Thursday, April 9, 2026
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Preços em Moçambique subiram 0,29% em Setembro

Influenciado pelo sector da alimentação e bebidas não alcoólicas

Os preços em Moçambique aumentaram 0,29% em Setembro, metade da subida de Agosto, com a inflação homóloga a subir ligeiramente, para 4,93%, segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de Setembro do INE indica que Moçambique “registou um aumento de preços na ordem de 0,29%” face a Agosto (subida de 0,68%), influenciado pelo sector da alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir no total da variação mensal com 0,08 pontos percentuais negativos.

Segundo análise do IPC à variação mensal por produto, “é de destacar” o aumento de preços do peixe fresco (2,0%), de mensalidades da operadora de serviços de televisão DSTV (3,9%), de motorizadas (3,6%), do milho em grão (5,7%), do peixe seco (1,0%), da couve (3,4%) e de refeições completas em restaurantes (0,4%). Moçambique registou antes oito recuos mensais no índice dos preços ao consumidor, em menos de um ano e meio, quatro dos quais entre Abril e Julho, retomando as subidas em Agosto e Setembro.

O INE refere igualmente que, quando comparado com 2024, o IPC indica uma subida de preços homóloga em Setembro de 4,93% (4,79% em Agosto e 3,96% em Julho), influenciada sobretudo pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas, bem como da relativa a restaurantes, hotéis, cafés e similares, que aumentaram num ano 11,85% e 9,01%, respectivamente.

A inflação acumulada de 2024, segundo dados anteriores do INE, fixou-se nos4 ,15%, que compara com os 5,3% de 2023, mas abaixo do pico de quase 13% atingido em Julho de 2022.

O Governo prevê que Moçambique feche 2025 com uma inflação em torno de 7%.O Banco de Moçambique estima que a inflação anual vai continuar a desacelerar nos próximos meses, reflectindo a decisão de isentar de IVA alguns produtos básicos e reduzir em até 60% as tarifas de portagens.

“No curto prazo, prevê-se a manutenção da tendência para desaceleração da inflação anual, a reflectir o impacto da isenção do IVA nos produtos básicos (açúcar, óleo alimentar e sabão), o ajustamento em baixa das tarifas de água e portagens e a queda dos preços de alimentos no mercado internacional, num contexto de estabilidade do metical”, lê-se no relatório anterior de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação.

Moçambique encerra projecto-piloto de massificação do GNV | Profile

Maputo acolheu a cerimónia oficial de encerramento do projecto de Massificação do Uso do Gás Natural Veicular (GNV), iniciativa que visa promover o aproveitamento do gás natural produzido em Moçambique para consumo doméstico e transporte público, numa estratégia integrada de redução de custos energéticos e mitigação de impactos ambientais. O modelo de referência apresentado pelo Governo da Coreia do Sul, enquadrado no Knowledge Sharing Program (KSP), orientou o trabalho técnico e político desenvolvido ao longo da fase experimental.

O projecto, lançado em Setembro de 2023, em Seul, surge no âmbito do acordo de cooperação entre a República de Moçambique e a República da Coreia e envolveu entidades nacionais como o MIREME (Ministério dos Recursos Minerais e Energia), o Ministério dos Transportes e Logística, a Petromoc e a UNAC. A experiência coreana, que inclui programas de formação, linhas de produção de equipamentos e centros técnicos de conversão, foi apresentada como exemplo prático de massificação, com ênfase na replicação adaptada à realidade moçambicana.

Como resultado da iniciativa, o relatório técnico apresentado aponta para ganhos ambientais e económicos observados em experiências internacionais, na Coreia do Sul, por exemplo, cerca de 98% dos autocarros urbanos foram convertidos para GNV até 2016 (26.982 de um total de 34.473), facto que contribuiu para a melhoria significativa da qualidade do ar e para a redução do consumo de combustíveis fósseis. Em Moçambique, os estudos de viabilidade confirmam a possibilidade de adoção de soluções semelhantes, embora desafiem a implementação em escala nacional devido à necessidade de expansão das infra-estruturas.

Entre as recomendações constantes do relatório destacam-se quatro eixos principais, o fornecimento de GNV ao sector público, com prioridade para os transportes urbanos e a conversão de viaturas existentes, a formação de especialistas nacionais em tecnologia, segurança e fiscalização de veículos a gás, o estabelecimento de localizações estratégicas para uma cadeia de abastecimento estável, incluindo postos de abastecimento e centros de conversão, e a promoção da transferência de tecnologia e investigação conjunta com parceiros internacionais, e, por fim, o apoio financeiro governamental, através de incentivos e isenções fiscais na importação de equipamentos, para estimular a participação do sector privado.

