Thursday, September 3, 2026
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Juros da dívida de Moçambique com maior queda desde 2018

Os juros da dívida de Moçambique conheceram a maior queda desde 2018, depois de o presidente da República, Daniel Chapo, ter anunciado que o governo espera negociar um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI), escreve a Bloomberg, agência norte-americana de notícias sobre economia.

“Os títulos da dívida de Moçambique tiveram a melhor prestação entre as economias emergentes, depois de o presidente do país anunciar que espera alcançar o acordo de um novo programa com o Fundo Monetário Internacional, no início do próximo ano”, refere a Bloomberg.

Os juros do Eurobond caíram para 12,5%, registando a maior queda desde 2018, assinala.

A “performance” culminou, por um momento, com a saída de Moçambique da zona de penumbra em que se encontrava desde as convulsões eleitorais do ano passado.

A queda reacendeu a atenção dos mercados internacionais e abriu uma janela de confiança, num momento em que o país procura recuperar estabilidade económica.

“Não é uma mudança estrutural, mas é a primeira vez, em muito tempo, que sentimos um alívio que não nasce do acaso”, comentou um gestor em Maputo.

Um economista da UEM alerta que “os mercados são extremamente sensíveis a sinais de disciplina” e “mesmo antes de reformas concretas, o simples gesto político de retomar um diálogo formal com o FMI é interpretado como vontade de corrigir o rumo”.

“É uma promessa de estabilidade, não a estabilidade em si”, acrescenta.

A Bloomberg cita a contratação pelo governo da consultora Alvarez & Marsal, vista no sector financeiro como um movimento de maturidade institucional e como sinal do compromisso com um processo de reestruturação da dívida mais técnico, transparente e mais alinhado com práticas internacionais.

A queda dos juros não resolve os problemas do país, mas ajuda a aliviar a pressão psicológica que domina os meses de incerteza.

Nos corredores dos Bancos comerciais, onde a prudência sempre se adiantou ao optimismo, começa agora a surgir a ideia de que este ciclo político traz uma recomposição gradual das relações entre Moçambique e os seus credores.

Um gestor de um grande Banco sul-africano, que acompanha a carteira moçambicana há quase uma década, descreve a mudança em termos simples: “O país passa a parecer menos imprevisível (…). Se o governo conseguir passar das intenções às estruturas, o preço da dívida ainda pode recuar mais”, frisa.

Novo Preçário Millennium BIM 2026: O Que Muda nos Serviços Bancários em Moçambique

O Millennium BIM acaba de anunciar uma actualização importante no seu preçário de serviços bancários, que entrará em vigor a 6 de Janeiro de 2026. Esta mudança afecta milhares de clientes em todo o país e, consequentemente, traz alterações significativas nas comissões e encargos cobrados pelo banco. Neste artigo, portanto, vamos explorar em detalhe o que muda e como isso pode impactar o seu bolso.

O Que é o Preçário Bancário?

O preçário bancário é um documento oficial que apresenta todas as comissões e encargos cobrados por uma instituição financeira pelos seus serviços. Em Moçambique, este documento é regulado pelo Banco de Moçambique através do Aviso nº 13/GBM/2017, com alterações introduzidas pelo Aviso nº 19/GBM/2017. Assim sendo, garante-se transparência nas operações bancárias em todo o sistema financeiro.

Neste sentido, o Millennium BIM disponibiliza dois tipos de preçário: o simplificado e o completo. Enquanto o preçário simplificado apresenta os serviços mais comuns utilizados pelos clientes, o documento completo, por outro lado, detalha a totalidade das comissões praticadas pela instituição. Consequentemente, os clientes podem escolher a versão mais adequada às suas necessidades de informação.

Principais Alterações nas Contas Bancárias

Contas à Ordem

De forma geral, as contas correntes mantêm-se gratuitas na abertura e manutenção durante os primeiros 24 meses. Contudo, após este período, é cobrada uma taxa de inactividade de 75 MZN para contas que permaneçam inactivas. Desta forma, o banco incentiva os clientes a manterem as suas contas activas.

Relativamente às consultas de saldo, o preçário estabelece valores diferenciados conforme o canal utilizado. Vejamos então os custos por canal:

  • Balcão: 100 MZN
  • ATM: 6 MZN
  • Internet Banking: Grátis
  • Mobile Banking: Grátis
  • Agentes Jájá: 7 MZN
  • Linha de apoio ao cliente: 6 MZN

Contas Poupança

Por outro lado, uma das grandes vantagens das contas poupança é que não há cobrança de taxas de inactividade nos primeiros 12 meses. Além disso, as consultas de saldo e emissão do primeiro extracto mensal continuam gratuitas em todos os canais digitais. Desta maneira, o banco incentiva a poupança entre os moçambicanos, promovendo simultaneamente a educação financeira.

Cartões Bancários: Novos Custos e Anuidades

Cartões de Débito

Actualmente, o Millennium BIM oferece várias categorias de cartões de débito, cada uma com custos específicos. Importa referir que os preços variam significativamente entre as diferentes modalidades.

