Tuesday, May 19, 2026
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1st Finance Executives Summit 2024 — August 23rd

1ª Ediçao Finance Executives Summit 2024 -- 23 de Agosto

Join us for a unique experience, where you will have the opportunity to explore the most effective strategies and practices that shape success in the financial sector at what is the ideal time to improve your knowledge and connect with leading professionals in the field.

The event will be attended by renowned speakers highly willing to translate their journey and experience in training for a generation that will be able to mirror the achievements of these who will certainly be a credible reference.

🎙Georgina Guedes 🇿🇦 (Executive Director Community CFO SA)
🎙celma Satar Leal Esmael (CFO, Eletricidade de Moçambique)
🎙Beatrice Malenga Mabhena (CFO, Vodacom Mozambique)
🎙Claudia Reis – ACCA (CFO, Global Alliance Seguros)
🎙Huruda D’Castro Malungane (Dr. Financeira, Liberty Health Seguros)
🎙Germano Nhabinde ACMA, CGMA (Dr. Treasury Standard Bank)

Stay tuned to our pages for more details about the event and our special guests.

🗓️ Date: August 23, 2024
📍 Venue: Hotel Montebello Girassol

Sign up using the link below:🔗 https://shorturl.at/lExx0

FACIM 2024 lançado em Ricatla

A quinquagésima nona edição da Feira Internacional de Maputo, FACIM 2024, foi lançada esta segunda-feira em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo.

A província de Maputo, anfitriã da maior mostra de negócios do país, ocupará dois pavilhões, com 300 expositores de grandes, pequenas e médias empresas, que mostrarão o seu potencial em diversas áreas.

A indústria de transformação e a agricultura dominarão os estandes da província de Maputo.

A FACIM 2024 ocorrerá de 26 de agosto a 1º de setembro de 2024, das 8h00 às 17h00, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, no município de Marracuene, província de Maputo. A edição deste ano da FACIM está sendo realizada sob o lema “Industrialização: Inovação e Diversificação da Economia Nacional”.

O director da Indústria e Comércio de Moçambique em Maputo, Joel Nhassengo, diz que a expectativa é maximizar o leque de contactos para parcerias a nível nacional e internacional, bem como atrair mais investimentos para o país.

Contratos da 6ª Ronda de Concessão aguardam aprovação do Tribunal Administrativo

Quase todos os contratos resultantes do sexto concurso internacional para a concessão de áreas de investigação e produção de hidrocarbonetos já foram aprovados pelo governo, aguardando agora a homologação do Tribunal Administrativo

Nazário Bangalane, presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Petróleo (INP), órgão regulador do sector de hidrocarbonetos em Moçambique, acredita que a aprovação será concedida a qualquer momento.

Segundo a lei moçambicana, quaisquer contratos celebrados com entidades públicas devem ser sujeitos à fiscalização da sua legalidade pelo Tribunal Administrativo.

Segundo Bangalane, que falava esta semana aos jornalistas durante uma visita à futura fábrica de gás de cozinha em Temane, Inhambane, estão actualmente a ser analisados ​​os detalhes para a assinatura de mais um contrato da Sexta Ronda de Concessão, cujos termos serão submetidos ao Conselho de Ministros para aprovação e posteriormente remetidos ao Tribunal Administrativo.

A Sexta Rodada de Licenciamento foi lançada no final de 2021, após descobertas anteriores de gás na bacia do Rovuma, que detém algumas das maiores reservas do mundo, e foi vencida por consórcios liderados pela empresa italiana Eni e pela China National Offshore Oil Corporation Hong Kong Holding Ltd (CNOOC).

Moçambique tem três projetos aprovados para a exploração de reservas de gás natural na bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, sendo que os dois maiores preveem a canalização do gás do fundo do mar para terra, o seu arrefecimento numa central e a sua exportação por via marítima em estado líquido.

Bolsa prevê mais empresas cotadas este ano

O presidente da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Valá, disse hoje ser “previsível” que novas empresas sejam admitidas à cotação até ao final do ano para se juntarem às 16 actualmente transaccionadas.

“Várias empresas comunicaram à BVM neste ano sua intenção de serem listadas, e atualmente estão em fase de adaptação e preparação, então é esperado que possamos ter algumas empresas listadas até o final do ano”, disse Valá em uma avaliação da atividade da bolsa de valores no primeiro semestre do ano.

