Wednesday, May 27, 2026
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Ecobank mudou de nome para FDH Bank

Ecobank está presente em Moçambique desde 2000

O ECOBANK Moçambique passa, a partir do dia 20 de fevereiro, a chamar-se oficialmente FDH Bank Moçambique, depois de concluídas todas as autorizações pelo Banco Central.

A informação foi anunciada ontem pelo banco malawiano FDH, depois de ter concluído, em setembro, a aquisição do Ecobank Moçambique, que passa a liderar com uma quota de 98,87%.

“Esta alteração reflete o nosso crescimento e o foco renovado em prestar serviços de excelência aos nossos clientes e a todas as partes interessadas. A presente mudança afeta exclusivamente o nome do banco”, refere o grupo FDH Bank, em comunicado citado pela Lusa.

O grupo garantiu ainda que todos os contratos e acordos em vigor permanecem válidos, sendo apenas atualizado o nome da instituição na documentação oficial.

“A partir de 20 de fevereiro de 2026, os clientes começarão a ver o novo nome do banco em todos os documentos bancários oficiais, incluindo livros de cheques e outros formulários transacionais, plataformas digitais, sinalização das agências, e-mails, assinaturas de e-mail e demais comunicações”, lê-se ainda.

O FDH Bank, do Malawi, confirmou no final de setembro ter concluído a aquisição do Ecobank Moçambique, que passa a liderar, com uma quota de 98,87%, conforme informação enviada à bolsa de valores daquele país.

De acordo com a informação, o banco FDH concluiu a compra da totalidade da participação do grupo pan-africano Ecobank na instituição, enquanto a posição minoritária restante de 1,13% continuará a ser detida pelo Fundo para o Fomento de Habitação (FFH).

O processo de transição incluirá uma mudança de nome e reformulação da marca, para garantir continuidade e estabilidade para clientes, funcionários e outras partes interessadas”, referia ainda.

“Esta aquisição representa um marco significativo na estratégia de crescimento regional do FDH Bank Plc e reafirma o forte compromisso do banco em investir na África Austral. Espera-se que ofereça benefícios estratégicos, incluindo expansão de mercado, diversificação de receita, sinergias operacionais e criação de valor a longo prazo”, lê-se ainda na informação anteriormente enviada à bolsa.

A intenção de vender a participação foi oficialmente anunciada em 5 de agosto pelo Ecobank, considerado principal grupo privado de serviços financeiros no continente, presente em 35 países da África Subsaariana.

“Esta transação representa uma alteração estratégica na estrutura acionista e na gestão operacional, não se prevendo qualquer perturbação nas operações bancárias, ativos ou colaboradores”, referia então a instituição financeira pan-africana.

O Ecobank operava até agora com agências nas principais cidades, desde 2000, tendo sido inicialmente constituído como Novo Banco, adotando a designação atual em 2014, na sequência da aquisição então feita pelo grupo pan-africano.

Mãe dá à luz durante viagem da Yango com apoio do motorista

Motorista da Yango ajuda mulher a dar à luz em segurança a caminho do hospital na província Maputo

Um motorista de táxi por aplicativo, Yango, ajudou, em segurança, uma cidadã que se encontrava em trabalho de parto, dando à luz um bebé saudável, durante uma viagem à caminho do hospital, na província de Maputo.

O episódio ocorreu quando Odete Pembele começou a sentir fortes contracções em casa. Sozinha e impossibilitada de aguardar pelo marido, que se encontrava de serviço, decidiu solicitar uma viagem através da aplicativo Yango para se deslocar com urgência ao hospital.

O motorista da Yango,  Gil Chissaque respondeu prontamente ao pedido e, ao perceber-se a gravidade da situação, manteve a calma e ofereceu apoio emocional à passageira, garantindo uma condução segura num momento de grande tensão.

Assim, à medida que a viagem avançava, as contracções intensificaram-se e, de forma inesperada, a cidadã começou a entrar em trabalho de parto com o auxílio do motorista. Assim, o que era para ser uma simples viagem por táxi de aplicativo Yango transformou-se num momento de vida marcante.

De acordo com a equipa médica do Centro de Saúde de Nkobe, para onde a mãe e​ o bebé foram levados em segurança, o apoio prestado pelo motorista durante todo o trajecto, contribuiu para que o nascimento da bebé ocorresse em segurança até à chegada da parturiente e o eu bebé à unidade sanitária.

