Thursday, September 3, 2026
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Moçambicanos esperam maior rigor na gestão dos recursos naturais, indica o último inquérito do Afrobarometer

A maioria dos Moçambicanos está insatisfeita com a forma como o governo gere os recursos naturais, com o nível de participação das comunidades locais na extracção de recursos naturais e com a quantidade de informação que o público recebe sobre a utilização das receitas provenientes dos recursos naturais, segundo o mais recente inquérito do Afrobarometer.

A maioria dos cidadãos afirma que os investidores estrangeiros, o governo e os altos funcionários políticos são os que mais beneficiam dos recursos naturais do país. Menos de um quinto dos respondentes acredita que são os cidadãos quem mais beneficia dos recursos naturais do país.

Principais conclusões

1A maioria (56%) dos Moçambicanos afirma que o governo está a fazer um trabalho “razoavelmente” ou “muito” mau na gestão dos recursos naturais (Figura 1).

2Quando questionados sobre quem beneficia mais dos recursos naturais do país, os cidadãos referem os investidores estrangeiros (29%), o governo (28%) e os altos responsáveis políticos (19%). Apenas 18% acreditam que os cidadãos comuns são os que mais beneficiam dos recursos naturais (Figura 2).

3Os residentes no Sul do país tendem mais a afirmar que os investidores estrangeiros são os maiores beneficiários (35%), enquanto os do Norte apontam com maior frequência para o governo do país (36%). No Centro, um quarto (26%) dos respondentes afirma que o povo Moçambicano é quem mais beneficia (Figura 3).

4A maioria dos respondentes (74%) afirma estar “pouco satisfeita” ou “nada satisfeita” com o nível de participação das comunidades locais na extração de recursos naturais (Figura 4).

5A mesma proporção (74%) manifesta insatisfação com a quantidade de informação que o público recebe sobre a forma como o dinheiro proveniente dos recursos naturais é utilizado (Figura 5). A insatisfação é particularmente forte entre os residentes urbanos (80%), os cidadãos com maior nível de escolaridade (80%), os jovens (77%) e os homens (76%).

Inquéritos do Afrobarometer

O Afrobarometer é uma rede de investigação pan-africana e apartidária que fornece dados fiáveis sobre as experiências e avaliações africanas em matéria de democracia, governação e qualidade de vida. Desde 1999, foram realizadas 10 rondas de inquéritos em até 45 países. Os inquéritos da 10.ª Ronda (2024/2025) abrangem 38 países. Os Parceiros Nacionais do Afrobarometer realizam entrevistas presenciais na língua escolhida pelo respondentes.

A equipa do Afrobarometer em Moçambique, liderada pela CS Research, entrevistou uma amostra probabilística estratificada, aleatória e representativa a nível nacional de 1.200 cidadãos adultos entre Julho e Setembro de 2025. Uma amostra desta dimensão produz resultados a nível nacional com uma margem de erro de +/- 3 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. Foram realizados inquéritos anteriores em Moçambique em 2002, 2005, 2008, 2012, 2015, 2018, 2021 e 2022.

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Fidelidade Ímpar leva segurança rodoviária às escolas porque cada criança merece chegar a casa

No dia 20 de Maio, mais de 1.000 crianças de duas escolas da Cidade da Matola aprenderam a atravessar a rua com segurança. A Fidelidade Ímpar esteve lá. A iniciativa integra a Semana Nacional de Segurança Rodoviária 2026, sob o lema “O cuidado é o melhor caminho”.

Em parceria com a Polícia de Trânsito (PRM), o Conselho Municipal da Cidade da Matola, INATRO e a Direcção Distrital de Educação, a Fidelidade Ímpar levou palestras educativas, simulações práticas de travessia segura e sessões de literacia financeira tornando a aprendizagem concreta e visível. Esta acção foi possível pela união de quem partilha o mesmo propósito.

