A Playground, em parceria com o South Beach, realiza no dia 22 de Novembro de 2025, em Maputo, a 2ª Edição do Beach Polo Mozambique, um evento que promove o desporto equestre e valoriza o potencial turístico de Moçambique, com o objectivo de posicionar o país na rota mundial do polo de praia.
A 2ª edição conta com o patrocínio principal do First Capital Bank e com o apoio institucional do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e do INATUR. A partida decorrerá num campo adaptado de cerca de 50 por 20 metros, onde irão competir 14 equipas, acompanhadas por igual número de cavalos especialmente preparados para o Beach Polo.
O plantel desta edição é composto por cavaleiros africanos de várias nacionalidades, incluindo Angola, África do Sul e Egipto. O evento contará ainda com comentadores internacionais, provenientes da África do Sul e de Angola, que irão guiar o público durante os jogos.
Durante a conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, em Maputo, o representante do torneio, Miguel Proença, afirmou que o Beach Polo Mozambique é um evento que combina desporto, glamour e turismo, tendo como pano de fundo o magnífico cenário do Oceano Índico.
De acordo com Miguel Proença, o Beach Polo Mozambique é também um motor de desenvolvimento local. Até ao momento, estima-se que cerca de 300 pessoas sejam directamente beneficiadas com postos de trabalho, fixos e temporários. Estas pessoas estão envolvidas em áreas como produção, montagem, logística, segurança, hospitalidade e catering, impulsionando o emprego e o turismo na cidade de Maputo.
O vereador da Educação, Cultura e Desporto da Cidade de Maputo, Osvaldo Faquir, afirmou que a autarquia está honrada por ser anfitriã do Beach Polo Mozambique, um evento que coloca a cidade na rota internacional da modalidade.
Osvaldo Faquir apelou ao reforço das medidas de gestão e sustentabilidade ambiental, garantindo que todas as actividades do evento respeitem as boas práticas ambientais. “Também queremos assegurar-vos que, em colaboração com as autoridades competentes, todas as condições de segurança, gestão de trânsito, entre outros aspectos, estão devidamente garantidas, para que todos possam desfrutar deste grande momento com tranquilidade e vibração”, destacou o vereador.
A representante do First Capital Bank, Ana Russo, sublinhou que o banco acredita no poder do desporto e da cultura para unir pessoas e criar oportunidades. Nesse sentido, o Beach Polo Mozambique reflecte o posicionamento da instituição e os seus valores de excelência, inovação e integridade, servindo de plataforma ideal para aproximar o banco dos seus clientes e parceiros.
“Estamos felizes por poder levar esta modalidade, ainda pouco conhecida, à cidade de Maputo, abrindo portas para que o polo possa ser praticado também em Moçambique”, referiu Ana Russo.
A representante da Embaixada da Argentina, Noelia Bernales, também parceira do evento, recordou que o país tem uma ligação histórica e profunda com o polo. O desporto chegou à Argentina no final do século XIX e, desde então, tornou-se parte da sua identidade desportiva, com reconhecimento internacional e algumas das equipas e jogadores mais prestigiados do mundo.
“O polo representa tradição, excelência e espírito de equipa, valores que também procuramos partilhar através da nossa diplomacia cultural. Alegra-nos ver como o Beach Polo Mozambique continua a crescer, promovendo o desporto e o intercâmbio entre os países”, destacou Noelia Bernales.
Na 2ª Edição do Beach Polo Mozambique, haverá também um importante momento cultural e de responsabilidade social corporativa: a exposição de 20 quadros do artista plástico, Sebastião Coana, que disponibilizará duas obras exclusivas para leilão. Parte do valor arrecadado será doada à Fundação Esperança Viva, instituição que apoia crianças carenciadas na província de Nampula.
O Beach Polo Mozambique nasceu em 2019, fruto de uma parceria entre a Playground e a Embaixada da Argentina, com o objectivo de apresentar esta nova modalidade no país e realizar uma demonstração de polo. Desde então, colocou Moçambique no mapa internacional do polo de praia, ao lado de destinos como Dubai, Miami e Cidade do Cabo.