No início de 2023, a BVM tinha 12 empresas listadas e, ao longo do ano, mais quatro se juntaram ao portfólio, como a WEIYUE (consultoria e gestão), Zaya Group (indústria avícola), Trassus (comércio de móveis) e RGS AGRO (açúcar).

“Nossa experiência nos ensina que o crescimento do mercado de ações não pode depender exclusivamente da escolha voluntária das empresas, mas deve contar também com o papel indutor do Estado. Empresas de alta relevância econômica no país devem contribuir para o crescimento do mercado”, ressaltou Valá.

Valá defendeu ainda que “empresas saudáveis” do setor empresarial estatal, empresas obrigadas a abrir o seu capital, bancos, seguradoras, operadoras de telefonia móvel, empresas de cimento, empresas da indústria extrativa e outras empresas que explorem recursos naturais “devem ser admitidas à cotação”, ainda que apenas “por uma percentagem mínima do seu capital social”.

930 milhões de dólares investidos em portos e caminhos-de-ferro nos últimos quatro anos

A empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) investiu cerca de 930,5 milhões de Dólares norte-americanos, nos últimos quatro anos, para a construção e melhoramento das infra-estruturas ferro-portuárias.

No sector ferroviário, a empresa desembolsou 485,5 milhões de Dólares, dos quais 262,1 canalizados para o melhoramento das linhas-férreas e 223,4 na aquisição de material circulante (locomotivas e vagões).

Fez-se também investimentos no sector portuário na ordem dos 425 milhões de Dólares, dos quais 364,8 foram destinados para a construção de infra- -estruturas portuárias e 60,2 na dragagem e equipamentos. A empresa investiu igualmente 20 milhões na área de formação e tecnologia de informação.

Em relação aos desafios, na região Sul, a empresa apontou para a consolidação dos sistemas de gestão integrada das operações ferro-portuárias, para os acordos de nível de serviço entre os operadores, a modernização de sistemas de sinalização e comunicações, a implementação de comboios directos de e para a África do Sul, Zimbabwe e Eswatini e o alinhamento e optimização estratégica do Porto Seco em Ressano Garcia.

Para a zona Centro, regista-se desafios na finalização dos acordos com o Zimbabwe para a reabilitação de infra- -estruturas e implementação de comboios directos, construção e operação de portos secos em parceria com o sector privado (DBOOT) e aumento da capacidade do terminal de combustíveis do Porto da Beira.

No Norte destaca-se a intensificação do marketing conjunto (porto e ferrovia) junto do Malawi para o aumento de volumes, capacidade de armazenagem do Porto de Nacala para a carga em trânsito, consolidação dos sistemas integrados de gestão portuária e desenvolvimento de parcerias para o conteúdo local na logística de petróleo e gás.

1ª Edição do Fórum de Procurment – 16 de Outubro de 2024

Participe na 1ª edição do Fórum de Procurment e venha reflectir sobre como é que as compras públicas podem ser um incentivo à industrialização em Moçambique, através do investimento privado nacional.

Resultados esperados:
•  Explorar as boas práticas de procurment;
•  Adopção de políticas e estratégias para promover o conteúdo local na despesa pública;
•  Definição de produtos e serviços que podem ser providos por empresas moçambicanas;
•  Adição de valor nos produtos e serviços fornecidos ao Estado.

B2B With the German delegation — August 28, 2024

Trabalhando juntos para mais atividades económicas e visibilidade da Alemanha no Moçambique - e vice versa! Inscrevam-se hashtag#tamojuntos Câmara de Comércio de Moçambique UNIDO ITPO Germany Southern African-German Chamber of Commerce and Industry

Working together for more economic activity and visibility for Germany in Mozambique – and vice versa! Sign up together

Mozambique Chamber of Commerce
UNIDO ITPO Germany Southern African-German Chamber of Commerce and Industry

Christine Ramela: “Sem comunicação, a Responsabilidade Social Corporativa perderia seu potencial transformador”

Christine Ramela:

Esta semana, o Profile conversou com Christine Ramela, uma experiente Executiva de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa, com um percurso marcado por compromisso e inovação, Christine compartilhou perspectivas sobre como as empresas podem alinhar suas estratégias de negócio com iniciativas de impacto social, transformando desafios em oportunidades.

