Wednesday, May 27, 2026
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Tourism Summit: Turismo atrai 1,1 mil milhões de dólares em investimentos nos últimos cinco anos

O sector do turismo em Moçambique captou mais de 1,1 mil milhões de dólares norte-americanos (cerca de 954 milhões de euros) em investimentos nos últimos cinco anos, anunciou ontem o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Onório Manuel.

“De 2018 a 2022, o sector atraiu mais de 1,1 mil milhões de dólares, posicionando-se como o terceiro maior receptor de investimentos no país”, afirmou o dirigente, durante a abertura da primeira edição do Mozambique Tourism Summit, realizada em Vilankulo, província de Inhambane.

Segundo Onório Manuel, estes números demonstram que o turismo “é muito mais do que lazer”, constitui uma alavanca para o desenvolvimento económico e para a criação de emprego digno nas comunidades.

De acordo com dados da CTA, entre 2016 e 2019, Moçambique recebeu, em média, dois milhões de turistas por ano, o que permitiu que o turismo representasse 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e 32% das exportações de serviços.

Para o sector privado, as parcerias público-privadas são o motor ideal para transformar e dinamizar o turismo moçambicano, mobilizando recursos destinados à melhoria das infraestruturas, formação profissional de qualidade e reforço da conectividade aérea e rodoviária.

“O sector privado está pronto para fazer a sua parte: investir, inovar e colaborar. O essencial é que as políticas públicas e os instrumentos financeiros estejam alinhados com esta ambição comum”, defendeu Onório Manuel.

O dirigente sublinhou ainda a importância da digitalização da experiência turística, abrangendo a promoção online, reservas electrónicas, marketing inteligente e gestão integrada de destinos turísticos.

As receitas provenientes de turistas estrangeiros ultrapassaram 200 milhões de euros em 2024, mas o Governo prevê alcançar 360 milhões de euros até 2029, elevando a contribuição do turismo para 6% do PIB, segundo informações oficiais anteriores.

Entre as prioridades definidas pelo Executivo para o período 2025–2029, destacam-se a atração de grandes eventos internacionais, o posicionamento do país como destino preferencial para o turismo de negócios e de eventos, bem como o reforço dos mecanismos de marketing turístico, com forte aposta na componente digital.

Tendências de Recrutamento em Moçambique: O Papel do Sector Privado

O mercado de trabalho moçambicano atravessa uma fase de transição que redefine o papel das instituições públicas e privadas na geração de emprego e no desenvolvimento de competências. A limitação de vagas na função pública e as exigências crescentes da economia moderna estão a posicionar o sector privado como o principal motor da criação de oportunidades profissionais no país.

De acordo com dados oficiais, o Governo autorizou recentemente 4.142 novas contratações para a função pública, um número modesto face à crescente procura por emprego, sobretudo entre os jovens. Este cenário reforça a importância de o sector privado assumir um papel mais activo na absorção de mão-de-obra e no fomento do empreendedorismo.

Mudança de paradigma laboral

Durante décadas, o emprego público foi visto como sinónimo de estabilidade e segurança. Contudo, o contexto económico actual, marcado por restrições orçamentais e pela necessidade de eficiência, revela uma nova realidade. As empresas privadas surgem como alternativa estratégica, oferecendo carreiras dinâmicas, maior mobilidade e contacto com práticas de inovação e gestão moderna.

Em sectores como energia, construção, telecomunicações, banca e serviços empresariais, observa-se uma procura crescente por profissionais qualificados, tecnicamente preparados e com competências em liderança e adaptação tecnológica. O mercado está, assim, a valorizar mais o mérito, a produtividade e a capacidade de aprendizagem contínua.

Desafios estruturais

Apesar do dinamismo do sector privado, o país enfrenta desafios persistentes no mercado laboral. Entre os principais destacam-se:

  1. O déficit de mão-de-obra qualificada, sobretudo em áreas técnicas e de gestão;
  2. A elevada informalidade do emprego, que limita o acesso à segurança social e a oportunidades formais de crescimento;
  3. A falta de alinhamento entre a formação académica e as necessidades do mercado.

Estes desafios exigem políticas integradas que envolvam o Estado, o sector privado e as instituições de ensino, com foco no desenvolvimento de competências práticas, estágios profissionais e programas de capacitação técnica.

Oportunidades emergentes

A reconfiguração do mercado de trabalho representa também uma oportunidade para transformar o modo como se pensa o emprego em Moçambique. O sector privado, ao investir em formação contínua, inovação tecnológica e valorização de talentos locais, pode impulsionar uma nova geração de profissionais competitivos e preparados para o mercado regional e internacional.