Cartões Não Personalizados: Em primeiro lugar, a primeira emissão destes cartões é gratuita. No entanto, a anuidade para cartões Classic é de 385 MZN. Curiosamente, o Cartão Estudante mantém-se gratuito, beneficiando assim os jovens estudantes.

Cartões Personalizados: Em contrapartida, os cartões personalizados apresentam valores mais elevados. Neste segmento, encontramos:

  • Cartão Classic: 395 MZN/ano
  • Cartão Platinum: 600 MZN/ano
  • Cartão Prestige: 1.000 MZN/ano
  • Cartão Mulher: 150 MZN/ano (valor promocional)
  • Cartão TOP: 850 MZN/ano
  • Cartão Jájá: Gratuito (mantém o incentivo à inclusão)

Cartões de Crédito

Por sua vez, os cartões de crédito apresentam anuidades mais elevadas e taxas de juro significativas. Especificamente, o Cartão Classic tem uma primeira anuidade de 800 MZN. Adicionalmente, a taxa de juro mensal é de 3%, o que corresponde a uma taxa anual de 36%.

Importa salientar que o Millennium BIM oferece opções flexíveis de pagamento. Portanto, os clientes podem escolher amortizações entre 10% e 100% do valor devido, tendo assim maior controlo sobre as suas finanças. Esta flexibilidade é particularmente útil em períodos de maior aperto financeiro.

Cartões Pré-Pagos

Alternativamente, para quem procura maior controlo sobre os gastos, o banco disponibiliza cartões pré-pagos. Nesta categoria, o Cartão ON tem uma anuidade de 300 MZN. Igualmente, a substituição deste tipo de cartão custa 300 MZN.

Operações em ATM: O Que Precisa Saber

No que diz respeito às operações realizadas através de caixas automáticos, estas têm custos específicos que variam conforme a localização. Vejamos então as diferenças entre operações nacionais e internacionais.

No País: Em território nacional, os primeiros dois levantamentos mensais são gratuitos. Posteriormente, os levantamentos subsequentes custam 9,5 MZN. Quanto às consultas de saldo com impressão, estas custam 6 MZN, embora as primeiras duas sejam gratuitas. Entretanto, as consultas de saldo sem impressão permanecem totalmente gratuitas.

No Estrangeiro: Entretanto, as operações internacionais são consideravelmente mais dispendiosas. Assim, o levantamento de numerário custa 245 MZN. Além disso, aplica-se uma sobretaxa de 8% (OIF) para transacções Visa Internacional. Por conseguinte, é aconselhável planear bem os levantamentos no estrangeiro.

Transferências: Custos Diferenciados

Transferências Nacionais

De acordo com o novo preçário, estabelecem-se diferentes valores para transferências dentro de Moçambique. Neste contexto, é importante distinguir entre operações intrabancárias e interbancárias.

Intrabancárias (entre contas Millennium BIM): Primeiramente, as transferências entre contas do mesmo titular são gratuitas (até duas por mês no balcão/ATM). Depois disso, as transferências entre titulares diferentes no balcão custam 130 MZN. Comparativamente, via Mobile Banking o custo reduz para apenas 6 MZN. Similarmente, via Internet Banking o valor é de 7 MZN.

Interbancárias (para outros bancos): Comparativamente, as transferências para outros bancos custam significativamente mais. No balcão, o custo é de 450 MZN. Em contrapartida, no ATM o valor baixa para 110 MZN. Por outro lado, via Internet Banking custa 120 MZN, enquanto via Mobile Banking o custo é de 100 MZN. Claramente, os canais digitais oferecem melhores tarifas.

Transferências Internacionais

Quanto às operações internacionais via Swift, os custos são consideravelmente mais elevados. Assim sendo, uma transferência enviada custa 0,25% do valor (mínimo 1.000 MZN, máximo 22.400 MZN). Simultaneamente, uma transferência recebida para clientes BIM custa 575 MZN ou 9 USD. Adicionalmente, as despesas de comunicação variam entre 30 e 40 USD conforme o destino (África, Europa ou resto do mundo).

Cheques: Ainda Vale a Pena?

Apesar da crescente digitalização dos serviços financeiros, o uso de cheques mantém-se relevante para determinadas operações comerciais. Neste segmento, os preços são os seguintes:

  • Caderneta de 10 cheques: 305-365 MZN (conforme o tipo de conta)
  • Caderneta de 30 cheques: 900-1.050 MZN
  • Caderneta de 100 cheques: 2.520-3.045 MZN

Neste contexto, a devolução de cheques por insuficiência de fundos tem uma penalização de 2.300 MZN, um valor bastante significativo. Por conseguinte, é absolutamente essencial manter sempre provisão suficiente na conta. De facto, esta penalização serve como forte dissuasor contra a emissão de cheques sem cobertura.