Profile Mozambique: Quem é Christine Ramela como profissional? Poderia resumir o seu percurso e experiência na área?

Christine Ramela: Sou uma profissional com vasta experiência em Marketing, Relações Públicas e Responsabilidade Social Corporativa. Minha carreira começou em agências de publicidade, onde actuei como executiva de contas e, posteriormente, como directora comercial em duas agências que ainda operam em Moçambique.

Após essa fase, assumi a responsabilidade de Marketing e Relações Públicas em um banco, onde permaneci por cerca de quatro anos. Nos últimos seis anos, estou dedicada a uma nova jornada, sempre ligada ao Marketing, Publicidade e Relações Públicas. Mais recentemente, nos últimos dois anos, tenho focado com maior intensidade na responsabilidade social corporativa.

PM: Qual a relevância dada à Responsabilidade Social Corporativa pelas empresas moçambicanas?

CR: Quanto à relevância da responsabilidade social corporativa no contexto moçambicano, tem-se observado um crescimento significativo no envolvimento das empresas. Embora ainda haja espaço para avanço, a consciencalização sobre a importância do desenvolvimento sustentável tem aumentado substancialmente.

Não se trata apenas de doações, mas de acções que gerem impacto positivo nas condições sociais e ambientais do país. Hoje, a responsabilidade social corporativa é vista como uma ferramenta essencial para a promoção do desenvolvimento sustentável em Moçambique. As grandes organizações, e outras, têm demonstrado maior comprometimento, avançando de meras doações para projectos estruturados com planos de curto, médio e longo prazo. Esse é um progresso notável que temos testemunhado.

PM: Quais são as principais áreas em que as empresas têm feito progressos significativos?

CR: Eu não identificaria uma única área de maior relevância, pois todas as empresas procuram contribuir para pilares fundamentais da sociedade, como educação, saúde, e, mais recentemente, o meio ambiente. Projectos como limpeza urbana e plantio de mangais mostram uma crescente consciencialização ambiental. Ademais, há um foco em iniciativas de empoderamento feminino e comunitário, frequentemente através de microfinanças, considerando que a maior parte da população é composta por mulheres, e, como diz o ditado africano, ao ajudar uma mulher, ajuda-se toda uma comunidade.

Esses pilares voltados à educação, saúde, meio ambiente, e empoderamento comunitário, são fundamentais para a responsabilidade social das empresas. A comunicação desempenha um papel estratégico crucial nesse contexto, pois é através dela que as empresas podem demonstrar o impacto de suas acções sustentáveis.

PM: Na sua opinião, como é que o sector empresarial está a usar o poder de comunicação para mostrar o impacto que a sustentabilidade tem?

O interesse crescente pelas práticas de responsabilidade social nos últimos 10 anos deve-se, em grande parte, à comunicação eficaz, seja por meio de relatórios de sustentabilidade ou storytelling, que é profundamente enraizado em nossa cultura.

E a comunicação tem o poder de contar histórias de sucesso, tanto internamente quanto externamente, e isso ajuda a consciencializar investidores, colaboradores e a comunidade em geral sobre a importância das acções de responsabilidade social. Com o advento das redes sociais, tornou-se ainda mais fácil e rápido comunicar esses impactos, permitindo uma comunicação mais direccionada e eficaz, inclusive através de rádios comunitárias.

Em linhas gerais, a comunicação estratégica não só fortalece as iniciativas de responsabilidade social, como também torna mais visível e compreensível o impacto positivo das acções das empresas, incentivando uma maior receptividade por parte da comunidade e dos investidores.

Sem comunicação, a responsabilidade social corporativa perderia seu potencial transformador.

PM: Considerando a vasta experiência que possui neste campo de actividade, existem acções de maior e bem-sucedidas em que esteve directamente envolvida que poderia destacar? Quiçá servirem de modelo para outras empresas em Moçambique.

CR: Tenho tido o privilégio de trabalhar em diversos pilares da responsabilidade social, como educação, saúde, bem-estar, e meio ambiente. Dentre os projectos em que estive envolvida, dois se destacam particularmente para mim.

