Thursday, September 3, 2026
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Yango Ride integra ChatGPT e permite gerir viagens directamente na plataforma

O Yango Ride, serviço de transporte por aplicação do grupo tecnológico Yango Group, lançou uma integração oficial no ChatGPT, permitindo aos utilizadores planear percursos e reservar viagens directamente na conversa. A novidade está disponível em mais de 25 países onde o Yango opera, abrangendo o Médio Oriente, o Sul da Ásia, África e a América Latina.

Com esta integração, os utilizadores podem consultar o preço exacto de um percurso sem taxas ocultas, comparar tempos de viagem entre rotas alternativas e verificar o tempo estimado de chegada ao destino e do veículo.

A solução indica ainda os melhores pontos de embarque para minimizar a espera. Quando o utilizador estiver pronto, a estimativa da tarifa abre-se na aplicação Yango ou na versão web, onde a reserva é concluída em segurança.

A integração é particularmente útil para viajantes frequentes, turistas e profissionais que pretendam organizar o seu dia sem alternar entre aplicações.

Alimentada por dados de tráfego em tempo real e tecnologia de encaminhamento inteligente, oferece estimativas precisas e actualizadas de acordo com as condições rodoviárias.

Disponível na interface web do ChatGPT e nas aplicações móveis para Android e iOS, a integração do Yango Ride marca o início de uma presença mais ampla do Yango Group nesta plataforma, com planos para incorporar outros serviços como entregas, transportes públicos e entrega de refeições.

A Yango Ride já está disponível no nosso país para instalação ou baixar na loja de aplicações do ChatGPT pelo link abaixo:

https://chatgpt.com/apps/yango/asdk_app_694d544b38b88191b47f75df30430d8a.

Standard Bank distinguido como Melhor Private Bank em Moçambique

O Standard Bank foi mais uma vez distinguido como Melhor International Private Bank em Moçambique pela Euromoney, uma das mais prestigiadas publicações internacionais do sector financeiro.

Este reconhecimento surge num momento em que o Banco reforça a sua ambição estratégica no segmento Private Banking em Moçambique, num mercado que evidencia sinais claros de crescimento e dinamismo.

Igualmente, reforça a posição de liderança do Banco no segmento Private Banking no País, destacando a excelência das suas soluções financeiras, a qualidade do serviço prestado e a consistência da sua estratégia orientada para o cliente.

Num contexto em que o segmento Private ganha relevância, impulsionado pelo aumento do património privado e pela necessidade de soluções financeiras mais estruturadas, esta distinção traduz também a evolução e maturidade do sistema financeiro moçambicano.

Para o director da Banca de Particulares e Privada do Standard Bank, Victor Jardim, esta distinção representa a validação de uma abordagem assente na proximidade, no aconselhamento especializado e na capacidade de oferecer soluções ajustadas às necessidades específicas de cada cliente.

“Este prémio reforça a confiança dos nossos clientes e reconhece o compromisso contínuo do Standard Bank com a excelência, inovação e personalização dos seus serviços. Mais do que um reconhecimento institucional, é o reflexo do impacto directo que o nosso trabalho tem na vida dos clientes, apoiando decisões estratégicas, protegendo patrimónios e construindo legados para as próximas gerações. Continuaremos focados em oferecer soluções que contribuam para a gestão, crescimento e preservação sustentável do património dos nossos clientes”, afirma.

Com este reconhecimento, o Standard Bank reafirma a sua estratégia de afirmação como o melhor Private Bank em Moçambique, consolidando a sua proposta de valor assente na confiança, proximidade e visão de longo prazo.
Este prémio faz jus a um percurso consistente de distinções internacionais que evidenciam a qualidade e solidez da proposta de valor do Standard Bank no segmento do Private Banking.

Em 2025, o Banco foi igualmente distinguido como o Melhor Private Bank em África por entidades de referência como a Private Banker International e a Global Finance, reforçando a sua posição de liderança e a confiança dos seus clientes. Estes sucessivos reconhecimentos reflectem uma estratégia assente na excelência, na inovação e na entrega de soluções financeiras de elevado valor acrescentado.

