Monday, May 18, 2026
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Mozambique stands out in the growth of foreign exchange reserves in Africa

Moçambique destaca-se em crescimento de reservas cambiais na África

Mozambique is among the ten African countries with the highest growth in foreign reserves in 2023, according to data published on Thursday, August 29, by the Business Insider Africa news portal. The country recorded a 32.3% increase in its reserves, placing it eighth in the continental ranking.

According to the portal, the growth of foreign reserves is fundamental to maintaining a country’s financial health, especially in Africa, where fluctuations in export revenues, particularly oil, have a significant impact on national economies.

“Oil accounts for more than 36% of exports in Africa, which means that the prices of raw materials play a crucial role in the exchange rate and foreign reserves, generating important profits for African nations,” highlights the Business Insider Africa report.

Even in the face of an adverse global economic scenario and pressure from raw material prices, crude oil sales have been decisive in the recovery of the continent’s foreign exchange reserves. According to Afreximbank’s 2024 report on African trade, entitled “Climate Implications of AfCFTA Implementation”, Africa’s foreign exchange assets increased by around 2.6% in annual terms, totaling 26 trillion meticais (411.9 billion dollars) in 2023, a positive reversal compared to the 2.3% drop recorded in 2022.

In addition to commodity prices, the report attributes the improvement in foreign reserves to factors such as the sustained inflow of capital, support from international, bilateral and regional development finance organizations, and the increase in tourist arrivals and emigrant remittances.

These developments have contributed to a slight improvement in the region’s average import coverage, which will rise from four to five months in 2023, above the minimum requirement of three months stipulated by the IMF.

According to Business Insider Africa, the ten African countries with the highest growth in foreign reserves in 2023 are: São Tomé and Príncipe (105.4%), Chad (83.6%), Republic of Congo (59.7%), Liberia (43.4%), Central African Republic (35.9%), Lesotho (35.3%), Equatorial Guinea (32.3%), Mozambique (32.3%), Eritrea (30.1%) and Tunisia (28.1%).

Sany Weng: “Percebi a carência de Educação Financeira em Moçambique e decidi agir”

Nesta entrevista, conversamos com Sany Weng, empreendedora e representante nacional da Money Savvy, sobre a sua trajectória profissional e o seu compromisso com a educação financeira em Moçambique. Formada em Gestão de Empresas, Sany encontrou a sua verdadeira vocação ao fundar a Money Savvy Mozambique, uma plataforma que tem como missão transformar a realidade financeira dos moçambicanos.

Profile Mozambique: Fale-nos brevemente sobre sua trajectória profissional, destacando sua formação e principais experiências?

Sany Weng: Sou formada em Gestão de Empresas, mas a minha carreira tomou um rumo diferente quando me tornei Facilities Manager numa empresa pioneira de Serviced Offices em 2013. Evoluí, e actualmente sou Directora-Geral.

Em 2018, fundei um a empresa de Facilities Management (MMO Facilities) como extensão da Mozambique Managed Offices (MMO), consolidando o meu papel de empreendedora.

Durante esse período, percebi a grande carência de educação financeira em Moçambique, algo que se tornou evidente através das minhas próprias experiências de vida, especialmente como mãe solteira que enfrentou dificuldades financeiras e conseguiu superá-las. Inicialmente, desejei ajudar as pessoas compartilhando as minhas experiências, mas decidi primeiro investir na minha formação em educação financeira. Participei de cursos com a Money Savvy Humans na África do Sul (2022) e com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2024, combinando experiência, teoria e metodologias para poder ajudar mais pessoas de maneira eficaz.

Com essa base de conhecimento e experiência, criei a Money Savvy Mozambiquepara poder ajudar a superar desafios financeiros e transformar vidas por meio da educação financeira, com principal foco em combater a falta de informação, que muitas vezes é a raiz dos problemas financeiros.

PM: Como surge a MoneySavvy Mozambique? Trata-se de uma plataforma genuinamente moçambicana?

SW: Sim, a plataforma é genuinamente moçambicana. Embora seja um franchise da África do Sul, com a marca MoneySavvy, as sócias são totalmente moçambicanas e a empresa é 100% liderada por mulheres moçambicanas. Embora os materiais sejam criados na África do Sul, eles são ajustados e adaptados à nossa realidade. Isso inclui modificar o conteúdo para torná-lo mais acessível e compreensível, evitando termos complexos e usando uma abordagem mais directa, prática e inclusiva.