A PRM, o Conselho Municipal da Cidade da Matola e a Direcção Distrital de Educação juntaram-se para chegar mais longe juntos porque a segurança nas zonas escolares não é responsabilidade de ninguém em particular: é responsabilidade de todos. Foram distribuídos 70 coletes reflectores à Polícia de Trânsito e instalada sinalização rodoviária junto das escolas: passadeiras, placas de prevenção e os sinais que dizem ao trânsito que ali passam crianças. Pequenos gestos que ficam.

A acção envolveu mais de 1.000 participantes nas duas escolas. Cada um deles crianças, professores, agentes de trânsito foi parte de algo maior do que uma simples sessão de sensibilização. Não é a primeira vez. Desde Novembro de 2025, a Fidelidade Ímpar tem estado presente na Escola Primária da Matola Gare, onde cerca de 1.000 alunos participaram em actividades de educação rodoviária, literacia financeira e até criaram peças ilustrativas com materiais reutilizados. A intenção nunca foi fazer um evento. Foi criar um hábito.

A Fidelidade Ímpar mantém o programa activo na Escola Primária da Matola Gare desde Novembro de 2025 e prevê alargá-lo a outras zonas escolares do país. Para a Fidelidade Ímpar, investir na prevenção é contribuir para comunidades mais seguras porque o cuidado traduz-se sempre em acções concretas para que a vida não pare.

RENMOZ 2026: UE prevê mobilizar mais de 300 M€ em investimentos para Moçambique

A União Europeia (UE) prevê mobilizar mais de 300 milhões de euros em investimentos para Moçambique, no quadro da estratégia Global Gateway, anunciou segunda-feira (25), em Maputo, o Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, durante o lançamento oficial do 2.º Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia e da 5.ª Conferência Empresarial “Energias Renováveis em Moçambique” (RENMOZ 2026).

Segundo o diplomata europeu, cerca de 178 milhões de euros deverão ser captados durante o Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia, agendado para os dias 9 e 10 de Junho, enquanto outros 120 milhões de euros serão mobilizados no âmbito da RENMOZ 2026, que terá lugar nos dias 11 e 12 de Junho, ambos em Maputo.

“O objectivo central é mobilizar o investimento europeu e promover um crescimento económico inclusivo e sustentável em Moçambique”, declarou Antonino Maggiore.

O embaixador destacou que os dois eventos constituem um dos momentos mais importantes da estratégia Global Gateway em Moçambique, resultado de cerca de um ano de preparação conjunta entre a União Europeia e o Governo moçambicano.

Segundo explicou, o foco estará centrado na promoção de negócios, energia e implementação de investimentos com impacto directo na economia nacional. “Tudo isso é porque nós acreditamos em Moçambique, no potencial estratégico do País”, afirmou o chefe da delegação europeia.

Citado pela AIM, Maggiore frisou que o fórum não será apenas um espaço de debates institucionais, mas uma plataforma orientada para resultados concretos. “O Fórum não é e não vai ser um encontro para privados. Trabalhámos para garantir que seja uma plataforma para resultados, investimentos tangíveis e projectos de implementação”, declarou.

Os eventos deverão reunir líderes governamentais, empresas moçambicanas e europeias, investidores internacionais, instituições financeiras e organizações de apoio ao sector privado. Até ao momento, segundo os organizadores, já estão inscritas cerca de 100 empresas europeias e 200 empresas moçambicanas.

O Fórum de Negócios Moçambique – União Europeia irá concentrar-se em quatro sectores considerados estratégicos no âmbito do Global Gateway, nomeadamente conectividade e corredores de desenvolvimento, transformação digital e inovação, energias renováveis e transição verde, agronegócio e turismo sustentável.

Entre os corredores económicos destacados figuram os de Nacala, Beira e Maputo, apontados como fundamentais para reforçar a integração regional e dinamizar o comércio e a industrialização.

Na área energética, a RENMOZ 2026 deverá anunciar novos projectos de grande dimensão, incluindo concursos para mini-redes financiados pela União Europeia, investimentos em centrais solares e novas oportunidades ligadas à transição energética.

FACIM 2026 vai ter espaço dedicado às MPME

A Feira Internacional de Maputo, FACIM, vai contar, este ano, com um pavilhão dedicado e estruturado exclusivamente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas.

