Wednesday, May 27, 2026
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ADIN lança plataforma digital para coordenar projectos de desenvolvimento do Norte

A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) apresentou, na última sexta-feira (07), em Cabo Delgado, uma plataforma digital de coordenação de projectos de desenvolvimento, que visa reforçar a articulação entre parceiros, melhorar a transparência e acelerar o impacto das acções em curso na região norte de Moçambique.

Falando em conferência de imprensa, o presidente da ADIN, Jacinto Loureiro, explicou que a nova ferramenta surge como resposta à necessidade de organizar e integrar os múltiplos projectos e iniciativas de reconstrução que estão a ser implementados na província, após anos de desafios causados pela instabilidade e pelo terrorismo.

“Como podem ver, esta é uma plataforma de coordenação de projectos e iniciativas de desenvolvimento que estão a decorrer aqui em Cabo Delgado. Estão representadas várias organizações das Nações Unidas e outros parceiros. Estamos todos juntos para coordenar as nossas acções, promover mais entendimento e alcançar resultados mais rápidos. Este é o propósito desta plataforma, liderada pela ADIN”, destacou Jacinto Loureiro.

Segundo o dirigente citado pelo portal Zumbo FM Notícias, cada projecto em curso na província possui objectivos e focos específicos, mas todos convergem para o mesmo propósito: desenvolver a região norte de forma integrada e sustentável.

“Cada projecto tem o seu valor, o seu objectivo e o seu foco, mas, no final, todos visam desenvolver a província em todos os aspectos. São esforços individuais que, quando bem coordenados, produzem resultados muito mais significativos”, acrescentou.

A plataforma que se encontra em fase experimental permitirá consultar informações detalhadas sobre todos os projectos de desenvolvimento, incluindo localização, valores investidos, áreas de intervenção, escolas, centros de saúde e população beneficiária.
Com esta base de dados, autoridades e parceiros terão acesso rápido e preciso a informações atualizadas, facilitando a planificação e a tomada de decisões.

“Se alguém quiser saber quantos centros de saúde existem em Cabo Delgado ou na região norte, poderá fazê-lo através desta plataforma. Ela vai disponibilizar todos os dados e oferecer melhor orientação aos decisores, sejam administradores, governadores ou secretários de Estado”, explicou Loureiro.

O lançamento oficial da ferramenta está previsto para meados de Março do próximo ano, e o sistema passará a chamar-se “Programa de Gestão de Projectos do Norte”. Segundo o presidente da ADIN, a plataforma pretende ainda promover a transparência e o acompanhamento público das acções em curso, garantindo que os investimentos realizados tenham impacto real nas comunidades.

“O nosso compromisso é que cada centavo investido pelos parceiros resulte efetivamente em desenvolvimento. Esta plataforma vai permitir acompanhar, em tempo real, o progresso das iniciativas e assegurar que os recursos são aplicados com eficiência e responsabilidade”, concluiu o dirigente.

Moçambique e outros sete países beneficiam de fundo para empreendedorismo feminino

Mulheres moçambicanas e de sete outros países africanos dispõem de mais um canal de financiamento para iniciativas empreendedoras.

Trata-se do Programa de Empreendedorismo de África, WE4A, lançado, recentemente, pela Fundação Tony Elemelu e parceiros da União Europeia, Cooperação Alemã e Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico.

O Programa WE4A está a ser implementado em oito países de África, incluindo Moçambique, e visa incentivar a participação de mulheres empreendedoras africanas, fornecendo-lhes as ferramentas e recursos necessários para desenvolverem os seus negócios e contribuírem para o desenvolvimento económico dos seus países.

As empreendedoras terão a oportunidade de receber um financiamento de capital inicial de cinco mil dólares não reembolsáveis para expandir os seus negócios, para além de formação de classe mundial e orientação especializada.

Na primeira fase do Programa foram financiadas 2.000 empreendedoras em todo o continente africano.

A directora de Comunicação e Marketing da Fundação Tony Elumelu, Moyo Awotile, disse, em Maputo, que a chamada para candidaturas da segunda edição do Programa IYBA-WE4A está aberta desde o dia 6 de Outubro de 2025 e o encerramento está previsto para Janeiro de 2026.

(Texto: Rádio Moçambique)

Limak Group e a UEM anunciam parceria para apoiar a próxima geração de engenheiras

A Limak Group, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), lançou oficialmente em Moçambique o programa Global Engineer Girls (GEG), uma iniciativa filantrópica que visa promover a inclusão e o empoderamento de mulheres nas áreas de engenharia e ciências aplicadas.