Sobre o nível de literacia financeira entre os moçambicanos, actualmente há uma grande preocupação. O principal desafio é a dificuldade em gerir o orçamento mensal. Por exemplo, o salário mínimo aumentou de 8.600 para 9.600 meticais, enquanto os custos básicos, como transporte, consomem cerca de 2.000 meticais, deixando apenas 6.000 meticais para cobrir todas as outras despesas. Para uma família de cinco pessoas, isso não é suficiente para garantir uma sobrevivência digna.

A solução passa pela mudança de mentalidade e a criação de fontes de renda adicionais. Pelo que, encorajamos a abertura de pequenos negócios ou actividades geradoras de renda extra, usar a sua paixão para gerar renda como vender alimentos caseiros, dar explicaçes, baby sitting, entre ourtos para complementar o orçamento.

A nossa abordagem inclui primeiro a formação em gestão financeira pessoal, seguida pela mudança de mentalidade. Muitos aprendem desde cedo que o dinheiro é escasso e não há forma de poupar. Em vez de ensinarem como usar, poupar e investir, somos educados a evitar gastos. Como resultado, ao chegarmos à vida adulta, não sabemos como lidar com essas questões.

Portanto, a Money Savvy Moçambique posiciona-se como um catalisador para a mudança de mentalidade financeira, promovendo uma abordagem prática e orientada para resultados que visa transformar a realidade financeira dos moçambicanos.

PM: A plataforma Money Savvy Mozambique posiciona-se como um catalisador para a mudança de mentalidades financeiras. Quais são as principais estratégias que utilizam para transformar a maneira como os moçambicanos lidam com o dinheiro?

SW: É essencial começar a criar consciencialização e alterar a mentalidade predominante de que ganhar dinheiro é extremamente difícil e que a escassez é inevitável. Devemos promover a ideia de que o dinheiro é uma ferramenta valiosa para alcançar nossos objectivos.

Assim como o telefone serve para comunicar e o carro para deslocar-se, o dinheiro deve ser visto como um meio para atingir as nossas metas. Portanto, é crucial cultivar uma mentalidade positiva e mudar crenças negativas sobre o dinheiro.

Você pode lembrar-se do conceito apresentado no livro “O Segredo”, que aborda a Lei da Atracção e a importância de focar em pensamentos positivos para atrair coisas boas. Em uma mentalidade próspera, é fundamental acreditar que o dinheiro é abundante e acessível, e que ele pode ajudar a melhorar a vida da nossa família, entre outros benefícios.

Ademais, o ambiente ao nosso redor desempenha um papel significativo. Se estivermos cercados por pessoas negativas, que vivem de maneira improdutiva e se envolvem em comportamentos prejudiciais, tendemos a influenciar-nos por essas atitudes e permanecer em um ciclo negativo. Por outro lado, rodear-se de pessoas positivas, com objectivos claros e ambições semelhantes, pode ajudar-nos a avançar e atingir nossos próprios objectivos.

PM: Com base na informação de que 70% dos adultos com rendimentos na África do Sul estão sobreendividados, como essa realidade se compara ao contexto moçambicano? Quais são as principais causas do endividamento excessivo em Moçambique?

SW: É possível que o nível de endividamento na África do Sul seja mais elevado do que no nosso país, com uma estimativa de até 80% da população sul-africana endividada. Embora não tenha dados estatísticos precisos, essa é uma suposição plausível. Vale notar que a realidade económica na África do Sul é um pouco diferente da nossa. Lá, o acesso a serviços bancários e empréstimos é mais facilitado e os salários tendem a ser mais altos.

No nosso caso, as principais causas do endividamento incluem o imediatismo e o consumismo, especialmente entre a classe média. Para a população de baixa renda, o endividamento frequentemente resulta da necessidade de sobrevivência. Muitas pessoas com salários baixos ou até mesmo sem trabalho fixo acabam se endividando para cobrir suas necessidades básicas diárias.

Os vendedores informais enfrentam desafios semelhantes. Embora gerem receita através das suas vendas, muitas vezes o dinheiro obtido é rapidamente gasto em despesas imediatas, como alimentação. Isso dificulta o reinvestimento em novos materiais e perpetua um ciclo de endividamento.

PM: Quais são os principais equívocos ou mal-entendidos sobre finanças que os moçambicanos enfrentam? Como a Money Savvy ajuda a desmistificar essas questões e promover uma gestão financeira mais eficaz?

