Wednesday, May 27, 2026
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EDM lança aplicativo para compra de energia

A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) lançou, nesta quarta-feira, na cidade de Maputo, o aplicativo móvel e-EDM e o canal oficial no WhatsApp.

De acordo com uma nota da empresa, as duas plataformas vão permitir que mais de três milhões de clientes possam comprar energia eléctrica e aceder a informações sobre a empresa de forma rápida e segura.

Com uma base de 3,8 milhões de clientes, dos quais 90% usam o sistema pré-pago Credelec, a EDM marca mais um passo importante na modernização dos seus serviços, como resposta às tendências globais de digitalização e aproximando-se ainda mais dos consumidores.

“O aplicativo de tecnologia avançada vai permitir ao cliente adquirir energia através da carteira móvel, visualizar os seus dados, reduzir custos de deslocação e facilitar o atendimento”, disse Joaquim Ou-Chim, presidente do conselho de administração (PCA) da EDM.

Segundo a fonte, o canal oficial no WhatsApp surge como uma nova via de comunicação e interacção com os clientes e parceiros, garantindo respostas mais rápidas e uma maior conectividade.

Através do canal oficial da EDM no WhatsApp, “pretendemos fortalecer a ligação com os nossos clientes e parceiros, promovendo uma comunicação mais próxima e eficiente”, referiu o PCA.

A empresa, que em média faz 1.500 novas ligações por dia, acredita que estas inovações vão melhorar significativamente a experiência do consumidor, tornando o processo de aquisição de energia mais ágil e acessível.

“Com o e-EDM e o canal do WhatsApp, reforçamos o nosso compromisso de oferecer um serviço moderno, eficiente e centrado no cliente, acompanhando o ritmo da transformação digital que o país vive”, concluiu Joaquim Ou-Chim.

O lançamento destas plataformas digitais ee mais uma demostração clara da EDM em continuar a investir em soluções tecnológicas que promovam a inclusão e acesso à energia.

Festival MTN Bushfire 2026 abre inscrições para artistas africanos

O conceituado Festival Internacional de Música e Artes MTN Bushfire já abriu inscrições para artistas que queiram integrar a 19.ª edição do evento, a decorrer de 29 a 31 de Maio de 2026, no espaço House On Fire, em Eswatini.

Reconhecido pela BBC como um dos “principais festivais africanos” e destacado pela CNN entre os “sete festivais de música africanos que tens mesmo de ver”, o MTN Bushfire volta a afirmar-se como um dos maiores palcos de celebração da arte e da diversidade no continente.

Com o lema “Unir África através da Música”, o festival traz de volta o CollaboNation, um projecto anual de colaboração musical que junta artistas de diferentes países e estilos para criar obras originais. A iniciativa culmina com a apresentação das colaborações no palco do festival, reflectindo o espírito de unidade e inovação que caracteriza o evento.

O MTN Bushfire convida artistas visionários e socialmente conscientes a submeterem as suas candidaturas, abrangendo um vasto leque de expressões, música, dança, teatro, poesia falada, comédia, marionetas, cinema, artes visuais e performances itinerantes.

Os seleccionados terão oportunidade de actuar em cinco palcos oficiais, cada um com um conceito próprio, o Palco Principal, vibrante e icónico, o Anfiteatro House On Fire, de imersão artística, o Palco Firefly, de energia intensa, a Bring Your Fire Zone, espaço dedicado à arte e à ação social, e o KidZone, um ambiente familiar e inclusivo.

Inspirado no lema “Bring Your Fire”, o festival procura artistas que usem a arte como instrumento de transformação social e ambiental. Mais do que um espetáculo, o evento é um movimento cultural de impacto positivo, que celebra a diversidade e promove o diálogo criativo entre povos e gerações.

As candidaturas para o MTN Bushfire & CollaboNation 2026 decorrem até 7 de Novembro de 2025, através do formulário disponível no site oficial www.bush-fire.com.

Nos últimos anos, o festival tem contado com forte representação moçambicana, destacando-se nomes como Assa Matusse, Lena Baule e 340ML (2025), Stewart Sukuma e Banda Nkhuvu (2024), e Hood Brodz e Ghorwane (2023), prova da crescente presença e reconhecimento da música nacional no panorama cultural africano.