O Banco reafirma o seu compromisso de liderar o sector com soluções que antecipam o futuro da gestão de patrimónios em Moçambique.

Perspectivas Económicas para 2026 juntam parceiros e classe empresarial no BCI

O BCI acolheu, esta Terça-feira (15), no seu Auditório, em Maputo, o Workshop sobre Perspectivas Económicas e Empresariais para 2026, uma iniciativa organizada em estreita articulação com a Câmara de Comércio e Indústria França–Moçambique (CCIFM) e a AmCham Moçambique. Com estes parceiros, o Banco partilha uma visão comum: contribuir activamente para o fortalecimento do tecido empresarial e para o desenvolvimento sustentável do país.

O evento reuniu empresários, parceiros e clientes, contando com a participação de figuras de destaque, entre as quais a Directora-Geral da CCIFM, Crystelle Coury, a Directora Executiva da AmCham Moçambique, Nélia Gomes, e o Director Central de Mercados Financeiros do BCI, Hugo Costa, que apresentou uma análise detalhada das perspectivas económicas e empresariais. O workshop promoveu um debate aprofundado sobre os desafios actuais do país, tanto ao nível micro como macroeconómico.

Na qualidade de anfitrião, o Administrador do BCI, Luís Aguiar, destacou: “para o BCI, é um privilégio promover e acolher iniciativas desta natureza. Temos assumido, de forma proactiva e consistente, um posicionamento claro de proximidade ao sector empresarial, afirmando-nos como um parceiro de referência das empresas e dos empresários moçambicanos. Reiteramos, assim, o nosso compromisso com o desenvolvimento económico de Moçambique, convictos de que encontros como este reforçam capacidades, estimulam a inovação e apoiam decisões mais informadas no seio das organizações”.

Na sua intervenção, Hugo Costa sublinhou que Moçambique se encontra numa encruzilhada crítica, exigindo, simultaneamente, o alívio das pressões fiscais, a aceleração do crescimento económico e o reforço da coesão social. Destacou que estas dimensões devem evoluir de forma coordenada para assegurar um desenvolvimento sustentável.

Como factores de suporte, apontou o crescimento económico positivo, ainda que moderado, a abundância de recursos naturais, as perspectivas de transformação associadas a projectos estruturantes de gás natural e energia, a localização geoestratégica privilegiada do país, a inflação relativamente controlada, e um sector bancário estável, com níveis sólidos de capitalização e liquidez.

Num outro desenvolvimento, alertou para fragilidades estruturais por considerar no curto e médio prazo, nomeadamente o elevado nível de dívida pública e a limitada margem fiscal, a escassez de divisas, a dependência de fluxos externos, a reduzida diversificação da economia e as pressões sobre o emprego, o rendimento e a estabilidade social, num contexto marcado pela predominância do sector informal.

Referiu ainda que, no último trimestre de 2025, a economia registou um crescimento de cerca de 4,67%, após quatro trimestres consecutivos de contracção, entre o último trimestre de 2024 e o terceiro trimestre de 2025. Ainda assim, salientou que, nos últimos sete a oito anos, o crescimento médio rondou os 3%, aquém do esperado para uma economia em desenvolvimento.

O workshop reforçou a importância de um diálogo contínuo entre o sector financeiro, as associações empresariais e os decisores económicos, como condição essencial para enfrentar desafios estruturais e potenciar as oportunidades que se colocam ao país.

ENH assina acordo com EDM, CFM e HCB para fornecimento de gás ao mercado doméstico

A ENH, EDM, CFM e HCB unem forças para a soberania energética de Moçambique. Com efeito, assinaram no dia 8 de Abril, em Maputo, o Acordo de Accionistas para criação da sociedade Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM) e o Acordo de Desenvolvimento Conjunto (JDA). Esta parceria estratégica vai viabilizar a primeira Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU) do país, que será instalada em Inhambane e com infra-estruturas no Porto da Beira.

Este projecto estruturante visa garantir o fornecimento de gás natural ao mercado doméstico e regional, utilizando recursos da Bacia do Rovuma e outras bacias nacionais. Ao integrar capacidades técnicas e financeiras, a iniciativa reduz a dependência de importações e fortalece a infra-estrutura logística necessária para a monetização do gás, consolidando Moçambique como um player energético central na região.