SW: Um dos principais equívocos é a falta de informação. Em Moçambique, há uma carência significativa de conhecimento financeiro, com muitas oportunidades e produtos financeiros, como empréstimos e serviços bancários, sendo pouco divulgados. Mesmo aqueles que estão em uma situação financeira melhor podem não ter acesso às informações necessárias para expandir suas opções de crédito e investimentos.

A Money Savvy empenha-se em superar esses desafios oferecendo cursos e programas de capacitação. Os nossos cursos abordam uma variedade de produtos e serviços financeiros disponíveis no mercado, como opções de poupança e investimentos no mercado de acções.

Muitas pessoas não sabem, por exemplo, como investir em acções de empresas como a HCB, ENH, Tropigalia, entre outros, e nosso objectivo é fornecer essas informações de forma acessível. Plataformas como o Banco BIG e o BCI, que oferecem serviços de investimento. Assim como, a BVM também é uma opção para investir em acções. Recentemente, na conferência da CTA, foram discutidos os desempenhos positivos de acções de empresas como a CDM e a ENH, evidenciando oportunidades no mercado de acções, e o cidadão moçambicano precisa tirar partido destas oportunidades, começando apenas com 100mts.

Actualmente, a Money Savvy está a preparar vários programas voltados para o impacto social.  Temos realizado sessões online e colaborações com parceiros como a  Fundaçåo Salimo Abdula, Mozyouth, e a ICEF focando principalmente na capacitação financeira de mulheres.

Vamos  trabalhar estreitamente com a Tecnoserve em vários projectos com impacto social no norte do país. Por outro lado, assinamos um memorando de parceria com o apresentador de televisão, Hugo Diogo (Dygo Boy) para uma conferência sobre educação financeira que será realizada em novembro próximo.

PM: Com a crescente digitalização dos serviços financeiros, como a Money Savvy está a adaptar seus programas para garantir que os moçambicanos estejam preparados para navegar no mundo das finanças digitais?

SW: Embora a digitalização esteja sendo promovida através de serviços como M-Pesa e mKesh, e outras carteiras digitais, a questão da gestão financeira ainda precisa de mais atenção.

A inclusão digital não se resume apenas ao acesso a tecnologias, é fundamental que também haja uma inclusão na gestão financeira efectiva. Saber primeiro fazer a gestão do nosso dinheiro, para depois conseguirmos geri-lo nas carteiras moveis.

Na Money Savvy, buscamos promover a inclusão digital de forma prática e eficaz. Por exemplo, a acção que realizamos com a GIZ foi um modelo híbrido, combinando aulas presenciais com sessões online onde conseguimos tender participantes em locais como Beira, Inhambane e Pemba. Essa abordagem híbrida foi necessária para garantir a participação de todos, mas destaca a importância da interação face a face para um aprendizado mais abrangente e eficaz.

Temos uma plataforma que visa criar conteúdos educativos, como o LMS da Money Savvy, para disponibilizar aulas online. No entanto, observamos que o ensino presencial é muito mais envolvente e interativo do que as aulas online, onde os participantes frequentemente se distraem. Tentamos oferecer uma experiência de aprendizado mais rica através de interações directas, e estamos a colaborar com ONGs, embaixadas e empresas com responsabilidade social para realizar essas actividades presencialmente e para conseguirmos ter um impacto maior

Sany Weng: “I realized the lack of financial education in Mozambique and decided to act”

In this interview, we talk to Sany Weng, entrepreneur and national representative of Money Savvy, about her professional career and her commitment to financial education in Mozambique. With a degree in Business Management, Sany found her true calling when she founded Money Savvy Mozambique, a platform whose mission is to transform the financial reality of Mozambicans.

Profile Mozambique: Tell us briefly about your professional career, highlighting your education and main experiences?

Sany Weng: I have a degree in Business Management, but my career took a different turn when I became Facilities Manager at a pioneering Serviced Offices company in 2013. I evolved, and am currently General Manager.
In 2018, I founded a Facilities Management company (MMO Facilities) as an extension of Mozambique Managed Offices (MMO), consolidating my role as an entrepreneur.

During this period, I realized the great lack of financial education in Mozambique, something that became evident through my own life experiences, especially as a single mother who faced financial difficulties and managed to overcome them. Initially, I wanted to help people by sharing my experiences, but I first decided to invest in my own financial education. I attended courses with Money Savvy Humans in South Africa (2022) and with the International Labor Organization (ILO) in 2024, combining experience, theory and methodologies to be able to help more people effectively.
With this base of knowledge and experience, I created Money Savvy Mozambique to help overcome financial challenges and transform lives through financial education, with the main focus on combating the lack of information, which is often the root cause of financial problems.

