Sunday, April 5, 2026
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Receitas de exportação de Moçambique para Zimbabué renderam 890 M$ em sete anos

Container loading in a Cargo freight ship with industrial crane. Container ship in import and export business logistic company. Industry and Transportation concept.
A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique considera que o comércio e o investimento entre Moçambique e Zimbabué permanecem aquém do potencial, apesar da proximidade geográfica e dos laços históricos.

Segundo a agremiação, entre 2018 e meados de 2024, Moçambique exportou para o Zimbabué cerca de 890 milhões de dólares (56,2 mil milhões de meticais), mas importou apenas 161 milhões (10,1 mil milhões de meticais), menos de 3% do total das suas transacções externas, enquanto os investimentos zimbabueanos no país se limitaram a 46 projectos avaliados em 151 milhões de dólares na última década.

Em 2022, as exportações moçambicanas atingiram 200 milhões de dólares, apesar de o fluxo global continuar considerado insuficiente pela CTA.

A avaliação foi feita este sábado (22), em Maputo, pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante o Fórum de Negócios Moçambique– Zimbabué, tendo assegurando que o sector privado moçambicano está preparado para actuar no sentido de elevar a cooperação económica para o nível desejado.

“Vivemos um momento decisivo. As relações bilaterais entre Moçambique e Zimbabué têm potencial para crescer muito mais. Apesar da proximidade geográfica e laços históricos profundos, o comércio e os investimentos entre os nossos países ainda não reflectem plenamente esse potencial”, afirmou Álvaro Massingue.

Citado pela AIM, o presidente da CTA considerou o fórum uma plataforma estratégica para transformar potencial em resultados concretos e defendeu maior dinamização dos organismos de promoção de investimentos e exportações, com enfoque especial na facilitação de negócios transfronteiriços.

Para o dirigente, os dados mostram que, o comércio e os investimentos entre os dois países ainda não reflectem plenamente o seu potencial, apesar dos 1 200 quilómetros de fronteira partilhada e de relações históricas consolidadas.

A fonte identificou oportunidades de investimento em agro-processamento, indústria transformadora, energia, turismo e logística, sobretudo através de joint ventures e cadeias de valor integradas. “Ao tornar estes corredores mais eficientes, reduzir custos logísticos, simplificar processos aduaneiros e digitalizar os portos, estamos a construir não apenas para Moçambique, mas para toda a SADC”, afirmou.

O Presidente da CTA destacou ainda os resultados da iniciativa da ZimTrade na Beira, que impulsionou um crescimento de 23% no comércio bilateral, com particular dinamismo nos sectores da construção e da agricultura.

Partilhando a mesma ideia, o Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, reforçou a importância da cooperação bilateral, recordando que Moçambique dispõe de 35 milhões de hectares de terras aráveis, abundantes recursos naturais e infra-estruturas logísticas que favorecem o acesso ao mar para países sem litoral.

Grispos destacou também que os investidores zimbabueanos podem beneficiar de isenções aduaneiras e fiscais, bem como de protecção legal, incluindo propriedade intelectual. “Esperamos que este evento sirva como plataforma para estimular novas trocas comerciais, incrementar investimentos e consolidar a cooperação económica entre Moçambique e Zimbabué”, afirmou.

O encontro reuniu empresários, investidores e representantes governamentais, tendo permitido identificar novas oportunidades de parceria e promover o desenvolvimento económico conjunto.

Dipak Lalgi: “Apostamos em talento, digitalização e boas práticas para impulsionar o crescimento sustentável no país”

A Forvis Mazars Moçambique completa uma década de presença no país num momento em que o ambiente económico se mostra simultaneamente desafiante e cheio de oportunidades. Com operações consolidadas nas áreas de auditoria, outsourcing, contabilidade, sustentabilidade, impostos e consultoria legal aplicada ao registo e organização de empresas, a firma pretende reforçar o seu posicionamento num mercado marcado por reformas fiscais, maior exigência regulatória e crescente dinâmica nos sectores de energia, infra-estruturas, serviços financeiros, agricultura e mineração.

Em entrevista à PROFILE, o Country Manager da Forvis Mazars, Dipak Lalgi, traça um retrato claro das tendências que moldam o investimento no país, destacando a necessidade de maior aproximação às entidades públicas para fortalecer a confiança no sector empresarial e abrir espaço à prestação de serviços especializados.


