Tuesday, September 8, 2026
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Rosa Muthewuye: “Sentimo-nos respeitados pelo mercado e pelo percurso que fizemos até agora”

Na edição desta semana do PROFILE, conversamos com a Rosa Muthewuye, Gestora de Operações da MMO Facilities, uma empresa especializada em serviços de gestão e aquisição de escritórios. A MMO Facilities oferece soluções personalizadas para empresas multinacionais, com foco no mercado da África Oriental. Actuando em diversas áreas, a empresa garante a funcionalidade dos activos de seus clientes por meio da integração eficiente de pessoas, locais, processos e tecnologia.

Subsidiária da MMO e afiliada à Maris Africa Investment Holding, a MMO Facilities aproveita sua vasta rede internacional de negócios e a expertise adquirida em toda a África para fornecer serviços de alta qualidade. Nesta entrevista, Rosa Muthewuye compartilha os planos de expansão da MMO Facilities e as estratégias que têm impulsionado seu crescimento no continente africano.

Profile Mozambique: Como surgiu a MMO e qual é o seu principal foco de actuação?

Rosa Muthewuye: Tenho 33 anos e sou Gestora de Operações na Mozambique Managed Offices (MMO) e na MMO Facilities, ambas empresas pertencentes ao Grupo Maris. A MMO foi fundada em 2012 como a primeira empresa moçambicana a oferecer um modelo inovador de negócio focado no arrendamento e gestão de escritórios, sendo pioneira nesse segmento em Moçambique.

Em 2018, surgiu uma nova oportunidade quando um de nossos clientes decidiu abrir seu próprio escritório e solicitou que a MMO assumisse a gestão desse espaço. Ao invés de gerir apenas o nosso próprio espaço físico, aceitamos o desafio de administrar o escritório do cliente directamente em suas instalações. Esse novo modelo de actuação nos inspirou, e em 2020, nossa Directora decidiu fundar a MMO Facilities, marcando o nascimento de um novo capítulo na nossa história.

PM: Como os serviços integrados oferecidos pela MMO Facilities ajudam as empresas a focarem em seu core business e quais são os principais benefícios percebidos pelos clientes?

RM: A MMO Facilities é uma empresa que visa facilitar a vida do cliente. Nós cuidamos de toda a gestão do escritório, incluindo serviços como limpeza, recepção e apoio administrativo. Ademais, oferecemos serviços de procurement, controle de pragas, manutenção e outras assistências gerais necessárias para o bom funcionamento do ambiente de trabalho.

Nosso objectivo é permitir que o cliente foque em seu core business, sem se preocupar com questões que possam tirar seu sono. Assumimos essas responsabilidades, pois somos especializados nessa área, o que torna tudo mais simples para nós.

Quanto aos nossos serviços, agregamos valor ao cuidar de todas as necessidades de organização do espaço do escritório. Por exemplo, se uma mesa ou computador quebra, há alguém que precisa organizar o reparo ou substituição. A MMO Facilities centraliza todos esses serviços em um só lugar. Desta forma, basta entrar em contacto connosco, e nós cuidamos de todo o processo.

PM: E o que é que diferencia tanto a MMO ou a MMO Facilities de outras soluções de escritórios, por exemplo?

RM: O que nos diferencia é nosso foco na qualidade, tanto na entrega para o cliente quanto na capacitação dos nossos colaboradores. Nossos profissionais são bem treinados, e isso se reflecte na excelência dos serviços prestados.

Embora a MMO Facilities esteja no mercado há cerca de 4 anos, a MMO como um todo já tem uma trajectória de 12 anos. Isso nos posiciona como uma empresa experiente, quase um adolescente no mercado. Vale salientar que, somos parte do grupo Maris, que tem presença global, o que nos permite trazer experiências internacionais para aprimorar nossos serviços.

PM: Nesse espaço de mais de 10 anos de actuação no mercado, como está a vossa quota de mercado hoje?

RM: Diria que a situação está estável, mas a questão da COVID-19 trouxe impactos negativos para todos os sectores. Acredito que o único sector que talvez não tenha sido afectado drasticamente foi a indústria alimentar e/ou farmacêutica. De forma geral, todos fomos atingidos, e nossa empresa não foi excepção.

Infelizmente, já estivemos em uma posição melhor, mas agora estamos a trabalhar para nos reerguer. Acreditamos que em breve alcançaremos novamente nosso auge. O segmento em que actuamos é marcado por avanços rápidos, especialmente no espaço tecnológico.