O anúncio foi feito durante uma cerimónia realizada na UEM, em Maputo, marcada pela assinatura de um Memorando de Entendimento entre as duas instituições. A iniciativa integra Moçambique numa rede internacional de mais de 1.700 participantes de países como Turquia, Arábia Saudita, Macedónia do Norte, Kosovo e Espanha, que tem vindo a incentivar o acesso e o sucesso de jovens mulheres em carreiras de engenharia.

O evento contou com a presença do Embaixador da Turquia em Moçambique, Ferhat Alkan, da Vice-Reitora da UEM, Amália Uamusse, e de diversas personalidades das comunidades empresarial, governamental e académica. Um painel de discussão abordou o tema da sub-representação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), com intervenções da Iolanda Cintura, Governadora de Maputo, Alima Sauji, Presidente do Departamento para as Mulheres, Jovens Empreendedores e PME da CTA, e Gaspar Buque, Director Nacional da organização Field Ready.

Na sua intervenção, Ebru Özdemir, fundadora da Global Engineer Girls e presidente da Limak Group, destacou o compromisso do grupo com a igualdade de género e a capacitação feminina.

“Desde a criação do programa em 2015, o nosso propósito tem sido reduzir a desigualdade de género nas áreas de STEM e mostrar que a engenharia não é um domínio exclusivamente masculino. É com orgulho que firmamos esta parceria com a UEM, certos de que estas jovens se tornarão as líderes do amanhã”, afirmou.

Por sua vez, a Vice-Reitora da UEM, Amália Uamusse, sublinhou o empenho da universidade na promoção da inclusão e da valorização do talento feminino.

“A parceria com a Limak Cimentos SA é um exemplo concreto desse compromisso. Já resultou na atribuição de 10 bolsas de estudo, entrega de computadores portáteis, visitas institucionais e acções de capacitação, em colaboração com o nosso parceiro Field Ready”, destacou.

O Director-Geral da Limak Cimentos SA, Seyit Orhan Baydar, reforçou que o investimento em educação é parte integrante da visão da empresa para o desenvolvimento sustentável do país.

“A Limak Cimentos SA orgulha-se de apoiar a próxima geração de engenheiras em Moçambique. Acreditamos que estas jovens moldarão o futuro com confiança e excelência”, afirmou.

Na sua primeira edição em Moçambique, o programa Global Engineer Girls contempla 10 participantes, que beneficiarão de bolsas de estudo, mentoria entre pares, formação técnica e visitas a projectos de engenharia, ganhando experiência prática e contacto directo com o ambiente profissional.

Como parte do seu compromisso social, as estudantes realizarão também actividades de voluntariado, promovendo valores de responsabilidade cívica e solidariedade. As participantes terão ainda a oportunidade de integrar o Encontro Global Engineer Girls, em Istambul, onde poderão partilhar experiências e reforçar a rede internacional de colaboração com colegas de outros países.

Com esta parceria, Moçambique junta-se ao grupo de nações que investem no talento e na liderança feminina nas engenharias, abrindo caminho para uma geração de mulheres mais qualificadas e participativas no desenvolvimento do país.

Clávio Macuácua: “Transformamos o Corredor Logístico de Maputo num eixo de integração regional”

Situado estrategicamente na região sul do país, o Corredor Logístico de Maputo, considerado o maior porto seco nacional, representa um marco na modernização da cadeia logística, conjugando tecnologia avançada, eficiência operacional e visão estratégica voltada para o futuro.

Com uma capacidade superior a 50 mil toneladas de armazenamento, o CLM posiciona-se como um actor decisivo na integração económica regional, assegurando a ligação entre os principais corredores de exportação e os países do hinterland.

Em entrevista exclusiva à PROFILE, o presidente do Conselho Directivo do CLM, Clávio Macuácua, fala sobre o papel da instituição no fortalecimento do comércio regional, os investimentos estruturais em curso, os desafios regulatórios e a ambição de transformar Moçambique num hub logístico de referência na África Austral.

A conversa decorre num momento em que o país reafirma o seu compromisso com a modernização do sistema de transportes e a dinamização das cadeias de valor regionais, áreas em que o CLM surge como um parceiro estratégico do Estado e do sector privado.

Profile Mozambique: Qual é o papel do Corredor Logístico de Maputo no contexto do comércio regional e como a sua localização estratégica contribui para o desenvolvimento económico do país?

Clávio Macuácua: A CLM, sigla de Corredor Logístico de Maputo, é uma empresa vocacionada para a gestão integrada de mercadorias e operações logísticas, abrangendo todo o processo de importação, exportação e trânsito de bens. Operamos com diferentes tipos de carga, assegurando a coordenação de serviços aduaneiros e alfandegários no local, e garantimos que as mercadorias cheguem aos seus destinos, sejam eles nacionais, regionais ou internacionais, com eficiência e segurança.