Profile Mozambique: Como descreve a presença da Forvis Mazars em Moçambique e o vosso posicionamento no actual contexto económico nacional?

Dipak Lalgi: Nós estamos em Moçambique há cerca de dez anos e, ao longo deste período, fomos consolidando a nossa visão institucional. As nossas principais linhas de negócio passam pela auditoria, outsourcing que inclui serviços de contabilidade e recursos humanos, sustentabilidade, impostos e uma componente legal mais focada em apoiar investidores e empreendedores nacionais na constituição e organização prática das suas empresas e outras actividades complementares relacionadas.

Quando olhamos para o contexto económico nacional, vemos oportunidades claras nos sectores-chave que impulsionam a economia moçambicana, energia, petróleo e gás, infra-estruturas, serviços financeiros como banca, seguros e corretagem, mineração, pescas, agricultura e, naturalmente, o sector público, que hoje ganha uma importância estratégica.

Um dos nossos desafios é reforçar a aproximação às entidades públicas, para que haja maior confiança na nossa marca e sejamos chamados a contribuir com o nosso conhecimento técnico. O nosso compromisso é sempre oferecer soluções ajustadas a cada sector, ajudando a melhorar a eficiência na alocação de capital e a impulsionar um crescimento sustentável.

PM: Que desafios regulatórios específicos enfrentam no mercado moçambicano e como a Forvis Mazars em Moçambique tem respondido para garantir transparência, compliance e confiança dos stakeholders?

DL: Neste momento, o mercado moçambicano vive uma fase de transformação regulatória, marcada por maiores exigências de transparência e de cumprimento rigoroso das normas. Para nós, o desafio começa por garantir que as empresas compreendem estas mudanças e se adaptam com segurança.

A nossa resposta assenta, antes de tudo, na aplicação de práticas técnicas robustas nas áreas de auditoria, contabilidade, consultoria e impostos. Trabalhamos para que tudo o que está regulado seja correctamente interpretado e transmitido aos nossos clientes, ajudando-os a manter a conformidade e a evitar riscos desnecessários.

Paralelamente, colaboramos de perto com as entidades locais, alinhando as melhores práticas internacionais com as particularidades do contexto moçambicano. Participamos activamente em diálogos regulatórios e promovemos metodologias consistentes, capazes de reforçar a confiança dos nossos clientes e de todos os stakeholders que dependem de decisões transparentes e bem fundamentadas.

PM: Há sinais recentes de mudança no ambiente de negócios em Moçambique, por exemplo em matéria de fiscalidade, investimentos ou incentivos. Como a Forvis Mazars em Moçambique avalia o actual panorama para investidores estrangeiros e nacionais?

DL: Hoje, convivemos com um ambiente regulatório em constante mutação. As reformas fiscais já em curso, a maior pressão por transparência e o crescimento do apetite por grandes projectos de infra-estruturas e energia criam um cenário dinâmico, mas também exigente. Para investidores nacionais e estrangeiros, as oportunidades são substanciais sobretudo nos sectores de gás, energias renováveis e infra-estruturas, mas vêm acompanhadas de uma necessidade reforçada de due diligence, conformidade e boa governação.

Da nossa parte, defendemos uma abordagem que combine a análise rigorosa do risco local, o cumprimento das obrigações fiscais e o alinhamento com as práticas de ESG como condição essencial para entrar e crescer de forma sustentável no mercado moçambicano.

Reconhecemos, contudo, que ainda há um vazio regulatório importante, falta ao país um quadro legal claro que torne obrigatória a apresentação de relatórios de sustentabilidade e ESG pelas grandes empresas que operam em Moçambique. Acreditamos que a actualização dessa legislação é fundamental para elevar os padrões de governação, reforçar a transparência e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades profissionais e empresariais neste domínio.

PM: Que impactos práticos têm as novas políticas fiscais ou reformas regulatórias para as empresas que a Forvis Mazars em Moçambique assessora? Poderia partilhar exemplos?

DL: As recentes mudanças fiscais e ajustamentos regulatórios têm impacto directo no funcionamento diário das empresas que assessoramos. Quando falamos de reformas, falamos também de planeamento tributário uma área que hoje se tornou indispensável para garantir previsibilidade e sustentabilidade financeira.

