Tuesday, April 7, 2026
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Standard Bank aponta potencial para captar 10% do investimento do Gás em serviços locais

A Incubadora de Negócios do Standard Bank realizou, recentemente, o seu primeiro workshop de acesso a mercados dedicado à exploração de oportunidades no sector de Petróleo e Gás, sob o tema “Integração no Ecossistema de Petróleo & Gás”.

A iniciativa reuniu grandes operadoras, pequenas e médias empresas (PME), representantes do sector público e privado, agências de desenvolvimento, parceiros multinacionais e empreendedores. O encontro constituiu uma plataforma estratégica para promover a aproximação entre os principais intervenientes da cadeia de valor do Gás Natural Liquefeito (GNL), reforçando a partilha de informação, a eliminação de barreiras e a criação de oportunidades concretas para as PME moçambicanas.

O evento reafirmou o compromisso do Standard Bank com o desenvolvimento de ecossistemas estratégicos e com a capacitação de PME e empreendedores, sublinhando, conforme destacou o Administrador-Delegado, Bernardo Aparício, a determinação do Banco em promover iniciativas que facilitem o acesso a mercados, reforcem a competitividade empresarial e assegurem uma participação sustentável no crescimento económico do País.

“O nosso interesse em posicionarmo-nos nos ecossistemas visa apoiar o desenvolvimento nacional, que, nos próximos cinco a dez anos, será marcado por alguns sectores específicos, incluindo o de Petróleo e Gás. Este é um ecossistema em que temos liderado em quota de mercado, conhecimento e talento, e acreditamos que será um motor da economia nos próximos anos. Se o País captar 10% do investimento destinado aos projectos de GNL em serviços locais, isso já representará um ganho muito significativo”, afirmou.

Para os intervenientes do sector, que integraram os diversos painéis, o foco recai sobre o aproveitamento das oportunidades existentes e sobre o reforço do conteúdo local.

Segundo Florival Mucave, presidente da Câmara de Energia de Moçambique, cerca de 60% das necessidades de bens e serviços do LNG correspondem a serviços não essenciais, como catering, construção, logística e transportes, representando oportunidades relevantes para as PME, sobretudo nos primeiros anos de construção.

“O desafio é transformar essas oportunidades em valor para a economia. O conteúdo local é um instrumento essencial para a diversificação e industrialização, e esse processo exige aprendizagem genuína e efectiva transferência de capacidades”, referiu.

Para os participantes, o workshop proporcionou esclarecimento, aproximação com grandes operadores e acesso directo a ferramentas essenciais para integrar o ecossistema do GNL.

“Este evento foi um divisor de águas, principalmente para percebermos os próximos passos e como definir melhor o ano de 2026. O Standard Bank está de parabéns por organizar um evento inclusivo que permite aos pequenos empreendedores compreender como crescer”, afirmou a empreendedora Mirza Jamal.

Por seu turno, o empresário Inácio Guambe considerou que a sessão permitiu aproximar os principais actores do sector e compreender ferramentas disponíveis para alavancar os negócios das PME. “Pudemos perceber o que é necessário para obter certificações e aceder ao mercado financeiro, aspectos fundamentais, mas ainda limitantes para vários intervenientes”, concluiu.

Desporto, Cultura e Turismo brilham na 2.ª edição do Beach Polo Mozambique

A 2.ª Edição do Beach Polo Mozambique consolidou-se este sábado, 22 de Novembro, como um dos eventos mais elegantes e emblemáticos do calendário cultural e desportivo da capital. A demonstração da modalidade, realizada na baía de Maputo, evidenciou a capacidade do país para acolher eventos de padrão internacional, reforçando simultaneamente o turismo, o desporto equestre e a projecção da imagem de Moçambique no exterior.

O evento contou com o patrocínio principal do First Capital Bank Moçambique, que este ano assumiu um papel determinante na dinamização do chamado Game of Kings no país. Num ambiente que reuniu desporto, arte, lifestyle e o cenário natural do Oceano Índico, o Beach Polo Mozambique voltou a ser palco de uma experiência única, onde cultura e turismo se cruzam com a tradição equestre.

Num campo adaptado de 50 por 20 metros, instalado directamente sobre a areia, três equipas defrontaram-se em partidas intensas: First Capital Bank, Johnnie Walker Blonde e Corona.
O formato todos-contra-todos ofereceu jogos equilibrados e muito disputados. A Johnnie Walker Blonde empatou a três bolas com a Corona no jogo de abertura. Seguiu-se uma vitória expressiva do First Capital Bank sobre a Johnnie Walker Blonde por 4–0. Na partida final, e perante a vibração do público, o First Capital Bank confirmou o título ao vencer a Corona por 3–0.

