Monday, May 18, 2026
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FACIM 2024: Nyusi destaca investimentos de 10 mil milhões de dólares desde 2019

FACIM 2024: Nyusi destaca investimentos de 10 mil milhões de dólares desde 2019

Na abertura da 59ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2024), o Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou que Moçambique registou um fluxo de investimentos significativo nos últimos cinco anos, totalizando mais de 10 mil milhões de dólares.

Durante o seu discurso, Nyusi especificou que esses investimentos foram distribuídos por sectores cruciais da economia nacional, com 40% destinados à área da energia, 18% ao turismo, 15% à indústria, 14% aos serviços, 5% à construção, e o remanescente a outras atividades económicas. Ele sublinhou que tais investimentos tiveram um papel crucial no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que atingiu 3,2% no primeiro trimestre de 2024, em conjunto com as políticas governamentais e do banco central.

O Presidente também ressaltou a diversificação da balança comercial nacional, destacando que as exportações moçambicanas incluem principalmente produtos de extracção primária e energéticos, como energia eléctrica, carvão mineral, gás natural, alumínio e produtos agrícolas. Ele mencionou que Moçambique tem expandido seus mercados de exportação para países como Índia, África do Sul, China, Reino Unido, e outros.

“Estas situações estão aliadas à baixa inflação com tendências sólidas de crescimento económico, ao fluxo de investimentos, exportações e estabilidade cambial”, afirmou Nyusi.

Nyusi apelou para o aumento da qualidade e quantidade dos produtos exportados para tornar Moçambique mais competitivo, especialmente com os grandes projectos em andamento na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado.

A FACIM 2024 está a decorrer no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, em Marracuene, Maputo, com o tema “Industrialização: Inovação e Diversificação da Economia Nacional”. O evento, que decorre de 26 de Agosto a 1 de Setembro, atraiu 2300 expositores nacionais e 650 estrangeiros de 25 países, destacando as potencialidades de Moçambique em produção, exportação e oportunidades de investimento.

A feira continua a ser uma plataforma fundamental para o intercâmbio e cooperação, com actividades que incluem exposições, seminários, e bolsas de contacto, consolidando a imagem de Moçambique como um destino de investimentos promissor.

FACIM 2024: Nyusi highlights investments of 10 billion dollars since 2019

FACIM 2024: Nyusi destaca investimentos de 10 mil milhões de dólares desde 2019

At the opening of the 59th edition of the Maputo International Fair (FACIM 2024), the President of the Republic, Filipe Nyusi, pointed out that Mozambique has seen a significant influx of investment over the last five years, totaling more than 10 billion dollars.

During his speech, Nyusi specified that these investments were distributed across crucial sectors of the national economy, with 40% going to energy, 18% to tourism, 15% to industry, 14% to services, 5% to construction, and the remainder to other economic activities. He stressed that such investments played a crucial role in the growth of the Gross Domestic Product (GDP), which reached 3.2% in the first quarter of 2024, in conjunction with government and central bank policies.

The President also highlighted the diversification of the national trade balance, pointing out that Mozambican exports mainly include primary extraction and energy products, such as electricity, coal, natural gas, aluminum and agricultural products. He mentioned that Mozambique has been expanding its export markets to countries such as India, South Africa, China, the United Kingdom, and others.

“These situations are coupled with low inflation with solid economic growth trends, the flow of investments, exports and exchange rate stability,” said Nyusi.

Nyusi called for an increase in the quality and quantity of exported products to make Mozambique more competitive, especially with the major projects underway in the Rovuma basin in Cabo Delgado province.

FACIM 2024 is taking place at the Ricatla International Trade Fair and Exhibition Centre in Marracuene, Maputo, with the theme “Industrialization: Innovation and Diversification of the National Economy”. The event, which runs from August 26 to September 1, has attracted 2,300 national and 650 foreign exhibitors from 25 countries, highlighting Mozambique’s potential in production, exports and investment opportunities.

The fair continues to be a key platform for exchange and cooperation, with activities including exhibitions, seminars and contact exchanges, consolidating Mozambique’s image as a promising investment destination.