No plano prático, o roteiro político proposto para a expansão do GNV em Moçambique organiza-se em três horizontes temporais: curto prazo (2025–2027), com projectos-piloto e melhoria do sistema actual, médio prazo (2027–2032), com fases de expansão infraestrutural e maior envolvimento do sector privado; e longo prazo (2032–2035), quando se prevê a consolidação de mercados liderados pelo sector privado e a criação de uma rede nacional sustentável de abastecimento de GNV. Para além disso, propõe-se a integração de tecnologias avançadas nas indústrias locais e a implementação de programas de formação financiados por ODA (Official Development Assistance).

A operacionalização dos projectos de investimento deverá recorrer a uma combinação de fontes de financiamento: subvenções e linhas de crédito concessionais da Coreia (incluindo KOICA e Korea Eximbank), fundos fiduciários de bancos multilaterais de desenvolvimento, e parcerias com actores privados como a Sasol e a Petromoc, esta última apontada pelo Governo como veículo para a execução das infra-estruturas. Em paralelo, enfatiza-se a necessidade de incentivos fiscais temporários para reduzir o custo inicial de importação de equipamentos de conversão e de compressão, medida considerada fundamental para atrair o investimento privado necessário à massificação.

Os Governos de Moçambique e da Coreia do Sul reiteraram, na cerimónia de encerramento, o compromisso de aprofundar a cooperação técnica e financeira, com vista a reduzir custos energéticos, promover eficiência e dinamizar a transição energética do país. A aposta no GNV é apresentada como uma solução que alia benefícios ambientais, pela redução do uso de combustíveis fósseis, a ganhos económicos, na medida em que o recurso é abundante e naciona­lmente disponível, potencialmente poupando reservas em divisas.

A implementação das recomendações e a concretização do plano de expansão exigirão, contudo, um esforço coordenado entre Estado, operadores privados e parceiros internacionais, bem como um quadro regulatório e fiscal claro que permita escalonar investimentos e garantir a sustentabilidade técnica e financeira das infra-estruturas de abastecimento e de conversão de veículos.

Moçambique aposta na massificação do uso de Gás Natural Veicular com apoio da Coreia do Sul

O Secretário Permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Manda, afirmou que Moçambique está a avançar com o projecto de massificação do uso de Gás Natural Veicular (GNV), numa parceria estratégica com a Coreia do Sul, país considerado referência mundial em tecnologia e inovação energética.

“A Coreia do Sul é um país tecnológico, pioneiro basicamente no mundo nesta área do gás natural ecológico. Detém a tecnologia e a experiência da massificação deste programa, e é essa expertise que queremos trazer para Moçambique”, disse Manda, à margem da apresentação do projecto.

Questionado pela PROFILE sobre o estágio actual do consumo de GNV no país, o dirigente revelou que “existem cerca de quatro mil viaturas a usar gás natural ecológico”, número ainda reduzido face ao universo de 1,3 milhões de veículos registados. “O ideal seria que todos nós usássemos o gás, não só por razões ambientais, mas também pelo custo é 50% mais barato que o gasóleo ou o petróleo e porque é um recurso nosso, o que permite poupar divisas”, acrescentou.

Manda explicou que o maior desafio está na expansão das infra-estruturas de conversão e postos de abastecimento ao longo do território nacional. “Actualmente, os postos estão apenas em Maputo. Estamos a expandir para Inhambane, de modo a garantir que os automobilistas tenham alternativas ao longo das estradas. No futuro, vamos usar o LNG para colocar postos onde não existe gasoduto”, disse.

Quanto à sustentabilidade do projecto, o Secretário Permanente sublinhou que a Coreia será um parceiro crucial, não apenas na transferência de tecnologia, mas também no financiamento. “Estamos a explorar formas de obter financiamento para expandir os postos de abastecimento e conversão. A Coreia é o parceiro certo porque tem tecnologia e capacidade financeira”, afirmou.

