Thursday, April 9, 2026
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Moçambique assina dois acordos de 50 milhões com a ExxonMobil

Moçambique e a ExxonMobil assinaram dois contratos estratégicos para o desenvolvimento moçambicano que totalizam 50 milhões de dólares americanos, anunciou o Presidente da República, Daniel Chapo.

Os memorandos foram rubricados ontem, no Estado do Texas, nos Estados Unidos da América (EUA), no âmbito da visita que efectua aquele país.

Um dos acordos está avaliado em 40 milhões de dólares destinados ao financiamento da construção de um Centro Tecnológico em Moçambique e formação de recursos humanos moçambicanos em matérias de oil and gas.

A infra-estrutura será instalada no bairro do Zimpeto, na cidade de Maputo e sua construção avançar já no próximo ano. Primeiramente, serão formados cem jovens de todas as províncias do país, sendo dez de cada uma.

Os remanescentes 10 milhões de dólares serão para apoiar a massificação de distribuição de gás doméstico.

“[A] Exxon tem um conhecimento acima da média. Essa tecnologia que estão a usar para explorar o gás no mar, é uma das poucas empresas a nível do mundo. Então, nós pensamos que é preciso que tenhamos moçambicanos com conhecimento nessa matéria. Já temos alguns que foram formados em várias partes do mundo. A ideia é que esses jovens moçambicanos possam, realmente, fazer parte de formadores neste centro de formação tecnológico que vai ser construído” disse Chapo, após o encontro com ExxonMobil.

O Chefe de Estado considerou que esses memorandos sinalizam a fortificação das relações entre o país e firma.

“É um sinal muito forte desses dois memorandos de que falamos, porque há aqui transferência de conhecimento…. Mas também, achamos que é um legado muito grande que esses projectos, portanto, estão a fazer e a deixar para o país. Porque o país vai ser, sem margem de dúvida, nos próximos anos, uma das referências do gás a nível do mundo” afirmou.

A ExxonMobil já opera em Moçambique com uma participação indirecta no projecto de exploração de gás na Área 4 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. (Fontes: RM e TVM)

Octávia Nobre: “Clube de Petróleo lança-se para atender toda a cadeia da indústria, do upstream ao downstream”

Profile Mozambique: Como descreve a missão e a visão do Clube de Petróleo, e por que decidiram lançá-lo em Moçambique neste momento? 

Octávia Nobre: O Clube de Petróleo surge como uma plataforma pensada para unir pessoas, empresas e instituições em torno de um mesmo objectivo, fortalecer o nosso sector de petróleo, gás e energia. Decidimos lançá-lo agora porque acreditamos que este é o momento certo para Moçambique dar um salto em frente, temos os recursos, o talento e as condições para assumir um papel de destaque neste mercado.

A nossa visão é clara, queremos criar um espaço dinâmico, onde engenheiros, gestores, decisores e investidores possam dialogar, partilhar ideias e encontrar soluções que tornem o sector mais eficiente, inovador e sustentável. O Clube nasce para ser esse ponto de encontro, onde se pensa o futuro da energia em Moçambique com seriedade, mas também com ambição.

A missão que nos guia é oferecer soluções práticas e inovadoras que ajudem as empresas a melhorar a sua gestão e a tornarem-se mais competitivas, ao mesmo tempo que promovemos uma transição energética justa e responsável. Estamos a introduzir ferramentas modernas, como o nosso Sistema Integrado de Gestão e Análise de Risco (SIGRA), que vai ajudar a alinhar práticas de governação, sustentabilidade e eficiência operacional em todo o sector.

Este lançamento é apenas o primeiro passo. Queremos que o Clube de Petróleo seja um espaço de formação, de debate e de criação de oportunidades, um verdadeiro motor de conhecimento e desenvolvimento.

PM: Em termos de evento de lançamento, quais os principais objectivos comerciais que pretendem atingir, networking, captação de patrocinadores, membros, visibilidade institucional? 

ON: O nosso principal objectivo com o evento de lançamento é criar um verdadeiro ponto de encontro entre os diferentes intervenientes do sector do petróleo, gás e energia. Queremos juntar especialistas, investidores, instituições públicas e privadas, e todos os que, de uma forma ou de outra, fazem parte desta cadeia de valor, para debatermos, alinharmos ideias e impulsionarmos novas acções conjuntas.