Quatro empresas moçambicanas foram distinguidas com os Certificados da Qualidade, numa cerimónia presidida por Sua Excelência Basílio Muhate, Ministro da Economia, no âmbito da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre em Maputo.
As distinções foram atribuídas à Petromoc Petróleos de Moçambique S.A., Construsoyo Moçambique Lda, CONTACT Moçambique e OMIDE, em reconhecimento pelo seu contributo na promoção da qualidade, inovação e competitividade no ambiente empresarial nacional.
O acto simboliza o compromisso do Governo e do sector privado em elevar os padrões de excelência e reforçar a confiança na produção nacional, alinhando-se ao lema da conferência deste ano: “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico.”
A Grindrod celebrou um marco importante no contínuo desenvolvimento do seu Terminal de Granéis Sólidos da Matola, com a realização da cerimónia oficial de lançamento da primeira pedra, que assinala o início do seu programa de expansão.
O evento, presidido por Sua Excelência Eng.º João Jorge Matlombe, Ministro dos Transportes e Logística, marcou o arranque da Fase 1 do desenvolvimento da área Back-of-Terminal (BOT), reafirmando o compromisso de longo prazo da Grindrod com o investimento na infra-estrutura logística de Moçambique e no crescimento do comércio regional.
Há seis meses, neste mesmo terminal, Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, inaugurou o novo edifício administrativo da Grindrod, e anunciou oficialmente o início deste projecto de expansão. A cerimónia de hoje representa a concretização dessa visão, transformando planos em acção e reforçando o papel de Moçambique como um importante corredor logístico regional.
Desde que assumiu a gestão operacional do terminal em 2007, a Grindrod já investiu mais de 52 milhões de Dólares Norte-Americanos na modernização das suas instalações, integrando novas tecnologias e ampliando a capacidade de manuseamento. Com a aquisição dos 35% restantes do terminal e a extensão da sub-concessão com a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) até 2058, a Grindrod reforça a sua posição como parceiro logístico de longo prazo de Moçambique.
A Fase 1 representa um investimento de 40 milhões de Dólares Norte-Americanos (de um total de 80 milhões de dólares) e irá permitir a mecanização completa da área BOT, aumentando a capacidade do terminal das actuais 8 milhões de toneladas por ano (mtpa) para 12 mtpa, e ampliando a área de 40 800 m² para 157 760 m². A conclusão desta fase está prevista para o primeiro semestre de 2027.
A Fase 2 irá acrescentar novas infraestruturas de armazenamento e carregamento, integrando as operações entre as partes frental e traseira do terminal, permitindo futuramente atingir até 15 mtpa.
“Hoje transformamos visão em acção e acção em resultados concretos para o nosso País e para a região da SADC”, disse Sua Excelência Eng.º João Jorge Matlombe. “Esta expansão fortalece o Corredor de Maputo e consolida a posição de Moçambique como um centro logístico regional, através da colaboração entre o Governo e o sector privado.”
“O reinício desta expansão marca um renovado compromisso com a excelência operacional e com soluções logísticas eficientes e competitivas,” acrescentou Kwazi Mabaso, CEO da Grindrod Bulk e futuro CEO Grupo Grindrod. “Com infraestrutura moderna e sistemas integrados, o Terminal da Matola está preparado para responder à crescente procura regional e promover o comércio de África com o mundo.”
O primeiro dia da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP) ficou marcado pela assinatura de importantes Memorandos de Entendimento, que reforçam o compromisso do sector empresarial e das instituições parceiras com o desenvolvimento económico e social de Moçambique.
Entre os acordos rubricados, destaca-se o Memorando entre a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a Confederação das Associações Comerciais e Industriais e a organização No One Out, destinado à implementação do Projecto Connecting Skills, uma iniciativa que visa promover a formação e o intercâmbio de competências entre jovens profissionais e o sector privado.
Foi igualmente assinado um Memorando entre a CTA, o Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA (CNCS) e o Instituto de Comunicação Social e Saúde (ICRH), que tem como objectivo mobilizar recursos domésticos e externos para reforçar a resposta nacional ao HIV, com enfoque na prevenção e na sustentabilidade das acções comunitárias.