O plantel reuniu cavaleiros de Angola, África do Sul e Egipto, reforçando o carácter continental do evento. Comentadores internacionais acompanharam os jogos ao vivo, garantindo ritmo, envolvimento e uma experiência próxima dos grandes torneios internacionais.

Mais de 1500 pessoas passaram pelo evento ao longo do dia, incluindo convidados, parceiros institucionais, figuras públicas, artistas, equipas técnicas, fornecedores e público geral, que testemunharam a segunda afirmação desta modalidade na cidade de Maputo.

A Sunset Party prolongou o ambiente festivo e multicultural, reforçando a baía de Maputo como palco privilegiado para iniciativas que unem turismo, entretenimento e cultura. Durante a celebração decorreu um leilão solidário de duas obras do artista plástico Sebastião Coana, que arrecadou 50 mil Meticais, dos quais 75% foram doados à Fundação Esperança Viva, instituição que apoia crianças vulneráveis na província de Nampula. Um gesto que sublinhou a dimensão social e humana do evento.

Para Miguel Proença, representante da Playground, entidade organizadora, “o Beach Polo Mozambique é mais do que uma demonstração desportiva. É uma celebração que junta criatividade, desporto, turismo e a elegância natural da nossa costa. Este evento mostra o que Maputo pode oferecer ao mundo: um ambiente único, seguro e capaz de receber iniciativas de grande impacto”.

O vereador de Educação, Cultura e Desporto do Conselho Autárquico da Cidade de Maputo, Osvaldo Faquir, sublinhou o orgulho da autarquia ao acolher o evento. “O Beach Polo coloca a cidade de Maputo numa rota internacional de desporto e turismo, atrai visitantes e cria oportunidades de dinamização económica”.

Por sua vez, Ana Russo, representante do First Capital Bank, destacou a importância da parceria: “Acreditamos no poder do desporto e da cultura como plataformas de união e desenvolvimento. O Beach Polo Mozambique reflecte os nossos valores e reforça a proximidade do banco com os seus clientes e com o país”.

A edição de 2025 representa um novo passo no posicionamento internacional de Moçambique no universo do Beach Polo, juntando-se a destinos como Dubai, Miami e Cidade do Cabo. A modalidade, tradicionalmente jogada em relvado, reinventa-se na areia e cria um espectáculo de grande impacto visual, onde a velocidade dos cavalos, a técnica dos cavaleiros e a proximidade ao público tornam cada jogo memorável.

Moçambique vai receber encontro sino-lusófono de empresários

O Governo de Macau disse ontem que a edição de 2026 do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa vai decorrer em Moçambique. “O encontro será realizado em Moçambique no próximo ano”, disse o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Che Weng Keong.

Este ano, o encontro empresarial da China e dos países de língua portuguesa decorreu pela primeira vez em Malabo, capital da Guiné Equatorial, durante três dias, no final de Julho. A Guiné Equatorial aderiu oficialmente em Abril de 2022 ao Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau).

Em Julho passado, o IPIM disse num comunicado que o evento tinha reunido “mais de 500 representantes dos Governos e do sector empresarial” da China e dos países de língua portuguesa. De acordo com o IPIM, o encontro contou com “cerca de 40 empresários e representantes económicos e comerciais” da China continental, de Macau e da vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha). O evento anual tem sido realizado de forma rotativa nos países de língua portuguesa desde 2005, tendo, no entanto, sido suspenso durante quatro anos, durante a pandemia de Covid-19.

O encontro regressou em 2024, tendo decorrido em Macau e coincidindo com a sexta conferência ministerial do Fórum de Macau, que incluiu a assinatura do plano de acção do organismo até 2027. Num debate no Parlamento local sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) na área da Economia e Finanças para 2026, Che Weng Keong falou ontem também sobre o programa para atrair empresas internacionais para a região.

O Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau foi lançado em 01 de Novembro e a primeira fase de candidatura decorre até ao final de Janeiro de 2026. Na sessão, Che disse que “mais de 500 empresas (…), incluindo marcas de Portugal” já contactaram o IPIM para saber mais sobre o programa, que fornece um apoio de até um milhão de patacas (mais de 100 mil dólares).