Produção energética cresce 15,3% no primeiro semestre

Produção energética cresce 15,3% no primeiro semestre

A produção de energia em Moçambique registou um aumento significativo de 15,3% nos primeiros seis meses de 2024, totalizando 10 097 812 MWh, conforme revelam os dados oficiais da execução orçamental de Janeiro a Junho. Este crescimento foi fortemente impulsionado pela produção hídrica, que representou 85,4% da energia gerada no País durante o período analisado.

O destaque vai para a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na província de Tete, que se consolidou como a principal responsável por este desempenho. A barragem contribuiu com 8 396 380 MWh, o que equivale a 83,2% do total de energia hídrica gerada no país e representa 57,9% da meta anual estabelecida para 2024.

Contudo, a administração da HCB alerta para os desafios futuros, uma vez que o nível de armazenamento na albufeira da barragem tem apresentado sinais preocupantes. A 30 de Junho, a quota de armazenamento útil registava 316,98 metros, correspondente a 59,17% da capacidade total. Este nível reduzido é atribuído às fracas afluências decorrentes do fenómeno climático ‘El Niño’, caracterizado por precipitações abaixo da média.

Enquanto a produção hídrica apresentava este aumento, a geração de energia térmica sofreu uma queda de 8,9%, resultando em 1 431 364 MWh, o que corresponde a 14,2% da produção total de energia no país. A produção de energia solar também diminuiu, registando um decréscimo de 13,7%, com um volume de apenas 45 017 MWh, representando uma quota modesta de 0,4% do total produzido.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa mantém-se como um pilar crucial na matriz energética de Moçambique, mas os efeitos climáticos e as condições hídricas adversas poderão impactar significativamente a sua capacidade de produção nos próximos meses. A barragem, que se destaca como a quarta maior albufeira de África, cobre uma área de 2700 quilómetros quadrados, com uma profundidade média de 26 metros, e estende-se por 270 quilómetros em comprimento, com uma largura máxima de 30 quilómetros.

Energy production grows 15.3% in the first half

Produção energética cresce 15,3% no primeiro semestre

Mozambique’s energy production saw a significant increase of 15.3% in the first six months of 2024, totaling 10,097,812 MWh, according to official data on budget execution from January to June. This growth was strongly driven by hydroelectric production, which accounted for 85.4% of the energy generated in the country during the period under review.

The highlight goes to the Cahora Bassa Hydroelectric Plant (HCB), located in the province of Tete, which consolidated its position as the main contributor to this performance. The dam contributed 8,396,380 MWh, which is equivalent to 83.2% of the total hydroelectric power generated in the country and represents 57.9% of the annual target set for 2024.

However, HCB’s management warns of the challenges ahead, as the storage level in the dam’s reservoir has shown worrying signs. On June 30, the useful storage quota stood at 316.98 meters, corresponding to 59.17% of total capacity. This low level is attributed to the weak inflows resulting from the ‘El Niño’ weather phenomenon, characterized by below-average rainfall.

While hydroelectric production showed this increase, thermal power generation fell by 8.9%, resulting in 1,431,364 MWh, which corresponds to 14.2% of the country’s total energy production. Solar energy production also fell, registering a decrease of 13.7%, with a volume of just 45,017 MWh, representing a modest 0.4% share of the total produced.

The Cahora Bassa Hydroelectric Dam remains a crucial pillar in Mozambique’s energy matrix, but the effects of the weather and adverse water conditions could significantly impact its production capacity in the coming months. The dam, which stands out as the fourth largest reservoir in Africa, covers an area of 2,700 square kilometers, with an average depth of 26 meters, and stretches 270 kilometers in length, with a maximum width of 30 kilometers.

Eni S p A: Coral Sul FLNG atinge 5 milhões de toneladas de produção de LNG no offshore de Moçambique

A Eni, na qualidade de Operador Delegado da Área 4, em nome dos seus parceiros da Área 4, nomeadamente a ExxonMobil, CNPC, GALP, KOGAS e ENH, celebra hoje a obtenção de 5 milhões de toneladas de LNG produzidas a partir do Coral Sul FLNG, localizado nas águas ultra-profundas da Bacia do Rovuma, ao largo de Moçambique. Este é um marco significativo para o projeto, e representa não só um grande feito técnico e operacional, mas também um testemunho da dedicação, empenho e colaboração de toda a equipa e partes interessadas.