Outro momento relevante foi a assinatura de um Memorando entre a Sociedade de Garantia Mútua (SGM) e o Millennium bim, que visa facilitar o acesso ao crédito e apoiar pequenas e médias empresas, promovendo a inclusão financeira e o fortalecimento do tecido empresarial nacional.
As assinaturas ocorreram durante a sessão inaugural da conferência, que este ano simboliza duas décadas de diálogo público-privado e decorre sob o lema “Reformar para Competir: Caminhos para o Relançamento Económico”. Os acordos firmados marcam o início de uma nova etapa de cooperação entre o Governo, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento, com o propósito comum de estimular o crescimento económico, gerar emprego e consolidar um ambiente de negócios mais dinâmico e inclusivo.
A 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), realizada em Maputo, marcou duas décadas de diálogo público-privado institucionalizado em Moçambique, reafirmando o compromisso entre o Governo, o sector empresarial e os parceiros internacionais na construção de um ambiente económico mais dinâmico e competitivo.
Sob o lema “Reformar para Competir: Caminhos para o Relançamento Económico”, o evento reuniu mais de 2.000 participantes, 40 oradores e 80 expositores, num ambiente de partilha de experiências, propostas e soluções concretas para o futuro económico do país.
Em análise estiveram projectos avaliados em 95,8 mil milhões de meticais (1,5 mil milhões de dólares), um sinal inequívoco de confiança no potencial produtivo e de investimento nacional.
O anúncio presidencial e a retoma do Mozambique LNG
Um dos momentos mais marcantes da conferência foi o anúncio do Presidente da República, que revelou avanços significativos nas negociações para a retoma do projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies.
“Se tudo correr como previsto, num prazo máximo de sete dias estaremos em condições de finalizar as conversações com o projecto liderado pela Total”, declarou o Chefe do Estado, na sessão de abertura da conferência.
O anúncio surge na sequência do levantamento da cláusula de “força maior”, que desde 2021 suspendia o megaprojecto devido aos ataques terroristas na região norte do país.
Avaliado em cerca de 1,3 bilião de meticais (20 mil milhões de dólares), o Mozambique LNG poderá ser reactivado assim que o Governo aprovar a revisão orçamental, que incorpora custos adicionais resultantes da paralisação. O Presidente reafirmou o empenho do Executivo em acelerar o processo negocial, de modo a garantir a retoma efectiva das actividades e maximizar o impacto económico do projecto.
Desafios estruturais e a urgência das reformas
A CASP 2025 também serviu como palco de reflexão sobre os desafios estruturais que continuam a travar o crescimento económico. Entre eles, destacou-se a escassez de divisas, classificada como uma verdadeira “emergência económica”.
Sem acesso suficiente a moeda estrangeira, muitas empresas enfrentam dificuldades para importar matérias-primas, cumprir contratos e expandir operações. Daí o apelo à criação de incentivos claros para exportadores e à substituição de importações, de modo a garantir prioridade no acesso a divisas para as empresas produtoras.
Outro tema central foi a operacionalização do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), sustentado pelas receitas do gás natural. Como sublinhou o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, o FSM não deve limitar-se a ser um instrumento de poupança, mas sim de financiamento de projectos estruturantes, parcerias público-privadas e industrialização baseada no gás.
A nova Agenda de Reformas e a visão para o futuro
Durante a conferência, foi apresentada a nova Agenda de Reformas da CTA, que define medidas de impacto rápido e realista, com foco em infra-estruturas, energia, logística, competitividade industrial e inclusão das PME, responsáveis por mais de 80% da actividade empresarial no país.
Ao longo dos três dias, decorreram também sessões bilaterais com representantes da União Europeia, Emirados Árabes Unidos, Zona de Comércio Livre Continental Africana e Brasil, além do Market Place, um espaço dedicado à identificação de soluções e oportunidades de investimento entre produtores, importadores e fornecedores de matérias-primas.
O Ministro da Economia, Basílio Muhate, reafirmou o compromisso do Governo em melhorar o ambiente de negócios, através da remoção de barreiras burocráticas e simplificação de processos, tornando Moçambique mais atractivo ao investimento nacional e estrangeiro.