“Quando alguém pede uma viagem numa situação como está, é porque confia nos nossos serviços. A jovem mãe confiou na Yango e em mim. Foi uma experiência inesperada, mas felizmente tudo correu bem. Estou grato por ter ajudado num momento tão delicado”,  Relatou o motorista  Gil Chissaque.

Por sua vez, Odete Pembele destaca a importância do apoio recebido: “Usei o aplicativo para ir ao hospital porque estava sozinha. Quando estávamos quase a chegar, as contracções já eram muito fortes e acabei por dar à luz dentro do carro. Graças a Deus tudo correu bem.”,

A Yango Moçambique destaca esta história como um exemplo do seu compromisso com a segurança da comunidade. O episódio evidencia a importância de estarmos preparados para o inesperado e demonstra como os serviços digitais podem fazer a diferença em momentos de urgência e necessidade.

Coral Norte garante retorno de 3,2 vezes o investimento, superando Mozambique LNG

Os projectos Coral North FLNG (Área 4, offshore), liderado pela Eni, e Mozambique LNG (Área 1, onshore), operado pela TotalEnergies, apresentam perfis distintos em termos de capacidade produtiva, risco de segurança e retorno económico para o Estado moçambicano, de acordo com dados disponíveis sobre investimento, receitas esperadas e impacto local.

O projecto Coral North, de natureza offshore, terá uma capacidade de produção anual entre 3,55 e 3,6 milhões de toneladas de GNL, com o início das operações previsto para 2028. O investimento estimado situa-se entre 7 e 7,2 mil milhões de dólares, com receitas fiscais e económicas projectadas em cerca de 23 mil milhões de dólares ao longo de 25 anos de exploração.

Segundo as projecções, o rácio entre receitas governamentais e investimento atinge cerca de 3,19 vezes, posicionando o Coral North como um dos projectos de maior eficiência financeira no portefólio do gás natural em Moçambique. Em termos de conteúdo local, o projecto deverá gerar mais de 3 mil milhões de dólares em contratos para empresas moçambicanas, o que corresponde a um rácio de 0,42 vezes face ao investimento total.

Do ponto de vista da segurança, a localização offshore do Coral North reduz significativamente a exposição a riscos de insurgência armada em Cabo Delgado, sendo considerada uma opção estratégica enquanto a situação de segurança na região se consolida. O projecto deverá gerar emprego especializado no sector offshore, embora em menor escala quando comparado com empreendimentos em terra firme.

Já o Mozambique LNG, localizado em Afungi, Cabo Delgado, apresenta uma escala substancialmente maior, com capacidade instalada de 13 milhões de toneladas anuais, distribuídas por duas linhas de liquefação, com possibilidade de expansão futura. O início da produção está agora projectado para 2029, após sucessivos atrasos provocados por constrangimentos de segurança que culminaram na declaração de força maior em 2021.

O investimento inicial do projecto rondava os 20 mil milhões de dólares, tendo sido revisto em alta em cerca de 4 mil milhões de dólares, elevando o custo total para aproximadamente 24 mil milhões de dólares. As receitas acumuladas para o Estado moçambicano poderão atingir 35 mil milhões de dólares ao longo da vida útil do projecto, o que se traduz num rácio de retorno de cerca de 1,46 vezes face ao capital investido.

Em termos de impacto local, o Mozambique LNG destaca-se pela criação de até 7.000 postos de trabalho durante a fase de construção, pela atribuição de mais de 4 mil milhões de dólares em contratos a empresas nacionais e pela constituição de uma fundação de desenvolvimento socioeconómico avaliada em 200 milhões de dólares. Ainda assim, o rácio de conteúdo local situa-se em cerca de 0,17 vezes em relação ao investimento total.

A análise comparativa indica que, embora o Mozambique LNG apresente o maior impacto económico agregado, com receitas estimadas superiores em 12 mil milhões de dólares face ao Coral North, o projecto offshore liderado pela Eni evidencia maior eficiência financeira, com um retorno sobre o investimento mais do dobro do registado pelo projecto onshore.