Créditos: Taxas de Juro e Comissões

Crédito à Habitação

Para aqueles que procuram financiamento imobiliário, o Millennium BIM apresenta condições específicas. Em primeiro lugar, a organização de processo custa 20.000 MZN. Seguidamente, a taxa de juro anual é de PRSF + 8%, variando conforme o LTV (Loan to Value). Adicionalmente, a avaliação de imóvel em Maputo e Matola custa 9.000 MZN. Portanto, é importante incluir estes custos iniciais no planeamento financeiro.

Crédito de Rendas

Simultaneamente, os empréstimos pessoais apresentam taxas variáveis. Neste âmbito, a organização de processo custa 0,25% (mínimo 1.200 MZN, máximo 10.000 MZN). Por outro lado, a taxa de juro anual para contas empréstimo é de PRSF + 11%. Especificamente, o crédito automático para funcionários públicos varia entre 22% e 27%, dependendo se há ou não retenção na fonte.

Serviços Digitais: Internet Banking e Mobile Banking

Neste aspecto, o banco continua a promover fortemente a utilização de canais digitais. De facto, a subscrição de Internet Banking é totalmente gratuita. Igualmente, a taxa mensal e anual é gratuita. Além disso, as transferências entre contas do mesmo titular não têm qualquer custo. Finalmente, a primeira transferência diária via canais digitais também é grátis.

Desta maneira, esta estratégia inteligente incentiva os clientes a reduzirem visitas aos balcões, poupando simultaneamente tempo e dinheiro. Adicionalmente, os serviços digitais oferecem maior conveniência e disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana. Consequentemente, a banca digital torna-se cada vez mais atractiva para os utilizadores moçambicanos.

Garantias Bancárias e Outros Serviços

No que concerne a empresas e particulares que necessitem de garantias bancárias, os custos são os seguintes. Em primeiro lugar, a constituição de serviço nacional custa 5.000 MZN. Posteriormente, há uma comissão trimestral que varia entre 0,50% e 1,25% conforme o tipo de garantia. Por fim, as garantias internacionais custam 5.112 MZN ou 80 USD.

Serviços Gratuitos: O Que Não Paga

Por outro lado, é particularmente importante destacar os serviços que permanecem gratuitos. Felizmente, a lista inclui:

  • Abertura de conta bancária
  • Manutenção de conta (primeiros 24 meses)
  • Primeira emissão normal de cartão de débito
  • Consultas de saldo sem impressão
  • Utilização de cartão no pagamento de bens e serviços
  • Primeiras duas alterações de PIN por mês
  • Encerramento de conta bancária

Evidentemente, estes serviços gratuitos representam uma vantagem significativa para os clientes. Além disso, demonstram o compromisso do banco com a inclusão financeira.

Conta Básica ou Simplificada: Benefícios Especiais

Com o objectivo específico de promover a inclusão financeira, o Millennium BIM oferece a Conta Básica com vantagens particulares. Nesta modalidade, os primeiros três levantamentos mensais em ATM são gratuitos. Adicionalmente, um levantamento mensal no balcão até 3.000 MZN também não tem custos. Igualmente, as primeiras três impressões de saldo, NIB/IBAN e movimentos são grátis. Finalmente, as primeiras duas transferências mensais até 1.000 MZN são gratuitas.

Como Consultar o Preçário

Consequentemente, para aceder à informação completa, o preçário completo e simplificado está disponível em diversos locais. Em primeiro lugar, pode consultá-lo em todos os balcões do Millennium BIM. Alternativamente, está disponível no website oficial: www.millenniumbim.co.mz. Por fim, também pode aceder através da aplicação móvel do banco.

Recomendações para Clientes

Tendo em conta a entrada em vigor destas alterações substanciais, recomenda-se vivamente:

  1. Primeiramente, rever o seu pacote de serviços bancários
  2. Seguidamente, privilegiar o uso de canais digitais para poupar em comissões
  3. Posteriormente, manter as contas activas para evitar taxas de inactividade
  4. Além disso, comparar os custos dos diferentes tipos de cartões
  5. Finalmente, planear transferências para aproveitar as operações gratuitas

Reclamações e Apoio ao Cliente

Em caso de dúvidas ou reclamações, o Millennium BIM disponibiliza vários canais. Assim, pode contactar:

  • Linha gratuita: 800 35 00
  • Telefone: (+258) 21 35 00 35
  • Email: cac@millenniumbim.co.mz
  • Alternativamente, Departamento de Supervisão Comportamental do Banco de Moçambique: bm_reclamacoes@bancomoc.mz

Conclusão

Em suma, a actualização do preçário do Millennium BIM, que entra em vigor a 6 de Janeiro de 2026, traz mudanças importantes nas comissões e encargos bancários. Enquanto alguns serviços mantêm-se gratuitos, outros, em contrapartida, apresentam aumentos que exigem atenção dos clientes.