Contudo, sentimos que nosso percurso até agora nos rendeu respeito no mercado, e isso nos dá uma vantagem competitiva.

PM: Quais são os planos da MMO Facilities para expandir a sua actuação pelo país?

RM: Actualmente, temos bases em Maputo e Pemba. No momento, são essas duas, mas já recebemos propostas para expandir para outras províncias, o que estamos a considerar explorar. Sempre que surge uma oportunidade, procuramos aproveitá-la.

PM: Quais skills considera fundamentais para que uma mulher se destaque na liderança e no mercado corporativo, especialmente em um ambiente competitivo e em constante transformação?

RM: Acredito que, antes de tudo, a mulher precisa acreditar em si mesma. É essencial confiarmos em nossa própria capacidade. Felizmente, na MMO, que é a União Ecológica do Ser, damos grande prioridade ao empoderamento feminino. Actualmente, 75% da nossa equipa é composta por mulheres, e desde sempre valorizamos a ideia de que a mulher é capaz e pode alcançar o que deseja.

É fundamental que corramos atrás dos nossos objectivos, com foco, seriedade e profissionalismo. O compromisso em fazer bem feito deve estar sempre presente. Precisamos nos esforçar ao máximo, porque é possível alcançar nossos sonhos. Devemos estar sempre um passo à frente, prevenindo problemas antes que precisem ser remediados.

Inovar, estudar, aprender continuamente e olhar para o mundo ao redor são atitudes essenciais. É importante investir em nossa profissionalização. No fim, é isso que nos impulsiona.

Rosa Muthewuye: “We feel respected by the market and by the journey we have made so far”

In this week’s edition of PROFILE, we talk to Rosa Muthewuye, Operations Manager at MMO Facilities, a company specializing in office management and acquisition services. MMO Facilities offers customized solutions for multinational companies, with a focus on the East African market. Operating in several areas, the company guarantees the functionality of its clients’ assets through the efficient integration of people, locations, processes and technology.

A subsidiary of MMO and affiliated to Maris Africa Investment Holding, MMO Facilities takes advantage of its vast international business network and the expertise it has acquired throughout Africa to provide high-quality services. In this interview, Rosa Muthewuye shares MMO Facilities’ expansion plans and the strategies that have driven its growth on the African continent.

Profile Mozambique: How did MMO come about and what is your main focus?

Rosa Muthewuye: I’m 33 years old and I’m the Operations Manager at Mozambique Managed Offices (MMO) and MMO Facilities, both companies belonging to the Maris Group. MMO was founded in 2012 as the first Mozambican company to offer an innovative business model focused on office rental and management, pioneering this segment in Mozambique.

In 2018, a new opportunity arose when one of our clients decided to open its own office and asked MMO to take over the management of that space. Instead of just managing our own physical space, we accepted the challenge of managing the client’s office directly on their premises. This new operating model inspired us, and in 2020, our Director decided to found MMO Facilities, marking the birth of a new chapter in our history.

PM: How do the integrated services offered by MMO Facilities help companies focus on their core business and what are the main benefits perceived by clients?

RM: MMO Facilities is a company that aims to make life easier for clients. We take care of all the office management, including services such as cleaning, reception and administrative support. In addition, we offer procurement services, pest control, maintenance and other general assistance necessary for the smooth running of the work environment.

Our aim is to allow our clients to focus on their core business, without worrying about issues that might put them off. We take on these responsibilities because we specialize in this area, which makes everything simpler for us.

As for our services, we add value by taking care of all the organizational needs of the office space. For example, if a desk or computer breaks, someone has to organize the repair or replacement. MMO Facilities centralizes all these services in one place. This way, all you have to do is contact us and we’ll take care of the whole process.

PM: And what differentiates MMO or MMO Facilities from other office solutions, for example?

RM: What sets us apart is our focus on quality, both in the delivery to the client and in the training of our employees. Our professionals are well trained, and this is reflected in the excellence of the services provided.

Although MMO Facilities has been on the market for around 4 years, MMO as a whole has already been around for 12 years. This positions us as an experienced company, almost a teenager on the market. It’s worth noting that we are part of the Maris group, which has a global presence, allowing us to bring in international experience to improve our services.

PM: In the space of more than 10 years on the market, how is your market share today?