A Fidelidade Moçambique – Companhia de Seguros, S.A., acaba de lançar o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade, uma nova iniciativa de responsabilidade social que visa apoiar organizações da sociedade civil, organizações não governamentais e instituições sem fins lucrativos que desenvolvam projectos nas áreas da inclusão social de pessoas com deficiência e da prevenção em saúde, com especial atenção na infância.
A iniciativa integra a estratégia de Responsabilidade Social Corporativa da Seguradora e procura promover o desenvolvimento sustentável do terceiro sector, apoiando projectos que respondam a problemáticas actuais de forma viável, sustentável e transformadora. Segundo Vítor Bandeira, Presidente da Comissão Executiva da Fidelidade Ímpar, “o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade nasce da convicção de que o sector privado pode e deve ter um papel activo na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e saudável”.
“Queremos apoiar instituições que transformam vidas e que contribuem para o desenvolvimento humano e económico do país. Este é um momento que nos enche de orgulho, porque traduz, em gestos concretos, aquilo que está no coração da nossa identidade: proteger, cuidar e retribuir à sociedade o que dela recebemos”, afirmou o mesmo responsável. Com um valor global de 1.500.000,00 meticais, o Prémio será atribuído a duas organizações seleccionadas por um júri independente, que reconhecerá o mérito, a inovação e o impacto social das iniciativas.
A composição do júri reúne o PCE da Fidelidade Ímpar, Vítor Bandeira, e quatro personalidades moçambicanas cujo percurso é marcado pelo compromisso com o desenvolvimento humano e social, nomeadamente Jorge Ferrão, Terezinha da Silva, Mércia Viriato Licá e Stewart Sukuma. A experiência e sensibilidade destas personalidades serão fundamentais para identificar projectos que verdadeiramente transformam vidas.
As candidaturas serão avaliadas com base em critérios de qualidade técnica, viabilidade financeira, impacto social e sustentabilidade, e as organizações vencedoras celebrarão um Protocolo de Colaboração com a Fidelidade Moçambique para a execução dos respectivos projectos. O apoio financeiro será distribuído por duas categorias principais:
• Inclusão Social de Pessoas com Deficiência;
• Prevenção em Saúde. A cada uma destas categorias serão atribuídos até 750.000,00 MT.
O período de candidaturas ao Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade será entre os dias 10 a 30 de Novembro, convidando associações e organizações comunitárias de base sem fins lucrativos a apresentarem os seus projectos viáveis, sustentáveis e de impacto comprovado. Mais informações sobre o regulamento e o processo de candidatura podem ser consultadas nos nossos canais oficiais do Site: fidelidadeimpar.co.mz.
O Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade reforça o compromisso da Fidelidade Moçambique com a protecção das pessoas, do património e da actividade económica, reafirmando a missão da Seguradora em contribuir para o pilar social, como entende ser também um dever do sector privado.
A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) apresentou, na última sexta-feira (07), em Cabo Delgado, uma plataforma digital de coordenação de projectos de desenvolvimento, que visa reforçar a articulação entre parceiros, melhorar a transparência e acelerar o impacto das acções em curso na região norte de Moçambique.
Falando em conferência de imprensa, o presidente da ADIN, Jacinto Loureiro, explicou que a nova ferramenta surge como resposta à necessidade de organizar e integrar os múltiplos projectos e iniciativas de reconstrução que estão a ser implementados na província, após anos de desafios causados pela instabilidade e pelo terrorismo.
“Como podem ver, esta é uma plataforma de coordenação de projectos e iniciativas de desenvolvimento que estão a decorrer aqui em Cabo Delgado. Estão representadas várias organizações das Nações Unidas e outros parceiros. Estamos todos juntos para coordenar as nossas acções, promover mais entendimento e alcançar resultados mais rápidos. Este é o propósito desta plataforma, liderada pela ADIN”, destacou Jacinto Loureiro.
Segundo o dirigente citado pelo portal Zumbo FM Notícias, cada projecto em curso na província possui objectivos e focos específicos, mas todos convergem para o mesmo propósito: desenvolver a região norte de forma integrada e sustentável.
“Cada projecto tem o seu valor, o seu objectivo e o seu foco, mas, no final, todos visam desenvolver a província em todos os aspectos. São esforços individuais que, quando bem coordenados, produzem resultados muito mais significativos”, acrescentou.
