidating its position as one of the most attractive African countries for trade. The report, released this week, analyzes the trade environment in ten African countries, assessing a series of factors that influence trade competitiveness on the continent.

The Africa Trade Barometer is based on seven broad categories, including trade openness, access to finance, macroeconomic stability, infrastructure, foreign trade, governance and the financial behavior of traders. The rise of Mozambique, which previously ranked 4th, reflects the country’s progress in critical areas, such as investment in infrastructure and improvements in access to credit, allowing Mozambican companies to participate more in cross-border trade.

According to the report, Mozambique has benefited from efforts to improve the resilience of its infrastructure and promote economic diversification, which has boosted its ability to attract business and foreign investment. These advances are especially important in the context of climate change, where the country faces challenges such as droughts and floods, but continues to implement measures that strengthen its commercial competitiveness.

In addition to Mozambique, the barometer highlights the performances of South Africa and Namibia, which retained their 1st and 2nd positions respectively. However, Mozambique’s rise is one of the most significant among the countries analyzed, demonstrating a consistent effort to strengthen its position in the regional market.
The report also underlines that, despite the progress, there are still challenges to be faced in the country, especially in relation to high inflation and the dependence of some economic sectors. However, the overall trend is positive, with projections of GDP growth and a business environment that continues to improve.
The Africa Trade Barometer is considered an essential tool for assessing the performance of African countries in the context of continental trade, offering a detailed overview of the opportunities and challenges faced by the signatory nations of the African Continental Free Trade Agreement (AfCFTA).

 

Escassez de divisas ameaça produção na MEREC

No âmbito da monitoria do desempenho das empresas, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) visitou a MEREC, uma das principais fábricas de farinha e produtos de trigo do país. A visita visou avaliar os desafios enfrentados pela empresa, especialmente no contexto da escassez de divisas no mercado financeiro nacional, que tem impactado o processo de importação de matérias-primas essenciais.

Durante o encontro, Gilberto Cossa, CEO da MEREC, destacou que a indisponibilidade de divisas está a dificultar a aquisição de matérias-primas no mercado internacional, colocando em risco a capacidade de produção da empresa. “Se esta situação persistir, corremos o risco de não conseguir abastecer o mercado durante a quadra festiva, o que afectaria diretamente a cesta básica da população”, advertiu Cossa.

Além da escassez de divisas, a MEREC enfrenta outras dificuldades, como a entrada massiva de farinha de milho não fortificada no mercado nacional e a importação de massas alimentícias a preços abaixo do custo praticado no mercado internacional. A logística também é um problema, agravado pelo congestionamento de camiões em frente às fábricas, especialmente na Beira, e pela dificuldade de exportar para alguns países da SADC devido a barreiras comerciais. Outra preocupação levantada foi a ausência de isenção do IVA para produtos como massas e bolachas, considerados bens de primeira necessidade.

A MEREC possui fábricas localizadas em Matola (província de Maputo), Beira (Sofala) e Nacala (Nampula), com uma capacidade total de produção de 2600 toneladas diárias. A maior unidade está na Beira, beneficiando da proximidade com mercados regionais, como o Zimbábue, Malawi, Zâmbia e África do Sul. A empresa também tem planos de parcerias locais, como a negociação com a Associação dos Produtores de Moamba para o fornecimento de milho na região sul, como forma de reduzir a dependência de importações.

Com um total de 669 trabalhadores, a MEREC aposta no investimento em tecnologia para modernizar as suas operações e manter a competitividade.

Durante a visita, a CTA reiterou a urgência de se adotarem medidas que aliviem a escassez de divisas. Entre as recomendações apresentadas à Autoridade Monetária, estão a reavaliação da taxa de Reservas Obrigatórias, atualmente fixada em 39,5% para moeda estrangeira, e a injeção de parte das Reservas Internacionais Líquidas no mercado financeiro. Estas medidas visam reforçar a confiança dos bancos comerciais e aumentar a sua capacidade de apoiar as empresas moçambicanas, como a MEREC, na obtenção de divisas para assegurar o normal funcionamento das suas operações.

