Wednesday, May 27, 2026
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INE Regista aumento de 0,47% nos preços em Outubro

O país voltou a registar uma aceleração dos preços no mês de Outubro, com uma variação mensal de 0,47%, praticamente o dobro do aumento observado em Setembro (0,29%). Os dados constam do mais recente relatório do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar da subida mensal, a inflação homóloga registou ligeiro alívio, fixando-se em 4,83%, contra os 4,93% verificados no mês anterior, sinalizando uma tendência moderada de estabilização dos preços no médio prazo.

Alimentos continuam a pressionar a despesa das famílias

O INE indica que a componente de alimentos e bebidas não alcoólicas voltou a ser o principal motor da subida mensal, contribuindo com 0,32 pontos percentuais para o total.
Entre os produtos que mais pressionaram o IPC destacam-se:

  1. Tomate: +12%
  2. Camarão seco: +16,8%
  3. Peixe seco: +3%
  4. Carapau: +1%
  5. Lenha: +7,6%
  6. Limão: +48,1%

Estes itens, no conjunto, representaram 0,39 pontos percentuais da variação de Outubro, ilustrando a persistência da pressão sobre os alimentos básicos, num contexto de elevada sensibilidade dos preços a factores sazonais e de oferta.

Volatilidade marca comportamento do IPC em 2024

O comportamento recente do IPC evidencia uma trajectória marcada por volatilidade. Entre Abril e Julho, o país registou quatro descidas consecutivas, acumulando oito quedas mensais em menos de 18 meses, antes de regressar à tendência ascendente observada em Agosto, Setembro e, agora, Outubro.

A inflação acumulada no ano situou-se em 4,15%, abaixo dos 5,3% registados no mesmo período de 2023 e longe do pico de quase 13%, registado em Julho de 2022, um dos mais elevados da última década.

Governo e Banco de Moçambique projectam evolução moderada

As projecções macroeconómicas apontam para um encerramento de 2025 com a inflação próxima de 7%, segundo o Governo. Já o Banco de Moçambique antevê uma trajectória de desaceleração gradual, amparada pelas medidas de alívio recentemente adoptadas:

  1. Isenção de IVA sobre bens essenciais como açúcar, óleo e sabão
  2. Redução de até 60% nas portagens
  3. Corte nas tarifas de água
  4. Queda dos preços internacionais de alimentos
  5. Estabilidade relativa do metical

O mais recente Relatório de Perspectiva Económica e Inflação sublinha que, no curto prazo, estas medidas deverão continuar a contribuir para uma “moderação da pressão inflacionária”, embora os riscos ligados às condições climáticas e ao comportamento dos combustíveis permaneçam no radar.

Syrah reforça capital para operação de grafite em Balama com novo desembolso da DFC

A subsidiária Twigg, da Syrah Resources, vai receber 8,5 milhões de dólares da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), reforçando a capacidade operacional da mina de grafite de Balama, em Cabo Delgado. O montante será canalizado para capital de giro e sustentação das actividades, num período em que a operação decorre abaixo da sua capacidade instalada, devido ao excesso de oferta no mercado internacional e à consequente pressão sobre os preços do minério.

Com este desembolso, previsto para quinta-feira, 20 de Novembro, o financiamento total disponibilizado pela DFC ao abrigo do actual acordo ascende a 68 milhões de dólares, não incluindo custos de originação. O pacote insere-se na linha de crédito de 150 milhões de dólares aprovada em Outubro de 2024, cujo primeiro desembolso, de 53 milhões, havia sido efectuado antes da suspensão temporária da actividade em Dezembro do mesmo ano. A produção e as exportações foram retomadas em Junho, seguindo-se nova tranche de 6,5 milhões em Agosto.

Segundo Shaun Verner, Director Executivo da Syrah, a continuidade do apoio da DFC reforça a posição estratégica de Balama enquanto maior operação integrada de mineração e processamento de grafite do mundo, apontada como peça essencial para o fortalecimento das cadeias de fornecimento de minerais críticos nos Estados Unidos, sobretudo no contexto da mobilidade eléctrica e da transição energética.