PM: How did MoneySavvy Mozambique come about? Is it a genuinely Mozambican platform?

SW: Yes, the platform is genuinely Mozambican. Although it is a franchise from South Africa, under the MoneySavvy brand, the partners are entirely Mozambican and the company is 100% led by Mozambican women. Although the materials are created in South Africa, they are adjusted and adapted to our reality. This includes modifying the content to make it more accessible and understandable, avoiding complex terms and using a more direct, practical and inclusive approach.

Regarding the level of financial literacy among Mozambicans, there is currently great concern. The main challenge is the difficulty in managing the monthly budget. For example, the minimum wage has increased from 8,600 to 9,600 meticais, while basic costs, such as transportation, consume around 2,000 meticais, leaving only 6,000 meticais to cover all other expenses. For a family of five, this is not enough to guarantee a dignified survival.
The solution is to change mentality and create additional sources of income. Therefore, we encourage you to start small businesses or extra income-generating activities, use your passion to generate income such as selling homemade food, tutoring, baby sitting, among others to supplement the budget.

Our approach includes training in personal financial management first, followed by a change in mentality. Many people are taught from an early age that money is scarce and there is no way to save it. Instead of being taught how to use, save and invest, we are taught to avoid spending. As a result, when we reach adulthood, we don’t know how to deal with these issues.
Therefore, Money Savvy Mozambique positions itself as a catalyst for changing financial mentality, promoting a practical and results-oriented approach that aims to transform the financial reality of Mozambicans.

PM: The Money Savvy Mozambique platform positions itself as a catalyst for changing financial mentalities. What are the main strategies you use to transform the way Mozambicans deal with money?

SW: It is essential to start creating awareness and changing the prevailing mentality that earning money is extremely difficult and that scarcity is inevitable. We must promote the idea that money is a valuable tool for achieving our goals.
Just as the telephone serves to communicate and the car to get around, money should be seen as a means to achieve our goals. It is therefore crucial to cultivate a positive mindset and change negative beliefs about money.

You may remember the concept presented in the book “The Secret”, which deals with the Law of Attraction and the importance of focusing on positive thoughts to attract good things. In a prosperous mindset, it is fundamental to believe that money is abundant and accessible, and that it can help improve our family’s life, among other benefits.
In addition, our surroundings play a significant role. If we are surrounded by negative people, who live unproductively and engage in harmful behavior, we tend to be influenced by these attitudes and remain in a negative cycle. On the other hand, surrounding ourselves with positive people, with clear goals and similar ambitions, can help us move forward and achieve our own goals.

PM: Based on the information that 70% of adults with an income in South Africa are over-indebted, how does this reality compare to the Mozambican context? What are the main causes of over-indebtedness in Mozambique?

SW: It is possible that the level of indebtedness in South Africa is higher than in our country, with an estimate of up to 80% of the South African population in debt. Although I don’t have precise statistical data, this is a plausible assumption. It’s worth noting that the economic reality in South Africa is somewhat different from ours. There, access to banking services and loans is easier and salaries tend to be higher.

In our case, the main causes of indebtedness include immediacy and consumerism, especially among the middle class. For the low-income population, debt often results from the need to survive. Many people on low wages or even without steady work end up in debt to cover their basic daily needs.
Informal vendors face similar challenges. Although they generate income through their sales, the money they earn is often quickly spent on immediate expenses, such as food. This makes it difficult to reinvest in new materials and perpetuates a cycle of debt.

PM: What are the main misconceptions or misunderstandings about finance that Mozambicans face? How does Money Savvy help to demystify these issues and promote more effective financial management?

SW: One of the main misconceptions is the lack of information. In Mozambique, there is a significant lack of financial knowledge, with many financial opportunities and products, such as loans and banking services, being poorly publicized. Even those who are in a better financial situation may not have access to the information they need to expand their credit and investment options.

Money Savvy strives to overcome these challenges by offering courses and training programs. Our courses cover a variety of financial products and services available on the market, such as savings options and stock market investments.

Many people don’t know, for example, how to invest in shares in companies such as HCB, ENH, Tropigalia, among others, and our aim is to provide this information in an accessible way. Platforms such as Banco BIG and BCI offer investment services. BVM is also an option for investing in shares. Recently, at the CTA conference, the positive performance of shares in companies such as CDM and ENH were discussed, highlighting opportunities in the stock market, and Mozambican citizens need to take advantage of these opportunities, starting with just 100mts.