De facto, a tendência é absolutamente clara: o banco incentiva fortemente o uso de plataformas digitais, onde os custos são significativamente menores. Consequentemente, os clientes que adoptarem o Internet Banking e o Mobile Banking conseguirão reduzir substancialmente as suas despesas bancárias mensais.

Finalmente, é fundamental que cada cliente analise cuidadosamente o seu perfil de utilização e ajuste os seus hábitos bancários para optimizar custos. Além disso, a transparência deste novo preçário, em conformidade com as regulamentações do Banco de Moçambique, permite uma melhor gestão financeira tanto pessoal como empresarial.

Para mais informações detalhadas, consulte os documentos oficiais do preçário nos balcões do Millennium BIM ou, alternativamente, no website oficial do banco.

AIMO acolhe em Maputo 3.ª Competição Continental Africana de Soldadura

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) anunciou a realização da 3.ª edição da TWF Continental Welding Competition (TWF CWC), um evento de dimensão continental que visa valorizar, testar e elevar as competências técnicas dos soldadores africanos, promovendo a excelência na formação profissional e na prática industrial.

A competição decorrerá de 22 a 25 de Março de 2026, na cidade de Maputo, e integra a 4.ª Assembleia Anual da The Welding Federation (TWF), reunindo soldadores, centros de formação técnica, especialistas internacionais e empresas do sector industrial, num espaço de aprendizagem, partilha de conhecimento e reforço das redes profissionais a nível africano.

Segundo a AIMO, esta terceira edição permitirá igualmente destacar a qualidade dos sistemas de formação técnica existentes no continente, ao mesmo tempo que promove o aprofundamento das metodologias de treino prático, através da troca de experiências, observações técnicas e contributos directos de profissionais da área da soldadura.

A competição será disputada em três categorias técnicas, nomeadamente GTAW + SMAW, SMAW e GMAW, reflectindo os principais processos utilizados na indústria moderna.

A AIMO convida empresas industriais, centros de formação profissional e especialistas em soldadura a participarem neste evento continental, reafirmando o compromisso com a qualificação técnica, a empregabilidade e o desenvolvimento industrial sustentável em Moçambique e em África.

Mais informações sobre o evento e o processo de inscrição estão disponíveis no portal oficial: www.twfassembly2026.org.

M-Pesa e GIZ assinam parceria para impulsionar a inclusão financeira no país

Memorando entre M-Pesa e GIZ reforça a inclusão digital e desenvolvimento económico em Moçambique

A Vodafone M-Pesa Moçambique e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit-GIZ formalizaram recentemente, um memorando de entendimento que marca um passo significativo no fortalecimento da inclusão financeira e do desenvolvimento económico no país.

A assinatura do documento reuniu representantes das organizações e parceiros do sector financeiro e tecnológico, consolidando um esforço conjunto em prol da inovação e do impacto social. O Memorando estabelece uma parceria de longo prazo voltada para o desenvolvimento de soluções financeiras digitais adaptadas às necessidades das comunidades rurais, pequenos agricultores, micro e pequenas empresas, mulheres e jovens.

Entre os objectivos principais, destaca-se a criação de produtos e serviços financeiros inovadores, a implementação de iniciativas de educação financeira e a ampliação do acesso a serviços digitais, utilizando a extensa rede de agentes e comerciantes do M-Pesa para alcançar áreas tradicionalmente pouco atendidas.

“A assinatura deste Memorando representa um marco importante na nossa missão de expandir o acesso a serviços financeiros digitais em todo o país. Nosso compromisso é criar soluções que promovam a inclusão, a capacitação e oportunidades para as comunidades que historicamente enfrentam barreiras ao desenvolvimento económico.” Sérgio Gomes, Director-Geral da Vodafone M-Pesa Moçambique, destacou.

O acordo incorpora também o conceito de Aldeia Digital, que servirá como quadro unificador para as iniciativas, oferecendo uma abordagem integrada que conecta tecnologia, educação e serviços financeiros. Essa visão pretende empoderar as comunidades, promovendo a autonomia económica e estimulando o crescimento sustentável em regiões rurais do país.

“A cooperação com o M-Pesa demonstra como a parceria entre o sector privado e a cooperação internacional pode gerar impacto. Estamos confiantes de que esta iniciativa irá transformar o acesso a serviços financeiros, fortalecendo as micro e pequenas empresas, contribuindo para o desenvolvimento económico e social do país.”

Silke Hansen- Directora de Programas de Desenvolvimento do Sector Privado e Financeiro da GIZ. A parceria também prevê fases de teste-piloto para avaliar a relevância e escalabilidade dos novos produtos financeiros, assegurando que cada solução seja adaptada às necessidades locais. Além do impacto económico, o Memorando reforça o compromisso das organizações com a inovação social e a construção de capacidades.

Espera-se que os projectos resultantes desta parceria sirvam de referência para futuras iniciativas de inclusão financeira e digital, criando um efeito multiplicador que alcance comunidades em diferentes regiões do país.