A plataforma que se encontra em fase experimental permitirá consultar informações detalhadas sobre todos os projectos de desenvolvimento, incluindo localização, valores investidos, áreas de intervenção, escolas, centros de saúde e população beneficiária. Com esta base de dados, autoridades e parceiros terão acesso rápido e preciso a informações atualizadas, facilitando a planificação e a tomada de decisões.
“Se alguém quiser saber quantos centros de saúde existem em Cabo Delgado ou na região norte, poderá fazê-lo através desta plataforma. Ela vai disponibilizar todos os dados e oferecer melhor orientação aos decisores, sejam administradores, governadores ou secretários de Estado”, explicou Loureiro.
O lançamento oficial da ferramenta está previsto para meados de Março do próximo ano, e o sistema passará a chamar-se “Programa de Gestão de Projectos do Norte”. Segundo o presidente da ADIN, a plataforma pretende ainda promover a transparência e o acompanhamento público das acções em curso, garantindo que os investimentos realizados tenham impacto real nas comunidades.
“O nosso compromisso é que cada centavo investido pelos parceiros resulte efetivamente em desenvolvimento. Esta plataforma vai permitir acompanhar, em tempo real, o progresso das iniciativas e assegurar que os recursos são aplicados com eficiência e responsabilidade”, concluiu o dirigente.
Mulheres moçambicanas e de sete outros países africanos dispõem de mais um canal de financiamento para iniciativas empreendedoras.
Trata-se do Programa de Empreendedorismo de África, WE4A, lançado, recentemente, pela Fundação Tony Elemelu e parceiros da União Europeia, Cooperação Alemã e Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico.
O Programa WE4A está a ser implementado em oito países de África, incluindo Moçambique, e visa incentivar a participação de mulheres empreendedoras africanas, fornecendo-lhes as ferramentas e recursos necessários para desenvolverem os seus negócios e contribuírem para o desenvolvimento económico dos seus países.
As empreendedoras terão a oportunidade de receber um financiamento de capital inicial de cinco mil dólares não reembolsáveis para expandir os seus negócios, para além de formação de classe mundial e orientação especializada.
Na primeira fase do Programa foram financiadas 2.000 empreendedoras em todo o continente africano.
A directora de Comunicação e Marketing da Fundação Tony Elumelu, Moyo Awotile, disse, em Maputo, que a chamada para candidaturas da segunda edição do Programa IYBA-WE4A está aberta desde o dia 6 de Outubro de 2025 e o encerramento está previsto para Janeiro de 2026.
A Limak Group, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), lançou oficialmente em Moçambique o programa Global Engineer Girls (GEG), uma iniciativa filantrópica que visa promover a inclusão e o empoderamento de mulheres nas áreas de engenharia e ciências aplicadas.
O anúncio foi feito durante uma cerimónia realizada na UEM, em Maputo, marcada pela assinatura de um Memorando de Entendimento entre as duas instituições. A iniciativa integra Moçambique numa rede internacional de mais de 1.700 participantes de países como Turquia, Arábia Saudita, Macedónia do Norte, Kosovo e Espanha, que tem vindo a incentivar o acesso e o sucesso de jovens mulheres em carreiras de engenharia.
O evento contou com a presença do Embaixador da Turquia em Moçambique, Ferhat Alkan, da Vice-Reitora da UEM, Amália Uamusse, e de diversas personalidades das comunidades empresarial, governamental e académica. Um painel de discussão abordou o tema da sub-representação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), com intervenções da Iolanda Cintura, Governadora de Maputo, Alima Sauji, Presidente do Departamento para as Mulheres, Jovens Empreendedores e PME da CTA, e Gaspar Buque, Director Nacional da organização Field Ready.
Na sua intervenção, Ebru Özdemir, fundadora da Global Engineer Girls e presidente da Limak Group, destacou o compromisso do grupo com a igualdade de género e a capacitação feminina.
“Desde a criação do programa em 2015, o nosso propósito tem sido reduzir a desigualdade de género nas áreas de STEM e mostrar que a engenharia não é um domínio exclusivamente masculino. É com orgulho que firmamos esta parceria com a UEM, certos de que estas jovens se tornarão as líderes do amanhã”, afirmou.