Money Savvy is currently preparing several programs focused on social impact. We have held online sessions and collaborations with partners such as the Salimo Abdula Foundation, Mozyouth, and ICEF, focusing mainly on women’s financial empowerment.
We will be working closely with Tecnoserve on various projects with a social impact in the north of the country. On the other hand, we have signed a memorandum of partnership with television presenter Hugo Diogo (Dygo Boy) for a conference on financial education to be held next November.

MP: With the increasing digitalization of financial services, how is Money Savvy adapting its programs to ensure that Mozambicans are prepared to navigate the world of digital finance?

SW: Although digitalization is being promoted through services such as M-Pesa and mKesh, and other digital wallets, the issue of financial management still needs more attention.
Digital inclusion isn’t just about access to technology, it’s essential that there is also inclusion in effective financial management. We must first know how to manage our money so that we can then manage it in our mobile wallets.

At Money Savvy, we seek to promote digital inclusion in a practical and effective way. For example, the action we carried out with GIZ was a hybrid model, combining face-to-face classes with online sessions where we managed to attract participants in places like Beira, Inhambane and Pemba. This hybrid approach was necessary to ensure everyone’s participation, but it highlights the importance of face-to-face interaction for more comprehensive and effective learning.

We have a platform that aims to create educational content, such as Money Savvy’s LMS, to make online classes available. However, we’ve observed that face-to-face teaching is much more engaging and interactive than online classes, where participants often get distracted. We try to offer a richer learning experience through direct interactions, and we are collaborating with NGOs, embassies and companies with social responsibility to carry out these activities face-to-face and to be able to have a greater impact

 

BNI apresenta 50 milhões de dólares para apoio ao sector empresarial na FACIM

No âmbito dos seminários promovidos pelo Sector Empresarial do Estado (SEE), durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM), o Banco Nacional de Investimento (BNI) apresentou um pacote de financiamento superior a 50 milhões de dólares para apoiar o sector empresarial moçambicano. O painel, que discutiu o financiamento à economia, foi organizado pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O montante anunciado pelo BNI resulta da mobilização de recursos junto de vários parceiros estratégicos, incluindo a Agência do Desenvolvimento do Vale de Zambeze, o Afreximbank e o Fundo FK – Khalifa, entre outros. Este financiamento destina-se a impulsionar o crescimento do sector privado, com ênfase na indústria transformadora e nas empresas exportadoras.

Actualmente, o financiamento destinado à indústria transformadora representa 35% da carteira do BNI, um valor que se destaca por estar acima da média do mercado bancário, que ronda os 15%. Esta alocação demonstra o compromisso do banco em fortalecer a capacidade produtiva do país, focando-se em áreas estratégicas que impulsionam a economia nacional.

Dentro do pacote de financiamento, estão também disponíveis fundos específicos para apoiar empresas exportadoras, com o objectivo de aumentar a competitividade do sector privado moçambicano nos mercados internacionais. Esta iniciativa visa contribuir para a diversificação da economia e o crescimento sustentável das empresas nacionais, reforçando a importância do financiamento adequado para a consolidação do sector empresarial.

A apresentação do BNI na FACIM sublinha o papel crucial das instituições financeiras no fomento do desenvolvimento económico de Moçambique, ao criar condições para que as empresas locais possam expandir as suas operações e contribuir para o crescimento económico do país.

Governo aprovou 12 projectos de desenvolvimento avaliados em 585,9 milhões de dólares

Governo aprovou até ao mês de Junho um total de 12 acordos para a implementação de projectos de desenvolvimento, avaliados em 585,9 milhões de dólares, avançou um relatório publicado pela Lusa.

Segundo a informação avançada nesta quarta-feira, 28 de Agosto, em termos específicos, do total do valor, 20 milhões de dólares serão disponibilizados pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), 431 milhões de dólares pelo Banco Mundial (BM) e 134,9 milhões de dólares pelo Banco Africano e Desenvolvimento (BAD).

O documento refere que a verba do BADEA servirá para financiar a iniciativa governamental “Um Distrito, Um Hospital”, enquanto a do BM será destinada para impulsionar os projectos “Estradas Resilientes ao Clima no Norte” e “Corredores de Energia Verde”, bem como para a revitalização dos serviços distritais e comunitários de saúde.

“No caso do BAD, o financiamento destina-se ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Resiliente de Zonas Agro-Industriais no sul de Moçambique (PROCAVA) e para a construção da linha de transmissão Songo-Matambo”, clarificou.