Interpelado sobre os incentivos fiscais necessários à massificação do programa, António Manda reconheceu que “tudo o que é massificação precisa de incentivo fiscal, sobretudo na importação de equipamentos”. Segundo explicou, “a experiência na área da electrificação rural mostra que a isenção fiscal inicial é fundamental para estimular o investimento privado e garantir ganhos para o país”.

O governante adiantou ainda que, para além da Coreia, Moçambique conta com a colaboração da Sasol e da Petromoc, que desempenha o papel de veículo de execução do projecto, com apoio do Fundo de Infra-estruturas. “O Governo, através da Petromoc, já está a implementar o programa, e contamos com a Sasol e a Coreia como parceiros estratégicos para a massificação do gás veicular ao longo do país”, concluiu.

888 Bets lança clube exclusivo para jogadores mais fiéis

A 888 Bets procedeu ontem, em Maputo, ao lançamento do Clube VIP 888, um programa exclusivo de fidelização e recompensas criado para reconhecer e destacar os jogadores mais empenhados do país e de toda a África.

O evento foi dirigido pelo Director Geral da 888 Bets em Moçambique, Romero Bay, e contou com a presença de parceiros, clientes e jogadores.

Durante a sua intervenção, Romero Bay afirmou que o objectivo da empresa é garantir que os jogadores se sintam valorizados, conectados e parte de algo maior do que o próprio jogo. “Queremos criar uma verdadeira comunidade de vencedores, construída com base na confiança, no entretenimento e no valor”, referiu.

O Clube VIP 888 é uma plataforma que oferece aos seus membros experiências premium, ofertas personalizadas, atendimento prioritário e prémios únicos, incluindo a participação em eventos exclusivos de luxo, sorteios e viagens memoráveis  como o Mega Getaway trimestral para Zanzibar, na Tanzânia.

Os membros deste clube integram o grupo de jogadores mais fiéis, activos e de maior valor dentro da comunidade 888 Bets, representando a percentagem mais elevada da base de clientes em termos de volume de jogo, envolvimento e antiguidade.

De acordo com Romero Bay, embora o perfil varie consoante o mercado, os membros VIP da 888 Bets situam-se entre os 25 e os 45 anos de idade, sendo digitalmente experientes e com uma forte paixão pelo desporto nacional m especial o futebol e pelo entretenimento, Aviator e jogos ao vivo.

No âmbito deste programa, os membros são segmentados por níveis de fidelização: Bronze, Prata, Ouro, e Platina, existindo ainda o nível Diamond, reservado à elite dos jogadores da 888 Bets. Cada nível oferece benefícios, recompensas e experiências progressivamente superiores, adaptadas ao perfil e às preferências de cada jogador.

O lançamento do Clube VIP 888 foi marcado por um momento cultural vibrante, abrilhantado pelas actuações de Hot Blaze, da banda The Takeover, Mágico Sidney Mouga, DJ AD e do baterista Tsidon.

Lourino Chemane: “A ética empresarial é essencial para a confiança dos investidores e a reputação do país”

Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), abordou os desafios éticos e de conformidade enfrentados pelas empresas moçambicanas, com particular enfoque nos sectores das telecomunicações e financeiro.

À conversa com PROFILE, Chemane destacou a importância de um quadro legal actualizado e de uma formação contínua em ética profissional, ressaltando que a cidadania digital é hoje um elemento essencial para garantir integridade e confiança.

Sublinhou ainda que a adopção de boas práticas éticas não só fortalece a credibilidade das organizações, como também consolida a reputação do país no mercado global, enquanto o INTIC desempenha um papel estratégico na promoção da segurança cibernética e da sustentabilidade digital através de acções de sensibilização e educação.

Profile Mozambique: Quais são os principais desafios éticos e de conformidade que as empresas nacionais enfrentam actualmente, sobretudo nos sectores das telecomunicações e financeiro?

Lourino Chemane: Do trabalho que temos vindo a realizar, constatamos que um dos maiores desafios éticos e de conformidade enfrentados pelas empresas nacionais, sobretudo nos sectores das telecomunicações e financeiro, reside na ausência de um quadro legal apropriado e actualizado. Esta lacuna legislativa abre espaço para interpretações distintas, permitindo que cada entidade proceda de acordo com o seu próprio entendimento, o que fragiliza a coerência e a transparência nas práticas institucionais.