A iniciativa foi apresentada em Lisboa e no Porto, no início de Outubro, por responsáveis do IPIM, que realizaram depois apresentações em Madrid e Barcelona. O relatório das LAG aponta como objectivo para 2026 “criar pontos de demonstração que reúnam marcas características dos países lusófonos e hispânicos”. Che Weng Keong defendeu a actuação do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa, dizendo que “tem encorajado empresas [chinesas] a desenvolver operações nesses países”.

O fundo foi criado em 2013 pelo Banco de Desenvolvimento da China e pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Macau, com mil milhões de dólares. Num comunicado divulgado no domingo pelo Governo de Macau, o fundo assinou em Outubro o primeiro acordo para financiar uma empresa local, neste caso para expand ercado de Timor-Leste.

Moçambique prepara-se para inaugurar primeira fábrica nacional de gás de cozinha

O anúncio da inauguração da primeira fábrica nacional de processamento de gás de cozinha, previsto para a primeira semana de Dezembro, marca um momento histórico para o sector energético de Moçambique. A unidade, localizada em Inhambane, representa uma aposta estratégica do Estado para reduzir drasticamente a dependência de importações e assegurar o abastecimento interno de gás doméstico.

Produção nacional e menor dependência externa

Com esta nova infraestrutura construída no âmbito de projectos de processamento liderados pela Sasol Petroleum Mozambique o país passará a processar localmente o gás de cozinha (GLP). Isso permitirá uma queda estimada em 75% das importações do produto, oferecendo uma alternativa doméstica mais estável e acessível.

Em recente carregamento experimental, a Sasol já entregou o primeiro lote de gás de cozinha produzido em Moçambique, um marco que comprova a operacionalização da unidade de processamento e antecipa a inauguração oficial.

Impacto económico e industrial: emprego, refinaria e energia

A nova fábrica representa também uma viragem estrutural para a indústria nacional de energia. Estima-se que a unidade produzirá anualmente cerca de 30 mil toneladas de GLP, número que poderá contribuir para estabilizar o mercado interno e evitar rupturas de oferta.

Além do GLP, o projecto integra a produção de gás natural e petróleo leve, com potencial de abastecer a futura central energética prevista no projecto com capacidade para gerar 450 megawatts e ainda permitir exportação de energia e combustíveis, abrindo caminho à industrialização e reduzindo a vulnerabilidade externa do país.

Oportunidades e desafios para o mercado nacional

Para os consumidores domésticos, a produção local de gás poderá significar acesso a preços mais estáveis, menos dependência de importações e maior segurança de abastecimento. Para o Estado e sector privado, abre-se espaço para desenvolvimento de cadeias de valor ligadas à energia, logística, transporte e distribuição com impacto positivo em emprego, receitas fiscais e crescimento económico.

Contudo, este novo paradigma exigirá gestão eficiente, regulação rigorosa e investimento em infraestrutura de distribuição sobretudo para garantir que o gás produzido chegue em tempo útil às áreas urbanas e rurais de Moçambique.

Perspectivas de longo prazo: Moçambique no mapa energético global

A operação da fábrica nacional de gás configura um passo decisivo na estratégia de soberania energética do país. Com o relevante potencial do sector, Moçambique poderá afirmar-se como um actor de peso no panorama africano de energia, transformando reservas em valor real e reduzindo vulnerabilidades estruturais associadas à importação de combustíveis.

Moçambique e Brasil Reforçam Parceria Económica no Encontro Empresarial em Maputo

Por ocasião da visita oficial do Presidente da República Federativa do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, a convite de Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, a Cidade de Maputo acolheu o Encontro Empresarial Brasil–Moçambique, uma iniciativa destinada a aprofundar as relações económicas e a promover novas oportunidades de cooperação entre os dois países.

A presença do Presidente Lula da Silva em Moçambique enquadrou-se no reforço da parceria bilateral e na concertação de esforços para impulsionar o desenvolvimento económico de Moçambique, através de acções conjuntas, transferência de conhecimento e dinamização de investimentos estratégicos.

O encontro teve como objectivo central estimular parcerias estratégicas entre empresas moçambicanas e brasileiras, impulsionar o comércio bilateral, identificar oportunidades de investimento e reforçar a colaboração em sectores prioritários para o desenvolvimento económico nacional, tais como agricultura, energia, infra-estruturas, indústria transformadora, formação profissional e tecnologias.