O Clube de Petróleo surgiu há cerca de dois anos e, nesta fase, queremos afirmar a nossa presença no mercado, mostrando que somos uma plataforma sólida, com visão e propósito. O evento é, portanto, uma oportunidade para reforçarmos a nossa visibilidade institucional, angariar membros, atrair patrocinadores estratégicos e, acima de tudo, promover networking qualificado, que permita gerar parcerias reais e produtivas.

Durante o lançamento, vamos apresentar oficialmente o conceito do Clube, explicar o seu funcionamento e os eixos principais do nosso trabalho. Teremos um espaço onde os participantes poderão escolher áreas de interesse, desde energia e sustentabilidade, inovação tecnológica, políticas públicas até à formação e capacitação profissional. Queremos que cada participante encontre o seu lugar neste ecossistema.

Coordenadora do Clube de Petróleo, Octávia Nobre.

Vamos também ter um debate com convidados que vão abordar os desafios actuais da transição energética justa em Moçambique, explorando temas como energias renováveis, sustentabilidade ambiental e inclusão das comunidades vulneráveis. Outro momento alto será o painel sobre o Método Integrado de Gestão de Risco (SIGRA), onde vamos apresentar o nosso protótipo e explicar como esta ferramenta pode ajudar empresas e instituições a fortalecerem a sua actuação no sector.

E, claro, um dos pontos mais esperados será o anúncio da Conferência Internacional de Energia Justa e Sustentabilidade, prevista para Maio de 2026, que será o grande palco de discussão e inovação sobre o futuro energético de Moçambique. Teremos ainda um leilão simbólico de lugares exclusivos para esta conferência, uma forma criativa de garantir o compromisso dos principais stakeholders desde já.

PM: Como será estruturado o modelo de adesão ao clube, categorias de membros, quotas, benefícios exclusivos, participação em comités temáticos? 

ON: O Clube foi criado para ser uma plataforma inclusiva e dinâmica que promove o crescimento profissional, o diálogo técnico e a inovação no sector de petróleo, gás e energia em Moçambique.

O modelo de adesão é aberto a empresas privadas, instituições públicas, associações e profissionais individuais, com quotas anuais e pacotes personalizados disponíveis através do site oficial do Clube.

Os membros terão acesso exclusivo a workshops, formações, debates, programas de capacitação e oportunidades de networking com líderes do sector, além da possibilidade de integrar comités temáticos sobre energia sustentável, políticas públicas, inovação e responsabilidade social.

Por outro lado, assumimos como objectivo central formar profissionais qualificados, promover competências técnicas e incentivar projectos científicos e tecnológicos que conciliem desenvolvimento económico com responsabilidade ambiental e social.

Em linhas gerais, mais do que um espaço de encontros, o Clube de Petróleo nasce como uma comunidade estratégica de conhecimento e cooperação, posicionando Moçambique como referência regional em transição energética e sustentabilidade.

Inscreva-se no seguinte link: www.clubedepetroleo.co.mz/inscricao

Saiba mais sobre o Clube de Petroleo aqui: www.clubedepetróleo.co.mz

Moçambique eleito Melhor Destino Sustentável nos World Tourism Awards 2025

Moçambique foi distinguido com o Prémio de Melhor Destino Sustentável nos World Tourism Awards 2025, cuja cerimónia decorreu na cidade de Bruxelas, na Bélgica.

A distinção reconhece o compromisso do país com a promoção de um turismo responsável, inclusivo e ambientalmente equilibrado, reflectindo o impacto positivo das políticas e iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento das comunidades locais.

Segundo a organização do certame, Moçambique destacou-se pela gestão sustentável dos seus recursos naturais, pelo incentivo ao ecoturismo e pela valorização das tradições culturais como elementos centrais da experiência turística.

O galardão reforça a imagem do país como destino de excelência em África, consolidando a sua posição no panorama internacional do turismo sustentável e abrindo novas oportunidades para atrair investimentos e visitantes conscientes.

Com esta distinção, Moçambique reafirma o seu compromisso com um modelo de crescimento turístico que harmoniza o desenvolvimento económico com a preservação ambiental e o bem-estar das populações.

EDM lança aplicativo para compra de energia

A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) lançou, nesta quarta-feira, na cidade de Maputo, o aplicativo móvel e-EDM e o canal oficial no WhatsApp.