Estamos, portanto, empenhados em contribuir para a superação deste problema, através da promoção de um ambiente regulatório mais robusto e ajustado às dinâmicas actuais. O segundo grande desafio está relacionado à educação e sensibilização dos cidadãos e colaboradores, no que respeita aos princípios de ética e deontologia profissional. Em todas as profissões, e particularmente nas que envolvem contacto directo com o público, deve existir uma consciência clara sobre as responsabilidades éticas associadas ao exercício das funções.

Com a crescente digitalização dos processos de trabalho, esta exigência torna-se ainda mais premente. Por exemplo, no sector financeiro, um gestor de conta deve compreender que é eticamente inaceitável divulgar informações confidenciais de um cliente, sob qualquer pretexto. Contudo, continuam a surgir casos de profissionais que, abusando do acesso privilegiado a dados sensíveis, os utilizam de forma indevida para obter benefícios ilícitos.

Por outro lado, identificamos também desafios de natureza tecnológica e jurídica. Muitos dos casos de violação ética, difamação e atentado à honra ocorrem nas redes sociais, e as entidades competentes enfrentam dificuldades em reunir provas concretas para sustentar os processos. Isso deve-se, em grande medida, ao facto de as evidências electrónicas estarem alojadas fora do espaço de jurisdição nacional, o que dificulta o encerramento das investigações e a responsabilização efectiva dos infractores.

PM: Como o INTIC contribui para a promoção da ética empresarial e da responsabilidade digital entre empresas e cidadãos em Moçambique?

LC: Enquanto Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), entendemos que o nosso papel na promoção de práticas empresariais éticas e sustentáveis é, acima de tudo, o de impulsionar a educação, a sensibilização e a partilha de boas práticas junto de todos os sectores da sociedade.

A nossa função é, essencialmente, de promoção e educação. Trabalhamos para que a sociedade adopte comportamentos positivos no espaço cibernético, através de acções de sensibilização, de explicação das leis e de incentivo a uma conduta ética e responsável no uso das tecnologias. Mais do que aplicar a lei, importa cultivar valores de cidadania digital, saber estar e ser no ambiente online.

Estamos particularmente satisfeitos com o facto de este evento (Conferência de Ética, Conformidade e Privacidade) organizado pela Vodacom Moçambique, ocorrer em Outubro, mês que o INTIC dedica à segurança cibernética. Neste mês lançamos oficialmente as actividades alusivas a esta celebração, que incluem diversas acções de sensibilização em todo o país. A segurança cibernética, ao abranger temas como a protecção de dados e a privacidade, está directamente ligada à ética empresarial e à sustentabilidade digital.

PM: Que medidas concretas, na qualidade de representante do órgão regulador, podem resultar destes encontros (Conferências e Workshops) para reforçar a gestão dos riscos legais e integridade corporativa nas organizações?

LC: Para nós, a ética empresarial é um pilar essencial na construção da confiança dos investidores e na consolidação da reputação do país no mercado global. Observamos que os princípios de boa governação corporativa, incluindo a prevenção e o combate à corrupção, bem como a conduta responsável dos líderes, têm impacto directo não apenas na credibilidade das organizações, mas também na imagem do país perante investidores nacionais e internacionais.

A experiência que temos recolhido junto de diversos sectores económicos demonstra que investidores tendem a privilegiar sociedades onde as boas práticas éticas são predominantes, pois estas oferecem maior segurança aos seus investimentos. Assim, a ética empresarial torna-se um instrumento estratégico de atracção de capital, ao mesmo tempo que contribui para o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Na era digital, esta dimensão adquire ainda maior relevância. Questões de ética, conformidade e privacidade, que sempre foram fundamentais, passam a ser amplificadas pela velocidade e alcance das tecnologias de comunicação digital. Actos que atacam a honra ou a reputação de indivíduos, antes limitados a meios tradicionais, agora têm impacto global imediato, podendo gerar consequências graves, inclusive crimes mais sérios e danos psicológicos.

Portanto, promover uma cultura ética robusta é imperativo, não apenas para fortalecer a confiança do investidor, mas também para assegurar que a sociedade esteja preparada para enfrentar os desafios éticos e reputacionais que a digitalização acarreta.

Saiba mais: INTIC, IP – Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação

Mercado de Acções regista Volume Global de 38,9 Mil Meticais | Profile

O mercado de capitais nacional encerrou a sessão com um volume global de negociação de 38.984,00 meticais, resultado das transacções envolvendo as acções da Cervejas de Moçambique (CDM), Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), EMOSE e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

Entre as empresas cotadas, a CDM destacou-se como a mais negociada do dia, movimentando 15.594,00 meticais, apesar de ter registado uma ligeira queda de 1,36%, fixando o preço da acção em 69,00 meticais. Já as acções da HCB mantiveram-se estáveis, encerrando a 3,00 meticais, com um volume de 14.310,00 meticais.