Shortage of foreign currency threatens production at MEREC

As part of its monitoring of company performance, the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA) today visited MEREC, one of the country’s main flour and wheat product factories. The visit was aimed at assessing the challenges faced by the company, especially in the context of the shortage of foreign currency in the national financial market, which has impacted the process of importing essential raw materials.

During the meeting, Gilberto Cossa, MEREC’s CEO, pointed out that the unavailability of foreign currency is making it difficult to purchase raw materials on the international market, putting the company’s production capacity at risk. “If this situation persists, we run the risk of not being able to supply the market during the festive season, which would directly affect the population’s basic food basket,” warned Cossa.

In addition to the shortage of foreign currency, MEREC faces other difficulties, such as the massive influx of unfortified corn flour onto the domestic market and the import of pasta at prices below the cost practiced on the international market. Logistics is also a problem, aggravated by the congestion of trucks in front of the factories, especially in Beira, and the difficulty of exporting to some SADC countries due to trade barriers. Another concern raised was the lack of VAT exemption for products such as pasta and cookies, which are considered basic necessities.

MEREC has plants located in Matola (Maputo province), Beira (Sofala) and Nacala (Nampula), with a total production capacity of 2,600 tons per day. The largest plant is in Beira, benefiting from its proximity to regional markets such as Zimbabwe, Malawi, Zambia and South Africa. The company also has plans for local partnerships, such as negotiating with the Moamba Producers Association to supply corn in the southern region, as a way of reducing dependence on imports.

With a total workforce of 669, MEREC is investing in technology to modernize its operations and remain competitive.

During the visit, the CTA reiterated the urgency of adopting measures to alleviate the shortage of foreign currency. Among the recommendations presented to the Monetary Authority are the reassessment of the Compulsory Reserves rate, currently set at 39.5% for foreign currency, and the injection of part of the Net International Reserves into the financial market. These measures aim to strengthen the confidence of commercial banks and increase their capacity to support Mozambican companies, such as MEREC, in obtaining foreign currency to ensure the normal running of their operations.

MACHEL FIDUS e Fundação Vodacom Moçambique firmam acordo para promoção de digitalização nas escolas

A MACHEL FIDUS, representada por Malenga Machel, e a Fundação Vodacom Moçambique, representada por Hermenegildo Gamito, firmaram uma parceria estratégica para a digitalização nas escolas secundárias abrangidas pelo projecto de DIGITALIZAÇÃO.

Este acordo marca o início da primeira fase do projecto, que teve seu piloto lançado em 2023. A iniciativa tem como objectivo ampliar o acesso a ferramentas digitais nas instituições de ensino, capacitando os estudantes para enfrentar os desafios e explorar as oportunidades da era digital.

Este é apenas o início de uma revolução digital que promete transformar profundamente o futuro da educação em Moçambique.

MACHEL FIDUS and Vodacom Mozambique Foundation sign agreement to promote digitization in schools

MACHEL FIDUS, represented by Malenga Machel, and the Vodacom Mozambique Foundation, represented by Hermenegildo Gamito, have signed a strategic partnership to promote digitization in the secondary schools covered by the DIGITALIZATION project.

This agreement marks the start of the first phase of the project, which had its pilot launched in 2023. The initiative aims to expand access to digital tools in educational institutions, empowering students to face the challenges and exploit the opportunities of the digital age.

This is just the start of a digital revolution that promises to profoundly transform the future of education in Mozambique.

Access Bank lança Glossário de Finanças nas línguas mais faladas em Moçambique

Com o objectivo de fortalecer a inclusão financeira e promover a literacia financeira, o Access Bank Mozambique acaba de lançar um Glossário de Finanças, denominado, Mundo das Finanças, com os termos bancários mais usados no dia-a-dia, disponível em formato digital, no website do Banco.

Este projecto inovador, agrega valor ao facilitar o acesso a termos financeiros nasseis línguas maternas mais faladas em Moçambique, nomeadamente: Changana (Maputo); Emakhuwa (Nampula); Cindau (Sofala); Cinyungwa (Tete); Cithhswa (Inhambane); e Ciwutee (Manica).

O Glossário é um dicionário técnico destinado, neste caso, a esclarecer os termos bancários mais utilizados no dia-a-dia, apresentados de forma clara, simples e concisa. O documento foi cuidadosamente elaborado para ser acessível a todos, independentemente dos níveis de conhecimento que cada pessoa tenha sobre finanças e banca.