Enquanto operador logístico, o nosso papel é central na dinamização do comércio e na circulação de mercadorias na região austral de África. Acreditamos que a nossa actuação ganha ainda mais relevância quando consideramos a localização estratégica de Moçambique no contexto regional. O país dispõe de cerca de 3 mil quilómetros de costa, o que nos posiciona como um eixo natural de ligação entre o hinterland e o resto do mundo.

É precisamente neste contexto que o Corredor Logístico de Maputo assume importância vital, somos um elo entre os mercados internos e os portos de saída, facilitando o acesso das mercadorias provenientes de países vizinhos e do interior aos principais corredores de exportação.

Moçambique conta com três portos principais, Maputo, Beira e Nacala, que desempenham funções complementares no escoamento de mercadorias e no fortalecimento das cadeias de valor regionais. Contudo, é igualmente importante destacar a relevância de outros pontos de entrada fronteiriços, como Machipanda, Ressano Garcia, Goba e Ponta do Ouro, que contribuem para o fluxo comercial entre Moçambique e os países vizinhos.

PM: A CLM define-se como empresa de logística de “Quinta Parte da Logística (5PL)”. Que implicações práticas esse conceito tem nas operações em Maputo e no corredor que integra?

CM: Nós, no Corredor Logístico de Maputo, não nos definimos como uma empresa de logística propriamente dita, mas sim como um terminal integrado que desempenha um papel estratégico dentro da cadeia logística. No entanto, a nossa actuação posiciona-se ao mais alto nível dessa cadeia, razão pela qual fazemos referência ao conceito de logística de quinta geração, ou 5PL.

Este conceito representa o estágio mais avançado da evolução logística, que vai desde a 1PL até à 5PL. A 1PL corresponde ao produtor ou fornecedor inicial de bens, enquanto a 2PL abrange as empresas que se dedicam à manufactura e produção, aquelas que fabricam bens, mas que não necessariamente se envolvem na sua distribuição.

a 3PL, por sua vez, envolve empresas especializadas na gestão da distribuição e transporte, garantindo que os produtos cheguem aos mercados. E a 4PL é caracterizada por entidades que fazem a integração de processos e acrescentam valor, como acontece, por exemplo, com empresas que se dedicam à montagem ou acabamento de produtos.

A 5PL, onde nos enquadramos, é o nível que agrega todas essas funções, assumindo uma visão global da cadeia logística. Na prática, significa que participamos desde a negociação de fretes marítimos, rodoviários e ferroviários, até ao manuseamento, embalagem e entrega final das mercadorias.

PM: Num recente comunicado, a CLM anunciou um investimento estimado em 50 milhões de dólares para um novo terminal de mercadorias. Pode partilhar os principais objectivos deste investimento e como ele vai alterar o panorama logístico local?

CM: O investimento de 50 milhões de dólares representa um marco importante na consolidação do Corredor Logístico de Maputo como uma das principais infra-estruturas logísticas de Moçambique e da região. Este valor corresponde ao investimento global realizado no nosso terminal e em todo o complexo logístico, desenvolvido em parceria com o nosso parceiro estratégico, a Agility, uma empresa de referência internacional.

Este investimento permitiu-nos dotar o terminal de condições modernas e eficientes para o manuseamento, armazenamento e distribuição de mercadorias, reforçando a nossa capacidade operacional e a integração com outros meios de transporte, nomeadamente o ferroviário e o rodoviário. O objectivo central é criar um sistema logístico de excelência, capaz de responder às crescentes exigências do comércio regional e internacional, tornando o porto de Maputo um verdadeiro hub de conectividade.

Neste momento, o terminal atingiu praticamente a sua capacidade máxima de ocupação, o que confirma a confiança dos nossos clientes e parceiros nos serviços que prestamos. Por essa razão, estamos a preparar uma segunda fase de expansão, estimada em mais 20 a 25 milhões de dólares, que permitirá o aumento da área do terminal em cerca de 10 hectares e a construção de novos armazéns, com uma média de 20 mil metros quadrados adicionais.

PM: Como estão a ser geridas as relações com as fronteiras de Goba e Namaacha para reduzir tempos de trânsito e custos logísticos?

CM: A gestão das relações com as fronteiras de Goba e Namaacha continua a ser um dos grandes desafios do sistema logístico nacional. Historicamente, Moçambique sempre contou com terminais de interior que serviam de apoio às fronteiras e aos principais pontos de entrada do país. No entanto, ao longo dos anos, alguns regulamentos vieram limitar a criação e o funcionamento desses terminais, o que acabou por afectar a fluidez e a eficiência do processo logístico.