Mais do que uma infra-estrutura técnica, a nova sociedade simboliza o compromisso das instituições nacionais com a diversificação da matriz energética e o desenvolvimento económico sustentável. A exploração destes recursos promete um efeito multiplicador na economia, gerando oportunidades e elevando a qualidade de vida de todos os moçambicanos.

Fidelidade Ímpar Moçambique distingue projectos com impacto social na 1.ª edição do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade

A Fidelidade Ímpar Moçambique distinguiu hoje os vencedores da 1.ª edição do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade, numa cerimónia realizada em Maputo que reuniu organizações da sociedade civil, parceiros e órgãos de comunicação social.

O Prémio nasceu com um propósito claro: reconhecer e apoiar projectos com impacto real nas comunidades moçambicanas. Nesta edição, foram distinguidas iniciativas nas áreas de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade e de Prevenção em Saúde, com um apoio total de 1.500.000 Mzn – 750.000 meticais por organização vencedora.

A resposta superou as expectativas: foram recebidas um total de mais de 216 candidaturas nesta primeira edição. Um número que reflecte a relevância e o potencial das organizações moçambicanas.

As propostas foram avaliadas por um júri independente, composto por personalidades com um papel social reconhecido: Jorge Ferrão, Terezinha da Silva, Mércia Viriato, Stewart Sukuma e Vitor Bandeira – PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique. A selecção teve por base a qualidade técnica, o impacto na comunidade e a sustentabilidade de cada projecto.

Projectos vencedores

Inclusão Social de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade Projecto: NutiFamily+ (Programa Comunitário de Nutrição, Inclusão Produtiva e Resiliência Alimentar) Organização: Associação Nutrição em Desenvolvimento (ANDMoz).

Prevenção em Saúde Projecto: Empoderamento das Raparigas em Situação de Vulnerabilidade por meio da Promoção e Acesso à Higiene e Saúde Menstrual Organização: Associação Missão Moçambique (MiMo) em parceria com a Be Girl.

Para Vitor Bandeira, PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique, “O Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade é a forma como tornamos concreto o nosso compromisso com Moçambique. Apoiar projectos que promovem a inclusão e a saúde não é apenas uma escolha é uma responsabilidade. Cada iniciativa que distinguimos é uma comunidade que avança. E isso move-nos.”

A 1.ª edição mostra o impacto que as organizações da sociedade civil conseguem ter em Moçambique. E abre caminho para as próximas.

Porque na Fidelidade Ímpar, o compromisso traduz-se sempre em passos reais.

Preços disparam para 0,22%

De acordo com o INE, os preços em Moçambique aumentaram 0,22% em março, um terço do crescimento registado em fevereiro, recuperando após as dificuldades logísticas provocadas pelas cheias no país, novamente influenciado pelo sector da alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir no total da variação mensal com 0,11 pontos percentuais positivos (0,37 em fevereiro.

No relatório destaca-se a variação mensal por produto, nomeadamente o aumento dos preços em março do tomate (5%), de refeições completas em restaurantes (0,7%), de veículos automóveis ligeiros novos (6,4%), do carvão vegetal (2,2%), da cebola (4,1%), da couve (2,2%) e de motorizadas (1,8%).

“Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,22 pontos percentuais positivos”, refere o IPC. De meados de janeiro até ao início de fevereiro, a circulação nas estradas Nacional 1 e 2, de Maputo para norte e sul, respetivamente, esteve totalmente cortada, devido às cheias, que afetaram cerca de 725 mil pessoas, comprometendo as cadeias de abastecimento e fazendo disparar os preços. O IPC de março refere que a inflação acumulada de três meses de 2026 cifra-se nos 2,16%, enquanto a variação homóloga está nos 3,37%.

