Tuesday, May 19, 2026
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Fishing boosts GDP growth with 11.36% increase

Pesca impulsiona crescimento do PIB com aumento de 11,36%

The fishing sector was mainly responsible for the 3.2% economic growth recorded in the first quarter of this year. According to the report on the implementation of the Economic and Social Plan and State Budget, recently approved by the Council of Ministers, industrial aquaculture performed remarkably well, with an increase of over 100%, driven by the export of products such as crab and live lobster.

According to the document published on the website of the Ministry of Economy and Finance, the economic growth of 3.2% is in line with the Executive’s forecast of achieving one of the highest growth rates of the last five years, estimated at 5.5% for the current year.

The report reveals that the primary sector was the main driver of growth, with a variation of 4.80%, with the fishing sector standing out with growth of 11.36%. This was followed by the Mining industry, with a variation of 10.41%, and the Agriculture, Livestock, Hunting, Forestry and Logging sector, with a variation of 2.88%.

The impressive growth of the fishing sector was driven by the expansion of industrial aquaculture, which involves catching and fattening live crab and lobster in sea waters for later export, as well as the production of seaweed in Nampula province.

While the fishing sector stands out as the main contributor to GDP growth, the extractive industry continues to be an important economic pillar, occupying second place in the first quarter’s economic performance.

Crescimento de 19% na produção de ouro em Moçambique

Crescimento de 19% na produção de ouro em Moçambique

A produção de ouro em Moçambique aumentou 19% nos primeiros seis meses de 2024, alcançando mais de 917 quilogramas, em comparação com os 769 quilogramas produzidos no mesmo período do ano passado, conforme divulgado pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

De acordo com o relatório do MEF, que detalha a produção e extracção mineira do primeiro semestre, o aumento representa 58% do objectivo anual de 1,583 toneladas de ouro para 2024. Actualmente, cada quilograma de ouro está avaliado em aproximadamente 73 mil euros no mercado internacional, o que significa que a produção do primeiro semestre equivale a cerca de 66,9 milhões de euros.

No ano anterior, Moçambique já havia estabelecido um recorde na produção de ouro, atingindo mais de 1,6 toneladas, superando as metas projectadas para 2023 e 2024. O relatório de execução orçamental do MEF revelou que o país produziu 1.666,4 quilos de ouro em 2023, um aumento de 32% em relação aos 1.263,8 quilos produzidos em 2022, que também foi um recorde.

Este desempenho representou uma realização de 124% em relação ao inicialmente planeado pelo Governo moçambicano, superando também as projecções para 2024, que preveem a produção de 1,583 quilos de ouro.

Segundo o relatório, o crescimento esperado para 2024, de 3% em relação às projecções de 2023, deve-se ao maior controle da mineração artesanal, além do desempenho positivo das empresas produtoras de ouro no país.

“O plano de produção de ouro indica um crescimento de 3% em comparação com as projecções para 2023,” destaca o documento, que também menciona a empresa Explorator, Lda., e sua parceria com a Mutapa Mining Processing, Lda., como factores-chave para o aumento na produção, além da retomada das actividades pela KD Prospero.

Essa notícia oferece uma visão detalhada do desempenho da indústria de ouro em Moçambique, destacando o crescimento e os factores que contribuíram para o aumento da produção no primeiro semestre de 2024.

19% growth in gold production in Mozambique

Crescimento de 19% na produção de ouro em Moçambique

Gold production in Mozambique increased by 19% in the first six months of 2024, reaching more than 917 kilograms, compared to the 769 kilograms produced in the same period last year, according to the Ministry of Economy and Finance (MEF).

According to the MEF report, which details production and mining in the first half of the year, the increase represents 58% of the annual target of 1,583 tons of gold for 2024. Currently, each kilogram of gold is valued at approximately 73,000 euros on the international market, which means that production in the first half of the year is equivalent to around 66.9 million euros.

The previous year, Mozambique had already set a record in gold production, reaching more than 1.6 tons, exceeding the targets projected for 2023 and 2024. The MEF’s budget execution report revealed that the country produced 1,666.4 kilos of gold in 2023, a 32% increase on the 1,263.8 kilos produced in 2022, which was also a record.

This performance represented an achievement of 124% in relation to what was initially planned by the Mozambican government, also surpassing the projections for 2024, which forecast production of 1,583 kilos of gold.