RM: I’d say the situation is stable, but the COVID-19 issue has had a negative impact on all sectors. I believe that the only sector that perhaps hasn’t been drastically affected is the food and/or pharmaceutical industry. In general, we have all been hit, and our company has been no exception.

Unfortunately, we were once in a better position, but we are now working to get back on our feet. We believe that we will soon reach our peak again. The segment in which we operate is marked by rapid advances, especially in the technology space.

However, we feel that our journey so far has earned us respect in the market, and this gives us a competitive edge.

PM: What plans does MMO Facilities have to expand its operations across the country?

RM: We currently have bases in Maputo and Pemba. At the moment, those are the two, but we have already received proposals to expand into other provinces, which we are considering exploring. Whenever an opportunity arises, we try to take it.

PM: What skills do you think are essential for a woman to stand out in leadership and in the corporate market, especially in a competitive and constantly changing environment?

RM: I believe that, first and foremost, women need to believe in themselves. It’s essential to have confidence in your own ability. Fortunately, at MMO, which is the Ecological Union of Being, we give high priority to female empowerment. Currently, 75% of our team is made up of women, and we have always valued the idea that women are capable and can achieve what they want.

It is essential that we pursue our goals with focus, seriousness and professionalism. The commitment to doing things well must always be present. We need to make every effort, because it is possible to achieve our dreams. We must always be one step ahead, preventing problems before they need to be remedied.

Innovating, studying, learning continuously and looking at the world around us are essential attitudes. It’s important to invest in our professionalization. In the end, that’s what drives us.

Epsilon eMobility impulsiona a mobilidade sustentável em Moçambique

Foi lançada recentemente, a Epsilon eMobility, uma iniciativa empresarial inovadora co-financiada pelo programa BRILHO, financiado pelos governos do Reino Unido e da Suécia e implementado pela SNV.

Este projecto promissor tem como objectivo redefinir a mobilidade em Moçambique, promovendo soluções de transporte mais ecológicas e sustentáveis.

A iniciativa visa não apenas reduzir as emissões de carbono, mas também melhorar a acessibilidade e a qualidade de vida de milhares de moçambicanos. Com a introdução de opções de transporte mais limpas e eficientes, o projecto criará oportunidades de emprego e geração de renda para jovens e populações de baixa renda, contribuindo consideravelmente para o desenvolvimento social e económico do país.

Em colaboração com a Agência Metropolitana de Maputo (AMT), a Epsilon eMobility planeia introduzir e operar uma frota de 150 veículos eléctricos, incluindo motorizadas e Tuk-Tuks, que serão atendidos por três estações de troca de baterias alimentadas por energia solar.

Esta é uma medida prática e concreta que aproxima Moçambique da concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ao mesmo tempo que promove um futuro mais verde e acessível para todos.

De referir que o projecto é um marco importante no esforço global para reduzir o impacto ambiental dos transportes, ao mesmo tempo que melhora a mobilidade urbana e cria um modelo de negócio sustentável para o país.

Emissão de títulos do tesouro reflecte no incremento da dívida interna em Moçambique

Emissão de títulos

Moçambique anunciou a emissão de 609 milhões de meticais (aproximadamente 8,6 milhões de dólares) em Obrigações do Tesouro, com maturidade de cinco anos. A operação foi divulgada pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e contou com um elevado interesse dos operadores do Tesouro com maturidade de cinco anos, indicam dados oficiais a que Lusa teve acesso.

A emissão corresponde à 10ª série de Obrigações do Tesouro de 2024 e estava destinada à subscrição directa por operadores especializados. A relação entre procura e oferta foi de 22,51%, com propostas que totalizaram 1,2 milhões de meticais.

Com uma taxa de juro nominal fixa de 15% para os primeiros quatro pagamentos semestrais e variável para os últimos seis, esta operação visa equilibrar as necessidades de financiamento do governo. No entanto, o aumento da dívida pública interna é uma preocupação crescente. De acordo com dados do Banco de Moçambique, a dívida interna totalizou 364,2 milhões de meticais, representando um aumento significativo nos últimos meses.

O relatório de Situação Económica e Perspectivas de Inflação, publicado em Maio, revela que a dívida interna contraiu 51,9 milhões de meticais, totalizando 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Isso inclui 99,8 milhões de meticais em Bilhetes do Tesouro e 169 milhões em Obrigações do Tesouro.