Num dos momentos de maior destaque do evento, procedeu-se à assinatura da Declaração Conjunta entre o IPEME, IP (Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas), o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a ABC (Agência Brasileira de Cooperação).

Este instrumento tem como finalidade modernizar o IPEME, IP no âmbito da assistência às MPMEs moçambicanas, reforçando a capacidade institucional, promovendo o intercâmbio de boas práticas e consolidando um ecossistema mais robusto e competitivo para o empreendedorismo.

A visita do Presidente Lula da Silva representa um novo impulso na cooperação bilateral, reforçando o diálogo político e económico, a diversificação do investimento directo brasileiro em Moçambique e a dinamização de projectos de interesse mútuo.

O Encontro Empresarial Brasil–Moçambique reafirma, assim, o compromisso de aproximar o sector privado de ambos os países, fomentar um ambiente favorável a novos negócios e consolidar Moçambique como um destino atractivo para o investimento brasileiro.

Indústria, energia e agricultura dominam novas apostas de investimento Índia-Moçambique

Os empresários indianos mostram-se dispostos a investir em Moçambique nas áreas de energia, indústria farmacêutica e exploração de gás, com um volume de negócios estimado em cerca de 10 mil milhões de dólares. A intenção foi manifestada nesta terça-feira, durante o Fórum de Negócios entre os dois países, que teve lugar em Maputo.

Com uma relação de cooperação bilateral que remonta à conquista da Independência Nacional, Moçambique e a Índia continuam a evidenciar fortes ambições enquanto parceiros económicos. A indústria farmacêutica, a agricultura e o fornecimento de serviços em projectos de exploração de gás são, segundo o secretário de Estado do Comércio, áreas apetecíveis que podem unir empresários indianos e moçambicanos.

“Moçambique tem cerca de 35 milhões de hectares férteis, sendo um dos poucos países em África e no mundo com esta quantidade de terras cultiváveis. Os nossos índices de produção ainda são extremamente baixos. Moçambique é, como disse o senhor embaixador, um dos grandes exportadores de pó de dhal para a Índia, mas tem capacidade para triplicar esse volume. Também exporta muita castanha, muito gergelim e alguns feijões, mas o potencial é enormíssimo. Convidamos as empresas indianas a virem, de preferência em parceria com os moçambicanos, que é o que também pretendemos, para podermos explorar esse potencial agrícola não só para transformar Moçambique num dos maiores exportadores de produtos, mas também para alcançarmos a auto-suficiência alimentar”, afirmou António do Rosário Grispos, secretário de Estado do Comércio.

O Fórum de Negócios Índia–Moçambique, realizado nesta terça-feira, em Maputo, abriu espaço para a apresentação de oportunidades de investimento entre as partes. A CTA considera que o volume de negócios entre os dois países pode ser significativamente alargado.

Segundo Álvaro Massingue, presidente da CTA, “é hora de elevar esta parceria para um novo patamar. Existe uma complementaridade natural entre duas economias dinâmicas. Moçambique dispõe de 36 milhões de hectares de terras aráveis, recursos hídricos abundantes e uma das costas mais extensas da África Austral. A Índia traz tecnologia agrícola acessível, sistemas modernos de irrigação e experiência consolidada em agro-processamento.”

O Conselho Empresarial da Índia aponta para as indústrias de energia, farmacêutica, exploração mineira e agricultura como as áreas que despertam maior interesse.

“Acredito que existem oportunidades imediatas, a médio e longo prazo em Moçambique, especialmente no sector da saúde. E a saúde é um tema muito amplo: inclui hospitalidade, diagnósticos e indústria farmacêutica há muito por desenvolver. Depois, há a agricultura, começando pela pesca, que envolve toda a cadeia agrícola e a rede de fornecimento: sementes, tecnologia de sementes resistentes a doenças e que requerem menos água. Há muito desenvolvimento técnico a acontecer nesse domínio”, explicou Shivank Goael, presidente do Conselho Empresarial da Índia.

Em 2024, o comércio bilateral entre Moçambique e a Índia ultrapassou os 800 milhões de dólares, impulsionado, sobretudo, pela exportação de produtos agrícolas e de bens de capital.

Parceria com a Embraer torna-se central na reestruturação da LAM

O co-Presidente de Administração das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Tomás Matola, considera ser “inevitável e incontornável” uma parceria entre a companhia de bandeira nacional e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).