Nos últimos tempos, tem vindo a surgir uma nova abordagem, que defendemos e acreditamos ser a mais acertada, a de reactivar e expandir os terminais interiores, de forma a complementar o trabalho das fronteiras e reduzir os tempos de trânsito. Estes terminais funcionam como extensões operacionais das alfândegas, permitindo um melhor controlo, maior capacidade de manuseamento e, sobretudo, redução de custos logísticos.

Reconhecemos que ainda há entraves de natureza regulatória, pois a legislação vigente nem sempre acompanha a dinâmica do comércio transfronteiriço. Ademais, existe o desafio da harmonização das normas entre os países da região, uma vez que, por exemplo, os limites de carga por eixo variam de país para país. Enquanto em Moçambique o peso máximo permitido para certos camiões triéxel é de 28 toneladas, noutros mercados pode variar entre 25 e 30 toneladas, o que acaba por gerar penalizações e constrangimentos na circulação de mercadorias.

No caso do CLM, temos conseguido manter um nível de ocupação de cerca de 90%, o que demonstra o reconhecimento do papel estratégico que desempenhamos na cadeia logística nacional. Acreditamos que ainda há espaço para a criação de mais terminais interiores, capazes de apoiar as fronteiras e dinamizar o comércio entre Moçambique e os países do hinterland.

Em última instância, o grande beneficiário deste esforço será sempre o consumidor final, que poderá contar com produtos a custos mais acessíveis e com cadeias de abastecimento mais eficientes e seguras.

PM: Como pretende a CLM contribuir para a integração regional, nomeadamente no âmbito da SADC, e para a atracção de investimento estrangeiro no sector logístico moçambicano?

CM: A nossa interacção com o Governo é absolutamente imprescindível. Pela primeira vez, Moçambique conta com um Ministério dos Transportes e Logística, uma estrutura que vem dar um novo enquadramento à gestão integrada do sistema logístico nacional.

Enquanto CLM, reconhecemos o nosso papel preponderante neste ecossistema, não apenas como operadores, mas como parceiros estratégicos do Estado. Temos experiência directa na logística global e um conhecimento profundo das dinâmicas que influenciam o comércio regional e internacional. Por isso, acreditamos que podemos contribuir de forma activa para a definição e implementação de políticas públicas mais eficazes no sector.

Presidente do Conselho Directivo do Corredor Logístico de Maputo, Clávio Macuácua

Mantemos uma colaboração próxima com o Ministério dos Transportes e Logística, bem como com as Alfândegas e a Autoridade Tributária de Moçambique (AT), especialmente no que diz respeito ao alargamento da base tributária. Sabemos que a colecta de receitas é um dos grandes desafios actuais do país, e é precisamente nesse ponto que o CLM procura acrescentar valor, criando mecanismos que tornem o comércio mais eficiente, transparente e contributivo para a economia nacional.

PM: Em que horizonte temporal vê a CLM a assumir uma posição de liderança como hub logístico na África Austral?

CM: Acreditamos que, ao nível nacional, o Corredor Logístico de Maputo já ocupa uma posição de liderança no sector logístico. Hoje somos uma referência incontornável na movimentação e gestão de mercadorias em Moçambique. No contexto da África Austral, reconhecemos que ainda há um percurso a percorrer, mas também estamos convictos de que dispomos das condições necessárias para competir de igual para igual com qualquer infra-estrutura regional.

O grande desafio que identificamos prende-se, sobretudo, com as questões de regulamentação, que variam de país para país e, por vezes, limitam a fluidez do comércio regional. No entanto, em termos de infraestrutura física, tecnológica e operacional, o nosso terminal está ao nível e em muitos casos acima de várias instalações da África do Sul. Se retirássemos o contexto geográfico, muitos poderiam até presumir que esta infraestrutura se encontra naquele país, dado o seu padrão internacional de qualidade.

Contamos hoje com clientes de grande dimensão, incluindo as principais empresas petrolíferas, mineiras e de gás que operam em Moçambique, algumas das quais recentemente avançaram com o FID (Final Investment Decision). Essa confiança é reflexo do nosso rigor técnico, da qualificação das nossas equipas e da robustez das nossas operações.

O tipo de infraestrutura e modelo de gestão que implementamos na CLM é comparável ao que se encontra em centros logísticos de referência mundial, como o Dubai ou o Gana, o que demonstra que estamos prontos para integrar a nova geração de hubs logísticos internacionais.

Saiba mais aqui: Corredor Logístico de Maputo

Mozambique Tourism Summit: Anunciadas sete medidas para dinamizar o sector

O Mozambique Tourism Summit realizado na cidade de Vilankulo, província de Inhambane, culminou com o anúncio de sete medidas estratégicas destinadas a transformar o turismo num verdadeiro pilar de crescimento económico e inclusão social. As decisões, apresentadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, definem uma nova visão para o sector, assente na atracção de investimento, melhoria da conectividade e valorização do potencial natural e cultural do país.