O Ministério da Economia e Finanças alertou sobre o rápido crescimento da dívida interna, prevendo que, se essa tendência continuar, a relação entre dívida interna e externa pode atingir 50% até 2029. Esse cenário é alarmante, pois pode colocar em risco a sustentabilidade financeira do país.

As taxas de juros sobre Letras do Tesouro e Títulos do Tesouro também aumentaram, resultando em custos mais elevados para o financiamento doméstico. A taxa média ponderada de empréstimos governamentais subiu de 5% em 2021 para 6,5% em 2023, acumulando um aumento de 150 pontos-base em apenas dois anos.

A recente emissão de títulos do Tesouro por Moçambique é um reflexo das necessidades de financiamento do governo, mas também evidencia o desafio crescente da dívida pública. A atenção das autoridades e dos investidores será crucial para garantir a sustentabilidade financeira do país nos próximos anos.

Treasury bond issue reflects increase in Mozambique’s domestic debt

Emissão de títulos

Mozambique announced the issue of 609 million meticais (approximately 8.6 million dollars) in Treasury Bonds, with a maturity of five years. The operation was announced by the Mozambique Stock Exchange (BVM) and was met with a great deal of interest from traders.
The issue corresponds to the 10th series of 2024 Treasury Bonds and was intended for direct subscription by specialized operators. The ratio between demand and supply was 22.51%, with bids totaling 1.2 million meticais.
With a fixed nominal interest rate of 15% for the first four six-monthly payments and variable for the last six, this operation aims to balance the government’s financing needs. However, the increase in domestic public debt is a growing concern. According to data from the Bank of Mozambique, domestic debt totaled 364.2 million meticais, representing a significant increase in recent months.

The Economic Situation and Inflation Outlook report, published in May, reveals that the domestic debt contracted by 51.9 million meticais, amounting to 23.7% of the country’s Gross Domestic Product (GDP). This includes 99.8 million meticais in Treasury Bills and 169 million in Treasury Bonds.

The Ministry of Economy and Finance has warned about the rapid growth of domestic debt, predicting that if this trend continues, the ratio between domestic and foreign debt could reach 50% by 2029. This scenario is alarming, as it could put the country’s financial sustainability at risk.

Interest rates on Treasury Bills and Treasury Bonds have also risen, resulting in higher costs for domestic financing. The weighted average rate on government loans rose from 5% in 2021 to 6.5% in 2023, accumulating an increase of 150 basis points in just two years.

Mozambique’s recent issuance of treasury bonds is a reflection of the government’s financing needs, but also highlights the growing public debt challenge. The attention of the authorities and investors will be crucial to ensure the country’s financial sustainability in the coming years.

Nova gestão da CCMUSA destaca a importância da colaboração com a CCM

gestão da CCMUSA

A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a Câmara de Comércio Moçambique-Estados Unidos (CCMUSA) firmaram um compromisso de colaboração visando o fortalecimento do sector empresarial e a cooperação econômica entre Moçambique e os Estados Unidos.

O presidente da CCMUSA, Onório Manuel, destacou a CCM como um parceiro fundamental para o desenvolvimento sustentável de ambas as câmaras. “A CCM, pela sua vasta experiência e robustez no sector empresarial, será essencial no apoio às nossas iniciativas conjuntas”, afirmou.

Manuel enfatizou a importância de colaboração na promoção de novas oportunidades de investimento e na melhoria do ambiente de negócios. “Esperamos que esta sinergia traga benefícios directos para os empresários de Moçambique e dos Estados Unidos, promovendo o crescimento de ambos os mercados”, acrescentou.

O presidente da CCM, Álvaro Massingue, também enfatizou a necessidade de união de esforços para apoiar as comunidades empresariais. “Precisamos de trabalhar juntos para garantir um maior envolvimento no sector produtivo, maximizando o impacto das nossas acções”, sublinhou.

Massingue destacou a importância de advogar por políticas que apoiem a formação de jovens profissionais. “É crucial que as duas câmaras promovam uma formação direccionada às exigências do mercado, garantindo que os jovens tenham as competências necessárias”, enfatizou.

O dirigente da CCM também ressaltou a necessidade de sensibilizar empresários sobre a adesão às câmaras de comércio, reafirmando que essas instituições são plataformas essenciais para acesso à informação e redes de negócios.