Por: Herinques Maculuve e Simão Djedje

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Fontes Consultadas: Lusahttps://www.aman-alliance.org/Home/ContentDetail/88352?utm_

ENIhttps://www.eni.com/en-IT/media/press-release/2025/10/pr-eni-announces-final-investment-decision-mozambique-coral-north-project.html?utm

INVESTINGhttps://www.investing.com/news/company-news/totalenergies-resumes-mozambique-lng-project-after-4year-force-majeure-93CH-4473893?utm

REUTERShttps://www.reuters.com/sustainability/climate-energy/totalenergies-partners-lift-force-majeure-20-billion-mozambique-lng-project-2025-10-25/?utm

Fundo Soberano regista primeiro lucro de USD 210 Mil

O Fundo Soberano de Moçambique registou um lucro superior a 210 mil dólares norte-americanos no exercício económico de 2025, resultado da aplicação do seu capital próprio em instituições financeiras no exterior, de acordo com as demonstrações financeiras da entidade.

O resultado positivo surge após o Fundo ter recebido do Governo, a 10 de Dezembro de 2025, cerca de 110 milhões de dólares, montante que foi posteriormente aplicado pelo Banco de Moçambique, na qualidade de gestor operacional, em depósitos a prazo de muito curto prazo em três bancos internacionais.

Segundo as contas referentes a 2025, os recursos foram depositados no Bread Bank Popular de Toronto, Dominion Bank e Sumitomo Mitsui Trust Bank, permitindo ao Fundo alcançar o seu primeiro resultado líquido positivo desde a sua criação.

As demonstrações financeiras indicam que o lucro, apurado a 31 de Dezembro de 2025, resultou exclusivamente de juros de aplicações overnight, iniciadas a 12 de Dezembro de 2025, junto das referidas contrapartes financeiras estrangeiras.

No total, o Fundo Soberano registou um lucro de 210,6 mil dólares, valor que, somado ao capital inicial, perfaz cerca de 110,2 milhões de dólares em capitais próprios, montante destinado à constituição de poupanças para as futuras gerações.

Ainda de acordo com a informação financeira, as taxas de juro aplicadas nos depósitos a prazo em moeda estrangeira variaram entre 3,60% e 3,90%, com um prazo de um mês, conforme consta das demonstrações financeiras do Fundo. O relatório financeiro foi aprovado pelo governador do Banco de Moçambique, enquanto entidade máxima responsável pela gestão operacional do Fundo Soberano, em conformidade com o quadro legal em vigor.

BPI sinaliza venda de 35,7% do BCI após prejuízo de €20 milhões

Banco BPI manifestou a intenção de vender a sua participação no Banco Comercial e de Investimentos (BCI) na sequência de prejuízos acumulados em 2025, atribuídos ao agravamento da dívida pública moçambicana. A revelação foi feita esta segunda-feira (2), pelo presidente do banco, João Pedro Oliveira e Costa, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais, realizada em Lisboa.

De acordo com a Lusa, na ocasião, o gestor reiterou que as participações em Angola e Moçambique “não são estratégicas”, sinalizando abertura para alienar os activos detidos nestes mercados. “Quando digo publicamente que se trata de participações não estratégicas, significa que estou disponível para vender”, afirmou, sem avançar com prazos concretos.

Em 2025, o BPI registou lucros consolidados de 512 milhões de euros, o que representa uma quebra de 13% face ao exercício anterior. A administração atribui esta descida, sobretudo, à evolução das suas posições no Banco de Fomento Angola (BFA) e no BCI.

Enquanto o BFA contribuiu com 43 milhões de euros para os resultados líquidos do grupo, mais 4 milhões do que em 2024, o BCI apresentou uma contribuição negativa de 20 milhões de euros, em contraste com os 38 milhões de euros positivos registados no ano anterior. O impacto da dívida soberana moçambicana no desempenho da instituição é apontado como principal causa desta deterioração.

Apesar da intenção de venda, Oliveira e Costa garantiu que qualquer decisão em relação ao BCI será comunicada previamente à Caixa Geral de Depósitos (CGD), principal accionista do banco moçambicano. “Não tomaremos nenhuma decisão sem informar previamente a CGD”, declarou o executivo, que aproveitou para criticar a forma como as autoridades moçambicanas têm tratado o banco.

Em Setembro último, o BPI concretizou a venda de 14,75% do capital do BFA, angariando cerca de 103 milhões de euros, mantendo actualmente uma posição de 33,4%. Quanto ao BCI, o banco português detém 35,67%, sendo o restante capital maioritariamente controlado pela CGD.