A iniciativa foi lançada em Maputo, pelo Secretário Permanente do Ministério da Economia, na Segunda Reunião de Articulação com o Sector Privado, segundo avança a Rádio Moçambique.

Citado pela mesma fonte, Jorge Jairoce disse que o pavilhão unificado das MPME’s vai reforçar a capacidade de as empresas firmarem parcerias estratégicas e, sobretudo, contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no País.

O Ministério da Economia lançou ainda, a fase-piloto de uma plataforma digital concebida para permitir que as MPME’s tenham acesso facilitado a serviços, oportunidades de financiamento e mercados.

Primeiros txopelas eléctricos de Moçambique chegam a Maputo e Matola, reduzindo os custos dos motoristas para 66 meticais por dia

A Yango Moçambique, parte da empresa tecnológica global Yango Group, anunciou a introdução da primeira frota de txopelas 100% eléctricos em Maputo e Matola, oferecendo aos motoristas parceiros uma alternativa mais económica ao transporte movido a combustível, com custos diários de energia a partir de apenas 66 meticais.

A implementação, desenvolvida em parceria com a Epsilon Mobilidade, surge num contexto em que os operadores procuram soluções mais estáveis e eficientes para o transporte urbano. Os veículos eléctricos têm uma autonomia de até 100 km por carga e estão totalmente integrados na aplicação Yango, permitindo aos passageiros solicitar viagens da mesma forma habitual. No âmbito da parceria, a Epsilon Mobilidade é responsável pelo fornecimento dos veículos e pela infraestrutura de carregamento e suporte técnico, enquanto a Yango liga os motoristas parceiros à procura através da sua plataforma.

Para garantir maior conveniência operacional aos motoristas parceiros, estarão disponíveis estações de troca de baterias na Galp OMM e na TOTAL Energies, ambas localizadas na Avenida 25 de Setembro, em Maputo. Adicionalmente, uma nova estação de troca será inaugurada brevemente na delegação da Epsilon Energia Solar, na Matola, reforçando a rede de suporte à mobilidade eléctrica e assegurando maior autonomia e continuidade operacional aos utilizadores da frota. As empresas indicam que a frota inicial representa a primeira fase de uma expansão mais ampla, com planos para escalar soluções de mobilidade eléctrica nos principais centros urbanos de Moçambique. 

“A mobilidade eléctrica já é uma solução prática para reduzir custos e garantir a continuidade operacional dos motoristas parceiros. O transporte em duas e três rodas desempenha um papel fundamental na mobilidade urbana em Moçambique, e a nossa ambição é escalar este modelo para tornar o transporte diário mais acessível, eficiente e resiliente,” afirmou Mahomed Zameer, Country Manager da Yango Moçambique. Para os motoristas parceiros, a mudança traduz-se em poupanças imediatas.

Yuri, motorista parceiro da Yango, afirma ter reduzido significativamente os seus custos diários após a transição para um veículo eléctrico: “Antes gastava grande parte do meu rendimento em combustível. Agora, os meus custos diários são mínimos e consigo trabalhar de forma consistente.” Para além da redução de custos, os veículos operam sem emissões directas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar em áreas densamente povoadas de Maputo e Matola.

A Epsilon Mobilidade afirma que a parceria visa expandir o acesso à mobilidade eléctrica, reduzindo as barreiras para os motoristas parceiros. “Estes veículos oferecem maior autonomia, menores custos operacionais e independência energética,” afirmou Luqman Umarji, Director Comercial da Epsilon Mobilidade.

BCI reforça continuidade operacional com infra-estrutura tecnológica da Vodacom

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Data Center da Vodacom passa a suportar sistemas críticos do BCI, aumentando a resiliência dos serviços bancários.

O Data Center da Vodacom foi escolhido pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) para alojar a sua infraestrutura de continuidade operacional, reforçando a capacidade do banco de manter os seus sistemas e serviços digitais disponíveis mesmo em situações imprevistas.