A sinergia entre a CCM e a CCMUSA representa um passo significativo em direcção ao fortalecimento das relações comerciais e à promoção do desenvolvimento económico em Moçambique e nos Estados Unidos. Com um foco conjunto em formação e investimento, as duas câmaras estão posicionadas para gerar um impacto positivo em suas comunidades empresariais.

New CCMUSA management highlights importance of collaboration with CCM

gestão da CCMUSA

The Mozambique Chamber of Commerce (CCM) and the Mozambique-United States Chamber of Commerce (CCMUSA) have signed a collaboration agreement aimed at strengthening the business sector and economic cooperation between Mozambique and the United States.

The president of CCMUSA, Onório Manuel, highlighted CCM as a key partner for the sustainable development of both chambers. “CCM, due to its vast experience and strength in the business sector, will be essential in supporting our joint initiatives,” he said.

Manuel emphasized the importance of collaboration in promoting new investment opportunities and improving the business environment. “We hope that this synergy will bring direct benefits to entrepreneurs in Mozambique and the United States, promoting growth in both markets,” he added.

The president of CCM, Álvaro Massingue, also emphasized the need to join forces to support the business communities. “We need to work together to ensure greater involvement in the productive sector, maximizing the impact of our actions,” he stressed.

Massingue highlighted the importance of advocating for policies that support the training of young professionals. “It’s crucial that the two chambers promote training geared to the demands of the market, ensuring that young people have the necessary skills,” he emphasized.

The CCM leader also stressed the need to raise awareness among businesspeople about joining chambers of commerce, reaffirming that these institutions are essential platforms for access to information and business networks.

The synergy between CCM and CCMUSA represents a significant step towards strengthening trade relations and promoting economic development in Mozambique and the United States. With a joint focus on training and investment, the two chambers are positioned to generate a positive impact on their business communities.

Banco de Moçambique abre candidaturas para a 6ª edição do Sandbox Regulatório

O Banco de Moçambique anunciou o lançamento da 6ª edição do seu Sandbox Regulatório, convidando startups, instituições de crédito, sociedades financeiras, prestadores de serviços de pagamento, desenvolvedores e outras entidades financeiras emergentes a apresentarem propostas de soluções inovadoras para expandir o acesso aos serviços financeiros no país.

Oportunidade visa promover soluções financeiras inovadoras com foco em inclusão e sustentabilidade.

Com duração de cerca de nove meses, o processo será dividido em quatro fases: preparação para testes (cinco meses), realização de testes (dois meses), apresentação de relatórios finais (um mês), e avaliação e divulgação de resultados (um mês). A iniciativa começará em fevereiro de 2025 e é voltada para projectos que promovam o uso equitativo de serviços financeiros em diferentes segmentos da sociedade, com atenção especial para grupos vulneráveis, incluindo mulheres, jovens, pessoas com deficiência e moradores de áreas rurais.

Além de priorizar a inclusão financeira, o Banco de Moçambique destacou que soluções focadas em mitigação das mudanças climáticas também serão valorizadas. A iniciativa tem o potencial de gerar impacto positivo na economia e fomentar o uso de tecnologias financeiras inovadoras no país.

Os interessados podem solicitar o formulário de participação através do site oficial do Banco de Moçambique ou pelo e-mail sandbox@bancomoc.mz. As inscrições estarão abertas até o dia 25 de outubro de 2024, e os candidatos devem seguir as directrizes estabelecidas no regulamento da iniciativa.

Para mais informações ou esclarecimentos, o Banco de Moçambique disponibiliza o e-mail do Gabinete de Inclusão Financeira (inclusao.financeira@bancomoc.mz).

Bank of Mozambique opens applications for 6th edition of Regulatory Sandbox

The Bank of Mozambique has announced the launch of the 6th edition of its Regulatory Sandbox, inviting startups, credit institutions, financial companies, payment service providers, developers and other emerging financial entities to submit proposals for innovative solutions to expand access to financial services in the country.

The opportunity aims to promote innovative financial solutions with a focus on inclusion and sustainability.

Lasting around nine months, the process will be divided into four phases: preparing for tests (five months), conducting tests (two months), presenting final reports (one month), and evaluating and disseminating results (one month). The initiative will begin in February 2025 and is aimed at projects that promote the equitable use of financial services in different segments of society, with special attention to vulnerable groups, including women, young people, people with disabilities and residents of rural areas.