Entre as medidas de curto prazo, destaca-se a declaração de Inhambane como Capital Nacional do Turismo, reconhecendo o seu papel histórico e o seu vasto património natural, que abrange praias, ilhas, parques e tradições culturais que fazem da província um destino de referência. A província passará a ser o principal polo de desenvolvimento turístico do país, concentrando projectos e incentivos voltados à promoção do turismo sustentável.

Outra decisão de grande impacto é a criação de uma Zona Económica Especial de Investimento Turístico, abrangendo Vilankulo, Pomene e Inhassoro, incluindo as ilhas adjacentes. Esta zona contará com incentivos fiscais e administrativos, regimes simplificados de licenciamento e infra-estruturas específicas para o investimento público e privado, criando um ambiente mais competitivo e atractivo para investidores nacionais e estrangeiros.

O Chefe do Estado anunciou ainda a transformação do INATUR numa Agência Nacional de Desenvolvimento e Investimentos do Turismo, que funcionará como um verdadeiro balcão único para o sector. A nova agência será responsável por gerir a bolsa de terras destinadas a projectos turísticos, organizar leilões de concessões de até 25 anos, certificar parcerias público-privadas e avaliar projectos de grande dimensão, garantindo transparência, celeridade e eficiência na gestão de investimentos.

Para reforçar a atractividade internacional, o Governo implementará um Regime Especial de Vistos, com destaque para a ampliação da isenção de vistos a mais países e a introdução de vistos de turismo e negócios à entrada para cidadãos africanos, no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana. Serão também criados vistos de investimento com residência prolongada de 5 a 10 anos e um sistema de “Golden Visa”, destinado a facilitar a fixação de investidores estrangeiros em Moçambique.

A mobilidade e acessibilidade aérea também figuram entre as prioridades. O Executivo vai autorizar corredores VIP (Fast Track) nos principais aeroportos e liberalizar o acesso de voos privados e domésticos, impulsionando a conectividade regional e internacional. Além disso, será implementado um regime de limitação das tarifas aéreas internas, assegurando preços mais acessíveis e promovendo uma maior equidade territorial no acesso ao turismo.

Por fim, o Governo pretende apostar no turismo desportivo, com a criação da Primeira Zona Especial de Turismo de Golfe em Inhambane, com polos em Vilankulo, Tofo e Barra. A iniciativa visa atrair investimentos de alto padrão e integrar Moçambique no circuito internacional do turismo de golfe e eventos desportivos de elite.

Com estas sete medidas, o Governo reafirma a intenção de fazer do turismo um sector estratégico e transversal, capaz de gerar emprego, atrair divisas e posicionar Moçambique como um dos destinos emergentes mais promissores da África Austral.

Conheça a Coral Sul FLNG | Profile

A Coral Sul FLNG representa um marco histórico para a indústria extractiva moçambicana e para o continente africano. Trata-se do primeiro projecto de liquefação flutuante de gás natural em águas profundas do mundo, símbolo da capacidade tecnológica e da crescente relevância de Moçambique no panorama energético internacional.

O empreendimento é operado pela joint venture que integra a Eni, ExxonMobil e China National Petroleum Corporation (CNPC), com uma participação conjunta de 70%, e tem como parceiros a Galp Energia (actualmente detida pela Abu Dhabi National Oil Company – ADNOC), a Korea Gas Corporation (KOGAS) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), cada uma com 10% de participação.

Localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma, ao largo da costa norte de Moçambique, o projecto incide sobre o campo Coral Sul, que detém reservas estimadas em cerca de 500 mil milhões de metros cúbicos de gás natural.

A joia tecnológica deste consórcio é a instalação Coral Sul Floating Liquefied Natural Gas (FLNG), uma estrutura de engenharia de última geração com capacidade para produzir 3,4 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL) por ano. Esta unidade flutuante não apenas extrai e processa o gás no local, como o armazena e exporta directamente, eliminando a necessidade de grandes infra-estruturas em terra.

Imagem Coral Sul FLNG – créd. Eni & MarineLink

Coral Norte: o próximo passo da expansão energética

A par do sucesso da Coral Sul, avança o Coral Norte FLNG, novo projecto que reforçará a posição de Moçambique entre os grandes produtores de GNL. Desenvolvido pelos mesmos parceiros, Eni, CNPC, ENH, KOGAS e XRG (subsidiária da ADNOC), o Coral Norte encontra-se igualmente situado na Área 4 da Bacia do Rovuma, em águas ultraprofundas da Província de Cabo Delgado.