CFO Moçambique integra plataforma executiva internacional e reforça redes de liderança financeira

A comunidade de directores financeiros em Moçambique dá um passo decisivo no fortalecimento das redes de liderança corporativa, ao integrar-se formalmente à plataforma Executive Communities. A iniciativa, liderada pela moçambicana Huruda de Castro, torna-se a primeira comunidade não anglófona do grupo, marcando um avanço significativo na expansão para países lusófonos.

A partir de janeiro de 2026, a Executive Communities passa a operar uma comunidade dedicada aos líderes financeiros nacionais, combinando a visão estratégica da equipa internacional com a experiência e conhecimento local de Huruda de Castro, que assume a gestão da plataforma no país. Pela primeira vez, o portal, a revista e os debates promovidos nos eventos serão realizados em língua portuguesa, ampliando o alcance e a inclusão dos executivos moçambicanos.

“Estamos extremamente entusiasmados com o lançamento desta nova comunidade no belo país que é Moçambique, num momento em que a Executive Communities reforça a sua presença no continente africano”, afirmou Joël Roerig, director-geral da organização. Para Roerig, o dinamismo demonstrado pelos executivos de finanças, recursos humanos e tecnologia na África Austral e Oriental tem estimulado novas iniciativas. “Encontrar a Huruda como parceira, com profundo conhecimento do contexto local, é uma enorme mais-valia.”

A preparação desta nova fase contou com um impulso adicional, desde agosto de 2024, Huruda vinha reunindo CFOs em Maputo sob a designação CFO Forum Moçambique, inspirada na bem-sucedida experiência sul-africana. O trabalho desenvolvido naquele período criou as bases ideais para o lançamento oficial da comunidade no próximo ano.

“Pelas inúmeras conversas que tenho tido com CFOs do país, fica claro que uma comunidade bem estruturada trará benefícios significativos aos profissionais, às empresas e à economia nacional”, sublinhou Huruda de Castro, destacando o valor da parceria com especialistas da Executive Communities. “Estamos a criar algo que realmente fará diferença, e estou ansiosa por contribuir para que a CFO Moçambique seja um sucesso.”

O portal oficial da CFO Moçambique será disponibilizado ao público em fevereiro, antecedendo o CFO Summit, marcado para 12 de março, em Maputo. Estão igualmente previstos outros encontros em maio e agosto, além da publicação de uma revista especializada. Georgina Guedes, responsável pelo crescimento e governance da Executive Communities e que participou no primeiro CFO Forum Moçambique irá desempenhar um papel chave na implementação do programa no país.

“Na Executive Communities acreditamos no poder transformador das comunidades profissionais”, afirmou Georgina, destacando o compromisso do grupo em impulsionar conhecimento, redes de contacto e carreiras de executivos através de eventos, conteúdos e interações de elevado rigor. “Com presença na África do Sul, Quénia, Tanzânia, Uganda e Ruanda, a chegada a Moçambique reforça o nosso compromisso inabalável com a construção de comunidades executivas.”

Os executivos financeiros moçambicanos interessados em integrar esta nova plataforma podem contactar Huruda de Castro através do endereço hcastro@exco.org.

“+Emprego II” duplica orçamento para 637,5 milhões

O Governo, a União Europeia, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua acabam de lançar a segunda fase do projecto “+Emprego II”, uma iniciativa destinada a reforçar a formação profissional, o empreendedorismo juvenil e a criação de oportunidades de emprego digno nas províncias de Cabo Delgado e Nampula.

Com um investimento de 8,5 milhões de euros (637,5 milhões de meticais), sendo 6,5 milhões financiados pela União Europeia e dois milhões co-financiados pelo “Camões”, que também assegura a gestão do “+Emprego II”, o projecto duplica o orçamento da primeira etapa.

Na cerimónia em Nampula, Ilaria Vanzin, representante da Delegação da União Europeia em Moçambique, destacou o projecto como sendo “um dos pilares da abordagem Team Europe, alinhado com a Estratégia Global Gateway, que privilegia o investimento em infra-estruturas, conectividade e capacitação de jovens para responder às exigências das transições verde e digital”.

Jorge Monteiro, embaixador de Portugal em Moçambique, salientou a importância estratégica da intervenção em Nampula: “Portugal está muito atento à realidade moçambicana e aos desafios que o país enfrenta. Nampula é, hoje, a província com maior crescimento populacional em termos nacionais, o que cria uma enorme pressão sobre o emprego, a educação e a saúde.”

No evento de lançamento do projecto foram assinados acordos de parceria entre o “Camões” e três dos onze parceiros moçambicanos do projecto, designadamente com o Instituto Nacional de Emprego (INEP), Instituto Industrial e Comercial de Pemba (IICP) e Instituto Médio Politécnico da Ilha de Moçambique (IMPIM).