Moçambique e Banco Mundial selam nova parceria estratégica avaliada em seis mil milhões de dólares

Ministra das Finanças, Carla Loveira, reuniu-se em Washington com representantes da instituição para formalizar o novo Country Partnership Framework, que consolida uma visão conjunta para o crescimento sustentável do país

A Ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, deslocou-se a Washington DC, onde se reuniu, no dia 13 de Abril de 2026, com representantes do Banco Mundial para avançar no processo de formalização do novo quadro estratégico de cooperação bilateral o Country Partnership Framework (CPF), que irá orientar a relação entre Moçambique e a instituição financeira multilateral ao longo dos próximos cinco anos, num envelope financeiro global de seis mil milhões de dólares.

O novo CPF resulta de um processo alargado e participativo de consultas que envolveu o Governo moçambicano, o sector privado, a sociedade civil e os principais parceiros de desenvolvimento do país. O documento consolida uma visão conjunta para o crescimento sustentável de Moçambique, definindo as prioridades de intervenção que nortearão o apoio do Banco Mundial ao desenvolvimento nacional no período em apreço.

À margem dos encontros institucionais, a Ministra Carla Loveira manteve igualmente uma reunião bilateral com o Director Executivo da Constituência da África Austral no Banco Mundial, Adriano Ubisse. O encontro centrou-se na análise da situação macrofiscal do país e no desempenho económico recente de Moçambique, num momento em que o país procura estabilizar as suas contas públicas e recuperar a confiança dos investidores e parceiros internacionais após um período marcado por sucessivos choques externos e pela crise política pós-eleitoral.

A nova parceria estratégica com o Banco Mundial representa um dos mais significativos pacotes de apoio ao desenvolvimento que Moçambique recebe nos últimos anos, e surge num momento em que o país enfrenta o desafio de conciliar a consolidação da estabilidade macroeconómica com as necessidades prementes de investimento em infra-estruturas, capital humano e resiliência climática pilares que, segundo fontes governamentais, deverão estar no centro do novo CPF.

Yango Moçambique reforça diálogo sobre o futuro da mobilidade urbana no EU–Mozambique Digital Open Day

A Yango Moçambique, parte da empresa global de tecnologia Yango Group, participou no EU–Mozambique Digital Open Day, em Bruxelas, envolvendo-se com stakeholders dos sectores público e privado sobre o futuro dos serviços de mobilidade urbana no país.

As discussões centraram-se no papel crescente das soluções de mobilidade digital no reforço da acessibilidade urbana, da participação económica e no desenvolvimento de ecossistemas de transporte mais eficientes em cidades africanas em rápida expansão.

Moçambique, e em particular Maputo, apresenta um forte potencial de crescimento para os serviços de táxi por aplicativo, impulsionado pela crescente urbanização, pela evolução das necessidades de mobilidade e pela expansão da economia digital. À medida que as cidades continuam a crescer, o papel da tecnologia na melhoria do acesso ao transporte e na criação de oportunidades económicas flexíveis torna-se cada vez mais relevante.

Durante o fórum, a Yango Moçambique contribuiu para discussões de alto nível sobre como a colaboração entre os sectores público e privado pode apoiar o desenvolvimento de modelos de mobilidade estruturados, transparentes e sustentáveis. O diálogo destacou a importância de ambientes regulatórios que promovam a inovação, garantindo simultaneamente elevados padrões de segurança, fiabilidade e responsabilização em todo o sector.

A Yango reiterou o seu compromisso em trabalhar de forma construtiva com autoridades governamentais, reguladores e parceiros do ecossistema para apoiar o desenvolvimento a longo prazo dos serviços de mobilidade em Moçambique. A empresa destacou que a construção de sistemas de mobilidade urbana eficazes exige diálogo contínuo, responsabilidade compartilhada e alinhamento entre as diferentes partes interessadas.

“Vemos um potencial significativo no sector da mobilidade urbana em Moçambique, particularmente à medida que as cidades continuam a expandir-se e as necessidades de mobilidade evoluem,” afirmou Américo Muchanga, Ministro das Comunicações e Transformação Digital

“As plataformas digitais podem desempenhar um papel importante na melhoria do acesso ao transporte, ao mesmo tempo que criam oportunidades económicas flexíveis. No entanto, alcançar este objectivo exige uma colaboração próxima entre os sectores público e privado, garantindo que a inovação evolua em paralelo com quadros regulatórios sólidos.”