As empresas que adoptam políticas de recrutamento inclusivas, promovem a diversidade e investem em ambientes de trabalho colaborativos tendem a atrair e reter os melhores talentos.

O futuro do emprego em Moçambique depende da capacidade do país de articular políticas públicas eficazes com estratégias empresariais inovadoras. O sector privado não é apenas um empregador, é um parceiro estratégico no desenvolvimento económico e social.

À medida que o país avança para uma economia mais diversificada e tecnológica, o investimento nas pessoas torna-se o principal motor da produtividade e da competitividade nacional.

O emprego do futuro será aquele que valoriza o talento, a qualificação e a capacidade de adaptação, pilares de um mercado de trabalho moderno e sustentável.

Economia vai crescer uma média de 4,4% de 2026 a 2028 | Profile

Projecções da ministra das Finanças – Carla Louveira

A ministra das Finanças, Carla Loveira, disse que os indicadores de desempenho mostram um caminho sólido de retomada do crescimento económico no país. Ao intervir na abertura do Conselho Coordenador do Ministério das Finanças, Carla Louveira disse que, segundo os dados mais recentes da execução orçamental do terceiro trimestre, há ligeira subida nas receitas e descida nas despesas, em termos homólogos.

 A ministra das Finanças disse também que, embora os dados referentes ao primeiro semestre de 2025 apontem para uma contracção económica acumulada de 2,4%, as projecções orçamentais apontam para um crescimento económico de 2025 em 2,9%, uma aceleração económica em 3,2% em 2026 e uma média de 4,4% para o período de 2026 a 2028. “Estes indicadores mostram a existência de um caminho sólido para a retomada do crescimento económico.

As reformas em curso no sector das Finanças Públicas, aliadas à retomada gradual da produção e ao crescimento de sectores estratégicos, como a energia, a agricultura, o gás natural e as infraestruturas, projectam um horizonte de crescimento económico promissor, sustentável e inclusivo”, afirmou Carla Loveira. Disse também que a prioridade do Governo é assegurar que o crescimento se traduza em estabilidade macro-económica, controlo da inflação, consolidação fiscal e melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

A ministra das Finaças referiu a celebração dos acordos de garantias entre o gestor do novo Fundo de Garantias Mutuárias e instituições financeiras moçambicanas, marcando o início da contraprestação de garantias bancárias no montante de 120 milhões de dólares para apoiar o financiamento das micro-, pequenas e médias empresas e promover uma economia mais inclusiva e participativa. “Esta medida reforça o nosso compromisso com uma gestão moderna, digitalizada e eficiente das finanças públicas, assegurando que o crescimento económico beneficie todas as regiões e grupos sociais do país”, afirmou Carla Loveira.

A ministra das Finanças disse também: “O contexto macroeconómico nacional tem-se revelado desafiante, marcado por choques internos e externos, resultantes de factores adversos”. Despesa do Estado O porta-voz do Conselho de Ministros disse que o balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado aponta que, dos 283 indicadores deste Plano para 2025 avaliados no presente trimestre no terceiro trimestre, 77%, cerca de 219, tiveram um desempenho positivo e 23%, correspondendo a 64 indicadores, registaram um desempenho negativo.

“Apesar de factores adversos vividos em Moçambique, registou-se uma estabilidade dos indicadores macro-económicos, caracterizada pelo aumento das reservas internacionais líquidas para cinco meses de cobertura, contra 4,7% previstas para o período, e a estabilidade da inflação ao situar-se em 4,1%, abaixo dos 7% previstos para o ano em curso”, afirmou Inocêncio Impissa.

Disse também que a cobrança da Receita do Estado foi de 263.872 milhões de meticais, correspondentes a 68,4% da meta anual, tendo sido 262.366 milhões de meticais, correspondentes a 68,5%, cobrados em 2024, representando um crescimento nominal de 0,6%.

A despesa realizada foi de 314.264 milhões de meticais, correspondente a uma realização de 61,3% do Plano Económico e Social de 2025, tendo sido 360.713 milhões de meticais, que correspondeu a 63,5% do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado do ano de 2024, no período homólogo, representando um decréscimo real de 15,8%. O balanço referente ao terceiro trimestre de 2025 mostrou que as acções levadas a cabo pelo Governo estavam orientadas para a promoção da coesão social, recuperação económica e consolidação fiscal, visando melhorar o bem-estar da população moçambicana.