Apesar do financiamento, Balama continua a operar num modelo intermitente, muito abaixo da sua capacidade anual de 350 mil toneladas. No terceiro trimestre, a produção fixou-se em apenas 26 mil toneladas, reflexo directo da conjuntura internacional adversa. A empresa ainda não indicou por quanto tempo pretende manter este regime.

A Syrah adiantou que prosseguem conversações com a DFC sobre o calendário dos próximos desembolsos, mantendo-se o foco na estabilização do fluxo de caixa, na segurança operacional e no reforço da resiliência da oferta fora da China.

Vendas de divisas pela banca moçambicana recuam 18% no terceiro trimestre

As vendas de divisas pelos bancos moçambicanos recuaram 18% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados no Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE).

Este declínio ocorre num contexto de crescente dificuldade de acesso à moeda estrangeira por parte de empresas, especialmente para importações de bens essenciais.

O PRECE explica que a escassez de divisas se deve, em parte, ao facto de os bancos estarem a absorver os dólares vendidos pelos exportadores, limitando a oferta para os importadores.

Para inverter a tendência, o Governo propôs um aumento da taxa mínima de conversão de receitas de exportação, de 30% para 50%, numa tentativa de reforçar a disponibilidade de divisas no mercado doméstico.

O recuo nas vendas cambiais evidencia um mercado cambial pressionado, com impacto direto na liquidez e na competitividade das empresas moçambicanas num momento de grande necessidade de capital externo.

Vodacom lança campanha “chegou o VerOn” com prémios fantásticos para aquecer o verão

A Vodacom Moçambique lançou a campanha de Verão “Chegou o VerON”, esta sexta-feira, numa cerimónia que reuniu parceiros e representantes do sector das telecomunicações. A campanha oferece prémios fantásticos através de bónus instantâneos, bem como sorteios diários, semanais e mensais, reafirmando o compromisso da empresa em proporcionar experiências de valor e benefícios concretos aos seus Clientes.

Durante o evento, os presentes puderam conhecer detalhadamente o funcionamento da campanha, os prémios disponíveis e como a Vodacom tem inovado na experiência do Cliente. Entre os prémios oferecidos destacam-se televisores, smartphones, motorizadas, geleiras, saldo na conta M-Pesa, entre outros, garantindo que todos os Clientes tenham oportunidades reais de serem contemplados.

Os sorteios diários permitem que os Clientes recebam prémios em dinheiro, enquanto os sorteios semanais e mensais oferecem prémios de maior valor, reforçando o carácter dinâmico e interactivo da campanha. Para participar, basta adquirir ofertas da Vodacom ou realizar pagamentos via M-Pesa, sem qualquer custo adicional.

“A Vodacom quer estar sempre ao lado dos seus Clientes, proporcionando-lhes benefícios tangíveis e novas oportunidades. A campanha ‘Chegou o VerON’ é mais um passo para reconhecer e premiar a sua lealdade, ajudando-os a concretizar sonhos e a estar sempre ON”, afirmou Linda Riwa, Directora Comercial da Vodacom Moçambique.

A campanha Chegou o VerON” integra o compromisso mais amplo da Vodacom Moçambique em apoiar os moçambicanos através de conectividade de qualidade, preços acessíveis e empoderamento digital. A empresa tem investido continuamente na expansão e modernização da rede, na melhoria da qualidade dos serviços e no desenvolvimento das comunidades, reforçando o seu propósito de gerar valor e impacto na vida das pessoas.

Durante o lançamento, foram também destacadas as iniciativas da empresa para promover inovação e inclusão digital, com ênfase na utilização de tecnologias móveis para simplificar os pagamentos e facilitar o acesso a serviços essenciais.  Por fim, o evento contou com apresentações e demonstrações que permitiram aos presentes vivenciar, na prática, como a campanha se integra no dia-a-dia dos Clientes, tornando cada interacção mais recompensadora.