Por sua vez, a Vice-Reitora da UEM, Amália Uamusse, sublinhou o empenho da universidade na promoção da inclusão e da valorização do talento feminino.
“A parceria com a Limak Cimentos SA é um exemplo concreto desse compromisso. Já resultou na atribuição de 10 bolsas de estudo, entrega de computadores portáteis, visitas institucionais e acções de capacitação, em colaboração com o nosso parceiro Field Ready”, destacou.
O Director-Geral da Limak Cimentos SA, Seyit Orhan Baydar, reforçou que o investimento em educação é parte integrante da visão da empresa para o desenvolvimento sustentável do país.
“A Limak Cimentos SA orgulha-se de apoiar a próxima geração de engenheiras em Moçambique. Acreditamos que estas jovens moldarão o futuro com confiança e excelência”, afirmou.
Na sua primeira edição em Moçambique, o programa Global Engineer Girls contempla 10 participantes, que beneficiarão de bolsas de estudo, mentoria entre pares, formação técnica e visitas a projectos de engenharia, ganhando experiência prática e contacto directo com o ambiente profissional.
Como parte do seu compromisso social, as estudantes realizarão também actividades de voluntariado, promovendo valores de responsabilidade cívica e solidariedade. As participantes terão ainda a oportunidade de integrar o Encontro Global Engineer Girls, em Istambul, onde poderão partilhar experiências e reforçar a rede internacional de colaboração com colegas de outros países.
Com esta parceria, Moçambique junta-se ao grupo de nações que investem no talento e na liderança feminina nas engenharias, abrindo caminho para uma geração de mulheres mais qualificadas e participativas no desenvolvimento do país.
Situado estrategicamente na região sul do país, o Corredor Logístico de Maputo, considerado o maior porto seco nacional, representa um marco na modernização da cadeia logística, conjugando tecnologia avançada, eficiência operacional e visão estratégica voltada para o futuro.
Com uma capacidade superior a 50 mil toneladas de armazenamento, o CLM posiciona-se como um actor decisivo na integração económica regional, assegurando a ligação entre os principais corredores de exportação e os países do hinterland.
Em entrevista exclusiva à PROFILE, o presidente do Conselho Directivo do CLM, Clávio Macuácua, fala sobre o papel da instituição no fortalecimento do comércio regional, os investimentos estruturais em curso, os desafios regulatórios e a ambição de transformar Moçambique num hub logístico de referência na África Austral.
A conversa decorre num momento em que o país reafirma o seu compromisso com a modernização do sistema de transportes e a dinamização das cadeias de valor regionais, áreas em que o CLM surge como um parceiro estratégico do Estado e do sector privado.
Profile Mozambique: Qual é o papel do Corredor Logístico de Maputo no contexto do comércio regional e como a sua localização estratégica contribui para o desenvolvimento económico do país?
Clávio Macuácua: A CLM, sigla de Corredor Logístico de Maputo, é uma empresa vocacionada para a gestão integrada de mercadorias e operações logísticas, abrangendo todo o processo de importação, exportação e trânsito de bens. Operamos com diferentes tipos de carga, assegurando a coordenação de serviços aduaneiros e alfandegários no local, e garantimos que as mercadorias cheguem aos seus destinos, sejam eles nacionais, regionais ou internacionais, com eficiência e segurança.
Enquanto operador logístico, o nosso papel é central na dinamização do comércio e na circulação de mercadorias na região austral de África. Acreditamos que a nossa actuação ganha ainda mais relevância quando consideramos a localização estratégica de Moçambique no contexto regional. O país dispõe de cerca de 3 mil quilómetros de costa, o que nos posiciona como um eixo natural de ligação entre o hinterland e o resto do mundo.
É precisamente neste contexto que o Corredor Logístico de Maputo assume importância vital, somos um elo entre os mercados internos e os portos de saída, facilitando o acesso das mercadorias provenientes de países vizinhos e do interior aos principais corredores de exportação.