O Coral Sul FLNG iniciou a produção em outubro de 2022 e exportou até agora 70 cargas de GNL e 10 de Condensado, contribuindo significativamente para o crescimento económico do país. O Coral Sul é um projecto de referência para a indústria e colocou Moçambique entre os países produtores globais de GNL, lançando as bases para uma mudança transformacional de Moçambique através do desenvolvimento de recursos de gás, ao mesmo tempo que apoia uma transição energética justa e sustentável.

Marica Calabrese, Directora Geral da Eni na Bacia do Rovuma, fez as seguintes observações: “Estamos verdadeiramente orgulhosos por anunciar hoje este marco muito importante. Este feito reforça o nosso compromisso de proporcionar um valor excecional ao país de Moçambique. Continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros e com o Governo de Moçambique para garantir uma valorização atempada dos vastos recursos de gás de Moçambique com desenvolvimentos adicionais de projectos de gás. Enquanto celebramos, reconhecemos a importância de nos mantermos focados na segurança, ambiente e excelência operacional.”

Sobre a Coral Sul FLNG

A Coral-Sul FLNG tem uma capacidade de liquefação de gás de 3,4 milhões de toneladas por ano (MTPA) e irá colocar em produção 450 mil milhões de metros cúbicos de gás do reservatório gigante de Coral, localizado ao largo da Bacia do Rovuma. A Coral-Sul FLNG é a primeira instalação flutuante de GNL alguma vez instalada nas águas profundas do continente africano. O Coral-Sul FLNG foi concebido como um projecto pioneiro na vanguarda da tecnologia num ambiente offshore, com forte enfoque na eficiência energética, ao mais alto nível do sector de GNL.

Sobre a Eni

A Eni está presente em Moçambique desde 2006. Entre 2011 e 2014, a empresa descobriu recursos de gás natural supergigantes na bacia do Rovuma, nos reservatórios Coral, Complexo Mamba e Agulha, contendo cerca de 2.400 biliões de metros cúbicos de gás no local. A Eni é o Operador Delegado do projecto Coral Sul.

Sobre a Área 4

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (MRV), uma joint venture detida pela Eni, ExxonMobil e CNPC, que detém uma participação de 70 por cento no contrato de concessão de pesquisa e produção da Área 4. Para além da MRV, os outros accionistas são a Galp, a KOGAS e a ENH, cada uma com uma participação de 10 por cento na Área 4.

Fundo de Resiliência contra calamidades financia USD 2.5 milhões a 900 empresas

Um total de 909 empresas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth e pela pandemia da Covid19 beneficiaram de assistência técnica e financiamento para a recuperação dos seus negócios, na ordem dos USD 2,532,806 (MZN 160.200.000), concedidos pelo Fundo de Resiliência para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), uma iniciativa co-financiada pela USAID e a Gapi e implementada por esta última.

Deste número, os sectores da Agricultura e Agronegócio, mereceram particular atenção, tendo abarcado 79% do volume do financiamento com a concessão de USD 1.975.731 (MZN 124.965.000), atendendo 717 empresas, seguido dos Serviços, com 20% do total financiado, tendo sido concedidos USD 481.502 (MZN 30.455.000), cobrindo 185 empresas e, também a Manufatura e Indústria, que beneficiou USD 43.952 (MZN 2.780.000), abrangendo seis empresas, o que equivale a 1% do valor global financiado.

“Esta iniciativa, que faz parte do foco mais amplo da USAID e da Gapi, para melhorar o acesso ao financiamento e às capacidades de resiliência das MPME, aliviando as restrições de crédito e apoiando a recuperação económica em regiões fortemente afectadas por catástrofes naturais e pela pandemia, pretende dar foco particular a grupos vulneráveis como a mulher e o jovem” – explicou Nância Macaringue, coordenadora do projecto.