Ao alojar esta infraestrutura no Data Center da Vodacom, o BCI passa a contar com um ambiente tecnológico seguro e resiliente que permite recuperar rapidamente sistemas críticos e assegurar a continuidade da prestação de serviços aos seus Clientes.

A informação bancária é altamente sensível e exige elevados níveis de protecção e disponibilidade. A nova infraestrutura permite garantir o acesso aos sistemas essenciais do Banco e assegurar a continuidade das operações mesmo em cenários de falhas técnicas, incidentes operacionais ou outras interrupções inesperadas. 

O Data Center da Vodacom oferece as condições para acolher infraestruturas tecnológicas de elevada criticidade. Através de condições avançadas de segurança física e digital, energia redundante, controlo rigoroso de acessos e monitorização técnica permanente, a infraestrutura garante um ambiente seguro e preparado para suportar sistemas que exigem elevados níveis de disponibilidade.

A Vodacom destaca-se exercendo um papel crescente no ecossistema digital moçambicano com prontidão no suporte às operações de instituições publicas e privadas.  “Este Data Center é hoje parte essencial da infraestrutura digital que suporta a nossa economia. Acolher a infraestrutura de continuidade operacional do BCI é para nós uma declaração de confiança no nosso papel”, afirmou José Correia Mendes, Director Executivo da Vodacom Business.

A colaboração entre a Vodacom e o BCI, evidencia a crescente importância de infraestruturas digitais resilientes para acompanhar a evolução da economia digital e apoiar o funcionamento seguro de serviços essenciais, como os serviços bancários.

MTN BUSHFIRE: O Maior Festival Multicultural de África Regressa de 29 a 31 de Maio em Eswatini

O MTN Bushfire regressa ao icónico House on Fire, no Vale de Malkerns, em Eswatini, de 29 a 31 de Maio de 2026. Na sua 19.ª edição, o maior festival multicultural do continente africano recebe mais de 23.000 participantes provenientes de mais de 55 países, numa celebração de três dias dedicada à música, à arte, à cultura e ao propósito colectivo.

Sob o tema Juncture of Hum “Confluência do Hum”, a edição de 2026 celebra a energia gerada quando vozes, culturas, ritmos e comunidades convergem num único espaço. O conceito evoca a vibração colectiva que nasce do encontro genuíno entre pessoas, e inspira a programação artística, os espaços de diálogo e a experiência global do festival.

Os organizadores recomendam vivamente a chegada na quinta-feira, 28 de Maio, para evitar a concentração de tráfego prevista para sexta-feira. Estima-se que entre 10.000 e 12.000 participantes entrem em Eswatini por via terrestre ao longo do fim-de-semana, gerando congestionamento significativo nos postos fronteiriços e nas principais vias de acesso.

  • Partir entre as 05h00 e as 06h00 para minimizar esperas na fronteira.
  • Antecipar forte tráfego no Posto Fronteiriço de Ngwenya/Oshoek.
  • Considerar postos fronteiriços alternativos sempre que possível.

Os campistas que chegarem na quinta-feira têm acesso exclusivo à Cerimónia de Abertura Vuts’Umlilo, uma experiência intimista reservada apenas a este grupo, na Anfiteatro, das 21h00 às 22h00.

Eswatini é um país de boas-vindas, mas exige rigor documental. Os participantes devem assegurar-se de que têm toda a documentação em ordem antes de partir:

  1. Passaporte válido. Os requisitos de visto variam consoante a nacionalidade, consultar a Embaixada ou a Autoridade de Turismo de Eswatini com antecedência.
  2. Pré-preenchimento do Formulário de Declaração de Saúde antes da chegada, disponível em drive.google.com.
  3. Prova de vacinação contra febre amarela para viajantes provenientes de países de risco (obrigatório a partir de 1 ano de idade).
  4. Declaração de viajante online (SARS) obrigatória para quem entra ou sai da África do Sul sars.gov.za/travellerdeclaration. Uma declaração por pessoa.
  5. Viajantes com menores de 18 anos devem transportar certidão de nascimento alargada e, se aplicável, declaração de consentimento parental e cópias dos documentos de identidade.
  6. Veículos financiados: carta de autorização emitida pelo banco. Veículos alugados: documentos de autorização da empresa de aluguer. Veículos registados em nome de terceiros: cópia certificada do certificado de registo RC1.
  7. Produtos agrícolas requerem licenças de importação/exportação. Todos os produtos cárneos são estritamente proibidos, cozinhados ou crus.