Maputo acolhe a 2ª Edição do Beach Polo Mozambique

A Playground, em parceria com o South Beach, realiza no dia 22 de Novembro de 2025, em Maputo, a 2ª Edição do Beach Polo Mozambique, um evento que promove o desporto equestre e valoriza o potencial turístico de Moçambique, com o objectivo de posicionar o país na rota mundial do polo de praia.

A 2ª edição conta com o patrocínio principal do First Capital Bank e com o apoio institucional do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e do INATUR. A partida decorrerá num campo adaptado de cerca de 50 por 20 metros, onde irão competir 14 equipas, acompanhadas por igual número de cavalos especialmente preparados para o Beach Polo.

O plantel desta edição é composto por cavaleiros africanos de várias nacionalidades, incluindo Angola, África do Sul e Egipto. O evento contará ainda com comentadores internacionais, provenientes da África do Sul e de Angola, que irão guiar o público durante os jogos.

Durante a conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, em Maputo, o representante do torneio, Miguel Proença, afirmou que o Beach Polo Mozambique é um evento que combina desporto, glamour e turismo, tendo como pano de fundo o magnífico cenário do Oceano Índico.

De acordo com Miguel Proença, o Beach Polo Mozambique é também um motor de desenvolvimento local. Até ao momento, estima-se que cerca de 300 pessoas sejam directamente beneficiadas com postos de trabalho, fixos e temporários. Estas pessoas estão envolvidas em áreas como produção, montagem, logística, segurança, hospitalidade e catering, impulsionando o emprego e o turismo na cidade de Maputo.

O vereador da Educação, Cultura e Desporto da Cidade de Maputo, Osvaldo Faquir, afirmou que a autarquia está honrada por ser anfitriã do Beach Polo Mozambique, um evento que coloca a cidade na rota internacional da modalidade.

Osvaldo Faquir apelou ao reforço das medidas de gestão e sustentabilidade ambiental, garantindo que todas as actividades do evento respeitem as boas práticas ambientais. “Também queremos assegurar-vos que, em colaboração com as autoridades competentes, todas as condições de segurança, gestão de trânsito, entre outros aspectos, estão devidamente garantidas, para que todos possam desfrutar deste grande momento com tranquilidade e vibração”, destacou o vereador.

A representante do First Capital Bank, Ana Russo, sublinhou que o banco acredita no poder do desporto e da cultura para unir pessoas e criar oportunidades. Nesse sentido, o Beach Polo Mozambique reflecte o posicionamento da instituição e os seus valores de excelência, inovação e integridade, servindo de plataforma ideal para aproximar o banco dos seus clientes e parceiros.

Estamos felizes por poder levar esta modalidade, ainda pouco conhecida, à cidade de Maputo, abrindo portas para que o polo possa ser praticado também em Moçambique”, referiu Ana Russo.

A representante da Embaixada da Argentina, Noelia Bernales, também parceira do evento, recordou que o país tem uma ligação histórica e profunda com o polo. O desporto chegou à Argentina no final do século XIX e, desde então, tornou-se parte da sua identidade desportiva, com reconhecimento internacional e algumas das equipas e jogadores mais prestigiados do mundo.

O polo representa tradição, excelência e espírito de equipa, valores que também procuramos partilhar através da nossa diplomacia cultural. Alegra-nos ver como o Beach Polo Mozambique continua a crescer, promovendo o desporto e o intercâmbio entre os países”, destacou Noelia Bernales.

Na 2ª Edição do Beach Polo Mozambique, haverá também um importante momento cultural e de responsabilidade social corporativa: a exposição de 20 quadros do artista plástico, Sebastião Coana, que disponibilizará duas obras exclusivas para leilão. Parte do valor arrecadado será doada à Fundação Esperança Viva, instituição que apoia crianças carenciadas na província de Nampula.