O primeiro envolve escolas secundárias, onde se selecciona um grupo de alunos, do sétimo ao décimo ano, para participar de um desafio. Eles devem propor maneiras de melhorar a sua comunidade ou escola, utilizando recursos recicláveis ou ambientalmente sustentáveis.

Um exemplo notável foi a iniciativa de uma escola em que os alunos criaram pensos higiénicos reutilizáveis para ajudar meninas cujas famílias não podiam arcar com a compra mensal desses produtos. Eles estabeleceram uma oficina na escola para produzir e vender os pensos a preços acessíveis, e todo o lucro é reinvestido na compra de materiais. Esse projecto não apenas atendeu a uma necessidade urgente, mas também empoderou os alunos e suas famílias, ao mesmo tempo em que promoveu a sustentabilidade e a educação financeira.

Outro projecto inovador foi o desenvolvimento de uma máquina de soldar movida apenas por raios solares, água e sal, criada por alunos de outra escola. O investimento necessário foi mínimo, e os alunos aprenderam a fazer gestão de custos e recursos de forma eficiente. E agora planeiam partilhar seu conhecimento com outras escolas, promovendo assim a educação e a inovação em suas comunidades.

Portanto, estes projectos exemplificam como soluções simples, mas criativas, podem ter um impacto profundo quando a comunidade é envolvida directamente no processo de criação e execução. São iniciativas como essas que mostram o verdadeiro poder da responsabilidade social aliada à educação e ao engajamento comunitário.

PM: Como as lideranças empresariais em Moçambique podem ser incentivadas a integrar a RSE nas suas estratégias corporativas?

CR: Nem todas as empresas incorporam acções de responsabilidade social em suas estratégias corporativas, mas essa integração é essencial. Para que isso aconteça, é fundamental promover a consciencialização dentro da empresa, envolvendo colaboradores, investidores e a alta gestão. No entanto, o desafio é que, muitas vezes, a responsabilidade social é tratada como uma forma de melhorar a imagem da empresa, e não como um pilar estratégico.

Actualmente, a responsabilidade social frequentemente está inserida dentro das áreas de marketing ou comunicação, sem ser reconhecida como uma função independente e vital para a organização. Esse cenário lembra o início do marketing e da publicidade nas empresas, que só recentemente começaram a ser valorizados como áreas essenciais.

À medida que as empresas, especialmente as grandes corporações, se alinham às práticas globais, cresce a necessidade de demonstrar responsabilidade social de forma concreta, seja por meio de relatórios de sustentabilidade ou pelo engajamento dos colaboradores.

Envolver os colaboradores em acções sociais não só cria um senso de pertença, mas também pode impulsionar a própria gestão a adoptar uma postura mais responsável. Muitas vezes, a pressão para agir socialmente vem de comparações com outras empresas, o que pode levar a uma competitividade desnecessária. No entanto, a verdadeira responsabilidade social não deve ser uma questão de quantidade, mas de impacto. Mesmo pequenas acções, como a doação de cestas básicas em tempos de necessidade, podem fazer uma diferença significativa.

Infelizmente, essa competitividade externa pode levar empresas a implementar projectos sem uma análise prévia adequada, resultando em iniciativas que não correspondem às reais necessidades da comunidade. O foco deve ser em acções que realmente tragam benefícios duradouros, independentemente de sua escala.

PM: Para terminar, como as empresas podem equilibrar a criação de valor económico com a responsabilidade social e ambiental?

CR: As empresas sempre priorizam os lucros. Em algumas organizações maiores, especialmente em certos sectores, já existe um orçamento destinado à responsabilidade social, frequentemente alocado como um pequeno percentual, como 1% do lucro ou do orçamento anual. No entanto, assim como acontece com o marketing, em momentos de crise, a responsabilidade social pode ser a primeira área a sofrer cortes. Para evitar esse erro, é crucial que as acções sejam mensuráveis e que seus impactos sejam claros para a gestão.

Práticas simples, como instalar temporizadores em banheiros para economizar energia ou manter a temperatura constante em escritórios, podem demonstrar benefícios ambientais e, ao mesmo tempo, gerar economias financeiras. Em alguns países, existem incentivos fiscais, como a Lei do Mecenato, que ainda não foi implementada aqui, mas que também pode agregar valor às acções de responsabilidade social.