Summit Tourism 2025: Turismo Sustentável e Oportunidades de Negócio em Destaque

Basilio Muhate, Ministro da Economia, declarou oficialmente aberta, esta segunda-feira, a Conferência Internacional do Turismo – Mozambique Summit Tourism 2025, em Vilanculos, Província de Inhambane.

Na ocasião, o governante destacou o compromisso de Moçambique com um turismo sustentável, inclusivo e transformador, capaz de consolidar a Marca Moçambique como destino de excelência e de gerar novas oportunidades de investimento e emprego.

O evento reúne operadores do sector, investidores, instituições públicas e empreendedores, proporcionando um ambiente propício para networking, inovação e negócios, enquanto reforça a estratégia do país de promover Moçambique no mercado turístico global.

ENH e ExxonMobil reforçam parceria para desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos em Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a ExxonMobil Moçambique, Limitada (EMML) assinaram, na semana finda, na cidade de Spring, Texas, Estados Unidos da América, dois Memorandos de Entendimento (MdE) que visam impulsionar o desenvolvimento da indústria de gás e fortalecer a capacitação técnica no país.

Os acordos preveem, por um lado, a cooperação na avaliação de projectos industriais à base do gás doméstico, e, por outro, o estabelecimento do Centro Tecnológico de Moçambique (CTM), uma instituição voltada para a formação, capacitação e treino de quadros nacionais para o sector energético.

A assinatura dos memorandos decorre num contexto em que o país aposta no aproveitamento do gás natural como motor de desenvolvimento económico e na diversificação da sua base produtiva, tendo em vista a criação de valor acrescentado e o fortalecimento das cadeias de valor locais.

Gala Dinner & Awards celebra o sucesso do AmCham Mozambique Golf Day 2025

Num ambiente de elegância e confraternização, realizou-se a Gala Dinner & Awards alusiva à segunda edição do AmCham Mozambique Golf Day 2025, um evento que destacou o valor do desporto como instrumento de fortalecimento das parcerias estratégicas entre Moçambique e os Estados Unidos da América.

Promovido pela Câmara de Comércio Americana em Moçambique (AmCham Mozambique), o encontro reuniu figuras de destaque do meio empresarial, representantes diplomáticos e parceiros institucionais, num convívio marcado pela partilha, celebração e criação de novas oportunidades de cooperação.

Durante a cerimónia de gala, foram entregues os prémios de reconhecimento aos participantes e patrocinadores que se destacaram nesta edição, sublinhando o contributo de cada um para o sucesso do evento e para o fortalecimento das relações comerciais e institucionais entre os dois países.

A O AmCham Golf Day foi realizado em parceria com Absa Bank Moçambique, Momentum Moçambique, SAL & Caldeira Advogados, Lda., Tongaat Hulett Mozambique, Playground e Radisson Blu Hotel & Residence Maputo, cujo apoio foi determinante para a realização do torneio e da gala.

HCB reafirma plano de aumento da capacidade de produção de energia para 4.000 MW até 2034

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), responsável pela maior parte da produção de energia eléctrica em Moçambique, reafirmou o seu plano de aumentar a capacidade máxima instalada dos actuais 2.075 megawatts (MW) para 4.000 MW até 2034. O projecto enquadra-se num plano de reabilitação e modernização com duração de 10 anos, destinado a reforçar a eficiência e a sustentabilidade da central.

Pela primeira vez em meio século, a HCB está a implementar, desde 2022, um vasto programa de substituição e modernização de equipamentos, muitos dos quais já obsoletos, com o objectivo de melhorar o desempenho técnico e garantir maior fiabilidade na produção de energia.

Sem avançar o montante do investimento, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da HCB, José Munice, assegurou que, “no final do programa Capex Vital, uma iniciativa de capital destinada à expansão e modernização das infra-estruturas de produção eléctrica, a empresa terá capacidade para duplicar a produção, passando dos actuais 2.075 MW para 4.000 MW”.

Durante cada ano de execução do Capex Vital, uma das turbinas será retirada temporariamente de operação para manutenção e modernização. Como medida de compensação, será instalada uma central fotovoltaica de maior capacidade no distrito de Changara, província de Tete, garantindo o equilíbrio no fornecimento de energia durante o processo.

Desde o início do projecto, em 2022, foram já realizadas intervenções significativas na subestação de Songo, com destaque para a reabilitação de transformadores. Encontra-se igualmente em curso o processo de modernização da estação conversora, considerada essencial para o aumento da capacidade de produção eléctrica.