De acordo com uma nota da empresa, as duas plataformas vão permitir que mais de três milhões de clientes possam comprar energia eléctrica e aceder a informações sobre a empresa de forma rápida e segura.

Com uma base de 3,8 milhões de clientes, dos quais 90% usam o sistema pré-pago Credelec, a EDM marca mais um passo importante na modernização dos seus serviços, como resposta às tendências globais de digitalização e aproximando-se ainda mais dos consumidores.

“O aplicativo de tecnologia avançada vai permitir ao cliente adquirir energia através da carteira móvel, visualizar os seus dados, reduzir custos de deslocação e facilitar o atendimento”, disse Joaquim Ou-Chim, presidente do conselho de administração (PCA) da EDM.

Segundo a fonte, o canal oficial no WhatsApp surge como uma nova via de comunicação e interacção com os clientes e parceiros, garantindo respostas mais rápidas e uma maior conectividade.

Através do canal oficial da EDM no WhatsApp, “pretendemos fortalecer a ligação com os nossos clientes e parceiros, promovendo uma comunicação mais próxima e eficiente”, referiu o PCA.

A empresa, que em média faz 1.500 novas ligações por dia, acredita que estas inovações vão melhorar significativamente a experiência do consumidor, tornando o processo de aquisição de energia mais ágil e acessível.

“Com o e-EDM e o canal do WhatsApp, reforçamos o nosso compromisso de oferecer um serviço moderno, eficiente e centrado no cliente, acompanhando o ritmo da transformação digital que o país vive”, concluiu Joaquim Ou-Chim.

O lançamento destas plataformas digitais ee mais uma demostração clara da EDM em continuar a investir em soluções tecnológicas que promovam a inclusão e acesso à energia.

Festival MTN Bushfire 2026 abre inscrições para artistas africanos

O conceituado Festival Internacional de Música e Artes MTN Bushfire já abriu inscrições para artistas que queiram integrar a 19.ª edição do evento, a decorrer de 29 a 31 de Maio de 2026, no espaço House On Fire, em Eswatini.

Reconhecido pela BBC como um dos “principais festivais africanos” e destacado pela CNN entre os “sete festivais de música africanos que tens mesmo de ver”, o MTN Bushfire volta a afirmar-se como um dos maiores palcos de celebração da arte e da diversidade no continente.

Com o lema “Unir África através da Música”, o festival traz de volta o CollaboNation, um projecto anual de colaboração musical que junta artistas de diferentes países e estilos para criar obras originais. A iniciativa culmina com a apresentação das colaborações no palco do festival, reflectindo o espírito de unidade e inovação que caracteriza o evento.

O MTN Bushfire convida artistas visionários e socialmente conscientes a submeterem as suas candidaturas, abrangendo um vasto leque de expressões, música, dança, teatro, poesia falada, comédia, marionetas, cinema, artes visuais e performances itinerantes.

Os seleccionados terão oportunidade de actuar em cinco palcos oficiais, cada um com um conceito próprio, o Palco Principal, vibrante e icónico, o Anfiteatro House On Fire, de imersão artística, o Palco Firefly, de energia intensa, a Bring Your Fire Zone, espaço dedicado à arte e à ação social, e o KidZone, um ambiente familiar e inclusivo.

Inspirado no lema “Bring Your Fire”, o festival procura artistas que usem a arte como instrumento de transformação social e ambiental. Mais do que um espetáculo, o evento é um movimento cultural de impacto positivo, que celebra a diversidade e promove o diálogo criativo entre povos e gerações.

As candidaturas para o MTN Bushfire & CollaboNation 2026 decorrem até 7 de Novembro de 2025, através do formulário disponível no site oficial www.bush-fire.com.

Nos últimos anos, o festival tem contado com forte representação moçambicana, destacando-se nomes como Assa Matusse, Lena Baule e 340ML (2025), Stewart Sukuma e Banda Nkhuvu (2024), e Hood Brodz e Ghorwane (2023), prova da crescente presença e reconhecimento da música nacional no panorama cultural africano.

O MTN Bushfire é hoje um símbolo de criatividade e sustentabilidade, reunindo anualmente mais de 23 mil participantes de 55 países. Para Eswatini e para o continente, continua a ser um espaço de encontro, partilha e inspiração, onde a arte acende o fogo da mudança.