As well as prioritizing financial inclusion, the Bank of Mozambique stressed that solutions focused on climate change mitigation will also be valued. The initiative has the potential to generate a positive impact on the economy and encourage the use of innovative financial technologies in the country.

Interested parties can request a participation form via the Bank of Mozambique’s official website or by emailing sandbox@bancomoc.mz. Applications will be open until October 25, 2024, and applicants must follow the guidelines set out in the initiative’s regulations.

For more information or clarification, the Bank of Mozambique has an e-mail address for the Financial Inclusion Office (inclusao.financeira@bancomoc.mz).

DP World planeia novos investimentos logísticos e portuários

A DP World está a planear novos investimentos em Moçambique, onde já opera e está a expandir o porto de Maputo, disse segunda-feira o presidente e CEO da multinacional do sector logístico e portuário sediada no Dubai, após um encontro em Nova Iorque com o Presidente moçambicano.

“Quero dizer que estamos entusiasmados com o país e com as cidades vizinhas, Nacala, muitos lugares hoje onde, acreditamos, podemos acrescentar valor ao sector do comércio”, disse Sultan Ahmed bin Sulayem, falando aos jornalistas após um encontro com Filipe Nyusi, que está de visita a Nova Iorque no âmbito da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Estamos em Moçambique há mais de 20 anos e Moçambique é agora um importante centro de carga, especialmente para os países vizinhos, África do Sul, Zimbabué e Zâmbia, e para a região. E isso reflecte-se no nosso investimento para expandir o porto de Maputo e temos discutido a possibilidade de criar parques industriais em várias partes do país e melhorar a logística no país e nos países vizinhos. Para Maputo é uma grande vitória em termos de comércio”, acrescentou Ahmed Bin Sulayem sobre o encontro com Nyusi.

De acordo com o presidente da DP World, multinacional com sede no Dubai, Emirados Árabes Unidos, o investimento na expansão do porto de Maputo – cerca de 600 milhões de dólares só nos próximos três anos – também já está em curso: “Vai ser muito maior do que o anterior”.

A concessão do porto de Maputo à Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) vai vigorar até 13 de abril de 2058, de acordo com os termos da adenda ao contrato, aprovada por decreto do governo moçambicano publicado em abril passado.

A MPDC é uma empresa privada moçambicana que resultou de uma parceria entre os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) e a Portus Indico, constituída pela Grindrod, DP World e a empresa Mozambique Gestores.

“É prorrogada por um período adicional de 25 anos a contar do termo constante da sua segunda adenda (13 de abril de 2033), terminando a concessão a 13 de abril de 2058, com vista à recuperação dos investimentos adicionais solicitados pelo Governo”, lê-se no decreto.

O mesmo decreto aprova os termos do Plano de Negócios para a realização de investimentos adicionais, “visando o aumento da capacidade de movimentação de cargas no Porto de Maputo, ficando a concessionária autorizada a realizar investimentos adicionais” de 2,060 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros) na Área de Concessão Portuária.

A concessionária do porto de Maputo prevê investir 600 milhões de dólares (553,4 milhões de euros) nos próximos três anos na expansão das infra-estruturas portuárias, a primeira fase de investimentos prevista na adenda ao contrato de concessão, até 2058.
O director executivo da MPDC, Osório Lucas, explicou anteriormente à Lusa que esta primeira fase vai aumentar a capacidade do terminal de contentores dos actuais 170 mil para 530 mil contentores em três anos.

“E vai também aumentar a capacidade do Terminal de Carvão da Matola, de sete milhões para 12 milhões. E a nossa capacidade de carga geral aumentará de 10 milhões para 13 milhões na fase 1, que estará concluída nos próximos três anos”, disse.
A MPDC espera passar de um volume de movimentação de carga de 26,7 mtpa (milhões de toneladas por ano) em 2023 para 50,9 mtpa em 2058, no final deste novo período de extensão do contrato de mais 25 anos (a partir de 2033).

Até 2058, estima-se também um aumento da capacidade operacional dos actuais 37 mtpa para 54 mtpa e da capacidade do terminal de 270 para um milhão de contentores, a expansão do Terminal de Carvão da Matola de 7,5 para 18 mtpa e do Terminal de Carga Geral de 9,2 para 13,6 mtpa.

O porto de Maputo emprega atualmente cerca de 10.000 trabalhadores diretos e indirectos, prevendo-se que a expansão traga mais 2.000 trabalhadores.