“Neste processo de reestruturação está no plano o reforço da frota através de aeronave da Embraer, o que significa que é incontornável e indispensável a cooperação e parceria com a Embraer. E, se nos viu aí a conversar com o vice-Presidente da Embraer, é justamente porque estamos nesta perspectiva de renovar e consolidar a parceria com a Embraer porque, definitivamente, vamos precisar dela” assumiu.

https://mznews.co.mz/solucao-para-lam-embraer-defende-aposta-em-aeronaves-com-ate-150-lugares/embed/#?secret=ak1yPYg4V5#?secret=0UmaKZzc1N

À margem do Fórum de Negócios Moçambique-Brasil, Matola referiu que o ele vai ajudar sobremaneira no processo de reestruturação e reposicionamento da LAM como um dos maiores provedores de serviço na região austral da África.

Para já a LAM pretende aumentar a sua frota de aeronaves próprias, e aposta em modelos da Embraer, segundo o co-Presidente de Administração da companhia, centra-se no baixo de custo de aquisição e operacionais como manutenção e gastos com combustível, mas também porque a nível regional, a maioria das companhias opera modelos Embraer.

“É daí que decidimos que vamos voltar a apostar na Embraer” disse.

Aliás, de acordo com Tomás Matola, a opção de aquisição de aeronaves da Embraer resultada de uma recomendação de consultores do sector

“O objectivo é acertarmos as parcerias e voltarmos a operar com Embraer’s… É justamente por isso que estamos mesmo apostados em reestabelecer as relações e parceria com a Embraer” vincou. (Fontes: MBC e Miramar)

Receitas Fiscais: HCB lidera ranking nacional de contribuintes em duas categorias fiscais

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) foi distinguida pela Autoridade Tributária de Moçambique como a primeira classificada nas categorias de “Imposto sobre o Rendimento” e “Contribuição Global”, resultado dos elevados montantes canalizados para o Tesouro Público no exercício fiscal de 2024. A distinção surge na sequência da avaliação anual efectuada pela entidade reguladora, que reconhece as empresas com maior peso fiscal na economia nacional.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, esta classificação representa o reforço de uma postura corporativa assente na responsabilidade e disciplina financeira.

“A HCB, em toda a sua actuação, está comprometida com a causa moçambicana, daí uma gestão prudente e cautelosa, contribuindo para as receitas do Estado por meio do pagamento pontual de impostos, taxas e dividendos. Nos últimos três anos (2022, 2023 e 2024), a HCB contribuiu para o Orçamento do Estado com mais de 23.172,45 milhões de meticais, pagando diversas categorias de impostos (IVA, IRPS e IRPC) e mais de 9.696,72 milhões de meticais a título de taxa de concessão pela exploração do empreendimento hidroeléctrico de Cahora Bassa, o que representa 37% das contribuições feitas nos últimos 17 anos”, explicou.

Os números demonstram o peso crescente da empresa na estrutura fiscal do país, traduzindo-se numa contribuição consistente e significativa para o financiamento das funções do Estado e para o desenvolvimento económico.

A distinção atribuída pela Autoridade Tributária é vista como um reconhecimento do papel catalisador da HCB na economia nacional, sobretudo após a reversão da hidrelétrica para Moçambique, período durante o qual a empresa tem consolidado a sua performance financeira e reforçado o seu compromisso com o crescimento sustentável do país.

Produção de café atinge 400 toneladas

450 toneladas de café foram produzidas na Serra da Gorongosa, em Sofala. O Parque Nacional da Gorongosa fomenta a produção daquela cultura numa área de 300 hectares. Tem a previsão de aumentar para 600 na presente safra.

A cultura de café foi introduzida na Serra da Gorongosa há mais de 10 anos. O Parque Nacional da Gorongosa fomenta a produção do café como forma de proteger a flora e a fauna. Alguns rios na Serra da Gorongosa já estavam a secar e são exemplos práticos em que nós levamos alguns produtores e mostramos a realidade da serra.

O café é produzido numa área de 300 hectares e há perspectivas de aumentar para 600 na safra 2025-2026. No ano passado tivemos cerca de 250 toneladas, significa que subiu acima de 100% e este ano tivemos cerca de 450 toneladas e o café vai crescendo as quantidades, por exemplo, este ano temos uma meta de plantarmos 2 milhões mudas, que significa 600 hectares. O processamento é feito mesmo em Gorongosa, nesta unidade de fabril.