A directora dos Serviços Centrais de Emprego do INEP, Sandra Alfeu Menete, afirmou que a segunda fase nasce das lições aprendidas num contexto desafiante: “O +Emprego I exigiu que o INEP se reinventasse, mantendo os resultados, apesar da saída dos megaprojectos em Cabo Delgado.”

Sector bancário mantém trajectória de recuperação e consolidação, revela nova pesquisa da KPMG

A mais recente pesquisa da KPMG sobre o desempenho do sector bancário moçambicano, referente ao exercício de 2024, revela um cenário marcado por crescimento dos depósitos, reforço da solvabilidade e melhoria gradual da rentabilidade, apesar de desafios persistentes relacionados ao crédito malparado e à eficiência operacional. À semelhança de relatórios anteriores, o estudo detalha a evolução individual das principais instituições financeiras do país, apresentando rankings sobre depósitos, lucros, retorno sobre fundos próprios, eficiência, rácio de crédito vencido e duvidoso, bem como rácio de solvabilidade.

O setor bancário registou um aumento significativo no volume total de depósitos, passando de 634,4 mil milhões de meticais em 2023 para 715,4 mil milhões de meticais em 2024. O BCI — Banco Comercial e de Investimentos, SA, e o BIM — Banco Internacional de Moçambique, SA mantêm a liderança, com depósitos acima de 180 mil milhões de meticais cada, reforçando a sua posição dominante no mercado, enquanto o Standard Bank Moçambique segue na terceira posição, também com crescimento expressivo. Este aumento global evidencia a recuperação da confiança dos depositantes e um ambiente económico relativamente estável, apesar das pressões inflacionárias e do abrandamento da economia global.

No que toca a lucros, as instituições bancárias apresentaram um resultado agregado de 20,6 mil milhões de meticais em 2024, superando os 19,9 mil milhões registados em 2023. O Standard Bank lidera o ranking com mais de 6,1 mil milhões de meticais, seguido pelo BCI e pelo BIM, refletindo maior eficiência na gestão de ativos, expansão do crédito e controlo rigoroso dos custos operacionais.

No indicador de retorno sobre o capital próprio (ROAE), o destaque vai para o First Capital Bank, que alcançou uma rentabilidade de 45,19%, superando largamente a média do setor, situada em 13,91%. Outras instituições que se destacam incluem o United Bank for Africa (UBA) com 22,72%, Nedbank Moçambique com 19,78% e o BCI com 19,14%, mostrando capacidade de gerar lucros consistentes a partir dos seus recursos próprios, num ambiente ainda desafiante.

Apesar dos resultados positivos em rentabilidade, a eficiência operacional continua a representar um desafio. O rácio de eficiência, que compara custos com rendimentos, situou-se em 57,65%, ligeiramente melhor que em 2023. O Banco Letshego apresentou o melhor desempenho, com 18,76%, seguido do First Capital Bank, demonstrando elevada capacidade de gestão de custos. No entanto, algumas instituições registraram rácios acima de 80% e até 100%, evidenciando a necessidade de reestruturação e digitalização para reforçar a competitividade.

O crédito malparado permanece como uma preocupação para o setor, com o rácio de crédito vencido e duvidoso a subir para 9,70%, acima dos 8,66% registados no ano anterior. Este aumento reflete pressão sobre a capacidade de pagamento dos clientes, sobretudo empresas. Microbanco Confiança (1,24%), Standard Bank (2,33%) e FNB Moçambique (2,34%) apresentaram os melhores indicadores, enquanto algumas instituições ultrapassaram os 12% a 22%, representando riscos para a estabilidade financeira e exigindo maior rigor na concessão de crédito.

Quanto à solvabilidade, que mede a capacidade dos bancos de suportar perdas e honrar compromissos, os resultados mostram robustez do setor. A média ponderada subiu para 26,11%, muito acima dos mínimos exigidos pelo Banco de Moçambique. O BIG — Banco de Investimento Global apresentou a solvabilidade mais elevada, com 355%, refletindo baixa exposição ao risco e uma carteira de investimentos conservadora, seguido do Banco Mais (193%), Bayport Financial Services (149%) e UBA (137%).

Em conclusão, a pesquisa da KPMG confirma que o setor bancário moçambicano continua resiliente e em trajetória de crescimento, apesar das pressões económicas externas e internas. Entre os pontos fortes destacam-se o aumento expressivo dos depósitos, lucros consistentes, elevada solvabilidade e boa rentabilidade em instituições chave. Já os desafios persistentes incluem o crescimento do crédito malparado, eficiência operacional ainda baixa em vários bancos e forte concentração nos maiores players do mercado. O estudo indica que a modernização tecnológica, melhoria da gestão de risco e diversificação dos serviços serão determinantes para consolidar a sustentabilidade do setor nos próximos anos.

BCI mantém liderança no ranking do sector bancário em activos e crédito

BCI

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) voltou a liderar, em 2024, o ranking das instituições financeiras que operam em Moçambique, tanto em activos totais como em empréstimos e adiantamentos, segundo dados consolidados do sector bancário nacional.