O projecto da linha de Songo-Matambo visa reforçar a rede de transmissão, acomodar a procura suprimida existente e o crescimento esperado da carga nas regiões centro e norte do País, bem como permitir a interconexão com a rede de transmissão de energia da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O mesmo será executado por um período de 24 meses, estando sob a responsabilidade da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM).

Já o PROCAVA tem como objectivo melhorar os meios de subsistência rurais, a segurança alimentar e a resiliência, necessidades críticas tendo em conta os impactos da pandemia e das alterações climáticas para as populações mais vulneráveis do País.

Dados avançados em Março, na página do Banco Mundial, indicavam que os empréstimos ao País tinham atingido um valor histórico em 2023, na ordem de 1,5 mil milhões de dólares, contra 1,2 mil milhões de dólares registados em 2022. Já em 2021, a instituição financeira tinha concedido ao Governo 1,1 mil milhões de dólares e, em 2020, 527 milhões.

Transportadora de bandeira LAM factura 52 milhões de euros no primeiro semestre e planeia adquirir mais quatro aviões este ano

No primeiro semestre deste ano, a companhia aérea de bandeira de Moçambique, LAM, facturou um total de 3,7 bilhões de meticais (€52 milhões) e planeia adquirir mais quatro aeronaves este ano, anunciou o PCA da empresa nesta segunda-feira.

“É um número um pouco abaixo do que foi projetado, mas se a empresa facturar o mesmo no segundo semestre, estaremos bem acima das receitas obtidas no ano anterior. Então, prevemos um crescimento na ordem dos 19%”, disse Américo Muchanga à televisão pública moçambicana, à margem do início da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a maior exposição de bens e serviços de Moçambique.

No total, a transportadora aérea de bandeira moçambicana transportou 330 mil passageiros em serviços domésticos, regionais e intercontinentais durante este período, um número também abaixo das suas projecções, disse Muchanga.

‘Era esperado que transportássemos cerca de 500.000 passageiros no primeiro semestre do ano. Mas devo dizer que, em termos de nossas projeções de serviço doméstico, transportamos mais do que o esperado’, explicou.

A LAM opera actualmente com seis aeronaves e planeja adquirir mais quatro este ano.

“Estamos pensando em trazer mais duas aeronaves Boeing 737 e mais duas aeronaves Embraer 145 para reforçar nossas rotas domésticas e regionais”, disse Américo Muchanga.

A LAM opera 12 destinos no mercado doméstico e voa regularmente para Joanesburgo, Dar-es Salaam, Harare, Lusaka e Cidade do Cabo, sendo Lisboa o único destino intercontinental.

‘A LAM quer manter a rota Maputo-Lisboa. Estamos a trabalhar nisso. Queremos operar esta rota em condições em que seja sustentável e possa gerar lucro, digamos, operacionalmente’, disse.

Em julho deste ano, uma “reforma única” de sua maior aeronave (um Boeing 737-700) forçou a empresa a remarcar vários voos, com reclamações e críticas de vários clientes.

Américo Muchanga é presidente da LAM desde julho, tendo substituído Theunis Christian de Klerk Crous, que ocupava o cargo interinamente desde fevereiro, no âmbito do afastamento de João Carlos Pó Jorge e do processo de reestruturação da empresa, que está a ser levado a cabo pela Fly Modern Ark (FMA), a empresa sul-africana contratada para recuperar a LAM.

A FMA administra a LAM desde abril do ano passado, com um plano de reestruturação em andamento.

A estratégia de revitalização da empresa ocorre após anos de problemas operacionais relacionados à frota reduzida e à falta de investimento, com registro de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à má manutenção das aeronaves.

Durante o período de gestão da FMA, a empresa sul-africana denunciou esquemas de desvio de dinheiro na LAM, com perdas de quase 3 milhões de euros, em bilheteiras, através de terminais de pagamento automático (TPA/POS) que não pertencem à empresa.

O Gabinete Central Anticorrupção (GCCC) de Moçambique abriu um processo para investigar alegados esquemas de corrupção na venda de bilhetes na companhia aérea moçambicana e na gestão da frota da empresa, tendo apreendido vários materiais.

‘Temos vários suspeitos e algumas buscas e apreensões já foram realizadas. Ainda estamos no processo de investigação, que não podemos detalhar aqui por razões de segredo de justiça’, disse Romualdo Johnam, porta-voz do GCCC, em 6 de agosto.