Fonte: Bolsa de Valores de Moçambique (BVM)

A CMH fechou o dia com o preço da acção a 4.200,00 meticais, sem variação, registando um volume de 8.400,00 meticais. Segue-se a EMOSE, que manteve o preço a 17,00 meticais, com movimentação de 680,00 meticais. As acções da ARKO Seguros e da TROPIGALIA não registaram movimentações, permanecendo a 650,00 e 123,00 meticais, respectivamente.

Do ponto de vista de oportunidades de compra, a TROPIGALIA surge como destaque, com potencial de valorização dentro da faixa de 100,00 a 144,95 meticais. Especialistas apontam que o comportamento estável da empresa poderá traduzir-se em ganhos consistentes a médio prazo, tornando-a uma opção atractiva para investidores atentos à variação do mercado.

Os investidores podem recorrer ao Simulador de Investimentos, ferramenta que permite testar diferentes cenários e calcular o potencial de retorno das acções em carteira.

O desempenho de hoje reflecte a tendência de estabilidade que o mercado moçambicano vem apresentando nas últimas semanas, mantendo o foco em sectores estratégicos e em empresas com historial sólido de desempenho e governação corporativa.

Quer entender como essas oportunidades de compra podem impactar seu portfólio? Utilize o nosso Simulador de Investimentos para calcular possíveis retornos e testar diferentes cenários.

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Fonte: Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) 

CMH recua 16,67% e estabiliza em 3.500,00 MZN | Profile

As acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) registaram, no dia 8 de Outubro de 2025, uma queda de 16,67%, encerrando a 3.500,00 MZN. O movimento representou uma correcção técnica imediata após a forte valorização de 20% observada dois dias antes, quando o título atingiu 4.200,00 MZN, o maior nível desde Janeiro.

As acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) registaram, no dia 8 de Outubro de 2025, uma queda de 16,67%, encerrando a 3.500,00 MZN. O movimento representou uma correcção técnica imediata após a forte valorização de 20% observada dois dias antes, quando o título atingiu 4.200,00 MZN, o maior nível desde Janeiro.

Apesar da descida expressiva, o volume de negociação foi extremamente reduzido, com apenas uma acção transaccionada durante a sessão, o que indica ausência de pressão vendedora relevante. No dia seguinte, 9 de Outubro, a CMH manteve-se estável em 3.500,00 MZN, sem registo de novas transacções, reforçando o cenário de ajuste técnico e consolidação.

“Apesar da forte valorização, é expectável uma correcção técnica nos próximos dias, uma vez que não se identificam, até ao momento, alterações significativas nos fundamentos da empresa que justifiquem este movimento.

A análise efectuada pela EDUC INVEST não encontrou nenhum facto relevante recentemente divulgado que possa explicar a súbita valorização, salvo a possibilidade de existirem informações ainda não tornadas públicas ou uma entrada estratégica de investidores institucionais.

Caso o impulso actual não tenha origem em novos fundamentos, a CMH deverá manter-se dentro do intervalo dos 3.000,00 a 4.000,00 MZN, faixa em que o preço tem encontrado equilíbrio ao longo do ano.

Ainda assim, há um elemento que pode estar a influenciar o movimento: a CMH costuma distribuir dividendos em Outubro, e investidores mais atentos podem estar a antecipar-se a esse evento, posicionando-se para beneficiar da remuneração associada.”

Mesmo com a correcção, a CMH mantém ganhos acumulados de 10,53% no mês e 21,74% nos últimos seis meses, permanecendo entre os títulos de melhor desempenho do mercado moçambicano em 2025.

No ranking das acções mais negociadas dos últimos 30 dias, a CMH continua na terceira posição, com 929.200,00 MZN movimentados, atrás apenas da Cervejas de Moçambique (CDM) e da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

Fonte: Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) 

Vodacom Moçambique promove Conferência sobre Ética, Conformidade e Privacidade Digital

A Vodacom Moçambique realizou, hoje em Maputo, a Conferência de Ética, Conformidade e Privacidade, um fórum que reuniu representantes do sector das telecomunicações, do ministério público, do sector financeiro e académicos, com o objectivo de debater os impactos da transformação digital sobre os princípios éticos, a protecção de dados e a governação responsável nas organizações.