Kenmare quer aumentar compra de serviços nacionais

A mineradora irlandesa, Kenmare Resources, queixa-se da fraca participação de empresas moçambicanas nos concursos públicos para o fornecimento de bens e serviços.

“A participação das empresas moçambicanas não é muito boa. Apesar de nós convidarmos muitas empresas moçambicanas para participar em concursos, estamos ainda num processo de aprendizado em conjunto para sabermos quais são as dificuldades. Temos baixa participação no concurso de empresas moçambicanas” disse fonte da firma citada pela STV cujo nome não apuramos.

Actualmente, o volume de aquisições locais está na a média de 73 milhões de dólares anuais, apesar de haver ainda oportunidades para empresas nacionais colaborarem com a mineradora.

“Maioritariamente, nós compramos fora equipamentos directos dos fabricantes. Isto é que não permite a nossa margem ir além dos 60%, mas ainda existe alguma janela de oportunidade para adicionar mais fornecedores moçambicanos à nossa base de dados e ao nosso volume de compras” disse uma fonte da empresa citada pela STV cujo nome não apuramos.

Em 2023, a Kenmare conseguiu adquirir bens e serviços avaliados em 79 milhões de dólares, e em 2024 foram 77 milhões de dólares, uma variação que se deve às flutuações nas necessidades de equipamentos à medida que os trabalhos decorrem.

TotalEnergies propõe extensão de 10 anos da concessão em Cabo Delgado para compensar prejuízos de US$ 4,5 mil milhões

A TotalEnergies propôs ao Governo moçambicano a extensão por 10 anos da concessão do megaprojecto de gás natural liquefeito (GNL) na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. A empresa francesa alega prejuízos de US$ 4,5 mil milhões devido à suspensão das operações durante quatro anos sob cláusula de força maior, decretada após os ataques terroristas de 2021.

Uma compensação pela paragem forçada

A proposta consta de uma carta assinada pelo presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, endereçada ao Presidente da República, na qual a empresa formaliza o pedido de prorrogação do período de desenvolvimento e produção do campo Golfinho-Atum por uma década.

“A concessionária exige respeitosamente que o Governo conceda uma prorrogação (…) por uma duração de 10 anos”, lê-se na carta, justificando que a medida visa “compensar parcialmente o impacto económico” da suspensão prolongada.

A correspondência confirma também o levantamento da cláusula de força maior, permitindo a remobilização de pessoal e equipamentos em Afungi. Segundo a petrolífera, as condições de segurança estão restabelecidas, criando o ambiente necessário para o relançamento integral do projecto.

Orçamento e cronograma revistos

O documento indica que a TotalEnergies submeteu ao Ministério da Energia o novo orçamento e cronograma, aguardando aprovação do Conselho de Ministros.

“A aprovação deste orçamento revisto cobrirá os custos incrementais incorridos pelo projecto devido a eventos de força maior, que totalizam US$ 4,5 mil milhões”, refere a carta.

A petrolífera recorda que o Governo realizou uma auditoria ao período 2021–2024, cujo relatório ainda é aguardado. A proposta contempla igualmente a optimização das obrigações financeiras da ENH, a empresa estatal moçambicana integrante do consórcio.

Impacto sobre o cronograma e receitas futuras

O período de paralisação alterou substancialmente o calendário de execução: a primeira entrega de GNL, antes prevista para Julho de 2024, foi reagendada para o primeiro semestre de 2029.

Este atraso empurra para o fim da década o início das exportações de gás e o consequente fluxo de receitas fiscais para o Estado moçambicano, um factor que poderá ter implicações significativas nas projecções macroeconómicas do país.

Mercado global de GNL em transformação

A proposta surge num contexto de profunda reconfiguração do mercado internacional de gás natural liquefeito. Segundo o director executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, o mundo assiste a uma “mudança estrutural” no sector, com a rápida expansão da oferta global a transformar o mercado de vendedores num mercado de compradores, provocando queda dos preços e revisões de estratégias comerciais.

Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies.

Para a TotalEnergies, o prolongamento da concessão em Moçambique é também uma forma de ajustar o horizonte financeiro do projecto às novas condições do mercado, preservando a rentabilidade num cenário de pressão competitiva crescente.