No nosso trabalho, acompanhamos as empresas no dia a dia, ajudando-as a interpretar as novas políticas fiscais, a ajustar processos internos e a optimizar o fluxo de caixa. O nosso papel é garantir que cada cliente cumpre as obrigações emergentes sem perder eficiência operacional. É esse acompanhamento próximo que permite às organizações adaptarem-se com segurança às novas regras e manterem a sua competitividade num ambiente em rápida transformação.

PM: Quais são os principais objectivos estratégicos da Forvis Mazars em Moçambique  para os próximos cinco anos? Há sectores específicos ou nichos de mercado onde pretendem expandir?

DL: Nos próximos cinco anos, traçamos um rumo claro para reforçar a nossa posição no mercado e responder às exigências de uma economia em transformação. O nosso primeiro objectivo é consolidar e expandir a oferta multidisciplinar das nossas linhas de serviço auditoria, tax, outsourcing (contabilidade & recursos humanos), sustentabilidade e consultoria garantindo soluções integradas e alinhadas com os padrões internacionais.

Queremos também aumentar a nossa presença nos sectores de energia, infra-estruturas e serviços financeiros, que continuam a liderar a dinâmica económica nacional. Paralelamente, estamos a acelerar a transformação digital dos nossos serviços, tirando proveito das plataformas tecnológicas da rede Forvis Mazars para elevar a eficiência e a qualidade do trabalho que realizamos

Outro eixo estratégico central é o investimento no talento local. A Forvis Mazars é uma equipa maioritariamente jovem e acreditamos que o nosso crescimento depende directamente do desenvolvimento das nossas pessoas. Por isso, reforçamos programas de formação contínua, certificações obrigatórias, parcerias académicas e iniciativas de estágio, sempre com enfoque na diversidade e na liderança inclusiva.

Com estas prioridades, queremos posicionar a Forvis Mazars como um parceiro de confiança para empresas, organizações não governamentais, entidades públicas e instituições do sector financeiro incluindo banca e seguros que ambicionam crescer com transparência, robustez técnica e sustentabilidade.

PM: Como avaliam o actual contexto de acesso a divisas no país e que impacto este cenário tem sobre as operações da Forvis Mazars em Moçambique e das empresas que acompanham?

DL: Vemos, antes de tudo, o actual constrangimento no acesso a divisas como um desafio, mas também como um alerta para reforçarmos a nossa capacidade produtiva interna. Se queremos, de facto, desenvolver a economia nacional, precisamos reduzir a dependência do exterior, investir mais na agricultura, estimular o consumo de produtos locais e criar espaço para que os nossos engenheiros desenvolvam soluções tecnológicas produzidas em Moçambique, evitando recorrer constantemente a alternativas além-fronteiras. Naturalmente, reconhecemos que alguns serviços e bens continuarão a exigir importação, mas o equilíbrio é fundamental sobretudo quando se trata de know-how, expertise ou serviços altamente especializados que ainda não estão amplamente disponíveis no país.

Acreditamos que o Governo, em coordenação com a CTA e outras entidades empresariais, deve intensificar os esforços para melhorar a disponibilidade de divisas e tornar o processo mais fluido. Esta aproximação é essencial para aliviar encargos e dar previsibilidade às empresas. No nosso caso, sendo ainda uma empresa de menor porte, não sentimos o impacto de forma significativa. Contudo, lidamos com algumas facturas em moeda estrangeira cujo pagamento tem sido mais lento, seja pela escassez de divisas, seja por limitações momentâneas de tesouraria. É uma situação que estamos a gerir com prudência e que acreditamos que o país, gradualmente, também conseguirá ultrapassar.

Kumbatia lança plataforma digital para reforçar gestão de queixas em grandes projectos nacionais

A Kumbatia Comunicação anuncia, que em colaboração com os especialistas Michel Cambene e Eugénio Mabjaia, o lançamento de uma plataforma digital inovadora, a Kumbatia One – tudo num só lugar, desenvolvida para responder às necessidades crescentes de projectos que visam a gestão e resolução de queixas em Moçambique.