O vento é realizado no âmbito da celebração da semana da ética e  serviu como um espaço de reflexão crítica e partilha de experiências sobre os dilemas contemporâneos que desafiam as instituições e as sociedades num contexto de inovação tecnológica acelerada.

Nas notas de abertura, o Presidente do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, Lucas Chachine, sublinhou que o forúm representa uma oportunidade de reflexão colectiva sobre os temas que estão no centro da transformação digital, como a ética, a privacidade e a conformidade legal. “A evolução tecnológica deve ser acompanhada por um compromisso inabalável com a integridade, a transparência e a responsabilidade institucional, de modo a preservar a confiança dos consumidores e a credibilidade das organizações.”

Entre os principais temas debatidos estiveram a ética na liderança institucional, os riscos associados aos crimes cibernéticos e à inteligência artificial, os desafios regulatórios em matéria de dados pessoais e a integração da conformidade como valor estratégico no sector público e privado.

Durante a sessão dedicada à ética e governação institucional, foi enfatizada a importância de consolidar os valores éticos como base das decisões organizacionais, mesmo em contextos de crescente digitalização.

A Directora Geral da Financial Sector Deepening Moçambique (FDCmoç), Esselinha Macome, afirmou que “a adopção de tecnologia deve caminhar lado a lado com uma cultura ética sólida, pois a inovação sem a responsabilidade fragiliza a confiança pública.”

A conferência também chamou a atenção para o agravamento das ameaças digitais, com destaque para a palestra sobre crimes cibernéticos, que abordou a proliferação de fake news, o uso indevido de deepfakes e os riscos da inteligência artificial não regulada. Para o Director do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, Mahomed Nazir Noormahomed, “o combate à desinformação exige uma resposta coordenada entre os sectores público e privado, assente numa forte aposta na literacia digital.”

Paralelamente, o primeiro momento do segundo painel abordou a governação corporativa e a ética empresarial, destacando que a integridade é um activo intangível com impacto directo na reputação, na confiança dos investidores e na responsabilidade social das organizações. Foi nesta senda que, Jovita Fazenda, representante do The Ethics Institute-South Africa, realçou que as empresas éticas constroem valor duradouro, fortalecem a confiança do mercado e inspiram uma cultura de responsabilidade colectiva.

Seguiu-se o painel sobre protecção de dados e enquadramento jurídico, onde foi sublinhada a importância de estabelecer um quadro legal robusto e coerente com os princípios internacionais de privacidade. O advogado Gil Cambule, representante da firma Cambule & Américo Sociedade de Advogados, destacou que “num contexto de crescente transformação digital, é essencial garantir que os direitos dos cidadãos estejam no centro das políticas públicas e da regulação tecnológica.”

A conferência contou ainda com a presença de representantes do INTIC, IGCMZ e Movitel, que integraram o painel sobre a privacidade e transformação digital: os desafios e perspectivas na era

da inteligência artificial. O debate evidenciou o papel das entidades reguladoras e das operadoras tecnológicas na criação de mecanismos eficazes de protecção de dados.

Encerrando o ciclo de apresentações, foi presidido pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane, o painel dedicado à promoção da implementação de controles de privacidade e conformidade nas instituições moçambicanas, destacando a importância de desenvolver normas internas claras, sustentáveis e alinhadas com as melhores práticas internacionais.

“O Governo está comprometido em assegurar uma estrutura legislativa sólida e coerente, capaz de responder aos desafios da era digital. Estamos a trabalhar para fortalecer os instrumentos legais e institucionais que assegurem a protecção da privacidade dos cidadãos, a segurança das infra-estruturas digitais e a promoção de uma inovação tecnológica responsável.”

Por fim, sublinhou-se que os desafios éticos e legais da era digital exigem actualização constante e compromisso coletivo para o desenvolvimento sustentável de um ecossistema digital mais justo e seguro.

Lançada Linha de Financiamento Inovativo para o Agro-negócio avaliada em 45,5 milhões de euros

O Governo de Moçambique lançou esta quinta-feira, em Maputo, a Linha de Financiamento Inovativo para o Agro-negócio (FINOVA), um instrumento financeiro avaliado em 45,5 milhões de euros, disponibilizados pela Cooperação Financeira Alemã através do KfW – Banco Alemão de Desenvolvimento.