De acordo com o relatório de desempenho das instituições financeiras divulgado pela KPMG, o BCI encerrou o ano com 231,6 mil milhões de meticais em activos, seguido do Banco Internacional de Moçambique (Millennium bim), com 207,9 mil milhões de meticais, e do Standard Bank, que ocupa a terceira posição, com 78,5 mil milhões de meticais.

No total, o sector bancário registou 988,4 mil milhões de meticais em activos, cifra que representa uma ligeira variação em relação aos 983,2 mil milhões registados em 2023, indicando estabilidade na estrutura de activos das principais instituições financeiras.

Crédito à economia cresce, com BCI, Millennium bim e Standard Bank na dianteira

No segmento de empréstimos e adiantamentos, o BCI mantém igualmente a liderança, com um volume de 78,2 mil milhões de meticais, seguido pelo Millennium bim, que movimentou 45,3 mil milhões, e pelo Standard Bank, com 32,6 mil milhões de meticais.

O total de crédito concedido pelo sector bancário atingiu 291,9 mil milhões de meticais, comparativamente aos 289 mil milhões registados em 2023, reflectindo um ligeiro crescimento, apesar do ambiente económico desafiante e dos riscos associados ao financiamento empresarial.

Instituições de média dimensão reforçam presença

O relatório evidencia ainda o desempenho de bancos de média dimensão, como o Moza Banco, Nedbank Moçambique, First Capital Bank e Access Bank, que apresentaram níveis de activos acima de 20 mil milhões de meticais, consolidando a sua presença no mercado e contribuindo para maior diversidade na oferta de serviços financeiros.

No domínio do crédito, o Bayport Financial Services, o Banco Letshego, o United Bank for Africa (UBA) e o Vista Bank mantiveram posições relevantes no apoio ao consumo e ao financiamento de actividades produtivas, reflectindo um sector cada vez mais dinâmico e competitivo.

Estabilidade e resiliência dominam o comportamento do sector

Apesar dos desafios macroeconómicos, marcada por volatilidades externas e constrangimentos de liquidez em alguns segmentos, o sector bancário moçambicano manteve sinais de resiliência, com estabilidade no volume de activos, expansão moderada das carteiras de crédito e reforço dos sistemas de gestão de risco.

Analistas apontam que a ligeira expansão observada tanto em activos quanto em empréstimos indica a continuidade de uma estratégia prudente por parte das instituições financeiras, alinhada às recomendações do regulador e às perspectivas de recuperação económica gradual.

Afreximbank disponível para financiar até quatro mil milhões de dólares em projectos estratégicos

O encontro realizado ontem, em Maputo, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente do Afreximbank, George Elombi, marcou o início de uma nova etapa de cooperação financeira, orientada para projectos estruturantes nos sectores de energia, infra-estruturas, turismo, minerais, petróleo, gás e processamento industrial.

Na audiência, o Afreximbank manifestou disponibilidade para mobilizar entre três e quatro mil milhões de dólares destinados a apoiar iniciativas prioritárias do Governo moçambicano, inseridas nos pilares estratégicos definidos para acelerar o crescimento económico.

Banco reafirma confiança no potencial moçambicano

Falando à imprensa após o encontro, George Elombi descreveu a reunião como “extremamente útil” e referiu que as discussões incidiram exclusivamente sobre matérias económicas. O dirigente destacou que Moçambique é considerado um parceiro prioritário e que o banco está empenhado em financiar projectos com impacto directo na modernização do país.

Por seu turno, Richman Dzene, Director do Gabinete do Presidente do Afreximbank para Pesquisa e Políticas, sublinhou que o pacote financeiro poderá contemplar investimentos em geração e transmissão de energia, infra-estruturas turísticas, apoio directo ao Governo e iniciativas voltadas ao comércio intra e extra-africano.

Segundo Dzene, a nova fase de cooperação está orientada para “garantir avanços concretos em projectos estruturantes que podem transformar a economia moçambicana”, reforçando sectores essenciais da actividade produtiva.

Governo reafirma abertura total à cooperação

Durante o encontro, o Presidente Daniel Chapo garantiu a total disponibilidade do Executivo para trabalhar com o Afreximbank na implementação de programas económicos de elevado impacto, afirmando que o Governo está disposto a cooperar com o banco “em tudo o que for necessário” para acelerar o desenvolvimento nacional.

O Chefe do Estado destacou ainda a importância de reforçar parcerias africanas de financiamento, sobretudo num contexto em que o continente procura soluções endógenas para dinamizar o comércio, reduzir vulnerabilidades externas e promover industrialização.

Instituição reforça solidez financeira

Criado em 1993, sob os auspícios do Banco Africano de Desenvolvimento, o Afreximbank desempenha um papel determinante no financiamento de projectos de grande escala e no suporte ao comércio africano. Em 2024, a instituição registou um lucro de 973,5 milhões de dólares, equivalente a um crescimento de 29% face ao ano anterior, consolidando a sua capacidade de intervenção no continente.