Com conclusão prevista para 2028, a unidade terá capacidade anual de produção de 3,55 milhões de toneladas de GNL, consolidando a estratégia de expansão sustentável do país no sector energético.

Quando ambos os projectos Coral Sul e Coral Norte, estiverem plenamente operacionais, Moçambique atingirá uma produção total de cerca de 7 milhões de toneladas de GNL por ano, tornando-se o terceiro maior produtor do continente africano.

Engenharia flutuante ao serviço da economia moçambicana

A Coral Sul FLNG funciona de forma semelhante a uma FPSO (Floating Production, Storage and Offloading), uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. Este tipo de plataforma é amplamente utilizado em regiões afastadas da costa, onde o transporte por oleodutos ou gasodutos é economicamente inviável.

Trata-se de uma alternativa eficiente e flexível para a produção de petróleo e gás natural, capaz de garantir operações seguras e contínuas em alto-mar, reduzindo os custos logísticos e ambientais.

Com estas iniciativas, Moçambique dá um passo decisivo rumo à monetização dos seus recursos naturais, reforçando o seu papel como hub energético regional e destino estratégico para o investimento internacional.

Afreximbank defende reforço do financiamento do comércio para impulsionar o crescimento sustentável em África

A administradora para o Financiamento do Comércio e Correspondência Bancária do Afreximbank, Gwen Mwaba, apelou ao reforço das capacidades de financiamento do comércio e a uma colaboração mais profunda entre as instituições financeiras africanas, de forma a acelerar o crescimento inclusivo e sustentável do continente.

Mwaba falava na terça-feira (4), durante a abertura do 25.º Seminário de Financiamento do Comércio do Afreximbank (ATFS), que decorre em Abidjan, Costa do Marfim.

“África é rica em recursos naturais, tais como minerais, hidrocarbonetos, produtos agrícolas e um leque crescente de oportunidades de valor acrescentado nas áreas da energia, metais e logística. Estes recursos representam um enorme potencial de desenvolvimento quando financiados de forma responsável, eficiente e com uma gestão de risco rigorosa”, afirmou.

Segundo a responsável, transformar o potencial africano em resultados tangíveis exige instituições financeiras estruturadas, competentes e conscientes dos riscos, capazes de alinhar o financiamento com as prioridades de desenvolvimento local e com as salvaguardas ambientais.

Gwen Mwaba, Administradora para o Financiamento do Comércio e Correspondência Bancária do Afreximbank.

Mwaba sublinhou ainda o papel crucial dos profissionais de finanças qualificados na definição do futuro do comércio africano, defendendo mais capacitação para converter os abundantes recursos naturais e humanos do continente em crescimento económico real.

“Banqueiros bem treinados, com capacidades sofisticadas de estruturação de negócios, podem adaptar o financiamento a cadeias de valor intensivas em capital e alinhar o financiamento de projectos com as necessidades locais e o respeito pelo ambiente”, destacou.

A administradora lembrou que o financiamento do comércio baseado na confiança, avaliação de riscos e liquidez continua a ser a força motriz do comércio, do investimento e da criação de empregos. “A nossa tarefa colectiva é garantir que essa força flua de forma fiável para as empresas que dela necessitam e que os seus benefícios sejam amplamente partilhados”, acrescentou.

25 anos a formar profissionais do sector financeiro africano

A cerimónia de abertura contou com a presença de altos representantes do Governo da Côte d’Ivoire, incluindo Patrick Olivier Daipo, director adjunto do Ministério do Comércio; Chalouho Coulibaly, director nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), em representação do governador Jean-Claude Kassi Brou; e Jérôme Ahua, director-geral adjunto do Banco BNI, que representou a Associação de Bancos.

A edição deste ano do ATFS marca 25 anos de existência do principal programa de reforço de capacidades do Afreximbank, que já formou milhares de banqueiros, credores, financiadores e decisores políticos africanos. O seminário representa um marco simbólico, um quarto de século a fortalecer competências financeiras e a consolidar a experiência africana na estruturação e execução de soluções de financiamento do comércio.

Financiamento transformador e soluções inovadoras

Destacando a liderança do Afreximbank no ecossistema de financiamento africano, Mwaba recordou que, ao longo de mais de três décadas de operação, o banco construiu uma carteira robusta de programas que apoiam a integração regional, a criação de valor acrescentado e a geração de emprego.

Essas iniciativas incluem:

  1. Financiamento em grande escala para sectores orientados à exportação e infra-estruturas que facilitam o comércio;
  2. Ferramentas inovadoras de partilha de riscos e reforço de crédito, capazes de mobilizar capital privado;
  3. Facilidades especializadas para o financiamento de matérias-primas e projectos com salvaguardas ambientais e sociais;
  4. E programas de capacitação voltados para banqueiros e decisores políticos africanos.