É possível convencer a gestão de que essas ações não são apenas despesas, mas investimentos com retorno, especialmente no fortalecimento da marca. Embora o valor de uma marca seja intangível e difícil de quantificar, ele se torna evidente em momentos de crise, quando o apoio prévio à comunidade pode ajudar a mitigar impactos negativos e fortalecer a relação com o público.

Explicar à gestão os benefícios financeiros e o crescimento da marca resultantes dessas acções é essencial. Além disso, demonstrar o impacto concreto de iniciativas, como um aumento no número de clientes após uma acção de literacia financeira em uma comunidade pouco bancarizada, pode ser um argumento poderoso. Medir esses resultados e contar a história por trás das acções, não apenas o que foi feito, mas como isso impacta a comunidade, penso que ajuda a gestão a perceber que essas actividades não são apenas doações, mas investimentos que trazem retorno.

Christine Ramela: “Without communication, Corporate Social Responsibility would lose its transformative potential”

Christine Ramela:

This week, Profile spoke to Christine Ramela, an experienced Communications and Corporate Social Responsibility Executive with a career marked by commitment and innovation, who shared her perspectives on how companies can align their business strategies with social impact initiatives, turning challenges into opportunities.

Profile Mozambique: Who is Christine Ramela as a professional? Could you summarize your background and experience in the field?

Christine Ramela: I am a professional with extensive experience in Marketing, Public Relations and Corporate Social Responsibility. My career began in advertising agencies, where I worked as an account executive and later as commercial director in two agencies that still operate in Mozambique.

After that, I took on responsibility for Marketing and Public Relations at a bank, where I stayed for around four years. For the last six years, I have been on a new journey, always linked to Marketing, Advertising and Public Relations. More recently, in the last two years, I’ve been focusing more intensely on corporate social responsibility.

PM: How important is Corporate Social Responsibility to Mozambican companies?

CR: Regarding the relevance of corporate social responsibility in the Mozambican context, there has been significant growth in the involvement of companies. Although there is still room for progress, awareness of the importance of sustainable development has increased substantially.

It’s not just about donations, but about actions that have a positive impact on the country’s social and environmental conditions. Today, corporate social responsibility is seen as an essential tool for promoting sustainable development in Mozambique. Large organizations and others have shown greater commitment, moving on from mere donations to structured projects with short, medium and long-term plans. This is remarkable progress that we have witnessed.

PM: What are the main areas in which companies have made significant progress?

CR: I wouldn’t identify a single area of greatest relevance, as all companies seek to contribute to fundamental pillars of society, such as education, health, and, more recently, the environment. Projects such as urban cleaning and mangrove planting show a growing environmental awareness. In addition, there is a focus on female and community empowerment initiatives, often through microfinance, considering that the majority of the population is made up of women, and, as the African saying goes, by helping one woman, you help an entire community.

These pillars, which focus on education, health, the environment and community empowerment, are fundamental to corporate social responsibility. Communication plays a crucial strategic role in this context, as it is through communication that companies can demonstrate the impact of their sustainable actions.

PM: In your opinion, how is the business sector using the power of communication to show the impact that sustainability has?

CR: The growing interest in social responsibility practices over the last 10 years is largely due to effective communication, whether through sustainability reports or storytelling, which is deeply rooted in our culture.

And communication has the power to tell success stories, both internally and externally, and this helps to make investors, employees and the wider community aware of the importance of social responsibility actions. With the advent of social media, it has become even easier and quicker to communicate these impacts, allowing for more targeted and effective communication, including through community radio stations.

In general terms, strategic communication not only strengthens social responsibility initiatives, but also makes the positive impact of companies’ actions more visible and understandable, encouraging greater receptiveness on the part of the community and investors.

Without communication, corporate social responsibility would lose its transformative potential.

PM: Considering the vast experience you have in this field of activity, are there any major, successful actions in which you have been directly involved that you could highlight? Perhaps they could serve as a model for other companies in Mozambique.

CR: I have had the privilege of working on various pillars of social responsibility, such as education, health, well-being and the environment. Among the projects I’ve been involved in, two particularly stand out for me.

The first involves secondary schools, where a group of students, from seventh to tenth grade, are selected to take part in a challenge. They have to propose ways of improving their community or school, using recyclable or environmentally sustainable resources.