Fonte: Lusa

Segunda fábrica da Montepuez Ruby Mining prevista para 2025

A Montepuez Ruby Mining (MRM), a maior mina de rubis de Moçambique, anunciou na quarta-feira que exportou 1,3 milhão de quilates de rubis em 2023. A segunda maior exportadora moçambicana no setor de mineração planeja uma segunda planta em 2025.

“Os rubis recuperados na MRM são vendidos em leilão, sendo que o calendário de leilões de 2023 rende 151,3 milhões de dólares [135,9 milhões de euros], sendo todo ele repatriado integralmente para Moçambique para garantir o pagamento justo de impostos”, explicou ontem, em comunicado, a empresa, que foi distinguida pelo seu nível de exportações durante a 59.ª edição da feira FACIM, em Maputo.

Acrescentou que a MRM, que opera a mina na província de Cabo Delgado, no norte do país, “espera aumentar os níveis de produção e exportação a partir do segundo semestre de 2025, após o comissionamento bem-sucedido” da segunda unidade de processamento.

‘A nova planta triplicará a capacidade de tratamento de material mineralizado, de 200 toneladas por hora para 600 toneladas por hora. Com este investimento, a MRM espera aumentar sua contribuição para a economia moçambicana e gerar mais empregos’, disse a empresa.

MRM vai triplicar capacidade de processamento na mina de rubis

A MRM é detida em 75% pela Gemfields do Reino Unido e em 25% pela Mwiriti Limitada, uma empresa moçambicana.

Desde que a Gemfields adquiriu a sua participação de 75% na MRM – em fevereiro de 2012, quando a mineração começou e os leilões de rubis começaram dois anos depois – a mina acumulou receitas de mais de 1,055 mil milhões de dólares (982,7 milhões de euros), tendo pago ao Estado moçambicano 257,4 milhões de dólares (239,7 milhões de euros) no mesmo período, segundo informações anteriores da empresa.

No ano passado, a MRM pagou ao estado moçambicano US$ 53,2 milhões (€ 49,6 milhões) em royalties e impostos.

A MRM é uma empresa moçambicana que opera no depósito de rubi de Montepuez, localizado no nordeste de Moçambique, na província de Cabo Delgado, cobrindo aproximadamente 33.600 hectares.

“Acredita-se que seja o depósito de rubis mais significativo descoberto recentemente no mundo”, diz a empresa, que garante ter criado mais de 1.500 empregos localmente, 95% dos quais são para moçambicanos, com 65% vindos de Cabo Delgado.

Montepuez Ruby Mining e Universidade Lúrio fazem parceria para proteção do meio ambiente e da biodiversidade em Cabo Delgado

A produção de rubis em Moçambique disparou no segundo trimestre, após uma queda acentuada nos primeiros três meses, e já está acima das previsões para 2024, segundo dados de execução orçamental divulgados este mês pela Lusa.

Nos primeiros seis meses do ano, a produção de rubis em Moçambique totalizou mais de 1,64 milhão de quilates, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2023, de acordo com o relatório de execução orçamentária do Ministério da Economia e Finanças de janeiro a junho.

A produção caiu 55% até março, também na comparação anual, para 252.600 quilates, de acordo com o relatório do primeiro trimestre, divulgado anteriormente pela Lusa, devido a problemas na maior mina do país, a MRM.

‘Com relação aos rubis, é importante relatar que durante o segundo trimestre houve um crescimento exponencial na produção, com destaque para o desempenho da empresa SLR Mining, que assumiu como a maior produtora deste recurso mineral. Esta empresa foi responsável pela produção de mais de 70% do total’, diz o relatório semestral.

O governo moçambicano estabeleceu uma meta de produção de 3.080.895,32 quilates de rubis para todo o ano de 2024, pelo que o recorde dos primeiros seis meses – 1.640.710,60 quilates – já representa um cumprimento de 53% da meta anual, enquanto no primeiro trimestre foi de 8%.

A Lusa noticiou anteriormente que o valor das exportações de rubis moçambicanos caiu 80% no primeiro trimestre, gerando cerca de 4,6 milhões de euros, segundo dados do banco central.

O relatório da balança de pagamentos do primeiro trimestre afirma que as receitas das exportações de rubis caíram de US$ 25,6 milhões (€ 23,7 milhões) de janeiro a março de 2023 para US$ 5,2 milhões (€ 4,6 milhões) no mesmo período deste ano.

Hidroeléctrica de Cahora Bassa recebe prémio de maior exportadora para a SADC na FACIM 2024

Durante a abertura oficial da 59ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) foi distinguida com o prémio de “Maior Exportadora para a SADC” pelo Ministério da Indústria e Comércio. A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi.