A referida plataforma, criada com base na realidade do país, e inspirada pelos desafios encontrados em projectos de grandes infra-estrutura, apresenta-se como uma solução robusta, integrada e adaptada aos projectos financiados pelo Banco Mundial, FIDA, BAD, União Europeia e a programas nacionais nas áreas de estradas, água, saneamento, energia e desenvolvimento rural.

Esta nova solução combina, num único ecossistema, um website institucional dinâmico para divulgação pública e transparente, numa aplicação Lite e optimizada para zonas rurais com baixa conectividade, um dashboard avançada para monitoria e análise de dados agregados. A plataforma foi desenhada para facilitar a comunicação com comunidades, agilizar o reporte seguro de queixas e preocupações, fortalecer os mecanismos de salvaguardas sociais e melhorar a eficiência operacional das equipas de projectos, desde os níveis centrais até aos distritos mais remotos.

A Kumbatia afirma que o objectivo sempre foi criar algo verdadeiramente funcional para Moçambique. “Há um enorme investimento em Moçambique, mas faltam soluções práticas que permitam comunicar melhor, recolher dados com confiança e monitorar o desempenho de forma integrada. Esta plataforma responde directamente a esses desafios.” Disse Patricia Costa, sócia fundadora.

A plataforma, inteiramente desenvolvida por profissionais moçambicanos, surge como um passo importante para o país, colocando Moçambique entre as nações africanas que começam a produzir soluções internas com enfoque na inclusão, inovação e impactos sociais reais.

Foi concebida não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um instrumento estratégico para reforçar a transparência, melhorar a comunicação com comunidades, apoiar equipas técnicas e garantir que nenhum projecto deixe para trás as populações mais vulneráveis.

A solução já está disponível para demonstrações dirigidas às instituições governamentais, parceiros de desenvolvimento, ONG’s, empreiteiros e consultoras que actuam no sector público e privado. Para solicitações de imprensa e pedidos de apresentação, a Kumbatia Comunicação está disponível através dos seguintes

Bazaruto: Ilha de Santa Carolina vai à reforma avaliada em mais de 100 milhões de dólares

A empresa sul-africana de safaris de luxo, Singita, vai aplicar 102 milhões de dólares para reformar a ilha de Santa Carolina, no arquipélago de Bazaruto, no distrito de Inhassoro, província de Inhambane.

A também conhecida por Ilha do Paraíso vai receber um investimento de 60 milhões de dólares para a construção de um resort com 60 camas.

Os restantes 42 milhões de dólares vão ser aplicados em projectos no arquipélago de Bazaruto, onde se situa a ilha.

A Singita confirmou à Bloomberg que já recebeu o aval do Governo moçambicano para avançar com o plano de reforma.

O projecto promete dar uma nova vida à ilha que abriga um hotel abandonado, bem assim um impulso muito necessário à indústria do turismo em Moçambique, que ainda luta para se recuperar após meses de manifestações pós-eleitorais entre 2024 e 2025. (Fonte: Bloomberg)

Um Consórcio a facilitar o futuro

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) é uma empresa registada em Moçambique, criada em 2003 para assumir a concessão que lhe confere a responsabilidade de gerir, operar e desenvolver o Porto de Maputo.

A Portus Indico, um consórcio formado por parceiros internacionais e nacionais, detém 51% do capital da MPDC. A componente moçambicana dessa estrutura é assegurada pelos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), empresa portuária e ferroviária estatal, que mantém os restantes 49%.

O consórcio Portus Indico integra a DP World, uma das maiores operadoras mundiais de terminais marítimos, a Grindrod Limited, líder em transporte, logística e serviços portuários, e a Moçambique Gestores SARL, que detém 3% da estrutura, assegurando competências de consultoria local.

A concessão da infra-estrutura portuária à MPDC, atribuída pelo Governo de Moçambique, vigora até 2058.

MPDC: Uma nova referência para a região

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de MaputoMPDC, definiu uma estratégia de desenvolvimento ambiciosa para elevar o Porto de Maputo a novos patamares de competitividade regional. O acordo de extensão da concessão até 2058 envolve cerca de 2 mil milhões de dólares em investimentos em novos empreendimentos, com melhorias que abrangem a totalidade das instalações portuárias.