According to the report, the expected growth for 2024, of 3% compared to the 2023 projections, is due to greater control of artisanal mining, as well as the positive performance of gold producing companies in the country.

“The gold production plan indicates growth of 3% compared to the projections for 2023,” highlights the document, which also mentions the company Explorator, Lda. and its partnership with Mutapa Mining Processing, Lda. as key factors for the increase in production, in addition to the resumption of activities by KD Prospero.

This news item provides a detailed overview of the performance of the gold industry in Mozambique, highlighting growth and the factors that contributed to the increase in production in the first half of 2024.

Saiba mais sobre estágio da produção de grafite em Moçambique

A produção de grafite

A produção de grafite em Moçambique, essencial para a fabricação de baterias eléctricas, registou uma queda de 40% no primeiro semestre de 2024, segundo o relatório de execução orçamental divulgado nesta Quinta-feira, 22 de Agosto. O recuo na produção, que atingiu apenas 34,8 mil toneladas, contrasta com as 58,7 mil toneladas contabilizadas no mesmo período do ano passado.

O relatório aponta que a redução drástica na produção deve-se à paralisação das actividades da GK Ancuabe Graphite Mine desde 2023 e à interrupção dos trabalhos na Twigg Mining and Exploration, subsidiária da mineradora australiana Syrah em Moçambique. A baixa demanda global por grafite e a volatilidade dos preços no mercado internacional contribuíram para essa situação.

A produção registada no primeiro semestre corresponde a apenas 11% da meta estipulada pelo Governo moçambicano, que espera alcançar 329 mil toneladas até o final do ano.

Em Abril deste ano, a Syrah Resources, que opera no distrito de Balama, Cabo Delgado, anunciou o início do fornecimento de grafite para a BTR New Materials, uma fabricante de baterias localizada na Indonésia, que adquiriu 10 mil toneladas do minério. Essa transacção marcou a primeira venda de grandes volumes de grafite moçambicano para uma produtora de baterias fora da China.

“Esta venda a granel segue-se a um envio experimental de contentores de finos de grafite natural de Balama para a Indonésia. Esta importação é mais um passo importante na nossa estratégia de diversificação de vendas”, informou a mineradora.

Além disso, a BTR New Materials Group está construindo uma fábrica de baterias na Indonésia, avaliada em 478 milhões de dólares, com produção prevista para iniciar ainda este ano, o que pode resultar em novas vendas de grafite moçambicano.

Principais factores para a redução da produção

A redução drástica na produção é atribuída principalmente à paralisação das actividades da GK Ancuabe Graphite Mine, que está inactiva desde 2023, e à interrupção das operações na Twigg Mining and Exploration, subsidiária da mineradora australiana Syrah Resources em Moçambique. Além disso, a baixa demanda global por grafite e a volatilidade dos preços no mercado internacional contribuíram para a queda acentuada na produção.

Impacto económico 

A produção registada no primeiro semestre de 2024 corresponde a apenas 11% da meta estipulada pelo governo moçambicano, que havia projectado alcançar 329 mil toneladas até o final do ano. Essa discrepância acentuada entre a meta e o resultado real reflete os desafios enfrentados pela indústria de mineração de grafite no país, que precisa lidar com questões operacionais e de mercado que afectam a sua capacidade de produção.

Perspectivas:

Embora a indústria de grafite em Moçambique enfrente dificuldades, também existem sinais de oportunidades emergentes. Em Abril de 2024, a Syrah Resources, operando no distrito de Balama, Cabo Delgado, anunciou a primeira venda significativa de grafite moçambicano para uma fabricante de baterias fora da China. A empresa forneceu 10 mil toneladas de grafite para a BTR New Materials, localizada na Indonésia. Essa transacção sinaliza a abertura de novos mercados para o grafite moçambicano e pode representar um passo importante para a diversificação das exportações do país.

Necessidade de investimentos em Infra-estrutura e tecnologia

Para que Moçambique possa capitalizar essas oportunidades, será necessário resolver as questões estruturais que limitam a produção e investir em infra-estrutura e tecnologia que suportem o crescimento sustentável do sector. A modernização das instalações de extracção e processamento, bem como o aprimoramento da logística de transporte, são factores críticos para aumentar a competitividade do grafite moçambicano no mercado internacional.