A premiação destaca o papel crucial da HCB na economia moçambicana, reconhecendo o impacto estratégico da empresa como uma das maiores produtoras independentes de energia da região. Com receitas anuais de cerca de 500 milhões de dólares em 2023 e 300 milhões de dólares apenas no primeiro semestre de 2024, a HCB tem contribuído para o Estado por meio de impostos, taxas e dividendos, além de desempenhar um papel fundamental na estabilidade da balança de pagamentos do país.

A empresa está actualmente a desenvolver o plano estratégico 2025/2034, que visa diversificar e expandir suas capacidades produtivas para 4.000 MW, consolidando sua posição no sector de energia e contribuindo para tornar Moçambique um hub energético regional.

A FACIM, que ocorre de 26 de agosto a 1 de setembro, tem como lema “Industrialização: Inovação e Diversificação da Economia Nacional”. A HCB está representada com stands em dois pavilhões, um no Sector Empresarial do Estado e outro no Ministério dos Recursos Minerais e Energia. (BN)

MDN e ENI avaliam actividades no Rovuma

O Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, concedeu na segunda-feira, 26 de agosto de 2024, uma audiência de cortesia à Directora-Geral da ENI-Rovuma Basin Moçambique, Marica Calabrese, num encontro que serviu para a partilha do ponto de situação das actividades da ENI, bem como, passar em revista as acções de parceria entre as duas entidades.

Na ocasião, o Ministro da Defesa Nacional, agradeceu o apoio da ENI às comunidades e na garantia da segurança em Cabo Delegado e reiterou a disponibilidade de continuar a cooperar com a multinacional petrolífera.

Cristóvão Chume garantiu, em outro desenvolvimento, que as Forças de Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e as forças aliadas continuam firmes, com vista a mitigar focos de actividades terroristas esporádicas, em Cabo Delegado, com enfoque no Distrito de Macomia, considerado o epicentro.

Por seu turno, a Directora Geral da ENI-Rovuma Basin reiterou disponibilidade em debater com o Ministério da Defesa Nacional (MDN), sobre questões ligadas à Coral Norte, onde se espera a exploração do gás natural, na Área 4. Salientou, igualmente, que a ENI continuará a prestar apoio às comunidades, em Cabo Delegado e não só.

A parceria entre a ENI-Rovuma Basin é considerada estratégica, e, como fruto desta, o país já exporta gás natural liquefeito e condensado a partir da plataforma flutuante Coral Sul, na Área 1 da Bacia do Rovuma. (Nota Informativa)

Produção de tabaco reduzida a 3,1 milhões de dólares no primeiro semestre

Produção de tabaco reduzida a 3,1 milhões de dólares no primeiro semestre
34967961 - valle de vinales, cuba - january 19, 2013: man working on cuba famous and bigest tobacco plantation in vinales valley , cuba.traditional techniques are still in use for agricultural production, particularly of tobacco.

A produção da indústria de tabaco em Moçambique registou uma queda  no primeiro semestre de 2024, totalizando 200 milhões de meticais (3,1 milhões de dólares). Este valor representa uma redução de 71,7% em comparação com o mesmo período de 2023, quando o sector alcançou 709 milhões de meticais (10,9 milhões de dólares).

Os dados foram divulgados pela agência Lusa e revelam que o desempenho da indústria representa apenas 2,7% da meta anual prevista pelo Governo, que projecta uma produção de 7,5 mil milhões de meticais (116,3 milhões de dólares) para 2024.

O Ministério da Economia e Finanças já havia alertado em Junho para uma queda de 50% na produção da indústria de tabaco nos primeiros três meses de 2024, totalizando apenas 7 milhões de meticais. Esse declínio contrasta com o desempenho de 2023, quando a produção aumentou 23% em relação ao ano anterior, atingindo 4,4 milhões de meticais.

Durante o ano agrícola de 2022-2023, Moçambique cultivou 76.850 hectares de tabaco, resultando na produção de 65.856 toneladas, uma redução de 15% em comparação com o ano agrícola anterior. Para a presente época 2023-2024, o Governo prevê expandir a área de cultivo para 129,3 mil hectares, com uma produção estimada em 81,2 mil toneladas.

Moçambique é actualmente o oitavo maior país em área de cultivo de tabaco no mundo, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, e ocupa a posição de terceiro maior produtor de tabaco em África. Apesar da redução significativa na produção, o país mantém-se como um dos principais actores no mercado global de tabaco, com desafios e oportunidades no horizonte para os próximos anos.