A Fase 1 do novo Plano Director do Porto já recebeu sinal verde para a expansão do Terminal de Contentores da DP World, operação que duplicará a capacidade instalada, passando dos actuais 255.000 TEUs para 530.000 TEUs. A Fase 2 contempla uma expansão adicional para 835.000 TEUs, aproximando o terminal da meta de 1 milhão de TEUs processados anualmente.

Embora a DP World esteja à frente do processo, a execução desta estratégia ocorre em estreita cooperação com a MPDC, que acompanha cada etapa dos trabalhos, em conformidade com os planos aprovados pelo Governo. O início da obra está previsto para o início de 2025, devendo prolongar-se por dois anos.

Actualmente, o Terminal de Contentores é servido pelo Cais 10. No âmbito da Fase 1, este cais será ampliado em comprimento, incorporando também os Cais 11 e 12, o que permitirá a recepção de navios de maiores dimensões. A profundidade ao longo do cais será dragada para menos 16 metros relativamente ao zero hidrográfico, criando condições para acomodar navios de maior calado. Um alargamento adicional do cais está previsto para fases posteriores do desenvolvimento.

A expansão visa transformar Maputo num centro de transbordo de referência na região, permitindo que navios primários descarreguem contentores destinados a outros portos.

Investir no futuro

Além da expansão do Terminal de Contentores, existem outros grandes projectos que constituem os principais pilares da extensão da concessão. O Terminal de Carvão de Matola da Grindrod, que também movimenta uma variedade de outros minerais, incluindo magnetite, crescerá em três fases para movimentar 18 milhões de toneladas anualmente na versão final.

Simultaneamente, o Terminal de Carga Geral (Multiuso) da MPDC, utilizado principalmente para cargas a granel, já foi alargado para movimentar até 13,6 milhões de toneladas. A possibilidade de construção de um novo cais para servir este terminal também está a ser considerada, integrada em futuras fases de desenvolvimento.

Principais desenvolvimentos:

  1. Reabilitação dos Cais 1 a 4
  2. Ampliação do Terminal de Contentores (para 1 milhão de TEU)
  3. Ampliação do Cais de Contentores (650 m de cais)
  4. Criação de um novo cais para granéis mistos
  5. Ampliação de um desvio ferroviário para o MICD

Juntamente com estes desenvolvimentos, o terminal de ferrocrómio localizado logo após o Portão 1 também poderá aumentar de tamanho.

“Estes desenvolvimentos representam um enorme investimento”, afirma Kristina de Klerk, Directora da Autoridade Portuária da MPDC. “Mas não podem ser avaliados isoladamente. Analisamos como cada pilar afectará todos os aspectos da vida do porto.”

Melhorias nos sistemas de notificação de chegada de navios (VAN) e camiões (TAN) são, portanto, essenciais. No que respeita aos camiões, por exemplo, todas as contagens são actualmente avaliadas.

A empresa implementou um vasto programa de integração com plataformas de parceiros externos, incluindo os CFM e os sistemas aduaneiros nas principais fronteiras, o que já está a gerar ganhos assinaláveis.

Consciente da importância da visibilidade no fluxo de mercadorias, a MPDC mantém um trabalho coordenado com os postos fronteiriços de Komatipoort (KM7) e Ressano Garcia (KM4), reforçando a articulação necessária para assegurar maior fluidez no trânsito e na logística portuária.

O Plano Director do Porto projecta igualmente as necessidades futuras da infraestrutura. O objectivo é preparar o Porto de Maputo para oportunidades de expansão na margem oposta da baía, entre as zonas de Maputo e Matola, antes de avançar para alternativas de longo prazo, como a KaTembe. Contudo, a expansão na KaTembe enfrenta desafios ambientais, operacionais e de eficiência, sendo por isso provável que qualquer desenvolvimento naquela área avance de forma faseada e em pequena escala, por exemplo, com a instalação de um estaleiro naval. Até ao momento, nenhum projecto está oficialmente calendarizado.

Para garantir flexibilidade estratégica, a MPDC elaborou previsões de crescimento em três cenários, baixo, médio e alto que consideram factores económicos globais, riscos geopolíticos e exigências de sustentabilidade. Este exercício permite à entidade manter um quadro de actuação preparado para diferentes conjunturas.