Beach Polo Mozambique nasceu em 2019, fruto de uma parceria entre a Playground e a Embaixada da Argentina, com o objectivo de apresentar esta nova modalidade no país e realizar uma demonstração de polo. Desde então, colocou Moçambique no mapa internacional do polo de praia, ao lado de destinos como Dubai, Miami e Cidade do Cabo.

Qualidade e inovação colocam empresas nacionais em destaque na CASP 2025

Quatro empresas moçambicanas foram distinguidas com os Certificados da Qualidade, numa cerimónia presidida por Sua Excelência Basílio Muhate, Ministro da Economia, no âmbito da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre em Maputo.

As distinções foram atribuídas à Petromoc Petróleos de Moçambique S.A., Construsoyo Moçambique Lda, CONTACT Moçambique e OMIDE, em reconhecimento pelo seu contributo na promoção da qualidade, inovação e competitividade no ambiente empresarial nacional.

O acto simboliza o compromisso do Governo e do sector privado em elevar os padrões de excelência e reforçar a confiança na produção nacional, alinhando-se ao lema da conferência deste ano: “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico.”

Grindrod inicia expansão do seu terminal na Matola

A Grindrod celebrou um marco importante no contínuo desenvolvimento do seu Terminal de Granéis Sólidos da Matola, com a realização da cerimónia oficial de lançamento da primeira pedra, que assinala o início do seu programa de expansão.

O evento, presidido por Sua Excelência Eng.º João Jorge Matlombe, Ministro dos Transportes e Logística, marcou o arranque da Fase 1 do desenvolvimento da área Back-of-Terminal (BOT), reafirmando o compromisso de longo prazo da Grindrod com o investimento na infra-estrutura logística de Moçambique e no crescimento do comércio regional.

Há seis meses, neste mesmo terminal, Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique, inaugurou o novo edifício administrativo da Grindrod, e anunciou oficialmente o início deste projecto de expansão. A cerimónia de hoje representa a concretização dessa visão, transformando planos em acção e reforçando o papel de Moçambique como um importante corredor logístico regional.

Desde que assumiu a gestão operacional do terminal em 2007, a Grindrod já investiu mais de 52 milhões de Dólares Norte-Americanos na modernização das suas instalações, integrando novas tecnologias e ampliando a capacidade de manuseamento. Com a aquisição dos 35% restantes do terminal e a extensão da sub-concessão com a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) até 2058, a Grindrod reforça a sua posição como parceiro logístico de longo prazo de Moçambique.

A Fase 1 representa um investimento de 40 milhões de Dólares Norte-Americanos (de um total de 80 milhões de dólares) e irá permitir a mecanização completa da área BOT, aumentando a capacidade do terminal das actuais 8 milhões de toneladas por ano (mtpa) para 12 mtpa, e ampliando a área de 40 800 m² para 157 760 m². A conclusão desta fase está prevista para o primeiro semestre de 2027.

A Fase 2 irá acrescentar novas infraestruturas de armazenamento e carregamento, integrando as operações entre as partes frental e traseira do terminal, permitindo futuramente atingir até 15 mtpa.

“Hoje transformamos visão em acção e acção em resultados concretos para o nosso País e para a região da SADC”, disse Sua Excelência Eng.º João Jorge Matlombe. “Esta expansão fortalece o Corredor de Maputo e consolida a posição de Moçambique como um centro logístico regional, através da colaboração entre o Governo e o sector privado.”

“O reinício desta expansão marca um renovado compromisso com a excelência operacional e com soluções logísticas eficientes e competitivas,” acrescentou Kwazi Mabaso, CEO da Grindrod Bulk e futuro CEO Grupo Grindrod. “Com infraestrutura moderna e sistemas integrados, o Terminal da Matola está preparado para responder à crescente procura regional e promover o comércio de África com o mundo.”