Moçambique conta com três portos principais, Maputo, Beira e Nacala, que desempenham funções complementares no escoamento de mercadorias e no fortalecimento das cadeias de valor regionais. Contudo, é igualmente importante destacar a relevância de outros pontos de entrada fronteiriços, como Machipanda, Ressano Garcia, Goba e Ponta do Ouro, que contribuem para o fluxo comercial entre Moçambique e os países vizinhos.
PM: A CLM define-se como empresa de logística de “Quinta Parte da Logística (5PL)”. Que implicações práticas esse conceito tem nas operações em Maputo e no corredor que integra?
CM: Nós, no Corredor Logístico de Maputo, não nos definimos como uma empresa de logística propriamente dita, mas sim como um terminal integrado que desempenha um papel estratégico dentro da cadeia logística. No entanto, a nossa actuação posiciona-se ao mais alto nível dessa cadeia, razão pela qual fazemos referência ao conceito de logística de quinta geração, ou 5PL.
Este conceito representa o estágio mais avançado da evolução logística, que vai desde a 1PL até à 5PL. A 1PL corresponde ao produtor ou fornecedor inicial de bens, enquanto a 2PL abrange as empresas que se dedicam à manufactura e produção, aquelas que fabricam bens, mas que não necessariamente se envolvem na sua distribuição.
a 3PL, por sua vez, envolve empresas especializadas na gestão da distribuição e transporte, garantindo que os produtos cheguem aos mercados. E a 4PL é caracterizada por entidades que fazem a integração de processos e acrescentam valor, como acontece, por exemplo, com empresas que se dedicam à montagem ou acabamento de produtos.
A 5PL, onde nos enquadramos, é o nível que agrega todas essas funções, assumindo uma visão global da cadeia logística. Na prática, significa que participamos desde a negociação de fretes marítimos, rodoviários e ferroviários, até ao manuseamento, embalagem e entrega final das mercadorias.
PM: Num recente comunicado, a CLM anunciou um investimento estimado em 50 milhões de dólares para um novo terminal de mercadorias. Pode partilhar os principais objectivos deste investimento e como ele vai alterar o panorama logístico local?
CM: O investimento de 50 milhões de dólares representa um marco importante na consolidação do Corredor Logístico de Maputo como uma das principais infra-estruturas logísticas de Moçambique e da região. Este valor corresponde ao investimento global realizado no nosso terminal e em todo o complexo logístico, desenvolvido em parceria com o nosso parceiro estratégico, a Agility, uma empresa de referência internacional.
Este investimento permitiu-nos dotar o terminal de condições modernas e eficientes para o manuseamento, armazenamento e distribuição de mercadorias, reforçando a nossa capacidade operacional e a integração com outros meios de transporte, nomeadamente o ferroviário e o rodoviário. O objectivo central é criar um sistema logístico de excelência, capaz de responder às crescentes exigências do comércio regional e internacional, tornando o porto de Maputo um verdadeiro hub de conectividade.
Neste momento, o terminal atingiu praticamente a sua capacidade máxima de ocupação, o que confirma a confiança dos nossos clientes e parceiros nos serviços que prestamos. Por essa razão, estamos a preparar uma segunda fase de expansão, estimada em mais 20 a 25 milhões de dólares, que permitirá o aumento da área do terminal em cerca de 10 hectares e a construção de novos armazéns, com uma média de 20 mil metros quadrados adicionais.
PM: Como estão a ser geridas as relações com as fronteiras de Goba e Namaacha para reduzir tempos de trânsito e custos logísticos?
CM: A gestão das relações com as fronteiras de Goba e Namaacha continua a ser um dos grandes desafios do sistema logístico nacional. Historicamente, Moçambique sempre contou com terminais de interior que serviam de apoio às fronteiras e aos principais pontos de entrada do país. No entanto, ao longo dos anos, alguns regulamentos vieram limitar a criação e o funcionamento desses terminais, o que acabou por afectar a fluidez e a eficiência do processo logístico.
Nos últimos tempos, tem vindo a surgir uma nova abordagem, que defendemos e acreditamos ser a mais acertada, a de reactivar e expandir os terminais interiores, de forma a complementar o trabalho das fronteiras e reduzir os tempos de trânsito. Estes terminais funcionam como extensões operacionais das alfândegas, permitindo um melhor controlo, maior capacidade de manuseamento e, sobretudo, redução de custos logísticos.