A empresa mantém um diálogo permanente com operadores portuários e logísticos, de modo a avaliar projectos que possam influenciar as operações no porto. A DP World, por exemplo, através da sua especialização em cadeias logísticas, está posicionada para desenvolver novas zonas económicas ao longo do Corredor de Maputo, abrindo espaço para oportunidades emergentes de negócios.

A MPDC estuda igualmente a viabilidade de transferir uma proporção maior do transporte rodoviário para a via ferroviária, actualmente dividida em cerca de 77% por estrada e 23% por via férrea. Um aumento da carga transportada por comboio poderá reduzir custos, melhorar a eficiência e aliviar a pressão sobre as estradas.

INE Regista aumento de 0,47% nos preços em Outubro

O país voltou a registar uma aceleração dos preços no mês de Outubro, com uma variação mensal de 0,47%, praticamente o dobro do aumento observado em Setembro (0,29%). Os dados constam do mais recente relatório do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar da subida mensal, a inflação homóloga registou ligeiro alívio, fixando-se em 4,83%, contra os 4,93% verificados no mês anterior, sinalizando uma tendência moderada de estabilização dos preços no médio prazo.

Alimentos continuam a pressionar a despesa das famílias

O INE indica que a componente de alimentos e bebidas não alcoólicas voltou a ser o principal motor da subida mensal, contribuindo com 0,32 pontos percentuais para o total.
Entre os produtos que mais pressionaram o IPC destacam-se:

  1. Tomate: +12%
  2. Camarão seco: +16,8%
  3. Peixe seco: +3%
  4. Carapau: +1%
  5. Lenha: +7,6%
  6. Limão: +48,1%

Estes itens, no conjunto, representaram 0,39 pontos percentuais da variação de Outubro, ilustrando a persistência da pressão sobre os alimentos básicos, num contexto de elevada sensibilidade dos preços a factores sazonais e de oferta.

Volatilidade marca comportamento do IPC em 2024

O comportamento recente do IPC evidencia uma trajectória marcada por volatilidade. Entre Abril e Julho, o país registou quatro descidas consecutivas, acumulando oito quedas mensais em menos de 18 meses, antes de regressar à tendência ascendente observada em Agosto, Setembro e, agora, Outubro.

A inflação acumulada no ano situou-se em 4,15%, abaixo dos 5,3% registados no mesmo período de 2023 e longe do pico de quase 13%, registado em Julho de 2022, um dos mais elevados da última década.

Governo e Banco de Moçambique projectam evolução moderada

As projecções macroeconómicas apontam para um encerramento de 2025 com a inflação próxima de 7%, segundo o Governo. Já o Banco de Moçambique antevê uma trajectória de desaceleração gradual, amparada pelas medidas de alívio recentemente adoptadas:

  1. Isenção de IVA sobre bens essenciais como açúcar, óleo e sabão
  2. Redução de até 60% nas portagens
  3. Corte nas tarifas de água
  4. Queda dos preços internacionais de alimentos
  5. Estabilidade relativa do metical

O mais recente Relatório de Perspectiva Económica e Inflação sublinha que, no curto prazo, estas medidas deverão continuar a contribuir para uma “moderação da pressão inflacionária”, embora os riscos ligados às condições climáticas e ao comportamento dos combustíveis permaneçam no radar.

Syrah reforça capital para operação de grafite em Balama com novo desembolso da DFC

A subsidiária Twigg, da Syrah Resources, vai receber 8,5 milhões de dólares da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), reforçando a capacidade operacional da mina de grafite de Balama, em Cabo Delgado. O montante será canalizado para capital de giro e sustentação das actividades, num período em que a operação decorre abaixo da sua capacidade instalada, devido ao excesso de oferta no mercado internacional e à consequente pressão sobre os preços do minério.

Com este desembolso, previsto para quinta-feira, 20 de Novembro, o financiamento total disponibilizado pela DFC ao abrigo do actual acordo ascende a 68 milhões de dólares, não incluindo custos de originação. O pacote insere-se na linha de crédito de 150 milhões de dólares aprovada em Outubro de 2024, cujo primeiro desembolso, de 53 milhões, havia sido efectuado antes da suspensão temporária da actividade em Dezembro do mesmo ano. A produção e as exportações foram retomadas em Junho, seguindo-se nova tranche de 6,5 milhões em Agosto.