De facto, 25% dos negócios apoiados, dentre capacitações e financiamentos, pertencem a mulheres. USD 533,945 (MZN 33.772.000), foram destinados a apoiar a recuperação e melhoria da resiliência de 231 negócios propriedade ou geridos por mulheres em todo o País, com particular incidência às províncias mais afectadas por ciclones. Ainda com o intuito de priorizar a juventude, 127 empresas geridas ou detidas por jovens até aos 29 anos, receberam financiamentos na ordem dos USD 221.028 (MZN 13.980.000).

“É importante referir que para estes segmentos em particular (mulheres e jovens), desenhamos produtos financeiros cujas características respondem aos principais desafios que enfrentam. É assim que os mesmos têm taxas de juro bastante acessíveis, que variam entre 0.75% a 1% ao mês e, para o acesso, as garantias são flexíveis, podendo incluir os bens adquiridos pelo financiamento”, reforçou Macaringue.

As regiões Norte e Centro foram as maiores beneficiárias da intervenção desta iniciativa, tendo sido aplicados USD 1.317.708 (MZN 83.345.000), atendendo 417 empresas, correspondentes a 46% e USD 843.731 (MZN 53.366.000), para 382 negócios, que perfazem 42% do total desembolsado, respectivamente.

Por seu turno, a região Sul recebeu 12% do valor global já disponibilizado, com o financiamento de USD 371.368 (MZN 23.489.000), abrangendo 110 empresas.

Standard Bank comemora 130 anos de implantação em Moçambique

O Standard Bank lançou, na última quarta-feira, o programa de actividades comemorativas dos 130 anos do Banco, que deverão ocorrer ao longo dos próximos 12 meses, em vários pontos do País. Estas actividades serão de cariz económico, sociocultural e desportivo e visam celebrar a contribuição do Standard Bank para a história de Moçambique.

Num encontro com jornalistas, a presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco, Esselina Macome, expressou o orgulho da instituição pela abrangente cobertura nacional, que reflecte o alinhamento com os desafios e oportunidades de Moçambique.

De acordo com a PCA, “desde 1894, quando foi aberta a nossa primeira agência na baixa, sete anos depois da elevação a cidade – Lourenço Marques, hoje cidade de Maputo -, temos testemunhado a evolução do nosso País e, lado a lado, o crescimento e a consolidação do nosso Banco”.

Foi com base nessa visão que o Banco se expandiu à cidade da Beira, em 1896, para abrir uma agência e ajudar a dar vida ao corredor ferro-portuário da Beira e, posteriormente, estender as operações para locais como Mangungumete, Ribáuè, Alto-Molócuè, Balama, acrescentou.

A presença do Banco em várias regiões simboliza a confiança no potencial de Moçambique e a sua estratégia de proximidade com as comunidades, para impulsionar o crescimento local. O Standard Bank acredita que estar perto das comunidades é fundamental para apoiar e estimular o desenvolvimento regional.

Além do compromisso para com o País, conforme enfatizou a PCA, o Banco valoriza, profundamente, os seus colaboradores, considerados como o activo mais valioso: “Investimos na formação contínua dos colaboradores, para mantermos a excelência no atendimento aos clientes, honrando a tradição iniciada com o Standard Totta e continuada sob o nome Standard Bank”, enfatizou.

Ainda na ocasião, o administrador-delegado do banco, Bernardo Aparício, referiu-se ao contributo da instituição como catalisadora do desenvolvimento económico do País ao longo dos 130 anos, actuando como um verdadeiro parceiro dos moçambicanos.

Como prova disso, Bernardo Aparício destacou o financiamento e apoio ao Porto de Maputo: “Desde a dragagem do canal até à reabilitação de novos cais, o Standard Bank tem apoiado todos os investimentos que permitiram o aumento do tráfego, e mais importante e no processo de tornar este projecto num dos maiores portos da região da África Austral”.

Referiu-se ainda à parceria com a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e os operadores do sector ferroviário para o desenvolvimento de dois corredores fundamentais para o País, nomeadamente a linha férrea de Tete – Nacala e a linha férrea de Beira – Machipanda.