Estabilização do mercado global 

Além das questões internas, a estabilização do mercado global de grafite e a recuperação da demanda internacional serão cruciais para que a indústria local atinja o seu potencial. Com o aumento da demanda por baterias eléctricas, especialmente para veículos eléctricos, o grafite pode ter um papel central no futuro energético global. No entanto, a volatilidade dos preços e a concorrência com outros países produtores exigem uma estratégia de mercado bem definida.

Graphite production in Mozambique to fall by 40% in the first half of 2024

A produção de grafite

Graphite production in Mozambique, which is essential for the manufacture of electric batteries, fell by 40% in the first half of 2024, according to the budget execution report released on Thursday, August 22. The drop in production, which reached just 34,800 tons, contrasts with the 58,700 tons recorded in the same period last year.

The report points out that the drastic reduction in production is due to the stoppage of activities at GK Ancuabe Graphite Mine since 2023 and the interruption of work at Twigg Mining and Exploration, a subsidiary of Australian mining company Syrah in Mozambique. Low global demand for graphite and price volatility on the international market contributed to this situation.

The production recorded in the first half of the year corresponds to only 11% of the target set by the Mozambican government, which hopes to reach 329,000 tons by the end of the year.

In April of this year, Syrah Resources, which operates in the district of Balama, Cabo Delgado, announced that it had begun supplying graphite to BTR New Materials, a battery manufacturer located in Indonesia, which purchased 10,000 tons of the ore. This transaction marked the first bulk sale of Mozambican graphite to a battery producer outside of China.

“This bulk sale follows a trial shipment of containers of natural graphite fines from Balama to Indonesia. This import is another important step in our sales diversification strategy,” said the mining company.

In addition, BTR New Materials Group is building a battery factory in Indonesia, valued at 478 million dollars, with production expected to start later this year, which could result in new sales of Mozambican graphite.

Vulcan reafirma compromisso ambiental após denúncias de poluição em Moatize

Vulcan reafirma

O presidente da Vulcan, grupo indiano que explora carvão em Moçambique, assegurou nesta Quinta-feira, 22 de Agosto, o compromisso da empresa com a “conformidade ambiental”. A declaração foi feita após denúncias das comunidades locais sobre o aumento da poluição causada pelas operações da companhia em Moatize.

“Temos uma política de dano zero. Todas as nossas instalações foram equipadas com equipamentos e tecnologias modernas. Por vezes, algum sistema falha, e, para isso, tomamos precauções. Se houver algum erro, posso afirmar que estamos totalmente comprometidos em garantir que nenhuma pessoa da nossa comunidade sofra”, afirmou Mukesh Kumar, presidente da Vulcan, em reacção às queixas, em entrevista à agência Lusa.

As denúncias vêm de residentes de oito bairros de Moatize, na província de Tete, no centro do país, onde a Vulcan explora carvão. Os moradores alegam que as operações da empresa têm aumentado a poluição na região, afectando a qualidade de vida das comunidades.

Numa carta enviada à Vulcan, à qual a Lusa teve acesso, os residentes criticam as práticas de extracção e exploração mineira da empresa, afirmando que “não se coadunam com qualquer que seja a vivência humana defendida e protegida na Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Em resposta, Mukesh Kumar destacou que a Vulcan opera numa área de 250 quilómetros quadrados, sendo que a comunidade mais próxima das minas está localizada a, pelo menos, 350 metros. “Sempre que uma detonação é feita, garantimos que a vibração, o ruído e a nuvem não ultrapassem 75 metros da área. Se essas condições forem mantidas, então não acho que haja risco para a sociedade, que está a uma distância entre 350 e 500 metros dessas áreas”, explicou.

Kumar também revelou que uma equipe governamental visitou a área de exploração nesta semana após as queixas, e a companhia aguarda uma posição oficial. “Sempre digo que uma empresa pode ter licença do Governo para explorar uma área, mas o mais importante é obter a licença social para operar, que pode ser dada apenas pelas comunidades. Estamos disponíveis para corrigir os nossos erros, se tivermos cometido algum”, concluiu.

Nos últimos três anos, a Vulcan produziu anualmente mais de 35 milhões de toneladas de carvão em Moatize, uma operação adquirida da brasileira Vale em Abril de 2022 por mais de 17 mil milhões de meticais (270 milhões de dólares). A Vulcan, que integra o Jindal Group, também opera a mina Chirodzi, na região de Tete.