No final da conferência, João Pedro Oliveira e Costa manifestou-se “completamente chocado” com a morte de Pedro Ferraz dos Reis, administrador financeiro do BCI, com quem mantinha uma relação profissional há mais de duas décadas.

“Era uma pessoa de qualidades pessoais e intelectuais extraordinárias”, referiu, expressando ainda agradecimentos ao Governo e ao Presidente da República pelo apoio prestado à família e à instituição.

Segundo as autoridades, Pedro Ferraz dos Reis suicidou-se a 19 de Janeiro, numa casa de banho pública do Hotel Polana Serena, em Maputo.

Fonte: DE

Grupo de empresários dos Emirados avalia investimentos em Energia, Mineração e Digital no país

Um grupo de empresários dos Emirados Árabes Unidos inicia na próxima semana uma missão a Moçambique para identificar oportunidades de investimento em sectores prioritários da economia nacional, nomeadamente energia, transformação digital e mineração, segundo a agência Lusa.

De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Moçambicana (CCAM), Sérgio Matos, a visita inclui encontros técnicos com instituições locais e prospecção de projectos estratégicos nos sectores de maior impacto económico, como portos, agricultura e infra-estruturas logísticas.

“O interesse do capital árabe reflecte confiança no crescimento económico de Moçambique e poderá gerar emprego, transferência de tecnologia e reforçar a atratividade do país na África Austral”, afirmou Matos, destacando a necessidade de acompanhamento institucional pela APIEX para garantir previsibilidade e celeridade nos processos.

No sector energético, a delegação avaliará investimentos em exploração de gás natural e energia solar fotovoltaica e flutuante, especialmente nas regiões centro e norte do país, alinhados com a estratégia de diversificação da matriz energética e o objectivo de tornar Moçambique um pólo regional de produção de energia na SADC.

Em mineração, os empresários focar-se-ão na instalação de refinarias de ouro e no apoio a cooperativas mineiras, promovendo o processamento local e a formalização das cadeias produtivas. No digital, o interesse recai sobre o Governo electrónico e a criação de uma plataforma integrada para modernização dos serviços públicos.

Outros sectores alvo da missão incluem saúde, turismo de luxo, ecoturismo e produção agrícola em larga escala, com projectos previstos nas províncias de Tete, Manica, Zambézia e Sofala. A visita decorre após a recente deslocação do Presidente da República, Daniel Chapo, aos Emirados Árabes Unidos, durante a qual foram apresentados convites formais para participação de capital árabe em projectos estruturantes nacionais.

Moçambique aprovou quadro regulatório para centros de dados e computação em nuvem

Moçambique aprovou recentemente os Regulamentos de Centros de Dados e de Computação em Nuvem, num passo considerado estruturante para a consolidação do ecossistema digital nacional e ainda pouco comum a nível regional e internacional. A iniciativa coloca o país entre o reduzido grupo de Estados que já dispõem de balizas claras para a construção, licenciamento e operação de infra-estruturas críticas de dados, bem como para a utilização de serviços de cloud computing, assegurando previsibilidade regulatória sem comprometer a inovação tecnológica.

O Regulamento de Centros de Dados introduz um conjunto de exigências técnicas e operacionais consideradas determinantes para a robustez do sector. Entre os principais aspectos destacam-se a definição de categorias de resiliência, requisitos de continuidade de serviço, normas de segurança física e cibernética e regras específicas aplicáveis a serviços essenciais, elevando de forma significativa os padrões de responsabilidade e maturidade do mercado nacional.

Por sua vez, o Regulamento de Computação em Nuvem vem clarificar os modelos de prestação de serviços, as responsabilidades dos diferentes intervenientes, as regras relativas à localização e ao tratamento de dados, bem como os princípios de interoperabilidade e de soberania digital. Este enquadramento cria maior segurança jurídica para operadores, utilizadores e investidores, num contexto de crescente dependência de soluções digitais para a actividade económica e para a administração pública.

Este avanço normativo surge em articulação com outros instrumentos legais já aprovados, como a Lei de Protecção de Dados Pessoais e a legislação sobre Crimes Cibernéticos, reforçando a arquitectura jurídica necessária para uma transformação digital segura e sustentável. No seu conjunto, estas medidas posicionam Moçambique como um actor cada vez mais relevante no debate regional sobre governação digital, cibersegurança e economia baseada em dados. Com a aprovação destes regulamentos, o país dá um sinal claro ao mercado de que pretende atrair investimento, promover a confiança no ambiente digital e criar condições para o desenvolvimento de serviços tecnológicos alinhados com as melhores práticas internacionais, num sector considerado estratégico para a competitividade e o crescimento económico.