A participação em Bruxelas reforçou ainda o papel da Yango Moçambique como um interveniente comprometido no ecossistema de mobilidade, contribuindo para as discussões que moldam o futuro dos serviços de transporte digital no país.

Como parte da sua abordagem de longo prazo, a Yango continua a apoiar o desenvolvimento de soluções de mobilidade acessíveis, fiáveis e adaptadas ao contexto local, respondendo às necessidades das populações urbanas e contribuindo para cidades mais conectadas e inclusivas.

Sobre o Yango Group

O Yango Group é uma empresa tecnológica que transforma tecnologias globais em serviços do dia-a-dia adaptados às comunidades locais. Com um compromisso contínuo com a inovação, a empresa adapta e integra tecnologias de ponta de diferentes partes do mundo em serviços práticos e acessíveis, ajustados às necessidades de cada região.

CTA Lança Observatório Doing Business (DBO) na Primeira Mesa-Redonda de Conteúdo Local

A Confederação das Associações Económicas (CTA), através do seu Bureau de Conteúdo Local (BCL), lançou oficialmente o Observatório Doing Business (DBO) durante a Primeira Mesa-Redonda: Encontro com Stakeholders de Conteúdo Local, realizada em Maputo.

Posicionado como uma voz estruturada do sector privado, o DBO é um serviço de envolvimento de stakeholders e recolha de evidências, concebido para capturar e organizar experiências empresariais. O lançamento teve lugar durante um evento que reuniu stakeholders-chave do sector do petróleo e gás, incluindo operadores, parceiros institucionais e representantes do governo, reforçando o compromisso da CTA em melhorar o ambiente de negócios através de um envolvimento estruturado e baseado em evidências do sector privado.

Reforçar o Conteúdo Local através de Perspectivas Práticas e Envolvimento Baseado em Evidências

O lançamento do DBO reflete o esforço mais amplo da CTA para fortalecer o conteúdo local, assegurando que as experiências empresariais sejam sistematicamente capturadas e transformadas em insights accionáveis.

Desenvolvido pelo Bureau de Conteúdo Local da CTA, em parceria com a Câmara de Comércio Suíço-Moçambicana, o DBO fornece um canal estruturado para empresas e investidores partilharem feedback sobre as suas interacções com instituições públicas, incluindo ministérios, reguladores e municípios.

Em vez de implementar reformas ou emitir recomendações políticas, o DBO concentra-se em organizar o feedback em evidências credíveis, identificar padrões recorrentes e produzir relatórios regulares para apoiar o envolvimento da CTA com as autoridades relevantes.

Ao consolidar experiências individuais em evidências sectoriais, o DBO permite um diálogo mais informado entre o sector privado e o governo, contribuindo para maior eficiência, previsibilidade e transparência no ambiente de negócios.

Como Participar

Empresas e stakeholders são convidados a contribuir partilhando as suas experiências, insights e recomendações. Feedback claro, factual e prático, seja para destacar desafios ou boas práticas, terá um papel fundamental na construção de um ambiente de negócios mais eficiente e responsivo em Moçambique.

As submissões podem ser enviadas por email para: dbo@bcl.cta.org.mz 

Sobre o Bureau de Conteúdo Local

O Bureau de Conteúdo Local é uma divisão especializada da Confederação das Associações Económicas (CTA), dedicada a promover a participação moçambicana no crescimento económico do país. Serve como o escritório operacional do mandato de Conteúdo Local da CTA, garantindo que empresas nacionais, trabalhadores e comunidades beneficiem directamente do desenvolvimento industrial e dos recursos naturais.

Trabalhando em sectores-chave como energia, mineração, manufactura e infra-estruturas, o Bureau apoia a criação de emprego, o desenvolvimento empresarial e a integração de fornecedores. As suas iniciativas ligam empresas nacionais a investimentos de grande escala, promovem o acesso a financiamento e fortalecem a colaboração entre governo, indústria e comunidades locais.