O programa de reabilitação e modernização da HCB deverá criar mais de 300 novos postos de trabalho ao longo da sua implementação, contribuindo para o desenvolvimento económico e social das comunidades circundantes.

Segundo José Munice, o Capex Vital permitirá à HCB modernizar infra-estruturas envelhecidas, melhorar a eficiência energética e responder à crescente procura de electricidade no país, consolidando a posição da empresa como pilar estratégico do sistema energético nacional.

A iniciativa constitui um marco histórico na trajectória da HCB, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a segurança energética de Moçambique, e assegurando que, na próxima década, o país disponha de maior capacidade de produção e estabilidade no fornecimento de energia eléctrica.

Moçambique assina dois acordos de 50 milhões com a ExxonMobil

Moçambique e a ExxonMobil assinaram dois contratos estratégicos para o desenvolvimento moçambicano que totalizam 50 milhões de dólares americanos, anunciou o Presidente da República, Daniel Chapo.

Os memorandos foram rubricados ontem, no Estado do Texas, nos Estados Unidos da América (EUA), no âmbito da visita que efectua aquele país.

Um dos acordos está avaliado em 40 milhões de dólares destinados ao financiamento da construção de um Centro Tecnológico em Moçambique e formação de recursos humanos moçambicanos em matérias de oil and gas.

A infra-estrutura será instalada no bairro do Zimpeto, na cidade de Maputo e sua construção avançar já no próximo ano. Primeiramente, serão formados cem jovens de todas as províncias do país, sendo dez de cada uma.

Os remanescentes 10 milhões de dólares serão para apoiar a massificação de distribuição de gás doméstico.

“[A] Exxon tem um conhecimento acima da média. Essa tecnologia que estão a usar para explorar o gás no mar, é uma das poucas empresas a nível do mundo. Então, nós pensamos que é preciso que tenhamos moçambicanos com conhecimento nessa matéria. Já temos alguns que foram formados em várias partes do mundo. A ideia é que esses jovens moçambicanos possam, realmente, fazer parte de formadores neste centro de formação tecnológico que vai ser construído” disse Chapo, após o encontro com ExxonMobil.

O Chefe de Estado considerou que esses memorandos sinalizam a fortificação das relações entre o país e firma.

“É um sinal muito forte desses dois memorandos de que falamos, porque há aqui transferência de conhecimento…. Mas também, achamos que é um legado muito grande que esses projectos, portanto, estão a fazer e a deixar para o país. Porque o país vai ser, sem margem de dúvida, nos próximos anos, uma das referências do gás a nível do mundo” afirmou.

A ExxonMobil já opera em Moçambique com uma participação indirecta no projecto de exploração de gás na Área 4 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. (Fontes: RM e TVM)

Octávia Nobre: “Clube de Petróleo lança-se para atender toda a cadeia da indústria, do upstream ao downstream”

Profile Mozambique: Como descreve a missão e a visão do Clube de Petróleo, e por que decidiram lançá-lo em Moçambique neste momento? 

Octávia Nobre: O Clube de Petróleo surge como uma plataforma pensada para unir pessoas, empresas e instituições em torno de um mesmo objectivo, fortalecer o nosso sector de petróleo, gás e energia. Decidimos lançá-lo agora porque acreditamos que este é o momento certo para Moçambique dar um salto em frente, temos os recursos, o talento e as condições para assumir um papel de destaque neste mercado.

A nossa visão é clara, queremos criar um espaço dinâmico, onde engenheiros, gestores, decisores e investidores possam dialogar, partilhar ideias e encontrar soluções que tornem o sector mais eficiente, inovador e sustentável. O Clube nasce para ser esse ponto de encontro, onde se pensa o futuro da energia em Moçambique com seriedade, mas também com ambição.

A missão que nos guia é oferecer soluções práticas e inovadoras que ajudem as empresas a melhorar a sua gestão e a tornarem-se mais competitivas, ao mesmo tempo que promovemos uma transição energética justa e responsável. Estamos a introduzir ferramentas modernas, como o nosso Sistema Integrado de Gestão e Análise de Risco (SIGRA), que vai ajudar a alinhar práticas de governação, sustentabilidade e eficiência operacional em todo o sector.

Este lançamento é apenas o primeiro passo. Queremos que o Clube de Petróleo seja um espaço de formação, de debate e de criação de oportunidades, um verdadeiro motor de conhecimento e desenvolvimento.

PM: Em termos de evento de lançamento, quais os principais objectivos comerciais que pretendem atingir, networking, captação de patrocinadores, membros, visibilidade institucional? 