One notable example was a school initiative in which students created reusable sanitary towels to help girls whose families couldn’t afford the monthly purchase of these products. They set up a workshop at the school to produce and sell the pads at affordable prices, and all profits are reinvested in the purchase of materials. This project not only met an urgent need, but also empowered the students and their families, while promoting sustainability and financial education.

Another innovative project was the development of a welding machine powered only by solar rays, water and salt, created by students from another school. The investment required was minimal, and the students learned how to manage costs and resources efficiently. And now they plan to share their knowledge with other schools, thus promoting education and innovation in their communities.

So these projects exemplify how simple but creative solutions can have a profound impact when the community is directly involved in the creation and execution process. It’s initiatives like these that show the true power of social responsibility combined with education and community engagement.

PM: How can business leaders in Mozambique be encouraged to integrate CSR into their corporate strategies?

CR: Not all companies incorporate social responsibility actions into their corporate strategies, but this integration is essential. For this to happen, it is essential to promote awareness within the company, involving employees, investors and senior management. However, the challenge is that social responsibility is often treated as a way of improving the company’s image, rather than as a strategic pillar.

Currently, social responsibility is often inserted within the marketing or communication areas, without being recognized as an independent and vital function for the organization. This scenario is reminiscent of the beginnings of marketing and advertising in companies, which have only recently begun to be valued as essential areas.

As companies, especially large corporations, align themselves with global practices, the need to demonstrate social responsibility in a concrete way is growing, whether through sustainability reports or employee engagement.

Involving employees in social actions not only creates a sense of belonging, but can also push management itself to adopt a more responsible stance. Often, the pressure to act socially comes from comparisons with other companies, which can lead to unnecessary competitiveness. However, true social responsibility should not be a question of quantity, but of impact. Even small actions, such as donating food baskets in times of need, can make a significant difference.

Unfortunately, this external competitiveness can lead companies to implement projects without proper prior analysis, resulting in initiatives that don’t correspond to the real needs of the community. The focus should be on actions that really bring lasting benefits, regardless of their scale.

PM: Finally, how can companies balance the creation of economic value with social and environmental responsibility?

CR: Companies always prioritize profits. In some larger organizations, especially in certain sectors, there is already a budget earmarked for social responsibility, often allocated as a small percentage, such as 1% of profit or of the annual budget. However, as with marketing, in times of crisis, social responsibility can be the first area to suffer cuts. To avoid this mistake, it is crucial that actions are measurable and that their impact is clear to management.

Simple practices, such as installing timers in bathrooms to save energy or keeping the temperature constant in offices, can demonstrate environmental benefits and, at the same time, generate financial savings. In some countries, there are tax incentives, such as the Patronage Law, which has not yet been implemented here, but which can also add value to social responsibility actions.

It is possible to convince management that these actions are not just expenses, but investments with a return, especially in strengthening the brand. Although the value of a brand is intangible and difficult to quantify, it becomes evident in times of crisis, when prior support for the community can help mitigate negative impacts and strengthen the relationship with the public.

Explaining to management the financial benefits and brand growth resulting from these actions is essential. In addition, demonstrating the concrete impact of initiatives, such as an increase in the number of customers following a financial literacy action in an underbanked community, can be a powerful argument. Measuring these results and telling the story behind the actions, not just what was done, but how it impacts the community, I think helps management realize that these activities are not just donations, but investments that bring a return.

Saiba quais são os países africanos com as moedas mais fracas em agosto de 2024

Em agosto de 2024, Moçambique não figura na lista dos 10 países com as moedas mais desvalorizadas.

As flutuações nas taxas de câmbio, impedimentos no comércio local e ecossistemas de investimento fracos são alguns dos problemas que actualmente afligem alguns países africanos.

Segundo avança a Business Insider, uma moeda fraca pode ir além de sua consequência económica directa, pois tem o potencial de minar o orgulho nacional.

De acordo com a fonte, uma moeda fraca e, por extensão, a inflação, reduzem o poder de compra dos cidadãos, dificultando a obtenção de itens essenciais, como alimentos, gasolina e medicamentos.

Para nações que já lidam com pobreza e desigualdade, isso pode intensificar as tensões sociais existentes e causar miséria generalizada.

Além disso, nações com moedas fracas podem ter dificuldades para recrutar trabalhadores qualificados e conhecimento tecnológico do exterior, restringindo o seu potencial de inovar e prosperar.