O MTN Bushfire é hoje um símbolo de criatividade e sustentabilidade, reunindo anualmente mais de 23 mil participantes de 55 países. Para Eswatini e para o continente, continua a ser um espaço de encontro, partilha e inspiração, onde a arte acende o fogo da mudança.

Kenmare quer aumentar compra de serviços nacionais

A mineradora irlandesa, Kenmare Resources, queixa-se da fraca participação de empresas moçambicanas nos concursos públicos para o fornecimento de bens e serviços.

“A participação das empresas moçambicanas não é muito boa. Apesar de nós convidarmos muitas empresas moçambicanas para participar em concursos, estamos ainda num processo de aprendizado em conjunto para sabermos quais são as dificuldades. Temos baixa participação no concurso de empresas moçambicanas” disse fonte da firma citada pela STV cujo nome não apuramos.

Actualmente, o volume de aquisições locais está na a média de 73 milhões de dólares anuais, apesar de haver ainda oportunidades para empresas nacionais colaborarem com a mineradora.

“Maioritariamente, nós compramos fora equipamentos directos dos fabricantes. Isto é que não permite a nossa margem ir além dos 60%, mas ainda existe alguma janela de oportunidade para adicionar mais fornecedores moçambicanos à nossa base de dados e ao nosso volume de compras” disse uma fonte da empresa citada pela STV cujo nome não apuramos.

Em 2023, a Kenmare conseguiu adquirir bens e serviços avaliados em 79 milhões de dólares, e em 2024 foram 77 milhões de dólares, uma variação que se deve às flutuações nas necessidades de equipamentos à medida que os trabalhos decorrem.

TotalEnergies propõe extensão de 10 anos da concessão em Cabo Delgado para compensar prejuízos de US$ 4,5 mil milhões

A TotalEnergies propôs ao Governo moçambicano a extensão por 10 anos da concessão do megaprojecto de gás natural liquefeito (GNL) na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. A empresa francesa alega prejuízos de US$ 4,5 mil milhões devido à suspensão das operações durante quatro anos sob cláusula de força maior, decretada após os ataques terroristas de 2021.

Uma compensação pela paragem forçada

A proposta consta de uma carta assinada pelo presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, endereçada ao Presidente da República, na qual a empresa formaliza o pedido de prorrogação do período de desenvolvimento e produção do campo Golfinho-Atum por uma década.

“A concessionária exige respeitosamente que o Governo conceda uma prorrogação (…) por uma duração de 10 anos”, lê-se na carta, justificando que a medida visa “compensar parcialmente o impacto económico” da suspensão prolongada.

A correspondência confirma também o levantamento da cláusula de força maior, permitindo a remobilização de pessoal e equipamentos em Afungi. Segundo a petrolífera, as condições de segurança estão restabelecidas, criando o ambiente necessário para o relançamento integral do projecto.

Orçamento e cronograma revistos

O documento indica que a TotalEnergies submeteu ao Ministério da Energia o novo orçamento e cronograma, aguardando aprovação do Conselho de Ministros.

“A aprovação deste orçamento revisto cobrirá os custos incrementais incorridos pelo projecto devido a eventos de força maior, que totalizam US$ 4,5 mil milhões”, refere a carta.

A petrolífera recorda que o Governo realizou uma auditoria ao período 2021–2024, cujo relatório ainda é aguardado. A proposta contempla igualmente a optimização das obrigações financeiras da ENH, a empresa estatal moçambicana integrante do consórcio.

Impacto sobre o cronograma e receitas futuras

O período de paralisação alterou substancialmente o calendário de execução: a primeira entrega de GNL, antes prevista para Julho de 2024, foi reagendada para o primeiro semestre de 2029.

Este atraso empurra para o fim da década o início das exportações de gás e o consequente fluxo de receitas fiscais para o Estado moçambicano, um factor que poderá ter implicações significativas nas projecções macroeconómicas do país.

Mercado global de GNL em transformação

A proposta surge num contexto de profunda reconfiguração do mercado internacional de gás natural liquefeito. Segundo o director executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, o mundo assiste a uma “mudança estrutural” no sector, com a rápida expansão da oferta global a transformar o mercado de vendedores num mercado de compradores, provocando queda dos preços e revisões de estratégias comerciais.

Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies.

Para a TotalEnergies, o prolongamento da concessão em Moçambique é também uma forma de ajustar o horizonte financeiro do projecto às novas condições do mercado, preservando a rentabilidade num cenário de pressão competitiva crescente.