Perspectivas de impacto para Moçambique

A nova dinâmica de cooperação poderá acelerar investimentos essenciais em sectores-chave, desde a energia e industrialização, passando pela mecanização agrícola, até infra-estruturas de suporte ao crescimento produtivo. O alinhamento entre as prioridades do Governo e a disponibilidade financeira do Afreximbank cria condições para uma intervenção coordenada, capaz de gerar benefícios duradouros para a economia moçambicana.

Inaugurada a 1ª fábrica de gás de cozinha do País

Moçambique deu, esta semana, um passo decisivo na transformação do seu sector energético com a inauguração, em Inhassoro, da Infra-estrutura Integrada de Processamento de Hidrocarbonetos, um investimento que marca a transição para a produção doméstica de gás natural, GPL e condensado, reduzindo a dependência de importações e reforçando a competitividade económica do país.

O acto contou com a presença do Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, simbolizando o fortalecimento da cooperação económica e energética entre os dois países, num momento em que a região procura alternativas sustentáveis e integradas para responder às suas necessidades industriais.

Marco industrial que reposiciona o sector de gás

A nova infra-estrutura constitui a mais relevante adição industrial ao sector energético nacional desde o arranque do Coral Sul FLNG. O complexo combina, no mesmo espaço, produção, refinação, processamento e distribuição de gás natural, gás doméstico (GPL) e condensado, permitindo a Moçambique capturar maior valor dos seus recursos naturais.

No seu discurso, o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que a instalação “representa um salto qualitativo na diversificação da economia, no estímulo à inovação tecnológica e no aproveitamento sustentável dos recursos nacionais”, sublinhando que o projecto reforça a autonomia e estabilidade energética do país.

Com esta capacidade integrada, Moçambique reduz significativamente os encargos anuais com importações de derivados, estabiliza o mercado interno e reforça a sua posição como produtor emergente de gás na África Austral.

Impacto económico e nova competitividade regional

A produção de GPL e condensado a partir de capacidade doméstica coloca Moçambique entre os poucos países africanos com um modelo industrial completo de transformação de gás natural. A redução das importações de combustíveis, estimadas em centenas de milhões de dólares anuais, traduz-se numa melhoria do balanço comercial e no aumento da resiliência económica.

Segundo Daniel Chapo, trata-se de um “empreendimento que posiciona Moçambique num novo patamar de competitividade regional”, capaz de atrair investimentos adicionais, gerar empregos e estimular cadeias de valor locais, particularmente nos sectores de transporte, logística, serviços industriais, metalomecânica e petroquímica.

Presença de Ramaphosa reforça cooperação estratégica

A participação do Presidente Cyril Ramaphosa conferiu ao evento uma dimensão política e económica adicional. A África do Sul enfrenta constrangimentos energéticos que afectam a sua indústria, tornando natural o reforço da interconexão com Moçambique, país que é, segundo Ramaphosa, “o maior parceiro comercial africano e o quarto maior parceiro comercial mundial da África do Sul”.

O líder sul-africano reafirmou o compromisso de aprofundar a cooperação em áreas como gás natural, energia, agro-indústria e mineração, destacando que o projecto de Inhassoro fortalece a estabilidade energética sul-africana e a sustentabilidade das cadeias industriais da região.

Inhassoro e Inhambane ganham nova centralidade económica

A infra-estrutura projecta o distrito de Inhassoro como um novo polo energético e industrial, com capacidade para atrair operadores logísticos, fornecedores industriais e investimentos complementares. A longo prazo, a região poderá acolher novas indústrias transformadoras, incluindo petroquímica, fertilizantes e metalurgia de suporte.

Este reposicionamento confere à província de Inhambane um papel central na matriz energética nacional e na integração económica regional.

Estabilidade e segurança como pilares da cooperação

Daniel Chapo destacou que o reforço da capacidade produtiva energética deve caminhar a par de esforços na estabilização da região, afirmando que apenas com cooperação e respeito mútuo será possível enfrentar desafios como o terrorismo, o crime organizado e outras ameaças transnacionais que afectam a África Austral.

Fórum Empresarial reforça dinamismo do sector privado

A inauguração da infra-estrutura coincidiu com o Fórum Empresarial Moçambique–África do Sul, realizado em Vilankulo, que reuniu operadores económicos dos dois países. Chapo apelou a um ambiente de negócios “mais dinâmico, seguro e previsível”, capaz de acelerar investimentos produtivos e garantir que o sector privado seja motor da transformação económica.

Estimativas indicam que o volume de negócios entre os dois países ronda actualmente os 2 mil milhões de dólares anuais, com tendência de crescimento impulsionada pela nova infra-estrutura e pelo reforço das relações diplomáticas.

Com a entrada em operação do complexo de Inhassoro, Moçambique afirma-se como um dos protagonistas da transformação energética da África Austral, consolidando uma economia mais industrial, mais integrada e mais competitiva.