O seminário deste ano explora temas como o impacto da digitalização, dos dados e da tecnologia no financiamento do comércio; a gestão de riscos num contexto global instável; e a colaboração entre bancos, instituições multilaterais, empresas fintech, exportadores e governos, para desenvolver soluções escaláveis e sustentáveis.

Mwaba concluiu expressando confiança de que as discussões em Abidjan resultarão em medidas concretas e fortalecerão o ecossistema de financiamento do comércio africano.

O 25.º Seminário de Financiamento do Comércio do Afreximbank decorre de 4 a 6 de Novembro de 2025, subordinado ao tema “Reforço das Capacidades de Financiamento do Comércio para um Crescimento Inclusivo e Sustentável em África”, seguido de um Workshop de Cessão Financeira (Factoring) no dia 7 de Novembro.

Sasol produz o primeiro Gás de Cozinha em Moçambique

A Sasol realizou, na terça-feira, 4 de Novembro de 2025, o carregamento experimental do primeiro lote de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), conhecido como gás de cozinha produzido em Moçambique, no âmbito das actividades de comissionamento da nova infraestrutura.

O feito representa um marco histórico para o sector energético nacional, reafirmando o papel pioneiro da Sasol na indústria de petróleo e gás em Moçambique e a sua contribuição contínua para o desenvolvimento económico do país.

O gás de cozinha é processado na nova Unidade Integrada de Processamento (IPF), construída ao abrigo do Acordo de Partilha de Produção (PSA), localizada no distrito de Inhassoro, província de Inhambane, e será destinado ao abastecimento do mercado interno.

Infraestrutura moderna reforça auto-suficiência energética

A conclusão bem-sucedida desta primeira operação de carregamento de GPL marca um passo decisivo no processo de comissionamento da IPF, cujos preparativos para a inauguração oficial encontram-se numa fase avançada.

Considerada uma das mais modernas instalações do género em África, a IPF possui capacidade para produzir até 30 mil toneladas de gás de cozinha por ano, o que permitirá reduzir as importações em cerca de 70% e garantir um fornecimento mais estável e previsível ao mercado nacional.

Segundo o director-geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, “este primeiro carregamento de gás de cozinha representa a concretização de mais um passo no processo de valorização interna do gás natural, criando maior valor para o mercado doméstico.”

Produção a partir dos campos de Inhassoro e Govuro

O GPL é produzido a partir do gás natural extraído dos reservatórios de Inhassoro e Govuro, através de um processo industrial de separação e tratamento que resulta num combustível limpo, seguro e eficiente.

O Projecto PSA, operado pela Sasol Petroleum Mozambique, Limitada, inclui ainda a produção de cerca de 4 mil barris diários de petróleo leve e 23 petajoules de gás natural, destinado à geração de 450 megawatts de energia eléctrica na Central Térmica de Temane (CTT).

Moçambique junta-se ao grupo de países que processam os seus hidrocarbonetos

Com este avanço, Moçambique passa a integrar o grupo restrito de países africanos que processam localmente os seus próprios hidrocarbonetos, fortalecendo a segurança energética e promovendo o crescimento económico sustentável.

A Sasol, em parceria com o Governo de Moçambique e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), reafirma assim o seu compromisso de longo prazo com o crescimento industrial, a geração de valor local e o desenvolvimento contínuo do sector energético nacional.

Fonte: Sasol

A Airlink inicia voos regulares Joanesburgo-Nacala em Fevereiro de 2026

A companhia aérea sul-africana Airlink anunciou o lançamento da nova rota Joanesburgo–Nacala, com início previsto para Fevereiro de 2026, reforçando a conectividade aérea, o investimento e o turismo no corredor norte de Moçambique.

Com esta expansão, Nacala passa a ser o sétimo destino moçambicano servido pela transportadora, com dois voos semanais, às segundas e sextas-feiras, operados por aeronaves Embraer Jet, reconhecidas pela eficiência e conforto.

Segundo o CEO da Airlink, De Villiers Engelbrecht, a nova rota responde “à crescente procura por mobilidade aérea no país, particularmente na região nordeste, que desempenha um papel vital na economia nacional”.

Nacala consolida-se como plataforma logística e económica

A escolha de Nacala reflete o reconhecimento da cidade portuária como porta de entrada estratégica para o comércio, a indústria e os investimentos logísticos. O crescimento da actividade portuária e os projectos de infraestrutura associados ao Corredor de Desenvolvimento do Norte tornam o destino um ponto-chave para a integração económica regional.

“Esta ligação não é apenas uma rota aérea é uma ponte entre economias, culturas e oportunidades. Ao conectar Joanesburgo a Nacala, reforçamos o papel de Moçambique como destino emergente de negócios e turismo”, acrescentou Engelbrecht.