Relevância estratégica e desafios de governação

Para Moçambique, o relançamento do Mozambique LNG representa simultaneamente um sinal de confiança internacional e um desafio de governação económica.
O Governo terá de equilibrar a necessidade de atrair investimento estrangeiro directo com a protecção do interesse nacional, assegurando condições justas para a ENH, conteúdo local efectivo e distribuição equitativa das receitas futuras.

Especialistas alertam que qualquer extensão deverá incluir cláusulas de desempenho, metas de investimento e compromissos sociais claros, de modo a garantir que os benefícios do gás se traduzam em crescimento inclusivo, industrialização e criação de emprego.

CASP 2025: Conferência do sector privado prevê mobilizar 1,5 MM$ em projectos para investimentos

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior entidade patronal no País, prevêm discutir projectos de quase 1,5 mil milhões de dólares na 20.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que deverá decorrer em Maputo, de 12 a 14 de Novembro próximo.

Segundo a CTA, tratam-se de projectos voltados para investimentos nas áreas de construção, habitação e urbanização sustentável, sendo que a presente edição deverá reunir mais de dois mil participantes, 10 sessões de alto nível e mais de 50 expositores, nacionais e estrangeiros.

Falando esta sexta-feira (24), durante a cerimónia de apresentação da CASP, o vice-presidente da CTA, Onório Manuel, desafiou o Governo para a plataforma com vista a reforçar a aproximação entre o sector público, o sector privado e os cidadãos.

“Usem esta plataforma para apresentarem soluções, comunicarem reformas, demonstrarem inovação e construírem sinergias que tornem Moçambique mais competitivo, mais produtivo e mais sustentável. Queremos que o sector público utilize esta feira para aproximar-se aproximar do sector privado e dos cidadãos, para apresentar os seus programas, recolher contribuições e acelerar a execução de políticas públicas”, Onório Manuel.

Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, reiterou que o Governo está aberto ao diálogo e à colaboração com o sector privado, com vista a promover parcerias público-privadas no financiamento e construção de habitação a preços acessíveis, particularmente para jovens e famílias de baixa renda.

Área 1: TotalEnergies anuncia retoma do projecto de gás natural do Rovuma

A multinacional francesa TotalEnergies anunciou o levantamento da cláusula de “força maior” declarada em 2021, no projecto de exploração de gás natural da Área 1, na Península de Afungi, em Cabo Delgado, na sequência da deterioração das condições de segurança devido aos ataques terroristas.

A decisão da retoma do projecto foi anunciada pelo CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, depois de um acordo com o Governo quanto ao custo adicional causado pela longa paralisação.

CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné

“O consórcio Mozambique LNG decidiu levantar a declaração de força maior, tendo a Presidência da República de Moçambique sido oficialmente informada na sexta-feira [24 de Outubro corrente], por meio de uma carta protocolar”, refere a petrolífera francesa, sublinhando que “o levantamento da força maior representa uma etapa final antes da retoma completa do projecto”.

Para o efeito, o Governo moçambicano, através do Conselho de Ministros deverá aprovar um aditamento ao plano de desenvolvimento, que inclui o orçamento e o cronograma actualizados.

Recorde-se que a cláusula de “Força Maior” foi accionada em Março de 2021 na sequência do agravamento da insegurança no distrito de Palma, província de Cabo Delgado.

CTA diz que saída de Moçambique da lista cinzenta do GAFI vai impulsionar ambiente de negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirma que a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) vai impulsionar o ambiente de negócios e facilitar as transações interbancárias a nível internacional.

A CTA descreve a saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, GAFI, como um momento histórico, sublinhando que a decisão representa a recuperação da reputação do país no cenário internacional.

Com a saída de Moçambique do grupo dos países menos desejados no comércio internacional, o sector privado prevê maiores facilidades nas transações internacionais, bem como a redução das taxas de juro no acesso ao crédito e financiamento fora do país.

Foram necessários três anos de cumprimento rigoroso das exigências do GAFI. O sector privado garante estar pronto para ajudar o país a manter-se na linha, evitando quaisquer deslizes futuros.

A decisão do Grupo de Acção Financeira Internacional foi tomada durante a sessão plenária realizada em Paris, França, após Moçambique ter cumprido o plano de acção em 26 pontos, com destaque para o combate ao financiamento do terrorismo e ao branqueamento de capitais.