INP reforça capacidade regulatória com apoio da Noruega numa nova fase de cooperação no sector de gás e petróleo

Programa Energy for Development substitui modelo anterior centrado no petróleo e incorpora sustentabilidade, descarbonização e governação como pilares da supervisão do segmento “upstream”

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) está a reforçar a sua capacidade técnica para a supervisão do segmento upstream da indústria petrolífera moçambicana, num movimento que reflecte a crescente complexidade do sector extractivo nacional e a necessidade de alinhamento com padrões internacionais cada vez mais exigentes.

A iniciativa enquadra-se num novo ciclo de cooperação com a Norwegian Offshore Directorate (NOD), no âmbito do programa Energy for Development (EfD), lançado em 2023. O novo programa sucede ao modelo anterior de cooperação, designado Oil for Development (OfD), e traduz uma adaptação ao contexto global actual, marcado por exigências crescentes em matéria de sustentabilidade, descarbonização e integração progressiva das energias renováveis na matriz energética mundial.

Uma Mudança de Paradigma na Cooperação Bilateral

A transição do Oil for Development para o Energy for Development não é meramente nominal. Representa uma reconfiguração substantiva da abordagem bilateral, que passa a incorporar dimensões anteriormente periféricas na cooperação sectorial, como a gestão ambiental, a redução de emissões com destaque particular para o metano e o reforço da segurança operacional. Estes elementos assumem crescente centralidade no sector energético global e tornam-se incontornáveis para qualquer país produtor que ambicione atrair investimento responsável e manter credibilidade junto dos mercados internacionais de capitais.

A cooperação entre Moçambique e a Noruega no domínio do sector extractivo estende-se por mais de cinco décadas, um historial que confere robustez e maturidade à actual iniciativa. Ao longo deste período, a parceria tem desempenhado um papel determinante no fortalecimento institucional do INP e na promoção de boas práticas de governação ao longo de toda a cadeia de valor do sector. O novo ciclo beneficia, assim, de uma base de confiança e de transferência de conhecimento consolidada, permitindo ir além da assistência técnica pontual para internalizar modelos regulatórios considerados de referência a nível internacional.

Reforço Técnico em Áreas Críticas de Supervisão

No plano operacional, o INP deverá beneficiar de assistência técnica especializada em domínios considerados críticos para o exercício eficaz da função regulatória. Entre as áreas prioritárias figuram o desenvolvimento e aperfeiçoamento de instrumentos regulatórios, a implementação de mecanismos de monitoria, reporte e verificação, e a consolidação de práticas de fiscalização orientadas para o desempenho instrumentos que permitem avaliar não apenas a conformidade formal dos operadores, mas o impacto efectivo das suas operações.

Este reforço ocorre num momento de particular relevância para o sector moçambicano de petróleo e gás, impulsionado pela crescente dinâmica dos grandes projectos de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. A capacidade de supervisão eficaz do upstream assume, neste contexto, uma dimensão estratégica que transcende a mera conformidade regulatória trata-se de maximizar o valor económico dos recursos naturais e garantir que a sua exploração se traduza em benefícios sustentáveis e duradouros para a economia nacional.

Regulação ao Serviço da Transição Energética

O novo enquadramento de cooperação introduz também uma leitura mais ampla do papel do INP no ecossistema energético nacional. O instituto é chamado a posicionar-se não apenas como guardião da conformidade regulatória no sector extractivo tradicional, mas como actor central na gestão da transição para modelos energéticos mais sustentáveis e resilientes.

Neste sentido, o reforço institucional do INP pode ser interpretado como um passo estruturante na consolidação de uma arquitectura regulatória capaz de responder simultaneamente às exigências do presente produção, investimento e geração de receitas fiscais e aos desafios do futuro, marcados pela pressão crescente da transição energética global e pela exigência de maior responsabilidade ambiental e social por parte da indústria extractiva.

Para Moçambique, país que aspira a transformar os seus recursos naturais em desenvolvimento económico inclusivo e de longo prazo, a qualidade da regulação do sector upstream não é um factor secundário. É, cada vez mais, uma condição determinante para atrair investimento de qualidade, preservar a confiança dos parceiros internacionais e assegurar que a riqueza do subsolo se converta em prosperidade para os moçambicanos.