Paulo Varela assume direcção da Puma Energy em Moçambique

A nomeação de Paulo Varela como novo Director-Geral da Puma Energy em Moçambique traduz uma leitura estratégica clara da multinacional num sector em acelerada transformação e cada vez mais alinhado com a agenda nacional de transição energética. Com mais de 25 anos de experiência internacional no sector energético e áreas conexas, o gestor passa a liderar as operações da empresa num dos mercados mais dinâmicos da África Subsaariana.

O anúncio surge num momento em que o sector energético moçambicano atravessa uma fase de profunda reconfiguração, impulsionada por investimentos em infra-estruturas, expansão da actividade económica, exigências acrescidas de eficiência e pela necessidade de garantir soluções fiáveis de abastecimento, tanto para o consumo doméstico como para os grandes projectos.

Antes de assumir o novo cargo, Paulo Varela foi Director Executivo da Galp Moçambique, tendo desenvolvido a sua carreira em diferentes geografias, incluindo Moçambique, África Oriental, Europa e América Latina. Este percurso confere-lhe um perfil particularmente relevante numa conjuntura em que o sector energético requer lideranças capazes de articular investimento, eficiência e alinhamento com as políticas públicas.

Actualmente, a Puma Energy opera no país com uma rede de 35 postos de abastecimento, 18 lojas de conveniência e operações em oito aeroportos, assegurando serviços nas áreas de combustíveis, lubrificantes, aviação e soluções comerciais. Esta presença confere à empresa um papel relevante no abastecimento da economia nacional e no suporte a sectores estratégicos como transportes, logística, aviação e indústria.

Ao assumir funções, Paulo Varela destacou o compromisso de assegurar energia fiável e soluções que acrescentem valor aos clientes e às comunidades, numa abordagem que conjuga desempenho empresarial e responsabilidade socioeconómica. Esta dimensão assume particular importância num país onde o acesso à energia e a eficiência do abastecimento continuam a ser determinantes para o crescimento económico e a inclusão social.

Com esta nomeação, a Puma Energy reafirma a ambição de desempenhar um papel activo na transformação do sector energético moçambicano, posicionando-se como parceiro de longo prazo num mercado em que a estabilidade do fornecimento, a qualidade dos serviços e a capacidade de adaptação à transição energética serão factores decisivos para a competitividade e a sustentabilidade.

Banco Central: Notas sem série devem ser devolvidas

O Banco de Moçambique reconheceu, esta quarta-feira, a circulação de notas de metical sem número de série e apelou à sua devolução, por se tratarem de exemplares inadequados para a circulação, apesar de serem genuínos.

Em comunicado de imprensa, a instituição emissora do metical esclarece que os cidadãos que tenham em sua posse notas sem número de série podem proceder à sua substituição gratuita em qualquer agência bancária do país. O Banco apela para que estas notas sejam encaminhadas às instituições bancárias logo que identificadas.

No mesmo documento, o Banco Central chama a atenção para a correcta conservação das notas de metical, alertando que práticas inadequadas contribuem para a sua rápida degradação. Entre as recomendações, destaca-se o apelo para que se evite o uso de dinheiro em buquês de flores, uma tendência que tem vindo a ganhar expressão no país.

A instituição recomenda ainda que o dinheiro seja guardado em locais secos e limpos, evitando-se dobrar, rasgar, escrever, agrafar, expor à humidade ou ao fogo, bem como utilizar as notas para fins decorativos. Sempre que possível, deve-se recorrer a meios adequados de acondicionamento.

Entretanto, o Banco Central do Quénia emitiu, esta semana, um aviso a proibir categoricamente o uso de notas da moeda local na confecção de buquês, o que coloca Moçambique como o segundo país africano a desencorajar formalmente esta prática, ainda que sob a forma de apelo.

Cléria Cossa e a Oportunidade que Transformou a Sua História

Havia um tempo em que Cléria Cossa era apenas uma jovem com uma imensa vontade de fazer as coisas acontecerem, mas sem saber como a canalizar. A sua presença era naturalmente magnética, irradiando um foco inabalável e uma curiosidade que prenunciam o sucesso. Cléria sempre acreditou que o futuro se conquista, não se espera por ele, e que a fórmula passava por disciplina, coragem e, acima de tudo, a oportunidade certa.