Segundo Shaun Verner, Director Executivo da Syrah, a continuidade do apoio da DFC reforça a posição estratégica de Balama enquanto maior operação integrada de mineração e processamento de grafite do mundo, apontada como peça essencial para o fortalecimento das cadeias de fornecimento de minerais críticos nos Estados Unidos, sobretudo no contexto da mobilidade eléctrica e da transição energética.

Apesar do financiamento, Balama continua a operar num modelo intermitente, muito abaixo da sua capacidade anual de 350 mil toneladas. No terceiro trimestre, a produção fixou-se em apenas 26 mil toneladas, reflexo directo da conjuntura internacional adversa. A empresa ainda não indicou por quanto tempo pretende manter este regime.

A Syrah adiantou que prosseguem conversações com a DFC sobre o calendário dos próximos desembolsos, mantendo-se o foco na estabilização do fluxo de caixa, na segurança operacional e no reforço da resiliência da oferta fora da China.

Vendas de divisas pela banca moçambicana recuam 18% no terceiro trimestre

As vendas de divisas pelos bancos moçambicanos recuaram 18% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados no Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE).

Este declínio ocorre num contexto de crescente dificuldade de acesso à moeda estrangeira por parte de empresas, especialmente para importações de bens essenciais.

O PRECE explica que a escassez de divisas se deve, em parte, ao facto de os bancos estarem a absorver os dólares vendidos pelos exportadores, limitando a oferta para os importadores.

Para inverter a tendência, o Governo propôs um aumento da taxa mínima de conversão de receitas de exportação, de 30% para 50%, numa tentativa de reforçar a disponibilidade de divisas no mercado doméstico.

O recuo nas vendas cambiais evidencia um mercado cambial pressionado, com impacto direto na liquidez e na competitividade das empresas moçambicanas num momento de grande necessidade de capital externo.

Vodacom lança campanha “chegou o VerOn” com prémios fantásticos para aquecer o verão

A Vodacom Moçambique lançou a campanha de Verão “Chegou o VerON”, esta sexta-feira, numa cerimónia que reuniu parceiros e representantes do sector das telecomunicações. A campanha oferece prémios fantásticos através de bónus instantâneos, bem como sorteios diários, semanais e mensais, reafirmando o compromisso da empresa em proporcionar experiências de valor e benefícios concretos aos seus Clientes.

Durante o evento, os presentes puderam conhecer detalhadamente o funcionamento da campanha, os prémios disponíveis e como a Vodacom tem inovado na experiência do Cliente. Entre os prémios oferecidos destacam-se televisores, smartphones, motorizadas, geleiras, saldo na conta M-Pesa, entre outros, garantindo que todos os Clientes tenham oportunidades reais de serem contemplados.

Os sorteios diários permitem que os Clientes recebam prémios em dinheiro, enquanto os sorteios semanais e mensais oferecem prémios de maior valor, reforçando o carácter dinâmico e interactivo da campanha. Para participar, basta adquirir ofertas da Vodacom ou realizar pagamentos via M-Pesa, sem qualquer custo adicional.

“A Vodacom quer estar sempre ao lado dos seus Clientes, proporcionando-lhes benefícios tangíveis e novas oportunidades. A campanha ‘Chegou o VerON’ é mais um passo para reconhecer e premiar a sua lealdade, ajudando-os a concretizar sonhos e a estar sempre ON”, afirmou Linda Riwa, Directora Comercial da Vodacom Moçambique.

A campanha Chegou o VerON” integra o compromisso mais amplo da Vodacom Moçambique em apoiar os moçambicanos através de conectividade de qualidade, preços acessíveis e empoderamento digital. A empresa tem investido continuamente na expansão e modernização da rede, na melhoria da qualidade dos serviços e no desenvolvimento das comunidades, reforçando o seu propósito de gerar valor e impacto na vida das pessoas.

Durante o lançamento, foram também destacadas as iniciativas da empresa para promover inovação e inclusão digital, com ênfase na utilização de tecnologias móveis para simplificar os pagamentos e facilitar o acesso a serviços essenciais.  Por fim, o evento contou com apresentações e demonstrações que permitiram aos presentes vivenciar, na prática, como a campanha se integra no dia-a-dia dos Clientes, tornando cada interacção mais recompensadora.