O acto foi dirigido pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do sector agroindustrial, apontando que a FINOVA visa impulsionar as empresas líderes das cadeias de valor e reforçar a capacidade produtiva dos pequenos agricultores, principais pilares do sistema alimentar nacional.

Segundo o governante, o novo mecanismo de financiamento apresenta condições altamente concessionais, com taxas de juro não superiores a 10% ao ano, períodos de carência ajustados e prazos de reembolso compatíveis com os ciclos agrícolas e industriais. Estas condições visam criar um ambiente favorável à expansão do investimento rural e à integração dos produtores nos mercados formais.

Os investimentos elegíveis abrangem actividades como preparação de terrenos, instalação de sistemas de irrigação, mecanização agrícola, construção de armazéns, unidades de processamento, aquisição de equipamentos de transporte e processos de certificação de qualidade.

A operacionalização da FINOVA será assegurada por cinco instituições financeiras nacionais, Absa Bank, BCI, Standard Bank, Gapi e Microbanco Confiança, sob coordenação técnica da Agência do Zambeze e do Banco de Moçambique.

A Agência do Zambeze assumirá a gestão das garantias de capital, coordenando os seguros agrícolas e promovendo a articulação técnica entre instituições financeiras e produtores, de modo a assegurar a eficácia do mecanismo.

O Director-geral da Agência do Zambeze, Celso Cunha, afirmou que a FINOVA representa “um avanço significativo na facilitação do acesso ao crédito agrícola”, ao permitir cobertura de garantias colaterais, seguro climático e assistência técnica contínua. Segundo explicou, o instrumento permitirá que os pequenos produtores tenham acesso ao financiamento e aos mercados de forma sustentável, minimizando riscos através de mecanismos de mitigação climática, uma abordagem considerada inovadora no contexto moçambicano.

A criação da FINOVA insere-se nos esforços do Governo de promover o desenvolvimento rural integrado, diversificar a base produtiva e acelerar o crescimento inclusivo no sector agrícola, considerado estratégico para a segurança alimentar e o relançamento económico nacional.

Vodacom lança Bombinha Touch 4G e amplia o acesso às plataformas online e a Internet

A Vodacom Moçambique lançou em Maputo, a primeira Bombinha Touch 4G, um dispositivo moderno e acessível concebido para democratizar o acesso à Internet e a plataformas digitais como o YouTube, TikTok, Facebook, WhatsApp e o serviço de música em streaming MyMuze.

Com este lançamento, a Vodacom reafirma o seu compromisso com a inclusão digital e o seu propósito de garantir que todos os moçambicanos possam aceder à tecnologia, à informação e às oportunidades do mundo digital  independentemente da sua condição económica ou localização geográfica.

De acordo com Linda Riwa, Directora de Negócio do Segmento Particular da Vodacom Moçambique, o novo Digit 4G Z1 foi desenvolvido para eliminar as barreiras financeiras que ainda limitam milhões de cidadãos no acesso ao ecossistema digital.

“Esta Bombinha foi criada para eliminar o custo como obstáculo ao acesso digital. Por apenas 1.499 meticais, qualquer moçambicano pode adquirir um dispositivo que permite navegar na Internet, comunicar através das redes sociais e utilizar aplicações de entretenimento como o MyMuze, uma plataforma de música em streaming desenvolvida em Moçambique”, afirmou Linda Riwa.

Em Moçambique, embora mais de 88% da população esteja coberta pela rede 4G, cerca de 70% ainda não tem acesso à Internet, sendo as principais limitações o baixo poder de compra e a fraca literacia digital, entre outros factores.

O Digit 4G Z1 surge, assim, como uma solução inclusiva e inovadora, pensada para o uso diário com uma tecnologia eficiente, duradoura e fácil de utilizar, que permite que mais moçambicanos se liguem e beneficiem dos serviços digitais.

O lançamento deste dispositivo está alinhado com a estratégia da Vodacom de expandir a conectividade e impulsionar a transformação digital, contribuindo para o aumento das taxas nacionais de penetração tecnológica e de inclusão financeira.

A Vodacom é líder em telecomunicações e serviços digitais, comprometida com a transformação tecnológica e social de Moçambique. Através das suas iniciativas de inclusão digital, financeira e social, a empresa continua a ligar pessoas, comunidades e empresas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.