Ela ansiava por fazer a diferença, por traçar um caminho que a realizasse, mas, como tantos jovens repletos de potencial, sentia-se presa na incerteza do primeiro passo. Tinha o talento, a vontade, a determinação, mas faltava-lhe o mapa para começar a sua viagem.

O ponto de viragem: a promessa do Ready to Work

O mapa surgiu quando o seu caminho se cruzou com o Ready to Work, a iniciativa do Absa Bank Moçambique criada para ser uma ponte entre o potencial e o mercado. Para Cléria, que procurava desesperadamente uma orientação concreta que transformasse a sua ambição em acção, o programa foi uma resposta que a alma reconheceu. Era exactamente o alicerce que ela precisava: um lugar para aprender, respirar confiança e descobrir como moldar o seu vasto potencial às exigências do mundo profissional.

Desde o primeiro dia, Cléria percebeu que aquela formação ia muito além da sala de aula. Era uma imersão transformadora. O Ready to Work deu-lhe as ferramentas necessárias, mas também lhe desbloqueou a voz e a crença em si. Revelou-lhe competências latentes, abriu-lhe horizontes de possibilidades que nunca tinha ousado imaginar e, acima de tudo, preparou-a para competir e ascender com dignidade.

E foi através desta porta aberta que ela conquistou a sua primeira e decisiva oportunidade profissional na Flow Moçambique – o momento em que a sua história pessoal se ligou à sua carreira.

“Eu entrei no Ready to Work à procura de direcção e saí com um propósito. Aquela primeira oportunidade abriu-me um caminho que eu nem sequer sabia que existia para mim”, revela Cléria a emoção daquele começo.

Na Flow, ela mergulhou num turbilhão de ritmos acelerados e objectivos ambiciosos. Aprendeu a gerir a pressão, as tarefas e as pessoas. Descobriu que tinha uma aptidão natural para coordenar, planear e dar forma a ideias nebulosas. Esta experiência não foi apenas um emprego, foi a escola intensiva que a preparou para abraçar, mais tarde, funções de gestão de projectos.

De aprendiz a farol

Hoje, Cléria Cossa é muito mais do que a sua função. É um exemplo inspirador. Uma profissional que usa a sua própria história de sucesso como uma plataforma para impulsionar os outros. Como mentora dedicada, estende a mão a jovens que, tal como ela um dia, estão à procura de orientação, de uma faísca e de alguém que acredite na sua força. Ajuda-os a construir currículos que falam, a descobrir talentos escondidos, a fortalecer a sua autoconfiança e a encarar a inovação e o empreendedorismo não como sonhos distantes, mas como caminhos reais e palpáveis.

Cléria tornou-se o testemunho vivo de que quando uma mão se estende, conseguimos não só agarrar uma oportunidade, mas também expandir todo o nosso universo.

A missão de fundo: o compromisso emocional do Absa

Para o Absa, histórias como a de Cléria são a razão de ser mais profunda do Ready to Work. O programa foi criado com a missão de capacitar e encurtar a distância entre o talento inato dos jovens e as oportunidades de emprego efectivo, através da literacia financeira, competências digitais e o desenvolvimento de soft skills vitais.

“O Ready to Work nasce de uma convicção que é também uma promessa ao coração de Moçambique: o País cresce na medida em que os seus jovens crescem. Por isso, investimos em formação, em mentoria – em conexões que transformam potencial em realidades sólidas. Cada jovem que apoiamos hoje é uma força que irá mover o futuro. Para o Absa, preparar a nova geração não é apenas um projecto; é um voto de confiança no amanhã” explica Tânia Oliveira, Directora de Marketing e Relações Corporativas do Absa Bank Moçambique.

Cléria Cossa é agora parte de um movimento silencioso, mas poderoso: o dos jovens que usam a oportunidade que lhes foi dada para criar impacto, iluminar a comunidade e erguer um futuro mais seguro. A sua trajectória ensina que quando o talento encontra a orientação certa, o futuro deixa de ser uma questão de sorte e torna-se numa conquista. E prova, acima de tudo, que a coragem de abraçar uma oportunidade faz de nós, inevitavelmente, a luz que guia os passos de quem segue.