Reconhecemos que ainda há entraves de natureza regulatória, pois a legislação vigente nem sempre acompanha a dinâmica do comércio transfronteiriço. Ademais, existe o desafio da harmonização das normas entre os países da região, uma vez que, por exemplo, os limites de carga por eixo variam de país para país. Enquanto em Moçambique o peso máximo permitido para certos camiões triéxel é de 28 toneladas, noutros mercados pode variar entre 25 e 30 toneladas, o que acaba por gerar penalizações e constrangimentos na circulação de mercadorias.
No caso do CLM, temos conseguido manter um nível de ocupação de cerca de 90%, o que demonstra o reconhecimento do papel estratégico que desempenhamos na cadeia logística nacional. Acreditamos que ainda há espaço para a criação de mais terminais interiores, capazes de apoiar as fronteiras e dinamizar o comércio entre Moçambique e os países do hinterland.
Em última instância, o grande beneficiário deste esforço será sempre o consumidor final, que poderá contar com produtos a custos mais acessíveis e com cadeias de abastecimento mais eficientes e seguras.
PM: Como pretende a CLM contribuir para a integração regional, nomeadamente no âmbito da SADC, e para a atracção de investimento estrangeiro no sector logístico moçambicano?
CM: A nossa interacção com o Governo é absolutamente imprescindível. Pela primeira vez, Moçambique conta com um Ministério dos Transportes e Logística, uma estrutura que vem dar um novo enquadramento à gestão integrada do sistema logístico nacional.
Enquanto CLM, reconhecemos o nosso papel preponderante neste ecossistema, não apenas como operadores, mas como parceiros estratégicos do Estado. Temos experiência directa na logística global e um conhecimento profundo das dinâmicas que influenciam o comércio regional e internacional. Por isso, acreditamos que podemos contribuir de forma activa para a definição e implementação de políticas públicas mais eficazes no sector.
Presidente do Conselho Directivo do Corredor Logístico de Maputo, Clávio Macuácua
Mantemos uma colaboração próxima com o Ministério dos Transportes e Logística, bem como com as Alfândegas e a Autoridade Tributária de Moçambique (AT), especialmente no que diz respeito ao alargamento da base tributária. Sabemos que a colecta de receitas é um dos grandes desafios actuais do país, e é precisamente nesse ponto que o CLM procura acrescentar valor, criando mecanismos que tornem o comércio mais eficiente, transparente e contributivo para a economia nacional.
PM: Em que horizonte temporal vê a CLM a assumir uma posição de liderança como hub logístico na África Austral?
CM: Acreditamos que, ao nível nacional, o Corredor Logístico de Maputo já ocupa uma posição de liderança no sector logístico. Hoje somos uma referência incontornável na movimentação e gestão de mercadorias em Moçambique. No contexto da África Austral, reconhecemos que ainda há um percurso a percorrer, mas também estamos convictos de que dispomos das condições necessárias para competir de igual para igual com qualquer infra-estrutura regional.
O grande desafio que identificamos prende-se, sobretudo, com as questões de regulamentação, que variam de país para país e, por vezes, limitam a fluidez do comércio regional. No entanto, em termos de infraestrutura física, tecnológica e operacional, o nosso terminal está ao nível e em muitos casos acima de várias instalações da África do Sul. Se retirássemos o contexto geográfico, muitos poderiam até presumir que esta infraestrutura se encontra naquele país, dado o seu padrão internacional de qualidade.
Contamos hoje com clientes de grande dimensão, incluindo as principais empresas petrolíferas, mineiras e de gás que operam em Moçambique, algumas das quais recentemente avançaram com o FID (Final Investment Decision). Essa confiança é reflexo do nosso rigor técnico, da qualificação das nossas equipas e da robustez das nossas operações.
O tipo de infraestrutura e modelo de gestão que implementamos na CLM é comparável ao que se encontra em centros logísticos de referência mundial, como o Dubai ou o Gana, o que demonstra que estamos prontos para integrar a nova geração de hubs logísticos internacionais.