ON: O nosso principal objectivo com o evento de lançamento é criar um verdadeiro ponto de encontro entre os diferentes intervenientes do sector do petróleo, gás e energia. Queremos juntar especialistas, investidores, instituições públicas e privadas, e todos os que, de uma forma ou de outra, fazem parte desta cadeia de valor, para debatermos, alinharmos ideias e impulsionarmos novas acções conjuntas.

O Clube de Petróleo surgiu há cerca de dois anos e, nesta fase, queremos afirmar a nossa presença no mercado, mostrando que somos uma plataforma sólida, com visão e propósito. O evento é, portanto, uma oportunidade para reforçarmos a nossa visibilidade institucional, angariar membros, atrair patrocinadores estratégicos e, acima de tudo, promover networking qualificado, que permita gerar parcerias reais e produtivas.

Durante o lançamento, vamos apresentar oficialmente o conceito do Clube, explicar o seu funcionamento e os eixos principais do nosso trabalho. Teremos um espaço onde os participantes poderão escolher áreas de interesse, desde energia e sustentabilidade, inovação tecnológica, políticas públicas até à formação e capacitação profissional. Queremos que cada participante encontre o seu lugar neste ecossistema.

Coordenadora do Clube de Petróleo, Octávia Nobre.

Vamos também ter um debate com convidados que vão abordar os desafios actuais da transição energética justa em Moçambique, explorando temas como energias renováveis, sustentabilidade ambiental e inclusão das comunidades vulneráveis. Outro momento alto será o painel sobre o Método Integrado de Gestão de Risco (SIGRA), onde vamos apresentar o nosso protótipo e explicar como esta ferramenta pode ajudar empresas e instituições a fortalecerem a sua actuação no sector.

E, claro, um dos pontos mais esperados será o anúncio da Conferência Internacional de Energia Justa e Sustentabilidade, prevista para Maio de 2026, que será o grande palco de discussão e inovação sobre o futuro energético de Moçambique. Teremos ainda um leilão simbólico de lugares exclusivos para esta conferência, uma forma criativa de garantir o compromisso dos principais stakeholders desde já.

PM: Como será estruturado o modelo de adesão ao clube, categorias de membros, quotas, benefícios exclusivos, participação em comités temáticos? 

ON: O Clube foi criado para ser uma plataforma inclusiva e dinâmica que promove o crescimento profissional, o diálogo técnico e a inovação no sector de petróleo, gás e energia em Moçambique.

O modelo de adesão é aberto a empresas privadas, instituições públicas, associações e profissionais individuais, com quotas anuais e pacotes personalizados disponíveis através do site oficial do Clube.

Os membros terão acesso exclusivo a workshops, formações, debates, programas de capacitação e oportunidades de networking com líderes do sector, além da possibilidade de integrar comités temáticos sobre energia sustentável, políticas públicas, inovação e responsabilidade social.

Por outro lado, assumimos como objectivo central formar profissionais qualificados, promover competências técnicas e incentivar projectos científicos e tecnológicos que conciliem desenvolvimento económico com responsabilidade ambiental e social.

Em linhas gerais, mais do que um espaço de encontros, o Clube de Petróleo nasce como uma comunidade estratégica de conhecimento e cooperação, posicionando Moçambique como referência regional em transição energética e sustentabilidade.

Inscreva-se no seguinte link: www.clubedepetroleo.co.mz/inscricao

Saiba mais sobre o Clube de Petroleo aqui: www.clubedepetróleo.co.mz

Moçambique eleito Melhor Destino Sustentável nos World Tourism Awards 2025

Moçambique foi distinguido com o Prémio de Melhor Destino Sustentável nos World Tourism Awards 2025, cuja cerimónia decorreu na cidade de Bruxelas, na Bélgica.

A distinção reconhece o compromisso do país com a promoção de um turismo responsável, inclusivo e ambientalmente equilibrado, reflectindo o impacto positivo das políticas e iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento das comunidades locais.

Segundo a organização do certame, Moçambique destacou-se pela gestão sustentável dos seus recursos naturais, pelo incentivo ao ecoturismo e pela valorização das tradições culturais como elementos centrais da experiência turística.

O galardão reforça a imagem do país como destino de excelência em África, consolidando a sua posição no panorama internacional do turismo sustentável e abrindo novas oportunidades para atrair investimentos e visitantes conscientes.

Com esta distinção, Moçambique reafirma o seu compromisso com um modelo de crescimento turístico que harmoniza o desenvolvimento económico com a preservação ambiental e o bem-estar das populações.