Relevância estratégica e desafios de governação

Para Moçambique, o relançamento do Mozambique LNG representa simultaneamente um sinal de confiança internacional e um desafio de governação económica.
O Governo terá de equilibrar a necessidade de atrair investimento estrangeiro directo com a protecção do interesse nacional, assegurando condições justas para a ENH, conteúdo local efectivo e distribuição equitativa das receitas futuras.

Especialistas alertam que qualquer extensão deverá incluir cláusulas de desempenho, metas de investimento e compromissos sociais claros, de modo a garantir que os benefícios do gás se traduzam em crescimento inclusivo, industrialização e criação de emprego.

CASP 2025: Conferência do sector privado prevê mobilizar 1,5 MM$ em projectos para investimentos

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior entidade patronal no País, prevêm discutir projectos de quase 1,5 mil milhões de dólares na 20.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que deverá decorrer em Maputo, de 12 a 14 de Novembro próximo.

Segundo a CTA, tratam-se de projectos voltados para investimentos nas áreas de construção, habitação e urbanização sustentável, sendo que a presente edição deverá reunir mais de dois mil participantes, 10 sessões de alto nível e mais de 50 expositores, nacionais e estrangeiros.

Falando esta sexta-feira (24), durante a cerimónia de apresentação da CASP, o vice-presidente da CTA, Onório Manuel, desafiou o Governo para a plataforma com vista a reforçar a aproximação entre o sector público, o sector privado e os cidadãos.

“Usem esta plataforma para apresentarem soluções, comunicarem reformas, demonstrarem inovação e construírem sinergias que tornem Moçambique mais competitivo, mais produtivo e mais sustentável. Queremos que o sector público utilize esta feira para aproximar-se aproximar do sector privado e dos cidadãos, para apresentar os seus programas, recolher contribuições e acelerar a execução de políticas públicas”, Onório Manuel.

Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, reiterou que o Governo está aberto ao diálogo e à colaboração com o sector privado, com vista a promover parcerias público-privadas no financiamento e construção de habitação a preços acessíveis, particularmente para jovens e famílias de baixa renda.

Área 1: TotalEnergies anuncia retoma do projecto de gás natural do Rovuma

A multinacional francesa TotalEnergies anunciou o levantamento da cláusula de “força maior” declarada em 2021, no projecto de exploração de gás natural da Área 1, na Península de Afungi, em Cabo Delgado, na sequência da deterioração das condições de segurança devido aos ataques terroristas.

A decisão da retoma do projecto foi anunciada pelo CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, depois de um acordo com o Governo quanto ao custo adicional causado pela longa paralisação.

CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné

“O consórcio Mozambique LNG decidiu levantar a declaração de força maior, tendo a Presidência da República de Moçambique sido oficialmente informada na sexta-feira [24 de Outubro corrente], por meio de uma carta protocolar”, refere a petrolífera francesa, sublinhando que “o levantamento da força maior representa uma etapa final antes da retoma completa do projecto”.

Para o efeito, o Governo moçambicano, através do Conselho de Ministros deverá aprovar um aditamento ao plano de desenvolvimento, que inclui o orçamento e o cronograma actualizados.

Recorde-se que a cláusula de “Força Maior” foi accionada em Março de 2021 na sequência do agravamento da insegurança no distrito de Palma, província de Cabo Delgado.

CTA diz que saída de Moçambique da lista cinzenta do GAFI vai impulsionar ambiente de negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirma que a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) vai impulsionar o ambiente de negócios e facilitar as transações interbancárias a nível internacional.

A CTA descreve a saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, GAFI, como um momento histórico, sublinhando que a decisão representa a recuperação da reputação do país no cenário internacional.

Com a saída de Moçambique do grupo dos países menos desejados no comércio internacional, o sector privado prevê maiores facilidades nas transações internacionais, bem como a redução das taxas de juro no acesso ao crédito e financiamento fora do país.

Foram necessários três anos de cumprimento rigoroso das exigências do GAFI. O sector privado garante estar pronto para ajudar o país a manter-se na linha, evitando quaisquer deslizes futuros.

A decisão do Grupo de Acção Financeira Internacional foi tomada durante a sessão plenária realizada em Paris, França, após Moçambique ter cumprido o plano de acção em 26 pontos, com destaque para o combate ao financiamento do terrorismo e ao branqueamento de capitais.

Fonte: O País