Fonte: O País

VII Feira Anual de Gemas decorre em Nampula com foco na luta contra a mineração ilegal

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), através do Museu Nacional de Geologia, em coordenação com a Unidade de Gestão do Processo Kimberley, Instituto Nacional de Minas, e o Serviço provincial de Infra-estruturas de Nampula, realizam a VII Edição da Feira Anual de Gemas de Nampula (FAGENA).

Neste contexto, o governo moçambicano anunciou, na cidade de Nampula, a criação de uma plataforma estratégica que reunirá diversos intervenientes do sector mineiro, com o objectivo de encontrar soluções para o combate ao contrabando de minérios e à mineração ilegal no país.

Segundo autoridades, o Estado tem perdido elevadas somas anuais devido ao contrabando, tornando urgente a implementação de medidas coordenadas entre empresas, sector privado e entidades governamentais. “Estamos a criar um espaço de diálogo e cooperação para encontrarmos uma saída colectiva, porque o contrabando não prejudica apenas o Estado, mas todo o sector”, afirmou um representante do governo durante o lançamento da VII Feira Anual de Gemas, evento que decorre ao longo de três dias em Nampula.

A feira, considerada uma montra estratégica dos recursos geológicos da província, reúne especialistas nacionais e internacionais, e tem como objectivo promover os minérios, gemas e geociências locais. “O que apresentamos aqui não é apenas uma feira, é uma visão, a visão de um país que aposta no desenvolvimento através do aproveitamento racional e sustentável dos seus recursos”, acrescentou a fonte.

O evento também foi palco de debates sobre os desafios enfrentados pelo sector na província. Entre os problemas apontados estão os altos custos de investimento, o longo período necessário para implantação de indústrias e a necessidade de formalização de operadores locais, garantindo que a exploração mineral gere valor económico e social para as comunidades.

A VII Feira de Gemas promete ainda estimular parcerias e investimentos, reforçando o compromisso de Moçambique com a transparência, sustentabilidade e crescimento do sector mineiro.

Capacitação empresarial abre portas para MPMEs no Corredor Logístico de Nacala

Mais de 5.000 empresas foram capacitadas e 15 milhões de dólares disponibilizados em subvenções, através do Projecto Conecta Negócios iniciativa do Governo de Moçambique coordenada pelo Ministério das Finanças e financiada pelo Banco Mundial.

A iniciativa aposta na certificação, profissionalização e financiamento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), preparando-as para integrarem as cadeias de fornecimento de grandes empreendimentos em Moçambique, com enfoque para o Corredor Logístico de Nacala, província de Nampula, zona norte.

Os dados foram partilhados hoje, em Nampula, por Joel Sauane, especialista de desenvolvimento empresarial do Conecta Negócios na região, no quadro de uma missão de supervisão em curso  na província de Nampula, destacando que o projecto já alcançou importantes marcos na sua implementação.

“O processo de capacitações tem a sua coordenação a nível das províncias de Nampula, Tete e Cabo Delgado, que são as prioritárias, com o acompanhamento da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) como entidade co-implementadora do projecto”, disse.

Explicando a filosofia das acções em curso, assegurou que, as formações são estruturadas em duas abordagens: ligações à montante, destinadas às PMEs com potencial de fornecer a megaprojectos, e ligações de consumo, voltadas para microempresas com menor estrutura.

“As PMEs são capacitadas numa primeira fase em gestão de negócios, inclusão de género, competitividade verde e competências digitais. Na segunda fase, passam para o processo de certificação ISO 9001, necessária para fornecer bens e serviços aos megaprojectos, e depois podem concorrer às subvenções”, explicou Sauane.

Segundo a fonte, a meta global é capacitar 9.000 MPMEs, das quais já foram formadas 6.000, das quais 2.900 sediadas em Nampula, onde a meta é de atingir 3.000.

Garantiu que, para apoiar financeiramente estas empresas, estão disponíveis 15 milhões de dólares em subvenções, divididos igualmente em 7,5 milhões para microempresas e 7,5 milhões para PMEs.

Empresários da província de Nampula que participam no programa de capacitações já sentem os benefícios e falam de melhoria de actuação.

Hegínio Mussequece, da Prestígio Construções, falou das suas expectativas. “Aprendemos ferramentas com foco em resultados. A nossa expectativa é conseguirmos certificações que nos permitam participar nos grandes projectos em curso na província de Nampula e não só. Pretendemos concorrer para a subvenção para alavancar o nosso negócio com aquisição de equipamentos”, disse.