Prosseguindo, Bernardo Aparício enalteceu o papel crucial desempenhado pela Incubadora de Negócios do Banco, que tem sido uma alavanca para o empreendedorismo e a inovação em Moçambique.

Rendimentos das exportações de algodão diminui em 56% em três meses, totalizando 3,7 milhões de dólares

exportações de algodão

As exportações de algodão de Moçambique registaram uma queda significativa de 56% no primeiro trimestre de 2024, totalizando apenas 3,7 milhões de dólares. Este valor representa uma redução de 4,7 milhões de dólares em comparação com os 8,4 milhões de dólares obtidos no mesmo período do ano passado, conforme indicam os dados divulgados pelo Banco de Moçambique e compilados pela Lusa.

O relatório do Banco de Moçambique, citado pelo : O PAÍS, destaca que a queda nos rendimentos foi impulsionada pela diminuição de 1,4% no preço da fibra de algodão no mercado internacional. Apesar do aumento de 36,2% no volume exportado, a redução nos preços afectou negativamente os ganhos totais.

Francisco Ferreira dos Santos, presidente da Associação Algodoeira de Moçambique (AAM), ressaltou a importância do algodão para a economia do país, descrevendo-o como uma cultura essencial com uma cadeia de valor significativa. “O algodão é quase que sagrado, desempenhando um papel catalisador tanto na economia quanto na demografia”, afirmou Santos, mencionando que, historicamente, o algodão tem gerado entre 30 e 50 milhões de dólares em exportações anuais nos últimos dez anos.

Cotton export earnings fall by 56% in three months to 3.7 million dollars

exportações de algodão

Mozambique’s cotton exports fell by a significant 56% in the first quarter of 2024, totaling just 3.7 million dollars. This figure represents a reduction of 4.7 million dollars compared to the 8.4 million dollars obtained in the same period last year, according to data released by the Bank of Mozambique and compiled by Lusa.

The Bank of Mozambique report, quoted by O PAÍS, points out that the drop in income was driven by the 1.4% decrease in the price of cotton fiber on the international market. Despite the 36.2% increase in the volume exported, the reduction in prices negatively affected total earnings.

Francisco Ferreira dos Santos, president of the Cotton Association of Mozambique (AAM), stressed the importance of cotton to the country’s economy, describing it as an essential crop with a significant value chain. “Cotton is almost sacred, playing a catalytic role in both the economy and demographics,” said Santos, mentioning that historically cotton has generated between 30 and 50 million dollars in annual exports over the last ten years.

Pesca impulsiona crescimento do PIB com aumento de 11,36%

Pesca impulsiona crescimento do PIB com aumento de 11,36%

O sector das pescas foi o principal responsável pelo crescimento económico de 3,2% registado no primeiro trimestre deste ano. Segundo o relatório do balanço da implementação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, aprovado recentemente pelo Conselho de Ministros, a aquacultura industrial teve um desempenho notável, com um aumento superior a 100%, impulsionado pela exportação de produtos como caranguejo e lagosta viva.

De acordo com o documento divulgado no site do Ministério da Economia e Finanças, o crescimento económico de 3,2% está alinhado com a previsão do Executivo de alcançar uma das maiores taxas de crescimento dos últimos cinco anos, estimada em 5,5% para o ano em curso.

O relatório revela que o sector primário foi o principal motor do crescimento, com uma variação de 4,80%, destacando-se o sector das pescas com um crescimento de 11,36%. Seguira-se o ramo da Indústria de Extracção Mineira, com uma variação de 10,41%, e o sector de Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura e Exploração Florestal, com uma variação de 2,88%.

O impressionante crescimento do sector pesqueiro foi impulsionado pela expansão da aquacultura industrial, que envolve a captura e engorda de caranguejo e lagosta viva em águas marítimas para posterior exportação, além da produção de algas marinhas na província de Nampula.

Enquanto o sector de pesca se destaca como o principal contribuidor para o crescimento do PIB, a indústria extractiva segue como um importante pilar económico, ocupando o segundo lugar no desempenho económico do primeiro trimestre.