Novos Acordos impulsionam formação, crédito e sustentabilidade empresarial

O primeiro dia da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP) ficou marcado pela assinatura de importantes Memorandos de Entendimento, que reforçam o compromisso do sector empresarial e das instituições parceiras com o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

Entre os acordos rubricados, destaca-se o Memorando entre a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a Confederação das Associações Comerciais e Industriais e a organização No One Out, destinado à implementação do Projecto Connecting Skills, uma iniciativa que visa promover a formação e o intercâmbio de competências entre jovens profissionais e o sector privado.

Foi igualmente assinado um Memorando entre a CTA, o Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA (CNCS) e o Instituto de Comunicação Social e Saúde (ICRH), que tem como objectivo mobilizar recursos domésticos e externos para reforçar a resposta nacional ao HIV, com enfoque na prevenção e na sustentabilidade das acções comunitárias.

Outro momento relevante foi a assinatura de um Memorando entre a Sociedade de Garantia Mútua (SGM) e o Millennium bim, que visa facilitar o acesso ao crédito e apoiar pequenas e médias empresas, promovendo a inclusão financeira e o fortalecimento do tecido empresarial nacional.

As assinaturas ocorreram durante a sessão inaugural da conferência, que este ano simboliza duas décadas de diálogo público-privado e decorre sob o lema “Reformar para Competir: Caminhos para o Relançamento Económico”. Os acordos firmados marcam o início de uma nova etapa de cooperação entre o Governo, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento, com o propósito comum de estimular o crescimento económico, gerar emprego e consolidar um ambiente de negócios mais dinâmico e inclusivo.

CASP 2025: Fórum debate 95,8 mil milhões de meticais em investimentos e novas reformas económicas

A 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), realizada em Maputo, marcou duas décadas de diálogo público-privado institucionalizado em Moçambique, reafirmando o compromisso entre o Governo, o sector empresarial e os parceiros internacionais na construção de um ambiente económico mais dinâmico e competitivo.

Sob o lema “Reformar para Competir: Caminhos para o Relançamento Económico”, o evento reuniu mais de 2.000 participantes, 40 oradores e 80 expositores, num ambiente de partilha de experiências, propostas e soluções concretas para o futuro económico do país.

Em análise estiveram projectos avaliados em 95,8 mil milhões de meticais (1,5 mil milhões de dólares), um sinal inequívoco de confiança no potencial produtivo e de investimento nacional.

O anúncio presidencial e a retoma do Mozambique LNG

Um dos momentos mais marcantes da conferência foi o anúncio do Presidente da República, que revelou avanços significativos nas negociações para a retoma do projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies.

“Se tudo correr como previsto, num prazo máximo de sete dias estaremos em condições de finalizar as conversações com o projecto liderado pela Total”, declarou o Chefe do Estado, na sessão de abertura da conferência.

O anúncio surge na sequência do levantamento da cláusula de “força maior”, que desde 2021 suspendia o megaprojecto devido aos ataques terroristas na região norte do país.

Avaliado em cerca de 1,3 bilião de meticais (20 mil milhões de dólares), o Mozambique LNG poderá ser reactivado assim que o Governo aprovar a revisão orçamental, que incorpora custos adicionais resultantes da paralisação. O Presidente reafirmou o empenho do Executivo em acelerar o processo negocial, de modo a garantir a retoma efectiva das actividades e maximizar o impacto económico do projecto.

Desafios estruturais e a urgência das reformas

A CASP 2025 também serviu como palco de reflexão sobre os desafios estruturais que continuam a travar o crescimento económico. Entre eles, destacou-se a escassez de divisas, classificada como uma verdadeira “emergência económica”.

Sem acesso suficiente a moeda estrangeira, muitas empresas enfrentam dificuldades para importar matérias-primas, cumprir contratos e expandir operações. Daí o apelo à criação de incentivos claros para exportadores e à substituição de importações, de modo a garantir prioridade no acesso a divisas para as empresas produtoras.