Linda Nhalate, que actua no ramo de mariscos em Nampula e Mongicual, elogia a componente de gestão aprendida nas formações. “Vai-nos ajudar a implementar procedimentos administrativos mais profissionais, e isso fará a empresa crescer. Esperamos continuar a expandir e recrutar mais jovens”. A sua empresa conta com 12 trabalhadores fixos e 40 sazonais.

Com execução prevista até 2027, o Conecta Negócios é um projecto estruturante, que visa preparar as MPMEs moçambicanas para concorrerem em mercados mais exigentes, posicionando-as como parceiras estratégicas do desenvolvimento económico nacional.

Sasol lidera Índice de Transparência no Sector Extractivo 2025

  • Kenmare Resources distinguida com o Prémio Padrão-Ouro de Excelência em Transparência

A Sasol Petroleum Temane foi consagrada vencedora da 5ª edição do Índice de Transparência no Sector Extractivo (ITSE), com uma pontuação de 73,68%, classificando-se com desempenho “Bom” e destacando-se pela sua transparência quase perfeita nas componentes Social e Ambiental.

A cerimónia de premiação, realizada em Maputo, reuniu representantes de empresas mineiras e petrolíferas, autoridades reguladoras, parceiros de desenvolvimento e organizações da sociedade civil, num evento que reafirmou o compromisso do sector com a boa governação, a ética corporativa e a sustentabilidade ambiental.

O ITSE, iniciativa que avalia anualmente o grau de transparência e responsabilidade das empresas que operam no sector extractivo moçambicano, reconheceu ainda a Kenmare Resources plc. com o Prémio Padrão-Ouro de Excelência em Transparência 2025, a mais alta distinção atribuída pelo índice. Esta categoria é reservada à empresa que, ao longo do tempo, demonstra um desempenho consistentemente superior, tornando-se referência e benchmark para todo o sector.

Em segundo lugar, com 73,24%, ficou a Montepuez Ruby Mining (MRM), cujo desempenho foi descrito como “extremamente sólido e equilibrado”. O reconhecimento reforça a capacidade da empresa em implementar práticas de transparência e responsabilidade social num dos segmentos mais sensíveis e complexos da indústria mineira, o das gemas preciosas.

O terceiro lugar foi atribuído à Twigg Exploration & Mining, Lda, que obteve 62,40%, também com classificação “Bom”. A empresa destacou-se pelo seu forte desempenho em Governação Corporativa e Responsabilidade Social, consolidando a sua presença entre as mais comprometidas com as boas práticas de gestão e comunicação no sector extractivo.

Prémios Especiais e Menções

O Prémio Especial de Transparência Ambiental 2025 foi igualmente conquistado pela Sasol Petroleum Temane, em reconhecimento pelo seu esforço na divulgação clara e detalhada dos seus impactos e práticas ambientais, uma dimensão que, segundo os avaliadores, continua a apresentar um dos piores desempenhos médios do sector.

Por outro lado, o Prémio Fóssil da Opacidade 2025, uma distinção irónica que expõe as empresas mais resistentes à transparência e que registam retrocessos significativos, foi atribuído à Vulcan Resources. A entidade foi considerada o caso mais grave de estagnação, tendo, segundo o ITSE, regredido em transparência e compromisso institucional, apesar da sua relevância económica e operacional no país.

A Menção Honrosa “Salto Quântico em Transparência 2025” foi igualmente para a Sasol Petroleum Temane, pela sua evolução qualitativa e mudança de postura, traduzida em melhorias expressivas nos indicadores de comunicação pública, sustentabilidade e governação.

Compromisso com a transparência e o desenvolvimento sustentável

O ITSE reafirma-se, assim, como uma ferramenta de monitoria e incentivo à boa governação corporativa, ao promover um ambiente empresarial baseado na confiança, na prestação de contas e na partilha pública de informação.

A edição de 2025 reflecte um avanço progressivo na cultura de transparência no sector extractivo moçambicano, ainda que persistam desafios estruturais, sobretudo na divulgação de dados ambientais e na responsabilização pública das empresas.

Com esta premiação, Moçambique reafirma a importância da transparência como pilar do desenvolvimento sustentável, da atracção de investimento responsável e da consolidação da confiança entre empresas, Estado e comunidades locais.