Vulcan reaffirms environmental commitment after reports of pollution in Moatize

Vulcan reafirma

The president of Vulcan, the Indian group that explores coal in Mozambique, assured on Thursday, August 22, of the company’s commitment to “environmental compliance”. The statement was made after complaints from local communities about the increase in pollution caused by the company’s operations in Moatize.

“We have a zero harm policy. All our facilities have been equipped with modern equipment and technology. Sometimes a system fails, and we take precautions for that. If there is an error, I can say that we are totally committed to ensuring that no one in our community suffers,” said Mukesh Kumar, Vulcan’s chairman, in reaction to the complaints, in an interview with the Lusa news agency.

The complaints come from residents of eight neighborhoods in Moatize, in the central province of Tete, where Vulcan explores for coal. The residents claim that the company’s operations have increased pollution in the region, affecting the quality of life in the communities.

In a letter sent to Vulcan, to which Lusa had access, the residents criticize the company’s extraction and mining practices, saying that “they are not in line with any human experience defended and protected in the Universal Declaration of Human Rights”.

In response, Mukesh Kumar pointed out that Vulcan operates in an area of 250 square kilometers, and that the community closest to the mines is located at least 350 meters away. “Whenever a detonation is made, we ensure that the vibration, noise and cloud do not exceed 75 meters from the area. If these conditions are maintained, then I don’t think there is a risk to society, which is between 350 and 500 meters away from these areas,” he explained.

Kumar also revealed that a government team visited the exploration area this week following the complaints, and the company is awaiting an official position. “I always say that a company can have a government license to explore an area, but the most important thing is to get the social license to operate, which can only be given by the communities. We are available to correct our mistakes, if we have made any,” he concluded.

In the last three years, Vulcan has produced more than 35 million tons of coal annually in Moatize, an operation acquired from Brazil’s Vale in April 2022 for more than 17 billion meticais (270 million dollars). Vulcan, which is part of the Jindal Group, also operates the Chirodzi mine in the Tete region.

ARC aprova sem restrições a venda da participação da Galp Rovuma para a ADNOC

A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) deu luz verde para a aquisição da Galp Rovuma pela ADNOC International Limited, marcando um novo marco na exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, em Moçambique. A transacção, avaliada em 41,1 mil milhões de meticais (650,4 milhões de dólares), envolve a transferência do controle exclusivo da Galp Energia Rovuma B.V. para a ADNOC, uma subsidiária do conglomerado energético dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Após uma análise “minuciosa”, a ARC concluiu que a operação não afetará negativamente a concorrência nos mercados de extração, liquefação e venda de gás natural liquefeito (GNL). O regulador constatou que a transação não resultará em sobreposições significativas nas actividades das empresas envolvidas, e que não há riscos de monopólio ou práticas anti-competitivas que justifiquem a imposição de restrições adicionais.

A aprovação da ARC foi dada sem restrições, permitindo que o negócio siga conforme proposto. Este desinvestimento faz parte da estratégia da Galp de reorientar os seus investimentos, alienando a sua participação de 10% na Área 4 da Bacia do Rovuma.

A conclusão da venda está prevista para o final deste ano, e a Galp ainda poderá receber pagamentos contingentes adicionais, dependendo de futuras decisões de investimento na região.

Após uma análise “minuciosa”, a ARC concluiu que a operação não afetará negativamente a concorrência nos mercados de extração, liquefação e venda de gás natural liquefeito (GNL). O regulador constatou que a transação não resultará em sobreposições significativas nas actividades das empresas envolvidas, e que não há riscos de monopólio ou práticas anti-competitivas que justifiquem a imposição de restrições adicionais.

A aprovação da ARC foi dada sem restrições, permitindo que o negócio siga conforme proposto. Este desinvestimento faz parte da estratégia da Galp de reorientar os seus investimentos, alienando a sua participação de 10% na Área 4 da Bacia do Rovuma.

A conclusão da venda está prevista para o final deste ano, e a Galp ainda poderá receber pagamentos contingentes adicionais, dependendo de futuras decisões de investimento na região.

Portanto, a decisão da ARC é vista como um sinal positivo para o futuro dos investimentos no setor energético no país, reforçando a confiança na estabilidade e potencial de crescimento do país. Além disso, evita preocupações sobre a criação de uma posição dominante que poderia prejudicar a concorrência ou os preços do GNL, assegurando que o projeto na Área 4 continue a ser um exportador global competitivo, com contratos de longo prazo com parceiros internacionais, como a British Petroleum (BP).