Conectividade regional como motor de crescimento

A nova operação surge num contexto de expansão económica e diversificação das rotas regionais, reforçando o papel de Moçambique como elo de ligação entre os mercados do sul e do leste de África.

A aposta da Airlink vai facilitar a mobilidade de empresários, investidores e turistas, ampliando o acesso a destinos costeiros como Pemba e o Arquipélago das Quirimbas, reconhecidos pelo elevado potencial turístico e económico.

Serviço diferenciado e ligações internacionais

A companhia promete uma experiência de viagem superior, com ligações mais rápidas à Europa, Médio Oriente e América do Norte, através da sua rede internacional e de parceiros globais.

Os passageiros beneficiarão de assentos espaçosos, refeições ligeiras e bebidas incluídas, além de franquias de bagagem alargadas, 20 kg nas tarifas standard, 30 kg nas tarifas plenas e mais 15 kg para equipamento desportivo.

Com 64 voos semanais já operados entre Moçambique e a África do Sul, a Airlink reforça a sua presença no mercado moçambicano e o seu compromisso com o desenvolvimento económico regional.

“Com a entrada em Nacala, reafirmamos o nosso compromisso com Moçambique e com a conectividade da África Austral. O transporte aéreo é um catalisador essencial para o investimento e o turismo”, sublinhou o CEO.

A expansão consolida a colaboração entre a Airlink e o sector público e privado moçambicano, apoiando o crescimento do turismo, a atração de investimento estrangeiro e o fortalecimento das cadeias logísticas regionais.

Mais do que uma simples rota comercial, a operação Joanesburgo–Nacala simboliza a integração crescente da África Austral e o reposicionamento de Moçambique como actor estratégico na conectividade aérea continental.

Com esta aposta, a Airlink estimula o comércio, dinamiza o turismo e reduz os custos logísticos, contribuindo para a competitividade e coesão económica da região.

Taxa de Juro de Referência desce para 16% em Novembro

A Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou, na sexta-feira (31), a redução da taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique para 16% em Novembro, o que representa uma descida de 0,50 pontos percentuais. A medida dá continuidade ao ciclo de descidas graduais iniciado no início do ano.

Desde Janeiro de 2024, a taxa conhecida como prime rate tem vindo a registar uma tendência de queda, após ter permanecido por seis meses consecutivos no nível de 24,1%. As variações desta taxa estão diretamente ligadas à Taxa de Política Monetária (MIMO), definida pelo Banco de Moçambique (BdM), que influencia o cálculo da taxa de referência aplicada pelos bancos comerciais.

Em Agosto, a prime rate situava-se em 17,20%, tendo baixado para 16,5% em Setembro. Durante o mês de Outubro, manteve-se inalterada, apesar de o Comité de Política Monetária (CPMO) do BdM ter decidido, a 29 de Setembro, reduzir a taxa MIMO em 0,50 pontos percentuais, para 9,75%.

Na altura, o governador do BdM, Rogério Zandamela, explicou que a decisão “resulta essencialmente da manutenção das previsões de inflação em um dígito no médio prazo, reflexo, em parte, da estabilidade cambial e da evolução favorável dos preços internacionais das commodities”, advertindo, no entanto, que “persistem riscos e incertezas internas que podem influenciar as projeções.”

A taxa diretora de juro em Moçambique manteve-se em 17,25% desde Setembro de 2022 até à intervenção do banco central. O processo de cortes sucessivos teve início a 31 de Janeiro de 2024, quando a taxa foi reduzida para 16,5%, marcando o início de um ciclo de ajustamentos com o duplo objetivo de estimular a economia e controlar a inflação.

“O CPMO continuará o processo de normalização da taxa mínima no médio prazo, mas de forma modesta e progressivamente menor”, sublinhou o governador, acrescentando que o ritmo das reduções dependerá das perspetivas de inflação e da avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projeções de médio prazo.

Rogério Zandamela adiantou ainda que o processo de normalização monetária iniciado em 2024 deverá estender-se por 24 a 36 meses, período durante o qual já se registaram reduções acumuladas de 700 pontos base. “Tem sido um ganho significativo para o sistema”, destacou.

Apesar deste progresso, o governador reconheceu que a taxa de juro de referência aplicada pelos bancos aos clientes caiu apenas cerca de 600 pontos base no mesmo período, não refletindo integralmente a descida da taxa do banco central, devido às diferenças nos perfis de risco dos clientes. Ainda assim, enfatizou que a tendência tem beneficiado famílias, empresas e o Estado, ao proporcionar condições de financiamento mais acessíveis e sustentáveis.