“Este glossário é uma ferramenta educativa que visa capacitar os nossos clientes com conhecimento financeiro sólido e acessível, permitindo-lhes tomar decisões informadas e conscientes”, considera Marco Abalroado, Administrador Delegado do Access Bank Mozambique. “Não se trata apenas de um recurso, é também uma ponte para a inclusão financeira. Ao estar traduzido para as principais línguas locais, garantimos que o conhecimento financeiro esteja ao alcance de todos, independentemente da sua origem ou nível de educação prévio”, sustentou o mesmo responsável.

Empresas activas em Moçambique cresceram 2,2% para quase 92 mil em 2023 – INE

O número de empresas em atividade em Moçambique em 2023 cresceu 2,2%, face ao ano anterior, para 91.752, mas 29,7% estavam localizadas em Maputo, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com um relatório do INE com dados da actividade empresarial, só a cidade de Maputo concentrava no final do ano passado 27.263 empresas e estabelecimentos activos, um crescimento de 3,9% face a 2022.

Contudo, a província que mais cresceu foi a de Niassa, no norte do país, que fechou 2023 com 2.984 empresas e estabelecimentos em actividade, um aumento de 6,5% no espaço de um ano. Ainda assim, trata-se da província com menor actividade empresarial no país.

Em 2023, o número de pessoas ao serviço nas empresas e respectivos estabelecimentos chegou a 902.154, em todo o país, um aumento igualmente de 2,2% no espaço de um ano, sendo que, desses, 346.632 correspondiam à cidade de Maputo, equivalente a 38,4% do total e um aumento homólogo de 1,9%, segundo o INE.

Por outro lado, Niassa era a província com menos trabalhadores ao serviço destas empresas, 22.513, apesar do crescimento de 1,9% face a 2022. Do total das empresas contabilizadas pelo estudo do INE, 211 (0,2%) eram públicas ou estatais, 1.217 (1,3%) sociedades anónimas e 29.115 (31,7%) sociedades por quotas.

O relatório do INE contou ainda 8.486 (9,2%) sociedades unipessoais, 52.580 (57,3%) empresários em nome individual e 52 (0,1%) cooperativas.

DStv anuncia direitos de transmissão das competições interclubes da CAF

A DStv adquiriu os direitos de transmissão de quatro (4) competições de futebol 2024/25 da Confederação Africana de Futebol (CAF). Trata-se da Liga dos Campeões CAF 2024/25 TotalEnergies, Taça da Confederação CAF 2024/25 TotalEnergies, Liga dos Campeões 2024 em feminino e Super Taça CAF 2025. Os telespectadores vão desfrutar de mais variedades futebolísticas nos canais SuperSport – o mundo dos campeões.

Os adeptos moçambicanos terão a oportunidade de ver os jogos em directo e exclusivo a Black Bulls, único clube representante de Moçambique na Taça CAF, através dos canais SuperSport na DStv. Além dos jogos da Black Bulls, os telespectadores terão ainda a oportunidade de assistir toda a acção dos gigantes sul-africanos: Mamelodi Sundowns e Orlando Pirates (Liga dos Campeões CAF TotalEnergies) e Mamelodi Sundowns em feminino (Liga dos Campeões Feminina).

Os jogos contam também com a presença do Al Ahly (Egipto), detentor do título da Liga dos Campeões, o Espérance Sportive de Tunis (Tunísia), o CR Belouizdad (Argélia), o Raja Casablanca (Marrocos) e o TP Mazembe (República Democrática do Congo), todos já qualificados para a fase de grupos da Liga dos Campeões CAF TotalEnergies.

“Temos o prazer de anunciar que chegámos ao acordo para transmitir as competições interclubes da CAF. A DStv orgulha-se de ser a maior empresa de radiodifusão desportiva do continente e o maior financiador do desporto em África. Esta é mais uma prova disso. Estamos empenhados em dar aos nossos apaixonados adeptos de futebol toda a acção futebolística desta época. Estamos expectantes em oferecer mais uma excelente temporada de acção futebolística nos canais SuperSport”, disse Agnelo Laice, Director Geral da MultiChoice Moçambique.