Contudo, a saída da Galp do consórcio é vista como um movimento esperado e comum em projetos de grande escala, segundo o presidente do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Nazário Bangalane.  Este, destacou que as concessionárias têm liberdade para negociar suas participações, o que é normal em operações dessa magnitude. (IMN)

BdM: “Mais de 40 distritos continuaram sem agência bancária no segundo trimestre”

Dos 154 distritos existentes no País, 42 permaneceram sem qualquer agência bancária até ao segundo trimestre de 2024, revela o mais recente relatório do Banco de Moçambique (BdM) sobre inclusão financeira.

De acordo com os dados analisados pelo Diário Económico esta quarta-feira (21), a cobertura de agências bancárias no País registou um aumento, passando de 106 distritos no final de 2022 para 112 no segundo trimestre de 2024, o que corresponde a 72,3% do território nacional.

O relatório indica, no entanto, que a desigualdade entre áreas urbanas e rurais continua a ser motivo de preocupação. “Nas áreas urbanas, o rácio de agências bancárias manteve-se significativamente superior, com 9,1 agências por cada 10 mil km², enquanto nas zonas rurais esse número cai para apenas 2,2 agências por 100 mil adultos”, sublinha o documento.

Em termos de inclusão financeira por género, o estudo aponta um ligeiro aumento no número de mulheres com contas bancárias, que subiu para 19,3% da população adulta feminina, em comparação com os 18,8% registados no ano anterior. Já entre os homens, houve uma diminuição na participação, com 40,9% das contas detidas por homens, contra 46,0% no mesmo período do ano anterior.

O documento destaca ainda uma ligeira redução no número de caixas automáticas (ATM), que agora totalizam 11 por 100 mil adultos. Em contrapartida, o número de terminais de pagamento automático (TPA/POS) aumentou, atingindo 229,3 por 100 mil adultos, sinalizando uma maior capacidade de processamento de pagamentos electrónicos no País.

Actualmente, Moçambique conta com 15 bancos comerciais e 12 microbancos, conforme os dados mais recentes do relatório de inclusão financeira de 2024, que desempenham um papel crucial na expansão do acesso aos serviços financeiros em todo o território nacional.

PR apela à moderação nas expectativas sobre megaprojectos de gás e petróleo

PR apela à moderação nas expectativas sobre megaprojectos de gás e petróleo

O Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou recentemente a necessidade de uma gestão cautelosa e sem expectativas exageradas em relação aos megaprojectos em desenvolvimento no país, particularmente no sector de gás natural em Cabo Delgado. Durante a gala comemorativa dos 20 anos do Instituto Nacional de Petróleo (INP), realizada em Maputo, o chefe de Estado reforçou a importância de evitar expectativas irrealistas quanto aos benefícios imediatos desses projectos.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), Nyusi alertou que os resultados destes projectos, incluindo os provenientes do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), exigem tempo e uma abordagem estratégica. “Não podemos permitir que as emoções e as expectativas exageradas influenciem a nossa percepção do potencial do Fundo Soberano e dos recursos que ele poderá gerir”, afirmou o Presidente.

O chefe de Estado mencionou ainda que os primeiros rendimentos obtidos com os carregamentos de gás natural liquefeito (GNL) da plataforma flutuante na bacia do Rovuma são limitados e, por isso, insuficientes para grandes investimentos imediatos. “A receita obtida até agora não é suficiente para financiar, por exemplo, a construção de uma estrada de Maputo a Xai-Xai”, observou, referindo-se à distância de aproximadamente 210 quilómetros.

Além disso, Filipe Nyusi apelou ao INP e outras instituições para que reforcem suas capacidades institucionais, assegurando que Moçambique não seja apenas um consumidor, mas um actor relevante na indústria petrolífera. O Presidente recomendou que o país se posicione como um destino atraente para investimentos no sector, mantendo regras claras e competitivas para atrair concessionárias.

Nyusi enfatizou que o fortalecimento da segurança e da estabilidade institucional será crucial para transformar as reservas de gás natural em Cabo Delgado num motor de desenvolvimento sustentável e inclusivo, beneficiando tanto as gerações actuais como futuras.

Durante a cerimónia, a AIM relatou que foram reconhecidos os funcionários do INP que se destacaram em um concurso interno da instituição, demonstrando o compromisso contínuo do país com o crescimento e a eficiência da sua indústria petrolífera.