Estados Unidos da América é o maior mercado de café de Gorongosa. Há muita procura do café, assim que estamos a dizer que a previsão é de produzirmos cerca de 600 a 800 toneladas na próxima campanha, significa que todo o café este já está nas mãos de compradores. As comunidades ganham novos hábitos na sua relação com o meio ambiente.

Produção de café na Gorongosa ganha escala e consolida novo polo agrícola em Sofala

A colheita de 450 toneladas de café na Serra da Gorongosa, na presente campanha, constitui um sinal evidente do crescimento de uma cadeia agrícola que, há pouco mais de uma década, era experimental e limitada a poucas famílias camponesas. Hoje, impulsionada pelo Parque Nacional da Gorongosa, esta fileira está a transformar-se num activo económico regional, com impacto ambiental positivo e crescente procura no mercado internacional.

A produção cobre actualmente cerca de 300 hectares, com uma meta de duplicação para 600 na próxima safra, movimento que reflecte não apenas o ritmo de expansão das plantações, mas também a resposta favorável do mercado. O salto de 250 para 450 toneladas num ano — mais de 100% de aumento — evidencia o dinamismo e confirma a capacidade instalada da unidade de processamento sediada localmente.

O aumento da produção surge ancorado numa estratégia de dupla dimensão: proteger a biodiversidade da Serra da Gorongosa, invertendo sinais de degradação visíveis em cursos de água e cobertura vegetal, e, simultaneamente, gerar rendimento e ocupação produtiva dentro das comunidades. A meta de plantio de dois milhões de mudas na presente campanha, equivalente ao reforço dos 600 hectares projectados, aponta para consolidação do modelo a médio prazo.

No plano comercial, os Estados Unidos da América assumem-se como o principal destino do café da Gorongosa, mercado que absorve praticamente toda a produção existente. Esta procura contínua e crescente coloca o produto numa rota de estabilidade, estimando-se que, na próxima campanha, a produção alcance entre 600 e 800 toneladas, volume já assegurado por compradores.

A consolidação da cultura do café na Gorongosa está, assim, a criar um novo corredor económico em Sofala, transformando práticas agrícolas, gerando novas fontes de rendimento e reforçando a preservação ambiental, num exemplo raro no país de convergência entre conservação e desenvolvimento rural.

Quinhentos milhões USD para o arranque do BDM

FUTURO Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM) contará com uma injeção inicial de 500 milhões de dólares, disponibilizados pelo Estado para a sua capitalização e financiamento de projectos estratégicos no âmbito dos seus objectivos de promoção do crescimento económico. A injeção de capitais também será feita por instituições financeiras de desenvolvimento, incluindo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Banco Mundial, assim como através da emissão de obrigações de desenvolvimento.

Esta informação consta do Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE), aprovado recentemente pelo Governo como um instrumento de curto e médio prazo para responder aos desafios da conjuntura económica, nomeadamente desastres naturais, instabilidade política e social, insegurança em algumas regiões do país e choques externos com impactos no crescimento e desenvolvimento.

“A actuação do banco será regida por critérios técnicos rigorosos, para garantir a sustentabilidade financeira e o impacto económico e social dos projectos financiados. As prioridades serão iniciativas com forte potencial multiplicador capazes de criar empregos e aumentar a produção”, lê-se no plano. Actualmente, o Ministério das Finanças está a realizar auscultações nas províncias com o objectivo de incorporar as diversas sensibilidades locais quanto à gestão e às prioridades que a nova instituição financeira deverá seguir.

Entretanto, no plano aprovado pelo Conselho de Ministros, define-se que o BDM tem como objetivos atrair e canalizar recursos internos e externos para projectos estratégicos em setores como energia, indústria, infraestruturas, agricultura, saúde, educação e habitação. Alinha-se ainda como prioridade do banco a promoção do desenvolvimento de Pequenas e Médias Empresas (PME) com crédito acessível e assistência técnica, estimulando a criação de emprego e inclusão económica. Segundo o Governo, as PME são das mais afetadas na problemática de financiamento, sobretudo num contexto em que tem havido uma queda significativa de investimento privado.

O agravamento do problema, sublinha, pode tornar-se num bloqueio estrutural ainda maior. Por isso, a questão do investimento privado é prioritária para o banco. “O Banco de Desenvolvimento de Moçambique será uma instituição financeira pública com o objectivo principal de catalisar o desenvolvimento sustentável e integrado do país através do financiamento de projetos estruturantes que impulsionem o crescimento económico de longo prazo”, lê-se.