Yango Group lança a Yango Tech em África com soluções de IA e Infra-Estrutura Digital para Empresas e Instituições do sector público

O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.
A expansão marca a entrada do Yango Group para além dos serviços voltados ao consumidor em África, avançando agora para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech irá concentrar-se em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.
Segundo a McKinsey, a inteligência artificial generativa poderá desbloquear entre 61 mil milhões e 103 mil milhões de dólares em valor económico anual em África, enquanto mais de 40% das organizações no continente já estão a experimentar ou implementar soluções de IA.
Ao mesmo tempo, a procura por infra-estrutura digital e tecnologias empresariais continua a crescer nos mercados africanos. A GSMA estima que o sector móvel tenha contribuído com 220 mil milhões de dólares para a economia africana em 2024, podendo atingir 270 mil milhões de dólares até 2030, à medida que os serviços digitais e as tecnologias empresariais se expandem.
O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico. A empresa apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias. A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group. “O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo.”

Na Ásia Central, a Yango Tech já lançou com sucesso projetos MaaS (Mobility as a Service), incluindo sistemas de rastreamento de ambulâncias em tempo real, concebidos para melhorar a coordenação das respostas de emergência e a visibilidade para pacientes e centros de despacho.

A empresa já iniciou operações em Moçambique e na África do Sul, com projectos nas áreas de mobilidade, saúde e comércio electrónico, marcando o primeiro passo para uma expansão mais ampla em todo o continente.

Grupo Jindal projecta novos investimentos em Moçambique

O grupo Jindal Steel reafirmou o compromisso de expandir os seus investimentos em Moçambique, com enfoque na industrialização, mineração, exportações e desenvolvimento social, minutos após o término de uma audiência que o Chefe do Estado, Daniel Chapo, concedeu ao presidente da multinacional indiana, Naveen Jindal.

Durante a audiência, as partes passaram em revista o estágio actual das operações da empresa no país e discutiram perspectivas de reforço da presença do grupo no mercado moçambicano, considerado estratégico para o investimento industrial.

Falando à imprensa no final do encontro, Naveen Jindal considerou a reunião como positiva e destacou a visão do Presidente da República em relação ao desenvolvimento económico nacional.

“Tivemos uma excelente reunião com o Presidente Chapo. Ele quer genuinamente que Moçambique tenha sucesso e mostrou grande interesse no reforço do investimento”, afirmou.

Segundo o empresário, o Governo moçambicano também encorajou o grupo a ampliar a sua intervenção em áreas sociais prioritárias, nomeadamente formação profissional, educação, industrialização, desporto e programas de empoderamento das mulheres e raparigas.

O responsável assegurou que a empresa pretende responder favoravelmente ao apelo, consolidando os investimentos já existentes e avançando com novos projectos de longo prazo.

A empresa destacou igualmente o papel da Vulcan Moçambique no mercado nacional, sublinhando a sua contribuição para o crescimento das exportações e para a geração de emprego.

Jindal recordou que o grupo opera em Moçambique há mais de 15 anos e elogiou o ambiente de negócios, apontando a estabilidade e o apoio institucional como factores importantes para o crescimento das operações.

O empresário destacou ainda o contributo da mão-de-obra moçambicana, considerando-a decisiva para os resultados alcançados pela empresa ao longo da sua presença no país.

“Adoramos o povo de Moçambique. Tem sido muito solidário connosco e estamos ansiosos por fazer mais investimentos no país”, declarou.

Além da componente industrial, o grupo manifestou intenção de aprofundar programas de desenvolvimento comunitário, com enfoque na criação de oportunidades para jovens e no reforço da formação técnica e profissional.