Outro tema central foi a operacionalização do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), sustentado pelas receitas do gás natural. Como sublinhou o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, o FSM não deve limitar-se a ser um instrumento de poupança, mas sim de financiamento de projectos estruturantes, parcerias público-privadas e industrialização baseada no gás.

A nova Agenda de Reformas e a visão para o futuro

Durante a conferência, foi apresentada a nova Agenda de Reformas da CTA, que define medidas de impacto rápido e realista, com foco em infra-estruturas, energia, logística, competitividade industrial e inclusão das PME, responsáveis por mais de 80% da actividade empresarial no país.

Ao longo dos três dias, decorreram também sessões bilaterais com representantes da União Europeia, Emirados Árabes Unidos, Zona de Comércio Livre Continental Africana e Brasil, além do Market Place, um espaço dedicado à identificação de soluções e oportunidades de investimento entre produtores, importadores e fornecedores de matérias-primas.

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, reafirmou o compromisso do Governo em melhorar o ambiente de negócios, através da remoção de barreiras burocráticas e simplificação de processos, tornando Moçambique mais atractivo ao investimento nacional e estrangeiro.

Fidelidade Moçambique lança Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade para apoiar projectos sociais

A Fidelidade Moçambique – Companhia de Seguros, S.A., acaba de lançar o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade, uma nova iniciativa de responsabilidade social que visa apoiar organizações da sociedade civil, organizações não governamentais e instituições sem fins lucrativos que desenvolvam projectos nas áreas da inclusão social de pessoas com deficiência e da prevenção em saúde, com especial atenção na infância.

A iniciativa integra a estratégia de Responsabilidade Social Corporativa da Seguradora e procura promover o desenvolvimento sustentável do terceiro sector, apoiando projectos que respondam a problemáticas actuais de forma viável, sustentável e transformadora. Segundo Vítor Bandeira, Presidente da Comissão Executiva da Fidelidade Ímpar, “o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade nasce da convicção de que o sector privado pode e deve ter um papel activo na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e saudável”.

“Queremos apoiar instituições que transformam vidas e que contribuem para o desenvolvimento humano e económico do país. Este é um momento que nos enche de orgulho, porque traduz, em gestos concretos, aquilo que está no coração da nossa identidade: proteger, cuidar e retribuir à sociedade o que dela recebemos”, afirmou o mesmo responsável. Com um valor global de 1.500.000,00 meticais, o Prémio será atribuído a duas organizações seleccionadas por um júri independente, que reconhecerá o mérito, a inovação e o impacto social das iniciativas.

A composição do júri reúne o PCE da Fidelidade Ímpar, Vítor Bandeira, e quatro personalidades moçambicanas cujo percurso é marcado pelo compromisso com o desenvolvimento humano e social, nomeadamente Jorge Ferrão, Terezinha da Silva, Mércia Viriato Licá e Stewart Sukuma. A experiência e sensibilidade destas personalidades serão fundamentais para identificar projectos que verdadeiramente transformam vidas.

As candidaturas serão avaliadas com base em critérios de qualidade técnica, viabilidade financeira, impacto social e sustentabilidade, e as organizações vencedoras celebrarão um Protocolo de Colaboração com a Fidelidade Moçambique para a execução dos respectivos projectos. O apoio financeiro será distribuído por duas categorias principais:

Inclusão Social de Pessoas com Deficiência;

Prevenção em Saúde. A cada uma destas categorias serão atribuídos até 750.000,00 MT.

O período de candidaturas ao Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade será entre os dias 10 a 30 de Novembro, convidando associações e organizações comunitárias de base sem fins lucrativos a apresentarem os seus projectos viáveis, sustentáveis e de impacto comprovado. Mais informações sobre o regulamento e o processo de candidatura podem ser consultadas nos nossos canais oficiais do Site: fidelidadeimpar.co.mz.

O Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade reforça o compromisso da Fidelidade Moçambique com a protecção das pessoas, do património e da actividade económica, reafirmando a missão da Seguradora em contribuir para o pilar social, como entende ser também um dever do sector privado.