O encontro terminou com a reafirmação do interesse mútuo em fortalecer a cooperação económica, numa altura em que Moçambique procura atrair mais investimento estrangeiro para impulsionar a industrialização e a criação de emprego.

Marketeers em Acção coloca o capital humano no centro da reputação das marcas

A Superbrands Moçambique, em parceria com o BCI e a Playground, realizou a 4.ª edição do Marketeers em Acção sob o tema que resume uma das grandes tensões da gestão moderna: “Pessoas: O Activo Reputacional que Sustenta as Marcas.” O encontro, realizado no Hotel Polana em Maputo, reuniu profissionais de comunicação, marketing e gestão de marcas num debate que foi muito além da teoria.

A questão central não era nova, mas continua sem resposta fácil, numa era de saturação de mensagens e erosão de confiança, o que diferencia efectivamente uma marca no mercado? A resposta que emergiu ao longo da conferência foi consistente, são as pessoas.

A CEO da Superbrands Moçambique, Patrícia Aquarelli, abriu o encontro com uma provocação retirada do Global Edelman Trust Barometer 2026: 63% dos consumidores confiam mais numa empresa quando antes disso confiam nos seus colaboradores. O dado reposiciona o debate sobre reputação, menos sobre comunicação externa, mais sobre coerência interna.

“Se as marcas desaparecessem hoje, quem verdadeiramente sentiria a sua falta?”, questionou Aquarelli, desafiando os presentes a pensar o legado das suas organizações para além da notoriedade. A referência às marcas Mozambike e Natura como exemplos de impacto social sustentável sublinhou que a relevância de uma marca se mede pela transformação que gera, não pela exposição que obtém.

Responsabilidade corporativa como compromisso, não como obrigação

Vitória Diogo, antiga Ministra do Trabalho e Segurança Social, trouxe ao debate a dimensão da liderança e da responsabilidade social com uma clareza que contrariou a linguagem habitual do sector. Para Diogo, a responsabilidade social das empresas falha quando é tratada como cumprimento de requisitos e não como compromisso genuíno com as comunidades onde operam.

“O lucro não pode estar dissociado do recurso mais importante que é a pessoa”, afirmou, num argumento que alinha ética empresarial com sustentabilidade de longo prazo.

O painel: o colaborador como embaixador

O painel reuniu quatro perspectivas complementares que convergiriam para o mesmo diagnóstico. Edson Rufai, consultor de marketing e fundador da COMARP, defendeu que a comunicação interna é a base da reputação institucional, sem colaboradores alinhados com a missão e visão da organização, a mensagem externa perde autenticidade.

Marlena Chambule, fundadora e CEO da Salto Moçambique, apoiou-se num dado da Gartner que traduz com precisão o problema, a percentagem de colaboradores que recomendariam a própria empresa como bom lugar para trabalhar caiu de 35% para 26,5% entre 2022 e 2025. A causa identificada foi a redução do sentimento de pertença e a falta de transparência na cultura organizacional. A conclusão prática é que a visão de uma empresa não pode estar concentrada apenas na liderança, tem de ser partilhada por todos.

Ana Zara Fateally, Directora Central de Marketing do BCI, colocou o argumento no plano da relação com o cliente: “Nada vai substituir a relação humana com o cliente.” A convicção do colaborador na marca que representa é, segundo Fateally, a variável que determina a qualidade dessa relação. Elma Crisóstomo, Directora de Marketing da Fidelidade Ímpar, acrescentou uma dimensão de governação interna frequentemente ignorada: as organizações precisam criar mecanismos formais para que os colaboradores avaliem a empresa, não apenas o inverso.

A marca como memória

O orador principal, o especialista brasileiro Mateus Vecchio, encerrou o debate com um enquadramento que desloca a discussão do produto para a experiência. Para Vecchio, uma marca não se define pela sua identidade visual ou pelo seu portfólio, define-se pela memória emocional que cria junto do consumidor. “Marca é memória”, sintetizou, argumentando que o posicionamento de mercado depende, antes de mais, daquilo que as organizações estão dispostas a mostrar de si próprias de forma consistente.